Notas da Autora

Conforme prosseguia na sua jornada, Sakura se depara com uma cena cruel, que faz o seu sangue ferver.

Yo!

A atualização demorou dessa vez, pois, fiquei sem internet.

Como moro em um sítio, dependo de internet via rádio e o aparelho que fica na torre retransmissora do sinal da internet queimou e só trocaram hoje, após me deixarem mais de seis dias sem internet. ¬¬

Sem mais delongas, tenham uma boa leitura XDDDDD

Capítulo 6 - Perversidade

Sakura continuava a sua jornada para o oeste, quando houve um grito desesperado:

- Socorro! Alguém me ajude, por favor!

Rapidamente, ela se dirige até a origem dos gritos e encontra um grupo de bandidos, sendo todos jovens, não possuindo mais do que catorze anos, cercando dois gatos, um de cor verde e outro azul.

Ao olhar mais atentamente, percebe que o gato verde usava gravata e jazia morto, enquanto que o outro gato trajava uma espécie de vestido.

Conforme se aproximava, notou os corpos de dois gatinhos e algumas facas manchadas de sangue dos bandidos, que riam.

- Nós iremos achar o filhote que conseguiu fugir, mais cedo ou mais tarde.

- Por favor... Eu imploro!

- Diga adeus a sua vida e não se preocupe. Em breve, vocês irão se encontrar no além.

A pobre gata se encolhe, apavorada e chorando.

Porém, estranha o fato de que não sente nada acertá-la e então, cria coragem para abrir um olho e fica surpresa ao ver uma jovem com cauda, segurando o braço de seu agressor, sendo que os demais a olhavam estupefatos.

- Como ousam fazer essa barbárie? Vou mostrar a vocês, que o inferno pode existir em vida.

Sakura falava com a voz repleta de ira, ainda mais ao ver os corpinhos dos gatinhos ensanguentados, enquanto eles se divertiam.

Então, aperta violentamente a sua mão e quebra o antebraço do bandido que grita, para depois soca-lo no abdômen.

Os demais, ao se recuperarem, avançam contra ela e o que parecia ser o líder, grita:

- Vamos pegar essa desgraçada!

Um deles avança contra a saiyajin que se agacha, desviando do soco, para depois agarra o braço dele e girar para cima, deslocando-o e fazendo esse gritar, assim como soltar a adaga, para em seguida quebrar o antebraço com um soco potente, para depois aplicar um forte soco no abdômen, nocauteando-o.

Um dos bandidos tenta golpeá-la com uma faca na mão, porém, a saiyajin se esquiva, enquanto que outro marginal, mais próximo saca um revólver e atira várias vezes contra a mesma, para depois ficar estarrecido, assim como o seu parceiro de crime, ao verem que as balas chicotearam o corpo dela sem sequer feri-la.

Então, ela salta no ar, fazendo uma abertura completa e usando os pés, consegue chuta-los violentamente nos queixos, e consequentemente, estes caem no chão, desacordados.

Ela pega a perna de um e pisa com força, quebrando-a e arrancando um grito dele e quando o outro tenta se levantar, porém, a jovem pega o braço dele e o desloca, ao girar com violência para trás, para em seguida quebrar a perna do mesmo, ao chutar atrás dela, o imobilizando e fazendo-o gritar, antes de cair no chão.

O que era o líder aproveita o momento que ela quebrava os membros dos seus subordinados e avança com a sua espécie de espada nas costas dela, na altura do abdômen:

- Te peguei, desgraçada!

Porém, Sakura dá um riso de escárnio, quando o líder fica estarrecido ao ver a sua espada quebrar, sem nem ao menos cortar a roupa da saiyajin que fala:

- Qualquer arma é inútil contra mim. Minha pele é tão dura quando o aço e ademais, essa roupa é de um tecido especial.

Então, pega a lâmina da espada com as mãos e arranca da mão dele, com o mesmo percebendo que a arma sequer cortava a pele da jovem, conforme seria o esperado, se alguém pegasse na parte afiada com as mãos nuas.

O bandido tenta fugir, porém, fica estarrecido quando a guerreira surge de repente na sua frente em um piscar de olhos, enquanto sorria malignamente, fazendo-o temer perante tal sorriso.

O mesmo tenta fugir para o lado, mas, não consegue e ela o golpeia com a perna, fazendo questão de acertar o braço esquerdo dele com força, quebrando-o.

Tal golpe o faz cair no chão, enquanto gritava a plenos pulmões e aproveitando o ensejo, quebra a suas pernas e depois os braços, fazendo o mesmo com os outros, sendo que os que estavam inconscientes acordaram com a dor lacerante de seus membros quebrados com as pisadas violentas.

Em seguida, ela os vira e acerta a coluna de cada um deles, na altura da cervical, não para prejudicar o funcionamento dos órgãos. Apenas atinge o local correto, para deixa-los tetraplégicos e em seguida, se aproxima da gatinha, que tremia, enquanto chorava, encolhida.

Ela se agacha e afaga a cabeça dela, que olha para a mesma, percebendo que era um olhar bondoso e Sakura fala, com a voz o mais suave possível:

- Eu vinguei a morte de seus filhos. Acredito que esse gato de gravata seja seu esposo.

- Isso mesmo.

- Pelo que entendi, um de seus filhotes conseguiu escapar.

Ela fica com medo e a saiyajin fala, gentilmente:

- A salvei e vou ajuda-la.

Nisso, chama a kinto-un e a mesma desce dos céus, com uma espécie de trouxa de pano e ela abre, retirando uma espécie de saco e alguns panos.

Nisso, estende os panos no chão e coloca o marido e os filhotes dela nesses panos, para depois amarrar e colocar na sacola, envolvendo tais trouxas em espécies de sacola, para em seguida, colocar em cima da kinto-un e fala a gata:

- Vamos leva-los para enterra-los em algum lugar bonito.

- Poderíamos crema-los. Meu marido sempre desejou ser cremado e que as suas cinzas deviam ser espalhadas pelo céu.

- Bem, eu posso arranjar isso.

- Você irá me ajudar a encontrar meu filhote?

- Sim e depois, os levarei para onde quiserem, para começarem uma nova vida.

- Muito obrigada... Qual o seu nome?

- Sou uma artista marcial e me chamo Sakura. Sou neta de Mutaito.

- Mutaito-sama? O lendário e renomado mestre de artes marciais? – a gatinha fica surpresa.

- Isso mesmo. E qual o seu nome?

- Nya. – nisso, ela fica pensativa – Sakura... Esse nome não me é estranho. – ela comenta pensativa, desejando lembrar aonde já ouvira esse nome.

Então, Nya fica boquiaberta, quando se recorda de onde ouviu esse nome:

- É a mesma Sakura que derrotou o rei dos demônios?

- Isso mesmo.

- Incrível! Pensávamos que era uma lenda. É que como esse demônio derrotou vários mestres, não acreditamos que uma jovem guerreira conseguiria detê-lo. – ela murmura o final, envergonhada.

- Tudo bem. Acredite, não é a primeira a me falar isso... Bem, vamos?

- Como o acharemos?

- Eu estou sentindo o cheiro dele fracamente. Estou me baseando no seu cheiro.

- Agora que falou, estou sentindo fracamente.

- Vamos procura-lo. – fala sorrindo gentilmente para ela, para depois olhar para a nuvem – Kinto-un, fique no céu. Após achamos esse filhote, iremos partir.

Então, a nuvem dourada some nos céus, enquanto Nya a seguia, até que a gata se recorda dos bandidos e olha para trás, notando que estavam vivos, mas, imóveis e como se lesse os pensamentos dela, Sakura fala:

- Eles estão tetraplégicos.

- Entendo.

- Vamos partir daqui.

Então, após andarem alguns minutos, se afastando do local, ambas escutam o som de diversas feras, assim como os gritos de dor dos bandidos.

A gatinha olhava assustada para trás e depois olha para a saiyajin ao seu lado, que farejava o local, curvando-se levemente e como se lesse o pensamento dela, fala, sem se abalar pelos sons que morriam ao longe, conforme se afastavam cada vez mais.

- Essas feras não irão avançar em nós. Estão ocupadas, se alimentando de um banquete farto. Ademais, posso defender você. Portanto, não se preocupe.

- Entendo... Eu me sinto mal não sentindo pena deles e por não ter pedido para leva-los a alguma autoridade policial...

- Não se sinta mal. Afinal, eles destruíram a sua família, sem a menor piedade e para piorar, estavam se divertindo. Ademais, eles somente iriam dar trabalho aos outros, que teriam que cuidar deles. Pense por esse ângulo. Quanto a ataque das feras, é decorrente do excesso de sangue no local, que os atraiu e quem fez isso, foram eles mesmos. Portanto, eles "cavaram a sua própria cova", digamos assim.

- Bem, isso é verdade.

Então, após meia hora, ambas sentem o cheiro forte do filhote, vindo de uma espécie de tronco caído e nisso, Sakura para, enquanto que Nya se aproxima.

- Laup-chan! É a kaa-chan.

Então, a saiyajin ouve um grito animado, abafado pelo tronco e então, um pequeno gatinho azul salta no colo da genitora, que chora, enquanto o abraça.

Ela percebe que o filhote tem um lacinho rosa na cabeça e deduz que era uma fêmea, que ao ver a guerreira, fica apavorada, mas, a mãe trata de confortar e tranquiliza-la:

- Não se preocupe bebê. Ela salvou a mamãe e me ajudou a localiza-la.

Então, a pequena desce do colo da mãe e se aproxima de Sakura, junto da genitora, sendo que a saiyajin dobra os joelhos e olha bondosamente para o filhote, para depois afagar a cabeça da mesma, enquanto falava:

- Tudo bem. Eu acabei com os malvados.

- Eles não vão mais nos machucar?

- Não. Eu garanto.

- Obrigada, moça.

- Me chamo Sakura e acho o seu nome, lindo.

- Também acho o seu bonito. – ela murmura timidamente.

- Laup é tímida. – a mãe fala, enquanto abraçava carinhosamente a sua cria.

- Vamos escolher um local lindo e fazer uma pira funerária para a sua família.

- Muito obrigada, Sakura-sama.

Ela fala curvando-se, sendo tal gesto seguido pela filha, pois, para Nya, o fato dela ser neta de um lendário mestre e ser aquela que derrotou o rei dos demônios, assim como a salvou, a fazia merecer todo o seu respeito.

- Se levantem. Não precisam se curvar. E me chamem somente de Sakura, por favor.

Mãe e filha se entreolham e acenam positivamente com a cabeça.

- Kinto-un!

Nisso, a nuvem desce e Sakura sobe, sendo que ia ajuda-las, quando as mesmas flutuam, deixando-a surpresa.

- Podemos flutuar, assim como posso me transformar. Minha filha não consegue, pois, não frequentou a escola de transformação do oeste.

- Acho isso interessantíssimo. – ela tomou o cuidado de ocultar os corpos com algumas roupas dela, para que Laup não visse.

Após algumas horas, sobrevoando vários lugares, com todas sentadas na nuvem, elas encontram um belo lugar e nisso, descem em uma espécie de platô no alto das montanhas, sendo que havia belíssimas flores, além de ser um local de difícil acesso, pois, para chegar lá, precisava escalar rochas íngremes e demasiadamente afiadas, tornando aquele lugar uma espécie de Éden, intocada por mãos humanas.

- É lindo. – Laup comenta, admirada, esquecendo por alguns minutos do horror que vivenciara há algumas horas atrás.

Nisso, Sakura organiza as piras, auxiliada por mãe e filha, sendo que fizeram três piras, uma próxima da outra, com o trabalho sendo terminado de noite.

Então, enquanto as duas gatas davam os últimos retoques, com a pequena Laup controlando as lágrimas, pois, ás vezes, a imagem de seu pai e irmãos que lhe vinha à mente e a fazia chorar ainda mais, sendo agravado pelas recordações felizes, antes da abordagem dos perversos e cruéis malfeitores.

Enquanto terminavam de arrumar os galhos e pedaços de madeira, a saiyajin lavava os pequenos corpos, enquanto desejava poder trazer os bandidos de volta, apenas para fazer tudo o que fez neles, novamente.

Então, ela ajeita os corpinhos nas piras e nisso, Nya, segurando um galho com fogo na ponta, ateando fogo nas piras funerárias, enquanto Luap chorava, sendo a mesma confortada por Sakura, que afagava as costinhas dela.

Então, Nya vai para junto da filha e ambas se abraçam, enquanto viam as chamas levarem os corpos sem vida de seus entes queridos, enquanto que Sakura agradecia do vento soprar no sentido contrário, naquele instante, eviando assim do cheiro ir na direção delas.

Todos velam os corpos a noite toda, até que estes se transformam em cinzas, para depois Sakura pegar algumas folhas grandes secas e improvisar recipientes para por as cinzas, ao formar uma espécie de trouxa, sendo tal método feito para mais duas trouxas de folhas, com as cinzas de cada um, separadas.

Então, todas sobem na nuvem e no céu, bem alto, Sakura entrega o saquinho de folhas com as cinzas para Nya, que abre e espalha as cinzas pelo céu, sendo a mesma coisa feita com seus filhotes, enquanto chorava, juntamente com a sua filha, para depois olharem as cinzas sumirem nos céus ao sabor da brisa que soprava naquele instante.

Após alguns minutos, a saiyajin pergunta:

- Vocês tem algum lugar para ir?

- Acho que não. Nossa vila foi destruída por uma avalanche e nos dispersamos. – Nya comenta – Nasci e cresci na vila, assim como os meus pais e depois, meus avós e assim por diante. A vila era o nosso único lar.

- Houve mortes?

- Algumas... Ficamos com medo de voltar para a vila, pois a mesma fica na encosta das montanhas. Havíamos partido esta manhã em busca de um lar, quando acabamos encontrando esses jovens cruéis e perversos.

- Bem... Posso leva-las para morar com o meu jii-chan. O que acha?

- Jii-chan? Fala do renomado mestre de artes marciais, Mutaito-sama? – Nya fica surpresa – Mas, não iremos incomoda-lo?

- Não. Acredite, ele deve estar sozinho... Quer dizer, ele tem inochi kachô. Mas, acredito que apreciaria uma companhia que falasse. Inochi não fala a linguagem humana, embora a compreenda. O que acha?

- Mas, não deveríamos perguntar a ele?

- Não acredito que ele fará objeções. Eu as levarei para lá e depois, irei até o Torneio de Mestre em Artes Marciais, na ilha Papaya.

- O Torneio de Mestre em Artes Marciais? Ainda não é uma mestra? Mesmo derrotando o rei dos demônios? – Nya fica surpresa.

- Oficialmente, não. Por isso vou participar. Irei conseguir o título oficialmente, enquanto o torneio ainda existe.

- Eu gostaria de assistir. – Luap comenta, timidamente.

- Gostaria? – Sakura fica surpresa.

- Sim... Mas, não quero incomoda-la.

- Não será nenhum incomodo. Há aqueles que assistem as batalhas. Penso em buscar meu jii-chan. Gostaria que ele me visse lutar.

- Acredito que ele adoraria. – Nya comenta, sorrindo.

- Então, está decidido! – Sakura exclama animada – iremos até o meu jii-chan e vocês irão conversar com ele e em seguida, todos nós iremos ao torneio!

- Yupi! – Luap exclama com as patinhas no alto, para depois ficar envergonhada ao ver Sakura e sua mãe a olhando, ambas com um sorriso no rosto.

- Eu gosto da sua animação. Não precisa ficar envergonhada, Luap-chan. – Sakura fala, com um sorriso.

- É que ela é tímida, Sakura. – Nya comenta.

- Entendo. – a saiyajin sorri – Bem, o que estamos esperando? Kinto-un, vamos!

Então, a nuvem parti dali velozmente.