Gentemm, capítulo novinho em folha! Não faço ideia de como vai ser o próximo, mas eu acho que vou colocar mais o Remy... Ou não... Mas talvez... Não sei!
Estrela Potter e uchiha Niinah, obrigada pelos reviews! Espero que gostem do capítulo!
Capítulo 6
O Segundo Encontro
Acordar.
Levantar.
Xingar sua colega de quarto que demora muito no banheiro.
Trocar de roupa.
Tomar café.
Xingar quem comeu o último pedaço de pão.
Evitar que as mãos de Remy toquem na sua pele.
Xingar o Remy.
Ir para o colégio.
Lembrar do Remy.
Entediar-se nas aulas.
Xingar mentalmente seus professores.
Voltar pra casa de carona com o Remy.
Almoçar.
Evitar que os lábios de Remy encostem nos seus lábios.
Xingar o Remy.
Ir pra terapia.
Xingar mentalmente a terapia.
Ser recriminada pelo professor que sabe que você está xingando mentalmente a terapia.
Treinar na Sala de Perigo.
Evitar que Remy seja morto tentando salvá-la de um perigo que não existe.
Xingar o Remy.
Sentir-se aliviada por ele estar bem.
Xingá-lo novamente.
Jantar.
Mandar Remy ir dormir no próprio quarto.
Dormir.
Com essa rotina, Vampira passou a semana. E assim, no sábado, no finzinho de tarde, ela estava assistindo televisão com outros X-Men, completamente entediada.
- Cara, esse filme é muito chato!
- E não faz o menor sentido. Como a asa da nave pega fogo no espaço? No espaço? ESPAÇO?
Todos olharam para o inconformado Forge e logo se voltaram para a televisão.
- Entediada, chéri? – Remy estava sentado ao lado de Vampira e tinha o braço nos ombros dela.
- Hum. Queria sair pra fazer alguma coisa...
Ele sorriu: - Comigo?
- Pode ser.
Ele aumentou o sorriso: - Eu não disse que o segundo encontrrro era você que ia pedir?
- Você não disse nada, não! E eu não estou te convidando pra sair! – disse nervosa.
- Nossos escudos estão desativados! Estamos vulneráveis à tropa dos martelos robôs assassinos!
- Acho que não temos opção. Chamem o Justiceiro Perdido da Galáxia!
- Tá bom, você quer sair?
- Non precisa perguntar duas vezes!
[Acordar.
Levantar.
Trocar de roupa.
Tomar café.
Tentar abraçar Vampira mais intimamente.
Ver ela ir para o colégio no carro do Scott.
Xingar mentalmente o Scott.
Treinar na Sala de Perigo.
Pensar na Vampira.
Escutar o Wolverine reclamar de sua falta de atenção no treinamento na Sala de Perigo.
Buscar Vampira no colégio.
Almoçar.
Tentar beijar Vampira.
Esperar ela sair da reunião com o professor.
Treinar na Sala de Perigo.
Salvar Vampira dos perigos da Sala de Perigo.
Jantar.
Ir para o quarto de Vampira.
Ser expulso do quarto de Vampira.
Dormir no seu próprio quarto sem a Vampira.]
Remy e Vampira concordaram em não voltar àquele restaurante e, depois de uma breve discussão, resolveram ir ao cinema. Assim que chegaram compraram os ingressos para o único filme em cartaz em toda a cidade, era a estreia de "A Receita de um Sonho 2". Remy fez Vampira corar ao falar em ficar sozinho com ela em uma sala escura. Infelizmente, o filme era a sequencia da regravação do musical baseado na vida de um padeiro epilético que sonhava em tocar fagote. Eles saírem durante os primeiros versos cantados pelo pão italiano.
- Quem é que faz esses filmes? – perguntou Vampira enquanto andava de mãos dadas com Remy. Ele sorriu. Andaram um bom tempo até que ela decidiu quebrar o silêncio – Aonde nós vamos?
- Eu vou aonde você quiserr... – ele disse rapidamente sem pensar o que o pegou de surpresa. Ele colocou uma mecha branca do cabelo dela atrás da orelha. Ela sorriu. Seu sorriso se desfez quando os dois ouviram o professor.
- Vampira! Gambit! O Banco Central está sendo assaltado por Mercúrio e Blob. Por favor, Ciclope, Noturno e Wolverine ainda vão demorar um pouco a chegar, se estiverem por perto...
- Tá, a gente tá indo! – interrompeu Vampira mal-humorada.
Ela e Gambit estavam a poucos quarteirões do banco e foram correndo. Quando chegaram lá se esconderam atrás de um carro estacionado para ver o que estava acontecendo: enquanto Blob arrombava tudo que podia, Mercúrio corria e levava sacos de dinheiro até um conversível estacionado em frente ao banco. Eram quase dez horas da noite e não havia ninguém na rua. Os dois, segundo Gambit, deveriam ter desligado o alarme.
Não havia motivo para esperar os outros X-Men. Dois contra dois era uma luta justa. Gambit olhou para Vampira e ela concordou com a cabeça. Assim que Mercúrio saiu novamente para colocar mais dinheiro no carro, Gambit jogou uma carta que explodiu entre o ladrão (mais especificamente Mercúrio, não ele, Gambit) e o conversível. Mercúrio caiu bastante atordoado. Gambit pulou sobre o carro e entrou no banco para "chutarrr o traseiro do Blob" e Vampira foi para cima de Mercúrio.
Assim, que a viu, ele ficou desesperado, entretanto, ainda caído e zonzo pela explosão não teve tempo de fazer nada. Vampira tirou sua luva direita, sentou-se com uma perna de cada lado do peito de Mercúrio e colocou a mão no pescoço dele. Enquanto isso, algumas explosões aconteciam dentro do banco.
- Ah, não! Eu só queria tirar um extrato! – chorou Mercúrio assim que sentiu o toque de Vampira.
- É claro, idiota!
- Ai, ai, isso dói!
- Ainda vai piorar, se serve de consolo!
- Ai, meu Deus!
- ...
- Minha vista tá escurecendo!
- Eu disse que ia piorar.
- Minha cabeça... PARA!
- ...
- Para, Vampira!
- Vai sonhando.
- NÃÃÃOOOO!
Ele finalmente se calou e sua expressão de desespero tornou-se uma expressão de desconfiado:
- Espera aí! – ele disse e ela olhava com a mesma interrogação para ele – Eu não estou sentindo nada!
Vampira abriu a boca mas não disse nada.
- Para tudo! Você perdeu seus poderes? – ele perguntou com um enorme sorriso antes de Vampira dar um soco tão forte que ele ficou inconsciente.
Nisso todos apareceram: Gambit, Ciclope, Noturno e Wolverine.
- O gorrdão já era.
- Você o matou? – todos olharam para ele. Ciclope sempre esperava o pior de Gambit.
Se Gambit matasse alguém, Vampira o mataria assim que soubesse. Wolverine sabia disso então simplesmente perguntou:
- E o Mercúrio?
- Já era. Apagou. Totalmente. Não teve chance. Eu acabei com ele. – disse Vampira nervosa enquanto saía de cima do mutante.
Sirenes foram ouvidas.
- É melhor irmos. – Wolverine disse olhando para Mercúrio que estava mesmo inconsciente e tinha sangue no seu nariz.
Na manhã de domingo:
Televisão no escritório do professor Xavier:
Cara do jornal:
... presos ontem à noite por arrombar um banco, escaparam da prisão hoje pela madrugada. E a seguir, veja entrevista exclusiva com o vizinho da mãe de Johann Fritzbelrg. O padeiro deficiente que inspirou o musical 'A Receita de um Sonho'.
O professor desligou a televisão.
- Imagino se eles tiveram ajuda para escapar. – disse Ciclope.
Wolverine rosnou.
- Vocês assistiram 'A Receita de um Sonho 2'? – perguntou Noturno.
- Vampira, Gambit, sinto muito ter interrompido o encontro de vocês, mas espero que compreendam a situação.
- Sim, professor. – Vampira não havia dormido aquela noite e o nervosismo só aumentou.
- Será que eles queriam só roubar o banco ou eles têm outros planos, professor?
- Sinceramente, Scott, eu não sei. No momento devemos aguardar e nos manter bastante atentos. Qualquer sinal de ação deles ou dos outros da Irmandade, vamos estar preparados. Dispensados. – todos viraram para a porta – Vampira, - ela e Gambit olharam para o professor – posso ter um minuto?
- É claro! –ela disse com urgência – Eu já vou. – disse para Remy que se retirou piscando para ela.
- Sente-se. – ela sentou – Wolverine me disse que Mercúrio tinha sangue no nariz. – ela fez um 'sim' frenético com a cabeça – Como exatamente ele ficou inconsciente Vampira?
- Eu toquei nele, – ela disse quase entre lágrimas – e nada aconteceu!
- Entendo. – o professor apoiou o queixo na mão esquerda.
- Mas eu nem pensei direito, eu nem sei o que pensar direito agora! Eu não sei se eu estou pensando direito!
- Acalme-se, Vampira!
- Tudo isso pra eu poder tocar as pessoas e agora eu toquei uma que eu queria que apagasse, mas, mas! Podia ter sido muito pior pra mim se fosse outro mutante, tipo o Dente de Sabre, eu fiquei, sei lá! Ele perguntou se eu tinha perdido os poderes e eu não soube o que responder!
- Você não perdeu os poderes, Vampira.
- Não? – ela sentiu um alívio. E depois ficou confusa por ter sentido um alívio.
- Veja, Vampira, toda essa sua terapia é para que você controle sua mutação e não para que a perca. Você ainda não tem total controle, mas está evoluindo muito rápido. Quando você tocava o Logan no início, ele ficava inconsciente, você absorvia suas memórias e ficava com a sua personalidade agradável – ele sorriu, mas ela estava nervosa demais para piadinhas – Bom, agora você não absorve mais a personalidade dele, absorve as memórias se quiser e ele apenas fica atordoado.
- É, de vez em quando.
- Exatamente. Como eu disse, você ainda não tem total controle. O que aconteceu ontem é uma prova disso.
- Mas eu nem estava naquele estado meio zen que o senhor fala, eu quero dizer, sabe de 'eeeeu queeeero tocar alguééééém sem periiiiiigo'. – ela disse como um mantra - Eu queria muito mesmo acabar com a raça dele!
- Sem o controle apropriado, mesmo querendo usar seus poderes eles podem não responder. Durante a terapia acontece o contrário... – disse pensativo considerando uma possibilidade.
- Ele podia ter acabado comigo se eu não tivesse dado um soco na cara dele. Eu QUERIA acabar com ele!
- Com o Remy?
- Não, com o Mercúrio.
- E enquanto ao Remy?
- O que que tem?
- Estava em um encontro com ele, Vampira. Você queria acabar com ele?
- NÃO! – o professor sorriu para Vampira, ela o olhou desconfiada – Tá falando que eu não acabei com o Mercúrio porque eu queria tocar o Remy? – o professor balançou a cabeça "talvez" – Eu mato o Remy!
