Capítulo novoooo :)
Demorei, mas cheguei! hahaha
Have fun...
Capítulo: Briga e reconciliação
Trilha Sonora: First Time - Lifehouse
" Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber." - Caio Fernando Abreu.
- Pronto, já estamos seguras e longe do Edward. Pode me contar tudo senhorita. – Alice se sentou na cama aguardando para que eu começasse o discurso.
- Não é nada Alice.
- Nada? Então porque você está fugindo dele como o diabo da cruz? – Ela arqueou uma sobrancelha.
Bufei e me sentei na cama também.
- Eu fiquei com raiva porque ele fez uma brincadeira sem graça. Só isso.
- Meu irmão não é muito de fazer brincadeiras. – Ela ponderou. – Edward está muito mudado.
- Mudado como? – Perguntei curiosa.
- É. Ele não é mais como antes.
- E isso é ruim? – Questionei.
- Claro que não. Ele mudou de um jeito bom, sabe? – Ela inclinou um pouco a cabeça para o lado. – Mudou depois que vocês começaram a andar juntos. Agora ele... Brinca. Sorri mais. Edward realmente parece animado. Há um certo tempo ele vivia isolado, calado. Sempre no canto dele. Agora sai do quarto, anda pela casa. Voltou até mesmo a tocar piano.
- Ele toca piano? – Eu fiquei surpresa.
- Você não sabia? – Alice estava mais surpresa que eu. Ela deixou a surpresa de lado e seu rosto se transformou numa máscara de deboche. – Você é a namorada dele. Deveria saber disso.
- Rá. Rá. – Falei não achando graça.
- É sério Bella. Achei que ele tivesse te contado. Edward é um ótimo pianista. Não sabe como mamãe ficou feliz em vê-lo tocar novamente.
- Há quanto tempo ele não toca? – De novo a curiosidade me tomou.
- Nem tenho uma noção. Minha mãe acha que ele toca apenas quando está feliz. Ou quando está apaixonado. É geralmente nestas épocas que tem inspiração para compor.
- Então ele está feliz?
- Feliz, ou talvez... – Ela suspirou. – Apaixonado.
- Deve estar mesmo. Para fazer isso tudo para reconquistar a Tanya... – Comentei.
- E você por Jacob, não é?
Eu assenti.
- Nem sei se meu irmão deveria fazer isso tudo por aquela lá. – Disse com desdém. – Ela não o merece. Edward é um garoto diferente do que ela espera. Ela quis mudá-lo para encaixá-lo no mundinho dela. Mas ele não estava feliz. Eu sei disso. Eu só queria que ele enxergasse isso, sabe?
Eu ouvia a tudo atentamente.
- Eu queria que meu irmão encontrasse uma garota melhor. Que não quisesse mudá-lo em nada. Que deixasse ele ser quem realmente é.
- Mas se ele a ama... Não há nada que mude isso. – Falei.
- Talvez você tenha razão. Mas talvez... Quem sabe ele não acaba encontrando a pessoa certa e caia na real? - Alice sorriu fracamente. – Quem sabe... Ele abra os olhos e enxergue que Tanya não é a única mulher no mundo? E ainda perceba que esta pessoa certa pode estar mais perto que ele imagina...
Eu já tinha ouvido isso em algumlugar...
Eu realmente desejava que Edward fosse feliz. Ele devia sim encontrar alguém legal que o respeitasse e não o desmerecesse.
- Edward merece, Alice. Ele é especial... Edward é... – Respirei fundo. – É educado, divertido, sincero, carinhoso e lindo.
Alice riu.
- Você acha meu irmão lindo?
Senti meu rosto esquentar.
- Você sabe que ele é.
- Tá. Ok. Ele é meu irmão, mas eu tenho que admitir que Edward é bonito sim. – Revirou os olhos.
- Então... Aposto como muitas meninas legais devem fazer fila para ele.
- E fazem. Como fazem! Mas ele não tem olhos para elas. E eu dou graças a Deus por ele não ser um galinha que fica com qualquer uma que se oferece.
Nós duas rimos.
- Está pronta para voltar? – Ela perguntou.
- Acho que sim.
- Hum. Então vamos lá.
Nós descemos para o jardim. Quando chegamos lá Alice me cutucou.
- Ali está seu namorado. Coitadinho... Parece tão triste. Vá consolá-lo. – Ela falou e saiu rindo.
Edward estava encostado em uma pilastra da cobertura da área gourmet do jardim, olhando - sem ver – algum ponto em específico.
Andei lentamente, para me dar tempo para pensar o que falar. Será que Tanya havia feito ou dito alguma coisa?
Quando eu estava a dez passos de distância ele desviou os olhos do ponto e olhou em minha direção abrindo um sorriso inesperado. Apertei o passo e parei de frente para ele.
- Pensei que você estivesse me evitando.
- É. Eu estava.
- Por que Bella? – Perguntou agora sério.
- Porque você deveria parar de fazer certas brincadeiras Edward.
- Você mesma disse que é brincadeira. Então por que se importa tanto? – Questionou me olhando fixamente.
- Edward... Existem limites. – Falei. - Você exagera às vezes.
Ele revirou os olhos.
- Tudo bem. Você não quer mais que eu te beije, então?
- Você sabe que não é a isto que estou me referindo.
- Mas ao invés de ficar me evitando, não era melhor ter falado comigo?
Nós dois paramos de falar e ficamos olhando para as outras pessoas. Aquele silêncio era incômodo. Tão incômodo que Edward se afastou indo para dentro da casa. Eu odiava brigar com alguém. Principalmente quando este alguém era meu melhor amigo. E ainda mais por uma coisa tão boba como esta.
- O que aconteceu agora? – Alice surgiu ao meu lado.
- Nós meio que brigamos. – Falei me sentindo uma tola. Edward só estava brincando... Eu não tinha que levar tudo tão a sério.
- Não acredito. – Ela choramingou. – Mas por quê?
- Porque eu sou uma boba. Que mal há em uma brincadeira?
Alice franziu os lábios.
- Talvez seja melhor eu ir para a minha casa. – Falei.
- Não! – Ela fez bico. – Não vai não, Bella. Daqui a pouco vocês se acertam, você vai ver. Todo mudo tem altos e baixos. Até verdadeiros amigos. Vai ver como não vão ficar assim por muito tempo.
...
Aquela festa já tinha dado para mim. Eu briguei com meu melhor amigo, Jacob não veio e ainda Tanya pareceu gostar que Edward e eu estivéssemos bem longe um do outro, pois não parava de lançar olhares furtivos em direção a ele que voltou para a festa, mas não para perto de mim.
De vez em quando nossos olhares se encontravam. Ficávamos nos olhando por um bom tempo. Nenhum dos dois parecia querer dar o braço a torcer e pedir desculpas. Cada um tinha a sua parcela de culpa nisso tudo.
No final do dia, a festa ainda estava cheia. As pessoas pareciam não querer ir para suas casas. Mas para mim a festa já estava encerrada. Eu queria ir para um canto e dormir.
Sentei em uma espreguiçadeira e fiquei assistindo as pessoas se jogarem na piscina enquanto a música bombava.
Depois do que me pareceu uma hora inteira e eu estava pensando em entrar na casa, Edward sentou de frente para mim na espreguiçadeira. Nós ficamos nos olhando por um momento.
- Eu não aguento mais isso. – Ele falou. – Não quero ficar brigado com você.
- Eu também não.
- Desculpe pela brincadeira, Bella. - Ele suspirou. – Eu vou parar de fazer esse tipo de brincadeira, se você não gosta.
- Eu que deveria ter sido mais tolerante, Edward. Aquilo não era motivo para brigar.
- Chega de evitar. Isso é chato. – Ele sorriu.
- Muito chato. – Falei.
Edward levantou e estendeu a mão. Eu peguei sua mão e levantei. Depois ele me abraçou.
Ficamos abraçados por bastante tempo.
Resolvido todo esse episódio, nós não nos afastamos mais durante a festa. Quando não estávamos abraçados, estávamos de mãos dadas.
...
Já era quase uma da manhã quando as pessoas perceberam que a festa tinha acabado finalmente e foram para suas casas. Ângela tinha ficado por não ter como ir para casa àquela hora. Emily e Leah também estavam sem ter como ir embora.
Eu estava morta de cansaço e não via a hora de me deitar. Mas quando fui entrar no quarto de hóspede destinado a mim, me deparo com uma porta trancada.
- Que merda! – Tentei girar a maçaneta mais uma vez sem obter sucesso.
Desci as escadas bufando de raiva. Fui para a cozinha onde Alice, Ângela e Edward ainda estavam conversando.
- O que foi Bella? – Alice perguntou.
- Parece que estão usando o quarto de hóspedes. A porta está trancada.
- Oh! Bella, me desculpe eu não sabia -
- Tudo bem Alice.
- Caras de pau. Como podem fazer uma coisa destas? – Ângela comentou.
- Acho que só mais tarde que vamos saber quem está lá. – Edward falou.
Alice fez um som de 'urgh'!
- Mas... No quarto dos meus pais estão Emily e Leah. No meu vai ficar a Ângela. E você ia ficar no quarto de hóspedes. – Alice fez uma cara infeliz.
- Não esquenta Alice. – Suspirei. – Só preciso que você me arranje roupas limpas, uma escova de dente, um travesseiro e uma coberta. Eu me arranjo ali no sofá.
- Você não vai dormir no sofá! – Alice retrucou.
- Não há problemas. O sofá de vocês parece bem confortável. E com o cansaço que eu estou, durmo em qualquer lugar.
Alice respirou fundo.
- Tudo bem. – Ela se rendeu. – Vamos lá para eu pegar umas coisas para você.
Alice me emprestou um baby doll. Ficou pequeno em mim, mas eu não podia reclamar. Era o melhor que teria. Uma escova de dente nova também foi me dada.
Tomei banho e depois desci para me acomodar no sofá que já tinha um travesseiro e uma coberta me esperando.
Eu suspirei. Finalmente poderia descansar. Sentei e já ia me preparando para deitar, mas então vi Edward descendo as escadas. Ele vestia calça de moletom preta e uma camiseta azul marinho.
- Eu não vou deixar você dormir no sofá. – Ele falou.
- Edward, eu não me incomodo. De verdade.
- Isso não é justo. – Passou a mão no cabelo. – Minha cama é bem grande... Dá para nós dois.
Eu arregalei meus olhos.
- E-Edward... E-eu não vou d-dormir com você. – Gaguejei.
Edward riu.
- Jingle Bells, você não vai dormir comigo. Você vai dormir nomeuquarto. É diferente.
- Mesmo assim... Eu não vou dormir no seu quarto com você lá dentro.
Edward suspirou.
- Você acha que eu vou fazer alguma coisa?
Engoli em seco. Eu sabia que ele não faria nada comigo. Mas isso ia ser constrangedor demais.
- Não.
- Bella, eu não vou fazer nada que você não queira. – Ele arqueou as sobrancelhas.
Ponderei sobre o assunto. Edward era meu amigo. Qual era o problema de dormirmos na mesma cama? Além do mais, meu pai não precisava nem saber disso. Se soubesse, Charlie teria um ataque do coração, mas enfim...
- Tudo bem. – Murmurei.
Edward e eu fomos para o quarto dele. Eu nunca tinha entrado lá. Era realmente muito legal. Bem a cara dele.
Tinha uma parede preta e as outras brancas. Uma imensa parede de vidro que dava para as montanhas ao oeste. Ele tinha uma enorme estante com livros e CDs. O enxoval de cama também era preto.
- Hmmm... Seu quarto é bem legal. – Comentei quando ele fechou a porta.
- Obrigado. – Ele riu.
A cama era grande. Uma king size. Dava para ficarmos bem confortáveis cada um em seu espaço.
De repente me lembrei da roupa que vestia e então meu rosto corou violentamente. Olhei para os meus pés. Aquele short curto deixava boa parte de minhas coxas de fora. E a mini blusa ficou ainda mais mini, deixando uma pequena parte de minha barriga aparecendo.
- Bella? – Edward me chamou.
- Hum? – Perguntei sem levantar o rosto.
- Por que você não se deita?
Eu olhei para cima e vi que Edward esperava para poder apagar a luz.
- Ah! Sim. – Eu me apressei e fui para baixo das cobertas. Ele apagou a luz e somente um abajur iluminava fracamente o quarto. Ele se deitou e ficou olhando para o teto.
Ficamos em silêncio por algum tempo. Pensei que ele tivesse dormido.
- Edward? – Sussurrei.
- Sim? – Ele respondeu com a voz normal.
- Pensei que tivesse dormido.
Ele riu e se deitou de lado, de frente para mim.
- E eu pensei quevocêtivesse dormido.
- Agora estou sem sono. – Admiti.
- Eu também estou um pouco sem sono.
Ficamos em silêncio por mais um minuto. Então eu me virei de frente para ele.
- Alice me contou que você toca piano.
Edward desviou os olhos.
- Por que não me contou? – Perguntei.
- Porque poucas pessoas sabem.
- Tanya sabia?
Ele assentiu.
- Mas você parou de tocar, não é?
- Sim. Na verdade... Eu não sentia mais vontade.
Ficou em silêncio e eu pensei que o assusto estava encerrado.
- Ela achava muito... Antiquado, que eu tocasse piano.
Então eu tive um estalo. Edward parou de tocar por causa da infeliz da Tanya.
- Eu parei de ter inspiração e... – Deu de ombros.
- Mas não devia ter parado.
Falei e ele olhou para mim.
- Edward... Eu acho lindo que você toque piano. Isso é tão... Único.
- Você acha?
- Claro. Eu não conheço ninguém que toca piano. Muito menos na sua idade.
- Você não acha isso esquisito?
- Esquisito? Claro que não! Na verdade... Eu ouço música clássica.
Ele arqueou as sobrancelhas.
- Escuta, é?
- Sim. Clair de Lune é a minha favorita.
- É a minha também. – Ele falou surpreso.
- Então você poderia tocar ela para mim qualquer dia destes.
- Se você quiser mesmo me ouvir...
- Deixa de ser bobo. Claro que eu quero te ouvir.
- Você é diferente. – Falou de repente.
- Diferente como?
- Você não é como as outras garotas.
- E isso é ruim?
- Não. Muito pelo contrário. Você sempre me surpreende.
- Eu surpreendo você? – Perguntei sorrindo.
- É. Eu nunca sei de suas reações ao que eu faço. Você é imprevisível.
- Claro... Como hoje por aquela brincadeira boba que eu fiquei com raiva à toa.
Edward riu.
- Me desculpe por aquilo.
- Sem problemas.
Fiquei olhando Edward sorrir. Pensei em como uma garota poderia ter coragem de magoá-lo.
- No que está pensando? – Perguntou para mim.
- Não... É só que me pergunto como uma garota pode fazer o que ela fez.
Ele suspirou.
- E eu me pergunto exatamente a mesma coisa sobre Jacob.
- Hum?
- Você é uma menina linda Bella. – Edward pegou minha mão por debaixo da coberta e entrelaçou nossos dedos. – Se eu fosse seu namorado de verdade... Eu não iria querer perder tempo com brigas, discussões. Muito pelo contrário. Iria gastar nosso tempo com beijos, palavras de amor... – Edward riu. – Devo estar parecendo um idiota falando isso, não é?
- Não! – Falei rápido demais para soar convincente, então tinha que complementar a frase. – Eu... Gostei de ouvir isso. Você pode... Hmmm... Continuar?
- Quer mesmo que eu continue?
Balancei a cabeça.
- Se eu fosse seu namorado de verdade, te faria um elogio diferente a cada dia.
Eu acabei tendo imagens de Edward como meu namorado. E, diga-se de passagem, a imagem era boa.
- Faria uma canção. Daria a ela o seu nome e tocaria só para você.
- Qual seria o nome da minha canção?
- Hmm... Um nome doce. – Ele pensou por um instante. – Bella's Lullaby.
- Canção de ninar da Bella?
- Sim. E eu gravaria em um CD, para que quando estivéssemos juntos você a escutasse e dormisse em meus braços.
Eu, inconscientemente, me aproximei um pouco de Edward arrastando meu corpo pelo colchão.
- Fala mais. – Pedi baixo.
Edward soltou minha mão. Pensei que ele iria falar que devíamos dormir. Mas o que ele fez foi muito diferente de se preparar para dormir.
Edward segurou minha cintura e me puxou para perto. Até que eu estava colada em seu corpo quente. Ele tinha um doce aroma de colônia masculina, ou loção de barbear, sabonete... - Eu ia descobrir algum dia. - Era gostoso e eu inalei até que meus pulmões inflaram o seu limite.
Não me assustei ou quis me afastar. O calor do corpo de Edward me envolveu. O seu cheiro inundou minha mente. Sua respiração batia na pele do rosto e eu inspirava ainda mais profundamente.
- Eu não iria querer ficar longe de você. Iria querer você assim... Bem perto para eu poder te abraçar, te tocar – ele disse isso e sua mão deslizou em minhas costas lenta e suavemente – e te beijar.
Meu coração palpitou um pouco mais rápido.
A mão dele me apertou um pouco mais contra seu corpo. Minha respiração acelerou o dobro.
- Eu... – Edward olhava profundamente em meus olhos. – Eu posso te... – Fez uma pausa por um minuto que pareceu longo demais até que deduzi que a frase não seria terminada.
- Termine sua frase Edward. – Eu pedi.
Mesmo pela luz fraca do quarto eu pude ver que os olhos dele estavam em um verde profundo.
- Você vai me dizer não. – Ele murmurou.
- Como pode ter tanta certeza disso? – Minha voz era um fio.
- Eu não sei... Mas de todo modo... – Ele semicerrou os olhos. – É melhor você me pedir.
- Por quê?
- Porque é a sua vez. – Sorriu.
- M-me... – Eu gaguejei. – Me beija Edward. – Pedi de uma vez.
Edward aproximou seu rosto do meu. Logo nossos lábios se encontraram, se movendo de uma forma quase selvagem. E eu não reclamava disso.
Nossas línguas procuravam uma à outra. Eu adorava o gosto suave e doce que a boca de Edward tinha. Nunca provei nada igual.
Paramos para respirar.
- Eu gosto da sua boca. É tão doce e macia... – Eu falei sem fôlego.
- A sua também é doce e macia para mim. Gosto do seu cheiro de morangos.
Ele passou a ponta do nariz no meu pescoço e deu um leve beijo ali. Eu senti um arrepio percorrer meu corpo e eu estremeci por completo.
- Seu ponto fraco. – Ele riu em meu pescoço, o que causou outra onda de arrepios.
Edward beijou o local mais uma vez, mas agora com mais pressão. Senti sua boca se abrir um pouco e depois seus dentes rasparam de leve em minha pele. Outro arrepio eriçou os pelos de meu braço e de minha nuca.
Soltei um suspiro alto demais que seria constrangedor se eu não estivesse tão envolvida nos toques dos lábios suaves.
Eu passei meus dedos no cabelo dele, e puxei Edward para mim. Ele roçou seus lábios em minha pele até chegar à curva entre o ombro e o pescoço. Ali ele beijou com vontade. Senti sua língua acariciar minha pele logo após seus dentes terem passado no local. Eu tinha quase certeza de que ficaria uma marca pela manhã. Mas nem me preocupava com isso no momento.
Sua mão desceu em minhas costas e parou bem no final de minha coluna. A pele, ali exposta, estava formigando. Um calor intenso atingiu minha barriga.
Edward voltou a beijar minha boca. Agora de uma forma mais lenta e provocante. Ele me empurrou levemente para o lado e eu o puxei junto, de forma que ele ficou sobre mim. Evitou que eu sentisse seu peso, mas isso fez com que nossos corpos se afastassem. Eu não queria que esta distância existisse entre nós. Arqueei minhas costas na busca de mais contato.
Edward entendeu minha intenção, então deixou que parte de seu corpo pressionasse o meu.
Sua mão, que estava em minha cintura, foi descendo dolorosamente lenta, até meu quadril. Por onde passava era como um rastro de fogo me deixando atordoada e ofegante.
Ele voltou a beijar meu pescoço, enquanto isso sua mão descia mais um pouco. De forma suave, Edward puxou minha perna e a encaixou em seu quadril. Um encaixe perfeito. Como se eu tivesse sido feita à medida certa para ele.
E nada disso tinha me intimidado. Nem o fato de ele ser meu melhor amigo e que eu não deveria estar tendo este tipo de carinho com ele.
Edward pressionou seu quadril contra o meu levemente e eu tive a certeza do quão longe já tínhamos ido.
Ele aproximou os lábios de meu ouvido.
- A gente tem que parar por aqui Bella. – Falou ofegante. Eu sabia o porquê de ele querer parar. Mas eu não queria que ele parasse.
- Não! – Murmurei.
- Bella... – Ele suspirou e olhou em meus olhos. – A gente não pode. - Edward disse isso com certa hesitação.
- Eu sei, mas...
- Não posso fazer isso assim com você. É errado.
- Não é. Eu... Quero. – Mordi meu lábio.
- Não quer não. – Ele discordou.
- Eu sei o que eu quero Edward. – Falei.
- Eu tenho que... Eu disse que qualquer homem deveria respeitar o tempo de uma mulher. E... Eu não estou... – Edward parecia meio nervoso. – Isso não está certo.
Depois de dizer isso, Edward saiu de cima de mim e deitou ao meu lado, me puxando para um abraço.
Deitei a cabeça em seu peito, sendo envolvida pelos braços dele.
O coração de Edward batia em um ritmo mais acelerado, assim como o meu. Senti seus lábios beijarem meu cabelo. Eu levantei um pouco meu rosto para olhá-lo.
- É melhor a gente tentar dormir. – Ele disse quase como se aquilo fosse contra toda sua vontade.
Assenti de leve, mas depois beijei seus lábios da forma mais doce que eu conseguia. Edward retribuiu por um momento, depois ele me afastou delicadamente, mas firme.
- Durma Bella. – Ele pediu.
Fiz o que ele disse, ou pelo menos tenteifazer o que ele disse.
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Eu mal tinha conseguido dormir esta noite. Fiquei pensando em várias coisas. Coisas como, por que eu tinha feito isso? Por que com Jacob eu me sentia tão insegura... Tão inconsequente... E com Edward eu tinha perdido o controle de mim, de minha mente? Quase me entreguei completamente a ele. Eu mal pensei sobre o assunto e aquilo era o que eu queria. Era como se fosse ele. Ele quem eu deveria amar pela primeira vez.
Eu o olhei enquanto ele dormia. Edward dormia como se estivesse imerso em bons sonhos. Sua boca formava um leve biquinho que fez meu coração acelerar um pouco.
Não... Eu não gostava dele. Não mais do que meu amigo. Mas... Naquele momento... Era como se amizade fosse a última coisa que havia entre nós. Era como se houvesse mais que isso. Com os olhos fechados, Edward parecia apenas alguém muito especial para mim. Mas quando seus olhos fitavam os meus daquele jeito estranho que eu não entendia muito bem, era como se eu até... Parecia que... Eu precisava dele. Como se eu o quisesse para sempre ao meu lado.
Quando consegui pegar no sono de verdade já devia ser bem tarde.
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Acordei e me espreguicei, sentindo um enorme vazio ao meu lado na cama. Abri os olhos e procurei por ele. Edward não estava mais no quarto. Eu queria saber como estariam as coisas entre nós hoje. Se é que deveriam mesmo estar diferentes.
Levantei e saí do quarto.
Será que hoje eu poderia usar as minhas roupas que estavam no quarto que era para ter sido meu?
Tentei abrir a porta e ela estava, finalmente, destrancada.
E o quarto estava incrivelmente arrumado. Todas as minhas coisas estavam em cima da cama. Estranho. Peguei o necessário e fui para o banheiro.
Depois de tomar um banho quente e relaxante, eu desci. Ouvi as vozes na cozinha e fui para lá. Encontrei Alice, Emmett e Edward conversando.
- Ora, ora... Acordou a Bela adormecida. – Emmett zombou.
- Bom dia. – Falei imaginando que horas seriam. – Que horas são?
- Onze e cinquenta. – Alice respondeu.
Como eu imaginei: bem tarde!
O único lugar disponível para eu me sentar perto da bancada de mármore, era ao lado de Alice, de frente para Edward. Ele mal tinha me olhado desde que entrei na cozinha.
- O que vocês dois ficaram fazendo ontem para acordar tão tarde? – Emmett provocou.
Edward olhou para mim realmente, pela primeira vez. Senti meu rosto esquentar gradualmente.
- Emmett, larga mão de ser idiota! – Alice o repreendeu. – Quem é você para falar alguma coisa? – Ela arqueou uma sobrancelha para ele.
- Ah! Não vem...
- O que aconteceu? – Eu perguntei meio tímida, por Edward ainda olhar para mim. Tentei ao máximo não olhar para ele de novo.
- Você não vai acreditar em quem estava ocupando seu quarto ontem à noite. – Alice cruzou os braços e empinou o queixo em direção à Emmett.
- Era você! – Estreitei meus olhos.
- Ele e a gata Rose dele. – Alice esbravejou.
- Foi mal Bells. – Emmett se encolheu.
- Eu podia ter usado seu quarto! – Murmurei.
- Mas aposto que você deve ter gostado mais da companhia do meu irmãozinho aqui, não é? – Provocou de novo.
Eu revirei meus olhos, sentindo o rosto esquentar novamente.
- Você não sabe falar nada que preste, Emm? – Alice reclamou. – Bella, você está com fome?
- Só um pouco. – Admiti enquanto meu estômago roncava.
- Pode tomar café se quiser. Emmett, vamos comigo no supermercado comprar as coisas para o almoço. – Alice se levantou.
- Ah, e porque eu? – Ele se queixou.
- É o mínimo que você pode fazer. Depois de ter feito isso com a Bella, vai comigo comprar coisas para fazer um almoço especial para ela. Vem logo. – Ela saiu da cozinha com Emmett arrastando os pés.
- Você quer comer? – Edward me perguntou.
- Hmmm... Pode ser. – Respondi olhando para as mãos no meu colo.
Por que eu me sentia tão tímida perto dele agora?
Edward pegou torradas e geleia para mim, e me serviu suco de laranja. Eu comi enquanto ele estava sentado do outro lado da bancada olhando para algum ponto fixo da cozinha.
Depois que terminei meu café eu fui lavar a louça. Antes que eu começasse a lavar senti os braços de Edward envolvendo minha cintura. Ele me abraçou pelas costas e falou em meu ouvido.
- Bella... Não é para as coisas mudarem entre a gente.
- Uhum.
- Eu falo sério. Nada mudou.
- Tudo bem Edward.
Ele segurou meus braços me impedindo de movê-los.
- Eu não vou deixar você lavar a louça.
Eu olhei para ele que tinha o rosto bem próximo do meu.
- Me deixe lavar o que eu sujei, pelo menos. – Pedi.
- Nem pensar. Você é visita.
- Visita? Para a sua informação eu venho aqui há mais de três anos. Não acho que eu ainda seja uma visita.
- Para mim você é, já que, quando você vinha, eu estava fora na maioria das vezes.
- Me deixe levar. – Tentei livrar meus braços.
- Vamos fazer um acordo? Eu lavo e você seca.
- Tudo bem. – Me rendi, então ele sorriu e me soltou.
Edward lavou minha louça e eu sequei. Depois ele guardou tudo. Só então percebi o porquê de ele me mandar só enxugar.
- Trapaceiro! – Acusei-o. Ele me olhou sem entender.
- Por quê?
- Me mandou enxugar porque eu não sabia onde guardar tudo depois, com isso você faria a maior parte do trabalho. – Ele riu. - Você é um trapaceiro. – Falei entre dentes e dei um soco de leve em suas costelas. Ele me abraçou e bagunçou meu cabelo. - O que a gente vai fazer agora? – Perguntei.
Ele pensou por um instante e pareceu ter uma ideia muito boa.
- Você quer me ver tocar? – Perguntou meio hesitante.
Até eu podia imaginar meus olhos brilhando quando ele falou isso.
- Oh! – Arfei. – Seria... Maravilhoso. Eu quero muito.
Edward sorriu largamente.
- Vem comigo.
Hey hey! O que acharam deste cap? :D
Ficaram sabendo da não-presença do Rob, Taylor e Kristen na TwiTour? Isso é aquele evento onde os fãs podem prestigiar os astros e fazer perguntas... =/
Pow que chato neh? Essa parada da traição desanimou uma galera. O que era para ser um fim da franquia com chave de ouro nem vai ser mais tão fantástico. Masssss... Vamos deixar nas mãos divinas poque Ele sim tem o poder de julgar.
Só fiquei tão chateada pelo Rob, pq sinceramente, ninguém merece isso e ele então nem se fala... Sou team Rob eternamente. :) É uma fase ruim que vai passar, para ambos...
Me deixem Revieeeews :*
