Desculpem-me se tiver qualquer erro.
Capítulo 4
Ás sete horas da noite, Isabella chegou com sua bagagem à casa de Edward.
Era uma casa grande e imponente, tradicionalmente mobiliada e bem diferente de seu apartamento anterior. Também ocorreu a ela que era mais o estilo de uma casa de família do que o ambiente de um homem solteiro. Edward ainda estava no trabalho, o que fez com que recordasse as memórias do passado, de quando ele raramente estava disponível quando ela queria. Isabella evitou o quarto que ele obviamente ocupava e escolheu outro. Eles podiam estar reatando o casamento, mas isso não significava que tivessem que viver grudado um no outro, imediatamente. Na verdade, a perspectiva de um pouco de distância, enquanto se acostumava com a ideia de se comportar como esposa novamente, era bem atraente para Isabella.
Depois de um dia muito cheio na matriz da Cullen Shipping em Londres, Edward estava extraordinariamente ansioso para chegar, em casa.
Isabella se vestiu cuidadosamente para a primeira refeição na companhia de Edward. Escolheu um vestido florido que demarcava suas coxas e realçava seus seios. Quando ela ouviu o barulho da porta, levantou-se com o coração acelerado e esperou na entrada pomposa da sala de estar.
Dentro de um terno escuro e com os cabelos acobreados jogados para trás devido à brisa, Edward olhou fixamente para ela. Na opinião de Isabella, a única palavra que o descrevia no momento era lindo. Ele tinha a beleza de um predador e seu carisma mexia com todos os sentidos dela. Ele a analisou com seus olhos verdes, como sempre, desafiando suas expectativas com uma reação discreta, à sua presença na casa dele.
— Está com fome? — ele perguntou, e ela sentiu seu estômago revirar, diante de toda a sensualidade do homem. Rapidamente, ela descobriu como cada olhar e cada palavra dele ainda mexiam com ela. Isabella enrubesceu, os bicos de seus seios saltaram e ela pressionou as coxas, fazendo um esforço inútil para conter o desejo que ele incitava nela.
— Não, você me entendeu mal — Edward disse, com uma entonação sombria, reconhecendo a natureza sensual da tensão de Isabella, o que o alertou da facilidade que tinha para ler a linguagem corporal da mulher. — Eu não sou um filisteu. Vamos comer conversar...
— Eu fiquei com o quarto de hóspedes — Isabella disse a ele, ansiosa para esclarecer o fato antes que houvesse um mal entendido.
— Sem problemas, mas estou presumindo que não esteja planejando ficar lá para sempre. Sou um homem paciente.
— Não costumava ser.
Ele fixou o olhar na mulher.
— Quero que fiquemos casados. Farei o que for necessário para conseguir isso, yineka mou.
A forma direta com que falou a impressionou e a fez se lembrar de que ela estava escondida atrás do mito de estar dando uma nova chance para o casamento deles por livre e espontânea vontade. Suas bochechas coraram, seus olhos verdes ficaram tensos com a derrota.
— Isso não vai ser fácil.
— Algum masoquista uma vez disse que nada que vale a pena é conseguido com facilidade — Edward afirmou com a voz rouca, decidido a aliviar a tensão. Aquele lindo vestido era um exagero, assim como o perfume era igualmente formal. O fato fez com que percebesse que ela havia feito um enorme esforço em consideração a ele. Ele notou que ela estava muito nervosa, e por isso não faria movimentos bruscos. Não havia ocorrido a Isabella que o único tipo de vestido que ele admirava era o que não tinha nenhuma presilha oculta e que saía com facilidade. Ele era, na verdade, o filisteu que dissera não ser, mas faria um grande esforço para esconder o fato.
Isabella foi para a cama naquela noite e dormiu no instante em que colocou a cabeça no travesseiro. O estresse foi substituído pela exaustão. Ela havia reatado com Edward, embora estivessem dormindo separadamente, mas o fato de ele ter aceitado a situação sem protestar indicava como ele estava disposto que a reconciliação funcionasse. Talvez, eventualmente, tivessem outro filho, mas, quando foi surpreendida por esta ideia controversa, ela foi tomada pela culpa e decidiu que era muito cedo para pensar desta forma. A culpa por tal ideia ainda ecoava profundamente em sua alma. Não havia jeito de ela procurar substituir o garotinho que perdera, mas apenas saber que algum dia eles pudessem pensar em ter uma família novamente já era um passo grande demais para ela.
Uma mão sacudiu-lhe os ombros suavemente, então ela abriu os olhos e viu que eram Edward, as luzes entrando pela cortina atrás dele.
— Eu dormi demais? Estou atrasada para alguma coisa?
— Não. Este é o dia número um da nossa reconciliação — Edward relembrou-lhe.
— E vamos sair de férias.
— De férias?! — Isabella exclamou atordoada.
— Algumas vezes, eu tenho boas ideias. Precisamos de tempo para nos acostumar um ao outro e não acho que precisamos de público, como amigos ou família. Eu já fiz plano. Vamos pegar o avião ao meio-dia.
— Para onde? — Isabella exigiu uma resposta ao se sentar e afastar o cabelo dos olhos.
Edward deu um sorriso carismático com sua boca sensual.
— É surpresa. Já está tudo organizado. Não precisa nem fazer as malas.
— Como não preciso fazer as malas? — Isabella perguntou com exasperação, arrependendo-se do fato de a maioria das roupas de verão que possuía estar na França.
— Porque pedi a um amigo para enviar para a casa em que ficaremos hospedados uma seleção de roupas de praia do seu tamanho. Não quero que se preocupe em levar coisas, o que a deixa de mau humor — Edward murmurou de forma provocativa.
— Quanto tempo nós vamos ficar fora? Edward, eu tenho um negócio para gerir e reuniões com clientes.
Edward colocou a ponta do dedo gentilmente nos lábios de Isabella para silenciá-la. Os olhos dele brilhavam enquanto a analisava.
— Somente desta vez nos coloque em primeiro lugar. Desta vez, é o que pretendo fazer. Clientes vêm e vão, assim como os acordos de negócios. Casamentos são um pouco mais frágeis. Temos uma oportunidade agora, então vamos fazer o melhor enquanto podemos moli mou.
Isabella ficou surpresa por Edward estar disposto a fazer tamanho, esforço á fim de dar o tempo e o espaço para criar raízes novamente. Ele era um workaholic e, se estava preparado para colocá-la na frente dos negócios, não poderia fazer menos por ele. Isabella pulou da cama e ligou para sua assistente, Ângela, para informá-la de que iria viajar. Juntas, verificaram os compromissos e decidiram quais poderiam ser reagendados para a volta ou selecionados para uma videoconferência.
Colocou um vestido verde de linho simples e enfiou umas coisas na bolsa apenas para passar a noite. Isabella se dirigiu para o aeroporto com o coração leve e uma sensação de entusiasmo suprimida que a fez enrubescer como uma adolescente, assim que entrou no jato da Cullen e se deparou com o olhar fixo do marido. Ele tinha os olhos verdes mais lindos do mundo, ela admitiu e ô pensamento a deixou, exasperada o que a obrigou a se esforçar para manter o controle. Desde o término do casamento, Isabella vinha tentando manter o controle de suas emoções, seu coração partido a ensinara a usar o bom senso para se proteger. Infelizmente, as respostas vindas de Edward sempre saíram da instância, a qual ela considerava aceitável, e a atingiam profundamente. Renée havia chamado Edward de "o amor de sua vida", uma descrição que ela rejeitara fortemente por acreditar que não estava de acordo.
Ela não amava mais Edward, lembrou a si mesma com orgulho. Tinha superado seu coração partido depois do término do casamento. A realidade esmagara as ilusões que tinha quando Edward aparentara não compartilhar da dor que ela sentia e decidira seguir com a vida dele, parecendo não estar sensibilizado pela depressão, culpa e vulnerabilidade que a tinham assolado depois da perda do filho. Embora, agora, suspeitasse que este julgamento não tivesse sido justo, tinha aprendido a viver sem ele e a sensualidade que carregava.
Mesmo com o pai dela tendo-a chantageado com seu casamento, não tinha intenção de se permitir esquecer que era parte apenas de uma reconciliação probatória. Por um ano uma pequena voz ecoou incrédula. Poderia viver com Edward e não dar chance a nenhuma afetividade? Ele nunca tinha escolhido enxergar bom sexo e companheirismo como amor, mantivera sempre seus pés no chão, mas agora Isabella iria assegurar a própria proteção.
— Onde estamos? — Isabella perguntou ao saírem do avião, algumas horas depois.
— No Marrocos — Edward respondeu, pegando o passaporte deles e a escoltando para dentro da limusine. —Um amigo ofereceu para que eu usasse a casa dele na costa mediterrânea.
Isabella, que já havia feito as próprias deduções devido ao calor e à língua francesa, relaxou no ar condicionado do veículo. Ao irem em direção à costa, passaram por um caminho montanhoso com vista para os vales com pomares de frutas e azeitonas. As amendoeiras estavam cheias de flores brancas e a luz do dia já estava desaparecendo, quando a limusine parou em frente à casa rodeada por jardins exuberantes. Ao sair do carro, Isabella pôde ouvir o som das ondas batendo na praia em algum lugar próximo e o cheiro salgado do mar invadiu lhe as narinas.
— Já esteve aqui antes? — Isabella perguntou.
— Uma vez, quando ainda era estudante. Frequentei a escola com Jasper Withlock. Esta propriedade pertence a ele — Edward falou, segurando a mão da mulher e andando através do jardim.
Isabella estava impressionada com a referência corriqueira a um dos homens mais ricos do mundo.
Edward parou na ponta de uma enorme piscina que dava para um trecho isolado de areia dourada.
— A vista é linda. Se o mundo fosse perfeito, teria trazido você aqui para a nossa lua de mel.
Isabella pensou nas primeiras semanas do casamento deles quando Edward tivera que se concentrar em salvar a empresa de navegação em vez do próprio casamento. Eles voltaram para casa, onde foram recebidos por um membro dos funcionários. Abu usava uma bata marroquina branca, comprida. Ele tinha muito orgulho da casa e estava satisfeito por ter hóspedes ali. O local era decorado em estilo tradicional com cores fortes, azulejos pintados à mão e tecidos imponentes, e também era abençoado pelo luxo e as facilidades tecnológicas. As portas e as janelas abriam e as cortinas fechavam apenas ao apertar um botão. Havia um escritório magnífico ao lado da porta do quarto principal e uma suíte de mármore de tirar o fôlego, saída diretamente das "Noites das arábias".
— Você pode usar estes ambientes — Edward se pronunciou.
Depois de um jantar maravilhoso, Isabella desfrutou da oferta. Tomou um banho sensacional, vestiu uma roupa fina de algodão e se sentou na varanda, que tinha uma vista linda para o mar e as montanhas. Uma cidade bonita rodeava a baía. A cúpula de uma mesquita e moradias pintadas cercava a íngreme encosta atrás do porto. Isabella enviou uma mensagem de texto à sua assistente para informá-la de seu paradeiro, em seguida deu um bocejo e se dirigiu ao divã fechou os olhos e percebeu que não se sentia tão relaxada havia meses. Qual seria o motivo? Será que a simples consciência de estar perto de Edward fez com que se sentisse segura?
Quando acordou, duas empregadas estavam empenhadas em pendurar suas roupas no armário. Sentando-se deliciosamente descansada, ela se levantou, sorriu para as jovens mulheres, deu bom dia em seu francês ligeiramente enferrujado e analisou as roupas que Edward tinha prometido a ela. A seleção era impressionante. Escolheu um biquíni azul, um vestido de praia e foi se refrescar.
Abu a cumprimentou do pé da escada e informou que flores haviam sido entregues para ela. Ele, então, mostrou-lhe o magnífico buquê de rosas brancas que estavam em um grande vaso. Sorrindo de prazer, Isabella foi até o terraço, onde Edward estava tomando café da manhã.
— As flores são lindas... Obrigada — ela disse docemente.
Edward franziu as sobrancelhas e olhou para ela.
— Que flores? Não mandei nenhuma — ele declarou.
— Oh... — Isabella corou dos pés à cabeça e entrou novamente para olhar as flores mais de perto. Desta vez, reparou um cartão discreto e o arrancou para ler.
— Pensando em você. Jacob.
Edward leu a mensagem, incrédulo por detrás dos ombros da mulher.
— Como ele ousa?
Ainda mortificada por presumir automaticamente que as flores foram enviadas por Edward, Isabella se arrepiou.
— Vou mandar Abu jogá-las fora — Edward proclamou.
— Não, não vai — Isabella fez uma objeção.
— Por que Jacob não poderia me mandar flores?
— Porque não é apropriado. — Com as feições duras como granito, Edward a analisou com raiva. — Você é minha esposa.
Isabella deu de ombros sem preocupação, o que significava um aviso, já que não tinha intenção de se envolver em uma disputa de machos só por causa de um buquê de flores.
Ela se sentou no terraço para tomar o café da manhã e, quando estava pronta para sair para uma caminhada, Edward recuperou o bom humor, deixou o olhar ameaçador de lado e a acompanhou.
Eles caminharam ao longo da praia deserta debaixo do sol. Isabella enterrou os dedos dos pés na areia sedosa na beira da água, tirou seu vestido e nadou como uma criança.
— Nunca tivemos a chance de relaxar assim quando estávamos juntos. Eu trabalhava muitas horas — Edward comentou, com pesar. — Só ficamos juntos por algumas semanas quando ficou grávida, então não conhecíamos um ao outro tão bem.
— Sim. Naquela época não pensava nas coisas desta forma, mas era...
— Então, tivemos que agir como adultos e eu não estava preparado para a responsabilidade. — Ele respirou fundo e olhou para o mar, seu temperamento introspectivo era incomum e motivou sua avaliação.
— Você não teve tempo de se acostumar com a ideia de ser pai.
— Quando pensei no que sentia sobre o bebê, vi que era mais que isso...
Quando o silêncio recaiu entre eles, ela se virou e o encorajou a continuar.
— Mais?
Edward demonstrou desconforto com o assunto e hesitou.
— Não tive uma infância feliz. Ninguém me tratou mal, só não era amado. Não sei o que fiz para provocar isso. Minha mãe parecia ter repulsa por mim e meu pai não tinha tempo, mas, no entanto, Emmett recebia bastante atenção. — Ele deu de ombros, fez um gesto estranho que não foi convincente para destituir o favoritismo dos pais; era como se não tivesse nem notado o comentário.
Isabella foi inundada por muitos sentimentos diferentes, pois podia ver como era difícil para ele contar coisas tão pessoais.
— Eu era bem jovem quando decidi que não queria ter filhos — Edward admitiu. — Não queria magoar nenhuma criança da forma como fui magoado e tinha medo de ter os mesmos defeitos dos meus pais.
Isabella tremia. Nunca tinha ocorrido a ela que ele nutria dúvidas tão profundas sobre sua habilidade como pai. Atribuíra á relutância dele as coisas mais superficiais e egoístas, e estava com vergonha por isso.
— Eu acho... Que, se tivesse à chance, você teria sido um ótimo pai. Você não é como seus pais. Eu sou a primeira a admitir, apesar de não conhecê-los direito, que eles são frios e desapegados.
Edward absorveu a ansiedade no olhar dela e deu um sorriso.
— Você tem um coração muito terno.
Ele abaixou a cabeça com orgulho e a beijou com tanto fervor que quase fez seu estômago saltar pela boca e seus joelhos fraquejarem. Isabella apoiou as mãos nos ombros do marido para manter o equilíbrio e olhou para ele com o coração disparado. Era uma reconciliação falsa, lembrou a si mesma. Não queria mais ser casada com ele e não o amava mais, de verdade. Mas ele não sabia disso e o fato a encheu de culpa; desonestidade não era algo que vinha naturalmente de Isabella. A boca sensual de Edward tocou a dela novamente, o que fez com que o mundo parecesse girar. Ela sentiu um calor na pélvis e os bicos de seus seios acenderam. Enquanto se perguntava se deveria amá-lo e dormir com ele novamente, Edward a aliviou de seu conflito interno levando-a para a piscina, sugerindo que nadassem. Não observou nenhuma dica que desse a impressão de que queria começar algo de natureza mais íntima.
Dois dias depois, o segundo buquê de flores foi entregue.
— Estou sentindo a sua falta. Jacob. — Era o que o cartão dizia.
— Isso está totalmente errado — Edward atacou Isabella, amassando o cartão fortemente com a mão enquanto censurava a mulher.
— Nossa reconciliação pegou Jacob de surpresa — ela confessou, com certo desconforto. — Ele está sendo deliberadamente provocativo, o que não é do feitio dele. Mas deve ser minha culpa que ele se sinta maltratado.
— O que Black significa para você? — Edward exigiu uma resposta.
Isabella ficou paralisada. — Tenho muito apreço por ele, mas não quero falar sobre isso. Agora que estou com você novamente tudo mudou.
Visivelmente desafiado pela reticência de Isabella, Edward velou seu olhar incisivo e comprimiu a boca. Ele passou a tarde ensinando ela a mergulhar e o dia terminou com um jantar em um restaurante com vista para a baía. Quando voltaram para casa, Abu serviu a eles chá de menta com deliciosos pasteizinhos que derretiam na boca. Edward entregou a Isabella uma pequena caixa de couro.
— Eu comprei em Londres. Quando se sentir pronta, gostaria que usasse.
Isabella abriu a caixa e, dentro, havia um anel de noivado. Ela ficou pálida de surpresa e lançou um olhar de incerteza para Edward.
— É cedo demais? — perguntou, com um tom de frustração na voz. Em um movimento brusco, ele se levantou e caminhou até o fim do terraço, olhou para trás com uma expressão de impaciência. — Estou tentando agir de acordo com as suas regras, mas isso vai contra a minha natureza. Não quero ser seu melhor amigo, moli mou.
Constrangida e confusa pela grande necessidade de se atirar nos braços dele, Isabella segurou a caixa na palma da mão trêmula. Era um ato extremamente tradicional para um homem dificilmente previsível.
— Quero ser seu amante, seu marido, o pai de seu segundo filho — Edward declarou.
Aquela declaração fez com que ela sentisse arrepios. Estava cada vez mais difícil resistir ao poderoso carisma dele como amante, pois não era mais a moça inocente que um dia havia sido. Ela deitou sozinha na enorme cama, se questionando se estava mesmo fingindo para Edward. Certamente, não estava fingindo sua satisfação; ele era uma companhia incrível. Ele confidenciou a ela suas angústias de infância, o que era uma demonstração de confiança, e a intenção evidente de fazer as coisas de forma diferente significava muito para Isabella, especialmente vindo de um homem independente, nada sentimental e que, além de tudo, não fazia uma autoanálise. Mais uma vez, Edward estava se tomando a primeira coisa em que ela pensava quando abria os olhos de manhã e a última quando fechava os olhos à noite.
A ideia de quartos separados nunca tinha sido projetada para durar. Edward podia não estar ciente disso, mas foi á forma silenciosa com que Isabella declarou sua independência, apesar de seu pai tê-la forçado a reatar seu casamento. Mas a inteligência a aconselhou que não seria muito esperto, por parte dela, usar sexo como um sistema de recompensa, uma vez que Edward tinha sexo facilmente disponível no mundo em que vivia. Ignorar este fato seria tolice.
O pai de seu segundo filho. Aquela afirmação cuidadosa, referente ao seu primeiro filho, fez com que os olhos de Isabella se enchessem de lágrimas, e ela não pôde negar o anseio por um novo bebê. Havia um espaço vazio dentro dela que só poderia ser ocupada por uma criança, ela reconheceu dolorosamente. Talvez fosse uma cura real de que ela precisasse e, antes que mudasse de ideia, saiu da cama e atravessou o corredor até o quarto que Edward ocupava.
Ele estava deitado na cama, com seu corpo bronzeado espalhado nos lençóis, assistindo às notícias no jornal. Vestia apenas com uma cueca boxer preta. Ele virou a cabeça e seus olhos escuros dourados brilharam de surpresa. Mas, como sempre, fazia uma análise rápida. Com seus músculos delineados, ele se sentou e estendeu a mão em um convite. O coração dela acelerou e ela enroscou os dedos na mão do marido.
— Não existe retorno para isso, yineka mou. Sem meio termo.
Era muito típico do estilo agressivo de Edward tirar vantagem da vulnerabilidade do momento, ditando regras que fizeram Isabella rir.
— Certo — ela sussurrou.
Ele alisou com suas mãos grandes o dedo sem o anel de noivado.
— Amanhã, coloque meu anel e não tire mais.
Isabella olhou para aqueles olhos verdes intensos, não conseguia acreditar no controle dele: ele estava oferecendo sexo somente se ela se comprometesse com um termo de longa duração. Se nada anteriormente havia mostrado a ela o quanto Edward amadurecera e mudara, esta proposta se incumbiu disso. Mas havia ido morar novamente com ele para que seu pai pagasse as dívidas de sua mãe e não pensara direito no que estava fazendo.
Agora era o momento de se decidir, é ela percebeu naquele instante que não tinha nenhuma dúvida. Só havia um homem no mundo que podia fazê-la se sentir daquela forma, e não podia virar as costas para ele, não importava o quanto esta decisão custaria.
Ela ainda amava Edward, amava-o mais do que havia pensado e não podia amar mais ninguém desta forma, esta era a questão principal.
Edward se inclinou e beijou-lhe os lábios rosados, mas este contato acendeu o fogo armazenado dentro de Isabella e ela correspondeu, colocando os dedos entre os cabelos acobreados e abundantes do marido. Ela o beijou apaixonadamente e ele afastou os joelhos da mulher para encaixá-la em seu corpo. Acariciou as coxas de Isabella e as dobras de sua feminilidade.
Ela já estava tão envolvida que o desejo a penetrou como um relâmpago. Uma inundação de prazer a envolveu quando ele esfregou o broto minúsculo de sua excitação.
Edward empurrou um dedo em seu cerne úmido e ela se entregou a sensação; estava com as mãos agarradas em seu cabelo e ombros, seu ventre contraía de excitação. As ondas de desejo chegavam cada vez mais rápidas à medida que seu quadril se contorcia.
Ela atingiu o clímax com uma intensidade explosiva que se prolongou por muito tempo e, muito antes de ter terminado, Edward já tinha se livrado de sua cueca boxer e invadido toda a umidade da mulher com sua energia masculina poderosa.
Ele se sentia incrivelmente bem e ela respirava intensamente.
— Não pare!
— Não vou. — As mãos dele ancoraram os quadris de Isabella para controlar o ritmo do ato. Edward encaixou seu corpo ao dela para que ela se contorcesse em êxtase, seu corpo estava extremamente sensível a cada movimento que ele fazia. Com toda sua sensualidade, ele a levantou e a trouxe para baixo novamente. Isabella acompanhava o ritmo e se satisfazia com cada movimento arrebatador daquele corpo masculino sobre o dela. A excitação percorria lhe como um trem expresso, que se deslocava cada vez mais rápido.
De repente, respirar se tornou um desafio, então ele estremeceu com desinibido grito de prazer enquanto o corpo dela convulsionava novamente e o mundo se estilhaçava ao seu redor.
— Não usei preservativo — Edward suspirou, lutando para recuperar a respiração.
Isabella sorriu junto daqueles ombros aveludados e aceitou totalmente o fato.
— Tudo bem.
No dia seguinte, ela participou de algumas videoconferências com novos clientes, depois saiu do escritório para um momento com Edward e passou a tarde envolvida, desenhando projetos. Pela primeira vez em meses sentiu-se livre e feliz, e atribuía este entusiasmo renovado e a sensação de plenitude por estar novamente com Edward.
No mês que se seguiu, toda esta alegria só aumentou. A maioria dos finais de semana passava em um hotel em Marrakesh, onde visitavam galerias de arte, jantavam em restaurantes conceituados e frequentavam boates da moda. Durante a semana, entravam na rotina de trabalho e ficavam distantes por algumas horas em seus respectivos afazeres.
Nas horas de lazer, mergulhavam, andavam nas florestas de carvalho, exploravam vilarejos isolados nas montanhas, onde o tempo parecia ter parado em algum momento do século anterior. Quando estavam com preguiça, relaxavam na piscina ou faziam um piquenique na praia. Tornaram-se amantes novamente, tranquilos, na companhia um do outro, tocavam-se sem nenhum olhar questionador que perguntasse se o toque era bem vindo; ficavam confortáveis com o silêncio.
Retornaram para Londres depois de seis semanas de reconciliação, e Isabella estava alimentando secretamente a esperança de que poderia ter concebido novamente...
Parece que a Bella não se arrependeu de voltar para o marido mas, infelizmente, esses momentos de felicidade não vão durar muito tempo.
Respondendo os reviews:
kjessica: Claro que ela ainda o ama, mas é orgulhosa demais para admitir e tem medo de se entregar totalmente. Bjos
MandaTaishoCullen: Ela vai contar a verdade, só ainda vai demorar um pouco. Realmente foi muita sacanagem do Charlie fazer isso só para ter uma boa imagem perante aos amiguinhos ricos dele. Bjos
monica . silva . 31105674: Como eu disse no comentário anterior, ela vai contar mas vai demorar um pouco. Essa foi apenas uma pequena amostra de como os pais de Edward são maldosos, eles vão causar mais danos ainda. Bjos
Gente! O capítulo de quarta-feira está imperdível. Uma bomba vai cair e tentar destruir a reconciliação de Edward e Bella. Alguém tem um palpite do que seja isso? Uma dica: Tem haver com a mulher que o Edward se relacionou depois da separação com a Bella. Bjos e até quarta-feira.
