Notas:

Mil desculpas pra quem estava esperando o capítulo. Natal atrasou a minha vida! hehehehehe

Lembrem-se sempre: reviews trazem conforto ao coração de um escritor! xP

Sem enrolações...espero que gostem deste capítulo...eu adorei escrevê-lo.

Autor: Matthew Black Potter Malfoy

Beta: Amy Lupin

Shipper: Peeta/Cato, Peetato, Potato

Disclaimer: Não...eu não tenho e nem quero ter direitos autorais de Hunger Games. Pra falar a verdade, eu queria era fazer parte da obra, estar em Panem...no distrito dois...na casa do Cato...no quarto dele...mais especificamente na cama dele! Lógico que toda aquela coisa dos Jogos deveria ser reconsiderada, mas isso é um mero detalhe! hahahahaha


Capítulo seis-Atena Hadley

- Então... - a Sra. Hadley disse, quando Peeta sentou-se ao seu lado no mesmo sofá da noite anterior. - o que vocês fizeram durante a manhã?

- Eu fui dar um mergulho na praia. - Cato disse entediado. - o fedelho aí ficou apreciando a paisagem aqui. - ele completou apontando para Peeta e depois para si mesmo, com um sorriso zombeteiro.

- Eu não es...

- Não se preocupe, Peeta. - a Sra. Hadley disse, olhando para o filho de maneira desaprovadora. - Eu já estou acostumada com as brincadeiras de mau gosto dele.

Ela voltou-se para Peeta, sorrindo de uma maneira maternal que o desconcertava. A única coisa que ele conseguia fazer era apertar as bordas do seu caderno de desenho, enquanto encarava o chão.

- Você deve ter passado a manhã inteira desenhando, estou certa? - ela perguntou, ainda sorrindo.

Peeta balançou a cabeça, tímido. Ele não sabia dizer exatamente o porquê, mas não queria que a mulher pedisse para ver seus desenhos, como na noite anterior.

- Posso vê-los? - ela perguntou logo em seguida, estendendo a mão em direção ao garoto.

- Hum...claro! - ele disse sem querer soar contrariado, entregando o caderno para a mulher.

Ele sabia que ela não mostraria para Cato os desenhos, mas mesmo assim, o garoto estava envergonhado da mãe do outro ver que ele continuara desenhando seu filho. Peeta pôde ver, pelo canto do olho, que Cato se remexeu na poltrona que Haymitch ocupara na noite anterior.

- Estão ótimos, Peeta. - a mulher disse enquanto folheava o caderno. - Mas os de hoje parecem inacabados. Por quê?

Peeta corou. Ele já estava se sentindo como um idiota ficando vermelho daquela maneira. Ele nunca fora uma pessoa tímida, ou pelo menos, assim ele se considerava. Alguns diziam que ele era comunicativo e engraçado. Mas os Hadley tinham um efeito sobre ele que o tornava o ser mais patético do mundo, que se embaraçava com um elogio da Sra. Hadley ou uma insinuação de Cato.

- Eu não consegui me concentrar muito em nenhum ponto específico. - o garoto murmurou, sentindo-se mais estúpido a cada segundo.

- Entendo. - a mulher disse, fechando seu caderno e devolvendo-o.

Ela continuou olhando para ele e sorrindo, como se não tivesse nada mais interessante no mundo do que o garoto à sua frente.

- Mãe! - Cato chamou de maneira ríspida. - Você está encarando ele. - ele disse girando os olhos.

- Oh...me desculpe, querido. - ela disse abanando a mão em direção ao filho. Então se inclinou em direção a Peeta. - Ele não gosta de ter a atenção roubada, se é que me entende. - ela sussurrou, sorrindo de maneira travessa.

Peeta não pôde impedir-se de gargalhar.

- O que tem de tão engraçado, pirralho? - Cato perguntou, seu rosto vermelho de raiva.

- Cato Hadley, - a Sra. Hadley disse virando-se em sua direção. - tenha mais educação com nosso convidado.

Cato deveria estar preocupado com a possibilidade de atrapalhar sua viagem, pois Peeta ficou surpreso com a atitude do outro. Ele ainda estava de cara fechada e seu rosto permanecia vermelho, mas ele limitou-se a bufar e olhar carrancudo em direção a Peeta.

- Por que você não mostra ao Peeta o resto da casa enquanto eu vejo com os empregados por que o almoço não saiu ainda? - a mulher disse levantando-se e saindo do aposento.

-Potato-

Cato não sabia por que estava fazendo aquilo. Seu pai pedira pra fazer companhia para o outro, mas ser o guia turístico de sua própria casa era um pouco de exagero.

A verdade é que o garoto não conseguia dizer não para sua mãe. Por isso ele andara com o outro pela casa. Ele já mostrara quase todo o andar inferior. Visitaram a biblioteca, a piscina, a sala de vídeo e agora estavam caminhando pelo corredor até a sala de jantar, que Peeta já conhecera na noite anterior.

- O que tem naquelas salas? - Peeta perguntou, notando que Cato deixara três portas de fora do tour.

- Qual é, Mellark! Não tá se achando muito intrometido? - Cato perguntou, arqueando uma sobrancelha.

Peeta corou, desviando o olhar do outro.

- Cato! - a Sra. Hadley disse, aparecendo no corredor. - Eu não disse pra você ser mais educado?

Cato limitou-se a encarar a mãe, enquanto ela balançava a cabeça negativamente.

- Venha Peeta. - a mulher disse, pegando a mão do garoto e o puxando em direção aos cômodos.

O primeiro cômodo era um escritório. O escritório do Dr. Hadley. Eles não ficaram ali mais do que quinze segundos, apenas o suficiente para Peeta olhar para cada parede do aposento, enquanto Cato batia o pé, parado à porta, impaciente.

Quando eles entraram no segundo cômodo, o queixo de Peeta caiu. Era uma sala ampla, com grandes portas de vidro em duas das paredes, que davam acesso ao jardim. Havia várias esculturas por todos os lados, algumas ainda inacabadas.

- Esse é meu ateliê Peeta. - a Sra. Hadley disse sorrindo para o garoto.

- Eu não sabia que você era uma artista. - o garoto disse, andando pela sala.

- Não é para tanto, meu querido. - a mulher disse soando divertida. - Eu exponho algumas esculturas no museu do Capitol, mas não acho que isso conte muita coisa.

- Elas são fantásticas. - o garoto disse se aproximando de uma das esculturas.

Peeta achava que ela parecia um misto de uma mulher nua com uma árvore. Os braços pareciam galhos e ela não tinha cabeça. Ele podia ver a forma dos seios e do quadril dela, mas as pernas eram fundidas e enterradas na terra. Por trás, o tronco apresentava uma rachadura grotesca. A madeira de composição da peça tinha aparência velha e lembrava ao garoto as árvores que eram carbonizadas em incêndios florestais.

- Essa é linda. - Peeta disse, após dar a quarta volta na peça, admirando-a.

- É a minha preferida! - a mulher disse andando até a escultura e encarando-a.

Quando Peeta olhou para a Sra. Hadley, foi para constatar que ela estava com os olhos brilhando. Por um momento ele achou que ela estivesse chorando, mas logo ele percebeu que ela estava com o semblante de puro contentamento.

- Eu a fiz quando estava grávida do Cato.

- Será que podemos ir almoçar agora? - Cato disse inconvenientemente.

Peeta olhou na direção da porta. O garoto mal entrara no aposento, ele limitara-se a se encostar no batente e cruzar os braços.

- Oh...é mesmo! Quase me esqueci disso. - a Sra. Hadley disse, tentando não soar magoada, mas Peeta percebeu como ela se chateara com a falta de interesse do outro. - Vamos almoçar. Eu posso te mostrar o ateliê depois, com mais tempo. - a mulher completou, colocando as mãos sobre as costas do garoto e o empurrando delicadamente até o corredor.

Peeta não pôde deixar de sentir raiva de Cato, enquanto via o garoto andar como se não percebesse o que havia feito. "Talvez ele não tenha percebido" uma voz em sua cabeça discutia com a fúria crescendo dentro de seu peito. Uma coisa era fato, ou o outro não tinha muita noção de quando magoava alguém, ou talvez ele gostasse de fazer isso.

Peeta estava tão perdido em pensamentos sobre as atitudes de Cato e tão ansioso com a perspectiva de voltar para o ateliê de Atena, que ele nem percebeu que não entrara no último cômodo da casa.

-Potato-

Cato estava entediado. Depois do almoço, sua mãe levara Peeta até seu ateliê, então ele decidira assistir um filme. Mesmo após dois filmes, o outro garoto ainda não havia saído do ateliê, então decidiu subir para o seu quarto, para malhar um pouco.

Ele estava fazendo abdominais e ouvindo música há meia hora. A música estava alta - como sempre - por isso ele não ouviu as batidas na porta de seu quarto. Ele só percebeu que tinha alguém do outro lado da porta, quando essa foi aberta e o topo da cabeça loira de Peeta entrou por uma fresta.

Ele voltou sua cabeça para fora imediatamente, com uma velocidade duas vezes maior do que ele a colocara para dentro. Não sem antes Cato perceber que ele corara furiosamente.

- Que foi, Mellark? - ele disse enquanto retirava os fones de ouvido e caminhava até a porta.

- Eu só vim...

Mas o que o garoto parado na porta de seu quarto, com o rosto mais vermelho que Cato já vira, viera fazer em seu quarto era um mistério. Pois no momento em que o maior abriu a porta, Peeta estancara em silencio. Ele encarava seus tênis e parecia não ter coragem de erguer os olhos para nada.

- Você veio...? - Cato perguntou impaciente.

- Será que dá pra você vestir algo? - Peeta perguntou, ficando cada vez mais sem graça. - Não é como se essa cueca cobrisse muita coisa.

- Isso te incomoda? - Cato perguntou passando o dedo sob o elástico da cueca. - Eu posso resolver isso facilmente tirando ela. - ele disse puxando o elástico para frente, ao que Peeta reagiu virando-se de costas e cruzando os braços.

- Apesar de você estar se divertindo muito às minhas custas, - Peeta começou a dizer emburrado. - eu só vim aqui te dizer que já estou indo para casa. A gente se vê amanhã.

- Espera! - Cato disse puxando o outro pelo ombro para dentro de seu quarto. - Meu pai disse que eu tinha que te levar em casa. - Ele disse enquanto caminhava até seu closet.

- Sua mãe disse para eu subir aqui para lembrá-lo disso, - o menor começou, ainda de costas para o outro. - mas não precisa se incomodar. Ainda está cedo, eu posso ir andando.

- Diga isso ao Sr. e Sra. Hadley. - Peeta pôde ouvir a voz do outro vindo de dentro do closet, aparentemente ele estava colocando uma camiseta, uma vez que soava abafado. - Parece que eles têm uma queda por você.

"Bem que outro Hadley podia ter uma queda por mim" Peeta pegou-se pensando. "Mas o que diabos você está imaginando, Peeta? Se você acha que tem alguma chance com ele, pode ir tirando o cavalinho da chuva" ele se repreendeu logo em seguida.

- Vamos. - a voz de Cato o tirou de seu devaneio momentâneo.

Ele já estava ao seu lado. "Cristo! Por que ele tem que usar essas roupas tão apertadas?" Peeta se perguntava, enquanto caminhava apressado para fora do quarto do garoto, torcendo para que ele não tivesse percebido a encarada que dera na parte anterior de sua bermuda.

-Potato-

Cato tinha que admitir que estava achando graça daquilo. Desde que descobrira que Peeta era virgem, aquela manhã, ele percebeu que deixar o outro desconfortável era mais fácil do que imaginava.

Ficar insinuando que o outro estava admirando seu físico, já fora engraçado, mas nada o divertira mais na última semana do que a reação do outro quando entrara no seu quarto há alguns minutos atrás.

Agora ele estava se segurando para não rir. Estava provocando o outro. Há cada minuto, aproximadamente, ele dava uma "ajeitada" em seu pênis, o que inevitavelmente atraía a atenção do garoto no banco do passageiro. Peeta podia até disfarçar, mas como Cato estava fazendo aquilo propositalmente, não tinha como não perceber.

- Tem alguma música pra ouvirmos? - Peeta perguntou de repente, olhando pela janela.

Aparentemente ele estava procurando algo para se distrair, o que fez com que Cato sorrisse, achando mais graça da situação.

- Você provavelmente não vai gostar de nada que eu escuto. - Cato disse dando de ombros e virando uma esquina.

- Então poderíamos ouvir alguma coisa do meu celular. - Peeta disse retirando o celular do bolso e balançando-o em direção ao outro. - Só dessa vez. - ele disse fazendo biquinho, inconscientemente.

- Se você parar de fazer essa cara de babaca, pode colocar o que quiser.

Peeta ignorou o comentário, tentando não se sentir ofendido, enquanto ligava seu celular no cabo USB que já estava conectado ao som.

- Você gosta de Elton John? - Peeta perguntou, enquanto olhava as músicas em seu celular, pensando qual Cato poderia gostar.

- Não é muito clichê que você goste de Elton John e seja gay? - Cato zombou.

- Acho isso normal, não clichê. - Peeta disse girando os olhos. - E não são só gays que gostam de Elton John. Ele é um dos maiores cantores românticos da história.

- Pra quem gosta de músicas melosas. - Cato disse, soando entediado. - Que seja, garoto. Coloque o que quiser.

Parecia piada, mas Cato estava ouvindo "Your Song", minutos antes do outro entrar em seu quarto e agora, a mesma música estava tocando em seu carro.

- Vai me dizer que você não gosta dessa música? - Peeta disse, incrédulo.

- Pra mim ela é normal. Nada demais. - Cato mentiu. - Quem sabe se ela fosse mais animadinha...

- É minha música preferida.

Cato olhou na direção do outro. Aparentemente, Peeta nem estava ouvindo o ele que dizia. Ele estava com a cabeça encostada no vidro e cantava baixinho um verso ou outro da música.

- Ah! Qual é, Mellark! - Cato disse, retirando o outro de seu transe. - Isso já é viadagem demais. Você não está esperando que algum cara cante algo do tipo pra você, está?

Peeta corou imediatamente. Logo depois, retirou seu celular do cabo, cessando a música.

- Você pode não entender isso, Hadley. - ele disse cruzando os braços em frente ao peito. - Mas tem gente que acredita em amor. - ele completou, visivelmente emburrado.

- Patético! - Cato zombou, com um sorriso escarninho.

Eles não disseram mais nada até chegarem à casa de Haymitch. Foi só quando Peeta desceu do carro, sem se despedir, que Cato percebeu que o outro havia ficado chateado. "A culpa não é minha se o bobão acredita em contos de fadas" ele pensava enquanto caminhava para casa, mesmo que não conseguisse explicar porque estava se sentindo incomodado.


Notas Finais: Acho que ficou bem claro, mas pra quem não entendeu, a música é "Your Song" by Elton John.