Capitulo 5: Outro Dia que Amanhece


Itachi (Pov)

A caminho do gabinete de Tsunade pensava no que tinha acontecido na noite anterior.

– Eu sou Itachi Uchiha.

– Eu sou Namida. – Retirando a sua mão do meu rosto.

Nessa noite durante um longo tempo Namida continuou a olhar para o céu estrelado. Essa sua acção intrigou-me um pouco. Lembro-me que ela também ficou um pouco surpreendida com os meus olhos, mas o que me surpreendeu ainda mais foi o facto de que o seu rosto não expressava qualquer emoção.

Bati á porta de Tsunade, esta ordena para entrar.

– Ainda bem que chegas-te. – Diz Tsunade olhando para mim.

– Passa-se algo? – Preocupado-me.

– Não, nada de mais, só queria informar-te que ontem Sakura informou-me que Namida sofre de amnésia temporária.

– Sim, já tinha reparado nisso. – Disse.

– Já tinhas? – Intrigada.

– Sim – Pensativo.

– Passe algo? – Pergunta Tsunade.

– Mais ou menos. Namida na noite passada pressentiu a minha presença, muito facilmente como se nada fosse. – Disse.

– Como assim? – Tsunade pensativa.

– Não tenho certeza, mas não foi a primeira que isto aconteceu. Aquelas duas raparigas que andavam a rondar as redondezas da aldeia também disseram o mesmo, apesar de eu e a Uzuki termos aproximado delas em silêncio absoluto.

– Estou haver, essa rapariga...- Diz Tsuande outra vez intrigada. – Ah! É verdade a Uzuki estará ausente durante alguns dias, pedi-lhe para que investiga-se acerca de Namida e... – Olhando para mim - o teu irmão regressa hoje a aldeia.

Olhei para Tsunade, mas não respondi limitei-me agradecer-lhe pelas informações que me deu e fui-me embora. Saí pensativo, fui ver o que fazia Namida. Olhava, pela a janela vendo a paisagem sem qualquer expressão, é um pouco difícil de decifrar o que pensa. Ouvi a campainha a tocar, Namida levanta-se ouvi a porta abrir-se.

– Sakura! – Diz Namida.

– Olá Namida vim mudar-te o penso, posso entrar?

– Claro.

Aproximei-me um pouco da janela espreitando lá para dentro. Vi Namida sentada na berma da cama, enquanto Sakura poisava seu estojo em cima da cama, tirava ligaduras limpas, desinfectante entre outras coisas.

– Então, vamos ver como está hoje esse braço – Sorrindo-se.

Como sabia que Namida tinha de ficar com o tronco nu, dei-lhe privacidade e limitei-me só ouvir o que diziam.

– Mais uns dias, e ficaras com o braço novinho em folha. – Diz Sakura. – Namida, porque não sais hoje? Está um dia maravilhoso.

Não podia estar mais de acordo com Sakura, o calor do sol, no meu rosto é muito confortante.

– Sakura – Iniciou Namida – Achas que existe o verdadeiro brilho das estrelas?

– Não sei, Namida.

Pelo tom de voz de Sakura apercebi-me que estava surpreendida. Fez-se silencio durante algum tempo.

– Gosto da tranquilidade desta aldeia – Disse Namida quebrando o silêncio.

– Por acaso também gosto desta aldeia – Diz Sakura. – Aqui há tem tantas recordações...

– Tu e Naruto são muito próximos, não são? – Diz Namida.

– Sim, - Rindo-se -...eu, ele e o...- Diz Sakura hesitando.

É verdade ela e o meu irmão tinham uma relação muito especial, desde pequenos quando andavam na primária. Mas agora eles...olhando para céu.

– Sakura desculpa-me.- Diz Namida.

– Não Namida, a culpa não é tua, eu, Naruto e Sasuke éramos bons amigos, fizemos team juntos, com Kakashi o nosso sensei, bons velhos tempos. – Pausando – Desde da primária eu e Sasuke consegui-mos criamos um laço especial entre nós, mas agora as coisas mudaram...

– Gostavas desse Sasuke? – Diz Namida.

– Sim, e ainda gosto, mas como eu disse as coisas mudaram – Diz Sakura.

Ouvi Sakura a arrumar as suas coisas.

– Tenho de ir Namida – Diz Sakura a porta a fechar-se.

Reparei que Namida abriu a janela.

– Podes entrar.

Sorri-me pois não me surpreendia. Reparei que Namida já não tinha ligadura na cabeça apenas no seu braço direito.

– Penso que ouviste a nossa conversa, não?

– Sim – Disse.

– Sakura falou sobre um tal Sasuke...Sabes quem é? – Curiosa.

– Sim, é meu irmão mais novo – Olhando para Namida.- E ele hoje regressa á aldeia com a sua team.

– Irmão mais novo...Irmão...- Diz Namida intrigada.

– Namida? – Preocupado.

– Essa palavra lembra-me de algo... – Olhando fixamente para o chão.

Olhei-a e disse.

– Não te esforces demasiado, não te preocupes que aos poucos e poucos começaras a lembrar-te das coisas.

– Tens razão, Itachi. – Olhando pela janela.

Enquanto observa-a a minha mente começou a reformulava inúmeras perguntas, das quais de onde vinha, o que tinha acontecido, entre outras.

– Hoje parece que as estrelas não vão aparecer...hoje.

Olhei para céu apresentava nuvens de chuva e com o avançar do tempo o céu ficava cada vez mais escuro, surpreendi-me porque á horas atrás o céu estava limpo com um sol radiante.

– Está alguém ao pé dos portões de entrada. – Diz Namida a mim.

Com aproximação reconheci logo o meu irmão, expressava frieza no seu rosto com olhar serio. Um dos seu membros foi levado para enfermaria, enquanto o outro dispersava.

A medida que o meu irmão aproxima-se dos aposentos de Tsunade comecei a ficar pensativo. Pode reparar que Namida olhava-me.

– Porque não vais falar com ele, Itachi?

Olhei-a sem saber o que responder, pois ela não sabia o que tinha acontecido no passado, mas segui sua sugestão, mesmo não estando confiante a cem porcento, eu sabia que mais cedo ou mais tarde teria que falar com ele.

Segui o meu irmão, até ficar a um passo de falar com ele, separando-nos apenas a porta do gabinete de Tsunade, do outro lado ouvia Tsunade a falar com meu irmão, de súbito fez-se silencio e foi ai que entrei. Tsunade ficou surpreendida com a minha presença, mas compreendeu o motivo.

– Então é sempre verdade o que diziam.- Diz Sasuke sem olhar para mim.

– Sasuke... – Iniciei.

– Arrependo-me de não ter-te morto quando tive oportunidade. – Continuando sem olhar para mim.

– Todo o que fiz foi para proteger-te, nada mais. – Num tom serio.

Reparei que cerrou os dois punhos e voltou-se para mim com ira.

– ISSO NÃO ERA MOTIVO PARA MATARES A NOSSA FAMÍLIA - Gritando.

Nesse momento agarra-me pelo colarinho e encosta-me contra a parede com violência.

– Já chega – Diz Tsunade caminhando para pé de nós.

Nesse momento lancei-lhe um olhar frio ao meu irmão.

– Esse olhar...- Soltando-me e rindo-se – Faças o que fizeres para mim estás morto, para próxima vez não desperdiçarei a oportunidade de matar-te. – Indo-se embora do gabinete.

Olhei para o chão com sobrolho franzido e foi-me embora. Cá fora já chovia. Caminhei olhando para céu, a chuva molhava-me o rosto, por alguns momentos, fechei os meus olhos e pensei.

"Tudo o que fiz foi só para proteger-te...só para proteger-te, nada mais".

Ao acabar o meu pensamento, caí de joelhos olhando para o chão, tapando o meu rosto com o cabelo molhado, na imensa chuva que cai sobre mim.