Capítulo 6 – É Pela Música
No dia seguinte o nosso querido grupo estava na sala de aula antes do sinal tocar.
Parece até que a gente combinou. – Disse Mirok dando um beijo em Sango.
É mesmo. – Respondeu Kagome entrando na sala sorrindo. – Bom dia.
Bom dia. – Inuyasha falou atrás de Kagome, assustando-a, ela deu um pulo. Kagome lhe acerou um tapa no rosto. – Ei! – Gritou Inuyasha. – Por que fez isso, Kagome?
Inuyasha? – Kagome não acreditava no que tinha feito. – Desculpe. – Ela passou a mão delicadamente pelo rosto dele. – Eu me assustei. – Inuyasha corou com o toque dela.
Tudo bem. – Respondeu ele indo em direção à sua mesa, sem graça, pois Sango e Mirok viram tudo.
E aí? – Perguntou Mirok, fingindo ignorar o ocorrido. – Gostou de sair com a gente ontem?
Vocês são bem legais. – Disse Inuyasha sorrindo.
É bom você saber que isso é um programa semanal e que você está intimado a ir todas as vezes. – Sango falou abraçando Mirok.
Eu vou sim. – Inuyasha concordou.
Acho bom. – Kagome disse sentando-se ao lado dele, no momento em que o restante da turma entrava junto com o professor.
Bom dia. – o professor falou e todos responderam, prontamente. – Como sabem, hoje vou passar um trabalho em dupla sobre a Revolução Cubana. Gostaria que formassem suas duplas e me entregassem um papel com os nomes das mesmas. – Inuyasha estava com vergonha de chamar Kagome. Até agora ela fizera todos os convites. Estava na hora de ele tomar a iniciativa.
Kagome, você... – Inuyasha não pôde terminar de falar, pois Kouga o interrompeu.
Senhorita Kagome. – Chamou kouga. – A senhorita gostaria de fazer o trabalho comigo? – Inuyasha ficou com a respiração suspensa enquanto Kagome não respondia.
Sinto muito Kouga. – Respondeu Kagome. – Eu já vou fazer com o Inuyasha. – Inuyasha podia respirar novamente.
Certo, então... Tchau. – Ele se despediu olhando Inuyasha com cara de nojo. Inuyasha sorriu triunfante, ato que surpreendeu tanto Kouga quanto Kagome.
O que foi isso, Inuyasha? – Perguntou kagome sorrindo.
O que foi, o que? – Inuyasha se fé de desentendido.
Esse sorrisinho de vitória que você deu. – Ela disse ainda sorrindo.
Acho que você teve uma ilusão de ótica. – Respondeu Inuyasha, virando-se para o outro lado com um pequeno sorriso.
Na hora do intervalo Inuyasha, Kagome, Mirok e Sango foram para a cantina.
E aí? Onde vamos fazer o trabalho? – Perguntou Kagome ao lado de Inuyasha. – Na sua casa ou na minha?
Pode ser lá em casa. – Respondeu Inuyasha. – Afinal você não foi lá e felizmente minha mãe não está lá de tarde.
Por que infelizmente? – Perguntou Mirok se intrometendo na conversa, sorrindo maliciosamente. – Está com planos obscenos para você e a senhorita Kagome? – Sango lhe deu um tapa na cabeça, enquanto Inuyasha e Kagome coravam.
Cala essa boca, Mirok! – Gritou Kagome nervosa.
É melhor mesmo! – Completou Inuyasha.
Poxa, vocês não sabem brincar, não? – Indagou Mirok massageando sua cabeça.
É melhor você não falar mais nada. – Disse Sango com raiva. – Vamos pensar no trabalho.
É isso aí! – Completou Kagome se acalmando.
Então... – Inuyasha começou. – Vamos fazer lá em casa ou você está com medo que eu te ataque?
Não! – Respondeu Kagome sorrindo. – Vamos fazer lá sim.
Vocês podem fazer lá em casa também. – Disse Inuyasha para Sango e Mirok.
Não precisa. – Sango falou dando um sorriso sem jeito, pelas atitudes de Mirok. – A gente combinou de ir numa lanchonete e depois ir lá em casa fazer o trabalho.
Tudo bem então. – Inuyasha deu de ombros. – Que horas vamos marcar? – Perguntou à Kagome.
Por volta das três, está bom? – Ela indagou comendo um sanduíche que comprara na cantina.
Claro. – Inuyasha respondeu, sentando-se numa das mesas da cantina. – Na sala eu te dou o endereço.
Tá. – Kagome concordou.
A aula finalmente acabara e todos foram para a saída.
Te espero às três. – Disse Inuyasha no portão da faculdade.
Certo. – Respondeu Kagome. – Tchau.
Tchau. – Inuyasha se despediu dela e dos outros. – Tchau Mirok, Sango.
Tchau. – Falaram os dois juntos e seguiram junto com Kagome, enquanto Inuyasha ia na direção oposta.
Sango. – Chamou Mirok quando alcançaram a esquina. – Tenho que resolver algumas coisas em casa. Depois eu passo na sua casa pra gente ir à lanchonete.
Tudo bem. – Sango e ele se beijaram. – Vou te esperar.
Ok. – Ele respondeu. – Tchau Kagome.
Tchau. – Mirok virou na próxima esquina e elas continuaram na mesma direção.
Pode contar tudo Kagome. – Intimou Sango após alguns segundos.
Tudo o que? – Perguntou Kagome sem entender.
Tudo sobre você e Inuyasha. – Disse Sango suspirando, muito curiosa. – Você gosta dele, né? – Indagou Sango contente.
Do que você está falando? – Kagome fez uma cara confusa.
Kagome, não se faça de boba! – Sango falou, fazendo com que Kagome a encarasse. – Confesse tudo Kagome. – Kagome tentou desviar os olhos. – Vamos lá Kagome. Olha nos meus olhos e diz que não gosta dele.
Tá bom. – Kagome respondeu. – Eu gosto dele. Acho que estou apaixonada por ele.
Eu sabia! Eu sabia! – Sango dizia enquanto pulava.
Tá bom, Sango. – Kagome falou constrangida. – Menos...
Ai Kagome, que legal. – Sango puxou Kagome pelo braço para andarem próximas. – Me conta tudinho.
Faltavam cinco minutos para as três. Kagome estava no portão da casa de Inuyasha. Casa não, né? Mansão. Essa devia ser uma daquelas casas que tinham pinturas e tapetes caros para todo lado. Kagome tocou a campainha e logo Inuyasha falava com ela pelo interfone.
Vou abrir o portão, Kagome. – Disse Inuyasha.
Tudo bem. – Kagome falou. De repente o portão se abriu e ela seguiu para a casa. Inuyasha a esperava na porta da casa.
Chegou na hora. – Inuyasha deu passagem para ela entrar.
É. – Ela respondeu sorrindo. – Sua casa é muito bonita.
Valeu. – Ele agradeceu. – Vamos lá pro meu quarto. É onde fica o computador.
Ok. – Eles subiram as escadas e entraram no quarto, que ficava no fim do corredor. – Seu quarto é exatamente como eu imaginei. – Inuyasha sorriu. O quarto dele era cheio de pôsteres pelas paredes, uma estante com vários livros, um hack com uma televisão enorme, um dvd e um rádio, várias prateleiras com cd's e dvd's, um computador de ultima geração, um violão e uma escrivaninha cheia de papéis, fora o guarda-roupa e uma cama gigante. O quarto era azul. Esse era o pensamento de Kagome. Desde as paredes até a roupa de cama.
Bom... Vamos fazer o tarbalho? – Perguntou Inuyasha ligando o computador.
Vamos. – Kagome concordou.
Duas horas depois, eles terminaram o trabalho.
Finalmente acabamos. – Disse Kagome cansada.
É. – Inuyasha e ela ficaram se encarando. Envergonhado, Inuyasha se levantou e pegou seu violão. – Quer ouvir uma música?
Nirvana? – Kagome indagou sorrindo.
Claro. – Respondeu Inuyasha.
Com certeza. – Kagome concordou e Inuyasha sentou-se em sua cama e começou a tocar.
I need an easy friend
(Eu preciso de uma amiga tranqüila)
I do... with an ear to lend
(Que tenha... um ouvido para me emprestar)
I do... think you fit this shoe
(Eu acho... que você se encaixa nesse papel)
I do... won't you have a clue?
(Eu acho... será que não dá para perceber?)
Inuyasha tocava seu violão lentamente sentindo a melodia. Kagome apenas olhava para ele, que não percebia isso, já que tinha que olhar as cordas do violão para tocá-las da maneira certa.
I'll take advantage while
(Eu vou tirar vantagem enquanto)
You hang me out to dry
(Você me leva para fora para secar)
But I can't see you every night
(Mas não posso vê-la todas as noites)
Free.
(Livre)
I do...
(Sim...)
Kagome não sabia porque, mas aquela música, para ela, soava como uma suplica. Inuyasha estava cansado de ficar só.
I'm standing in your line
(Eu estou na sua fila)
I do... hope you have the time
(Sim... Espero que você tenha tempo)
I do... pick a number two
(Sim...peguei o bilhete número dois)
I do... keep a date with you.
(Sim... Eu mantenho um namoro com você)
I'll take advantage while
(Eu vou tirar vantagem enquanto)
You hang me out to dry
(Você me leva para fora para secar)
But I can't see you every night
(Mas não posso vê-la todas as noites)
Free.
(Livre)
I do...
(Sim...)
Para ela, isso era uma surpresa, pois Inuyasha finalmente estava desabafando, nem que fosse por intermédio de uma música.
I need an easy friend
(Eu preciso de uma amiga tranqüila)
I do... with an ear to lend
(Que tenha... um ouvido para me emprestar)
I do... think you fit this shoe
(Eu acho... que você se encaixa nesse papel)
I do... won't you have a clue?
(Eu acho... será que não dá para perceber?)
I'll take advantage while
(Eu vou tirar vantagem enquanto)
You hang me out to dry
(Você me leva para fora para secar)
But I can't see you every night
(Mas não posso vê-la todas as noites)
Free.
(Livre)
I do, I do, I do, I do...
(Eu acho, eu acho, eu acho, eu acho, eu acho...)
[About a Girl – Nirvana
No fim da musica Kagome bateu palmas e Inuyasha se levantou para agradecer como um artista.
Você canta muito bem. – Kagome achara a voz dele linda.
Obrigado. – Ele respondeu próximo a ela. Nesse momento a porta do quarto foi aberta abruptamente pela mãe de Inuyasha
Quem é essa garota? – Perguntou Izaoy arrogante.
Essa é Kagome. – Explicou Inuyasha. – Minha amiga da faculdade. Estamos fazendo um trabalho. – Inuyasha não havia gostado da atitude de sua mãe, nem um pouco. – Por que entrou sem bater?
E tem que bater pra entrar nessa zona? – Ela estava séria. – Você nem parece meu filho. Esses pôsteres desses drogados. E o loiro é o pior, não é? Aquele que morreu.
Suicídio. – Respondeu Inuyasha. – Ele cometeu suicídio... E eu o considero meu herói.
Acho melhor eu ir... – Kagome disse constrangida por presenciar a divergência entre eles, mas a mãe de Inuyasha a interrompeu.
Um cara que usava drogas, maquiagem e se matou...! – Gritou Izaoy. – Esse é o seu herói?
Não é pelas drogas que eu avalio ele. – Inuyasha falou a encarando. – É pela música.
Bobagem. – Izaoy continuou e Inuyasha apenas repetiu o que havia dito.
Não é pelas drogas, é pela música. – Ele segurou a mão de Kagome. – Vamos, vou te levar pra casa. – Ele a guiou para a porta. – E você saia do meu quarto. – Disse à Izaoy.
Adeus senhora. – Kagome falou acompanhando Inuyasha.
Inuyasha andava com ela, calado. Kagome não sabia o que dizer também. Faltavam poucos metros para chegarem à casa de Kagome e Inuyasha resolveu parar numa praça. Sentaram num banco.
Eu sinto muito pelo que aconteceu. – Começou Inuyasha, finalmente quebrando o silêncio.
Está tudo bem, Inuyasha. – Respondeu Kagome, tentando consolá-lo. – Eu entendo.
Ela me faz perder o controle. – Ele explicou de cabeça baixa. – Ela sempre fala mal do Kurt, mas...
Mas o que? – Perguntou Kagome confusa.
Ela não entende... – Inuyasha parou de novo, como se tivesse receio de dizer.
Não entende o que? – Kagome insistiu.
Ela não entende que quando ouvi as músicas dele... – Inuyasha a encarou. – Foi a primeira vez... Que não me senti sozinho. – Kagome o fitou triste e se levantou. Ela ficou atrás do bando, nas costas dele e o abraçou, passando um braço em volta do pescoço dele e o outro em torno do peito.
Eu já disse uma vez. – Ela falou no ouvido dele. – Você não está sozinho. – Kagome lhe deu um beijo no rosto.
Eu sei. – Ele respondeu sorrindo com uma mão sobre um dos braços dela. – Obrigado.
Uma leve chuva começou a cair, mas eles ficaram ali, juntos, por um bom tempo.
Agradecimentos:
Bru-Higurashi: Oi, que bom que está realmente gostando da fic, espero que continue gostando. Na verdade eu continuo a fic, mesmo que não tenha reviews, mas eh bom saber que as pessoas estão gostando. Até incentiva o autor a continuar, mas mesmo que naum tenha reviews eu faço questão de continuar, já que eu tbm fico curiosa pra saber o final. Espero não ter demorado muito a postar, bjaoo...
Agome chan: Pow, quando eu comecei a ler a review pensei q vc naum tivesse gostado mesmo, rsrsrsrss... q bom que gostou. Com certeza eu tabm acho que vale a pena, jah q se trata do Inu... O beijo, vai demorar um pouquinho ainda, mas com certeza vai acontecer, rsrsrsrs... bjaoo...
Lory Higurashi: Seja bem-vinda nova leitora. Acho que dessa vez o capítulo tah de um tamanho considerável, neh? rsrsrsrsrs... bjaoo...
Sakuraprincesa: Que bom que essa fic tem td q vc gosta e epero que continue assim. Tomara q a sua conciência esteja gostando tbm, bjaoo...
Muito obrigada a todas pelos coments e obrigada a todos q lêem a miha fic...
Feliz Natal a todos!
