Nem dá pra acreditar, né? Depois de tanto tempo... Aposto que teve gente que achou que eu tinha abandonado a fic. Mas não é nada disso. É que foi uma fase muito ocupada da minha vida. Eu tinhas as provas da escola, as provas de concurso para Ensino Médio, tem a formatura... Ai... Agora eu estou de férias, mas não sei se vou conseguir postar mais rápido. Sinceramente, espero que sim. Porque se não, muita gente vai me matar por eu não postar a continuação desse capítulo. Vocês vão entender por que daqui a pouco.

Disclaimer: Naruto não me pertence. Ele pertence a Kishimoto Masashi. (Huhuhuhu. É a primeira vez que boto isso n.n)

Mais uma história Colegial

Capítulo VI

Tensão

Tenten's pov

Quando foi que a minha vida ficou tão tensa mesmo, hein?

-Por que você não me contou tudo antes, Tenten? – perguntou Sasuke. Estávamos eu, ele e minha mãe na sala, comendo uma deliciosa pizza de mussarela. Ibiki havia ido embora há um tempo. Acho que ele se tocou da situação constrangedora por ele provocada. – Você... não confia mais em mim?

-Nada disso! Escuta... eu fiquei com receio de você ficar muito magoado. Fiz isso justamente por gostar de você e não querer te preocupar. Já estou suficientemente nervosa com a situação e não queria deixar muitas outras pessoas no mesmo estado que eu, especialmente você, Sasuke. Até por que eu não tenho certeza de que vou mesmo me mudar.

-Quando é que você vai saber?

-O julgamento será no fim de semana – respondeu minha mãe, séria.

-No fim de semana? Falta pouco... – constatou Sasuke, visivelmente abatido. Abaixei a cabeça.

-Eu... tenho quase certeza de que a minha mãe vai ganhar essa. Pensa só: não tem como o senhor meu pai conseguir a minha guarda depois de tudo o que ele fez! E o tio do Neji conseguiu um ótimo advogado para a minha mãe – consolei.

-Eu quase sou grato ao Hyuuga por isso... – disse Sasuke, fazendo-me rir.

-Já está tarde. Não quer dormir aqui? Podemos alugar um filme.

-Não sei...

-Tem um uniforme seu do ano passado aqui, Sasuke. Acho que ainda dá em você. As outras coisas acho que são fáceis de conseguir. É muito importante que você passe bastante tempo com minha filha – dizia minha mãe, tentando convencê-lo.

-Teoricamente. Eu não arredo o pé daqui de jeito nenhum! – afirmei, convicta, levantando-me.

-"Não arreda o pé"? Que brega, Tenten! – como de costume, taquei a minha querida almofada na cara do Sasukito.

Sakura's pov

-Uahhhh! – exclamei, espreguiçando-me.

-Filha! Visita! – visita? Mas eu acabei de acordar! Quem pode ser tão cedo?

Calcei as minhas pantufas e desci as escadas. Por Deus... Eram... 6 horas da manhã! Quando cheguei ao andar de baixo, deparei-me com uma figura loira muito brava. Ino.

-Bom di...

-Calada! – ordenou. Arqueei uma sobrancelha. Como é que é?

-O que está acontecendo?

-Por que não falou comigo ontem?

-Não falei? Eu tive que sair mais cedo da escola para ir ao mercado pra minha mãe. Nada demais, Ino.

-Por que faltou ao quarto tempo de aula?

-Porque...

-Por que voltou com o Gaara?

-Eu...

-Por que ele ficou te olhando a aula toda?

-...

-Por quê...

-Chega! Chega, ok? Fui consolar o Gaara por todas aquelas coisas embaraçosas que a irmã dele fez o favor de espalhar por toda a escola! Ele não é muito receptivo ou extrovertido, mas precisava de ajuda e eu estava disposta a ajudar!

-Claro que estava, não é, Sakura? Você não via a hora de poder se jogar em cima do Gaara, não é?

-E qual é o direito que você tem de chegar aqui na minha casa às 6 da manhã para me fazer perguntas desconexas tudo por causa de um ciúme bobo? Qual é, Ino? Você sabe muito bem que eu... – eu estava gritando, mas parei abruptamente de falar e continuei, sussurrando: - ... que eu amo o Sasuke-kun. Gaara poderá ser somente, somente, um ótimo amigo – Ino ouviu tudo com os olhos arregalados. Levantou-se do sofá e jogou-se em cima de mim, abraçando-me.

-Oh, amiga, desculpe-me! Sinto muito, muito mesmo por pensar esse tipo de coisa de você. Onde é que eu estava com a cabeça? Você, Haruno Sakura, essa garota maravilhosa que sempre amou Uchiha Sasuke. Eu sou terrível, amiga. Quer saber? Vá tomar um banho, tranqüila, penteie seus cabelos, vista seu uniforme, fique linda e maravilhosa para o Sasuke, que por acaso agora é o seu mais novo amigo. Faça tudo isso, enquanto eu preparo um delicioso café da manhã pra você – sorri amarelo e subi para obedecer às ordens de Ino. Eu me sentia péssima, um lixo. Precisava mesmo de um banho, estava realmente suja.

--

Fomos juntas para a escola. Eu andava de cabeça baixa. Como eu fui entrar nessa mesmo? Como fui gostar do garoto por quem a minha melhor amiga diz-se apaixonada. O pior de tudo isso é que ele gosta da Tenten. O Sasuke também gosta da Tenten. A Tenten e o Neji se gostam. O Lee gosta de mim. O Naruto gosta de mim. A Hinata gosta do Naruto. Parece que estamos em um enorme quebra-cabeças onde nenhuma das peças se encaixam e quando se encaixam, é em detrimento das outras. Isso não está nada certo...

-Bom dia! – arregalei os olhos. Conhecia aquela voz.

-Bom dia, Gaa-kun! – cumprimentou Ino, estranhamente angelical.

-Hum... Bom dia! – respondeu. Não havia levantado minha cabeça ainda. – Sakura – Olhei para ele. O tempo pareceu parar por um momento. O olhar do Gaara era muito penetrante. Muito.

-Oi...

-Bom dia. Posso te fazer uma pergunta?

-Er... claro.

-Senta comigo hoje? – novamente arregalei os olhos. Ino olhou de mim para Gaara carrancuda. O que eu deveria responder?

-Sento – Gaara sorriu e foi embora. Ino permaneceu, encarando-me incrédula. Sei que ela é minha melhor amiga, mas eu realmente queria sentar perto do Gaara. Eu sou muito egoísta mesmo. Sou uma amiga péssima e egoísta. – Desculpa. Mas eu... posso falar de você pra ele. É uma grande oportunidade, não acha? – o rosto da Ino iluminou-se e ela pulou em cima de mim novamente. Eu não menti. Faria isso mesmo. Como eu disse, quando duas peças se encaixam, é em detrimento das outras. Eu não iria me encaixar em detrimento da minha amiga. Faria o contrário. Seria uma boa amiga!

Temari's pov

-Hey, Lee! – gritei.

-Yo!!! – respondeu-me, efusivamente.

-Eu queria saber se você viu a Tenten. Não a vejo desde ontem à tarde. Ela abandonou-me com aquele bebê chorão preguiçoso de cabelo espetado – Lee fez uma cara, confusa e tive de explicar-me: - Shikamaru, do 1° ano.

-Ah, ele é amigo do Naruto-kun.

-Parece que todo mundo conhece esse Naruto.

-Naruto-kun é uma pessoa deveras carismática!

-Sei... Mas então, você a viu?

-Não é ela quem está chegando ao lado do Sasuke-kun? – virei-me e percebi que o Lee estava certo. Tenten acenava para nós. Falou alguma coisa para o Sasuke e correu em nossa direção.

-Oi, pessoas! – cumprimentou Tenten. – Lee, senta comigo hoje? Quero conversar com você!

-Claro, querida flor que desabrocha na primavera da juventude! – O.o

-Obrigada!

-Eu tenho eu falar com o Gai-sensei antes das aulas começarem. Se me dão licença, tenho que me retirar.

-Sim, vai na fé! – despediu-se Tenten.

-Estou me sentindo excluída – reclamei.

-Você não é exclusiva, Temari!

-Mas sabe quem realmente deve estar se sentindo excluído?

-Quem?

-O Neji. Tenten, você reparou que você não fala com o Neji desde que descobriu sobre a vontade do seu pai de te carregar pra China? – Tenten arregalou os olhos e depois olhou pra baixo.

-Eu... não tinha percebido isso.

-Você está com medo de encará-lo. Talvez por que ele seja o único que sabe a verdade...

-O Sasuke também está sabendo. Ele ouviu tudo, mas eu estou conseguindo falar com ele normalmente. Estou me sentindo até melhor do que quando estava guardando um segredo. Você está enganada, Tema.

-Não totalmente. Claro que você tem uma ótima relação com o Sasuke, que vocês são melhores amigos e tal, mas a sua relação com o Neji é bem mais forte, amiga. Não vou dizer que vocês se amam, embora seja a realidade, mas você não quer que as coisas tornem-se ainda mais dolorosas. Você quer tentar se afastar dele para que a despedida não seja tão dolorosa, se ela acontecer. Óbvio que você sabe que independente dessa semana que você fugiria dele, a despedida não seria nem um pouco fácil. Você está se enganando, Tenten. Seja você mesma e encare tudo com a cabeça erguida! – Não sei de onde eu tirei todo aquele conselho enorme e otimista e nem o fôlego para proferi-lo, a única coisa que sei, foi que consegui restaurar aquele sorriso e brilho no olhar que só a minha amiga, amiga recente, mas verdadeiramente amiga, possuía.

-Te adoro, sabia?

-Quem não me adoraria? – Tenten sorriu e me abraçou. – Também te adoro! Não ouse ir embora, ouviu bem?

-Pode deixar. Não vou! – depois disso, deixou-me no vácuo e saiu correndo, mas eu não me importo, pois tenho certeza de que ela foi atrás do Neji. Sou um ótimo cupido, sem dúvidas!

-Problemática! – claro! Sempre há algo para estragar o meu humor.

-O que foi, bebezinho?

-Você quer... ahn...

-O quê? – fiquei curiosa. Ele estava estranhamente envergonhado.

-É que eu preciso de um favor.

-Por que eu faria um favor pra você?

-É que você é a única que pode me ajudar.

-Diz o que é e eu vejo se posso ajudar.

-Preciso que saia comigo.

-Como?!

Tenten's pov

Temari estava certa. Eu estava agindo de modo infantil! Mas... o Neji não me procurou ontem... Será que ele não quer falar comigo? Será que está chateado? Desde quando sou tão insegura? É Hyuuga... acho que você realmente mexe comigo. Daqui a pouco o sinal vai tocar. Acho melhor voltar pra sala e...

-Tenten? – ouvi uma voz vinda de... cima de mim.

-Neji?! – quase caí no chão. Recompus-me e olhei para o galho da árvore em que ele estava. – Eu estava mesmo te procurando. Posso falar com você?

-Sobe aqui – subi na árvore e sentei no mesmo galho que ele, ao seu lado.

-Esse galho não é muito fraco, não? Acho que vamos cair.

-Fica tranqüila. Não vamos cair. Sobre o que queria falar?

-Queria te pedir desculpas.

-Desculpas? Pelo quê?

-Porque... eu meio que me afastei de você desde... aquele dia que meu pai ligou. Eu não tinha percebido, mas a Temari me alertou. Ao que parece, você também não percebeu, né? – perguntei, esperançosa, olhando nos olhos dele e esperando uma confirmação.

-Não, Tenten. Eu percebi, sim – disse ele para a minha infelicidade. – Mas... eu não fui atrás de você, porque não queria forçar a barra. Você já tem muitos problemas com os quais deva se preocupar.

-Você não é um problema, Neji. Eu estava fugindo de você inconscientemente, porque... eu acho que queria me "desapaixonar" por você. Entende? Para que não sofrêssemos tanto. Desculpa. Sei que isso não seria possível.

-Você percebeu?

-O quê?

-Acabou de se declarar pra mim – arregalei os olhos. Não, eu não tinha percebido. Neji disse aquilo com seriedade, mas percebia-se que um sorriso estava querendo brotar de seus lábios.

-Não, eu não me declarei. Você está com febre, Neji? Quer que eu chame a enfermeira?

-Deixa de palhaçada, menina. Pra que negar?

-Porque eu...

-Eu também te amo e você sabe disso – claro, isso foi lindo. Tirando, óbvio, a vermelhidão do meu rosto e a minha inquietação que fez com que eu me desequilibrasse do galho da árvore, pegasse a mão do Neji pra eu não cair, derrubasse ele comigo e, pra melhorar a situação, o terreno era inclinado e nós saímos rolando. Lindo, sem dúvida. Caímos um do lado do outro. Comecei a gargalhar e Neji sorriu. – Eu deveria brigar com você.

-Por ter te derrubado? Foi um acidente! – justifiquei-me.

-Não. Por fazer-me perder os dois primeiros tempos de aula.

-O quê?! – levantei-me, abruptamente. Gemi e caí de bunda no chão. Meu joelho estava arranhado e sangrando. – Droga!

-O que houve?

-Olha o meu joelho, Neji! – ele olhou e riu. – Qual é a graça?! – gritei, nervosa.

-Você está fazendo todo esse drama por causa de um joelho ralado? – perguntou.

-Tem razão. Você está certo. Não estou parecendo comigo – Neji concordou. – Mas ta doeeeeendoo! – gemi mais uma vez. Neji levantou-se e aproximou-se de mim. – O que vai fazer?

-Vou te carregar, já que você não consegue ficar em pé – O.O Nani?!

-N-não! Não precisa. Eu to bem. Só preciso lavar o machucado – eu dizia tudo rapidamente. Levantei-me de forma brusca e controlei-me para não gemer novamente. Eu posso estar parecendo boba, mas o Neji carregando-me pela escola não parece uma coisa tão normal. Sem falar nos boatos que isso geraria. Já não basta os que vão surgir por eu e o Neji termos faltado a dois tempos de aula, quando havia testemunhas oculares que provassem que fomos à escola. Nossa... mas que coisa divertida...

-Vamos na torneira lavar isso, Tenten. Também é bom irmos na enfermaria para que a enfermeira passe um anti-inflamatório.

-Quanta frescura! É só um joelho ralado.

-Um joelho ralado jorrando sangue – corrigiu-me. Era mentira. Não estava saindo tanto sangue assim, mas o Neji deve estar absolutamente incomodado com a poeira, micróbios e bactérias adentrando o meu corpo. Aff...

-Se ela perguntar como eu me machuquei, o que eu respondo? "Ah, dona Emi, eu me ralei, porque saí rolando com o Neji". Pensa só na cara que aquela mulher vai fazer...

-Emi... Nome irônico, né?(Emi significa: abençoada com a beleza)

-Deixe de ser mal, Neji. Dona Emi é simpática.

-Simpática e bonita não são sinônimos.

-Implicante.

-Tenten, vá logo lavar esse joelho – ordenou, empurrando-me para a torneira e fazendo a dor do meu joelho aumentar. Cretino.

Sakura's pov

Estávamos tendo uma incrível aula de japonês com a Anko. Por incrível que pareça, eu não estou sendo sarcástica. A aula não está maravilhosa, mas para os padrões normais dessa aula – e com normais quero dizer com muitos xingamentos e choros apavorados –, ela estava sendo razoavelmente boa. A Anko estava com um incomum sorriso estampado em seus lábios e não estava gritando com a gente. Ela apenas nos deu um exercício quase fácil para nós resolvermos durante a aula.

Infelizmente, eu disse quase. Havia duas questões que impediam-me de concluí-lo e eu nem ao menos podia pedir ajuda ao Gaara, que já havia terminado, para não quebrar o silêncio funerário instalado na sala de aula. Ninguém ousava nem mesmo respirar em sala, já que isto poderia estragar o bom-humor da professora e estragar o clima harmônico que a envolvia.

Li e reli três vezes os mesmos enunciados. Eu, normalmente, não me preocuparia com duas questões não resolvidas, ainda mais o questionário contendo 50, mas é que eu tinha uma forte suspeita de que esse trabalho estava valendo ponto. Comecei a puxar os meus cabelos, despenteando-os completamente. Suspirei. Batia irritantemente com o meu lápis na mesa, o que fez a professora olhar-me com raiva. Parei imediatamente. Estava pronta para desistir quando um papel cai em cima da minha folha.

"Vamos. É fácil. Releia as linhas 9 e 10 do Texto 3 para responder a 35ª questão e as linhas 20 e 21 do Texto 4 para responder a 42ª. Sei que você consegue se prestar um pouco mais de atenção."

Olhei para o lado e vi um sorriso no rosto do Gaara. Voltei minha atenção ao questionário e segui as orientação do bilhete. Fui direto para as linhas indicadas, pois já havia decorado os enunciados das questões. Minha face iluminou-se ao perceber que eu tinha deixado informações valiosas passarem despercebidas por mim. Respondi às questões que tanto me angustiavam com uma facilidade surpreendente.

-Acabei, professora – disse, indicando as folhas.

-Traga-as pra mim – segui para a mesa dela. Gaara veio atrás de mim, trazendo as dele. – Muito bem. Vocês dois que já acabaram podem descer para o recreio. Quanto ao resto, acho bom terminarem logo, pois não descerão antes de acabarem.

Gaara e eu deixamos a sala. Consultei o relógio.

-Ainda está cedo para irmos para o recreio.

-Não havia mais nada para fazermos lá dentro. Acho que a professora achou que começaríamos a conversar...

-Sim, porque você é tão comunicativo... – debochei.

-Ei, vocês. Eu não mandei descerem? Estão atrapalhando a concentração desses macacos abestalhados que ainda não conseguiram terminar. Então, por favor, PRA BAIXO! – gritou Anko, aparecendo na porta. Eu e o Gaara descemos as escadas apressados.

Sentamos ao pé de uma árvore. O local estava deserto. Um friozinho misturado a uma inacreditável sensação de nervosismo invadiam meu corpo. Eu tinha prometido para a Ino que a ajudaria com o Gaara, mas era tão mais fácil falar...

-Você está bem, Sakura?

-Claro. Posso te fazer uma pergunta?

-Faça.

-O que exatamente você não gosta na Ino – Gaara franziu as sobrancelhas e eu me perguntei se fiz algo errado. Mesmo depois dele ter contado-me todas aquelas coisas, nossa, pelo menos eu quero acreditar, amizade ainda era instável. Um passo em falso e eu poderia quebrar a cara.

-Que tipo de pergunta é essa?

-Uma pergunta perfeitamente normal, suponho. Você sabia que responder a uma pergunta com outra é falta de educação?

-Quem disse?

-Eu estou dizendo e você está fazendo de novo!

-A pergunta certa seria: "o que exatamente, mesmo que seja pouca coisa, você gosta na Ino?"

-Você é muito bobo. É porque você não a conhece. A Ino é ótima. Ela só age daquele jeito com os garotos de quem ela está a fim no momento. Claro que é errado a maneira como ela age, porque os garotos ficam assustados com ela, mas ela só faz isso porque gosta de você.

-Mas eu não gosto dela. Gosto de outra.

-Da Tenten, eu sei. Também sei que ela é sua namorada, mas, eu sinto muito por dizer isso, ela não sente a mesma coisa por você, Gaara. Percebe-se a quilômetros que ela ama o...

-Não estava me referindo a Tenten.

-Não? – fiquei confusa. A quem mais ele poderia estar se referindo?

-Eu estava falando de vo...

-Yo! Acabaram antes que eu. Não acredito – disse Sasuke, aproximando-se.

-Com licença – pediu Gaara, levantando-se e indo embora. Olhei raivosa para o Sasuke.

-O quê?!

-Você interrompeu uma coisa importante, baka! – respondi, furiosa. Sasuke sentou-se ao meu lado.

-Uma coisa importante... com o fósforo?

-Não chame ele assim. Mal o conhece! – rebati. Caraca, eu sentia que o Gaara ia me dizer algo importante, mas, graças ao Sasuke, eu não vou descobrir tão cedo.

-Qual é a sua Sakura?

-Como assim?

-Sempre correu atrás de mim. Quando finalmente nos tornamos amigos, você se afasta e fica andando pra lá e pra cá com o Gaara.

-Não me venha com esses ciuminhos bestas!

-Ciúmes? Há... Vai sonhando!

-Quer saber? Não vou perder meu tempo com isso!

-Aonde vai?

-Não sei. Andar. Esfriar a cabeça. Afastar-me de você! – terminei, já bem longe.

Hinata's pov

Só estamos eu e o Naruto-kun na sala de aula. Claro que eu já terminei os meus exercícios há muito tempo, mas não quero deixá-lo sozinho. Tenho que fazer algo para cumprir a promessa que fiz a Hanabi.

Flash Back

"-Agora acho que terei que pedir outro favor...

-Qual seria?

-Olha... é mais um desafio. A única diferença é que você será obrigada a aceitá-lo.

-Diga lá qual é!

-Primeiro diga que aceita independente de qual seja – engoli em seco, mas resolvi ceder.

-Aceito.

-Ótimo! Quero que você se aproxime do Naruto e faça com que ele te peça em namoro.

-O quê?! – gritei.

-O que está acontecendo aí? – perguntou meu pai.

-Nada, papai – respondeu Hanabi em um tom inacreditavelmente angelical. – Você disse que aceitaria. Quanto ao papai não se preocupe, eu vou preparar o terreno até que você atinja o seu objetivo.

-Mas...

-Você já aceitou, Hinata."

~*~

Até parece que é pela Hanabi. A verdade é que já faz tempo que eu quero isso. Só que a minha irmã está me dando o empurrãozinho que faltava. Acho que devo ser grata a ela por isso. Pela primeira vez na vida, sou grata de ter uma irmã. Ou melhor, de ter a Hanabi como irmã.

-Hinata! – chamou-me a professora.

-Hai – respondi, vacilante.

-Tem certeza de que não acabou? Você é uma das minha melhores alunas, sem falar que você já não escreve nada faz tempo – Naruto encarou-me. Senti meu rosto corar. – Então?

-E-eu acabei, sim, professora. Mas... eu estava esperando... estava esperando o Naruto-kun para ele não ficar aqui sozinho – Naruto sorriu. Senti-me incrivelmente bem.

-Muito nobre de sua parte, Hyuuga, mas, se já acabou, devolva-me a prova.

-Desculpe-me, Anko-sensei, mas não farei isso – Anko sempre foi uma professora explosiva e que destratava todo mundo, mas comigo sempre foi diferente. Ela, como todas as pessoas, devem achar que sou mais frágil que os outros. De qualquer forma, acho que ela me trataria normalmente dessa vez.

-Escute, mocinha...

-Hinata-chan, não precisa fazer isso – disse Naruto. – Aqui, professora, já acabei!

-Até que enfim, seu lerdo – uma gota surgiu em mim e em Naruto. – O que estão esperando? Pra fora, os dois! – gritou.

-Louca – sussurrou Naruto, após termos saído da sala. – Então, Hinata-chan, obrigado pelo que você fez.

-Não foi nada.

-Então... bem, não sei mais o que dizer.

-Que tal almoçarmos juntos? – não sei como essa pergunta saiu, mas eu a fiz. Naruto olhou-me surpreso, mas sorriu logo após.

-Claro, Hinata-chan! Só não deixa seu primo nos ver. Não gosto muito do gênio dele.

-Oh, não se preocupe com isso, Naruto-kun. Eu o vi pela janela da nossa sala. Acho que ele estava bem acompanhado demais para notar qualquer um a sua volta – Naruto fez uma cara confusa e eu ri sozinha.

Tenten's pov

A semana passou voando e agora eu estou aqui nesse tribunal horrível, mais especificamente, na entrada de onde vai ser o julgamento que se iniciará em pouco tempo. Eu e minha mãe estamos sentadas no banco que tem no corredor. Minha mãe está muita apreensiva. Eu também, mas estou tentando não deixar nada transparecer. Segurei em sua mão. Estava suada. Muito suada. O celular de minha mãe tocou.

-Já vou. Espere um minuto. Até – disse minha mãe para a tal pessoa. – Filha, era o advogado. Ele já está chegando e pediu para que eu o esperasse na entrado principal. Fique aqui que a mamãe já volta – assenti. Levantei-me e segui com ela até o final do corredor. Avistei um bebedouro. Eu realmente estava precisando de água. Minha boca estava seca.

-Olá... – ouvi uma voz atrás de mim. Uma voz desconhecida. -... Filha! – arregalei os olhos. Virei-me para trás e vi um homem de cabelos negros, magro, alto e de olhos... da cor dos meus. Sem dúvida, aqueles olhos era idênticos aos meus. Mas, claro, o olhar era um pouco diferente. Eu não admitiria ter o olhar semelhante a um homem tão desprezível e inescrupuloso como o meu pai. Se bem que... o olhar dele não é o de uma pessoa má, mas o de uma pessoa triste. Estou quase sentindo pena dele. Mas o que eu estou pensando? Esse homem fez a minha mãe sofrer e agora quer me tirar dela e me levar para um outro país. É claro que eu não posso sentir pena. Tenho que sentir raiva! E... – Filha? Está tudo bem? – perguntou com um sorriso. – Você está engraçada. Desde que eu te chamei seu rosto adquiriu várias expressões distintas.

-Não tente ser amigável – o sorriso dele desapareceu. – Escute bem! Um único telefonema seu fez essa última semana tornar-se um inferno pra mim. O pior é que não só pra mim quanto para todos que me cercam. Mais uma vez você fez a minha mãe sofrer como se já não o tivesse feito suficiente há 16 anos. O que foi? De repente, quem sabe, um dia você acordou e, quando estava tomando um copo de leite, você pensou: "Ah, é mesmo! Eu tenho uma filha. Não tenho mais nada pra fazer, então por que não a tomo da Satsuki?" – Berrei. Taquei toda a raiva que estava acumulada em mim nele. Confesso que me senti mais calma.

-Eu não gosto de leite, filha! – Brincou o cretino. Minha calma evaporou-se e a raiva retornou com força total.

-Eu sou a primeira pessoa a fazer brincadeiras quando é o caso, mas não o é. Não brinque em um momento tão sério. Sua situação não é tão favorável para que você possa ficar fazendo brincadeiras – Já estava quase no final do corredor, quando completei: - Ah! Quase ia me esquecendo: nunca mais me chame de filha, ouviu? – Fui embora sem ouvir mais nenhuma palavra. Mesmo que eu tivesse ficado, acho que não ouviria mais nada. De uma coisa eu tenho certeza: ele não estava mais sorrindo.

Temari's pov

Lá estava eu num encontro com Shikamaru. Claro essa parte precisa ser melhor explicada.

Flashback

-Problemática! – claro! Sempre há algo para estragar o meu humor.

-O que foi, bebezinho?

-Você quer... ahn...

-O quê? – fiquei curiosa. Ele estava estranhamente envergonhado.

-É que eu preciso de um favor.

-Por que eu faria um favor pra você?

-É que você é a única que pode me ajudar.

-Diz o que é e eu vejo se posso ajudar.

-Preciso que saia comigo.

-Como?!

-Não é nada demais. O problema é o meu pai.

-O que tem o seu pai?

-Ah, ele é um daqueles pais antigos, sabe como é?

-Não enrole, Nara.

-Eu preciso fingir que tenho uma namorada para o meu pai não pensar que sou gay – a mensagem demorou um pouco para ser captada por mim. Entretanto, quando ela foi entendida, desceu como uma bomba.

-Peraí! Seu pai acha que você é gay? Por quê?

-Porque eu nunca tive uma namorada – explicou sem-graça.

-Cara, você tem 15 anos, não tem?

-Tenho.

-Shikamaru... – ele fitou-me. – Você é gay?! – perguntei alto demais e seu rosto fiou mais vermelho do que nunca. Dessa vez, no entanto, não acho que seja vergonha, mas, sim, raiva.

-Claro que não, problemática!

-Então por que em vez de me pedir pra sair com você, você não arranja uma namorada?

-Não é assim tão simples. Eu também não quero namorar com alguém só por namorar. Quero ficar com alguém por quem eu realmente nutro algum tipo de sentimento mais forte – Ownnnn... Odeio admitir, mas isso foi fofo. – Porém, no momento, não há ninguém assim.

-Entendo... Mas me explica só uma coisa!

-O quê?

-Por que eu e não uma de suas amiga com quem você já tem alguma intimidade?

-Porque meu pai já conhece as minhas amigas e sabe que eu não tenho nenhuma afinidade romântica com elas. Você também pode perguntar: "por que eu e não qualquer outra garota dessa escola enorme?" – Incrível. Essa era exatamente a pergunta que eu ia fazer. – Bem, eu não sei ao certo, mas você inspira confiança e achei que poderíamos ser amigos. Sei lá... – ele está conseguindo. Mas eu ainda não caí. – Além disso, você é muito bonita. Meu pai ficará encantado – Droga, ele é muito esperto!

-Tudo bem...

-Ótimo – sorriu Shikamaru. – Sábado. Te levo para almoçar. Antes disso a gente passa lá em casa para te apresentar ao meu pai – depois desse "convite" que foi mais um informe, ele saiu e me deixou brisando. Todos adoram me deixar no ar. Que raiva. O demente nem quis saber se eu tinha outros planos pro sábado. Que se dane... Eu não tinha mesmo...

~*~

E foi assim que eu me meti nessa roubada. Aff... Mas o Shikamaru e seu pai são mais legais do que alguém pode imaginar. Eu realmente poderia me tornar amiga dele, se não fosse um pequeno detalhe que não quer sair da minha cabeça e que não está me deixando ficar concentrada em nada.

-O que foi, Temari? Algum problema? – perguntou Shikamaru, preocupado.

-Às vezes acho que você lê mentes – ele soltou uma risada. – Tem sim. A essa hora, a Tenten deve estar no tribunal. Eu estou preocupada não quero que a minha amiga vá embora – Ele não ficou boiando, porque eu já tinha conversado com ele sobre isso na quinta. O Shikamaru pode ser irritante, mas se eu ia sair com ele, eu precisava de pelo menos um diálogo que não fosse composto de xingamentos apenas.

-Se você não está se sentindo bem, eu posso te levar pra casa.

-Não. Não quero ficar sozinha! – Ele, que estava sentado de frente pra mim, puxou sua cadeira e sentou-se ao meu lado. Passou seu braço em torno dos meus ombros e puxou-me, fazendo com que eu apoiasse a cabeça em seu ombro.

-Espero que não considere isso um abuso – disse, sorrindo.

-Em condições normais eu consideraria, por isso aproveite enquanto pode, mas não vá se acostumando!

-Pode deixar.

Neji's pov

Eu não agüento mais esperar! Não posso! Levantei-me da cama do meu quarto, na qual eu estava deitado olhando para o teto há um bom tempo, e desci correndo as escadas. Na sala, Hinata e Naruto estavam conversando animadamente. Não posso negar que fiquei surpreso, mas não há tempo para isso. Direcionei-me rapidamente para a porta.

-Nii-san... Está tudo bem? – perguntou Hinata, curiosa.

-É isso que eu vou descobrir – limitei-me em responder. Corri para o ponto de ônibus. Parecia que tudo conspirava contra mim. O ônibus que eu esperava demorou cerca de trinta minutos para chegar. Além disso, o lugar era distante e levou mais um bom tempo para que eu chegasse. Cheguei ao tribunal e entrei correndo. Não sabia onde a Tenten estava, mas eu sempre tive a capacidade de percebê-la. Isso não podia falhar desta vez.

Meus pés me guiaram pelos corredores. Acabei parando na porta do corredor feminino. Bati na porta. Ninguém parecia estar lá. Quando eu estava prestes a ir procurar em outro lugar, vejo uma garota de coques correr para o banheiro.

-Tenten? – ela parou quando estava quase entrando. Pude ver seus olhos brilhando. Pareciam molhados.

-Neji? O que faz aqui? – antes que eu pudesse responder, ela beijou-me. Um beijo desesperado e intenso. Eu correspondi da mesma maneira, mesmo estando um pouco confuso. Separamo-nos quando não tínhamos mais como respirar. – Você sabe que eu te amo, não sabe? – perguntou. Tudo aquilo estava deixando-me ainda mais confuso. Assenti. – E quero que você saiba... que vou sentir muito a sua falta quando eu for embora.

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Por favor, não me matem! Tudo isso é necessário.

Mesmo tendo acontecido todas essas coisas ruins, eu gostei desse capítulo. Acho que foi por causa da parte – mísera, mas agradável – ShikaTema. Não aconteceu muita coisa, mas eu adorei escrever.

Eu ia estender o prazo da votação SasuSaku ou GaaSaku, mas acho que isso não será necessário, pois o resultado já está mais do que óbvio. Embora eu já tenha o resultado, não quer dizer que o casal vencedor já vai se acertar, porque essa história ainda não está no fim.

Enfim, espero que todos tenham gostado. Se alguma coisa ficou estranha ou sem sentido, falem comigo.

Obrigada por todas as reviews. Gostaria de responder a todas, mas já estou mais do que atrasada.

Continuem mandando-as!

Arigato Gozaimasu!

Já ne! o/