Capítulo VI
No dia seguinte, Edward levou Bella para St. Albans, e ambos se casaram no primeiro cartório que encontraram aberto. Elizabeth estava tão feliz com a novidade que se quer estranhou a pressa dos noivos. Para a sorte da Bella, Alice lhe emprestara um delicado vestido branco rendado, que ela havia comprado para as festas de final de ano, mas como a ocasião era urgente, a esposa de Jasper sentiu-se feliz em poder emprestá-lo a amiga. Após a rápida cerimônia, Elizabeth insistiu para que os noivos regressassem a Redbounr, mas Edward teria que voltar naquele mesmo dia para Cambridge, pois ainda não tinha terminado seu contrato com a construtora na qual trabalhava, onde dizia claramente que ele só poderia sair do emprego após construir a tal ponte do rio Cam.
Graças a isto, Isabella pôde passar a primeira semana após o casamento na capital Britânica, no intuito de convencer a todos de que estava em lua de mel com o marido. Mas agora, ela não tinha outra escolha que não fosse fazer as malas e voltar para Redbounr, pois Elizabeth insistia em passar alguns dias ao lado da nora. Isto foi bom por um lado, pois permitia que Bella continuasse a fazer as pequenas reformas na casa que fora de seus pais, uma vez que ainda tinha planos de vendê-la futuramente.
Naquela manhã, por exemplo, ela tinha passado a maior parte do tempo acompanhando os reparos que um eletricista fazia na fiação, que já era bastante antiga e ameaçava entrar em curto a qualquer momento. Quando por fim a noite chegara, Isabella jantou na casa da sogra, e depois regressou para a sua própria, pois queria passar um tempo sozinha. Ela já estava se preparando para dormir e vestia apenas o seu velho suéter azul. Pelas suas contas, devia estar maios ou menos por volta do primeiro mês de gravidez, mas ainda assim, não sentia muita diferença em seu corpo. Na verdade, achava até que tinha emagrecido alguns quilos devido às constantes crises de náuseas matinais.
Parando na frente do espelho de seu quarto, Bella levantou a barra do suéter e deixou o ventre desnudo. Ainda era plano e não havia sinal algum de que um bebê crescia ali dentro, mas Isabella tinha certeza de que seu filho em breve estaria chutando sua barriga com toda a força. Foi então que ouviu três leves batidas no vidro de sua janela. Com um sobressalto, Bella se virou e não pôde acreditar no que seus olhos viam! Bem ali, parado no parapeito de sua janela, estava Edward! Automaticamente, Isabella baixou a barra do suéter na tentativa desastrada de esconder a calcinha, e foi até onde ele estava parecendo não ter certeza se aquilo era real.
-Edward? O que esta fazendo ai fora? – Perguntou por fim quando abriu a janela e comprovando de que era mesmo ele.
-Vim te ver oras! – Com um simples salto, ele entrou no quarto e a fitou com uma expressão divertida, enquanto retirava a jaqueta preta que usava e a jogava sobre uma poltrona. Bella não resistiu à tentação de admirar os ombros imponentes do marido, que ficavam ainda mais evidentes pela camisa branca de abotoar que Edward usava.
-E por que diabos não usou a porta?
-Eu queria te fazer uma surpresa. E também estava curioso para saber se ainda conseguia escalar seu telhado! Acredite ou não, mas achei bem mais fácil agora, que sou um pouco mais alto e mais forte! – Com um sorriso sacana, ele contraiu o muque fazendo o volumoso bíceps duplicar de tamanho de forma natural.
-Oras, deixe de ser narcisista! Poderia ter caído e quebrado algo!
-Mas não cai... E esperava no mínimo que você ficasse um pouco mais feliz ao rever seu maridinho após uma longa semana de distancia!
-Talvez eu estivesse mais animada se você não me matasse de susto como fez agora a pouco! Mulheres grávidas não podem ter fortes emoções sabia?
-Sim, mas você sempre foi bastante durona para uma mulher! – Ele sentou-se na beirada da cama com um sorriso bobo enquanto a fitava bem na sua frente – Agora deixe-me vê-la!
-Ver o que?
-Sua barriga, oras! Quando cheguei à janela vi que você estava admirando seu próprio ventre. Acho que tenho o mesmo direito de admirá-lo também!
-Mas não há nada para se ver! – Replicou sentindo-se corar – Minha barriga não cresceu se quer um milímetro e estou usando apenas calcinha por baixo do suéter...
-Bobagem, te vi totalmente nua quando concebermos essa criança! Agora largue de ser tímida e deixe-me admirar o nosso filho! – Bella relutou por alguns segundos, mas ele tinha razão. Afinal, não podia impedi-lo de acompanhar o desenvolvimento de sua gestação.
Vagarosamente, ergueu a barra do suéter, e expôs seu ventre pálido e plano, sentindo-se extremamente envergonhada por estar apenas de calcinha. Mas Edward não pareceu ligar para isto, segurando-a nas mãos, e a puxou para mais perto de onde estava sentado. Os olhos cor de esmeraldas pareceram adquirir um brilho estranho, e de forma deliberada, ele tocou o ventre da esposa, fazendo-a arrepiar-se.
-Ola bebê... O papai voltou! – Disse para a barriga da esposa fazendo uma cara boba.
-Ele ainda é muito pequeno pra te ouvir. Acho que no máximo consegue sentir minhas próprias emoções!
-Então, por favor, faça-o sentir isto. – E de forma inesperada, Edward aproximou a cabeça do ventre dela, e o beijou com toda doçura, fazendo com que o coração de Bella desse saltos dentro do peito.
-Tenho certeza de que ele sentiu... – Disse em um fio de voz enquanto se afastava do marido e tornava a esconder o ventre embaixo do suéter.
-E então, o que minha querida esposa programou para hoje à noite?
-Eu vou assistir a um filme que vai passar no canal nove... – Respondeu enquanto ligava a pequena TV que estava em cima da cômoda e encontrava a frequência desejada com o controle remoto.
-Qual filme?
-"O conde de Monte-Cristo"...
-Serio? É um dos meus favoritos... Vai rolar pipoca? – Indaga Edward enquanto encostava as costas na cabeceira da cama, tirava os sapatos e esticava as pernas por sobre o colchão.
-Não está pensando em ficar aqui esta?
-Oras, e por que não?
-Por deus Edward... Quem te disse que você tinha o direito de escalar meu telhado, pular minha janela, deitar na minha cama e me incomodar enquanto quero apenas ver meu filme?
-Será que devo lembrá-la de que agora somos casados e que mesmo ainda não tendo dormido na mesma cama desde então, você já esta esperando um filho meu?
-Sim... Mas este fato não muda as leis da física, e creio que seja impossível nós dois assistirmos a este filme deitados nesta diminuta cama sem que um incomode o outro!
-Da última vez que você disse isto, eu acabei te deixando grávida! – Ela respirou fundo para conter a enorme vontade de jogar o controle remoto na cabeça dele após ouvir aquele comentário infeliz – Oras, vamos Bells... Seja uma boa garota e venha até aqui sim? – Por mais que quisesse desobedecê-lo, Isabella acabou indo até o lado da cama e ficou lá, parada, com os braços cruzados e o encarando com uma expressão de poucos amigos.
Mas claro que Edward não se deixou intimidar e com um movimento rápido, a segurou pela cintura e a fez sentar-se de costas em seu colo. Ela bem que tentou escapar de seu aperto, mas acabou deixando-se vencer, vendo que jamais conseguiria sair da prisão que seus braços formaram ao redor de sua cintura.
-Por deus, deixe-me sair!
-De forma alguma. Você disse que nós dois não caberíamos nesta cama e eu provei que estava errada! Agora tenho direito de exigir minha prenda, e o que eu quero é que a senhora fique bem quietinha onde está! – Falando algumas imprecações, Bella acomodou as pernas entre as dele e deixou as costas repousarem em seu peitoral, sentindo-se invadida de forma involuntária pela agradável sensação de ter as mãos do "marido" repousadas em seu ventre.
-E então, de que horas o filme começa? – Perguntou ele fazendo com que seu hálito fizesse cócegas na nuca dela.
-Acho que daqui a uns quinze minutos.
-Sempre gostei de historias sobre vingança... E a minha favorita é definitivamente "O conde de Monte-Cristo"!
-Pois eu já acho esta historia muito aguinha com açúcar, e o final deixa a desejar! – Aquele comentário o pegou de surpresa. Nunca esperava que alguém dissesse algo do gênero.
-Serio? Você não queria que Dantés ficasse com Mercedes e fossem felizes para sempre?
-Não! – Ela se vira e passa a encará-lo, tomando extremo cuidado para não tocar nas pernas dele, que mesmo cobertas pelo jeans escuro que usava, lhe causava arrepios – A vingança é como uma gaiola que aprisiona um pássaro... Ela o confina e torna-se sua desgraça. Mas a partir do momento em que o pássaro se ver livre, ele já não se lembra mais como é voar ou como é se alimentar, pois por muito tempo, quem o mantinha vivo e o alimentava era a gaiola. O mesmo acontece com um homem movido pele desejo de vingança, pois a partir do momento em que faz justiça com as próprias mãos, torna-se tão vil quanto aqueles que lhe fizeram mal, e no final, não haverá mais motivos para se continuar vivendo. – Edward sentiu-se congelar após ouvir aquelas palavras. Como Bella poderia compreender tão bem o significado de viver em prol da vingança? Por alguns segundos, achou que a velha amiga havia mudado tanto, a ponto de não mais a reconhecer!
-É por isto q você preferia que Dantés e Mercedes não ficassem juntos?
-Claro! Afinal, eles jamais poderiam ter sido felizes depois de tudo o que aconteceu! Sua vingança era o que lhe dava forças... Era o que lhe fazia existir! Sem ela, não haveria mais motivos para prosseguir.
-E o amor que ele sentia por Mercedes? Não podia lhe dar uma nova razão para lutar? – Bella o olha como se ele tivesse acabado de dizer um tremendo absurdo.
-De modo algum! Não ouviu nada do que acabei de falar sobre o pássaro e a gaiola? Não tem como fazer alguém que passou anos sofrendo, anos de isolamento, se restabelecer novamente na sociedade! Isto é ir contra a natureza.
-E com base em quê você alega isto? Por experiência própria? – Ele vê o rosto da esposa ficando mais pálido do que já era e tem sua resposta automaticamente – O que exatamente houve com você desde que saiu de Redbounr? Quem te fez tanto mal a ponto de você querer apenas se isolar e fugir de tudo e de todos?
-Que bobagem é essa agora Edward? – Indagou Bella entrando na defensiva – Não tento me isolar... Estou aqui com você não estou?
-Sim, mas desde que nos casamos não deixou que eu encostasse se quer um só dedo em você...
-Isto por que o senhor teve que ficar a semana inteira em Cambridge, e eu ainda fiquei presa em Londres enquanto fazia minha mudança...
-Mas a distancia entre Cambridge e Londres não é tão grande assim! São apenas 80 quilômetros sabia? – Argumentou Edward enquanto a via ficar cada vez mais furiosa.
-Ah claro! E o que esperava? Que eu fosse dirigindo até lá? Oh, mas espere um minuto... Eu não sei dirigir! E você deveria se lembrar disto.
-Por deus, esta não é a questão Isabella!
-E qual é então?
De nada adiantava ele explicar o quanto sentia-se irritado com a falta de comunicação entre eles.. Teria que mostrá-la. Segurando de forma delicada o rosto da esposa, Edward a viu corar automaticamente mediante seu toque. Lentamente, retirou algumas mechas de cabelo do rosto dela, sem parar de fitar por um minuto se quer os lábios carnudos da esposa. Isabella sentiu o coração disparar, e de forma inconsciente, umedeceu os lábios e os entreabriu, na expectativa do que estava por vir.
Tomando aquilo por incentivo, de forma deliberada, Edward puxou seu rosto para mais perto de si, e delicadamente a beijou em uma caricia extremamente casta, mas ainda assim, pôde sentir o salto que o coração dela dava junto ao seu. Sem mais poder aguentar aquela tortura, a puxou mais ainda de encontro a si, enquanto apoiava as costas na cabeceira da cama, de modo que Bella ficara com as pernas ao redor de seu quadril.
Aquilo pareceu ser a gota d'água para ela! Queria tocá-lo, senti-lo e se deixar ser possuída novamente com tanto ardo quanto da primeira vez. Com a boca ávida, Bella separou-se dos lábios do marido, e se pôs a beijá-lo no pescoço, enquanto rapidamente abria os botões da camisa que ele usava. Cada pedaço de pele que ficava exposto com a abertura dos botões era beijado por Bella, criando uma deliciosa trilha que ia do pescoço até o abdômen.
Edward nada fazia, apenas deixava-se ser acariciado daquela forma maravilhosa e sentia-se enrijecer a cada beijo que ela dava. Mas Bella parou ao abrir o último botão e chegar ao cinto de couro negro que ele usava.
-Da pra ajudar aqui? – Indagou o fitando com um brilho de desejo nos olhos.
Sem perder tempo, Edward ficou de joelhos na cama e retirou as calças e a cueca, ficando totalmente nu. O desejo que sentia por Bella era tão grande, que a segurou pelos ombros e a fez ficar de joelhos também, e automaticamente, ela pôde sentir o membro rígido do marido através do tecido fino da calcinha. De forma instintiva, Bella fechou as pernas, formando uma "parede" ao redor do membro de Edward, o massageando com a parte interna das coxas, e gemeu ao senti-lo roçar em seu sexo enquanto executava incursões contra ela.
-Com quem aprendeu a fazer isto? – Indagou no ouvido da esposa sentindo-se ficar mais excitado a cada nova incursão.
-Não sei... Você foi meu único professor até agora... – Respondeu sentindo-o morder de leve seu pescoço adorando ter ouvido aquela revelação.
De forma deliberada, Edward começou a levantar o suéter que ela usava, acariciando seu corpo com as mãos ávidas durante o processo. Ele demorou um pouco mais ao chegar à cintura e nos seios, pois sabia que a esposa era extremamente sensível naquela ara. Quando por fim se livrou de "toda" aquela roupa, afastou-se repentinamente dela e a admirou. Os mamilos rosados de Bella já estavam extremamente inflados, e a forma tentadora como sua boca ficava vermelha após ser beijada foi o que faltava para fazê-lo perder a lucidez.
Sentando-se na cama e apoiando novamente as costas na cabeceira desta, ele a olhou com um brilho divertido nos olhos enegrecidos de desejo, o que fez Bella sentir um arrepio percorrendo por toda a espinha.
-Tire a calcinha! – Pediu com uma urgência enorme na voz. Mas ela não tardara em obedecer, e assim que retirou a última peça, voltou a passar as pernas em torno do quadril do marido.
Edward a segurou firmemente na cintura, e endireitou seu membro rígido na entrada úmida da esposa. Com um movimento leve, a puxou para baixo, fazendo com que a penetrasse totalmente durante o movimento. Bella gemeu enquanto sentia-o invadindo-a, e tomando aquilo por incentivo, Edward passou a puxá-la de encontro a si, cada vez mais, fazendo com que seu membro entrasse e saísse do interior da esposa de forma profunda.
Rapidamente, Bella pegou o ritmo da coisa, e começou a mover-se por conta própria em cima do marido, aceitando-o por completo. Notando que agora era a esposa que tinha o controle das incursões, Edward introduziu uma das mãos na nuca dela, segurou seus cabelos com força e puxou delicadamente a cabeça de Bella para trás, ficando assim com livre acesso ao pescoço da esposa, e de forma sedenta começou a sugá-la na pele alva daquela área.
Perdendo o resto de controle que tinha, Isabella apertou com força os ombros largos do marido enquanto sentia seus seios roçarem de forma tortuosa no peitoral rígido de Edward durante os movimentos. Com isto, ouviu-o gemer, e quando percebeu que não aguentaria mais, ela diminuiu o ritmo, para que as incursões ficassem mais profundas e fortes, enquanto sentia as mãos dele segurando sua cintura para fazê-la acomodá-lo por inteiro enquanto puxava-a com força para baixo. Assim, ambos atingirão ao clímax, e após toda aquela demonstração mutua de desejo e carinho, ele a depositou sobre seu peitoral, e se pôs a acariciar suas costas de forma deliberada.
-O que houve com você Bells... – Perguntou enquanto a sentia aninhar-se em seus braços como se fosse uma gata manhosa, e olhá-lo com um ar profundo – Por que fugiu de mim todos estes anos, e se quer se deu ao trabalho de dar notícias de vez em quando?
-Não quero falar sobre isto... – Respondeu sentindo-o puxava o lençol e cobrindo seus corpos nus.
-Lembro que você nunca escondia nada de mim. Mas depois que comecei a namorar com a Tanya, as coisas mudaram! Por quê?
-Ela não gosta muito de mim, e você sabe disto.
-Sim, mas era por que tinha ciúmes! Tanya detestava o fato de nós dois nos darmos bem... Ela praticamente soltou fogos de artifícios quando você fugiu pra Londres, sem deixar um endereço ou ao menos um telefone para contato.
-Sua ex-namoradinha não sabia que eu dormia em seu quarto, sabia? – Indagou Bella enquanto o encarava com pavor nos olhos.
-Não... Jamais disse isto a ninguém Bells! As bebedeiras de seu pai não eram da conta de toda a Redbounr!
-Sim... Mas não era por isto que eu me escondia em sua casa quando criança...
-Não? – Indagou ele ficando confuso, enquanto via a garota escondendo o rosto em seu ombro para não ter que fitá-lo.
- Papai podia ficar insuportável quando bêbado, mas eu sabia lidar com aquilo. O que me fazia fugir para seu quarto todas aquelas noites era James Cater!
-James? – Indagou enquanto a segurava pelo queixo forçando-a a encará-lo – O rapaz que trabalhava naquele bar na rua principal?
-Ele próprio... Sempre que via meu pai caindo de bêbado, se oferecia para trazê-lo de volta pra casa. Mas Charles não sabia que quando ele apagava em nosso sofá, o desgraçado do James subia até o meu quarto e tentava derrubar minha porta a qualquer custo!
-Pelos céus, por que nunca me disse isto antes? – Inquiriu parecendo indignado – Eu poderia ter feito alguma coisa...
-O que? Ter quebrado a cara dele? – Deduziu com um pesado tom de ironia na voz – Você se meteria numa tremenda confusão por nada.
-Não seria por nada Bella! Era sua segurança. Eu poderia ter te levado até a delegacia e juntos daríamos parte disto a polícia...
-Ah claro! E depois a secretaria social mandaria uma assistente até minha casa que constataria que Charles não tinha condições de cuidar de mim. Ai minha tutela passaria para as mãos do governo e eu seria mandada para uma dessas casas de recuperação para menores onde tem toda uma sorte de jovens infratores. Era isto o que você queria?
-Não... – Respondeu de forma desanimada vendo que ela tinha razão, mas mesmo assim, não podia deixar de sentir-se um incompetente por não tê-la ajudado naquela época.
-Esqueça isto Edward. A única coisa que você podia fazer era deixar que eu dormisse em sua casa, e foi exatamente o que você fez! Se tivesse ideia de como eu me sentia segura quando dormia em seu quarto...
-Ainda se sente assim ao meu lado? – Perguntou enquanto a abraçava com mais força, sentindo seu pequeno corpo nu encaixando-se perfeitamente contra si. Bella sabia que ele amava Tanya, e que tudo o que sentia por ela era apenas atração física que qualquer homem sente por uma mulher. Mas ainda assim, quando estava em seus braços, parecia que todos os seus temores sumiam, e ao menos por uma noite, se deixaria tragar por ele.
-Sim... Sempre me sentirei assim!
-Pois pode ficar tranquila Bells. Juro pelo nosso filho que sempre estarei ao seu lado. – E com aquela promessa, ela não conseguiu segurar uma maldita lagrima que teimou em escorrer por seu rosto, pois sabia que assim que o bebe nascesse e ele tivesse assegurado todos os seus direitos sobre a criança, Edward voltaria para Tanya, como sempre acontecia no final.
-Não prometa o que não pode cumprir... – Disse finalmente escondendo o rosto para que ele não a visse chorando.
-E quem disse que não posso protegê-la? O que mudou tanto nestes últimos anos para que você ficasse assim Bells? Por que não divide tudo isto comigo?
-Talvez eu te conte um dia... Mas hoje não!
-E por que não? Estamos tão confortáveis assim, um nos braços do outro...
-É exatamente por isto que não quero falar sobre isto agora. Da pra gente simplesmente dormir? – Indaga enquanto fechava os olhos e deslizava lentamente as mãos em seu peitoral. Sabia que não o teria sempre ao seu lado, e por isto, gostaria de aproveitar os poucos momentos em que o tivesse, mesmo sabendo que ele nunca a pertenceria por completo. E antes que pudesse falar mais alguma coisa, sentiu a respiração de Edward acalmando-se, e automaticamente, dormiu um sono profundo, como não tinha há muito tempo.
