SECRET LOVE

Capítulo VI – Entre Carinhos e Cuidados.

"Cuida de mim... Me faz carinho..."

O pedido sussurrado de Uruha causa um arrepio no moreno, principalmente quando este lhe mordisca o lóbulo da orelha.

Delicadamente Aoi o conduz para dentro do box, abrindo o chuveiro quente, beijando-o mais uma vez, sob a água, se deliciando em seus lábios, sentindo a pele macia se arrepiar, passeando com as mãos pelo corpo que treme de excitação.

Uruha estremece mais uma vez ao ser beijado daquele jeito que atiça todos os seus hormônios, arqueando quando sente o aumento de sua libido. É incrível o modo como Aoi o deixa com tão pouco, mas... Ele simplesmente adora! E não tem problema nenhum em admitir isso pra si mesmo.

– Vou cuidar de você, Kou-chan... Ter você dormindo em meus braços a noite toda... – Continua a beijá-lo, mordiscando-lhe os lábios, enquanto aproxima o quadril vestido de sua nudez. – Você é tentador demais, mas... Me contento em dar-lhe prazer, muito mais do que satisfazer o meu.

– Ahm... Ah, Aoi... – Geme baixinho de encontro aos lábios dele, sentindo-se enrijecer mais. Morde o lábio inferior quando o quadril dele pressiona o seu, fazendo sua ereção roçar no tecido da calça do moreno, arrancando-lhe um ofego.

– Humm... – O moreno geme, deliciado com a sensibilidade do loiro.

– Ah, Yuu... Eu quero... Eu quero dar prazer pra você também... – Ronrona no ouvido do moreno, descendo os dedos, colocando-os dentro da roupa dele. Toca-lhe o membro, acariciando suavemente enquanto se deleita com o pescoço de Aoi, a outra mão descendo, puxando a calça para baixo.

– Kou... – A voz de Aoi sai rouca, trêmula, mas permite que Uruha o explore.

– Vamos tirar isso... Eu quero sentir prazer com você! – Sussurra.

– Uhmmm... Sim... Eu também quero... – O moreno se vê perdido pela emoção de estar assim com ele, completamente sóbrio e consciente do que deseja.

Uruha retira a mão do membro de Aoi, descendo a calça deste, reparando na ereção do mesmo e quando se livra por completo da peça, morde o lábio inferior em expectativa, abraçando-o, sentindo ambas as ereções se tocarem agora diretamente.

– Ahmmmm... Yuuuuu... – Ondula o quadril, ofegando com o prazer que sente.

E como que tomado por uma força avassaladora, Aoi o empurra de encontro à parede, prensando-o, colocando uma de suas pernas entre as dele, sentindo como esse simples movimento o agita, percebendo todo o corpo do loiro estremecer junto ao seu.

– Aahmmm... Aoi... – Uruha geme, ofegando e se arrepiando quando sente a parede fria em suas costas, remexendo-se nos braços do moreno, principalmente ao sentir a perna de Aoi entre suas coxas, pressionando seu membro, dissipando arrepios gostosos por seu corpo.

– Você é todo meu... Só meu... – Toma sua boca, apossando-se dela com voracidade.

Kouyou geme dentro do beijo possessivo, seus dedos se entrelaçando nos fios negros, puxando sensualmente, sentindo-se cada vez mais excitado e quando aqueles lábios abandonam os seus, o loiro joga a cabeça para trás, arqueando, quase perdendo o fôlego.

O moreno sorri quando desce as mãos pelo corpo dele, parando nos quadris, movimentando-o de encontro ao seu, esfregando-se sem piedade, delirando com os gemidos profundos que isto provoca.

– Aaaaahmmmmm... Aoi... Ahh... Você quer me... Ah, por Kami... – Uruha segura nos ombros dele, arqueando. Respira cada vez mais forte, agarrado ao moreno, sua expressão mostrando o prazer, bem como o desejo que o consome. Tudo aquilo é excitante demais, algo que o loiro jamais pensara acontecer, ainda mais com ele...

– O que foi, Kou-chan? – Indaga, rouco, fitando os olhos escurecidos do loiro.

– Isso... Isso é pra me... Enlouquecer? – Indaga, mordiscando os lábios cheios, mordendo os próprios em seguida, fechando os olhos ao sentir seu pênis sendo pressionado. – Uhhmmm... Por favor, Yuuuuuu...

– Kou-chan... Você não quer me tocar? – Sussurra sensualmente no ouvido do loiro, excitando-se ainda mais com sua própria ousadia.

– Yuuuu... – Uruha ronrona o nome dele, abrindo os olhos que nem percebeu ter fechado, fitando o moreno, se perdendo dentro dos orbes negros que o miram tão intensamente.

E ao mesmo tempo em que deseja o toque de Uruha, leva sua mão até o membro teso dele, segurando delicadamente, mas com firmeza, pressionando-o contra sua palma quente, para depois movimentá-la, friccionando-o... Arrancando gemidos gostosos e repletos de prazer.

– Aahmmmmm... – Um gemido alto escapa de seus lábios, enquanto Uruha arqueia e se remexe, ofegando ao senti-lo massagear seu membro lentamente. Este fica ainda mais rijo... E Aoi está apenas começando a tocá-lo!

– Está gostoso? – O moreno indaga, sedutor.

– Yuu... Ah, Yuu... Haaaiii... – Uruha leva uma das mãos à nuca dele, puxando-o para um beijo desesperado.

Aoi corresponde na mesma intensidade, deliciando-se com aquela boca maravilhosa e ao mesmo tempo Uruha desce a mão direita, envolvendo o membro do moreno, começando a fazer movimentos de sobe e desce, sem abandonar os lábios fartos. O guitarrista mais velho deixa escapar um gemido abafado, enquanto sente os dedos longos acariciando sua glande, para então voltar a dar atenção à extensão do pênis rijo.

– Por Kami, Uru... – Aoi ofega, delirando com as carícias do loiro.

– Hummm... Me diz, Yuu... Como você gosta? – Sussurra-lhe ao pé do ouvido, sedutor.

– Eu gosto do jeito que você fizer... Hummmm... – Diz, a voz rouca de prazer.

– Ah, Yuu... – Kouyou geme, mordendo o lábio inferior, sabendo que para Aoi, seria muito mais prazeroso fazer com a boca, porém nunca fez aquilo...

– O que me importa é que... É com você... – Aoi revela, sensual e docemente, sorrindo ao ver a expressão encantada e derretida de Uruha.

– Ahmmm... Mas... Mas se você quiser, eu... Ahm... Posso tentar... Com a boca... – Uruha continua a tocar Aoi, apertando de leve o membro dele, acariciando-o, tentando proporcionar mais prazer, gemendo e estremecendo com a forma com que o moreno o toca, concentrando-se em sua glande, perdendo-se no que faz.

– Uhmmmmm... – Aoi geme só de pensar na possibilidade.

Os movimentos lânguidos do moreno vão se intensificando, subindo e descendo, massageando a glande macia, circulando-a, concentrando-se em seu centro, para depois tomar o pênis por completo mais uma vez, sentindo como este pulsa de prazer. Tomado de loucura, Aoi o pressiona ainda mais na parede, erguendo uma das pernas de Uruha, colocando-a para cima, a posição expondo seus testículos, que a mão dele toma com paixão.

– Aaaahhhmmmm... Aooooiii... – Joga a cabeça para trás, arqueando e se contorcendo... E saber que é Yuu ali, o tocando daquela forma, apenas o deixa mais excitado... Mais enlouquecido.

– Você quer que eu faça assim...? – Delicia-se ao beijá-lo com ardor. - Humm...

– Uhmmm... Hummmm... – Uruha geme dentro da boca carnuda, afastando seus lábios quando o ar falta em seus pulmões, ainda tocando-o com suavidade, arfando.

– Uhmmm... Como você é delicioso! – Aoi lambe os lábios de Uruha, sentindo um prazer fora do comum só por tocá-lo... Só por deixá-lo assim, tão louco de prazer.

– Ahhm... Yuu... Assim... Assim eu não consigo me concentrar direito e... Uhmmm... Eu quero... Quero te dar prazer... – Kouyou geme, enrouquecido, fechando os olhos devido à intensa carga de prazer.

– Você é o meu prazer, Kouyou! – Explora a boca macia com ânsia, mordendo e sugando os lábios, sentindo como eles vão ficando cada vez mais sensíveis.

Cada palavra de Shiroyama, somadas aos toques, deixam Uruha a ponto de perder o controle, correspondendo ao beijo quente, gemendo dentro da boca deliciosa... Deixa o pênis do moreno e o abraça, mordendo-lhe o ombro como se este gesto pudesse ajudá-lo a se concentrar.

E os movimentos da mão de Aoi, ora nos testículos, ora no pênis úmido de prazer, vão se tornando cada vez mais intensos, rápidos e audaciosos. E a outra mão solta à perna erguida, que permanece colada ao seu quadril, passeando pela coxa e nádegas, apertando-as e se satisfazendo com sua maciez.

– Aahmmm... Aooiiii... – Uruha joga a cabeça para trás, arqueando e se arrepiando com os carinhos que recebe, seu corpo se contraindo. Ondula o quadril contra o do moreno, fazendo ambos os membros se roçarem, sabendo que se aquilo continuar, ele acabará gozando.

– Mas se você quiser me experimentar... – Yuu diz sedutoramente, após quase levar Kouyou à loucura.

– Uhmmm... – Os orbes chocolates se abrem ao ouvir aquelas palavras, curiosidade e desejo se mesclando em seu ser.

Sem pensar muito, Uruha retira a perna da cintura de Aoi, abraçando-o e se virando com ele, deixando-o recostado à parede. Os olhos negros se fixam na face corada do loiro, sorrindo para mostrar que está tudo bem e que pode fazer o que desejar... O que tiver vontade.

– Então eu... Vou te provar... – Kouyou diz, excitado, apesar de se sentir um pouco inseguro.

Sem quebrar o contato visual, Uruha desce pelo corpo dele, se ajoelhando, sentindo a água escorrendo por suas costas. De forma lenta seus dedos envolvem o pênis rijo e os lábios se aproximam até que delicadamente tocam a glande úmida.

E aquele toque leva Aoi à loucura! O moreno fecha os olhos e joga a cabeça para trás, gemendo alto, se segurando aos cabelos loiros para não aprofundar-se de vez no prazer, temendo não conseguir voltar.

– Humm... – Ele geme ao sentir os dedos do moreno em seus cabelos e isso o instiga mais. Kouyou apenas suga-lhe a glande, sentindo o gosto característico da excitação de Yuu, bem como o cheiro, então seus dedos acariciam a base, enquanto rodopia com a língua sobre a cabeça pulsante.

– Isso... Ahhhhh... – Por mais que não queira perder o controle, segura delicadamente a cabeça loira, orientando-a. – Que... Delícia... Hummm...

– Ahm... Aoi... – Uruha sussurra baixinho, engolindo até metade do membro, começando a mover a cabeça para frente e para trás, seguindo a orientação das mãos do moreno, aprofundando cada vez mais o ato, adorando as reações que arranca dele.

– Uru... – Aoi arqueia, mordendo os lábios com a delícia que é sentir a boca dele naquela parte de seu corpo.

– Huumm... Hummm... – Geme, deixando o som reverberar no pênis de Aoi, seus dedos da mão esquerda se direcionando aos testículos, acariciando-os.

As sensações que a boca deliciosa provocam levam Aoi à proximidade do orgasmo, apesar de não desejar em absoluto que isso acabe... Não neste momento em que os olhos chocolates o encaram carinhosos, enquanto continua a dar-lhe prazer. E saber que Uruha nunca fez isso antes... Que enfrenta a natural aversão que a novidade pode causar... O loiro entrega-se às sensações sem aquela expressão de medo de antes, totalmente seguro de que é isto que deseja. E tal fato só o deixa mais deliciado!

Takashima jamais imaginou que fosse se sentir bem fazendo aquilo, ou talvez só se sente assim porque está fazendo em Aoi. Ainda acha o gosto ligeiramente estranho, mas não é tão diferente de se fazer isso com uma mulher, ignorando os contornos anatômicos, claro. Mantém o olhar nele, gostando do que vê... Se deliciando com o prazer claramente expresso naqueles orbes negros, que só servem como combustível para seu próprio deleite.

– Eu vou... Ahhhh... – Observa o rosto lindo que o encara. – Vou entender se você... Não... Hummm...

– Uhmmm... Só goze gostoso na minha boca, Yuu... – Ronrona sensualmente Uruha, voltando a sugá-lo, agora mais intensamente, se concentrando na glande, ansiando vê-lo se perder nesse êxtase.

– Só você... Hummm... Faz eu... Me sentir assim... – Seus olhos se enchem de ternura, mas que logo se esvai, dando lugar ao prazer imenso que se apossa de todo o seu ser. – Eu... Ahhhhhhmmm...

E o gozo vem com força, fazendo seu corpo todo tremer, a visão escurecendo e as pernas perdendo a força, quase caindo. Mesmo que já tivesse estado com outros antes, mesmo negando tal fato por temer que o loiro o considerasse leviano, jamais Yuu sentiu um êxtase tão extremo, as reações físicas exacerbadas pela visão deliciosa do loiro se lambuzando todo.

Ao sentir o prazer de Aoi inundar sua boca, Uruha estremece, os jatos fortes chegam contra sua garganta, tentando não engasgar com isso, se atrapalhando todo. No entanto continua a sugá-lo, deixando escapar filetes de sêmen por entre seus lábios, abandonando o membro dele quando sente que precisa respirar, ligeiramente perdido, mas sua mão ainda o masturbando...

Aoi nota que o loiro tenta demonstrar que aprecia, mesmo que saiba que na primeira vez isto é extremamente 'diferente'. Leva as mãos à face radiante, admirando cada detalhe daquela pele delicada, da boca tentadora e dos olhos infantis. Adora-o ainda mais por tudo que enfrenta para estar ali, dando-lhe prazer, pois o medo pode ser nosso maior inimigo... E muitos não conseguem enfrentá-lo como Kouyou o faz agora.

– Yuu... – Uruha engole o sêmen que ainda tem na boca, lambendo os lábios.

– Te amo... – Aoi diz, ajudando-o a erguer-se, tomando seus lábios.

Antes que Takashima possa pensar em falar qualquer coisa é beijado... E aquele beijo é quente, fazendo-o gemer dentro da boca deliciosa de Aoi, apertando o corpo contra o dele, roçando seu membro rijo contra a pélvis do namorado, parando o ósculo apenas quando o ar falta em seus pulmões, totalmente arfante.

– Aoi, eu... Hum... Você... Você gostou? – Sussurra no ouvido dele, ofegante.

– Adorei! – Nada mais diz, voltando a tomar a boca apetitosa.

– Uhmmm... – Uruha geme dentro do beijo, entregue.

Sua mão envolve o pênis que roça em seu corpo, sentindo como a excitação já o umedeceu completamente, deslizando com vigor por ele todo, deixando que sua mão o possua, que o massageie com vontade. Esse ser tão belo é seu e deseja que chegue ao ápice do orgasmo como já chegou. Dar-lhe prazer se torna sua meta e seu corpo todo bolina no dele, enquanto a mão trabalha em seu membro.

O corpo de Uruha estremece inteiro, seu pênis pulsando entre os dedos dele, que o acariciam gentilmente, mas com força o suficiente para quase arrancar-lhe a sanidade, percebendo como Aoi roça em todo o seu corpo, deixando-o em chamas, se agarrando a ele com desespero, gemendo e ofegando.

– Aahmm... Yuu... – Morde o lábio inferior, tentando se controlar, mirando aquela boca carnuda, delineada e... Aquilo lhe dá uma vontade...

– Goza pra mim... – Sussurra com uma doce voz rouca. – Quero provar seu sabor novamente.

– Uhmmm... Então... Então deixa eu sentir essa sua boca gostosa, deixa... Ahmm... Deixa eu... Me derreter dentro... Humm... Dela... – Pede, ofegante, mordiscando o lábio inferior de Aoi, se controlando para não gozar com a carícia que a mão dele emprega em seu membro.

E sem demorar Aoi obedece ao pedido, antes que a loucura do momento o faça perder a oportunidade de tomá-lo mais uma vez. Percebe como a expectativa toma conta de Uruha ao recostá-lo à parede novamente, ajoelhando-se... E a respiração do loiro se acelera só por pensar naquela boca em contato com seu membro, sugando-o... Então o moreno se apossa do membro que lateja a sua espera, envolvendo-o entre seus lábios, desejando-o como jamais desejou alguém antes! E senti-lo derreter-se em sua boca é uma delícia que quer experimentar... Mais uma vez.

– Aaahhhhhhhh... Aoooooooiiii... – Uruha joga a cabeça para trás, arqueando, seu quadril indo para frente sem que possa evitar, levando uma das mãos aos longos fios negros, segurando-se neles, como se isso pudesse ancorá-lo a realidade.

– Hummm... – Aoi geme de prazer ao sentir aqueles leves puxões em seus cabelos, ao sentir como ele ondula o quadril contra sua boca, necessitado.

– Aahm... Yuu... Hummm... – O loiro sente o corpo tremer mais forte, seu baixo-ventre pulsando.

Uruha abre mais as pernas, para melhor se apoiar, temendo ir ao chão com a gama forte de sensações e emoções que Aoi lhe proporciona. Por mais que evite, é impossível para o loiro não chegar ao clímax tendo aquela boca deliciosa em si, sugando com tanto afinco. As mãos dele estão em seus quadris, lhe dando apoio, enquanto os lábios pressionam mais seu membro, chupando-o com uma destreza que ele mesmo ainda não tem.

– Uhhmmm... Yuuuuuuuuuuuuuuu... – Os músculos de seu abdômen se contraem, seu baixo-ventre pulsa e Uruha chega ao orgasmo, se derretendo dentro daquela boca deliciosa e indecente, gemendo e estremecendo em espasmos fortes, perdido nas sensações que Aoi lhe proporciona.

O moreno se delicia com a sensação do sêmen sobre sua língua, escorrendo por sua garganta e sorvendo-o, aproveitando cada gota do sabor de Uruha, em um êxtase de prazer imenso. Nem um pouco lhe escapa, voltando os olhos para o loiro e após o provar todo, se levanta devagar.

Uruha se mantém de olhos fechados enquanto tem uma vaga noção de que Aoi se move, se erguendo. Percebe-se enlaçado pela cintura e lentamente abre os orbes chocolates, vendo a face satisfeita do outro, que se aproxima mais de si.

– Uhm... – Geme com o beijo que recebe, abraçando-o, ainda amolecido em seus braços.

– Sinta... Esse é o seu gosto... E sou viciado nele. – Aoi fala enquanto o beija com paixão. Abraça-o forte, sentindo como esse simples gesto de carinho o afeta e decide que já não pode perdê-lo se quiser se manter são.

O loiro fica no abraço do outro, quase ronronando quando Aoi lhe faz carinhos nas costas e cabelos, deitando a cabeça no ombro dele, suspirando enlevado. É simplesmente maravilhoso estar daquela forma com ele e não há como se enganar mais... Anseia e quer aquilo mais do que nunca e cogita a idéia de ter mais... Mais dele nessa noite.

– Que acha de descansarmos um pouco? – O moreno sorri quando afaga seu cabelo, ainda no calor do abraço. – Vamos ter um show...

– Hum... – Ainda de olhos fechados, pensa um pouco. Sente-se amolecido e apesar de saber que pode seguir em frente, se lembra de que até a poucas horas tinha febre e não quer que Aoi se sinta mal caso volte a ficar febril. – Acho uma boa idéia...

Com isso em mente, afasta-se apenas um pouco, olhando-o nos olhos. Ergue a mão, tocando a face do namorado, acariciando-lhe suavemente, sorrindo para Aoi, se derretendo por vê-lo apreciar seu gesto de carinho, mostrando-se tão necessitado de si. Dá-lhe um selinho e pega a esponja, colocando sabonete líquido, passando pelo corpo dele.

– Então é melhor nos lavarmos e... Nos deitar. – Diz, mordendo o lábio inferior.

Eles começam efetivamente o banho, lavando um ao outro com cuidado, trocando pequenas carícias, ambos sorrindo, satisfeitos. Aoi sai do chuveiro depois dos dois terem se banhado, puxando Uruha pela mão, envolvendo-o na toalha, deixando o banheiro e o parando diante da cama.

Antes mesmo que o loiro possa fazer qualquer coisa, o moreno se move, simplesmente começando a enxugá-lo, secando devagar seus cabelos, braços, descendo pelos quadris e pernas... E Uruha aprecia todos aqueles cuidados para consigo, vendo-o se ajoelhar a sua frente, fazendo-o morder o lábio inferior.

– Você aceita ser meu namorado? – Segura as mãos finas com carinho. – Quero ser seu por completo... Seu escravo...

– Hum? Achei que... Já estivéssemos namorando. – Sorri para o moreno, encantado, gostando de sentir suas mãos entre as dele. – Você não precisa ser meu escravo... Eu te quero como meu namorado... Meu amor, apenas.

Shiroyama se ergue e o segura pela cintura, trazendo-o para si e tomando seus lábios em um beijo tórrido, sentindo-o estremecer em seus braços. E se empolga ao sentir Uruha se agarrar a ele, correspondendo com fervor ao beijo quente, se apertando contra seu corpo até que o ar falte em seus pulmões. Ama-o e faria qualquer coisa para protegê-lo, sendo arrebatado por uma sensação que até dói por dentro, como se amar Kouyou estivesse tão entranhado dentro de si que poderia morrer.

– Uhmmmm... Yuuuuu... Se você ficar me beijando assim... Eu vou querer sentir você... Mais... Muito mais! – Sussurra, lambendo e mordiscando o lóbulo da orelha dele, apertando seu corpo contra o de Aoi.

– Sei disso... Precisamos descansar para o show. – Afasta-se um pouco, tocando o rosto do loiro. – Mas é difícil demais!

Uruha sorri com aquelas palavras, vendo Aoi se afastar, observando-o atentamente, enquanto termina de se enxugar, indo até sua mala e pegando lá uma roupa, vestindo a boxer, uma calça de moletom e uma blusa.

Aoi enrola uma toalha na própria cintura, enquanto seca o cabelo com uma toalha de rosto, caminhando até sua mala e procurando alguma roupa pra usar. Sente frio, mas o que o incomoda mais é a dor na mão e quando tenta abrir o fecho percebe como ela está roxa e inchada, mal conseguindo mover os dedos.

– Que droga! – Evita que Uruha veja o estado em que ela está... Se já não percebeu.

– Yuu... – Se aproxima do moreno, ajoelhando-se ao lado dele, pegando-o pelo pulso, olhando a mão do outro. – Sabia que estava péssima...

Faz Aoi se sentar na cama, indo a mala dele, abrindo e retirando de lá a roupa que sabe que o moreno gosta de usar pra dormir. Vai até ele e o ajuda a se vestir com cuidado, para que não sinta frio, e só então segura a mão dele de novo, sempre com delicadeza, vendo o estrago.

– Acho melhor passarmos um gel pra dor e enfaixar sua mão. E claro... Você vai tomar um remédio. – Fala, deslizando os dedos levemente por sobre a pele roxa. – Como você se feriu?

– Sou um idiota. – Sorri para ele, apesar da dor que sente. – E idiotas fazem coisas estúpidas!

Uruha não está satisfeito com aquela resposta de Aoi, mas percebe que ele não quer falar no momento. Vai até sua mala, pegando um remédio, bem como faixas e volta para perto do moreno.

Aoi percebe que o loiro não encara a situação como uma brincadeira, porém não quer dizer a verdade, refugiando-se em mais uma de suas gracinhas para evitar perguntas. Olha atentamente para os dedos e logo surge a preocupação com o show e com a dificuldade para tocar a guitarra desse jeito.

– Vai precisar de cuidados, talvez amanhã já esteja um pouco melhor. – Diz, sério e começa a passar uma pomada na mão de Aoi, massageando de leve, então enfaixa com cuidado para não causar dor.

– ...! – Aoi apenas o observa, não sabendo o que falar, mas admirado pelo jeito cuidadoso dele consigo.

– Tome esse remédio. Vai aliviar a dor. – Diz, enquanto pega a escova para pentear os cabelos de Aoi, fazendo tal coisa com todo jeito e delicadeza do mundo.

– Dessa vez eu exagerei, não é? – Observa Uruha escovando seu cabelo. – O Kai vai me matar!

– Relaxa... Eu cubro seus solos. – Fala, sorrindo delicadamente. – Deita.

– Você que está doente e eu que sou cercado de tantos cuidados? – Fala, mas agindo conforme o desejo do namorado.

– Você já cuidou de mim o suficiente, Yuu. – Fala, sorrindo, vendo o outro fazer o que havia pedido, rapidamente estendendo as cobertas.

Aoi se ajeita na cama, ficando mais confortável, apesar de ainda descrente de que teve coragem de pedir uma cama de casal. Isso seria um prato cheio para os tablóides, mas... Pouco se importa. Para ele a delícia de deitar-se ao lado de Uruha e acomodar-se a seu corpo... Esse é o paraíso!

– Vamos dormir abraçadinhos. – Puxa o corpo delgado para junto de si. – Estou com frio.

Uruha se deita ao lado dele, se aproximando mais, sorrindo com aquele pedido. Fica bem coladinho a ele, tendo o cuidado de deixar a mão machucada sobre seu corpo, de modo a poder descansar.

– Logo você vai estar quentinho, Yuu. – Sussurra, distribuindo vários beijinhos nos lábios dele, abraçando-o e acariciando-lhe as costas. – Vamos dormir...

ooOoo

Quando Aoi desperta e olha para o relógio na cabeceira é incapaz de acreditar que os dois conseguiram dormir tão pesado até a essa hora. Tinha certeza que acabariam acordando ao longo da noite e a brincadeira se intensificaria.

"Mas também! Depois de tanta coisa num dia só..." – Pensa, movendo-se levemente a fim de não acordar o loiro.

A mão ainda lhe dói, bastante inchada e vermelha, e pela primeira vez desde que socou a parede, percebe que corre o risco de não conseguir tocar no live dessa noite... Mas isso está fora de cogitação, então a solução é disfarçar a situação para que Kai não perceba seu estado. Levanta-se devagar e procura em silêncio um par de luvas em sua mala.

Uruha continua dormindo profundamente, nem sequer notando que Aoi se levanta. Apenas se vira para o outro lado, se enrolando mais nas cobertas, gemendo e choramingando baixinho, até ficar satisfeito com o edredom e se silenciar.

Aoi o fita por um segundo. Sabe que se Uruha notar, também vai impedi-lo de tocar, mas não consegue conceber um show em que fique apenas observando. Veste-se com uma roupa quente, devido ao frio que parece mais forte lá fora, deixando as luvas por último. Precisam descer logo, pois há muita coisa a fazer, então anda até a cama e se senta na beirada, se curvando, beijando com delicadeza os lábios do loiro.

– Hum... – Uruha resmunga quando é beijado, se mexendo na cama, virando todo para o lado de Aoi, começando a apalpar o colchão, 'achando-o' e puxando para si. – Está frio, Yuu... Me aperta.

Aoi se deita ao lado dele, ainda sobre as cobertas, aconchegando o corpo do outro junto do seu, o envolvendo em seus braços. Vê o loiro se encolher todinho, realmente sentindo frio, puxando-o com mais ênfase, querendo que fique o mais pertinho de si quanto fosse possível, ainda dormindo. Sorri, percebendo que a expressão de Uruha ligeiramente franzida se suaviza com o passar dos minutos.

Kouyou suspira, satisfeito por senti-lo deitar ao seu lado, ficando quietinho, se aquecendo, mas não é um calor que se refere à temperatura corporal, é algo no peito, em seu coração... E ele gosta da sensação. E isso o faz ter a certeza de que fez a coisa certa!

– Hum... Fica aqui comigo... – Fala manhoso, sorrindo, ainda de olhos fechados.

– Seria ótimo poder ficar o dia todo abraçadinho debaixo do cobertor, mas... – Tira os fios dourados que caem sobre o rosto ainda semi-adormecido. – Temos show e o Kai deve estar nos esperando para o café da manhã.

– Ahm... O live... – Uruha sussurra, abrindo os olhos, se virando dentro do abraço do namorado, olhando-o nos olhos, enquanto passa a mão pelo rosto.

Apesar de implícita a tensão do momento, pois Aoi sabe muito bem o que Uruha vai dizer, o carinho entre eles é tão doce! O moreno beija-lhe os lábios com terna delicadeza, apertando com suavidade o corpo bonito e tão seu.

– Mas, Yuu... Não sabemos se vai dar pra fazer o show. – Diz, segurando delicadamente a mão dele, a machucada. – Não quando sua mão está tão inchada.

O moreno reage instintivamente, puxando a mão com força, mesmo que não tenha nenhuma intenção de ser brusco. Tocar para ele é como respirar e não consegue conceber a idéia de se ver impedido de fazê-lo. Senta na cama, evitando o olhar assustado de Uruha, olhando apenas para sua mão, imaginando formas de tocar assim mesmo.

Takashima se assusta com aquele gesto bruto, se sentando na cama quando ele lhe vira as costas, olhando-o longamente, seu semblante ficando sério. Está preocupado com ele e espera piamente que não seja tão intransigente.

– Eu vou tocar... De qualquer jeito. – Sua voz soa entristecida. – Eu preciso...

– Não estou dizendo pra você não tocar, Aoi. Eu estou preocupado com você. – Fala seriamente, qualquer vestígio de sono sumindo por completo. – Se você quer tentar tocar... Até porque não dá pra cancelar em cima da hora... NÓS vamos pedir uma opinião médica, para que você possa ter todo o apoio que precisa.

E dizendo isso, Uruha se levanta da cama, caminhando ao redor dela até parar na frente de Aoi, fitando-o seriamente, deixando claro que não vai aceitar um 'não' como resposta ou qualquer outra desculpa.

Os olhos negros se erguem, encarando o rosto sério e incisivo do loiro a sua frente. Nunca imaginou vê-lo assim tão decidido, não vislumbrando qualquer sinal de que cederia de sua decisão.

– Eu vou tomar um banho bem rápido e vamos juntos descer, falar com o Kai e ver o médico, certo? – Indaga, parado com as mãos na cintura. – Depois disso faremos o tratamento necessário para que você possa tocar e terminamos os ajustes deste live.

Se o caso fosse outro, estaria orgulhoso da atitude corajosa dele, mas sendo ele o alvo daqueles chocolates cheios de autoridade... Sente-se intimidado. Então apenas acena afirmativamente com a cabeça, incapaz de responder de outra forma. Continua ali observando a mão, sabendo como Kai vai reagir, temendo que um médico simplesmente vá dizer que não pode tocar e essa possibilidade faz seu estômago retorcer.

– Ótimo! Acho que nos entendemos. – Diz, virando as costas, pegando uma toalha e entrando no banheiro.

Conforme prometido, Uruha não demora, tomando um banho rápido, evitando molhar os cabelos, aproveitando pra fazer sua higiene matinal. Fecha a ducha e começa a se enxugar, praguejando por ter esquecido a roupa, então apenas se enrola na toalha e sai do banheiro, vendo que Aoi ainda está no quarto.

– Bom menino! – Brinca Uruha, se aproxima dele com um sorriso bonito nos lábios, se inclinando e beijando os lábios fartos do moreno, até se acomodar no colo dele, a toalha quase abrindo.

– Uru... – Aoi coloca sua melhor carinha de cachorrinho sem dono no rosto, tentando assim convencê-lo a não falar nada a Kai.

– Hummm... Acho que agora temos que cuidar de você, ne... – Sussurra, lambendo os lábios de Aoi, ignorando a expressão de 'guitarrista abandonado'. – E não tenha medo... Vamos ver um jeito de você tocar, mas sem se prejudicar...

– Você é malvado, sabia? – Aoi quer manter a cara fechada, mas não consegue impedir a tentação de abraçá-lo, deixando uma das mãos escorregar para dentro da toalha.

– Por que eu sou malvado, Yuu? – Pergunta, piscando os olhos repetidas vezes, fitando-o curioso, mas sua respiração falha ao sentir a mão dele subindo por entre suas pernas, acariciando a parte interna de sua coxa. – Y-Yuu...

– Fica me provocando bem na hora em que não podemos... – Sussurra o moreno, tentando não agarrá-lo ali, naquele momento, mas é complicado resistir.

Shiroyama aproxima-se dos cabelos perfumados, aspirando o aroma delicioso da pele macia, desejando mordê-lo ou beijá-lo, mas sabendo que Kai estará na porta a qualquer instante para buscá-los. Então se limita a tomar sua boca, apesar de continuar a tocá-lo mais intimamente, claramente para provocá-lo.

Uruha o vê se aproximando e não resiste... Correspondendo ao beijo, apertando os ombros do moreno, seus dedos se entrelaçando aos fios negros, sentindo um frio subir por sua coluna ao senti-lo acariciando ainda mais, subindo os dedos até quase chegar a sua virilha e pênis, fazendo-o ofegar.

– Gostoso... – Toca de leve a virilha do loiro, sentindo-o estremecer. – Queria mais...

– Humm... Aoi... – Geme baixinho, sua face corada.

– Hehe... Também sei ser mau... – Diz em meio ao beijo.

– Você é malvado, Yuu! Eu só queria te ajudar e animar e você fica fazendo isso... – Fala e lhe dá um soquinho, fazendo bico.

Levanta-se do colo dele, prendendo a toalha com mais força em sua cintura, respirando fundo para se controlar, tentando reorganizar os pensamentos...

Aoi nem sabe o que fazer, pois sente vontade de rir da maldade que fez ao loiro, meio sádico, mas também não sai ileso da brincadeira. Gostaria de puxá-lo de volta para a cama e beijar aquela boca de forma frenética, além de abusar dele um pouco... Bom... Talvez mais do que um pouco.

– Ahhh... Vem aqui... – Mas antes que possa se empolgar com a brincadeira ouve as batidas na porta e a voz de Kai os chamando para sair. – Que droga! Melhor você se vestir.

Continua...

ooOoo

Aqui estamos com mais um capítulo de Secret Love! 8D

Apesar da demora, saibam que jamais abandonaremos essa fanfic. Ela é especial para nós e seguiremos com ela até o fim. Aliás... É provável que Secret tenha aproximadamente 15 capítulos, então tenham paciência e continuem acompanhando essa pequena saga. Rsrsrs... Mesmo com problemas de saúde, estamos firmes e fortes para trazer a vocês, leitores, uma história que seja gostosa e divertida de se ler.

Agradecemos a Pachi Angel, QueenRJ, Byu-chan, Baby in Wonderland, Lie-chan, Bebe-chan, Eri-chan, Thamiires e Neko Lolita por deixarem aqui seus comentários. Eles foram muito importantes para a gente e vocês não sabem o QUANTO eles nos incentivam a continuar.

Agora, gostaríamos de saber algo... Percebemos que houve uma pequena queda na quantidade de reviews... Há algo que precisamos melhorar? Ou é a demora nas atualizações? Realmente queremos saber sobre isso, pois notamos que o último capítulo teve menos comentários. A opinião de vcs é muito importante para nós.

Desde já agradecemos aos que leram e pedimos que, por favor, deixem seus comentários se puderem. Saibam que vocês vão apenas incentivar e alegrar a essas escritoras que vos escrevem.

Até o próximo capítulo e... Será em breve!

27 de Abril de 2010.

14:14 PM.

Lady Anúbis e Yume Vy