Capítulo 6: This Never Happened Before
Trilha: This Never Happened Before - Paul McCartney
h t t p : / / w w w . 4 s h a r e d . c o m / f i l e / 1 4 2 7 0 5 9 0 0 / f 5 4 1 5 0 8 5 / P a u l _ M c C a r t n e y _ - _ T h i s _ N e v e r _ H a p p e n e d _ B e f o r e . h t m l
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EPOV
Eu corri para a segurança do meu apartamento, fechando o trinco atrás de mim e passando a mão, exasperadamente pelo meu cabelo. Eu sentia uma sensação estranha de déjà vu, ao relembrar do calor dos braços de Bella ao redor de mim, mas empurrei isso para fora da minha mente. Eu tateei a parede, em busca do interruptor, acendendo a luz do cômodo, tentando ponderar o que diabos tinha acontecido.
Fora um encontro. Um encontro inocente. Com a ajuda de Emmett, eu achei uma forma de estar junto da Bella. Fora sugestão dele, um jeito divertido de eu conseguir conhecê-la e eu tentei tornar tudo mais confortável para ela, incluindo Emmett e Rosalie ao programa. Eu não queria assustá-la.
Eu não sei o que aconteceu comigo quando eu decidi levá-la ao parque. Era como se minhas emoções tivessem assumido o controle completamente , deixando-me a mercê das atitudes impulsivas. O que Bella pensaria de mim? Eu tinha ido até o fim e me culpava profundamente por isso.
Você lhe perguntou, eu continuei repetindo a mim mesmo. Ela disse que você poderia beijá-la.
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Isso não importava. Eu não deveria ter pedido, em primeiro lugar, mas aparentemente meu cavalheirismo ia para as 'cucuias' quando eu estava perto de Bella. Eu estava lutando para me recompor, mas tudo o que eu conseguia pensar era naqueles lábios macios, doces, movendo-se juntamente aos meus, o corpo magro dela apertado ao meu. Tão bravo e frustrado quanto eu estava comigo, eu tinha certeza de que eu queria vê-la novamente. Bella me intrigava; ela estava fazendo surgir novas emoções e eu não tinha certeza se era capaz de senti-las.
Eu me deitei, permanecendo por horas ali, olhando as sombras na parede e contando os carros que passavam através da luz dos faróis refletidas na janela. Minha mente seguia trabalhando a mil por hora, tentando entender as ações de Bella. Ela correspondeu ao beijo. O que isso significava? Ela disse que queria me ver novamente, não disse? Isso significava que eu deveria ligar de novo? O que nós somos?
Quando o sol surgiu, escondido atrás de grossas nuvens, dando a entender que não apareceria tão cedo, eu soube que precisava sair do apartamento, pensar em outras coisas e começar o meu dia.
Covarde, eu me xinguei enquanto vestia um short e uma camiseta da PSU. Vendo que a chuva já começara a cair, completei meu look com um moletom e um tênis. Liguei o Ipod e corri para fora do apartamento.
O clima estava terrível do lado de fora, a temperatura não era superior aos 10° e sol não conseguia superar as densas nuvens no céu. Eu gemi, rindo secamente. Meu humor tem que estar afetando o tempo. Era só o que faltava no meu dia. Eu liguei em uma música qualquer, colocando os fones no ouvido e correndo rua abaixo.
Eu não sabia o quão rápido estava correndo, mas também não me preocupei com isto. Minhas pernas estavam no comando, me levando para onde bem entendessem. Os pingos de chuva caíam pelo meu rosto e o vento batia forte, fazendo meus ossos doerem. Mas, eu não queria saber... continuei correndo, meu peito subindo e descendo, minha respiração tentando acompanhar o ritmo dos meus movimentos.
Eu corri até que minha mente e meu corpo estivessem entorpecidos, todos os pensamentos sobre Bella e a noite passada estavam fora de minha mente. Eu passei a mão pelo rosto, secando as mãos em meus shorts antes de atravessar a rua e reduzir a velocidade ao perceber que, inconscientemente eu estava próximo de um local extremamente familiar.
A grama estava molhada por causa da chuva, mas fora isso, nada tinha mudado nas últimas doze horas. O parque estava misteriosamente vazio, os balanços balançando de um lado para o outro devido ao vento. Eu gemi, olhando para cima e me xingando mentalmente. Por que eu tive que vir aqui? Eu tinha, finalmente, conseguido tirar a Bella de minha mente, e em menos de cinco minutos ali estava eu, pensando nela com força, no último lugar onde eu queria estar.
Eu suspirei, subindo a colina pequena e me sentando no mesmo lugar onde estivemos na noite passada. Eu passei minha mão pela grama úmida, sentindo como se eu pudesse ver os contornos de nossos corpos, mas sabia que tudo não passava de frutos da minha imaginação.
Eu sabia que estava encharcado, mas eu não conseguia achar qualquer motivo para me levantar e ir embora. Eu não sabia o que pensar sobre Bella. Eu gostava dela, mas não podia me permitir gostar. Eu não era bom para ela e o pensamento de que eu a seduzi fez meu estômago se contorcer.
Eventualmente eu consegui me levantar e me encaminhei para o café mais próximo. Claro que era aquele, próximo ao apartamento de Bella; típico. Eu entrei, e os sinos tilintaram avisando da entrada de mais um cliente. Um sujeito loiro estava atrás do balcão, lendo um livro, apoiado próximo ao caixa.
"Oi" ele me cumprimentou. Eu acenei com a cabeça uma vez, não me preocupando em olhar para a lista de bebidas listadas na parede, antes de fazer meu pedido.
"Um café preto. Forte."
O sujeito sorriu, elevando uma sobrancelha antes de se virar para a máquina. Eu bati meus dedos contra o balcão, pagando pela bebida e agarrando a xícara quente que ele havia me dado. Eu encontrei uma mesa próxima à janela e me sentei, recolocando meus fones no ouvido, tentando me abstrair do som local. Eu estava deixando minha mente me conduzir ao inferno quando senti alguém batendo em meus ombros. Me virando eu vi Ben Cheney parado atrás de mim, com um pequeno sorriso, simpático, em seu rosto.
Ben Cheney era um dos meus melhores amigos em Portland. Nós estudamos juntos. E ele era amigo do meu colega de quarto.
"Ei, Edward", ele disse, apoiando-se na parede. "Como você está, cara?"
Eu acenei com a cabeça, engolindo o café antes de fazer um gesto para que ele se sentasse. Ele sorriu, concordando. "O que você tem feito?" ele perguntou. "Já faz um tempo que não tenho notícias suas."
Eu encolhi os ombros. "Tenho estado por aí, nada demais."
"Você se tornou um bombeiro?"
Apesar dos vários anos, eu ainda estremecia ao ouvir este termo. Me fazia soar heróico, valente, forte. "Sim." Eu respondi, me preparando para mudar de assunto. "Mas, e você, quais as novidades?"
"Eu estou mexendo com psicologia." ele disse indiferentemente. "Eu decidi trabalhar com isso. Angela e eu continuamos juntos e ela está estudando inglês na PSU."
Eu acenei com a cabeça tentando mostrar interesse na conversa. "Isso é ótimo."
Ben acenou com a cabeça e eu não pude evitar me sentir um pouco enciumado com a relação que ele tinha com a sua namorada. Ele e Angela estavam juntos desde o segundo grau e o namoro continuava forte. Eu tinha sido apresentado a ela, uma vez, mas nunca fiz um esforço verdadeiro para conhecê-la realmente.
"...Tanya?"
Minha cabeça levantou rapidamente, meus dentes serrados ao ouvir o nome dela. "O que foi?" Eu perguntei, tentando me acalmar.
"Eu perguntei se você ainda vê Tanya?"
Eu mordi minha língua. "Não. Isso ficou para trás."
Não que eu tivesse tido alguma expectativa em relação a isso. Tanya era uma das muitas meninas que o Ben tinha tentado jogar em cima de mim, durante o nosso tempo de universidade, já que ele se encontrava praticamente enojado com a minha falta de romance. Ela fora a única que eu chegara a me aproximar um pouco mais, mas ela queria o mesmo que todas as outras, uma relação pegajosa, desesperada, física. Eu não era o bastante para ela e ela me despachou.
"Eu sinto muito por ouvir isso." ele disse. "Qualquer outra menina?" Eu balancei a cabeça, não sentindo necessidade de responder verbalmente.
Ben olhou pela janela, contraindo as sobrancelhas. "Não me leve a mal, mas você tem... relaxado de alguma forma?"
Eu elevei minhas sobrancelhas. "O que você quer dizer?"
Ele clareou a garganta, obviamente constrangido. "Você era assim... duro, na escola. Seus estudos eram a única coisa em que você pensava, você nunca se permitiu se divertir ou ser, você sabe, mais solto." ele disse, lutando na busca pelas melhores palavras. "Eu só estava um pouco curioso sobre se você se permitiu relaxar um pouco mais, agora que se formou e tudo."
Eu fiquei ali, pasmo, sem saber direito como responder. Eu sabia que a escola era importante para mim e que eu prestava uma imensa atenção em meus trabalhos. Rotina. Foco. Eu não queria deixar ninguém estragar minha educação, da mesma maneira que tantos de meus colegas fizeram. Eles tinham tratado o estudo como uma piada e eu não queria isso. Eu tive que lutar muito durante a minha vida. "Duro?"
Eu poderia ver o pesar seu rosto. "Não duro, exatamente. Eu só... eu não sei. Eu queria que você saísse, se divertisse um pouco, mas você nunca parecia disposto."
Eu sabia o que ele queria dizer exatamente e ainda assim eu sentia como se estivesse na mais absoluta escuridão. Como se qualquer outra palavra que ele tivesse dito, tivesse sido cortada ao meio. "Eu realmente não sei. Meu trabalho exige muito do meu tempo."
Ele sorriu, deixando o assunto morrer, o que eu agradecia muito. Eu não sabia como responder. "Mas nós tivemos aquele partida de futebol americano." ele sorriu, relembrando. Eu combati o desejo de me encolher e sorri fraco para ele.
"Sim. Fora um jogo infernal."
E como... Ben e alguns dos amigos dele tinham me arrastado ao jogo inicial da temporada do último ano da PSU, depois de concluírem que eu não podia perder mais tempo dos intervalos no quarto, biblioteca ou em minhas classes. Depois de algumas cervejas, eu percebi que se isto era o que eles faziam em seus tempos livres, eu não queria fazer parte.
"Eu preciso ir", ele disse finalmente, se levantando. "Foi bom te ver, cara"
"Vamos combinar alguma coisa qualquer dia", eu disse enquanto apertava sua mão, certo de que isso nunca aconteceria. Eu perdi a conta de quantas vezes havia usado essa frase ao me despedir de alguém. Ele acenou com a cabeça, evidentemente, pensando o mesmo que eu, me dando um último aceno antes de caminhar para a porta e sair para o ar frio. Eu permaneci sentado, imóvel, pensando em tudo o que havia sido conversado ali.
Ben era agradável comigo. Eu dificilmente retribuía o sentimento dos outros, mas com ele era diferente. Havia algo nele que tornava fácil estar ao seu redor. Fora bom achar alguém assim, depois de passar tantos anos na solidão. Não por força, mas por escolha própria.
Eu fechei meus olhos, deixando a música me preencher uma vez mais. Meu café estava frio e a chuva batia no vidro. Eu gemi, esfregando meus olhos e acenando uma vez ao sujeito loiro antes de sair para o aguaceiro.
Em meu apartamento, enquanto tirava a roupa encharcada, eu tomei uma decisão. Tomei uma ducha quente, daquelas de lavar a alma e prendi uma toalha ao redor de minha cintura, me encaminhando até minha escrivaninha, onde se encontrava meu celular. Meus dedos digitaram os números que eu já tinha memorizado; os mesmos números que eu tinha digitado tantas vezes antes e tinha apertado o botão de desligar antes que ela pudesse responder.
"Alô?" A voz dela soou pelo receptor, grossa de sono. Eu me chutei mentalmente; claro que ela ainda estava dormindo. Eram 7h30 da manhã.
"Bella? É o Edward.
"Edward?" Ela repetiu. "Olá."
Eu ri do quão nervosa ela soou. "Me desculpe, eu te acordei."
"Não! Eu estava acordada. Eu juro."
Eu abri um sorriso, mas comecei a me apavorar quando percebi que eu não fazia a mínima idéia de porque eu estava telefonando. Eu não conseguia me lembrar do que tinha planejado.
"Obrigada pela noite passada."
Era tão suave e tranquilo que eu não estava certo de que tinha ouvido corretamente. Eu apertei minha orelha mais contra o telefone, tentando pegar cada palavra. "De nada."
"Eu me diverti." Ela falou mais alto, mais confiante. Eu sorri mais uma vez, e pensar que eu havia me condenado mais cedo esta manhã.
"Fico feliz. Eu também me diverti."
Um silêncio tomou conta de nos dois por alguns segundos, me dando tempo de refletir sobre a pergunta que eu faria. "Eu queria ver se você quer sair novamente algum dia." Eu estremeci ao perceber o quão repetitivo e jovem eu soei.
Felizmente, ela riu. "Sim, eu quero. Será o nosso real encontro, certo?" Ela brincou.
"Exato. Nosso verdadeiro encontro." Eu concordei. "Quando você estará disponível?" Eu perguntei, notando o quão desesperado aquilo soara.
"Eu acho que... a menos que Alice e Rosalie tenham planejado algo que eu não sei... eu não tenho nada para fazer."
Eu me achei desejando saber se ela trabalhava, ou por que ela decidiu ficar aqui durante o verão. Eu sabia que ela cresceu em Washington.
"Ok. Eu tenho uma folga na... quarta a noite. O que me diz?"
Eu a ouvi abrir uma porta, os passos claros dela audíveis pelo telefone. Folhas foram viradas enquanto ela murmurava algo para si mesma. "Quarta-feira."
Eu não tinha percebido que estava prendendo meu fôlego, até que deixei sair um suspiro de alívio. "Bom. Eu posso pegá-la às sete?"
Ela concordou, despedindo-se antes de desligar o telefone. Eu sacudi meu cabelo molhado pegando uma boxer e minha calça de moletom antes de me enfiar debaixo dos lençóis para, finalmente, dormir algumas horas antes de ir para o batalhão.
"Merda, Mario, ande! Não, não bata no cogumelo, desvie disso." Emmett gritava, girando o controle o máximo possível para a direita, para evitar algum obstáculo desconhecido. Eu suspirei, observando o caderno em minha mão e me apoiando para trás.
"Ah!" Emmett gritou em horror. Eu observei a tempo de ver Mario se afogando na água enquanto 'Game over' surgia na tela. "Saco" ele murmurou jogando o controle sobre o sofá. "Eu quero alguma ação!"
Eu voltei a olhar para meu caderno, anotando algumas coisas das quais precisava me lembrar, um sinal claro do quão à toa eu me encontrava. Minha mente só conseguia se fixar no encontro daquela noite.
Eu iria pegar a Bella às sete na casa do Emmett e não tinha como estar mais nervoso. Eu sentia como se estivesse de volta ao segundo grau, buscando a garota para o baile de formatura. Isso não era plausível... se todo esse nervosismo me acometesse cada vez que eu a visse, teríamos um grande problema.
Aparentemente Emmett tinha achado algo para fazer. Ele tirou o jogo, sem se preocupar em olhar sua pontuação, antes de se virar para mim. "Eddie, nós precisamos conversar."
Eu estremeci ao ouvir o apelido mas encolhi os ombros. "Ok. Sobre o que?"
Ele riu. "Não soe tão entediado, nós nem começamos... Agora, você vai sair com a Bella esta noite, certo?"
Ele não esperou por uma resposta, foi apenas o tempo de se endireitar no sofá e passar a mão pelo cabelo. "A Bella é como uma irmã mais nova para mim. Eu a conheço desde que ela ainda estava no segundo grau e eu nunca permiti que a machucassem e nunca permitirei."
Eu fechei meus olhos momentaneamente. "Emmett, nós já tivemos essa conversa. Me deixe economizar cinco minutos da sua vida. Se eu machucar a Bella, você acaba comigo", eu resumi. "Simples assim."
Ele deixou sair uma risada curta. "Você poderia pensar assim, mas Bella foi... cobiçada a vida toda. Caso você não tenha notado, ela é bastante bonita."
Eu bufei. No caso de eu não ter notado.
"Como eu ia dizendo", ele continuou, "Ela é bonita, mas não consegue enxergar isso. Ela tem uma auto-estima muito baixa e tem sido assim desde que eu a conheci. Muitos rapazes a convidavam para sair, mas ele nunca aceitou ter um encontro com nenhum deles. Ela nem mesmo quis ir ao seu baile de formatura. Exceto por um, mas ele não é importante."
O modo como Emmett falou me fez querer saber o que tinha acontecido, mas eu sabia que não era a hora, nem o lugar para perguntar. "Tudo o que eu estou dizendo é que não quero vê-la saindo machucada disso. Eu gosto você, Edward, e acho que nós podemos ser amigos. Mas eu juro por Deus, se ela chegar em casa e disser que você a machucou de qualquer jeito..."
Eu levantei minhas mãos em sinal de rendição. "Eu nunca irei."
Ele acenou com a cabeça, satisfeito. "Eu sei. Eu só queria deixar isso claro. Agora, partamos para assuntos mais importantes. O quão atualizado você está sobre sexo?"
Eu tossi ruidosamente, arregalando os olhos. "Atualizado o bastante."
Ele sorriu, sacudindo a cabeça. "Edward. Isto é sério."
Eu encolhi os ombros. "Eu estou sendo sério."
Emmett suspirou, pondo as mãos em meus ombros e me sacudindo ligeiramente. "Escute, se você vai sair hoje à noite com a Bella, você precisa estar completamente atento para as conseqüências. Você está pronto para ser pai?"
"Emmett, isto não é necessário." Eu disse, tentando me esvair daqueles comentários.
"Estas são as perguntas que você precisa fazer a si mesmo", ele pontuou. "Eu preciso saber estas coisas para o caso de eu me tornar padrinho. Você está bem preparado?"
Eu me levantei, me afastando do sofá. "Emmett, me deixe explicar algo, de forma que você consiga entender." eu comecei, beliscando meu nariz. "Eu não irei para a cama com a Bella esta noite."
Ele suspirou, dando tapinhas em minhas costas antes de caminhar em direção à pequena cozinha. "Eu sabia que gostava de você."
Eu ri apesar do pensamento se recusar a deixar minha mente. Eu não colocaria Bella naquela posição; não no primeiro encontro.
Eu estava lutando contra aqueles pensamentos pouco cavalheirescos quando o alarme tocou, fazendo as luzes se acenderem, enquanto Mike, Emmett e Tyler desciam rapidamente pelo postes, ainda com as bocas repletas de sanduíche.
"Vamos!" Eu ouvi um deles gritar e eu segui, vestindo rapidamente meu uniforme, o capacete em minha cabeça e as botas em meus pés em apenas um minuto e meio. Eu pulei no caminhão, meu ouvido zumbindo com o vociferar alto da sirene. Apenas mais uma parada, eu pensei quando chegamos a uma pequena casa, por onde via-se a fumaça saindo pela janela aberta. Apenas mais uma parada.
O problema foi resolvido rapidamente. A causa do incêndio fora um peru que ficou muito tempo no forno. Eu balancei a cabeça diante da situação e da cara apavorada da babá enquanto o chefe a alertava do perigo. Eu voltei para o caminhão conferindo as horas em meu relógio. Eu estaria liberado às cinco horas, ou seja, dali a 15 minutos.
Estes, passaram lentamente, mas finalmente eu me vi saindo do batalhão, praticamente tropeçando em meus próprios pés enquanto corria em direção ao Volvo.
Levou apenas alguns minutos para eu chegar em casa e mais alguns para eu correr escada acima até o meu apartamento. Eu deixei minhas coisas na sala mesmo e liguei para o restaurante, para confirmar a reserva. Depois disso fui tomar um banho, afim de liberar toda a ansiedade.
Infelizmente, eu estava muito ansioso. Ainda eram 17h45 e eu já estava pronto e tive que recorrer a outras táticas para me manter ocupado. Eu estava começando a empilhar meus papeis sobre a escrivaninha quando me dei conta. Por que eu estava tão impaciente? O que Bella tinha que me atraía como uma mariposa ao redor da luz?
Você pensa que pode lê-la como a um livro e quando consegue conhecê-la, se vê preso completamente. Ela respondeu cada uma das minhas perguntas com facilidade, e eu não pude evitar me sentir mistificado por ela. Como eu podia me sentir assim, contando os minutos para vê-la novamente?
Eu fiquei pensando nestas perguntas até que o relógio apontou 18h30 no marcador. Eu suspirei, conferindo meu visual no espelho e rindo amargamente enquanto pegava as chaves, não perdendo mais nenhum tempo.
BPOV
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Alice passou mais algumas camadas de rímel antes de dar um passo para trás para admirar o seu trabalho. "Eu sou brilhante, eu sei. Não precisa me agradecer."
Eu rolei meus olhos diante da arrogância dela, mas sorri fracamente ao ver meu reflexo no espelho. Ela tinha razão; Eu não estava mal. Longe disto, na realidade. Ela tinha me vestido com um vestido turquesa simples, com babados na altura do joelho e alças finas que passavam pelos meus bustos, subindo pelos ombros e amarrando no pescoço. Ela sorriu me entregando um par de sapatos de salto preto e um casaquinho, também preto. "Para o caso de você sentir frio." Ela aconselhou, notando minha expressão cautelosa. Eu concordei, jogando-o por cima do ombro enquanto batia meu pé impacientemente contra o piso.
Eram 18h30 e Edward deveria chegar em meia hora. Eu não tinha certeza se agüentaria esperar tanto tempo. E olha que não fazia tanto tempo assim desde a noite do beijo, quando nos vimos pela última vez...
Ele era perfeito; em cada centímetro. Ele era espantoso, assustador, doce, misterioso, romântico, sombrio, inteligente e absolutamente afetuoso. Eu me peguei até tarde da noite repassando nossas conversas, tentando entender quem ele é, como se eu estivesse lendo um livro de mistério. Um daqueles em que o autor o surpreende de forma inesperada na última página. Mas eram esses movimentos súbitos, impulsivos que me mantinham alerta e querendo mais.
"Perfeito." Rose comentou, colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. "Edward irá amar."
Eu me ruborizei ao elogio dela, abaixando a cabeça enquanto minha mão direita segurava a bolsa com firmeza. "Onde está Emmett esta noite?"
Ela encolheu os ombros, parecendo um pouco aborrecida. "Eu não sei. Ele não me disse aonde ia."
Eu seria capaz de apostar que ela estava tentando não deixar aquilo aborrrecê-la, mas de qualquer forma eu fiquei surpresa. Emmett e Rosalie sempre estavam juntos; um sem o outro era como separar o Yin do Yang. Simplesmente não tinha como.
"Ele voltará."
Ela riu de modo trêmulo. "Eu sei. Eu só não consigo entender o que há de errado com ele. Ele tem agido de modo estranho ultimamente e eu não sei por quê. Não daquele jeito pateta que ele normalmente é."
Eu elevei uma sobrancelha. "Sim. Certo."
Ela riu, enquanto sua expressão mudava de pensativa para extática ao ouvir o som da campainha. "Oh!"
Eu senti o sangue subir para a minha cabeça, minha pernas ficando bambas... Eu me repreendi mentalmente; eu já o tinha visto antes. Ele tinha me beijado na última vez que nos vimos. Por que eu estava tão nervosa? Se eu sentisse isso a cada encontro, eu não sei o que faria. Eu não conseguia controlar toda essa onda de sentimentos.
"Venha agora, Bella. Vá abrir a porta!" Rose urgiu, mas foi desnecessário já que Alice se lançou em frente à porta, bloqueando-a com o seu corpo.
"Espera. Lhe dê alguns segundos... faça-o esperar."
Eu queria empurrá-la dali e me jogar em seus braços, mas me contive. Eu mordi meu lábio enquanto ela cantava suavemente, esperando antes de conferir o relógio. "6:41. Ele está adiantado."
Eu não pude evitar o sorriso bobo que se esparramou pelo meu rosto. "Eu posso ir agora?" Eu perguntei, agitada. Elas riram, destrancando a porta e gesticulando para eu ir adiante.
"E então lá estão os dois..." Eu ouvi Alice murmurar enquanto elas corriam para a cozinha, fechando a porta atrás delas. Eu gemi, antes de abrir a porta e sorrir amplamente.
Lá estava Edward em toda sua glória. Ele estava vestido com uma calça preta e uma camisa de botões branca, as mangas estavam sobradas na altura dos cotovelos e os primeiros botões estavam abertos. Ele segurava meia dúzia de rosas amarelas e exibia o meu sorriso torto favorito.
"Wow", eu o ouvi suspirar, embora eu não estivesse bem certa se era para ter ouvido ou não. "Você está linda."
Eu ruborizei profundamente, mordendo a parte interna da minha bochecha. "Obrigada."
Ele me encarou por mais alguns segundos, embora sendo o cavalheiro que é, seus olhos nunca se aventuraram para baixo do meu pescoço com exceção do momento rápido em que ele observou o meu vestido. Edward tossiu, saindo de seu transe e me entregando o buquê. Eu as levei até o nariz, inalando seu perfume. Agradeci rapidamente, me virando em direção à cozinha para colocá-las na água.
"O que você está fazendo?" Alice assobiou, enquanto me encarava. "Volte lá para fora!"
"Eu não quero que elas morram.", eu disse sarcasticamente, enquanto lhe mostrava as rosas. Alice acenou com a cabeça em sinal de entendimento, enquanto as tirava de minhas mãos e me empurrava porta afora.
"Eu cuido disso. Agora vá!"
Ela não precisou falar duas vezes. Eu corri para fora da cozinha tão rápido quanto eu conseguia sem me causar qualquer dano, diminuindo a velocidade ao me aproximar do campo de visão de Edward.
"Pronta?" Ele perguntou, me oferecendo uma mão. Eu acenei com a cabeça, pegando meu casaco e minha bolsa na mesinha do corredor e entrelaçando meus dedos aos seus. Ele ergueu nossas mãos entrelaçadas, dando um beijo suave em meus dedos antes de me acompanhar em direção ao carro.
O passeio de carro foi relativamente curto, preenchido por uma conversa fácil de se levar. Ele me perguntou como tinham sido meus últimos dias e me contou como foram os seus. É claro que suas respostas não foram tão cheias de detalhes e entusiasmo como eu gostaria, mas isso não importava. Por mim, ele poderia estar recitando as palavras do dicionário, uma a uma, contanto que eu pudesse ouvir sua voz.
Ele dirigiu pela Segunda Avenida reduzindo a velocidade ao ver uma vaga que ele observou pela minha janela. Eu prendi meu fôlego diante da proximidade dele até que ele fez a manobra e estacionou onde eu achara que não caberia o seu carro.
Edward abriu a porta do restaurante, me conduzindo no espaço pequeno e com iluminação indireta. Eu pisquei meus olhos algumas vezes, tentando me ajustar à nova luz enquanto observava o ambiente. Parecia que ele havia me levado para um pub; era pequeno, pitoresco e aconchegante, com um pequeno bar à direita e mesas espalhadas.
Ele me conduziu até um local onde uma jovem aproximadamente da minha idade o estava encarando descaradamente.
"Reserva no nome de Masen." ele disse, passando o braço ao redor da minha cintura.
Ela acenou com a cabeça, apanhando dois cardápios e nos conduzindo para uma agradável cabine em um canto.
"Esta está boa?" Ela perguntou diretamente a Edward. Ele acenou com a cabeça curtamente e ela partiu dando uma última olhada em direção a ele.
"My lady." ele disse, me permitindo deslizar em um dos lados. Ele sentou em frente a mim, apoiando os cotovelos na mesa enquanto fixava seu olhar no meu.
"Como foi o seu dia?"
Eu enruguei o nariz. "Monótono. Eu não fiz nada."
Ele riu, enquanto observava o cardápio. "Eu duvido disso."
"Olá!" Uma voz animada nos interrompeu. "Eu sou a Hannah e serei sua garçonete hoje. Posso começar trazendo alguma bebida?"
Os olhos verdes de Edward fitaram o meu, me permitindo responder primeiro. "Eu quero apenas uma coca."
Ela bufou, anotando o pedido de qualquer maneira. "E para você, senhor?" ela perguntou, tentando captar sua atenção, embora aparentemente, ele não parecesse afetado pelo charme dela.
"Coca-cola parece ótimo."
A mandíbula dela enrijeceu enquanto ela anotava o pedido dele, nos dando um sorriso forçado antes de sair para buscar as bebidas. Eu deixei escapar um riso macio. "Você não tinha que pedir coca para você também, você sabe. Você é de maior."
Ele encolheu os ombros, brincando com o garfo entre os dedos. "Eu sei. Mas eu não vi a necessidade de beber. Afinal de contas, eu sou o motorista", disse rindo.
Nós ficamos em silêncio enquanto olhávamos o cardápio. Eu tentei me concentrar nos diversos pratos, mas estava atenta ao ritmo da respiração de Edward á minha frente, o modo como seus músculos se moviam por baixo da camisa enquanto ele abriu o cardápio, passando os olhos por cada opção.
"Vocês já decidiram o que irão querer?" a garçonete perguntou altivamente, olhando para mim. Eu mordi meu lábio, quase intimidada por ela. "Senhora?" ela repetiu, provavelmente querendo saber se eu era mentalmente competente.
"Amor?" Eu ouvi Edward perguntar. "Você está pronta para pedir?" Minha cabeça estalou para cima, certamente com uma expressão de choque antes de olhar para a garçonete. "Eu quero o peixe com batatas fritas." disse depressa, escolhendo a primeira coisa que eu vi no cardápio. Felizmente era algo que eu gostava.
"Bangers and mash*." Edward disse, entregando os cardápios a Hannah antes dela sair. "Eu sinto muito por isso", ele se desculpou. "Mas eu achei que você podia estar ficando incomodada."
Eu acenei, concordando com a cabeça. "Obrigada." Nós conversamos sobre coisas pequenas, embora as perguntas que eu estava louca para perguntar estivessem na ponta da língua o tempo inteiro. Eu queria saber sobre a infância dele, sobre as coisas que ele gostava e as que ele detestava, o que o fazia agir como se ele precisasse dessa barreira o tempo todo... Mas eu não podia perguntar. Isso só o espantaria.
"Você nunca me contou o que estudou na PSU." Eu disse, enquanto mordia uma batata.
Ele tomou um gole da cerveja que eu insisti para ele pedir. Já que estávamos em um pub irlandês, ele deveria tomar ao menos uma cerveja. Ele sorriu astutamente.
"Ciências políticas."
Eu engasguei com a batata. "O que?"
Edward sorriu suavemente. "Sim. Eu não queria fazer direito propriamente. Eu queria entrar para o corpo de bombeiro local. Uma decisão impulsiva, eu suponho. Mas quando eu fui para a minha entrevista oral, eu sabia que ali era onde eu queria estar. "
Eu não pude evitar um sorriso. Isto era muito mais do que qualquer outra vez que Edward tivesse falado sobre seu passado. "Mas Ciências Políticas", eu disse. "Isso é grande."
Ele riu; um som bonito, musical. "Eu acho. Mas salvar vidas não é melhor do que ficar sentado em uma sala?"
"Você poderia salvar vidas dessa forma também." Eu provoquei, atormentando meu cérebro para encontrar um exemplo fora de Law & Order. Quando eu não disse nada ele riu, terminando sua cerveja.
"Eu salvei sua vida, você sabe." ele pontuou. "Não conte suas galinhas antes que elas botem os ovos."
Eu elevei uma sobrancelha perante aquele velho ditado, mas me deixei cair para trás, sobre o encosto de couro, gemendo. "Eu comi muito."
"Nós dois." Edward concordou apontando para os nossos pratos quase vazios. "É melhor nós darmos o fora daqui antes que a garçonete nos ofereça a sobremesa. Eu não estou bem certo se daria conta disso."
"Especialmente porque a última vez que nós comemos um doce terminou tão bem..." eu murmurei, mas acho que não tão baixo para que Edward não me ouvisse. Ele bufou, pegando a nota que a garçonete estendia para ele. Ele deslizou um cartão de crédito prateado na mão estendida dela e em alguns segundos ela estava de volta com uma cópia do recibo para ele assinar. Eu observei enquanto ele assinava com uma letra mais do que perfeita.
"Pronta?" ele perguntou, oferecendo meu suéter para mim. Eu passei meus braços pelas mangas só a tempo de ouvir a música suave de um violino soar no ar.
"Bem-vindos, senhoras e senhores, ao Kells Irish Pub (ver imagem no meu profile)!" Uma voz soou pelo microfone. "Está na hora da banda começar a tocar, assim ponham-se em movimento."
Eu fitei Edward que tinha um brilho perigoso nos olhos. Sem uma palavra ele colocou minha bolsa de volta na poltrona, junto com nossos casacos e envolveu seus braços ao redor da minha cintura. "Você dança comigo?" ele murmurou, com os lábios bem próximos do meu pescoço. Eu tentei escapar do seu aperto, mas ele não me permitiu isso. "Por favor?"
Eu não estava bem certa se ele pretendia ser sedutor ou não, mas eu me vi sendo conduzida à pequena área onde alguns outros pares dançavam ao som da música. Uma melodia irlandesa viva começou a tocar e o Edward puxou meus braços, os fechando ao redor do seu pescoço antes de segurar meus quadris.
"Eu não danço." Eu protestei. "Se você se preocupa com seus pés, um mínimo que seja, eu sugiro que você não faça isto."
"Eu sou masoquista", ele sussurrou, piscando. "Gosto de dor."
Eu ainda estava hesitante e Edward percebeu isso. Ele me aproximou ainda mais dele, seus dedos se enrolando ao redor da minha cintura, enquanto começava a nos movimentar de um lado para o outro. "É tudo uma questão de quem conduz." ele disse suavemente, com os olhos brilhando.
Eu gemi mas tentei mover meus pés acompanhando o passo rápido. Eu me vi girando ao redor do salão, minha cabeça virando enquanto eu ria tanto, que minhas bochechas doíam. Eu não sei por quanto tempo ele continuou me girando mas eu continuei, ainda rindo quando ele me trouxe para perto dele. Eu puxei o ar, sentindo o seu perfume perfeitamente. Eu suspirei, mas logo fui jogada para trás pela dança ao som das gaitas de foles.
Eu nunca tinha visto Edward tão despreocupado e tranqüilo antes. Seu sorriso torto estava emoldurado em seu rosto enquanto ele me observava. Eu sabia que meu cabelo estava uma bagunça e meu rosto estava corado de excitação, mas não me preocupei. Quando a banda resolveu fazer um intervalo, ele pegou nossas coisas e me conduziu para fora. O ar fresco bateu em mim com força, mas eu nunca tinha me sentido tão bem. Eu abanei meu rosto, tentando me livrar da vermelhidão que eu sabia que manchava minhas bochechas permanentemente.
"Wow." Eu ri, mordendo meu lábio. "Isso foi realmente muito divertido."
Ele riu, apoiando contra uma viga de apoio. "E você só pisou uma vez em meus pés."
Eu fingi estar ofendida, mas não pude evitar me sentir completamente extasiada. Eu amei ter a chance de ver Edward mais solto, mesmo que tenha sido só um pouco. "Onde você aprendeu a dançar assim?" perguntei suavemente, esperando que minha pergunta não alterasse o seu humor.
"Minha mãe." ele respondeu, o tom dele afiando ligeiramente enquanto ele falava do passado. "Ela me ensinou a dançar quando eu tinha treze anos, me falando que eu tinha que poder dançar no dia do meu casamento."
Eu me ruborizei. "Bem, obrigada. Você é muito bom."
Ele não respondeu, com o olhar longe, fitando o pôr-do-sol. Eu comecei a caminhar pela rua sabendo que ele me seguiria.
"Onde você vai?" ele perguntou, com humor na voz. Eu encolhi os ombros, quase dando um pulo.
"Sei lá..."
Eu senti que minha resposta o pegou de surpresa, enquanto ele segurava minha mão indecisamente, como se testando seus sentimentos. Nós caminhamos a esmo até chegarmos a um pequeno centro comercial, onde numerosos artistas se amontoavam na ponte sobre o Rio Columbia. Eu parei, admirando o trabalho.
"Eu gostaria de saber fazer algo artístico." resmunguei. "Eu me sinto extremamente insignificante."
Edward riu atrás de mim, mas para minha surpresa, sacudiu a cabeça. "Eu estou certo de que você tem muitos talentos que excedem todos os meus."
Eu mordi minha língua, querendo lhe perguntar sobre os seus talentos. Eu sentia uma pontada de frustração; toda vez eu queria lhe fazer uma pergunta, eu tinha que parar e me perguntar se era ou não uma boa idéia. Eu não queria acabar com o seu bom humor, o que eu sabia que poderia acontecer facilmente.
Nós caminhamos ao longo de todo o centro comercial, vendo os artistas e músicos parados por ali. Já havia escurecido há muito tempo, e as estrelas piscavam por todo o céu negro, enquanto a lua crescente iluminava os passantes.
"Nós deveríamos voltar", Edward mencionou, mas fiquei feliz de notar um toque de tristeza em sua voz. "Está ficando tarde."
O caminho de volta foi feito em silêncio, com exceção da música suave que saía do som. Eu fechei meus olhos, surpresa do quão cansada eu estava. Eu imagino que isso fosse efeito da dança... eu não tinha uma experiência prévia para comparar, então só podia imaginar mesmo.
Ele se aproximou da casa de Emmett e Rosalie, parando o carro em uma vaga e olhando para mim. Ele ergueu a mão direita, acariciando a minha bochecha suavemente. Seu cheiro me dominou enquanto eu lutava para normalizar a minha respiração, esforço que se mostrou em vão quando ele me beijou suavemente. Minhas mãos se fecharam ao redor do seu pescoço e eu desejei ser forte o suficiente para mantê-lo ali comigo para sempre. Infelizmente, o destino decidiu intervir e ele se afastou, ligeiramente ofegante.
"Obrigada por uma noite surpreendente." Eu disse sinceramente. "Eu me diverti muito."
Ele acenou com a cabeça. "Eu estou feliz por você ter aceitado o convite. Este foi um grande primeiro encontro." ele piscou, me fazendo rir.
Nossos dedos estavam entrelaçados enquanto caminhamos em direção à porta. Edward sorriu de modo torto mais uma vez antes de beijar nossas mãos entrelaçadas, soltando-as. "Boa noite, Bella. Eu a verei de novo logo."
Meu coração ameaçava sair pela boca enquanto eu entrava pela casa, sem me preocupar com o bombardeio de perguntas que viriam de Rosalie e Alice. Tudo o que eu conseguia pensar era que ele queria me ver novamente... e logo.
Eu acordei cedo na manhã seguinte, com uma batida forte na porta da frente. Eu, sendo a que tinha sono leve, pulei logo para fora da cama, enquanto Alice apenas se mexeu e voltou a roncar.
Eu caminhei e conferi o relógio ao passar pela cozinha. 6h57 da manhã. Quem, diabos, estaria tão cedo na porta?
Eu abri a porta, preparada para gritar com quem quer que fosse, mas eu fiquei chocada e entusiasmada de ver Edward ali, de pé. "Oh!" Eu apoiei contra a porta, me sentindo atordoada de repente.
"Seu cabelo parece um monte de feno... Mas gosto assim." (Crepúsculo, página 247) ele disse, com a voz suave, me encarando. Eu passei meus dedos pelo cabelo, timidamente me dando conta de vários outros detalhes. Eu estava de pijama. Eu não tinha escovado meus dentes. Eu estava cansada.
"O que você está fazendo aqui?" Eu perguntei, tentando, sem sucesso, esconder minha surpresa. Ele riu suavemente.
"Eu tenho que ir trabalhar às oito e não estarei em casa até amanhã de manhã." ele disse, fazendo uma careta. "Eu queria levá-la para tomar o café da manhã antes de ir.!
Ele deve ter notado minha expressão confusa. "Eu sinto muito, eu a acordei. Volte a dormir; Eu a verei logo."
Isso serviu para me acordar. "Não!" Eu gritei, um pouco alto demais. "Quero dizer, espere aqui. Deixe-me apenas trocar de roupa."
Em um piscar de olhos eu tinha vestido uma calça e uma blusa enquanto escovava meus dentes e tentava domesticar o meu cabelo, sem nenhum sucesso, diga-se de passagem. Eu me rendi depois de alguns minutos, dando-me conta de que havia um bombeiro deslumbrante em meu foyer, esperando por mim. Eu. A pequena interiorana Bella Swan.
Ele me levou a um lugar pequeno não muito longe do campus, pedindo panquecas de nozes com banana para ambos, não falando sobre nada em particular. Eu sentia como se nós tivéssemos falado sobre tudo que era importante, na noite passada, assim, palavras não eram necessárias. Eu apenas queria estar na sua presença, mesmo que fosse por um curto período de tempo.
Eventualmente eu estava de volta em casa, com Edward seguindo rumo ao batalhão. Eu tirei meus sapatos e rastejei de volta para debaixo das cobertas, sorrindo como uma idiota. Meus lábios ainda formigavam do breve beijo trocado por nós, enquanto minha blusa exalava o seu cheiro.
Mas bem no fundo, eu me perguntava quanto tempo este frisson duraria.
Bangers and mash* é um prato muito popular no Reino Unido. É composto basicamente de salsichas servidas com purê de batata. O prato é comumente servido com molho de cebola e é muito popular sobretudo no inverno.
Oi flores, mil perdões pela demora do capítulo. Mas realmente essa semana eu dei um pouco mais de atenção para Deixando o tempo curar as feridas. Estou ansiosa para terminar a tradução do capítulo 17 para postá-lo aqui... várias pessoas têm me mandado mensagem perguntando quando irei atualizar lá: bem, espero fazer isso na segunda feira. Faltam apenas mais seis páginas para traduzir.
Mas, falando deste capítulo... eu já disse que amo o Emmett? Esses diálogos dele são impagáveis rsrsrsrs... E o Edward, tem como ser mais perfeito? Joga golfe, dança, e ainda te busca para o café da manhã... ai ai... onde arrumo um exemplar destes heim?
Resposta das reviews:
bgsmeinterfona: oie... primeiro de tudo, desculpe pela demora para postar... dessa vez demorei mais do que gostaria mesmo. É, como eu disse lá em cima, o Ed não tem como ser mais perfeito! :)
Bruna Watson: oi flor... brigadinha por ter posto entre as favoritas viu?! Ah... eu sei bem como é... isso porque vocês não vêem a minha cara quando eu estou traduzindo rsrsrs... e ainda tenho que ficar ouvindo namorido bufando atrás de mim rsrsrs. Bjus
Chantal. Forks Cullen: oi flor... mesmo que seja rapidinho, é sempre bom saber que vocês estão por aqui e gostando da fic! Bjus
- mandy cullen black: oi flor... essa fic é Mara mesmo... que bom que apesar de já ter lido, você está lendo de novo aqui :) E com certeza, só vai melhorando. O próximo deve sair no domingo, ok? Bjusss
m-poulain: que bom que está gostando florzinha... eu também sou fã da Bronze e pode deixar que eu espero traduzir todas as fics dela... bjusss
Alline Viana: é flor... o Ed tem problemas sim e a Bella vai ter que ter muita paciência... mas ainda bem que ela tem amigos como a Rose, o Emm e a Alice do lado dela para darem força quando ela desanimar... er... mas acho que já estou me adiantando rsrsrs... Ah... segunda eu devo postar em Deixando o tempo... ;) bjusss
Bem, flores... para compensar a demora com este capítulo, eu espero trazer o próximo no domingo, ok? Mas para isso, já sabem não é? Quero reviews... Bjusss e até lá!
