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O suor pingava. Fazia um jogo de braços e pernas incrível, pulava como um gafanhoto no escuro do grande salão. Nas paredes armas de luta como estrelas ninja e algumas facas Kunais estavam espetadas, como se tivessem sido atiradas por alguém. As armas maiores eram expostas em vitrines de vidro. A estrutura do lugar foi toda desenhada à mão, cada detalhe, tudo. As paredes eram de madeira, com desenhos de guerreiros e dragões talhados pelos melhores artistas do país. Os fuutons no chão, as tapeçarias e pergaminhos penduradas na parede e as escritas vermelhas espalhadas por todos os cantos: ensinamentos sábios dos maiores mestres da luta, incluindo um pensamento de seu professor, Maito Gai, que por acaso era o maior de todos, ficava no teto, sobre todas as cabeças. Mais aquilo não era o que lhe interessava. Desde os tempos em que treinava com seus parceiros, quando combinaram de montar um Dojo onde despejariam seus melhores momentos e lembranças, o que lhe fascinava era o corpo, a arte, e luta. Exceder limites era seu robe. Claro que ajudou Neji e Tenten em tudo, mais era nas artes marciais que ele se concentrava, não em armas ou estrutura, aquilo era coisa daqueles dois. Continuou suas investidas no ar, lutando contra as sombras. Pulava e gritava, respirava e recomeçava. Deu um grande salto, girou o tronco e lançou sua perna num chute cego antes de atingir o chão novamente. Correu até um dos cantos do local onde tinha uma vela, parou um pouco afastado da mesma e fez alguns movimentos com o braço e levantou a perna apontando para o teto, respirou. Flexionou a perna que o equilibrava e a que estava erguida ele dobrou. Chutou o ar com força, fazendo um pequeno giro e sorriu. Apagara a vela apenas com o ar que deslocara com o movimento.

- Consegui! – Gritou para o nada erguendo os braços – Gai-sensei, se o senhor estivesse aqui tenho certeza que estaria orgulhoso de mim! – parou um momento e arregalou os grandes olhos e baixou os braços rapidamente – Droga, Porque eu não filmei? – caiu de joelhos.

Começou a reclamar, mas foi interrompido pelo toque do celular, que o assustou um pouco, afinal era um de seus gritos de "Yoshii!" que seus amigos gravaram. Acabou, por incrível que pareça, gostando e utilizando como toque. Correu como uma gazela até o telefone e sorriu ao ver o nome de Neji na tela.

- Lee, é a Tenten. Faz um favor? Ah, e boa noite.

- Boa noite minha flor do campo!

- Que tua flor do campo? - o telefone devia estar na viva-voz. Riu muito do ataque de ciúmes, um dos muitos, de Neji

– Vamos lutar Neji! Seu eu vencer ganho o direito de chamá-la como eu quiser!

- Sem lutas vocês dois! – o grito de raiva de Tenten poderia ser ouvido mesmo que ela estivesse sem o celular. Ele odiava a rivalidade daqueles dois. Bom, a rivalidade do Lee – Você vai me ajudar ao não?

- Eu estou muito cansado...

- Sem problema, Lee. Eu mando o Neji fazer. Afinal era pra você filmar uma coisa, mais ele lida melhor com aparelhos...

- Cansado de não fazer nada! Pode deixar que eu ajudo! E vai ficar muito melhor do que se ele fizesse, pode ter certeza! – Antes mesmo que a morena pudesse dar continuidade ele a interrompeu. Superar Neji em qualquer coisa que fosse era motivo bom o suficiente para fazê-lo desistir de seu descanso pós-treinamento.

- Cara nós vamos virar cineastas! Não é Amor? Responde droga! – ela parecia ter batido nele ou algo do tipo, pois deu pra ouvir um urro de dor vindo do pobre Hyuuga pelo telefone – Ele disse que sim!

- Ah... Nós vamos filmar o que mesmo?


Andou furioso em direção a eles. Seus olhos já não tinham mais aquele brilho escarlate bonito de antes, era apenas ódio. Empurrou-a para longe dele com brutalidade, Deidara a amparou antes que ela fosse de encontro ao chão. Armou o punho e tentou um soco no Uzumaki, mais ele desviou para o lado, agarrou um braço de Itachi e o puxou para perto para acertar uma joelhada em sua barriga. O moreno curvou o tronco de dor, mas o outro agarrou seus ombros, o ergueu e prensou-o contra a parede, imobilizando-o. Hinata apenas gritava entre os braços de Deidara, que não a soltava de seu abraço por mais que ela esperneasse e se contorcesse. Seus gritos chamaram a atenção do loiro, que num leve distrair, olhou para o lado e teve o rosto acertado por um soco do moreno. Deus dois passos para trás com uma mão no rosto o braço livre dobrado frente ao corpo visando defender-se de outro golpe, que veio bem rápido. Itachi pulou sobre ele, a mão direita foi pra trás do crânio do outro, puxando-o para perto o suficiente pra prensar a cabeça dele nas suas costelas e rodear o pescoço com seu braço. Rápido como um animal atacando uma presa. Com uma mão tentou afrouxar a chave que ele lhe aplicava e com a outra agarrou e levantou uma perna dele. Forçou as costas e se levantou ainda segurando a perna dele, que perdeu o equilíbrio e sua guarda, o que facilitou para o outro que apenas ergueu a perna e o chutou no meio do peito com toda a força que conseguiu juntar naqueles poucos segundos. O Uchiha caiu com tudo na rua, tossindo muito e falando coisas sem sentido. Naruto se agachou perto dele, o puxou pela gola da camisa, rangeu os dentes e se preparou para começar a socá-lo, mas os gritos de Hinata o fizeram parar e voltar a si. Sentia como se tivesse cegado naqueles poucos minutos de briga.

- Para Naruto, Para! – Chorava descontroladamente. Seus soluços eram altos e faziam tremer todo o seu corpo – Ele já caiu para! E você, me solta! – Gritou em ira ao rapaz que parecia ter esquecido que a prendia ali com ele enquanto admirava os dois quase se matando.

- Desculpa, un! – soltou-a e ela correu até ele, que ainda estava de joelhos perto de Itachi.

- Sua vadia traidora... – gemeu ao ver Hinata se aproximando de Naruto – O que esse viciado em massas tem que você corre tanto atrás dele?

- Ele tem o meu coração acorrentado ao dele, Itachi. – Ele o olhava nos olhos, fixamente – Eu o entreguei há anos.

- E você tem o meu – encarou-a com desprezo – E sabendo disso me troca por esse ai – levantou-se até ficar ajoelhado, Naruto também levantou e a puxou para mais longe, envolvendo0a em seus braços protetoramente – Eu preciso de você comigo, não entende?

- Não tente encher a cabeça dela 'ttebayo!

- Ei irmão, porque a gente não se manda? Essa batalha foi perdida cara... – Deidara se aproximou, mais foi empurrado pelo amigo novamente enfurecido – Idiota! Mesmo que ela vá contigo vai ser só pra tu carregar esses chifrões ai na testa! Ela não te quer cara!

- Calem-se vocês dois seus oxigenados de merda!

- Itachi-kun pare! – Hinata soltou-se de Naruto e ficou frente a ele – Eu não quero uma vida de mentiras, não mais.

- Mentiras – levantou-se e a segurou pelos ombros, Naruto quis ir separá-los, mais o outro loiro estirou o braço frente a ele, barrando seu caminho. Ele parou e entendeu o pedido mudo do outro, ficaria atento, entretanto – E desde quando o que vivemos foi mentira?

- Nós não vivemos nada. Chegamos perto, mais ainda assim não tivemos nada de verdade – baixou a cabeça. Aquilo lhe doía demais.

- Mais eu preciso de você, eu te amo!

- Ama? – O empurrou com força para trás – Se me amar quer dizer me trair toda a noite com aquelas mulheres fúteis então esse é mais um motivo para eu não querer você pra mim! Pensa que eu não sabia? – ele ficou atônito – Aquelas marcas de batom no colarinho das camisas que você sempre tentava esconder, os chupões no pescoço que você dizia ser alergia e as várias notas de motéis que eu já achei nas suas coisas.

- Quem mandou você mexer nas minhas coisas?

- Cala a boca! – Ela gritou impaciente. A hipocrisia dele cansava – Durante esse tempo eu realmente gostei de você, não tão forte e não tão intenso quanto um amor verdadeiro, mais eu gostei. E a cada dia que passava você, aos poucos, ia despedaçando esse sentimento que eu consegui nutrir por você. E agora simplesmente o destruiu.

- Você não sabe o que eu passei! Se eu fugia para aquelas vadias era por culpa sua que não me deixava te tocar! Eu procurava, em cada uma delas, em cada gesto, o que pudesse ser ao menos parecido com você, eu fantasiava você eu sentia você. Minha necessidade de te sentir em mim foi o que me fez procurá-las tanto. Foi tudo por eu te...

- Cala essa boca eu já ouvi demais! – Naruto empurrou Deidara e andou até eles, até Itachi para ser mais específica – Isso não passa de uma obsessão sua, seu maníaco sexual!

- Ninguém te chamou aqui, aberração!

Começaram a brigar novamente. Hinata recuou alguns passos só para ser agarrada por Deidara de novo. Ele a prensava entre os braços para que não se metesse no meio dos dois. Socos, chutes, pulos, palavrões que não valem a penas escrever aqui e investidas malucas. Aquilo tudo já a estava enlouquecendo.

- E você? Não faz nada não? – perguntou ao companheiro de platéia, que era o que eles haviam se tornado.

- Já estou fazendo muito garantindo a sua segurança, un!


- Onde você conseguiu todo esse equipamento?

- Você disse que iríamos fazer uma filmagem não foi? Então eu peguei umas coisinhas extras só pra dar mais luxo ao material. Eu não trabalho de qualquer jeito.

- Mais isso não é exagero?

- Nem um pouco meu eterno rival. Isso é apenas o básico para um filme de boa qualidade.

- Lee é uma gravação pra espalhar pro pessoal, não um longa-metragem.

- Ah Tenten-chan, deixa de exagero! Não tem nada de mais ai!

- "Nada demais"?

Neji passou seus olhos perolados sobre as coisas que Lee havia levado ao Dojo para eles: câmeras com pedestais, com rodinhas, cabos, TVs portáteis, um laptop para edição, uma vara com um microfone instalado na ponta para captar o som sem que ele apareça na filmagem, microfones portáteis, cadeira com o nome "diretor" atrás, algumas lâmpadas e dois holofotes portáteis. Olhou para a namorada, que apontou uma câmera menor. Ele pegou a câmera e por insistência do amigo, deixou que ele levasse também a vara com o bendito microfone.

- Não vai levar um holofote?

- Lee a gente quer filmar sem ser descoberto. E eu acho que jogar luz na cara dele não ia ser nada discreto da nossa parte – o Hyuuga respondeu ríspido – Já vai ser bem difícil meter esse microfone na cara deles sem que eles percebam, imagina então um holofote!

- Ei! O microfone pode captar bem à distância! Não precisa meter na cara de ninguém não!

- Esquece isso Lee... Tu não sabe que esse jeito ignorante de falar faz parte do estilo Hyuuga de ser? – Riram bastante do trocadilho, exceto o Hyuuga presente, é claro. Este apenas bufou, franziu o cenho e apressou o passo – Amor foi brincadeira! Eii! – Tirou uma Kunai do bolso e saiu correndo atrás do namorado, que ao vê-la correu também visando preservar sua vida – Não me ignore Neji!

- Tenten você roubou a Kunai do mostruário do Dojo de novo? – Gritou o pobre sobrancelhudo, que fora deixado para trás pelo outros dois – Tenten pare com isso que eu não quero ter de testemunhar contra você no julgamento do assassinato de Hyuuga Neji!

- Então minta – gritou ela.

- Desculpa, desculpa! – Suplicava o Rapaz em meio à corrida – Lee me ajuda!

- Ei que tal usarmos essa prancha no lugar do carro? Ei voltem aqui!


- Sasuke-kun?

- Hm? – murmurou em resposta.

- Como será que o Naruto ta se saindo?

- Não sei.

- E a Hinata? Do jeito que ela é faz até medo ela fugir. Mais se bem que ele podia correr atrás dela, do jeito que ele é... Mais ela corre muito, talvez ele não consiga alcançá-la! Droga será que eles não se acertaram por que ela correu e a lesma do Naruto, aquele imbecil, não conseguiu pegar ela? Mais se bem que ele pode pegar o carro e... Ah, mais do jeito que aquilo é imbecil... Sasuke a gente tem que ir atrás deles! – Levantou-se de súbito, fazendo o rapaz sobre ela ficar vermelho de raiva.

- Amor – começou após respirar bem fundo para ver se conseguia se acalmar um pouco – Naruto não consegue ser tão estúpido ao ponto de deixar a pessoa que ele mais ama nesse mundo sair correndo sem dar satisfação.

- Mas...

- Eles são bem grandinhos e sabem se cuidar muito bem. Tenho certeza que está tudo ótimo e que eles devem estar fazendo o mesmo que eu estou tentando fazer a mais de meia hora contigo, mas que você não deixa por falar demais! – falou as ultimas palavras num tom elevado de voz, já estava mais irritado do que devia – Tenho certeza que eles estão muito bem no cantinho deles, quentinho e aconchegante, se agarrando como animais selvagens. Seja um pouquinho mais egoísta e esqueça eles por um instante, sim?

- Mais eu não consigo, eu me preocupo muito e... Hum... Eu penso demais nos meus ami... Oh... Ahh... Nós temos que ir ver se está tudo b... Sim, assim... Ahh... Vai... Não para Sasuke, NÃO PARA!!


- Eu te mato garoto-miojo!

- Seu maconheiro de merda! Eu que vou acabar com você!

Rolavam pelo chão como dois bichos engalfinhados. Hinata já não gritava nem chorava mais, pois aqueles dois já não tinham mais forças o suficiente nem para matar uma mosca, mais ainda assim estava preocupada com eles. Moviam-se como lesmas, os rostos inchados, um olho roxo em cada um, a boca já estava inchada e os cabelos arrepiados de tanto que um puxava o do outro. Mesmo o de Itachi, sempre tão liso estava parecendo à juba de um leão. Deidara bocejou um pouco e a soltou. Ela estranhou o rapaz. Ele a soltou e foi até os dois, separá-los sem muita dificuldade. Pareciam dois mortos vivos tentando ver quem ia pro além primeiro. Levantou o moreno e o ajudou a andar até o carro, onde ele se apoiou. Hinata já estava socorrendo o loiro, que tinha um sangramento que mais parecia um transbordar de rio no nariz. Pegou um lenço e começou a limpá-lo. Viu lágrimas escorrendo e misturando-se ao sangue no rosto dele. Abraçou-o com força e lhe beijou a testa. Levantaram-se devagar e começaram a caminhar para fora dali.

- Senta ai seu idiota – Deidara abriu a porta do carro e jogou o amigo no banco – Tava querendo morrer, seu sacana? Se não fosse por mim tu tava lá até agora, un!

- Se você estava tão preocupado – parou um pouco para limpar o sangue que veio numa tossida – porque não nos separou antes?

- Ta doido? Se eu me enfio no meio daquela briga logo no começo eu ia ta pior que tu e aquele outro idiota juntos! Estava só esperando vocês dois gastarem toda aquela energia desnecessária para poder me meter.

- Cretino! – fechou a porta do veículo com força e as travou. Sentou no banco do motorista e ligou o carro, acelerou e logo saiu da vista do loiro.

- Droga... – coçou a cabeça enquanto tentava pensar em alguma coisa – Merda, velho! Tu me obrigasse a tomar a pior das medidas...

No carro ele dirigia enfurecido, procurando por aqueles dois. Não deviam estar muito longe e ele sabia disso. Os viu enrolando uma esquina para uma rua mais movimentada, que dava perto do Ichikaru. Enrolaram e ele virou o carro com tudo, num último esforço de acabar com o loiro, esquecendo-se completamente da garota. Um grande barulho da colisão, gritos, xingamentos e air-bags em sua cara, prensando-o com tudo nos bancos do carro. Com muito esforço levantou a cabeça e viu a lateral da viatura com que se chocou. A frente do carro estava destruída e bem ao lado dele, muito perto estava um casal sendo socorrido por paramédicos. Queria saber de onde toda aquela gente havia saído naquela hora. Deixou sua cabeça esfriar e se deixou levar pelo cansaço forte e a necessidade de se deixar levar pelo desmaio vir.


- Hinata?

Abriu os olhos lentamente e se viu em um quarto de hospital. Kiba chamava seu nome e Shino a encarava de uma cadeira onde estava sentado, bem ao lado da cama onde ela estava deitada. Olhou para Kiba e lhe sorriu o que pareceu aliviar intensamente o pobre rapaz, pois ele botou a mão sobre o peito, como se o coração fosse rompê-lo com suas batidas se ele não o impedisse. Olhou para os lados e viu Tenten e Neji, ambos com olheiras horríveis, principalmente Neji. A pele pálida destacava muito o roxo debaixo dos olhos. Fechou os olhos devagar assim como os tinha aberto. Tentou lembrar qualquer coisa que explicasse ela ali naquele lugar, e se assustou com seus próprios pensamentos, erguendo-se rapidamente e andando até a porta. Olhou para os lados, ignorando os amigos que lhe chamavam. Viu Sasuke na escorado no batente da porta de um quarto ao lado do seu. Ele a vê-la arregalou os olhos e se ajeitou dando-lhe passagem para que entrasse lá. Viu Sakura com uma prancheta nas mãos e de cabeça baixa, em total silêncio. A franja cobria-lhe os olhos, mas não prestou atenção nela, e sim em Naruto, deitado naquela cama, imóvel e de olhos fechados. Arregalou os olhos e gritou aterrorizada. Correu até ele e se debruçou sobre seu peito, chorando.

- Me desculpa – pedia baixo entre os soluços de seu choro – isso é tudo minha culpa, me perdoa Naruto!

- Só se você sair de cima de mim. Isso ta me machucando! – Estancou ao ouvir aquela voz. Recuou temerosa e o viu com uma sobrancelha erguida e lhe olhando como se fosse alguma doida – O que você tem?

Olhou para Sakura, que permanecia do mesmo jeito de quando ela entrara. A segurou pelos ombros e sacudiu-a levemente, acordando a médica. Sentiu uma gota escorrendo pelo cenho. Quase enfartou pensando que Naruto tinha morrido e ela ali, dormindo em pé.

- O que aconteceu? – perguntou a rosada inebriada de sono – Ah, é você.

- O que aconteceu?

- Itachi tentou nos matar – o loiro respondeu seco. Ela sentiu-se ainda pior com as palavras dele. Sentiu-se ainda mais culpada – tentou jogar o carro sobre a gente, mais bateu numa viatura que estava ali perto. Os tiras costumam fazer blitz por ali e Deidara havia ligado pra polícia justamente por causa daquele idiota. Os paramédicos nos socorreram rápido porque estávamos praticamente em frente ao Hospital.

- Mas você não disse que ele bateu na viatura? Então o que aconteceu com a gente?

- Fomos atropelados, mas por Tenten, Neji e Rock Lee, que vinham montados numa daquelas câmeras usadas em estúdios de cinema, aquelas que ficam sobre aquelas pranchas e que as pessoas montam em cima... Lee vinha em cima de uma dessas câmeras com um microfone pendurado num pau. Aquilo foi com tudo na sua cara e a câmera, que pesava uns 40 quilos caiu com tudo em cima da minha perna. A câmera e o Lee. A prancha ainda foi pra cima de você, mais sabe Deus como, Neji conseguiu desviar um pouco.

- Sakura, a velha ta te chamando na sala dela.

- Sasuke-kun, não fala assim da minha mestra!

- Vem logo.

- Você vai também?

- Anda logo – fez um sinal com a cabeça, apontando os dois debilitados e saiu puxando a médica dali para ver se conseguia deixar aquelas criaturas sozinhas por um instante.

- Hinata? Porque ta tão longe de mim?

- D-desculpe – andou até a beirada da cama dele e começou a afagar os cabelos loiros dele. Sabia que ele gostava muito daquilo – Eu não devia nunca ter te conhecido.

- O que é isso menina? Porque esta falando essas coisas?

- Por que... – apertou os olhos e sentiu as lágrimas pedindo para deslizarem por seu rosto pálido – por minha causa você ta desse jeito. Isso tudo foi culpa minha e eu não mereço você.

- Sua idiota – ela arregalou os olhos – Se pensa que eu vou aceitar que você me deixe de novo depois de tudo isso só pode estar louca. Se você acha que tudo isso é culpa sua, tudo bem.

- Naruto...

- Você deve conquistar o meu perdão – Sentiu-se confusa com aquilo. Ele estava tão sério que fazia medo – Basta aceitar se casar comigo que eu te perdôo e esqueço de tudo – lhe sorriu do jeito mais meigo que se pode imaginar. Ria como um bobo e ela nem sabia o que dizer – E eu vou logo lhe dizendo: se disser que não, vai me encontrar morto quando chegar. Sem você a vida não presta. Então eu acabo logo com ela – A encarou nos olhos. Ela teve certeza de que aquilo não era uma brincadeira. Sorriu.

- Eu te amo demais pra te deixar morrer, sabia? Eu ficarei do seu lado, vou compensar os meus erros, prometo – o abraçou com força, arrancando gemidos de dor, dos vários machucados que ela magoava com aquele abraço que deveria ser mais leve – Ai desculpa!

- Para de se desculpar, pô! - Riu junto com ela – Agora, pega aquela cadeira de rodas pra mim, por favor – ela estranhou o pedido, mas pegou a cadeira.

O loiro que estava enrolado em um cobertor azulado se descobriu, revelando as duas pernas quebradas. Ela se assustou.

- A câmera não havia caído em uma perna apenas?

- Foi.

- Então como você quebrou as duas?

- Lembra que eu disse que o Neji, sebe Deus como havia desviado a prancha da câmera de você?

- Lembro.

- Ele a desviou e ela prensou as minhas duas pernas contra o chão e depois virou em cima do meu corpo todo – viu que ela fez uma cara estranha, havia ficado sem graça com aquilo – Me ajuda a descer?

- Ah, sim – deixou que ele se apoiasse nela, desceu-o até a cadeira de rodas. Abaixou-se um momento e sentiu um arrepio na espinha. Ouviu Naruto rindo, olhou-o e ele apenas indicou o espelho. Olhou o reflexo e viu as maçãs do rosto ficar vermelhas como sangue. Estava apenas com uma espécie de bata que os pacientes costumam usar. Muito finas e abertas atrás, deixando tudo à mostra – A-ah e-eu vou trocar de r-roupa!

- Espera! – pediu e ela se virou ainda muito vermelha – Você vai tomar banho?

- Ah... Vou. Por quê?

- Bem eu... – fez uma pausa e desviou o olhar. Agora quem estava ficando vermelho era ele – Eu também quero tomar um banho m-mas eu não posso sozinho e não quero nenhum enfermeiro "esfregando minhas costas".

Ela sorriu para ele. A proposta era mais do que tentadora, era o que ela mais quis durante esse tempo todo: estar novamente com ele. Dissera que o compensaria por seus erros, então nada melhor que atender seus pedidos e desejos, principalmente naquele momento, onde os desejos dele eram os mesmos que os dela. Empurrou-o até o banheiro, lá tinham algumas coisas para higiene pessoal que o pessoal havia trazido. Fechou a porta atrás de si e voltou a empurrá-lo. Parou debaixo do chuveiro, lá havia uma espécie de banco de mármore branco bem espaçoso, usado para por objetos. Ajudou-o a sentar-se ali e começou a despi-lo. Tirou de uma sacola que havia ali perto um plástico, que usou para envolver o gesso de uma perna depois mais um para a outra. Ele permanecia em silêncio. Terminou a proteção que fazia contra a água e se levantou. Ele a olhava. Encararam-se um momento até que ela levou a mão à cabeça dele e voltou a afagar seus cabelos. Ele e envolveu pela cintura e a trouxe para mais perto. Respirava profunda e lentamente. Queria sentir o cheiro dela. Ficaram assim por alguns minutos.

- Seu corpo ta doendo?

- Não – Era o que ele queria ouvir. Estavam cansados, marcas horríveis pelo corpo de Naruto e alguns hematomas pelo de Hinata, mais nada que aquilo não curasse. As mãos que antes estavam na cintura agora desatavam um nó, que era a única coisa que mantinha aquela batinha segura no corpo dela.

Percorreu suas costas lentamente, sabia que ela gostava desse tipo de toque. Aos poucos foi deixando que a roupa escorregasse pelo corpo dela, a abraçou mais forte. Iniciou uma onda de beijos lentos, provando daqueles lábios finos e quentes de que ele sentira falta. Desceu deslizando sua língua pelo pescoço, beijando bastante por ali. Ele puxava seus cabelos com mais força, arranhava suas costa e o prensava com mais força contra seu corpo. Com uma mão envolveu um dos seios dela, o outro ele cuidava com a boca, mordiscando levemente o mamilo, arrancando-lhe pequenos suspiros e alguns gemidos. Sentia a grande ereção entre suas pernas, mas queria continuar naquele jogo sensual com ele mais algum tempo. Chupava agora com mais força o peito dela, depois foi até o outro, fazendo a mesma coisa. Ela o puxou pelos cabelos e se afastou um pouco. Ele franziu as sobrancelhas com aquilo. Ela riu da confusão do rapaz. Ligou o chuveiro e começou a se banhar-se ali, na frente dele. Não estavam nada afastados, ele podia tocá-la com liberdade, afinal o chuveiro estava praticamente debaixo de sua cabeça, tanto que ele também se molhava um pouco. Encarou-a como uma criança a um brinquedo na vitrine, daqueles que a gente acha que nunca vai poder comprar. Seu corpo estava com alguns hematomas do acidente. Aquilo lhe doeu mais que os socos de Itachi. Sacudiu levemente a cabeça afastando esses pensamentos.

Ela começou a jogar água nele, que estava um tanto fria o que o fez reclamar um pouco. Pegou uma esponja bem macia que havia ali e o sabonete. Começou a se ensaboar, e a ele também. Esfregou todo o seu corpo e o dele, lavou o cabelo e o dele também. Jogou de lado a esponja, e ainda cheia de espuma, assim como ele, começou a beijá-lo. Abraçavam-se desesperadamente, o corpo macio dela escorregava pelo dele como seda. Os beijos desesperados não paravam, apenas aumentavam. Agarravam-se com tanta força e esfregavam-se de maneira tão necessitava que parecia que iam sair mais machucados daquele hospital do que quando entraram. Ela se posicionou contra o membro dele que já pulsava de excitação. Ele pôs as mãos na cintura dela e a ajudou a iniciar os movimentos lentos de vai e vêm que ia alternando para um ritmo cada vez mais acelerado, assim como os suspiros que eles davam. Ela enlaçou seu pescoço e encostou a testa na dele. Durante todos os momentos e nas confissões que fizeram ali se olharam nos olhos. As pernas dele atrapalhavam bastante e ela estava com um pouco de medo. O loiro a pegou pelos cabelos e puxou-a de modo que ela erguesse o queixo deixando seu pescoço para ele beijar a vontade. Surgiam novas marcas roxas, mas de amor não de dor. A jovem assim que conseguiu baixar o rosto investiu contra o corpo dele também, deixando belos chupões pela curva do pescoço e perto dos ombros. Havia perdido o resto do medo que sentia ali. Ficaram um bom tempo ali. Loucos e depravados esqueceram-se do mundo que havia La fora. Pertos da exaustão, os corpos quentes, a água fria que batia sobre eles já parecia uma cachoeira sobre as costas. Mantiveram-se abraçados até as forças finalmente cessarem e a respiração descompassada voltasse ao menos um pouco ao normal. Ela ainda sobre ele ergueu um braço e com dificuldades desligou o chuveiro e fechou os olhos. Afundou a cabeça na curva do pescoço dele ofegante.

- A gente vai ter que sair – disse.

- Espera...

- Não dá. Vão pensar que a gente fugiu daqui. Ou então que morremos dentro do banheiro.

Ele sorriu. Sua vida havia se estabilizado novamente. Finalmente. Ela os enxugou e vestiu a ele primeiro, deu trabalho, pois ele não perdia uma chance sequer de agarrá-la. Vestiu-se mais afastada dele e depois o ajudou a voltar à cadeira. Dessa vez estava segura, pois havia ido pegar roupas com Neji, que tinha trazido para ela durante a madrugada. Saíram do banheiro e deram de cara com Shino, Kiba, Kurenai, Rock Lee, Gai, Kakashi, Neji, Tenten, Sakura, Sasuke, Ino, Sai, Jiraya e Tsunade. Todos os olharam surpresos.

- Ah, esse tinha quer ter meu sangue! Esse menino passou esse tempo todinho ai com ela mesmo com as pernas inutilizáveis! Naruto você tem que colocar isso no seu novo livro: Icha-Icha Lost Legs!

- Se você for ao menos pensar em expor a minha prima, seu bastardo...

- Lee você ta filmando isso?

- Sasuke-kun, porque você não passa tanto tempo assim?

- Ino isso te deu alguma idéia?

- Deu sim, hohoho!

- Esse tempo todo com o chuveiro ligado? Nem vem que eu não pago! A conta vai pros dois ai e não pro meu hospital.

- Isso sim é juventude! E em excesso!

- É mesmo Gai-sensei! Agora, repete isso aqui pra eu poder filmar!

- Sakura coloque cães de guarda nos quartos da próxima vez que eu não quero sem-vergonhices no meu hospital!

- Para de falar nesse hospital vovó, só hoje pelo amor de Deus.

- Hinata, por todos esses anos que eu vivi com você... Nunca imaginei que você fosse tão...

- Kurenai-sensei!

- Ei, ela está ficando vermelha! Olha Shino!

- Deixe de ser impertinente seu vira-latas.

- Deixe de ser rabugento sua muriçoca maldita!

- Filma eles Lee, filma!

- Não quero câmeras perto de mim, muito menos com vocês filmando!

- Naruto-kun, calma...

- Ei vocês – Sasuke pôs fim nas diversas conversas que já se misturavam numa grande confusão de falas entre aqueles todos – Alguém sabe o que aconteceu com meu irmão?

- Minha equipe o encaminhou a uma clínica psiquiátrica. Ele vai ser responsabilidade sua a partir de hoje. Sugiro que faça visitas – Disse Tsunade – Os médicos disseram que você pode ser de grande ajuda nos tratamentos.

- Certo.

Um silêncio tomou conta dali, ninguém mais se sentiu a vontade para discutir nada, até ouvirem um grande estrondo vindo do estômago de Naruto quebra aquele clima tenso. Riram mais um poço e desceram para comer alguma coisa.

- E ai meu querido pupilo... Quando sai o casamento?

- Não sabemos ainda. Mais eu Quero que seja logo. Não sei a Hinata-chan.

- Por mim também... Já perdemos tempo demais...

- Mais compensaram legal lá no banheiro!

- Kakashi seu depravado eu vou cortar sua cabeça se você mencionar isso mais uma vez! – o loiro já estava mais do que vermelho.


Já havia se passado duas semanas desde o incidente, mais do que anormal, de Naruto e Hinata. Sasuke visitou o irmão, que estava sendo acompanhado por um dos melhores especialistas do país. Aliviou-se com o fato de que seu irmão não enlouquecera, mas teria de pagar por seus erros. Ino e Sai marcaram a data do casamento, e também se trancaram num banheiro do hospital, mas Tsunade arrombou a porta de um chute. Lee filmou tudo. Neji editou e copiou tudo para DVD e Tenten distribuiu entre os amigos. Resolveram por se reunir na barraquinha de rámen, que era o marco dos melhores momentos da turma. Riam muito, como não faziam há anos. Não que tivessem sido infelizes durante aquele tempo, mais já fazia falta todo aquele pessoal reunido, os antigos casais naquele canto tão especial, que passou marcando de um jeito diferente a vida de cada um ali.

- Ei vocês, calem a boca que eu e a Hinata queremos falar! – Naruto elevou a voz, mais do que o normal conseguindo assim toda a atenção que precisava – Fala amor – Sorriu encorajador para a morena que estava sentada ao lado de sua cadeira de rodas.

- E-eu estou muito f-feliz e... Eu e o Naruto-kun resolvemos marcar a data do nosso casamento o mais rápido possível por... – pôs as mãos sobre a barriga e sorriu corada. Neji se levantou e todos o olharam. Pulou como um bicho sobre o loiro temporariamente inválido, que apenas caiu pra trás com suas pernas quebradas e a cadeira virada – Neji!

- Maldito seja! – gritava com o rapaz, prendendo-lhe o pescoço entre as mãos que o apertava cada vez mais – Você engravidou a minha prima não foi? Responda!

- Neji, como ele vai responder se você está quase quebrando o pescoço do coitado? – Sua namorada, a única que poderia fazê-lo recobrar a razão falou enquanto o puxava – Sai de cima dele, droga! – Ele então o soltou.

- Ahh – Respirou desesperado e Hinata foi ajudá-lo a se levantar – Seu miserável, queria me matar ou o quê? – Gastou o pouco fôlego que conseguira nesse grito – Ela não está grávida!

- E as mãos na barriga?

- Eu estava com fome, nee-san! – disse corando ainda mais.

- E porque a pressa? – Perguntou o Uchiha.

- Você devia saber o motivo Sasuke-kun – sua mulher recostou a cabeça sobre seu ombro – foi o mesmo que o seu, não foi?

- É isso ai, a testuda tem razão. Mais esse monte de casamentos ta parecendo último capítulo de novela. Eu vou logo avisando que eu e o Sai casamos primeiro.

- Ei e eu e o Neji?

- Ei, mais eu não te pedi!

- É o quê?

- Parem vocês! – Gritou Hinata, o que surpreendeu a todos. Ela andava um tanto estranha, mais não esperavam mesmo por aquilo – Err... – Corou brutalmente então perceberam que ela estava voltando ao normal.

- Ai que lindo... Isso é a juventude latejando nos corpos e – foi interrompido de seu raciocínio

- Ei cara, sinceramente, porque você não arranja uma namorada e usa tua juventude com ela? Isso já ta me irritando.

- Bem... Quem eu queria casou ai... – olhou para Sakura.

- Nem pense em propor ser amante, ouviu?

- Eu jamais faria isso Sasuke-kun. Não na sua frente – pose Nice Guy

- Morra! – Sakura segurou o marido, que por pouco não começou uma briga ali mesmo.

- Hinata-chan... É melhor a gente ir, já está quase na hora.

- Hora? E pra onde vocês vão – Sai se pronunciara – Naruto nem comeu a décima tigela ainda.

- Temos que falar com uma pessoa.

Saíram sem dar maiores explicações a seus amigos. Ela pouco ligaram, acharam que devia ser alguma coisa haver com o casamento. Ela o ajudou a subir no carro, no banco do passageiro, fechou a porta e deu a volta para o outro lado, sentou e ligou o veículo. Dirigiu. O caminho foi silencioso. Ela estava com expressões pesadas no rosto, a respiração pesada e os olhos sem brilho algum. Ela estava olhando a rua passar pela janela do carro, querendo desviar a atenção para as luzes das casas ou as pessoas que caminhavam por ali. Olhou o céu que estava mais bonito que o normal. Muitas estrelas e uma lua cheia que mais parecia que ia cair sobre eles de tão grande. Admirou-a norteado em seu brilho que mais lembrava os olhos da mulher que dirigia. Olhou para ela, procurando a lua em seus olhos, mas não a encontrou. Ela o olhou de relance e aqueles olhos que pairavam sobre si tão serenos foram o que a tranqüilizou. Só mesmo ele poderia lhe aliviar nos momentos de angústia. Nem Neji conseguia ser assim. Engoliu em seco. Viu que havia chegado e respirou fundo. Olhou o volante em suas mãos por um momento.

- Vamos? – disse sorrindo depois de alguns poucos segundos.

- Vamos.

Saíram do carro. Ela o empurrava pela pequena ladeira do cemitério da folha, onde estavam os corpos dos pais de ambos. Estava cansando, Naruto pesava e ela estava um tanto desanimada, mas não se deixou levar, seu corpo e sua mente apenas prosseguiam mesmo contra isso. Parou sobre uma lápide de pedra negra, limpa e perfeita, algumas flores secas e escritas que não faziam sentido, exceto o nome do morto, Hyuuga Hiashi. Naruto manteve-se calado, olhou-a e assentiu.

- Não vim aqui pedir sua benção nem seu perdão - Começou - Vim dizer que conquistei minhas asas e agora vou voar e seguir meus caminhos. E ele – pegou na mão do rapaz que lhe sorriu meigamente – vai estar comigo, me ajudando, me guiando e me erguendo sempre que eu precisar. Coisa que você nunca fez. Independente disso, eu vim dizer que o perdôo por isso. E vim pedir a Deus que tenha pena de sua alma. – As lágrimas já caiam grossas, como se ela tivesse sido gravemente ferida e sangrasse água pelos olhos.

- Ei – o loiro a chamou e abriu os braços para onde ela se jogou – não se preocupe, eu vou te fazer tão feliz que essas lágrimas vão parecer uma pequena garoa triste de um passado distante – sorriu como sorria melhor, do jeito que ela gostava – Agora é a minha vez – ela o olhou confusa – Me leva ali.

Guiou-a até dois túmulos lado a lado, um tanto mais afastado do de Hiashi. Chegaram e ela pegou na mão de Hinata, sorrindo bobo como um retardado alegre.

- Mãe, Pai. Essa daqui é a Hinata, minha noiva – Ela se surpreendeu. Lembrou-se que ele havia lhe dito que só fora ver os túmulos dos pais uma vez quando era bem pequeno, no enterro de ambos, que morreram num fatídico acidente de carro. Ela havia lhe dito que não ia lá por não querer lembrar o que sofreu com a morte deles, então pagava uma senhora para que ela mantivesse o lugar onde os corpos de seus pais estavam em ordem – me desculpem por eu não vir aqui, mais eu ainda oro por vocês, viu? Eu vou ter que ir, eu sou muito frouxo pra ficar muito tempo aqui, ainda mais de noite – ouviu-se um pequeno soluço vindo dele – Eu estou sendo feliz, muito. E é tudo culpa dela – riu um pouco e soltou um pequeno suspiro – Obrigado por me fazerem viver. Graças a vocês eu a conheci, e graças a ela a minha vida valeu a pena.

Ela a olhou suplicante, seus olhos já estava um pouco vermelhos. A moça apenas começou a guiar a cadeira, agora sem dificuldades, pois iam descendo a ladeira do cemitério. Passaram pelos portões onde o velho coveiro os aguardava de cara fechada. Já havia passado da hora de fechar e eles estavam atrapalhando. Hinata tratou de empurrar mais rápido e Naruto segurou um riso. Chegaram ao carro e trataram de sair logo dali, como crianças fujonas depois de aprontarem alguma coisa. Riram no carro, ambos aliviados. O terrível peso que carregavam estava agora sendo lançado a um penhasco. Seguiriam agora com suas vidas, que era o que importava. Só isso, só eles, mais nada.


Eu: Capítulo mais do que gigante(pelo menos com relação aos outros)! Mhuahsuahs... Finalmente, depois de cerca de trezentos anos eu postei essa droga!

Sasori: Não menospreze seu trabalho.

Eu: Velho, eu digitei isso durante quatro madrugadas, com um sono da pouha e tu ainda diz que eu não devia menosprezar? Tenha idéia de que meu cérebro não funciona quando eu to com sono!

Sasori: Realmente... Sim, antes que você esqueça sua besta... Vai ter uma historinha extra ainda, desde que o povo que leu queira, né?

Eu: Né xD Se der certo sai daqui a uma semana, nem se preocupem, vocês querendo eu boto dentro de uma semana mesmo, juro. Já comecei a digitar e tudo .. Ela deve compensar esse cap horrível .. aff

Sasori: Mais alguma coisa a dizer?

Eu: sim... quero dizer a uma certa leitora pervertida que eu nem ia colocar hentai, mais acabei encaixando um ai... Hohohoho!!

Sasori: Acredito.. te parece que tu não ia botar sacanagem... *leva tigelada de Eu* Ai x.x

Eu: perdi uma das minhas melhores tijelinhas de comer miojo mais eu num to nem aii bakaaa!

Sasori: morra..