Capítulo 6: Reconstruindo

{Jacob's PoV}

Acordei sentido leves cócegas no meu peito. Era o cabelo da Leah que caíra sobre seu rosto e mexia quando ela respirava. Nossas pernas estavam entrelaçadas e o lado direito do meu corpo estava dormente, mas eu não me importei.

De uma maneira estranha, estava curtindo essa nova intimidade com a Leah. Pode não parecer, mas literalmente dormir com uma pessoa é muito mais íntimo até mesmo que fazer sexo.

Eu abria e fechava desajeitadamente minha mão, para fazer o sangue circular quando Leah suspirou e ergueu a cabeça, sonolenta. Quando seus olhos encontraram os meus, ela abriu um sorriso encantador, que me causou uma pontada no peito. Céus, ela deveria sorrir assim mais vezes.

- Bom dia, dorminhoca.

- Bom dia. – ronronou, acomodando novamente a cabeça no meu peito. – Você não deve estar muito confortável.

- Na verdade, estou ótimo.

Ela riu. Tão leve, tão solta. Sem preocupações, sem mágoas do passado. Ela provavelmente era assim antes que Sam a deixasse. E agora eu entendia porque ele havia se apaixonado por ela. Leah podia ser encantadora.

- Obrigada por ficar comigo.

- Disponha.

Ela tornou a erguer a cabeça e, inesperadamente, me beijou. Na boca. Seus lábios eram tão macios que eu não resisti a aprofundar o beijo. Ela suspirou quando enfiei a língua na sua boca e mudou de posição para ficar mais confortável, ficando praticamente deitada em cima de mim. Eu enfiei minha mão em seus cabelos, segurando-a pela nuca, para que ela não pudesse se afastar, enquanto continuava explorando sua boca quente e receptiva.

Se eu imaginasse o quanto seria bom beijá-la, teria feito isso muito tempo antes.

Eu gemi quando ela se remexeu em cima de mim, provavelmente ainda tentando se ajeitar, mas foi o suficiente para me excitar. Ela percebeu, porque riu. Realmente era patético ficar empolgado tão rápido. Eu segurei suas mãos que desciam pela minha barriga, antes que eu perdesse totalmente o controle.

Por sorte ou talvez por instinto, eu ouvi os passos se aproximando da porta. Rapidamente a tirei de cima de mim e tentei ficar de pé, mas o resultado foi que acabei caindo de bunda no chão.

Quando Seth abriu a porta, arqueou a sobrancelha ao me ver caído no chão e a irmã se dobrando de tanto rir.

- Não sei qual é a graça. – resmunguei, me levantando com um pouco de dificuldade. Pelo menos a dor acabara com a prova da minha empolgação.

- O que houve? – Seth parecia parado em algum ponto entre a diversão e a desconfiança.

- Deveria aprender a andar sem tropeçar nos próprios pés, Jacob.

- Hahaha. Muito engraçado. – resmunguei quando Seth começou a rir. – Já que não precisa de mim, vou fazer algo de útil.

x.X.x

{Leah's PoV}

- Tem alguém que quero que conheça. – Jacob me disse quando voltávamos do hospital. Depois de ser examinada, fui obrigada a fazer uma série de exames para ver se tinha algo errado com a minha cabeça e enfim fora liberada. Os resultados só sairiam dentro de uma semana, mas pelo menos ficara confirmado que o braço e a perna estavam bons.

- Quem? – perguntei, sem muito interesse. O que eu mais queria depois daquela manhã cansativa era ir para casa.

- Emily. – Ele me olhava de esguelha esperando pela minha reação.

- O nome não me diz nada.

- Ela é sua prima. Noiva do Sam. Eles vão se casar daqui a alguns dias.

Eu dei de ombros.

- Tudo bem. Ela pode vir me ver qualquer dia desses.

- Nós vamos vê-la agora. – anunciou, olhando fixamente para a estrada.

- Agora? Não pode ser mais tarde? Estou morrendo de fome.

- Não vamos demorar, prometo. Você vai ser dama de honra, então é bom conhecer a noiva.

- Está bem. – Suspirei, resignada.

Minutos mais tarde, parávamos em frente à casa dessa minha prima. Jacob se apressou para me ajudar a descer.

- Posso fazer isso sozinha. – reclamei. Ele revirou os olhos, mas não me soltou.

- Jacob! – Uma garota apareceu na varanda e acenou. Seu sorriso congelou quando me viu. - Leah!

No segundo seguinte, ela andava rápido em nossa direção e a única coisa que eu tive tempo de registrar antes que me abraçasse foram as feias cicatrizes em seu rosto. Em seguida ela me fitou por um longo tempo e eu tentava não olhar fixamente para o seu rosto marcado. Ela parecia nervosa e olhava freqüentemente para o Jacob.

- Leah estava ansiosa para te conhecer.

Como é que ele conseguia mentir com tanta facilidade?

- Por que não entram? Eu acabei de assar uns muffins.

Eu fui praticamente arrastada para dentro, seguida de perto por Jacob, que embora sorrisse, estava tenso.

- O Sam deu uma saidinha. – Ela disse, olhando para o Jake. – Não deve demorar muito.

- Jacob disse que vocês vão se casar em alguns dias. – disse para quebrar o clima estranho.

- Sim. – O sorriso tremeu em seus lábios. – Por que não se sentam?

Qual era o problema com aqueles dois?! Eu pensei que tivéssemos superado essa fase dos segredos!

- Estou feliz por ver que você está melhor do que eu pensava, Leah!

- Nós acabamos de vir do hospital e Carlisle também ficou surpreso que ela tenha se recuperado tão rápido.

Emily pousou uma travessa cheia de muffins na mesa, Jacob pegou um e eu o imitei, apenas por educação. Toda aquela tensão tinha acabado com a minha fome.

- Como andam os preparativos para o casamento? – Achei melhor acabar com o silêncio. E eu não tinha muita opção de assunto.

- Bem, só alguns probleminhas normais de última hora.

- Eu soube que vou ser uma das damas.

Ela ficou pensativa por uns instantes antes de sorrir fracamente.

- Não se esqueça de pedir a Jake que leve você à costureira para fazer os últimos ajustes.

- Claro.

Jacob desviou o assunto, perguntando sobre os garotos da reserva. Alguns nomes eu consegui reconhecer; Billy havia me falado sobre algumas famílias.

Minha mente vagueava, tentando ligar as poucas coisas que eu sabia àquilo que tanto tentavam me esconder. Eu podia sentir uma forte dor de cabeça se formando.

- É melhor nós irmos. – Jacob finalmente anunciou. – Ainda nem almoçamos.

- Posso esquentar o almoço para vocês.

- Não precisa. Billy deve estar nos esperando.

Eu me levantei, sacudindo os farelos da calça.

- Obrigada pela visita. – Ela me abraçou carinhosamente e eu, não conseguindo retribuir, deixei minhas mãos caídas ao longo do corpo. – Se precisar de qualquer coisa é só me pedir. – Eu assenti e me afastei. – Jake, será que posso falar um minuto com você?

- Me espera no carro. – ordenou e ficou esperando até que eu resolvi obedecer. Ou pelo menos ele achou que eu estava obedecendo. Parei silenciosamente na varanda, disposta a ouvir a conversa. – Algum problema?

- Não devia ter contado a ela que vai ser dama de honra.

- Por que não? Ela teria que saber.

- Mas ela não lembra de nada!

- Melhor assim. – Ele suspirou ruidosamente. – Olha, Em, ela aceitou quando sabia de tudo, então qual é o problema agora?

- Não é justo, Jake! É como se a estivéssemos enganando!

- E estamos, mas é para o bem dela.

- Eu não quero que ela sofra.

- Nem eu! E é por isso que tem certas coisas que é melhor ela não saber.

- Um dia ela vai se lembrar.

- Vai. Mas até lá vocês podem voltar a ser amigas como eram antes das coisas se complicarem.

Que complicações? Era o que eu gostaria de saber. Desisti de ouvir o resto da conversa e fui andando vagarosamente até o carro, sentindo que minha cabeça estava prestes a explodir.

x.X.x

{Jacob's PoV}

Leah se remexia incomodamente no banco do carro, enquanto nos dirigíamos para sua casa. Bem que poderíamos ir andando, mas mesmo que ela não admitisse, seu pé ainda incomodava. Era óbvio pela maneira como mancava depois de um tempo em pé.

Eu fiquei aliviado quando finalmente estacionei em frente à sua garagem. Estava começando a me agitar com todo aquele movimento.

- Lar, doce lar. – anunciei, soltando o cinto. Eu desci do carro e comecei a andar em direção à varanda, até que percebi que ela não havia feito nenhum movimento para me acompanhar.

O que foi agora? Será que ela se lembrou de alguma coisa?

- Você está bem? – Eu me apoiara no vidro ao seu lado. Ela mantinha os olhos vidrados na fachada da casa. E então eu percebi que mais do que tensa, ela estava decepcionada.

Novamente eu avaliei como devia estar sendo difícil para ela lidar com isso, embora ela não demonstrasse, e que ela devia ter imaginado que ver algo familiar lhe ajudaria a lembrar.

- Você sabe que não precisa fazer isso.

Ela engoliu em seco. Mas minhas palavras foram suficientes para tirá-la do transe. Ela abriu a porta, me ignorando e andou decidida até a varanda, carregando suas coisas em uma trouxa feita com um lençol. Sua expressão era normal agora, quase de indiferença. Ela me pareceu uma filha pródiga voltando para casa; só porque não tinha opção.

Eu passei por ela e destranquei a porta com a chave que Seth havia me dado. Maldito Seth, por que não estava aqui quando sua irmã precisava?!

Já do lado de dentro, ela começou a analisar tudo ao redor. O que não era muita coisa, além de caixas entulhadas de coisas, que o Seth começara a arrumar uns dois dias atrás. Ou melhor, saíra jogando ali dentro tudo o que encontrava pela frente. Sue teria um troço quando visse.

- Para quê são essas coisas? – ela apontou uma das caixas.

- Vocês vão se mudar assim que sua mãe voltar. – Coloquei as mãos nos bolsos e dei de ombros. – Para a casa do Charlie.

- Ah, claro.

Ela bisbilhotou um pouco, aqui e ali. Investigou toda a parte de baixo antes de parar junto à escada. Eu a segui quando se aventurou pelo segundo andar. Ela deu uma olhada rápida no quarto da mãe, onde só havia a cama e uma cômoda, sem nenhum objeto a mais. No quarto do Seth também não havia muito o que se ver, só uma grande bagunça. Ela fechou a porta rapidamente, percebendo que esse também não era seu quarto.

Passou direto pelo banheiro e finalmente abriu a última porta. Quando a alcancei, ela andava devagar, passando as mãos suavemente sobre o tampo da cômoda. Eu passei meus olhos pelo cômodo, ciente de que era a primeira vez que eu entrava ali. Não era um quarto tipicamente feminino – pelo que eu soube, ela se livrara desse tipo de coisa depois do incidente com o Sam – nem o mais arrumado que eu já vira, mas era bem organizado. Uma bagunça organizada, bem a cara da Leah. Uma das paredes, atrás da cabeceira da cama, estava coberta de cima a baixo com pôsteres de bandas de rock. Especialmente as mais góticas. Meio surpreso, eu me aproximei. Um pôster tinha uma ponta soltando, então eu percebi o que Leah quisera esconder; a cor da parede. Era lilás, uma cor leve, bonita e alegre. Só que de um tempo para cá, sua vida não tinha nada de leve ou alegre. E ela banira tudo que lhe lembrava sua antiga vida.

- Eu tenho um péssimo gosto para decoração.

Eu me voltei para ela, que parecia realmente aborrecida com isso. E vendo-a ali, com aquela adorável expressão de descontentamento, os cabelos presos frouxamente com um elástico que pegara no meu armário e alguns fios caindo sobre seus olhos, eu senti um aperto no peito.

- Nós podemos redecorar. – Minha voz saiu um tanto rouca e eu precisei pigarrear.

Ela inclinou a cabeça de lado, como se avaliasse se o estrago ainda poderia ser consertado, e sacudiu a cabeça.

- Acho que não. Eu vou me mudar mesmo, se lembra?

Claro que eu lembrava, eu havia acabado de contar a ela. Então pensei se eu deveria contar que ela se recusara terminantemente a aceitar isso. Foi uma das poucas vezes que vira ela e Sue se estranharem. Leah insistira aos berros que jamais iria morar com o pai de uma sanguessuga. E insultara a mãe ao dizer que ela estava maculando a lembrança do pai dela, que nem havia esfriado na sepultura. Sue parecia prestes à estapeá-la quando Seth chegou, dando-lhes um pouco de bom senso. Eu não estava na hora, óbvio, mas por vários dias, as cenas se repetiam na mente de Leah, enquanto ela se recusava a voltar para casa. Depois de muita insistência do irmão, Leah acabou voltando. Ela não pretendia morar com Charlie, mas não quis informar a mãe para não provocar nova discussão. Muito sensato.

Eu parei de divagar ao ouvir o ruído da janela se abrindo. Ela se apoiou no batente e eu caminhei até ela para ver o que ela tinha nas mãos. Era um porta-retrato com uma foto de Harry, Sue, Leah e Seth.

- São meus pais. – constatou com uma voz sumida.

Eu me aproximei mais para ver melhor. Leah devia ter uns 15 anos naquela foto e tinha uma postura feliz e relaxada, embora os olhos tivessem um brilho inteligente e levemente irônico. Típico.

Ela suspirou e se afastou da janela, largando o porta-retrato na cama. Começou então a abrir as gavetas e o armário, inspecionando as roupas. Parecendo satisfeita, ela se deixou cair sentada na cama e massageou o pé esquerdo.

- E então? – estimulei, quando o silêncio se estendeu.

- Acho que posso sobreviver se me livrar desses pôsteres.

- Ou pode voltar comigo para minha casa.

- Não, obrigada, vou ficar bem aqui. – Pela nova pose desafiadora dela, eu percebi que estava me dispensando. Ilusão achar que poderia se livrar de mim tão facilmente.

Eu me sentei também, bem confortavelmente, para mostrar que não pretendia sair dali tão cedo. Decidida a me ignorar, ela se levantou e começou a mudar várias coisas de lugar, como se estivesse marcando seu território. Eu me esparramei de costas, observando sua movimentação.

- Você não tem nada melhor para fazer?! – disparou em determinado momento. Eu abri um amplo sorriso, que a fez estreitar ainda mais os olhos.

- Melhor do que observar você? Com certeza não.

Eu percebi, surpreendentemente, que era verdade. Eu até me esqueci que havia prometido à Nessie que a visitaria essa tarde. Seth devia estar distraindo-a e ela nem notaria minha ausência; eu esperava.

- Talvez eu deva mudar a posição dos móveis. – Leah disse mais para si mesma, se esquecendo do que ela mesma dissera, que iria se mudar logo.

- O quê?

- Acho que vou colocar o guarda-roupa bem aí e a cama no lugar dele. Acho que isso vai ajudar a aproveitar melhor os espaços.

Eu gemi. Eu não estava com a mínima vontade de empurrar móveis, apesar de não ser nada muito difícil.

- Eu poderia pensar em um milhão de coisas mais divertidas do que rearrumar seu quarto. – resmunguei.

- Sem chances. Agora levanta esse traseiro gordo daí e vem me ajudar.

Resmungando, eu me levantei meu "traseiro gordo" e arrastei a cama da parede com facilidade. Quando me aproximei do armário, Leah se posicionou para me ajudar a empurrar. Eu fiquei alerta no mesmo instante. Se ela percebesse a facilidade com que conseguiria mover o guarda-roupa ia começar a questionar. E eu não saberia o que dizer sem contar a verdade.

Eu forcei um espirro.

- Acho melhor você arrumar alguma coisa para tirar o pó. – Espirrei novamente. Ela assentiu e saiu em direção às escadas. Eu aproveitei para fazer as mudanças antes que ela voltasse. Eu tinha que dar o crédito a ela, afinal o armário cobria quase toda a parede dos pôsteres, o que melhorava definitivamente a aparência do quarto.

Ela voltou com uma vassoura, um pano de chão e um balde. E estava bufando.

- Você devia ter me esperado.

- De nada. – retruquei.

Ela olhou ao redor e sorriu.

- Nada mal.

Eu não curtia muito esse negócio de limpeza, mas já estava acostumado a fazer, então a ajudei a dar uma geral no quarto, tirando as coisas - móveis e objetos - do lugar para limpar embaixo e recolocando-as.

Quando acabamos, Leah estava despenteada, suada e com o rosto sujo de poeira. Ela ofegou de uma maneira que eu achei bem sexy. Minha atenção se voltou para seus lábios entreabertos, me fazendo lembrar do beijo. Havia sido mesmo naquela manhã? Parecia que fazia uma eternidade desde então. E eu sentia vontade de...

- Estou faminta. – declarou, observando satisfeita a nova arrumação.

Eu também, tive vontade de dizer. Mas minha fome não era a mesma que a dela.

Eu gemi, quando ela mordeu o lábio inferior, inclinando a cabeça para o lado. Céus, qual era o problema comigo?! Provavelmente o calor...

- Está meio abafado aqui...

Ela deu de ombros e passou por mim para mudar a posição do porta-retrato, colocando-o na prateleira mais alta. Eu a segui, parando logo atrás dela.

- Não tem nenhuma foto de... Ouch. – Ela arfou ao se voltar e dar de encontro comigo. – O que você está...? – Novamente se interrompeu, quando eu esfreguei sua bochecha, tentando limpar uma mancha. Sua expressão ficou grave, enquanto sua respiração ficava tão irregular quanto a minha.

Eu soube que estava perdido quando ela me enlaçou pelo pescoço e ficou na ponta dos pés para alcançar minha boca. Eu poderia ter facilitado as coisas, me abaixando, mas era muito mais estimulante deixá-la tomar as rédeas.

Eu tentei deixá-la ditar o ritmo quando tomou posse dos meus lábios, mas uma repentina explosão de testosterona dentro de mim tornou isso impossível. Eu me inclinei para frente, descendo as mãos pelas suas costas até o início das suas coxas. Com facilidade, eu a ergui, fazendo-a se sentar na cômoda e me acomodando entre suas pernas. Alguma coisa caiu no chão e quebrou, mas nenhum de nós se importou; tínhamos coisas mais importantes em mente.

Nossas línguas duelavam sem trégua e eu só me afastei ligeiramente para que ela tirasse minha camiseta. Sim, milagrosamente, eu usava uma camiseta. Que no segundo seguinte estava esquecida no chão, enquanto Leah deslizava suas mãos de cima a baixo no meu tórax, subindo toda vez que tocava o cós da bermuda, quase me fazendo gritar de frustração. E acho que ela sabia disso, porque eu podia sentir seu sorriso travesso nos lábios colados aos meus.

Como vingança, enfiei minha mão dentro da sua blusa, acariciando a barriga lisa e parando no seio, por cima do sutiã. Eu também sorri quando senti a prova de que também estava excitada, bem ali contra a palma da minha mão. Movi suavemente o polegar, fazendo-a jogar a cabeça para trás e arfar. Aproveitei para explorar seu pescoço, intercalando beijos e mordidas. Com a mão vaga, segurei seu cabelo, que a essa altura havia se soltado. Com a outra, comecei a me insinuar para dentro do sutiã.

- Jake. – ela ficou tensa, de repente.

- Hmm?

- Não acho que isso seja uma boa idéia.

- Por que não seria? – mordisquei o lóbulo da sua orelha, só para ouvi-la gemer.

- Nós estamos sozinhos aqui e... – Ela mal conseguia falar. Ótimo. – E a situação pode sair do controle.

- Que se dane o controle.

Eu voltei a beijá-la na boca com ferocidade. Não estava disposto a parar agora. Eu queria ir até o fim, queria perder o controle. Ela finalmente desistiu do seu fraco protesto, voltando a se entregar.

Era estranho, eu nunca havia desejado alguém com tanta intensidade antes. Nem Bella. Jamais poderia imaginar que me sentiria assim com Leah. Mas essa era uma nova Leah, eu tive que me lembrar. Ou talvez não. Talvez fosse uma antiga Leah. Uma Leah pré-Sam.

Ela se separou de mim, para se livrar da própria blusa, e me puxou de volta. Eu ri.

- Ow. Vai com calma.

- Agora você quer ir com calma, né? – Com um sorriso provocante, ela afastou minhas mãos que tentavam abrir o sutiã. – Ei, vai com calma.

Eu me soltei facilmente e a abracei, me abaixando ligeiramente para afundar meu rosto entre seus seios redondos e perfeitos. Ela gemeu e agarrou meus ombros com força enquanto eu seguia o contorno da renda com a língua. Eu sorri internamente. Eu queria vê-la se contorcendo e implorando. E eu me gabaria disso quando ela recuperasse a memória. Provavelmente eu não viveria muito depois de fazer isso, mas valeria à pena.

Eu tinha abaixado uma das alças e começara a afastar a renda para expor um dos seios, quando um barulho de sinos começou a penetrar minha mente entorpecida. Não, não eram sinos. Pareciam mais com...

- Jacob, o telefone!

Merda, merda, merda.

Eu considerei deixá-lo tocar até parar. Ou simplesmente desligar. Mas Leah agora se remexia impaciente, tentando se levantar. Eu suspirei, conformado. Alguns minutos não me matariam, não é?

Eu me afastei só o suficiente para que ela se levantasse. Ela se sentou na cama, parecendo não confiar muito nas próprias pernas, e tirou o aparelho do gancho. Eu me sentei ao seu lado e comecei a distribuir beijos em seu pescoço.

- Alô?

- Até que enfim encontro você em casa! – Eu pude ouvir claramente a voz da Sue do outro lado da linha.

- Ah, é... – Leah parecia estar tendo dificuldade para se concentrar na conversa. Eu mordi seu ombro de leve. Ela fechou os olhos e respirou fundo. – Eu tenho passado um tempo... Ah! – Ela gemeu, interrompendo o raciocínio, quando deslizei a mão pelo cós da calça.

- Você está bem?

- Estou ótima.

Eu tive que abafar uma risada. Leah me olhou feio e deu um soco na minha perna, mas eu não retirei a mão, apenas deixei-a imóvel.

- Tem certeza? Você parece meio... sei lá. Não está gripada?

- Não, mãe. Só estou um pouco cansada.

Ah, bem. – Ela fez uma pequena pausa antes de continuar. – Tenho uma ótima notícia. Nós vamos voltar amanhã.

Eu congelei, tenso. Leah percebeu, porque se voltou para mim, especulativa.

- Ah que ótimo,... mãe. Já liberaram a estrada, então.

- Vai estar livre até amanhã de manhã. E nós vamos partir assim que possível.

Eu não consegui me concentrar no restante da conversa, então me afastei e peguei minha camisa no chão, vestindo-a. Depois de algumas respostas monossilábicas, Leah finalmente desligou e se voltou para mim, com uma expressão irritada.

Vendo que eu estava vestido e recomposto, ela pareceu ficar ainda mais zangada.

Mas eu não podia fazer nada. O peso da realidade havia caído sobre mim e eu não poderia continuar me aproveitando da situação. O que tinha que fazer era tomar coragem e me preparar para enfrentar o terror nos olhos da Leah quando ela soubesse a verdade. No dia seguinte. Eu não tinha muito tempo. E não tinha mais clima para acabar o que havia começado.

- Desculpe, eu tenho que ir. – Ergui as mãos em um gesto de impotência. – Esqueci que tinha um compromisso.

Ela me lançou um olhar fulminante.

- Cai fora, Black.

Eu estaquei ao me lembrar que ela sempre me chamava pelo sobrenome quando estava zangada. Ela não havia mudado muito afinal.

Sorrindo, andei até ela e segurei seu queixo quando tentou virar o rosto. Eu a beijei lentamente e então encarei-a nos olhos.

- Vejo você mais tarde.


N/A: Oi, pessoinhas lindas!! *-*
Nem demorei dessa vez, viu? Era para ter terminado ontem, mas eu comecei a ler o 1º livro da série
Vampire Academy e não consegui largar por nada!! Hoje estava lendo o 2º, mas dei um tempinho para poder terminar o capítulo, e aqui está. ^^
Novamente, eu não consegui encontrar minha beta, a Vê. Então, me perdoem os erros.
Eu achei que estava na hora de começar a esquentar as coisas por aki, só não fiz isso antes porque - principalmente pelo fato da Leah ter perdido a memória - eles não podiam começar a se pegar do nada, neah? Tinha que ter alguma história. Espero que gostem! =)

Quero agradecer muito - demais mesmo - as reviews. Fiquei muuitíssimo feliz com todas elas. E me animaram para postar logo esse capítulo! \o/

Vamos aos agradecimentos:

Srta Black: Ahhh, eles são demais mesmo, neh? Juntos então... *-* Fiko feliz que tenha gostado, flor! Mto obrigada, pela review!!!

BeBe santos: Realizei seu desejo, fofaa? Espero que tenha gostado desse capítulo! E dos beijos! ^^ Nahh, mto, mto obrigada msm! Fikei mto feliz com a sua review!!!

Lady McFadden: Que bom que gostou, flor! *-* O Jake não seria "o" Jake se não fosse safado, neah?! *-* Mto obrigadaa, flor!!

Valentyna Black: Tbm os amooo! *-* Brigadão pela review, flor!!

Karol Kinomoto: Ahhh que ótimo q gostou! *-* Eu tinha ficado com medo de ficar meio bobo, sabe? ^^' Qnto a Alice, sinceramente ainda não sei, mas como eu gosto dela, vou fazer o possível para que ela apareça mais vezes! *-* Nesse capítulo, eu ia esclarecer um pouquinho sobre o Seth e sua constante presença na casa dos Cullen, mas acabou não dando, mas você está seguindo a pista certa. ^^ Agora pode ter certeza que o Jake vai começar a rever suas prioridades! Nossa, me sinto MUITO privilegiada com suas palavras! Fiko realmente feliz que esteja gostando, fofaa!

Ingrid F.: Nossa, estou mto feliz que tenha gostado! Como disse para a Karol, eu estava preocupada de ter ficado meio bobo, então fikei imensamente feliz que vcs tenham gostado!! Nahh, tbm to qrendo um Jacob q faça essas coisas comigo. '-' Vc sabe onde podemos encontrar um?? *-* Mto, mto obrigada pelo elogio, fofaa!!

Oraculo: Ahh que bom que gostou!! *-* Acho que eu já te disse que me sinto privilegiada por vc ler minha fic, neah? ^^ O Seth eh realmente uma das coisas mais fofas do mundo - só perde pro fofo-mor, o Jake! *-* Ahh, vou tentar inserir a Alice mais vezes, sim! Eu realmente a adoro!! Aoksoakoskoakoskoaksoka Leah é sortuda, neh? Aiai. Brigadão pela review! =)

Karisan-karisan: Concordo com absolutamente tudo o que você disse. Eu já comecei a ler Breaking Dawn desanimada, mas comecei a me animar na parte do Jacob. Felizmente algo novo. Mas daí acabou com Jacob tendo a impressão com a Nessie. Nossa, isso acabou comigo. Fiquei cerca de um mês - ou mais - sem conseguir terminar de ler o livro. Fiquei tão revoltada que pensei em nunca mais nem chegar perto. Mas depois acabei terminando de ler só para saber o que realmente acontecia. Decepcionante, devo dizer. Mas enfim, pelo menos existem as fics, neh? Para nós podermos imaginar um final melhor. Fikei mto feliz com sua review! Mto obrigada, flor!!

Nessa Clearwater: Só fazem confusão neh?! Espero que goste desse capítulo tbm! Brigadaa pela review, fofaa! ^^

Blue Blackwater Cullen: Tah aí, sobrinha! =D Com certeza a Leah deixa a monstrinha no chinelo! ù.ú Fico feliz que tenha gostado, fofaa! Brigada pela review!!!

x.X.x

Vcs viram as fotos de Lua Nova?? Eu sempre achei o Taylor parecido com um ex, por isso não gostei dele qndo soube q ele interpretaria o Jake. u.u' (Mas enfim, ele acabou me conquistando *-*) Tem uma foto do Tay dormindo, onde ele está a cara cuspida desse meu ex (Babem)! Vou ver se acho uma foto dele dormindo tbm pra mostrar a vcs! =D

Agora as propagandas. Estão com saudade de ler livros sobre vampiros? Se ainda não leram, leiam Vampire Academy, é muito bom. E a protagonista não lembra nem minimamente a Bella (Nada contra u.u). Faz um pouco mais o estilo da Leah (provavelmente é por isso que eu gosto dela).

Quanto a fic, tenho uma a recomendar. Broken Strings, da Bebe Santos e da Ingrid F. http: // www. fanfiction. net /s/5452031/1/Broken_Strings
É sobre o Jacob. Leiam que vale à pena.

Acho que hoje falei demais. '-' Sorry. ^^'
Anyways, vou ficando por aki. Mas uma vez, mtoo obrigadaa, amoras da minha vidaa!
E não se eskeçam de comentar, ok?

bjuus =*