Demorei mais vim *_* Estava viajando e sem internet, foi impossível vir :/ mas hoje temos outro post duplo e espero que gostem! Para quem estranha esses posts duplos, eu vou explicar: é porque essa fic, é uma short-muito-mini-fic, e por isso os capítulos tende a ser pequenos :D Divirtãaaaaaao-se!

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010

Em passos lentos e medrosos, ela caminhou até o longo piano negro brilhante. Era lindo! Mas mesmo assim, aquela beleza perfeita não a enganava. Teria de tocar piano! Isso só poderia ser alguma brincadeira ou Edward estava realmente querendo saber se a garota escondia algo mais do que dançar perfeitamente bem.

Ele também estava estranho. Quer dizer, ficou totalmente sem graça e enrubescido ao perceber a presença da garota lá. Edward nunca foi de tocar em publico e nunca deixou que ninguém o visse tocando.

- Eu nunca toquei antes – ela prontificou a falar e ele olhou para ela, rindo, enquanto sentava majestosamente no banquinho em frente ao "monstro negro".

- Eu também não sabia, e aprendi – pela primeira vez, falava com ela normalmente, até com uma certa doçura, o que a assustou brevemente – Sente-se.

Ela um pouco envergonhada, sentou ao lado dele, tentando – inutilmente – manter uma distancia dele. Mas o banco era tão pequeno, que sua perna roçava contra a coxa quente de Edward, causando um calafrio incomum por seu corpo. Respirou fundo, e voltou sua atenção às teclas.

- Apenas, faça o que eu faço – disse lentamente, enquanto dedilhava as primeiras notas.

Ver e ouvir, era totalmente diferente de apenas ouvir o som de longe. Ver os dedos de Edward deslizarem com tanta delicadeza contra as teclas brancas e as pequenas negras, era quase que um espetáculo a parte. Sua atenção era voltada completamente ao que fazia, como se ficasse absorvido no mundo das notas que tanto conhecia.

Ele não olhava a partitura, pois essa era sua música favorita. Bella nunca havia escutado, mesmo tendo um pai que gosta bastante de música clássica, mas ficou deslumbrada com o som. E claro que ela nunca havia escutado, pois havia sido o próprio Edward quem a fez.

- Agora é sua vez – disse como se fosse fácil, mas como ela estava tão encantada, não sabia nem qual tinha sido a primeira tecla que ele encostou.

- Eu não sei – murmurou, gaguejando um pouco e sentindo seu rosto vermelho pela atenção veemente do rapaz. Ele sorriu e se levantou, postando-se atrás dela.

- Aprenderá – então, com seu corpo atrás do de Bella, deslizou suas mãos pelos braços brancos da garota, causando uma trilha de fogo por toda sua extensão, até chegar a suas mãos, aonde colocou perfeitamente sobre as teclas.

Bella, assustada com aquele movimento completamente inusitado, não evitou um resfolego com a proximidade de seus dedos. A cada segundo e ação impensada de seu corpo, ela colocava em sua mente que aquele homem deveria era de ter feito algo muito sério para mantê-la presa e ele dessa maneira.

Seus dedos, sob os de Edward, começaram a deslizar sobre as notas. Era como se ela não tivesse auxilio, de tão leve que as mãos grandes e másculas de Edward deslizavam sobre a dela.

Fechou os olhos, sentindo o perfume perfeito de morangos que Isabella emanava. Aquilo era como o deixar inebriado, algo louco, insano, do qual o atormentava desde o primeiro dia. Os olhos "inocentes" de Bella era uma provocação a um homem como Edward. Que é marcado por conseguir tudo que quer, sendo ou não delicado.

Eles já tocavam metade do que Edward tocou sozinho. Bella estava boba, encantada com o que fazia, mesmo que com a ajuda de uma pessoa. Havia esquecido do poder de Edward, e apenas ligava para a meldia invadindo os tímpanos e a onda leve passar por seu corpo.

Ele a olhando de cima, via perfeitamente a curvatura de seus seios pelo generoso decote de sua blusa vermelha, marcada por um corpete preto, empinando-os ainda mais para Edward. Ele tentou, desviou os olhos, pensou nas coisas mais horríveis para aliviar sua tensão sexual e quando inspirou fundo o ar que o rodava, arrependeu-se amargamente.

Seu perfume doce e sexy invadiu seus sentidos e a única coisa que sentiu fazer foi suas mãos segurarem forte as de Bella, fazendo a garota se assustar com a ação brutal, e virar-lhe para ele.

Bella nunca foi puritana nem nada parecido, mas ao fitar a imensidão verde dos olhos de Edward, viu uma negritude de excitação que nunca havia visto na vasta lista de casos que teve na vida. Ele a olhava, tentando recuperar a compustura, mas quando percebeu que a garota estava ofegante, fazendo seu peito subir e descer lenta e tortuosamente, e morder o lábio inferior, ele não conseguiu se segurar em beijar aqueles lábios carnudos.

Claro, era isso que ela esperava. Era isso que ela sonhava, literalmente, mas foi algo que a pegou de surpresa. Uma hora, estavam tocando inocentemente piano, e agora, ele a atacava com a boca de modo que a deixava ainda mais sem ar!

Como se não pudesse fazer outra coisa, prendeu seus dedos nos fios de cabelo bagunçados de Edward, puxando-os a medida que o beijo ficava cada vez mais rápido e selvagem.

Edward se abaixou mais, não desgrudando em nenhum momento seus lábios da boca dela. Ao contrário do que Bella pensava, ele não ficou daquela maneira para facilitar o beijo e sim a pegou pela parte traseira de sua coxa, levantando-a com facilidade e colocando-a sobre o tampo fechado do piano.

Deixando os joelhos afastados, Bella deu espaço para que Edward pudesse ficar entre suas pernas, o puxando pela gola da camisa preta do rapaz, aprofundando ainda mais o beijo. A esse momento, não sentia nem mais a necessidade de respirar, queria apenas beija-lo cada vez mais!

O que era errado, já que sempre foi uma garota calculista e que não cedia com tanta facilidade, e na primeira tentativa, ele conseguiu roubar-lhe um beijo.

Um volume surgiu entre as pernas de Edward, pressionando fortemente o ventre de Bella. Suspirou, sentindo que não era apenas ela que estava tão feliz pela a iniciativa. Mas algo a queria fazer parar. Algo que não conhecia, ou talvez sim, que seria como orgulho, superioridade de não ter sido difícil o bastante a ponto de se entregar assim, de primeira.

Mas quando tentou se afastar, ele segurou-a pela nuca, aprofundando mais o beijo e fazendo com que ela perdesse completamente o ar! Por reflexo, apertou suas pernas contra a cintura de Edward, fazendo uma leve fricção de seu quadril com o dele, o que fez Edward soltar um gemido rouco de prazer.

Seus lábios desceram para seu pescoço, fazendo Bella suspirar contra seus cabelos bagunçados. Suas unhas negras agarravam os ombros de Edward, cravando-as ali, como se pedisse mais dos beijos e mordidas, que ele dava em sua pele branca e perfumada.

Edward desceu suas mãos pelas coxas da garota, invadindo a curta saia que usava, acariciando sua pele macia. Bella agarrou a nuca de Edward, o puxando para outro beijo. Como se aquilo fosse movido apenas por suas bocas se tocando, fazendo com que suas línguas dançassem de um modo sensual e incansável, movendo toda essa [i]trama[/i], apenas pelo beijo.

O gosto da boca de Edward, era uma mistura de café com menta. Algo diferente, mas extremamente viciante.

O mundo de ambos, girava apenas em torno de suas caricias trocadas, e de seus lábios grudados, como se o resto não importasse. [i]Até agora[/i].

Como se o pior, e ultimo desejo dos dois fosse realizado, eles ouvem barulhos, de salto fino a caminho da sala de dança. E como crianças pegas no flagra, eles param de se tocar, deixando apenas a respiração ofegante e o barulho agudo do invasor ecoar pelo salão. [i]E agora?

- Quem pode ta aqui? – Bella pronunciou, com a respiração entrecortando a fala e suas mãos grudadas no colarinho da blusa de Edward, fazendo-o olhar diretamente para seus olhos, semi-cerrados e inundado de luxuria.

- Não faço idéia – ele respondeu, também ofegante, tratando de se soltar da garota e tomar uma boa distancia dela.

Vê-la ali, totalmente vulnerável sobre o piano lindamente brilhante. Aquela cena o fez ter pensamentos que até para Edward Cullen conseguia ser pervertido demais. Balançou a cabeça, pois se não, ele não conseguiria suportar manter a distância da garota.

- Vem cá – ele disse lentamente, oferecendo a mão para ela e olhando apreensivo para a porta.

- Pra que?

- Sabe-se lá Deus quem esta vindo pra cá – ele a olhou, vendo novamente o estado [i]excitante[/i] que ela se encontrava. [i]Calma Cullen, isso não é nada[/i], pensou, repetindo esse mantra para que não caísse em tentação – Então vem.

Bella, sem entender mas também, sem fazer o que Edward queria por completo, se levantou do piano e se afastou, indo para o centro do salão. Edward foi atrás, ajeitando os fios rebeldes e a roupa possivelmente amassada. Bella fez o mesmo.

- Mas quem é que pode estar aqui a essa hora? – Bella sussurrou, deixando seus braços sobre o ombro de Edward, enquanto ele se posicionava profissionalmente à sua frente.

- Não sei – ele disse entre os dentes, amaldiçoando a pessoa em todas as maneiras de tortura que conhecia. Logo quando havia conseguido o que tanto desejava, chegava alguém para atrapalhar.

- Por que você me beijou? – ela soltou, assim que estava próxima o bastante para começar a balançar o corpo junto ao dele sem nenhum fundo musical.

- Por que? – ele disse incrédulo, vendo a sua frente a tão conhecida Bella que ele viu a semanas atrás – Você é louca ou o que?

- Eu, louca? – ela fingiu desdém, desviando rapidamente os olhos dos dele, pois se não, seu plano de "garota difícil", iria por água a baixo – Edward, você não poderia sair me beijando, você tem namorada! – e assim que pronunciou as palavras, a atenção dos dois foi voltada a porta, que foi ocupada por uma sombra pequena que logo tratou de adentrar a sala.

- Ah, eu não sabia que você estava dando aulas, Ed – a garota baixinha, de cabelos espetados pronunciou, dando um sorrisinho enquanto segurava fortemente a bolsa em frente ao corpo. Edward olhou para Alice e logo depois para Bella, tentando entender a sua ultima frase.

- É sim Alice, agora você poderia... – mas Bella o cortou.

- Bom – ela se soltou do rapaz – Acho que já deu tempo – um sorriso amarelo estampou sua face, e Edward continuou a olhando, como se quisesse mais explicações sobre isso. Afinal, ele só estava tentando arranjar um jeito de despachar Alice, para voltar de onde havia parado com Bella – Tenho que ir para casa. Obrigada Edward, foi bastante... – ela pensou na palavra, abrindo um sorriso malicioso nos lábios – [i]produtiva[/i] essa aula – e saiu, pegando sua bolsa sobre o banco e caminhando em direção da porta.

- Bells – Alice gritou – Eu não queria acabar com a aula, pode voltar.

- Não Alice – ela disse docemente – Eu realmente tenho que ir. E eu também não quero ficar acabando com o relacionamento dos outros – sorrindo falsamente, saiu da sala, fechando a porta juntamente de seus passos do salto, ecoando pelo corredor vazio.

Era quase ódio o sentimento que ela sentia. Talvez, uma mistura de ódio com ciúmes. Porque ela sabia que mesmo depois dessa ceninha, ela havia gostado, [i]e muito[/i] do que Edward fez. E ter em mente que não é ela que estará na cama dele, ou ele na dela essa noite, é extremamente frustrante.

Principalmente pelo fato dela passar a noite completamente solitária e ele, com a bela companhia da [i]pequena fadinha[/i], sem nem sequer deixá-lo pensar sobre o que aconteceu nessa sala de dança. Pena que o que Bella fantasia, são apenas coisas totalmente impossíveis. Alice e Edward? Não acho que Edward seja um tipo de cara que comete incesto... Mas Bella nem ao menos pesquisou saber sobre esses dois, e tirou decisões precipitadas.

Se vai passar a noite sozinha, ela tem apenas a culpar a si mesma. [i]Pobre Isabella, mal sabe ela que a noite esta apenas começando...

011

- O que... – Edward bufou, passando as mãos rispidamente pelos cabelos – O que você esta fazendo aqui, Alice?

- Ora Edward, mamãe já estava ficando preocupada – ela fez biquinho, apertando os olhos em uma perfeita cara de pena. O irmão ignorou – Por isso eu vim aqui e...

- Eu já ia pra casa, cacete! – ele estourou. Afinal, não seria ela quem ficaria com [i]as bolas roxas[/i].

- Eu ein, Edward! – ela gritou de volta – Por que toda essa raiva, posso saber? Atrapalhei alguma coisa foi? – ela já estava próxima dele, deixando de lado toda a cara de inocência e ficando no lugar pura raiva pelo jeito que ele a tratava.

- Atrapalhou, atrapalhou sim! – respondeu – E agora, argh! – ele não conseguia nem ao menos pensar! O desejo de ter Isabella em seus braços, o cheiro de morango em suas narinas e as cenas fantasiosas que sua mente provocava, estavam o deixando louco!

- Ah, claro – a garota parou, olhando incredulamente para Edward – A anti-social te seduziu assim como fez com todo o colégio? Ou você quer mais esse "desafio" pra contar aos outros?

- Que? – Edward parou de arrumar as coisas, já que estava prestes a sair em busca da morena, e olhou para a irmã – O que você quer dizer com isso, Alice?

- Pelo amor de Deus, Edward! Você acha que eu sou o que? Uma retardada mental? Só pode! – deu uma risada sarcástica – Escola Nacional de Dança, em Londres. Você ficou com cinco, das dez alunas. A escola que você deu aula, qual era mesmo – a garota fingiu pensar – Enfim, aquela de Seatle. Você ficou com duas alunas. Nesse um ano que você esta dando aula aqui, já ficou, e sabe lá Deus mais o que você fez com elas, com mais de dez alunas – ele a olhava boquiaberto. Nem nos seus piores pesadelos ele podia imaginar ouvir isso da sua irmã caçula! – De cada ano – sorriu de lado.

- Alice! – ele gritou, indo em direção da porta, em passos rápidos. Ele queria se livrar daquele projeto de demônio, que havia se apoderado do corpo inocente de sua irmãzinha – Vai te catar!

- Aonde você vai? – ela gritou – Não acredito que você quer Isabella Swan, Edward! Por favor! – por mais que Alice quisesse fazer amizade com a garota, ela sabia que Bella não fazia o tipo de Edward. Ela nunca era de ficar com garotas... estranhas. Só com populares e com corpos perfeitos. Não que a dita cuja não tivesse, apenas, não era o padrão de Edward, pelo que Alice deu para deduzir em sua lista de pseudo-cunhadas.

- Vou, algo contra? - ela negou, com medo do tom totalmente ignorante que ele usava – Avisa aos nossos pais que eu não vou dormir em casa. E a senhorita – ele continuou a fitando, da mesma maneira que antes – Nada de se desviar do caminho de casa. Não quero você conversando com o estranho.

- Estranho? Jasper não é estranho – cruzou os braços, revirando os olhos – E é o senhor que vai sair com a "garota estranha" da escola.

Edward nem ao menos ficou para ouvir o resto. No meio da frase da irmã, havia encostado a porta e caminhado em passos longos e rápidos em direção ao estacionamento.

Se Alice estava pensando que com todo seu discurso Edward iria desistir de sua "decisão final", a pequena estava muito enganada.

Porque, esse seria o maior e melhor [i]joguinho[/i] do qual ele estava acostumado. E não seria um típico "flagra" que atrapalharia a decisão que ele havia tomado. [i]Ter Isabella Swan, agora.