S.M

NATAL, NATAL... É FINALMENTE VESPERA DE NATAL. É HOJE! 12:00 MAL POSSO ESPERAR!

Ah, a quem estou querendo enganar? Eu estou nervoso.

- CREDO! – ouvi a voz de Rose – CLARO QUE NÃO! QUE IDEIA AL!.

James riu

- Oi Potter, Rose. – falei quando eles se aproximavam – O que é tão engraçado?.

Nada Malfoy – James – E eu já sei das novidades - ele sorriu e piscou - Pode me chamar de James, ou JS se preferir. Mas, bem, tome cuidado com o Hugo, e boa sorte hoje. Você vai precisar.

Rose nos olhou como se fossemos loucos

- Do que estão falando? – a ruiva perguntou –Vamos, me falem!

- Não! – James e eu respondemos em uníssono.

- Vá para a torre hoje as 11. – foi tudo o que eu falei e depois sai.

A ultima coisa que eu ouvi foi James falando:

- Ele estava falando comigo ou com você?

E a inconfundível risada da Weasley.

Se você está se perguntado da carta, não, eu não a enviei... Estava esperando uma oportunidade melhor.

R.W

10:30

- LILY ME AJUDA! – implorei para a ruivinha que saltitava – Pelo amor de Merlim!

Ela sorriu.

- Vista isso!

Lily me deu um vestido preto tubinho, que eu logo descartei e substitui por uma calça.

- Use o vestido! – ela choramingava - Por favoooor Rosinha!

Revirei os olhos, ok, eu admito, tinha puxado isso de minha mãe.

- Certo! – ela sorriu – Só nunca mais me chame assim.

Coloquei o vestido com meu all star e Lily prendeu meus cabelos.

- Rose...– Lily parecia alarmada – Você está atrasada, corre, corre, corre.

Sai correndo em disparada e, quando finalmente cheguei na torre, meus pulmões pareciam estar queimando.

S.M

11:15

"Droga, eu estou atrasado!".

Corri para a torre e me deparei com a ruiva, que estava apoiada na beirada, olhando a paisagem.

- Rose! – chamei-a.

- Oi Malfoy. – ela sorriu

- Você veio... – eu lhe sorri de volta – Está linda, você, quero dizer.

- Porque me chamou aqui?

- É natal! – falei alegre.

- Primeiro: É quase natal. – ela sorriu tristemente – Você deveria passar com alguém especial.

- E eu vou passar com alguém mais que especial. – tossi – vou passar com você.

E tomei coragem para fazer algo que já queria ter feito a anos, eu só não sabia, eu a puxei fazendo-a virar-se para mim e toquei seus lábios nos meus. Quando a surpresa dela passou eu pedi passagem, que foi me coincidida e logo estava a beijando de verdade.

Lentamente tirei meus lábios, já vermelhos, dos dela e me dirigi a sua orelha.

- "Se tiver sorte às pessoas certas aparecem em nossas vidas. Para que a gente aprenda, para que a gente cresça, para que a gente ensine. É uma troca bonita e enriquecedora. Preciso confessar a quantidade de coisas que aprendi com você. Sem falar na quantidade de coisas que aprendi sobre mim." – sussurrei – Tenho muita sorte em ter você.

Confesso que roubei o verso, mas não acho que isso importasse no momento.

- Malfoy... – ela começou.

- Não – coloquei um dedo em sua boca. – Você tem que ouvir, só desta vez, o que eu tenho a dizer. Decorei esse texto só para você, agora você vai ter que me agüentar... Quem mandou fazer eu me apaixonar por você?

Ela concordou com a cabeça e riu um pouco, eu me reaproximei, voltando a sussurrar.

- Sabe Rose, quando nos vimos pela primeira vez e você zoou da minha cara junto com Al naquele vagão, pensei que só teria que aguentar até o final da viagem e então nunca mais nos falaríamos... Mas durante a viagem percebi que vocês eram realmente legais e, quando Al foi escolhido para a Sonserina, me vi aliviado, pois sabia que teria um amigo. Foi muito estranho para mim, pois quando você foi chamada, me vi esperançoso de que caísse na Sonserina também, mas quando isso não aconteceu, me vi desapontado. – fiz uma pausa – Não que isso tenha mudado muita coisa, já que você estava sempre conosco. No segundo ano, quando descobri o quão teimosa você poderia ser, me vi intrigado. E no terceiro, quando vi aquela ruivinha com tripas no cabelo gritando como uma louca – ela riu ao se lembrar, eu sorri – Eu percebi o quanto gostava de suas mechas cor de fogo bagunçadas, e de cada uma de suas sardas... E essa foi a primeira vez que a vi, sem me ver primeiro. Depois disso foi difícil deixar de vê-la, pois você estava em todo lugar, me acompanhando dia e noite, tanto de verdade quanto em meus pensamentos. Depois de um tempo percebi quanto sua risada me deixava feliz, então comecei a fazer de tudo para ouvi-la, pois se você estivesse feliz, eu estaria também. Eu me vi apaixonado por você, mas só pude compreender isso agora, depois de tanto tempo...

- Bem, você sempre foi meio lerdinho. – ela riu.

- Shhh, é sua única chance de me ouvir, Weasley! – falei brincando, mas para minha surpresa ela se calou.

Continuei:

- Quando te vi com Wood aquela noite, quase morri de ódio, mas no fundo não queria aceitar o porquê, eu tinha medo. Percebi agora o quanto você deve ter sofrido por minha causa, e por isso peço-lhe desculpas. Porém com um pequeno empurrãozinho, finalmente fui capaz de falar tudo isso, e confessar a que a muito estive sentindo. Então por favor...

Foi a vez dela de colocar o dedo em minha boca.

- Ora cale a boca, seu babaca meloso. – ela me beijou e sorriu, com suas bochechas adquirindo um tom vermelho bem forte. – Eu te amo – ela sussurrou em meu ouvido, fazendo meus pelos da nuca arrepiarem.

- Sabe, acho que Eleanor e Louis ficariam bem bonitos... – falei contemplativo.

Ela riu.

- Já está pensando no nome de seus filhos, senhor Malfoy?

- Não! – minha resposta a fez ficar confusa – Estou pensando no nome de nossos filhos, senhorita Weasley. Ou melhor, senhora Malfoy.

- Uhm... Rosely Malfoy? Acho que não rola! – ela riu.

- O que? Eu sei que você me ama, e agora não pode negar, já que já falou! E me acha muito sexy também, não?

- Claro, seu sexy appel é tão alto quanto de um hipopótamo, Malfoy... – ela me deu um tapa fraco na barriga. – Vamos seu convencido. – pegou em minha mão e foi me guiando para as escadas.

- Vamos aonde, Sra. Malfoy? – falei para irritá-la. – Mal te pedi em namoro e você já quer fazer Luis e Eleanor? Deixe Hugo saber dessa sua safadeza interior, em?

Ela parou e me encarou, tentando parecer brava, mas falhou.

- Idiota – ela falou rindo.

- Nananinanão! – retruquei e beijei-lhe mais uma vez, adorei fazer isso! - Seu idiota.

Ela corou e voltou a me guiar pela mão até o salão principal, aonde sentamos juntos e comemos.

Nunca vou me esquecer dos olhares que recebemos ao entrar abraçados, não foram de surpresa... Foram mais como se dissessem: "Finalmente".

Parecia um natal comum, mas eu sabia que não era, pois agora eu tinha certeza de que a garota que eu amava, e sempre amaria, estava nos meus braços. Não sentia medo do que poderia acontecer, só queria curtir o momento, que um dia se tornaria uma lembrança.

- Eu te amo, Rosely. – falei baixinho em seu ouvido, enquanto a abraçava forte.