Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Sheila é uma criação minha em homenagem a Margarida, que a partir dessa história, tornou-se um personagem oficial da saga.


Boa Leitura!


Capitulo 6: Asas Douradas de Um Santo Anjo

I – Uma corrida contra o tempo.

Agora era uma corrida contra o tempo, mal estacionou o carro, entrou pelas portas de vidro correndo. Ouviu o porteiro lhe chamar, mas simplesmente ignorou, abriu rapidamente a porta da escada de emergência e desatou a subir os oito andares por ela mesma. Esperar o elevador agora estava fora de cogitação.

Sentia um aperto no peito a cada milésimo de segundo que cogitava a possibilidade do que iria encontrar lá dentro. Pedia a todos os deuses gregos e de qualquer outra parte do mundo que ela estivesse bem.

Nunca se perdoaria por envolve-la num problema do santuário, quando o que deveria fazer era protege-la, mas se até mesmo Shion perguntasse, seria veemente ao dizer que jamais se arrependeria de tê-la conhecido.

Abriu com brusquidão a porta, porém não encontrou nada lá dentro. Respirou fundo, tentando manter a calma, deixou os olhos correrem pela sala, não encontrando nenhum vestígio da jovem. A toalha ainda estava sobre a mesa de centro junto com a escova, onde ela deixara enquanto conversavam.

Caminhou a passos lentos pelo corredor, dando uma rápida olhada na cozinha, seguiu para o cômodo seguinte. Revistou a casa toda com os olhos e com o cosmo. Vazia.

Onde ela estaria? –Aioros se perguntou, tentando ao máximo manter a calma. Sentiu o celular vibrar dentro do bolso da calça. Com a mão tremula, pegou o aparelho, vendo que o numero indicado ali era desconhecido.

-Alô; atendeu, com a voz fria e controlada.

-Há quanto tempo, Cavaleiro de Sagitário? –uma voz sarcástica soou do outro lado.

-Onde ela está? –Aioros perguntou, sem rodeios, reconhecendo aquela voz, como a do mesmo que ligara para si fazendo-se passar por recepcionista do Hilton.

-Nossa, quanta educação; o espectro debochou.

-Diga logo o que quer e a deixe em paz Atlas; o sagitariano mandou.

-Não me de ordens Aioros, agora, quem manda sou eu; Atlas falou, com ar sombrio. –Mas vou te dar a chance de reencontrar sua preciosa garotinha antes de manda-los para o inferno se for possível; ele completou, com a típica gargalhada patética e insana.

-Se encostas nela eu te mato; Aioros avisou, com os punhos serrados.

-Sabe, pensei que fizesse parte do juramento de um cavaleiro, amar apenas Athena, mas pelo visto o Santo Aioros andou quebrando algumas regras; Atlas provocou.

-Não sabia que você andava prestando tanta atenção no que faço ou deixo de fazer; o sagitariano provocou, irritando-se.

-Não me irrite Aioros, não se esqueça de que, quem está com a sua amiguinha sou eu; o espectro falou.

-Fale logo o que quer;

-Quanta pressa, só porque eu ainda queria me divertir um pouco;

-Acredite, se encostar na Sheila. Quando eu pegar você, Thanatos vai ser um poço de piedade se comparado ao que vou fazer com você; o sagitariano avisou, com os obres verdes aos poucos enegrecendo pela ira.

-Ôh, é pra eu ter medo? –Atlas perguntou com uma expressão dramática, entretanto, ciente da veracidade das palavras do cavaleiro.

-Encare como quiser; Aioros completou.

-Puff! Já me cansei disso, então, vamos ao que interessa; o espectro falou.

-Deixe a Sheila fora disso, seu problema é comigo;

-Uhnnnnnn! Sheila... Sei. Isso porque você foi treinando para ser um santo. Mas ao contrario do que pensa Aioros, meu problema não é com você e sim, VOCÊ. Você é uma praga que cruzou meu caminho, era para eu ter sido escolhido para entrar na ordem, era para eu ser o pupilo da Eraen, mas não... Tinha de ser um dos queridinhos do Shion; ele vociferou.

-Não fui eu que escolhi isso Altas, deveria saber. Alias, se seu desejo fosse realmente ser um cavaleiro, você saberia; Aioros falou em tom sério.

-Puff; o espectro resmungou. –Mas vou sim resolver esse problema, me encontre no Edifício Altino Arantes e vamos conversar melhor. Só nós três...; Ele completou, antes mesmo que Aioros pudesse falar alguma coisa, ele desligou.

-Edifício Altino Arantes; Aioros balbuciou, tentando se lembrar de onde ficava isso no mapa.

-É a Torre do Banespa; uma voz soou atrás de si.

Virou-se rapidamente para trás, deparando-se com um rapaz aparentemente da mesma idade que a sua. Cabelos e olhos castanhos, vestindo-se informalmente.

-Quem é você? –Aioros perguntou, em alerta.

-Eu deveria fazer a mesma pergunta; o rapaz respondeu, fitando-o em desafio. –Onde esta a Sheila?

-Você não respondeu minha pergunta; o sagitariano falou, tentando-se manter em calma.

-Nem você a minha; Leandro falou.

Um silêncio pesado caiu sobre eles, até Aioros simplesmente guardar o celular no bolso da calça, passando pelo rapaz pretendendo sair do apartamento, não poderia ficar perdendo o tempo ali.

-Aonde vai? –o moreno perguntou, vendo que fora ignorado.

-Encontra-la, antes que seja tarde demais; Aioros falou veemente, desaparecendo novamente pela porta das escadas de emergência.

II – Luzes vermelhas.

Estava frio e um vento forte chocava-se contra seu corpo. Com dificuldade abriu os olhos para fecha-los rapidamente, sentindo o corpo tremer. Respirou seguidas vezes esperando acordar a qualquer momento de algum pesadelo maluco que estivesse vivendo.

Não poderia estar ali, alias, era impossível, mas depois de todas as coisas que vivera nos últimos dias, acreditava ate mesmo em papai-noel.

Abriu um olho lentamente, tentando se acostumar com a claridade do ambiente, logo em seguida abriu o outro. Primeiro olhou para os lados, vendo seus pulsos amarrados a correntes e grilhões, mas o mais estranho, eram dois pontos vermelhos em cada um dos grilhões, como se fossem sensores.

Surpreendeu-se ao ver acima de sua cabeça a ponta de um mastro. Não, não era sonho; ela concluiu, olhando para baixo, vendo toda São Paulo dali. Tentou manter a calma, mas era impossível, sentindo seu coração se agitar. Não podia estar na torre do Banespa.

Não naquela torre. Cuja estrutura do prédio fora modificada em sua construção, para faze-lo parecer com o famoso Empire State Building de Nova York nos anos 40, com 161,22 metros de altura.

-Céus; Sheila murmurou, vendo que não tinha nem ao menos como se soltar, sem cair numa queda livre até lá embaixo.

-Calma; ouviu alguém murmurar.

Instintivamente olhou para os lados, era impossível que houvesse alguém ali; ela concluiu, mas aos poucos sentiu o coração se acalmar, reduzindo os batimentos.

-Ele logo vai chegar; a voz completou e uma energia acolhedora a envolveu, fazendo-a adormecer novamente.

-Aioros; Sheila murmurou, antes de cair inconsciente novamente.

-o-o-o-o-

Um sorriso vitorioso formou-se em seus lábios, tudo caminhava como planejara. A ordem dos cavaleiros cairia e os espectros de Chronos liderados por Pontos, ditariam as regras a partir dali. Entretanto, nem ele era capaz de dizer, quais guinadas o destino daria dali pra frente.

III – Correndo contra o tempo.

Bufou irritado, enquanto acelerava cada vez mais, sabia que deveria ter ignorado aquele telefonema; Aioros pensou, olhando de soslaio o rapaz que literalmente invadira seu carro há minutos atrás, exigindo respostas sobre o paradeiro da jovem.

-Você ainda não me respondeu; Leandro falou, disposto a tudo a descobrir quem era o tal 'affair' da 'amiga', que o pessoal da pinacoteca estava tanto comentando, pra justificar o desaparecimento da 'workaholic' do mapa.

-O fato de não ter te chutado do carro quando entrou, não quer dizer que eu vá responder as suas perguntas; Aioros falou aborrecido.

-Puff! -Leandro resmungou. –Pode ao menos me dizer quem é?

-Aioros; ele respondeu direto e seco.

-O tal marchand grego? –o rapaz perguntou, arqueando a sobrancelha, incrédulo. –Você não tem cara de quem trabalha com arte;

Rolou os olhos, mais essa. Porque Shion simplesmente não havia mandando Aaron em seu lugar, ele saberia se virar melhor; Aioros pensou, recriminando-se por isso em seguida.

-O que você é da Sheila? –Aioros perguntou, apenas por perguntar, enquanto olhava para os lados, procurando as placas.

-Namorado dela; Leandro respondeu calmamente, entretanto rapidamente segurou-se nas laterais como pode, sentindo o cinto quase lhe enforcar com a parada brusca do carro que jogou-o de encontro ao console. –TA LOUCO; ele berrou, voltando-se para Aioros, mas engoliu em seco deparando-se com os orbes envenenados do sagitariano.

-Desce; ele mandou, tentando ignorar o que ele falara.

-O que? –Leandro perguntou, surpreso.

-Estou mandando descer; Aioros repetiu, ignorando os outros motoristas buzinando feito loucos atrás de si.

Sentindo o corpo tremer, Leandro desceu do carro, caminhando até o acostamento da marginal Tiete, mal deu dois passos ouviu o carro acelerar novamente, desatando uma corria desenfreada para o Vale do Anhangabaú.

-Cara louco; Leandro murmurou, encostando-se do guarderreiro, sentindo uma gotinha de suor frio escorrer em sua testa.

-o-o-o-o-o-

-Namorado; Aioros resmungou, enquanto pegava a primeira entrada para a avenida do Estado. Jogou o mapa que tinha em uma das mãos de qualquer jeito sobre o banco, enquanto acelerava ainda mais, só esperava que não pegasse nenhum congestionamento por causa do feriado.

Raios, deveria ter consultado o calendário do país quando desembarcara, assim teria visto que aquele dia ironicamente seria feriado, porém seus pensamentos não estavam nem um pouco interessados no feriado, a palavra 'namorado' ecoava de maneira aterrorizante em sua mente.

Porque ela não lhe falara? Obvio, não perguntara; Aioros pensou, dando um baixo suspiro com isso. O que queria? Cair de pára-quedas na vida da jovem e ainda pedir satisfações sobre seus antecedentes. Era patético, entretanto aquilo ainda não parava de lhe atormentar.

Tentando manter-se concentrado, entrou em mais um desvio, já conseguia ver a torre do Banespa dali. Faltava pouco agora...

IV – Linhas.

-Segure firme; a voz enrouquecida de uma das três idosas ecoou pela caverna nas profundezas da terra, enquanto a outra mantinha segura entre as mãos uma tesoura.

-Falta pouco agora; Clotho avisou.

O ambiente estaria completamente escuro se não fosse por uma fina linha de tom rosado entre as mãos da Moira. A tesoura de corte cego estava a poucos passos de distancia com Antrópos, pronta para entrar em ação a qualquer momento.

-Esta na hora de voltar aos céus, pequena; Laquesis sussurrou, vendo as demais assentirem.

-Esperem; uma voz ecoou dentro da gruta sombria e fria que elas se encontravam.

As três senhoras tremeram diante da imagem do Onipotente. Os longos cabelos negros com mechas prateadas moveram-se com suavidade, enquanto andava. Os orbes prateados tinham uma expressão fria e opressora, como somente o senhor do universo possuía, quando decidia mudar o destino.

-Senhor; as três ponderaram.

-Já disse para esperarem; Caos falou, com a voz pausada. –Ainda não chegou a hora; ele avisou, com um olhar que impedia qualquer contestação. –"Ganhaste mais alguns minutos, mas é só isso que terá pequena Luna"; o onipotente pensou, decidindo permanecer ali, até que tudo estivesse acabado.

V – Santo Anjo.

Estava começando a ficar impaciente, segurou com força o controle que tinha em mãos. Aquela era sua vingança. Nada do que o dourado tentasse fazer mudaria o que havia destinado a ele.

Poderia não ter a armadura e danem-se os outros espectros, eles não lhe importavam em nada, apenas sua vingança e a teria. Agora; Atlas concluiu com um sorriso diabólico, ao ver uma silhueta formar-se no final da rua, onde o cavaleiro surgia com a armadura dourada.

Em outro momento, poderia até se sentir intimidado pela aparente desvantagem, mas Chronos abençoara todos aqueles fieis a si com poderes que lhes equiparavam aos da famosa elite de Athena. Então, que o jogo começasse...

-Pensei que tivesse ficado com medo; Atlas debochou, ao tê-lo a menos de três metros.

-Não sou um covarde como você Atlas, que se esconde atrás de uma garota indefesa, com medo de me enfrentar num combate justo; Aioros falou, fitando-o com um olhar mortal.

-Não abuse da sorte Aioros; o espectro falou, encostando-se displicentemente em um poste, retirando de dentro do bolso da calça um pequeno controle, com uma luz vermelha piscando constantemente.

-Aonde ela esta? –o sagitariano perguntou, tentando manter a calma e correndo o local com o canto dos olhos, mantendo-se concentrando no espectro à frente.

-Num lugar onde suas asas não podem alcançar; Atlas falou de maneira enigmática.

Franziu o cenho, quando sentiu uma brisa suave chocar-se contra a lateral de sua face e instintivamente ergueu a cabeça. Serrou os orbes como se conseguisse enxerga-la lá em cima, a mais de 161,22 metros de altura.

-Pelo visto já a encontrou; o espectro falou com o mesmo ar de deboche. –Fico imaginando o que Athena pensaria do comportamento de seu mais fiel cavaleiro. Deixando seus valores de lado por uma reles mortal? –ele falou, com ar pensativo, enquanto brincava distraidamente com o controle.

-Como disse, se seu desejo fosse realmente ser um cavaleiro, você saberia; Aioros falou, retirando o arco dourado das costas e retesando a corda, fazendo surgir uma flecha cintilante de cosmo.

-Atire e ela morre; Atlas falou, com um olhar sombrio e carregado de ódio, segurando o controle firme nas mãos e fitando o cavaleiro, desafiando-o.

Fora tudo muito rápido, de todas as ruas e lugares dos mais improváveis, mais de vinte espectros apareceram. Todos tinham aparências comuns, mas a energia sombria que emanava deles, não deixava duvidas.

-Ande logo Atlas, temos um trabalho a fazer; um espectro falou, com os orbes avermelhados cintilando.

-SAIAM DAQUI, ESSA MISSÃO É MINHA; Atlas vociferou, voltando-se para o outro, ignorando a presença do sagitariano ali.

-Achas mesmo que Pontos confiaria em um verme como você? –outro espectro desdenhou.

-"Pontos?"; Aioros se perguntou confuso, mas logo deixou isso de lado, sua preocupação era outra. –Está na hora de acabar com isso; ele falou, chamando a atenção dos demais.

O cosmo dourado elevou-se, cobrindo todo o local. Tamanha era sua intensidade, acabou por ofuscar a visão de alguns espectros fazendo-os recuarem assustados com aquele fenômeno.

Atlas bem que tentou buscar por abrigo, vendo que seus planos haviam sido frustrados, entretanto um zunido no ar deixou-o petrificado, a flecha dourada fora disparada com tamanha destreza que as ondas formadas pelo ar, afastavam-se dando-lhe uma passagem livre pelo espaço.

Numa fração de segundos, o controle do sensor nas mãos de Atlas era transpassado junto com a própria mão do espectro pela flecha, sendo destruído. Um grito de dor escapou dos lábios dele junto com as palavras que agora, não tiveram nenhum efeito surpresa no cavaleiro.

-Acabou de condena-la a morte, meus parabéns Aioros; Atlas falou, andando cambaleante até encontrar o chão, tentando inutilmente retirar a flecha.

-É o que veremos; ele falou, com um brilho confiante nos olhos verdes.

Com um movimento rápido, correu até ficar um metro de distancia de chocar-se contra o prédio e com um único impulso, saltou. As longas asas douradas abriram-se com delicadeza, movendo-se com o vento e impulsionando-o cada vez mais para cima. Eram 161,22 metros de altura, mas quem se importava. Estava na hora de cometer realmente um milagre.

-o-o-o-o-

As luzes vermelhas se apagaram e no momento seguinte os grilhões e correntes se soltavam, deixando o corpo da jovem cair inerte, torre abaixo. Poderia dizer que aquilo era sorte ou talvez não, mas ela ainda estava inconsciente.

Os cachos castanhos moviam-se com o vento, enquanto a queda parecia suave, quase em câmera lenta.

Os prédios aos poucos pareciam maiores e o chão já podia ser visto, junto com uma luz dourada que vinha agilmente na direção da jovem, precedida por uma explosão de cosmo.

Aninhou-a entre seus braços, assim que ela se aproximou. As asas douradas moveram-se com suavidade e momentos depois seus pés tocavam o chão.

Todos os espectros já haviam fugido, temendo a ira do santo de Athena. Caminhou até um banco, a poucos passos de onde estava e colocou a jovem delicadamente deitada ali.

-Me desculpe por te envolver nisso; ele sussurrou, dando-lhe um beijo carinhoso no topo da testa, antes de voltar-se para Atlas que erguia-se do chão, apoiando-se no poste que inicialmente estava encostado.

-Você não vai vencer de novo Aioros; ele avisou, vendo o cavaleiro se aproximar.

-Não há nada pra vencer Atlas, mas é só você que esta perdendo por ser um traidor; o cavaleiro falou, sabiamente.

-Mas ainda sim Aioros, não tenho nada a perder; Atlas falou, retirando das vestes um revolver, cujo calibre era desconhecido pelo cavaleiro. –Você pode ter o poder de curar feridas superficiais, entretanto, quero descobrir até onde vão seus milagres para curar teu próprio coração. ENTÃO MORRA; ele berrou, dando vários disparos, dos quais o cavaleiro mal moveu-se para desviar.

Fora tudo muito rápido, viu apenas uma bala vindo em sua direção que realmente lhe preocupava, quando preparou-se para desviar, uma sombra de cabelos castanhos entrou na sua frente.

Arregalou os olhos, ouvindo um baixo gemido de dor e o corpo da jovem cair de joelhos, sendo rapidamente amparado por si.

-Sheila; Aioros sussurrou, ao ver a camiseta branca da jovem aos poucos ganhar uma grande mancha vermelha.

-Aioros; ela sussurrou, com a voz fraca. Serrando os orbes, voltando-se para a origem do som.

-Tem coisas que nem sendo um santo, você pode mudar; a voz de Atlas chamou a atenção do cavaleiro.

Voltou-se para ele com os orbes queimando em fúria, para logo em seguida ser substituindo por pena, ao ouvir um novo disparo e o corpo já sem vida do espectro cair sobre o chão de concreto.

-Sheila; Aioros chamou, tentando mantê-la acordada, enquanto tentava estancar o sangue.

-Deixa; ela sussurrou, colocando a mão sobre a dele.

Voltou-se para ela, sentindo o coração se comprimir e aos poucos grossas lagrimas caírem de seus olhos. Estreitou os braços em torno dela, não poderia perde-la. Não poderia...;

-Mas...;

-Cada um tem seu tempo; a jovem falou, com um sorriso sereno. –E o meu já chegou ao fim, elas disseram;

-Quem? –ele perguntou aflito.

-Elas me disseram que nossos caminhos se cruzariam, só assim poderíamos mudar o destino; Sheila falou, tocando-lhe a face delicadamente.

-Não se esforce, vou chamar um medico; Aioros falou, entrando em pânico.

-Não; ela pediu num sussurro. –Há coisas que não podemos mudar;

-Não diga isso; o cavaleiro pediu, lembrando-se amargamente das palavras do espectro.

-Obrigada por ter entrado na minha vida; a jovem sussurrou, dando um baixo suspiro.

-Não me deixa; ele pediu, colocando a mão sobre a dela, sentindo-a aos poucos gelada.

-Proteja Athena; ela sussurrou.

-SHEILAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA;

O grito ecoou por todo o local. Com um ultimo suspiro aos poucos os orbes antes serrados, fecharam-se completamente. Nuvens escuras cobriram São Paulo e em poucos segundos uma chuva forte caia sobre a cidade, seguido pelo pranto sofrido e as lagrimas amargas que caiam sem piedade pela face do jovem de asas douradas.

Continua...


Sheilinha sem ameaças de morte, please XD. Vou confessar a vocês uma coisa. Mas sem ameaças, por favor, porque olha, escrevi a fic toda, por causa dessa cena. Se não fosse ela, 'Asas douradas de um santo anjo' jamais existiria.

Antes de qualquer coisa, a fic não acabou. Vocês sabem que adoro fazer reencontros emocionantes e desenterrar algumas coisas que ninguém faz idéia de que realmente existe. Então, possivelmente a fic terá mais dois capitulo. Sim, mudei de idéia e resolvi estender a fic. O próximo será a chave para a história e depois o Epílogo, não menos importante.

Well, se eu não sofrer nenhum ataque terrorista ou receber alguma visitinha da Yakusa ou de algum Poderoso Chefão XD o próximo capitulo vai sair mais rápido do que o normal, junto com O Jardim das Rosas.

No mais, obrigada a todos de coração pelos reviews super gentis, fico muito feliz em saber que estão gostando.

Até mais pessoal

Kisus

Ja ne...