Disclaimer: Os personagens não me pertencem, infelizmente Draco Malfoy não existe e eu não lucro nada com isso.
E agora eles são nossas casas.
Havia algo de muito melancólico em ficar deitado meio às cobertas fofas quando sua mente martelava dura e incansavelmente. Havia coisas que não se podia deixar apagar da memória.
Ele estava ali, preso ao pedaço de pergaminho. Um dos grandes fragmentos de seu filho. Destroçado por ele mesmo. Precisava daquilo como precisava do ar. Merecia aquilo ou deveria se martirizar um pouquinho? Mais um pouquinho.
A dor, o pesar, dançando em sua frente como dançarinos de sombras belos e negros com formas distorcidas e marcas da luz bruxuleante formando um ritmo que embalava o mundo e a solidão. Não parecia ser fixo e tudo estava bailando no ar refletindo algo que palavras seriam incapazes de pronunciar.
Silêncio, o que reinava era a música do silêncio que Draco parecia tão bem cantar. Ele estava imerso em si mesmo, exultante com o nada que possuía e com o tudo que jogara fora.
Ele pensava, mais uma vez, que é muito fácil perder as coisas que amou um dia. Ele era fraco e não sabia como lutar por elas e então quando se esvaía. A sensação era de desmembramento.
Sua pele ardia e a ele parecia brilhar como escamas de criaturas fantásticas marinhas, era uma ilusão, mas aquilo lhe prendia a atenção e o fazia pensar, mas tudo que ele fazia era pensar. O brilho aos poucos tomava a noite e dava lugar mais uma vez às sombras, eles estavam brincando de trocar de lugar.
Cansado, o loiro fechou os olhos com força, como se estivesse se obrigando a dormir e deixar tudo para trás, esquecer mais uma vez em seu torpor.
Draco se sentia fraco e sem força. Sentia falta do calor que lhe proporcionava conforto. Sentia falta de cuidados que um dia dispensou. Sentia falta das drogas que o faziam seguir num caminho sem ressentimento. Mas, sobretudo, ele sentia falta da família que deixou para trás.
Tremia, inconsolavelmente, suando e sentindo frio. Já lera sobre o assunto. Era um viciado e seu organismo estava pedindo por mais uma dose. Ele resistiria. Ele resistiria? Tinha que resistir!
Apertou mais uma vez a carta do filho, aquilo lhe daria forças de alguma forma. Amassou sem cuidado, sem ver, estava batendo o queixo e soando mais e mais. A terrível sensação da abstinência consumindo parte do nexo que ainda possuía.
Mordeu o lábio tão forte, sem notar que o ferira. Mordeu tão forte que algo em sua alma repuxava. Mordeu como se aquilo fosse uma passagem para anos atrás onde tudo de angustiante repassava diante de seus olhos como um filme de terror, arrepiando seus cabelos e o obrigando a se encolher.
Quando amanheceu o sol o acordou, o céu estava claro e havia um brilho platinado vindo dali, à direita. Difusamente, diluindo o resto da noite, ou apenas o que restara dela. Muito difícil saber. No fim, nota-se, não era dia, havia apenas o chacoalhar matinal cotidiano.
Um garoto, pequeno, magro, e taciturno estava à beira de um buraco. Prestes a se jogar. Draco, de ímpeto, correu ao socorro. Foi quando notou que estava forte e longe de sua cama. Forte até que ponto? Ele ainda poderia salvar o garoto? Não havia tempo para dimensionar suas ações, ele só sabia o que fazer, ao menos tentar de fato.
Correu, correu tanto que seus pulmões pareciam reclamar. Correu tanto, mas era em vão porque nada havia mudado. Ele ainda estava parado no mesmo lugar e o garoto hipnotizado pelo buraco. O que aquilo queria dizer?
Draco parou derrotado. Sempre derrotado, ele pensou. Não lutava por nada, por que lutaria pelo desconhecido? Ele apenas sentiu em alguma parte de si, como um estalo de entendimento, que salvando aquele garotinho parte dos seus problemas estariam resolvidos.
Tateou os bolsos como forma de pensar, uma mania adquirida. Havia um volume, um papel surrado e fétido. Pegou-o, abriu com cautela esperando que aquilo explodisse em suas mãos. Ele reconheceu a caligrafia reclinada do filho com suas rasuras e indagações tão maduramente infantis. Sentiu orgulho e novamente uma onda de força que percorria seu corpo, incitando suas pernas a continuar.
Havia um longo caminho a seguir, Draco estava determinado àquilo sem bem saber o motivo. Era uma sensação engraçada, essa que sentia, tão engraçada que o homem riu histericamente, rumo ao salvamento de almas e corações. Sentia-se leve, poderia ele voar sem sua vassoura?
Se ao menos estivesse com sua varinha poderia convocá-la. Maldita a hora em que resolveu abandonar quase por completo a magia, não se sentia digno daquilo. Só queria, naquele momento, voar e voar pelos céus como um pássaro que havia nascido para aquilo. Como uma coruja, sentindo o vento brincar com suas penas e as bolsas de ar o impulsionar sempre para frente, sempre.
O menininho parado o esperava, seus cabelos estavam engordurados, ensebados, dando um brilho estranho ao loiro claríssimo. Ele só olhava para baixo, para o buraco, algo prendia sua atenção ali.
Draco estava perto, mais alguns passos. Ele estava curioso, o que estaria acontecendo? O menino pularia... O menino... Scor... Não podia ser, não podia.
Reconhecimento, medo, dor, sempre a dor que o alcançava mesmo nos momentos mais felizes ou no ar da tranqüilidade. Excruciante vê-lo tão decrépito. Ele julgou não agüentar ver aquilo e então se sentiu mais distante, como se houvesse recuado metros e metros do garoto. Não podia ser Scorpius!
Distante demais, ele julgou, tomando por inútil os passos rápidos que insistia em dar. Não ligava mais para seus pulmões que suplicavam por ar; não ligava mais para seus pés que ardiam aos tropeços ou suas pernas que clamavam por um pouco de descanso. Não ligava para as correntes de ar, mescladas à chuva, que açoitavam seu rosto o fazendo sangrar.
Sentiu o gosto do sangue, era salgado e viciante, como suas drogas.
Ele precisava salvar seu filho, do que exatamente ele não sabia, mas precisava salvá-lo do buraco que guardava algo.
Tocou novamente a carta, apertou com força contra a palma de sua mão e a distância começou a se tornar menor imediatamente, rápido demais para o controle de Draco.
Os corpos se chocaram, arderam ao contato como brasas recém colhidas em um incêndio. As vestes, gastas, maltrapilhas e fedorentas se tornaram pó. Fuligem pintando os corpos nus e alvos.
Homem e garoto caíram no buraco, as mãos se tocaram desejando qualquer contato para que ambos soubessem da presença do outro, mesmo no escuro inebriante. As mãos apertavam, entrelaçavam dando sinal ao desconhecido que eram um só.
Um baque surdo os fez cair no chão. Estava escorregadia e Draco se sentia molhado, sujo, impregnado de vestígios. Um clarão cortou o céu ali. Ele estava em uma das salas de sua casa. Umas das vastas salas de reuniões.
O buraco, misteriosamente, o levara até lá. Como a chave de um portal, talvez. Havia algo estranho, muito estranho, ele era capaz de sentir o ar ao seu redor ficar gélido, mas não sentia frio.
Estava molhado e os pêlos eriçados, mas queimava como se estivesse com febre. Sentiu sua mão pegajosa e a do garoto também.
O garoto, disse em voz alta. Nenhum som emitido. Scorpius. Silêncio. Pânico, foi o que ele sentiu. O terror andando em suas veias como senhora de terras, desbravando seus lados mais temerosos e menos conhecidos.
As velas da sala foram pouco à pouco sendo acendidas. Claridade e mais um clarão lá fora. Draco se sentia encharcado, de qualquer forma. Gritou por ajuda, gritou por Gina e gritou por Scorpius, mas ninguém o ouvia, nem mesmo o filho que estava ao seu lado, segurando sua mão.
Por Merlin, ele se percebeu nu, a carta do loirinho havia sumido.
Pessoas entraram na sala. Todas vestiam negro da cabeça aos pés, todas encapuzadas e silenciosas, como se nenhum ruído escapasse de seus passos. Havia o eco de cada coração e Draco se assustou por perceber isso e por sentir a força e intensidade daqueles órgãos vitais.
Ele tentou gritar novamente, ninguém parecia ouvir. Olhou ao redor, ninguém parecia notá-lo. Nem mesmo o garoto. Ele olhou o garoto, o sacudiu e se sentiu sacudido, o puxou e se sentiu puxado, o apertou e se sentiu apertado.
A luz brilhava mais forte, tudo estava visível. Mais um clarão cortou o céu. Ele fitou o garoto, olhou-o com atenção. Parecia-se muito com ele, muito mesmo. O mesmo porte, a mesma cor de cabelo, os mesmos traços, era seu filho. Tinha que ser!
Scorpius o olhou, finalmente, como se tivesse acabado de se dar conta da presença do pai. O olhar com desdém, com nojo, com superioridade e desgosto feriu a pureza que Draco adquiriu por dentro, ele se sentiu nada, se sentiu a escória que o mundo ainda se resguardava.
Ajoelhou-se e mirou os orbes do garoto tão profundamente, tentando entender de onde vinha toda aquela raiva, aquela ira acumulada. Olhos acinzentados corresponderam àquele contato visual e Draco se viu ali. Não viu o filho, mas sim a si mesmo. Era como um reflexo, era como se pai e filho fossem a mesma pessoa.
Pegou as mãos do garoto, analisando-as. Terra, unhas encardidas. Olhou as próprias mãos e soube que, estranhamente, quem cavara o buraco pelo qual atravessaram estava à sua frente. Pior do que isso, olhando as próprias mãos, soube que ele cavara o buraco.
Não era Scorpius, o tempo todo, era ele. Ele, como anos atrás, trazendo àquele momento, àquele pensamento, àquela memória. Memória? Sim, ele já esteve naquele lugar muito antes, sabia o que iria acontecer, mas não sabia se suportaria novamente. Seria o mesmo livro sendo escrito com as palavras tão literais? Ele precisava de salvação.
Observando as minhas cicatrizes.
Lucius entrou na sala com impetuosidade empertigando em sua postura rígida, acentuando o fato de estar no comando daquela reunião. Todos o fitavam seriamente, todos, sem exceção; ele parecia muito satisfeito por ter toda a atenção unicamente para si.
Uma música nauseante começou. Acordes harmoniosos de uma forma capaz de socar seus sentimentos mais controlados à superfície de seu ser, exteriorizando coisas que você preferia não demonstrar. Uma tortura que lhe aflige começou ali, levando por condução algo tão delicado e ao mesmo tempo quase ensurdecedor.
Era para ser calmo, mas o clima instalado ali levaria o homem mais são à loucura em questão de segundos; era exigido um autocontrole, então Draco vira todo o começo, milésimos de segundos que havia perdido antes, resgatando em sua mente exausta.
Draco vira seu pai, Lucius Malfoy no centro de um círculo formado por seus antigos amigos, agora fieis seguidores; um círculo de doze pessoas com a postura ereta, parados como se esperassem que um deus promovesse um milagre diante de si, provando uma beatitude indigna demais.
Não havia vozes, mas havia falas. Não era necessário som algum proferido de bocas vorazes para que Draco soubesse o que estava por vir, aquele livro ele já tinha lido e até escrevera parte da história a ser contada.
Com um aperto na mão, o loirinho que o acompanhava todo o tempo mostrou-lhe que estava ali como se adivinhasse que em sua ira, o mais velho esqueceria-se de tudo à sua volta, era de se esperar, afinal.
Narcisa entrou rigidamente, com o nariz em pé e os sapatos de salto ecoando como um martelo, dando o mesmo ritmo àquela música estranha. Em seus braços pendia um embrulho atrapalhado, ela o carregava com uma mescla de admiração e medo, como se respeitasse aquele pedaço diante toda a sua vida.
Todos, nesse momento, levantaram os olhares para ela, estranhamente aquilo pareceu constrangê-la. Ela se encolheu e parou diante do marido, suplicando algo com o olhar, esperando que aquilo passasse despercebido pelos outros.
Olharam-se por um tempo e então cada um seguiu para uma das laterais do círculo; os companheiros deram um passo ao lado para abrir espaço para eles. Havia uma harmonia em cada passo ali, uma coreografia ensaiada e um sincronismo dava prosseguimento.
Com um movimento de varinha a porta se abriu. Mais uma vez, nenhuma voz fez-se ouvir ali. Outro vulto encapuzado entrava, este se debatia de forma exagerada, de forma perversa, quase animalesca. Cordas invisíveis mantinham-no preso e o arrastavam para ocupar o centro de tudo, tomando a atenção até mesmo de Lucius.
O ódio ia queimando as entranhas de Draco. Ele queria correr e impedir o que era inevitável, mas outro aperto o conteve.
Todos riram, um riso malévolo e desprendido. Mesmo sem o barulho Draco pode sentir as vibrações no ar causando-lhe espanto e novamente o nojo que debatia piamente com seu ódio.
O vulto parou, se por encanto ou desistência não se sabe, mas parou. Lucios, que conduzia aquela cerimônia, deu um passo à frente, talvez dois passos. Ergueu sua varinha em direção ao desconhecido causando tensão em todos. As vestes do outro caíram, simplesmente.
Uma criatura nua e muito branca se destacou. Ela parecia ainda menor estando toda encolhida numa tentativa infantil de tampar seu sexo. Ela não gritava mais, não tentava mais se soltar, mas chorava compulsivamente de modo que seu peito arfava com esforço.
O rosto manchado era tampado ou exposto ocasionalmente pelos movimentos dramáticos que todo o corpo fazia, assim, as madeixas rubro-alaranjadas ondulavam sem cuidado, causando um ruído desgrenhado.
Gina, um sussurro desesperado que lhe escapava aos lábios, sem sucesso. Ele queria agir, mas não saberia o que fazer e se frustraria por não alcançar sucesso.
O que estava por vir era ainda pior, maligno, perverso, uma tortura que lhe afligia.
Lucius foi o primeiro, seguido por outros sete homens. Todos, cada um em sua vez, tomaram Gina de sobressalto sem vacilar o sorriso irônico de prazer que estampavam no rosto. Fizeram de Gina sua sem muito cuidado, mas ao mesmo tempo com uma delicadeza desrespeitosa. Expuseram sua intimidade, de forma sem precedentes; de forma suja, sem escrúpulo algum.
Um compelia ao outro de seus atos, e os clamores da garota só traziam mais satisfação àquele ritual iníquo. A maledicência estava estampada no rosto daqueles homens que promoviam a perdição de qualquer pureza que Gina julgava ainda ser capaz de ter. Não havia misericórdia nem transgressão, apenas a maldade e por fim, o dever comprido.
Draco não sabia o porquê de assistir aquilo, não sabia o que lhe traria, como iria ajudar se ele agora se sentia ainda pior por ter deixado aquilo tudo acontecer diante de seu nariz, ele não pôde fazer nada para evitar e agora podia ainda menos.
Os malditos seguidores de Lucios voltaram aos seus lugares deixando a pobre garota deitada com o coração e alma quebrantada; com ferimentos muito mais profundos do que aqueles que lhe causaram sangramentos. Vergões e roxos, lágrimas e incredulidade, ela estava em choque e se encolheu mais ainda em uma posição fetal. Ninguém pareceu mais notá-la quando ela foi arrastada para um canto.
O círculo voltou a se fechar, as quatro mulheres que não participavam daquela barbárie deram três passos à frente criando um círculo menor, os homens se recompuseram e também diminuíram a distância entre si.
Havia ali duas rodas de união para dar seguimento àquela reunião asfixiante demais para durar muito mais tempo. As mulheres não transpareciam, na verdade eram quase a estampa perfeita de condescendência, mas não se sentiram bem vendo àquela cena.
Narcisa se adiantou, prostrando-se no centro dos dois círculos, ainda segurando o embrulho. Seu lugar foi ocupado quando as mulheres se aproximaram mais dois passos à frente.
Uma luz forte veio da janela, tão forte e branca que poderia cegar por alguns milésimos de segundos retinas muito despreparadas. Um tremor se fez sentir em todo o aposente e o susto tomou a feição de todos ali presentes.
A mulher de Malfoy viu aquilo como uma deixa, um presságio e ergueu o objeto acima de sua cabeça, transformando-o como objeto de adoração. Os homens e mulheres ali abaixaram a cabeça em sinal de respeito e se viu, com muito custo, que se tratava de uma criança. As pessoas ali tentavam roubar a inocência e a pureza, fendendo tudo de bom naquele pequeno ser até que perecesse.
Draco entrou estrondosamente, e aquele que assistia a tudo de forma pacífica teve um sobressalto. Ele se viu proferindo a desordem e blasfemando feitiços que faziam as pessoas caírem; ele se viu fazendo jorros de luz verde saírem da ponta de sua varinha e sacudindo pessoas que jaziam sem vida.
Dois ou três tentaram ser espertos, mas ele matou mais um sem qualquer tipo de piedade. Sobraram dois e Draco viu que o melhor ficara para o final. Aquilo poderia lhe dar algum prazer, porque suas veias ardiam assim como sua mente.
Havia três de si ali. O passado ingênuo, o presente tresloucado e futuro deturpado. Era o momento de rever e decidir o que ia ser, era apenas um filme passando novamente, de forma que causasse reflexão.
A loira agarrou-se ao pequeno Scorpius como se aquilo pudesse salvar sua vida. Seus olhos percorreram a sala e se deparou com a morte ali, todos petrificados e sem vida, com os olhos abertos; se demorou mais na ruiva, que estava quieta, imaginando se a vitalidade havia a deixado.
Largue meu filho, ele ordenou. Ela se recusou a fazê-lo, sabendo que depois disso teria que enfrentar a fúria de Draco. Narcisa olhou para o garotinho em seu colo, com as íris tão claras e brilhantes, assustadas e curiosas, por dentro sentiu um carinho e instinto de proteção a consumindo.
Com Imperius Narcisa obedeceu ao filho deixando o neto de forma desajeitada em um sofá, arrumado entre almofadas, como um ninho. Voltando à força para junto do marido.
Nesse meio tempo Lucius nada disse ou fez. Estava parado, estático, com os olhos injetados de medo. Ele temia seu filho naquele momento. Aceitou a morte de bom grado o que fez com que Draco vacilasse por alguns instantes. Dessa forma olhou para Gina acuada e sentiu a raiva lhe transbordar.
Narcisa correu para Lucius. Um feitiço, duas mortes. Uma luz intensa verde e esquecimento, Draco estava atordoado deitado ao chão quase inconsciente, com as costas doendo e a cabeça sangrando.
Ele abriu os olhos e se viu só. Viu as janelas sem vedação que traziam claridade. Viu uma coberta ao seu lado. E, sobretudo, ele viu que tudo aquilo fazia parte de um delírio, de sua imaginação pregando uma peça e então sentiu dor.
Uma dor que ele já conhecia, que ele mesmo causara. Ele acordou de seu sonho, de seus pensamentos inóspitos, remoendo aquilo que parecia lhe fazer agir.
Era hora de decidir qual Draco ele seria de agora em diante.
N.A.: Quero agradecer imensamente à quem está seguindo essa fic, mesmo. E também quero agradecer aos comentários, fiquei muito feliz com as novas leitoras, me animou bastante e foi assim que tive forças pra começar esse capítulo: Bella, Yasko, Schaala, Asc0t e Lah Malfoy.
