Capitulo seis: Sentimentos verdadeiros ou confusos?
Depois de Draco ter conseguido descobrir qual era o seu patrono, se sentiu feliz por poder proteger Harry. Harry começou a ficar confuso com o abraço apertado que Draco lhe dava. Harry naquele momento não sabia o que fazer, mas saiu da sala antes que o sinal batesse. Professor Lupin viu Harry saindo correndo, olhou para o loiro que encarava a porta sem entender.
Harry correu sem parar até bater em alguém, caiu no chão assustado com a batida forte. Olhou para cima para saber em quem tinha batido. Ficou bravo por ter esbarrado no professor Dumbledore, levantou do chão e ignorou o homem gagá. E tentou correr de novo, mas Dumbledore lhe segurou pelo braço impedindo que fugisse dali.
— Harry, por que está fugindo de Draco? –perguntou o diretor.
— Não sei. –respondeu calmo.
— Sabe que pode confiar nele. Estive com ele antes do ano letivo começar. Ele decidiu entrar na Ordem da Fênix para proteger você e o afilhado dele. –disse pensativo
— Ordem da Fênix? Afilhado? –perguntou Harry confuso com aquilo
— Sim. Ordem da Fênix é uma organização que combate contra Voldemort. O afilhado dele é o Ewan. –respondeu o diretor.
— Eu não preciso que ele me proteja. –respondeu bravo.
Dumbledore encarou o pupilo antes de perguntar.
— O que você sente quando ele está com você?
Harry ficou estático com aquela pergunta, ele realmente não sabia o que sentia em relação a Malfoy, o que poderia fazer, ele nunca gostou do modo de como ele agia antes de ter mudado do nada, também é um pouco estranho para o moreno.
— Eu não sei. –respondeu Harry sincero.
— Não acha melhor tentar dar uma chance ao Sr. Malfoy? –perguntou Dumbledore
— Só preciso pensar antes de fazer alguma loucura. –respondeu e saiu correndo novamente, não deixou que Dumbledore lhe agarrasse.
Harry correu tanto que percebeu que estava parado em frente ao lago, decidiu ficar ali para pensar e espairecer. Dentro do castelo Draco procurava Harry por toda parte, ele não tinha entendido o motivo de Harry ter saído correndo, só esperava que não fosse grave.
Harry ficou sentado na raiz de uma arvore e se deixou levar pela brisa da manhã que o vento soltava por ali. Fechou os olhos e ficou lembrando dos anos interiores.
Flashback
No primeiro ano Harry entrava no trem pela primeira vez. Mas lembrou se de Draco na Madame Malkin, onde estava tirando as medidas das roupas. Tinha gostado de conversar com ele naquele momento, mas achava que ele ia ser bonzinho mesmo se estivesse na Slytherin, ledo engano.
Depois tinha se encontrado com ele na escadaria que dava para o Salão Principal em Hogwarts, mas Harry não sabia o porquê de lembrar essas coisas agora, preferia deixar no passado, para que pudesse viver o presente. Mas as lembranças faziam com que ele voltasse mais a fundo ao passado.
Tinha visto ali o primeiro Slytherin de sangue a xingar o primeiro amigo que fez no mundo. Para Harry foi o primeiro amigo e sempre será. Mas tinha algo que fazia com que ele investigasse o passado.
Na primeira provocação do loiro Harry tinha sentido raiva e inveja pelo o loiro conseguir manobrar uma vassoura melhor que ele, mas foi ali mesmo que descobriu um talento nato e puro, mas o que tinha aquilo a ver com o que estava acontecendo no presente? Harry detestava realmente bancar o detetive.
Depois foi a provocação de poder enfeitiçar o loiro na sala dos troféus que foi uma mentira. A primeira mentira do loiro e uma provocação de verdade, se soubesse que ele era assim antes mesmo de ter aceitado aquilo, talvez teria mandado o menino ir catar coquinho no mar.
Aquelas lembranças fizeram com que Harry visse o quanto o loiro esteve presente em toda a sua vida, mesmo que fosse um peso e um inimigo, mas que sentimento era aquele que nascia em seu coração? Harry nunca tinha sentido aquilo na vida, nem por Cho Chang, uma sextanista da Ravenclaw, Harry tinha se apaixonado por ela ano passado, mas sabia que não tinha a menor chance com ela, então esqueceu que se apaixonou um dia.
Mas agora vinha Draco com aquele cuidado todo para cima de Harry. Ele realmente me amava, ou era tudo encenação para me levar ao Voldemort? Harry queria confiar no loiro, mas não queria sofrer algo estranho, odiava sofrimentos, queria algo verdadeiro, algo em que pudesse se apoiar quando se sentisse sozinho. Queria algo duradouro, mas será que poderia confiar no loiro?
Harry lembrou das declarações do loiro. " eu te amo desde do terceiro ano" "sempre estarei protegendo você" "seus inimigos também são meus", Harry sabia que aquelas coisas são verdadeiras, não era raro ver Draco Malfoy sendo romântico e pior com seu inimigo de escola.
Lembrou do ataque no trem, quando Malfoy lhe abraçou daquele jeito, se sentiu estranho, pois tinha sentindo vibrações em seu coração e borboletas no estomago. Sabia que aquilo era um modo de avisar que se apaixonou de verdade, mais por Draco Malfoy? Não podia ser outra pessoa? Outro alguém? Alguém que não conhecia? Justo seu inimigo de escola? Que jeito estranho de se apaixonar! Bufou Harry.
Também se lembrou do jeito em que ele tinha defendido ele quando Zabini lhe apontou a varinha para lhe atacar, mas o loiro não tinha deixado isso acontecer, também foi ali que tinha sentindo uma força maior em seu coração. Harry ainda estava confuso com tudo aquilo que acontecia com ele.
Realmente amava o loiro. O que faria agora, se declararia para ele ou ficava na sua? Apesar de o loiro lhe declarar quase todos os dias. Lembrou do que ele tinha dito quando revelou a ele que podia engravidar. Maravilhoso, isso fazia com que Harry pensasse que o loiro queria ter um filho com ele, será que deveria dar uma chance a ele?
Fim do flashback
Abriu os olhos e viu que estava sendo encarado pelo loiro, se assustou, não esperava encontra-lo tão cedo. Harry ficou quieto vendo o loiro lhe olhar com carinho e saudades, mas que estava magoado com o sumiço dele. Malfoy sentou ao lado de Harry, acariciou seu rosto com cuidado, não queria que o outro fugisse de novo. Queria cuidar do moreno, mas parecia que Harry não estava querendo aquilo de jeito nenhum.
— O que aconteceu? –perguntou Malfoy.
— Eu precisava pensar, desculpa. –respondeu Harry.
— Não me deixe sozinho Harry. –disse o loiro.
— Por que? –perguntou assustado com aquilo.
— Não gosto de ficar sozinho. Odeio na verdade, mas agora eu não tenho mais amigos além de você, mas você não conta, porque você é o amor da minha vida agora. Não me sinto bem sozinho. –respondeu.
— Mas eu não posso ficar o tempo todo com você, eu também preciso de privacidade...
— Okay... vou deixar você então. –interrompeu magoado e se levantando.
Harry se assustou com aquilo repentinamente, mas percebia que o loiro, estava querendo fazer com que eles se tornassem amigos para depois ter algo quem sabe mais íntimos. Malfoy foi se afastando com dor, por ter sido rejeitado, não diretamente, mas aquilo que Harry disse realmente parecia uma rejeição por parte dele.
Harry se levantou e foi atrás do loiro abraçando-o por trás, fazendo com que Draco se assustasse.
— Estou começando a te amar. –disse Harry deixando lagrimas cair, mas não deixando que o loiro visse.
Oie
Ta ai... próximo capitulo 'o primeiro beijo'
