Sabe quando o dia está ruim? Mas eu estou falando de ruim mesmo, aquele tipo de dia que você acha que nada mais pode dar errado na sua vida? Pois bem, isso foi o que eu pensei ontem, mas então o universo resolveu que era o dia de foder a vida da Srta. Swan, e, adivinha só? Piorou.
Pra começar eu tive que ouvir a Alice falar tudo que ela sabia sobre o Jasper e depois mais um pouco, não me entenda mal, eu gosto dela, eu aprecio sua companhia, e a acho divertida, mas tudo tem limites de vez em quando, e eu realmente não precisava escutar sobre tudo. E quando eu falo tudo eu realmente quero dizer isso, se eu não soubesse melhor eu ia pensar que ela colocou um detetive atrás dele.
Depois de escutar até sobre a cor da boxer que o Jasper estava usando na sexta, no sábado, e adivinha só? A cor da de domingo também, eu tive que ouvir sobre suas técnicas, eu acho que nem preciso dizer o quão traumática essa experiência foi pra mim. Depois de algumas horas escutando eu tive que contar sobre a Itália, o que deixou a Alice feliz e decepcionada ao mesmo tempo já que eu fiz um resumo, do resumo, do resumo do que aconteceu lá.
O problema das pessoas, na minha opinião, da maioria pelo menos, é que elas adoram falar delas mesmas "eu fiz isso, eu fiz aquilo, eu dormi com fulano, ah e com sicrano também", e por alguma razão desconhecida pra mim, gostam de reciprocidade, e então depois de me contarem suas vidas nos mínimos detalhes, sem eu pedir é claro, esperam que eu faça o mesmo, e eu não sou assim. Se elas querem compartilhar alguma coisa que procurem um terapeuta ou um grupo de apoio. Eu nunca compartilho nada, eu guardo tudo pra mim, e isso elas não entendem. Eu acho que as pessoas pensam que eu não tenho emoção o suficiente na minha vida e se compadecem de mim contando as delas, e eu, como não sou rude não interrompo.
Alice não levou pro lado pessoal o fato de eu não ter contado tudo pra ela, e essa é uma das coisas que eu realmente aprecio nela, apesar de ter a língua mais solta que eu já vi na vida ela não força a barra, apesar de ficar chateada.
Conforme o dia foi passando, as coisas foram piorando e na hora do almoço eu recebi uma ligação de um escritório de direito de Seattle me dizendo que alguns dos ex-vizinhos do meu pai estavam reclamando da casa dele, aparentemente a vizinhança estava muito bonita pra uma casa como aquela estar por ali, já que havia algumas rachaduras causadas pela construção de uma casa ao lado da dele, casa antiga sabe como é, e que eu deveria tomar algumas providencias quanto a isso, eu não sabia que esse tipo de coisa podia acontecer, mas aparentemente todos se juntaram à causa por lá.
Quando eu cheguei em casa, foi pra encontrar todos do lado de fora do prédio por que aparentemente alguém incendiou algum apartamento, os bombeiros já tinham contido o fogo, mas estavam fazendo uma perícia pra ter certeza de que não era arriscado. Eu fiquei mais de duas horas sentada na calçada até a situação ser resolvida.
Quando eu finalmente cheguei ao meu andar foi pra ver que o apartamento que pegou fogo foi o dos velhinhos ao lado do meu e que eu ia ter que dormir cheirando fumaça. A primeira coisa que eu fiz quando eu entrei foi ligar pra Angela, uma amiga de Forks, ela era corretora de imóveis agora, e eu queria resolver logo essa situação da casa, vender antes que as coisas ficassem piores, algumas pessoas podem considerar essa atitude sem coração, mas a verdade é que eu não tenho pretensão nenhuma de voltar a morar em Forks, a minha vida é aqui agora. E eu não preciso de nada lá que guardem grandes memórias do meu pai, todas as coisas que realmente importavam pra mim, eu trouxe comigo depois do funeral.
Depois eu fui tomar um banho, e no meio dele a água ficou mais gelada do que a que fez o Jack morrer de hipotermia depois do naufrago do Titanic, e pra completar eu estava lavando o cabelo. Depois de sair do banho eu fui fazer um café pra ver se conseguia me aquecer um pouco, só que a cafeteira quebrou semana passada e eu esqueci de mandar consertar, culpa do Starbucks que tem no caminho da escola. Quando eu percebi que não tinha jeito eu resolvi fazer usando uma chaleira, e já que eu não tinha costume de fazer café assim eu errei nas medidas e saiu uma merda.
No caminho pro meu quarto eu parei pra ouvir a secretária eletrônica e só tinha uma mensagem da minha mãe. É, eu não sou muito popular, e ela disse que vinha me visitar daqui a quinze dias, ótimo. A última vez que eu a vi foi no funeral do meu pai, e isso já tem anos, isso já mostra um pouco como a nossa relação é, na maioria do tempo eu nem lembro que eu tenho mãe.
E a cereja no topo do sorvete eu vi pela minha janela enquanto eu terminava de ouvir o recado da minha mãe. Os momentos depois de quando eu vi ele me olhando, ou que eu pensei que ele estivesse me olhando, foram tensos. Mas então ele saiu da sala e quando voltou estava segurando algum artigos de limpeza e começou a limpar o vidro na frente dele. A conclusão que eu tirei daquilo foi a de que além de bisbilhoteira eu estava ficando paranoica.
Mas hoje, o que eu vi pela minha janela foi algo totalmente inesperado. Na minha mente o Sr. Assassino de Aluguel era um assassino de aluguel, mas eu nunca consegui imaginar ele matando alguém, faz sentido?
O ponto é que quando eu olhei, ele não estava sozinho, três homens estavam com ele e pela aparência das coisas eles não eram seus amigos, já que eles pareciam estar brigando com ele e em dado momento dois deles seguraram seus braços enquanto o terceiro dava socos em seu estomago, eu entrei em choque e só depois do terceiro ou quarto golpe eu consegui mover as minhas pernas e pegar o telefone pra ligar pra policia, quando começou a chamar eu me aproximei da janela de novo, e o que eu vi me fez ficar tonta pela velocidade que tinha acontecido, os dois homens que o estavam segurando estavam no chão sem se mexer, e o terceiro tinha uma arma apontada pra o Sr. Assassino, eu não entendi o por que do homem ter matado os próprios comparsas até eu perceber que não tinha sido ele o homicida, mas sim o refém, que segurava um objeto pequeno e brilhante, que eu não tinha dúvida nenhuma que era cortante em uma das mãos. Ele não se movia, estava em desvantagem já que ele precisaria chegar perto pra se defender enquanto o outro homem podia simplesmente atirar, quando eu pensei que tudo estava perdido ele jogou o que ele tinha na mão no chão o que fez o outro homem se distrair o suficiente pra ser surpreendido com um tiro na cabeça.
Eu não lembro muito bem o que aconteceu depois daquilo, eu só sei que quando eu me dei por mim eu estava na saindo do meu quarto com o telefone em uma mão e uma mala na outra, eu não tinha a mínima ideia se ele sabia da minha existência ou não, mas eu é que não ia ficar ali pra descobrir.
O telefone que eu tinha esquecido e ainda estava na minha mão começou a tocar e eu atendi.
- Aqui é do departamento de polícia de Seattle e eu estou retornando uma ligação feita por esse número – Na minha pressa e pânico eu esqueci que tinha ligado pra lá, no momento que eu abri a porta foi pra me deparar com o homem que tinha acabado de matar três pessoas no prédio em frente ao meu.
- Oi Bella – E então o mundo ficou preto.
E aí? O que vocês acham que vai acontecer agora?
Até o próximo capítulo. Bjão
Já sabem né?
IIIII
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III
