Puro escarlate
Alvo viu a prima sentada embaixo de uma árvore com um livro na mão, foi até ela e sentou.
-Oi Rô – Disse Alvo – Parece que o Escórpio está se divertido.
Ele apontou para uma árvore do outro lado onde estava o Escórpio de mãos dada com a Amanda.
-Está se divertindo tanto que até esqueceu os amigos- Falou Rose deixando transparecer a sua magoa na voz
-Se outra pessoa, que não te conhecesse, ouvisse você falando assim julgaria que está com ciúmes do Escórpio – Disse Alvo brincando
Rose sentiu seu coração ir a boca
-Não estou com ciúmes, apenas não acho certo, eramos tão amigos e de repente tudo muda, só tenho que me acostumar com a idéia.
-Tem sim, porque parece que eles estão muito apaixonados.
Alvo não tinha idéia quando essas palavras machucaram a prima, nem ela sabia que doeria tanto, ela tinha feito o máximo para ver ele apenas como amigo, só que agora estava se tornando insuportável. Rose se levantou e caminhou até outra árvore, sendo seguida pelo primo.
-O que está acontecendo Rose?
-Acho que é só insegurança, por ter vocês nunca me preocupei em fazer outras amizades, e se eu ficar sozinha?
-Rose nunca vou te deixar sozinha, Eu te amo – Disse Alvo reunindo toda a coragem, achava que ali era o momento perfeito, embaixo de uma árvore, numa tarde perfeita, não teria hora melhor para finalmente conversarem.
-Eu sei! Você é meu amigo e muito mais que isso, é meu primo
-Rose não é desse jeito que eu te amo – Alvo estava ficando vermelho, baixou os olhos e fingiu estar limpando os óculos – Eu sinto algo a mais por você, que eu não sei identificar, mas sei que não é o mesmo que sinto pelas minhas outras primas.
Antes que Rose pudesse falar algo Escórpio chegou correndo e pulou no pescoço do Alvo.
-Amigos eu estou no céu. Porque os dois estão com essas caras?
-Nada não Escórpio – Disse Rose rapidamente – Estavamos apenas conversando
-Então desculpe interromper, é que resolvemos dar um tempo para ficar com nossos amigos.
-Que bom, só que eu vou para a biblioteca agora – Rose falou já se virando para entrar no castelo
Ela precisava pensar sobre a declaração do primo e não queria ficar ouvindo os meninos falando da Amanda. Ela precisava pensar muito, e a biblioteca era o melhor lugar. Ainda escutou o Alvo comparando ela a mãe pelo fato de amara ficar na biblioteca. Ela suspirou, será que estava destinada a ser como a mãe? Esperar até o sétimo ano para o garoto que você gosta se declarar? Só que ela sabia que seria diferente com ela, o Escórpio não gostava dela, quem gostava era seu primo, que ela tinha como a um irmão. A história dela seria bem diferente da mãe, pegou o primeiro livro que viu e tentou ler.
-Porque você estuda tanto? Está sempre com a cara metida em livros, eu acho que você deveria ter ido para a corvinal – Disse um menino com os cabelos castanhos e olhos verdes, o mesmo que pegara o livro para ela da outra fez, o mesmo intrometido.
-Também acho, mas o chapéu achou que eu era má o suficiente para ir para a sensorina, pelo menos não sou intrometida o suficiente para ir para a corvinal – Disse Rose irritada, mas vendo a cara de decepção do menino decidiu controlar seu temperamento – Desculpe, você não disse seu nome.
-Marcos Brown – Estendeu a mão para ela
-Prazer, Rose Wesley
-Eu sei, te conheço, você é a mais inteligente da sensorina, faz parte do trio inseparável e apesar de falar para todo mundo que você entrou na sensorina só porque você é má, esconde a verdade, na verdade você entrou por ser competitiva, você faz de tudo para ser a melhor. Principalmente estar na biblioteca enquanto está todo mundo no jardim em um dia lindo.
-Eu tenho motivo para estar aqui. Acredite, o dia não está tão lindo assim.
-Eu sei qual o seu motivo, Malfoy, deve ser péssimo para você ver ele agarrando outra
A Rose parou de respirar e olhou espantada para o menino na frente dela.
-Como eu sei? Simples, eu gosto de você, sempre te achei interresante, mas você nunca dá abertura para outras pessoas que não seja seus amigo. Comecei a observar você, e percebi sua queda pelo Malfoy, assim como a queda do seu primo por você.
-Posso ser sincera? Estou com medo de você.
Ele riu.
-Pode ficar tranquila, sei que nunca terei espaço entre vocês, mas quero te ajudar.
-Deixa eu ver se eu te entendi, você gosta de mim, anda me observando, sabe que gosto do Escórpio e que o Alvo gosta de mim e quer me ajudar. Isso não tem lógica nenhuma.
-Você tem que aprender que na vida nem tudo tem lógica. Eu te aconselho a primeiro falar com seu primo, o que ele sente por você é só um amor fraternal e você vai provar isso tentando beijar ele.
-Eu não quero beijar o Alvo.
-Essa é a questão e nem ele, só que vocês andam tão juntos que é facíl confudir os sentimentos, principalmente entre você e o Alvo que nasceram juntos. Ele tem a sensação que você é a única menina que vai compreender ele. E Depois veremos se não ocorre o mesmo com o Malfoy, se a sua paixão não é fruto só de uma amizade. E ai que eu entro torcedo para que seja.
Rose ainda achava estranha aquela oferta, mas o que tinha a perder? Sorriu para o menino que pegou um livro e sentou do lado dela.
-Ela fugiu - Disse o Alvo para o Escórpio
-Ela precisa pensar, e você sabe que ela faz isso melhor na biblioteca.
-Ela não gosta de mim!
-Lógico que gosta, só ficou confusa, precisa de tempo.
Os dois meninos ficaram quietos por um tempo, cada um imerso nos seus próprios pensamentos, até que o Alvo quebrou o silêncio.
-E você e a Amanda? Como estão?
-Estamos bem- Respondeu Escópio sem convicção – ela é muito bonita, engraçada, inteligente.
-Ela daria uma bela senhora Malfoy. Acho que a mesma atração que os Malfoys sentem por loiras, nós Potters sentimos por ruivas.
Escópio revirou os olhos.
-Nem tinha reparado nisso, e minha mãe nem é tão loira assim.
Alvo riu.
-Sim ela é.
-Ok, ela é, mas não estou com a Amanda só porque os Malfoys têm algum tipo de fascinação por loiras, até porque – Escórpio não terminou a frase, até porque não gosto tanto assim dela, essa seria o fim da frase, só que ele não queria admitir isso, principalmente para seu melhor amigo – ela tingi o cabelo.
-Não tingi, ela é natural.
-Não vou discutir se minha namorada pinta ou não o cabelo, vou até a biblioteca falar com a Rose.
-É melhor, além de saber o que está acontecendo você garante a ela que o seu namoro não vai atrapalhar nossa amizade, ela estava preocupada.
Escórpio apenas sorriu e começou a andar deixando Alvo sozinho no jardim.
Demorei horrores, é porque fui escrevendo de pouquinho, mas espero que vocês continuem acompanhando, não desisti da fic.
Obrigado pela reviews Flah, Dani Prongs, CahBikaiski e Deborah.
Até o próximo capítulo.
