Título: If I Had You
Disclaimer: Fanfic escrita por diversão. Os direitos autorais de Harry Potter pertecem a JK Rowling, a Warner Bros. e etc.
Avisos: Slash, slash e mais um pouco de slash. Se você não sabe o que é isso, talvez seja melhor nem ler.
Capitulo 6: Plano
Apesar de ter falado aquilo para Hermione, eu não tinha um plano até conversar com Moony depois da aula. Ele não tinha ficado muito surpreso com essa informação, mas ficou tão preocupado quanto Hermione. Harry era muito suscetível à pressão das pessoas, sempre querendo agradar os outros, o que para mim era extremamente irritante. Remus também disse que precisaríamos da intervenção da Lily nessa historia, já que o moreno só ouviria a mãe nesse assunto.
- Obrigada, Lily... – disse Remus pegando a xicara de café da mão da mulher. Estávamos na cozinha dos Potter e Lily nos servia chá.
- Você tem certeza que o Harry não vai aparecer aqui do nada? – perguntei, um pouco nervosa.
- Ele tem treino de futebol extra hoje... – falou a mulher se sentando – Tem certeza que não quer chá, Helena?
- Tenho... – disse, relaxando no banco e apoiando o cotovelo na bancada.
- Então quem vai me dizer o porquê dessa reunião surpresa? – perguntou Lily.
- Lily, nos estamos preocupados com o Harry. – disse Remus logo após beber um gole de chá.
- E qual o motivo? – ela não parecia irritada ou nervosa, apenas curiosa.
- O namorado dele... – falei sem nem perceber. Lily me olhou com a sobrancelha levantada enquanto meu padrinho revirava os olhos.
- Sempre precipitada, Helena... – falou Moony, um pouco irritado.
- Desculpa, é genético.
- Não precisa brigar com ela, Remus. – sorriu Lily – Eu arranquei a verdade do Harry ontem.
- Eu falei pra ele que você logo ia perceber... – eu ainda estava rindo do arrancar a verdade, quando o professor falou.
- Eu fiquei impressionada por ele ter conseguido esconder isso por tanto tempo... – Remus ficou vermelho – De mim, pelo menos.
- Desculpe não ter contado antes, Lily.
- Não se preocupe, Remus.
- Achei que a gente veio aqui pra ter uma ideia de como botar aquele irlandês na parede! – falei, já cansada daquele papo.
- Você é realmente filha do Sirius, Helena. – disse Lily, eu não resisti e sorri. Essa constatação sempre me animava. – Por que você quer colocar o Seamus na parede?
- Porque aquele filho de uma... – Moony me olhou reprovador.
- O Seamus está pressionando o Harry... – Lily deu um sorrisinho de lado, entendendo muito bem o que o professor queria dizer.
- Eu vou conversar com ele.
- Você acha isso suficiente? – perguntei – Você sabe como é o Harry...
- Talvez seja, Helena. – falou Lily – Mas é sempre bom a gente ter um plano.
Assim que ela falou um plano veio completo na minha cabeça. Acho que dei um sorriso meio diabólico, porque os dois me olharam assustados. Contei o plano para eles, omitindo alguns pequenos detalhes que eu discutiria depois com Moony, e Lily logo concordou impressionada pela minha mente maléfica. Remus relutou um pouco, mas resolveu ajudar pelo bem do Harry.
- Bom dia, turma... – disse o professor Lupin entrando na sala. Algumas pessoas resmungaram sonolentos, sendo o mais alto do loiro ao meu lado. Draco continuava mal humorado, mas agora ele se recusava a sair de casa a não ser para ir à faculdade ou trabalhar e se refugiava em mim (o loiro tinha voltado a falar com o Blaise também, mas não tinha coragem de contar o que estava acontecendo). – Eu finalmente terminei de corrigir as provas... – alguns alunos soltaram murmúrios de aprovação. – E sinto informar que as notas não foram tão boas quanto eu esperava, por isso vou passar um trabalho para vocês.
- Merda... – sussurrou Blaise do meu outro lado.
- Os trabalhos serão feitos em dupla... – disse Remus, retirando as provas de dentro da pasta – E a nota será somada e dividida por dois com a prova. – houve uma pausa enquanto o professor respirava fundo, tomando coragem – As duplas já foram divididas por mim e não haverá troca. – algumas pessoas protestaram – Eu vou chamar a dupla e um dos dois vem pegar as provas. Depois é só se juntarem para ouvir a explicação... – então ele começou a chamar as pessoas.
As pessoas começaram a se movimentar na sala, trocando de lugar ocasionalmente. A maior parte dos alunos estava feliz com a sua dupla, já que meu padrinho tinha dividido as duplas pela afinidade e pela dificuldade dos alunos na matéria. Do outro lado da sala, Harry conversava calmamente com Hermione, enquanto seu namorado o olhava, provavelmente achando que ficariam juntos para fazer o trabalho.
- Seamus Finnigan e Blaise Zabini... – assim que Blaise ouviu seu nome, me olhou sem entender. Eu dei de ombros, me segurando para não rir, então ele se levantou e foi até a mesa do professor. Pegou as provas da mão de Moony e andou até onde o irlandês estava sentado. Quando ele chegou perto, Finnigan o olhou de cima a baixo analisando e falou algo em voz baixa. Eu ignorei a vontade de vomitar que passou por mim naquela hora e vi o negro se sentando ao lado do irlandês.
- Draco Malfoy e Harry Potter... – disse o professor e eu senti o loiro congelar ao meu lado.
- QUÊ? – gritou o moreno e Remus respirou fundo, me olhando. Hermione olhou na mesma direção do professor e revirou os olhos. A turma fazia silêncio esperando o que ia acontecer, e me virei encarando Draco, que estava estático sem saber o que fazer.
Já que nenhum dos dois iria tomar a iniciativa, eu me levantei pegando minhas coisas e fui até a mesa do professor. Peguei as ultimas quatro provas de cima da mesa e caminhei calmamente até onde Harry e Hermione estavam. A menina deu uma risadinha incrédula e o moreno cruzou os braços.
- Toma... – falei, entregando as provas dele e do Draco que se recusou à pega-las e levantei a sobrancelha.
- Eu não vou fazer o trabalho com ele... – disse Harry irritado, apontando para a direção onde o loiro estava.
- Vai sim... Você ouviu o... – eu respirei fundo – professor. Nada de trocas.
Ele olhou para Hermione, que deu de ombros. Harry bufou e pegou as provas se levantando, me deu um olhar assassino e foi até Draco, se sentando na carteira onde eu estava sentada. Fiz o mesmo e vi de relance Blaise piscando para mim, enquanto Mione pegava sua prova em cima da minha mesa. Remus começou a explicar sobre o trabalho e me cutucaram. Levantei a mão e peguei o papel da mão de Blaise, que estava na minha diagonal.
Bom plano... Você acha que vai dar certo?
Claro que vai... Só vou precisar de uma ajudinha sua depois...
Não estou gostando disso...
Hermione pegou o papel da minha mão e me mandou prestar atenção na explicação do professor. Eu olhei para frente, mas logo desisti e olhei para onde Harry e Draco estavam sentados. Os dois estavam completamente em silêncio, anotando o que Remus falava. Iria demorar um tempo, mas o meu plano funcionaria, principalmente se Blaise concordasse com o pequeno detalhe que eu tinha acabado de acrescentar.
Pelo segundo final de semana naquele mês, eu acordei sábado de manhã com meu celular tocando. Eu estava morta, tinha passado o resto da semana com Hermione na biblioteca pesquisando coisas para o trabalho de Marketing. Eu ia cedo para Hogwarts, passava o dia assistindo aula e estava ficando lá até tarde, por causa do maldito trabalho, que eu mesma tinha inventado! Peguei o celular no criado mudo e atendi ainda deitada na cama, com os olhos fechados.
- Alô... – falei bocejando.
- Oi, Helena... – era Hermione – Só queria te avisar que eu achei... – ela continuou falando, mas não prestei atenção. Ela já estava me dando nos nervos. Por que eu não me coloquei para fazer o trabalho com o Blaise? – Você tá prestando atenção?
- Claro... – bocejei de novo, me lembrando do porque eu estava fazendo o trabalho com Mione: Com Blaise, eu teria que fazer o trabalho toda sozinha.
- Você estava dormindo? – ela me perguntou, parecendo um pouco irritada – Eu não acredito, Helena! Você sabe que horas são?
- Oito e meia? – arrisquei.
- ONZE HORAS...
- Sério? – perguntei, bocejando.
- Quando você acordar de verdade, me liga pra gente falar do trabalho... – o telefone ficou mudo. Tentei voltar a dormir, mas era tarde demais. Então me levantei, fiz um coque no cabelo e desci. Senti o cheiro de café vindo da cozinha ainda da escada e o segui, entrando no cômodo rapidamente.
- Bom dia... – falei, dando um bocejo novamente.
- Bom dia... – disse meu pai alegremente. Ele pegou minha caneca preferida do armário e a encheu do liquido preto, enquanto eu me sentava no balcão. – Café?
- Precisa perguntar? – ele riu e meu deu a caneca, dando logo o primeiro gole, me sentindo energizada. Ele se sentou ao meu lado e puxou um prato com vários pedaços de bolo de chocolate perto da gente e ficou me olhando comer, com um sorriso bobo nos lábios. – Posso saber qual o motivo dessa felicidade toda?
- Não tem um motivo especifico... – disse, sonhador. Então a porta se abriu revelando um Remus totalmente vestido (ao contrario de mim e do meu pai, que ainda estávamos com a roupa que dormimos) e visivelmente irritado.
- Sirius, por que você não me acordou?
- Oh, Moony, você estava tão bo... – eu olhei para ele, balançando a cabeça negativamente – bem dormindo!
- Isso não é motivo... – falou meu padrinho parecendo menos bravo, adquirindo um tom rosa envergonhado. – Eu te disse ontem que tenho muitos trabalhos para corrigir hoje.
- Desculpa, Remus... – disse Padfoot, parecendo uma criança que estava pedindo desculpas por ter quebrado um vaso caro e escondido os pedaços embaixo do tapete.
- Tudo bem, Sirius... – disse, sorrindo. Remus nunca conseguia resistir ao jeito do meu pai e eu sorri. Os dois realmente eram muito cegos se não conseguiam ver o sentimento que sentiam um pelo o outro. – Eu já vou indo...
- Você não vai tomar café? – perguntou, ansioso.
- Não dá, Sirius... – Remus falou e eu tentei não rir da cara de desespero do meu pai. – Mas eu venho almoçar com vocês amanhã, tá?
- Okay... – falei, já que Sirius parecia incapaz de falar de tanta alegria. Eu me surpreendi por ele não ter começado a pular. Meu padrinho me deu um beijo no topo da cabeça e saiu pela porta dos fundos. Esperei o barulho infernal do carro do professor desaparecer para falar – Bonito, senhor Padfoot.
- Ah, Helena... – eu vi seu esforço para não me mandar tomar naquele lugar – Que culpa eu tenho se ele parece um anjo dormindo. Eu quase deitei do lado dele só pra sentir o calor da pele...
- Poupe-me dos detalhes, pai... – falei rindo e ele percebeu que tinha falado demais – Não fica assim, eu já percebi que você é completamente louco pelo Remus.
- Percebeu? – disse, incrédulo.
- Percebi sim... – mordi o lábio – E mesmo que não tivesse percebido, eu saberia, já que ouvi você conversando com a Lily naquele dia.
- É muito feio ouvir a conversa dos outros, Hel! – nós rimos. Sirius nunca fez muito o tipo paternal. – O que eu faço? Até a minha filha já percebeu que estou apaixonado por um dos meus melhores amigos.
- Se declara... – Sirius arregalou os olhos – Pai, o Moony nunca vai tomar a iniciativa, você que tem que fazer isso.
- Você está parecendo a sua mãe... – falou nostálgico – Ela me disse para ir atrás dele. Foi a ultima coisa que ela me falou...
- Pai... – falei e puxei o banco onde ele estava para mais perto de mim, deitando a cabeça no seu ombro – Você está vinte anos atrasado...
- Eu sei... – disse quase num sussurro – Eu a amava, Hel, mas era um amor fraternal. A gente casou na pressa e não me arrependo... Se eu não tivesse me casado com a Marlene, não teria tido uma filha maravilhosa.
- Já que eu sou uma filha tão maravilhosa... – falei me desencostando dele, mas com um sorriso calmo nos lábios. Eu adorava quando ele falava da minha mãe. – Eu vou arranjar um compromisso amanhã na hora do almoço, pra você conversar direitinho com o Remus.
Ele ia protestar, mas percebeu que não ia adiantar. Respirou fundo e concordou com a cabeça. Dei um beijo na bochecha dele e subi para o meu quarto, deixando Sirius pensar. Agora eu tinha que arranjar alguma coisa para fazer no domingo e deixar os dois se resolverem. Peguei o celular e sentei na minha cama, sem saber o que fazer. Pensei em ligar para o Harry, mas ele provavelmente iria para a casa dos Weasley ou ficar com o irlandês e nenhum dos dois programas me animava muito. Eu podia ligar para o Blaise, mas tinha ido passar o final de semana com a mãe e o padrasto no campo. Era bem provável que Draco não fosse fazer nada, mas eu evitaria ir a Mansão Malfoy de qualquer jeito e ele não iria querer sair de casa. Liguei para Hermione e disse que ia para a casa dela no dia seguinte para adiantar o trabalho e apesar de ter ficado bem entusiasmada com a minha repentina preocupação, ela ia almoçar com o namorado na Toca e me convidou para ir também, já que o Harry também ia.
- Não... – falei meio sem graça – Tô numa dieta que proíbe muito contato com ruivos e irlandeses.
Ela riu e disse que não ia aceitar um não. Falou que a sra. Weasley gostava muito de mim e que sempre perguntava para o Harry como eu estava. Não é que eu não gostasse dos Weasley, mas eu preferia evitar, já que sempre tinha alguém disposto a falar mal dos Malfoy. Não que eu que defendesse a família do Draco, mas eles realmente não o conheciam como eu e sempre senti certa simpatia por Narcisa. Acabei dizendo que iria e imediatamente me arrependi. Eu podia ter inventado alguma desculpa, mas na hora não me ocorreu nenhuma.
Notas: Sexto Capitulo.
Espero que a minha formatação não embole a cabeça de vocês, porque às vezes embola a minha.
Quero agradecer a Rafaella Potter Malfoy pela review e por estar lendo e gostando da fic.
Mais uma vez, me perdoem pelos erros.
