Normal: narração e fala

Itálico: pensamento

Capítulo 6.

Explosão P.O.V.

Já estava começando a achar que aquele corredor não era o corredor certo, quando avistei uma porta no final dele. Curioso do jeito que sou, a abri. Era a porta de um salão, que apesar de antigo e escuro, estava bem conservado.

Por coincidência, o amuleto que estávamos procurando estava caído no chão do salão, e eu me abaixei para pegá-lo, de joelhos.

Voz: Homem...

Levei um susto ao ouvir essa voz. Ainda de joelhos, olhei pra frente e vi uma garota se aproximando. Reconheci ser Katrina, a filha dos moradores da mansão.

Ela tinha o olhar fixo, e não reagiu quando eu me levantei do chão e chacoalhei a mão na frente dela. Mas quando estalei os dedos, ela agarrou meu pulso com força.

Se era um fantasma, como eu a sentia? Eu pensava sobre isso, quando senti algo em minha boca. Ela estava com a mão nos meus lábios.

Katrina P.O.V.

Ao contrário do que aquele garoto provavelmente estaria pensando, eu não tenho cegueira.

Não tinha nem ideia de quem era aquele garoto, mas era o garoto mais atraente que já tinha visto.

Eu passava os dedos pelos lábios daquele garoto, e já estava com segundas intenções: provar os lábios dele.

Eu: *voz firme* Você tem os lábios muito bonitos!

É claro que não era só os lábios: era ele todo.

Explosão P.O.V.

O que aquela garota quis dizer com "você tem os lábios muito bonitos"? Com certeza, eu descobriria logo.

Ela tirou a mão dos meus lábios e chegou mais perto ainda de mim, me enlaçando forte no pescoço. Foi aí que eu entendi tudo: ela estava querendo me beijar.

Estava tão perto do meu rosto que nossos narizes já roçavam um no outro, sem falar que eu estava muito vermelho. Provavelmente seria impossível impedir que ela me beijasse.