Sobre meninos, lobos e touros

Ele observava Arya se curvar inteira, enquanto segurava as mãos pequenas do filho, dando a ele apoio para que Rickard desse seus passos desengonçados. Já fazia quase um ano desde que o menino havia nascido e era impressionante como algo tão pequeno podia modificar tanto a vida de alguém.

Rickard era um bebê saudável e forte. Sam dizia que ele era grande para a idade que tinha, o que podia significar que um dia ele seria alto e robusto, um cavaleiro digno. Há poucos dias atrás ele havia dado seus primeiros passos desacompanhados. Jon e Arya estavam sentados, bebericando vinho e falando sobre qualquer coisa sem importância quando Rickard cambaleou pela sala até alcançar um de seus brinquedos que estava longe de mais.

Eles se calaram imediatamente até que o bebê estivesse sentado no chão outra vez. Arya deu um salto da cadeira e Jon correu até o sobrinho, levantando-o no colo e rodopiando com ele no ar. Era impressionante como algo tão banal podia fazer um homem se sentir tão satisfeito e feliz.

Apesar de ter conseguido andar, Rickard era preguiçoso para formar suas primeiras palavras. Arya dizia que isso era o mal do Norte, sua gente sempre seria introspectiva e nem as crianças escapavam disso. Ela se esforçava para arrancar do filho algumas sílabas, para ouvi-lo chamar por ela. Jon não sabia se ele conseguiria falar a palavra "tio" tão cedo, tentava incentivá-lo a aprender o nome ao invés disso, mas "Jon" também não tornava as coisas mais fáceis.

Às vezes, quando Arya já estava dormindo, ele se pegava imaginando como seria ouvir Rickard o chamando de pai e em segredo ele sussurrava para bebê aquela palavra, na esperança de que ele associasse o som à presença de Jon.

Não sabia o que Arya acharia daquilo, também não estava particularmente interessado em descobrir. Ainda discutiam sobre o sobrenome dele e apesar de Arya insistir em dizer que ele era um Snow, Jon providenciou para que nenhum dos servos ou dos vassalos se atrevesse a chamar o menino por este nome. Não eram raras as vezes que ouviu os servos se referindo ao bebê como "o filhote de lobo", "o lordezinho", ou o pequeno Stark.

Arya também não sabia que Jon havia escrito à rainha, explicando o acontecido e pedindo pela legitimação de Rickard como um Stark e reconhecendo-o como o herdeiro de Jon. Só falaria a ela quando a resposta fosse definitiva e então Arya não teria muito o que discutir, já que tudo estaria legalizado.

No que dizia respeito ao restante de suas atividades, a vida não tinha mudado muito. Eles continuavam se entendendo bem e Arya havia assumido as responsabilidades como a lady de Winterfell. Ela era habilidosa com as contas e a administração do lugar e em pouco tempo os estoques estavam sendo utilizados de forma bem mais prática e racional do que antes.

Às vezes ele se pegava pensando na oferta de Bran. Era um pensamento contra o qual ele resistia, mas a cada dia parecia ganhar mais e mais sentido e não era só pela parte prática. Ele e Arya se respeitavam imensamente, cuidavam um do outro com zelo e carinho indescritíveis, ambos amavam Rickard com todo coração, brigavam sobre coisas do cotidiano. A única coisa que não faziam era dividir a mesma cama e Jon já começava a achar a ideia bem menos repulsiva.

Se deu conta disso quando a viu amamentando Rickard numa manhã qualquer. Ela estava em frente à lareira, a luz dançando sobre a pele dela, enquanto seu seio estava exposto, sem qualquer sinal de constrangimento ou modéstia. Jon tentou desviar os olhos, mas desconfiava que não havia obtido muito sucesso nisso. Imaginou como seria senti-los contra suas mãos, como seria beijá-los. No instante seguinte ele deixou o quarto, constrangido de mais para encará-la.

O mundo podia colocar em xeque todas as noções que uma pessoa tinha sobre a vida. Se Bran havia conseguido manchar os lençóis de sua noite de núpcias com o sangue de Meera e agora suspeitava que logo haveria uma criança correndo pelo Forte do Pavor, então Jon supunha que nada era tão impossível assim e não era como se Arya fosse uma mulher sem qualquer atrativo.

A maternidade serviu para dar a ela formas mais arredondadas e femininas. Os seios eram mais generosos, o quadril um pouco mais largo e depois que ela havia recuperado o peso, seu rosto era mais vistoso. Ela era uma visão e ele estava sozinho há muito tempo para ser indiferente a uma mulher atraente.

Ela vinha em direção a ele, com Rickard nos braços e um sorriso satisfeito. O menino estendeu os braços para que Jon o pegasse no colo assim que chegou perto o bastante. O lorde de Winterfell sorriu ao ver o esforço do bebê para mudar de colo.

- O que você quer, Ricky? – Jon perguntou usando o apelido do bebê – Tem que dizer o que quer. – Rickard ficou ainda mais agitado.

- Papa! – duas silabas que fizeram Arya e Jon arregalarem os olhos ao mesmo tempo – Papa! – Rickard insistia, enquanto estendia os braços na direção de Jon.

- Ele falou! – Arya disse estupefata – Ele te chamou de...

- Papai! – Jon completou pegando Rickard no colo imediatamente e beijando o rosto do menino, fazendo-o rir.

- Ele não é seu "papai", Ricky. – Arya tentou corrigir o filho, como se ele entendesse qualquer coisa do que ela estava falando – Ele é seu "tio".

- Papa! – Rickard insistiu, ainda rindo das cócegas que Jon lhe fazia.

- Isso meu menino! – Jon respondeu satisfeito – Eu sou o que você quiser que eu seja.

Arya não parecia nada satisfeita com a escolha de palavras e Jon sabia que uma parte dela jamais superaria o fato de que a primeira palavra, do primeiro filho, não fosse "mamãe". Jon tentaria compensá-la de alguma forma depois, mas estava feliz de mais para se preocupar com qualquer outra coisa que não fosse ouvir a voz de Rickard chamando-o de pai.

Naquela noite, Jon pediu para que o jantar fosse especial. Beberam vinho tinto da Árvore, comeram como reis e Rickard provou tortas de limão pela primeira vez, de pequenos pedaços que Jon e Arya picavam de suas próprias porções com os dedos. Eram uma pequena família feliz e talvez, quando ele tivesse coragem de contar à Arya sobre sua origem, ele conseguisse convencê-la a formar uma família de verdade, com irmãos e irmãs para Rickard.

Faltava pouco menos de um mês para Rickard completar um ano quando um rapaz robusto chegou à Winterfell buscando uma posição como ferreiro. Era um jovem forte e dizia ter experiência com a forja. Jon encarou o homem como se algo nele fosse familiar de algum modo, mas não sabia dizer o que.

Um ferreiro era sempre algo útil e Gendry Waters parecia ser um homem honesto e esforçado. Jon não pensou duas vezes antes de aceitá-lo a serviço de Winterfell.

- É possível que Lady Stark lhe peça alguns serviços pouco usuais. – Jon advertiu o novo ferreiro – Atenda-a em seus pedidos como se estive me atendendo. Afiar a espada dela, forjar outra, adagas, facas, o que ela quiser deve fazer.

- Eu não sabia que meu senhor era casado. – o ferreiro disse timidamente. – Eu não fui apresentado à sua senhora.

- Vai saber quem ela é no momento em que a vir. Arya é uma lady pouco convencional e não é a minha esposa. – Jon corrigiu o homem imediatamente – É a filha mais nova de Eddard Stark, minha meio irmã. Vai vê-la bastante por aqui, junto com meu sobrinho, Rickard.

O homem abaixou a cabeça e não falou mais nada. Jon podia jurar que tinha visto um brilho distinto nos olhos de Gendry no momento em que mencionou o nome de Arya, mas preferiu não tocar no assunto.

Quando Gendry decidiu deixar a estalagem já fazia quase seis meses desde que Arya havia partido na calada da noite. Seis meses sem um sinal de vida dela e sem conseguir dormir direito, pensando no que poderia ter acontecido com ela. Estava farto de ser deixado pra trás todas vez que Arya decidia que seu lugar não era aquele.

Ele não teve qualquer dúvida quanto ao destino que ela escolheria. Winterfell era sua casa e desde que Jon Snow assumiu o comando do Norte, as coisas estava consideravelmente mais seguras por lá. Ela voltaria para os irmãos, como ela havia sonhado por anos. Tudo o que Gendry poderia fazer era conseguir uma posição a serviço da casa dela e rezar para que ela se sentisse sozinha em sua cama vazia e viesse procurá-lo.

E ela foi até ele, como Jon Stark havia dito. Ele se espantou quando a avistou de longe, usando um vestido, conversando com um dos servos da estrebaria e segurando uma criança nos braços.

- Lady Stark e o bastardinho. – disse o mestre da forja para Gendry – Um escândalo. Ela chegou aqui com uma barriga enorme e quase morta em cima de um cavalo. Ninguém sabe quem é o pai do menino, mas Lorde Stark é capaz de enforcar qualquer um que ouse chamar o pequeno de bastardo. Rickard Stark é o queridinho do tio.

Gendry arregalou os olhos no momento em que Arya se virou para encará-lo e ele pode avaliar melhor a criança. Cabelos escuros, forte, com bochechas coradas e olhos azuis. Ele fez as contas mentalmente. Tentou se lembrar da ultima vez que eles haviam dividido a cama e foi como se um soco lhe acertasse a boca do estômago.

Era seu filho. Aquele menino que ela carregava era seu filho.

Ela caminhou até a forja e ordenou ao mestre que providenciasse para ela qualquer coisa sem importância, apenas para deixá-la a sós com Gendry sem levantar suspeita.

- O que está fazendo aqui? – ela perguntou com voz apressada.

- Eu poderia te perguntar a mesma coisa, minha senhora. – ele retrucou, sem conseguir desviar os olhos dela ou do menino – Você...Você é a mulher mais desprovida de coração que eu conheço!

- Pare de falar bobagem. Você sempre soube que tudo o que eu queria era voltar pra casa, mas você se recusava a me acompanhar. – ela tentou se defender.

- Mas isso não te dava o direito de fugir carregando o meu filho! – Gendry retrucou enquanto observava Rickard brincar entretido com a gola da roupa da mãe – É meu filho, não é?

- Fale baixo! – ela retrucou imediatamente – Jon é capaz de te enforcar se o ouvir falando isso.

- Todos dizem que Lorde Stark o trata como filho. – Gendry disse ressentido – Você o tirou de mim pra torná-lo propriedade do seu irmão corvo! Arya, eu sempre amei você, sempre a tratei com respeito e é isso o que eu ganho? Até meu filho você tirou de mim!

- Já disse para falar baixo! – ela disse firme – Se for discreto, vai poder ficar aqui e vê-lo crescer, mas Jon não pode desconfiar de nada.

- Pros sete infernos com Jon! Ele não pode me proibir de ver ele meu filho crescer. – Gendry respondeu enfurecido – Vamos embora daqui, Arya. Nós três podemos formar uma família.

- Eu já tenho uma família, Gendry. Você sempre soube disso. – ela respondeu firme – Rickard gosta daqui e Jon é louco por ele.

- Rickard é um nome bonito. – ele disse encarando o menino e passando a mão pela cabeça dele a primeira vez – Rickard Snow, não é? – Arya fechou o semblante.

- Rickard Stark. Jon insiste que ele tenha o nosso sobrenome. – Arya disse – Eu ainda não consegui fazê-lo desistir da ideia de legitima-lo e eu sei que ele pretende fazer de Ricky seu herdeiro.

- Um destino gentil para um bastardo. – Gendry sentiu um gosto amargo na boca – Então meu filho será um lorde, já que seu irmão é incompetente o bastante para não conseguir fazer um filho que seja dele.

Gendry se calou ao ver Jon Stark se aproximar da forja. O lorde havia acabado de voltar da vila do inverno, neve derretia sobre seus cabelos e ele sorriu imediatamente ao ver Rickard no colo da mãe. Gendry tentou disfarçar a raiva ao ver o homem que havia lhe roubado Arya e Rickard.

- Papa! – Rickard exclamou nos braços da mãe no momento em que avistou Jon.

- Eu senti sua falta, meu garoto! – ele disse beijando a testa de Rickard e o pegando no colo em seguida. Ele beijou o rosto de Arya com carinho antes de se virar para cumprimentar Gendry – Vejo que já conheceu Lady Stark e nosso Rickard.

- É um menino muito bonito. – Gendry disse tentando conter a contrariedade em ver Rickard chamando aquele homem de pai.

- Veio pedir para que ele restaure Agulha? – Jon perguntou a ela.

- Eu estava pensando em reforçá-la também. O balanço já não me parece tão adequado. – ela respondeu – O trabalho de Gendry parece muito bom. Foi um bom negócio contratá-lo.

- Achei que gostaria. – Jon respondeu sorrindo para ela – E se você aprova então devo ter feito um negócio extraordinário. Seu gosto por lâminas é melhor do que o meu.

- Você usa aço valyriano, não precisa ter gosto quando tem o que há de melhor nas mãos. – Arya disse revirando os olhos. Jon riu da provocação e tanta intimidade entre eles estava deixando Gendry doente de raiva.

- Melhor entrar. – Jon disse por fim – Está esfriando e não queremos ninguém doente aqui, não é mesmo? – Arya concordou com um aceno de cabeça – Obrigado por seus serviços, Gendry.

- Não há de que, meu senhor. – Gendry respondeu educadamente, antes de Jon, Arya e Rickard se afastarem.

Ele os admirou a distância. Como conversavam, como riam, como cuidavam do menino com carinho e adoração. Jon era insuportavelmente perfeito e o lugar que ele ocupava ao lado de Arya parecia ter sido feito para ele e ninguém mais.

Todo aquele tempo em que havia ficado com ela, Gendry nunca suportou ouvi-la falar do meio irmão como toda aquela adoração na voz. Naquele tempo, Gendry sentia que era apenas um substituto mal ajambrado que preenchia o vazio que antes era ocupado por Jon Snow e agora Gendry tinha certeza que jamais teria conseguido ocupar aquele lugar na vida dela.

Arya não nasceu para ser uma lady, mas aparentemente ela havia nascido para ficar ao lado de Jon Snow. O fato dele agora ser um lorde era algo secundário. Perto dele ela era o que devia ser por nascimento e por espírito. Aquele homem havia roubado de Gendry tudo o que ele amava e sem fazer qualquer esforço.

Jon ainda não havia pego no sono quando Rickard começou a chorar. Longos minutos haviam se passado sem que o choro cessasse e ele se perguntou se talvez o menino estivesse doente. Levantou da cama e foi até o quarto, esperando para ver Arya junto ao berço do filho, tentando acalmá-lo, mas o que encontrou foi a ama de leite. Ela fez uma breve reverência ao lorde antes de acalmar o menino dando o peito a ele.

- Aonde está Lady Stark? – Jon perguntou para a mulher imediatamente.

- A senhora pediu para que eu ficasse com ele. Disse que tinha de tratar de um assunto. – a mulher respondeu corando. Mulheres decentes não tratam de assuntos no meio da noite, enquanto deixam seus filhos para trás.

- Ela saiu há muito tempo? – Jon perguntou sério.

- Não senhor. – ela disse – Não mais do que quinze minutos. O menino estava dormindo, mas acordou com fome.

- Então ele está bem? – Jon perguntou enquanto a mulher afastava Rickard do peito para embala-lo.

- Está sim. Ele vai voltar a dormir agora. – a ama respondeu.

- Pode deixar que eu o coloco pra dormir. – Jon disse a ama enquanto pegava o sobrinho no colo – Está dispensada. Caso ele tenha fome outra vez, eu mando chamá-la.

- Com sua licença, meu senhor. – ela fez uma breve reverencia e deixou o quarto.

Jon caminhou por meia hora dentro do quarto, com Rickard nos braços, até que o sobrinho pegasse no sono. Arya ainda não havia retornado e ele não conseguia evitar a sensação desconfortável de traição. Por muitos anos ele havia considerado que infidelidade era uma especialidade masculina, mas ali, sentado com uma criança nos braços, esperando pelo retorno de Arya, era impossível não se sentir um marido traído.

Ele não era o marido dela, nem o pai da criança. Arya era jovem e ele supunha que era natural que ela se sentisse atraída por alguém. Ele só não esperava que aquilo o incomodasse tanto. Jon colocou Rickard de volta no berço e ficou observando o menino dormir em paz.

O quarto estava escuro e ele ficou sentado nas sombras, em silêncio, pensando e esperando por ela. A porta do quarto foi aberta com cuidado e Arya se esgueirou para dentro, quieta como um gato, usando capa e botas.

Ela chegou junto ao berço e deu uma espiada em Rickard, sem reparar que Jon estava ali.

- Ele sentiu falta da mãe. – ele disse com a voz mais fria e mais grave do que ele usava normalmente.

Arya ergueu os olhos para encará-lo. Os olhos cinzentos estavam arregalados, o cabelo desarrumado e o rosto afogueado. Era óbvio que ela estava assustada. Ela se ergueu, respirou fundo esperando para que ele dissesse alguma coisa, qualquer coisa, que quebrasse aquele maldito silêncio.

- Aonde foi? – ele perguntou sério, sem desviar os olhos dela.

- Ao bosque sagrado. – ela respondeu rapidamente. Jon cerrou os pulsos.

- Por algum motivo, eu não acredito em uma palavra disso. – ele disse caminhando até ela. Sentiu um cheiro distinto de fuligem e ferro – O bosque sagrado não cheira a fumaça. Me diga, você tem um amante, Arya? Um que cheira a fuligem e ferro?

- Não seja absurdo, Jon. – ela disse imediatamente.

- Então comece a falar a verdade pra mim! – ele disse imperativo.

- É o pai dele. – Arya disse como se aquilo lhe custasse uma boa dose de força. Jon sentiu seu sangue se esvair do rosto – Ele está aqui e quer uma chance de se aproximar de Rickard. É um direito dele, conhecer o filho. – ele respirou fundo e ficou em silêncio pensativo por alguns segundos. Queria dizer não. Queria poder dizer não a um pedido como aquele.

- Imagino que sim. – Jon respirou fundo sentindo o coração acelerar – Quem é?

- Gendry. – ela respondeu séria e ouviu Jon socar a mesa.

- Sete infernos! – ele resmungou. Nem de longe era tão ruim quanto ele havia imaginado. Mas Arya nunca foi muito sensata em seu comportamento e tudo aquilo que fosse proibido e pouco aconselhável a atraía mais. – Um ferreiro e um bastardo, Arya! E eu o aceitei ao meu serviço pra que? Pra vê-la se esgueirando até a forja no meio da noite? Quanto tempo até que esteja grávida outra vez? Não pensa nisso?

- Eu não estou dormindo com ele! – ela se defendeu imediatamente, sentindo-se envergonhada e furiosa diante de Jon.

- Você ainda não está dormindo com ele! – Jon retrucou – Eu vou ser tolerante porque ele tem o direito de conhecer o filho, mas eu te aviso, Arya. Se ele encostar a mão em você, ele é um homem morto! – ele deixou o quarto sem lançar a ela um segundo olhar.

Nota da autora: Então, eu sei que tá batido, mas o pai do Rickard é mesmo o Gendry. A Arya é uma pessoa desconfiada por natureza, por isso acho que ela gostaria de ficar na zona de conforto. Gendry sempre foi o cara que substitui o Jon na vida dela, enquanto ela anda pelo mundo perdida e sem casa. O Jon realmente leva a sério esta história de agir como o pai do bebê e deu pra notar que ele está fazendo um ótimo trabalho. Rickard é louco com o tio e isso deixa a Arya desconfortável. E o ciúme é uma coisa linda, neh? Mas a honra dos Stark não permite que Jon chute o Gendry pra fora logo de cara. Espero que gostem e comentém.

Bjux

Bee