Este é o penúltimo capítulo, espero que gostei.
Cap.6
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Como não estava à espera demorou algum tempo a reagir e quando o fez saio da direção da arma, pelo lado esquerdo, o mais rápido que pode, mas não suficiente, pois a arma passou-lhe de raspão pelo braço direito.
- Como é que fizeste isso? Eu não te senti a invocares magia. – perguntou Hou Long com um tom de voz completamente alterado.
- Estás a falar de quê? – nesse momento Xiang apercebeu-se que o seu oponente estava ferido e viu a adaga mais à frente presa numa árvore, pensou logo que poderia ser obra do "seu filho do futuro", e constatou, também que o seu estado psicológico diria que agora era uma boa altura para o atacar.
Com este episódio teve tempo de recuperar, um pouco, do cansaço e começou a pensar na melhor maneira de recomeçar a luta, e achou melhor atacar com força, pois agora teria uma vantagem sobre Hou Long, poderia ser a sua chance de derrota-lo e depois disso voltaria para casa com o seu filho e com uma preocupação a menos. Pensar nisto renovou-lhe as forças, o que o fez estar mais convicto da sua vitória, assim sendo atacou, apanhando o outro desprevenido e ainda em estado de choque, fazendo com que caísse com tudo no chão.
- Isto foi por insinuares que o meu filho é um fraco… - disse enquanto o outro se levanta, recomeçando a atacar – Isto é por ousares pensar fazer-lhe mal… - continuou a atacar, num súbito ataque de raiva, até o outro estar completamente inconsciente no chão e até o outro guerreiro, seu filho, o chamar para a realidade.
- Pai! – disse aproximando-se, conseguido chamar-lhe a atenção o que o fez parar de atacar, assim que se aproximou o suficiente abaixou-se e tocou no pescoço do adversário do seu pai
- Sim… Obrigado por me defenderes daquela adaga… - disse orgulhoso do seu filho, pois nem ele próprio tinha sentido algum tipo de aura
- De nada, escusas de te preocupar mais, já ganhaste ele está morto. Vamos ter com a Sakura e o meu "Eu" do passado.
- Tudo bem. Como é que fizeste aquilo? Eu não senti nada, tu deves ser mesmo poderoso.
- Depois de muitos anos de treino árduo, após a tua morte eu aperfeiçoei a minha magia e o meu corpo. E agora eu consigo usar magia de qualquer tipo sem denunciar a minha presença, só há uma pessoa que me conseguiria detetar. – referiu a ultima parte com um sorriso terno
- A tua namorada? – Shaoran corou imediatamente o que não passou despercebido pelo mais adulo - Vocês são extremamente poderosos, desde que vocês chegaram ainda não senti a vossa presença… Achas que devo proibir que te treinem demasiado?
- Não faças isso, eu posso ter ficado muito frio, por causa do treino, quando era mais novo, no entanto foi isso que me tornou na pessoa que sou hoje, bem parte da pessoa que sou hoje. – disse refletindo sobre o assunto e abrindo um tímido sorriso
- E a outra parte foi a rapariga japonesa, não? – ele corou um pouco mas afirmou com a cabeça
- Ela é a causadora da maior parte das minhas qualidades, antes de a conhecer eu era muito frio com toda a gente, até mesmo um bocado arrogante, quando a conheci encarei-a logo como inimigo por ela ter aberto o livro e ter sido eleita cardcaptor eu era um perfeito idiota com ela chegando, por vezes, a rebaixa-la, no entanto ela nunca me odiou e com o passar do tempo eu fui aprendendo a gostar dela o que me fez ajuda-la durante a captura e transformação das cartas, a ser amigo dela e mais a ama-la, e quando me recordo de todo esse percurso eu apercebo-me daquilo que aprendi com ela, aquilo que eu cresci. – disse sorrindo – eu peço-te que nos meus 11 me mandes para Tomoeda, no Japão atrás das cartas.
- Tudo bem. – afirmou Xiang, refletindo durante um bocado - O que achas de eu tentar encontrar o pai dela e tentar arranjar um noivado entre vocês? – com isto o jovem guerreiro parou de repente e ficou a olhar para o pai, incrédulo
- Como assim?... Esquece, não precisas de responder. Se quiseres fazer isso, força, no entanto vai ser complicado, pois o Sr. Fujitaka, nesta altura, não sabe da existência de magia, e se conseguires, por favor, pede para ele não contar nada para a Sakura e não me contes nada a mim, pois eu quero que as coisas aconteçam normalmente, o mais semelhantemente possível ao que ocorreu na minha vida até agora. – disse ele muito sério
- Tudo bem, meu filho. Agora devemos voltar para casa. – disse continuando o seu trajeto
- Sim. – juntando-se ao seu pai
Assim que se aproximaram do local em que a flor de cerejeira e o pequeno lobo estavam escondidos, quando ela sentiu a presença de ambos levantou-se, de modo a poder ser vista e o pequeno correu para os braços do pai.
- Vamos para casa, pequeno, já não há mais problemas, podes ficar descansado. – disse com um sorriso para o pequeno nos seus braços
O percurso até à mansão Li foi calmo e tranquilo indo o pai e o filho à frente de mãos dadas e atrás o casal de namorados atrás também de mãos dadas e com um sorriso triunfante no rosto, porem na rapariga podia-se notar uma ponta de preocupação no seu olhar que não foi passada despercebida pela pessoa a seu lado.
- Que se passa Sakura? – disse o jovem a seu lado
- Tenho um pouco de receio que o futuro seja demasiado alterado. E se não nos chegarmos a conhecer? E se não nos apaixonarmos um pelo outro? E se… - ela não pode continuar pois foi cortada pelo rapaz a seu lado
- Não te preocupes, minha flor, como tu dizes tudo vai correr bem. – disse com um sorriso terno nos lábios
- Sim, tens razão. – disse com um enorme sorriso, que o fazia sempre derreter por dentro
Assim que chegaram à mansão Li e colocaram o pequeno na cama, com a ajuda do patriarca do clã reproduziram o ritual que utilizaram para chegar ali, de modo a poderem voltar para o seu tempo.
- Bom, parece que está na hora de nos despedirmos… - disse Xiang enquanto abraçava o seu filho e provavelmente a sua futura filha – Obrigado por me salvarem.
- Gostei de o conhecer Sr. Li – disse a pequena com um grande sorriso
- Também gostei de te conhecer Ying Hua, já agora, podes chamar-me Xiang e não senhor Li. Tanto agora como no futuro, pois nunca me vou esquecer daquilo que vocês fizeram. – disse retribuindo o sorriso
Feitas as despedidas os dois jovens posicionaram-se no centro do "ritual" fizeram as suas últimas despedidas e disseram o feitiço que os levaria de volta ao seu tempo em conjunto.
***Continua***
