N/A: Bom, só o que eu posso fazer é me desculpar pela demora. Minha vida se tornou algo muito louco na ultima semana. Minha faculdade pegou fogo, eu fiquei doente, tiveram brigas inesperadas e aproximações muito mais inesperadas ainda ao meu redor e eu simplesmente não tive cabeça pra escrever e achei que fosse surtar. Não surtei :D a prova disso é que eu finalmente estou conseguindo escrever de novo. Mas, de qualquer forma, MIL DESCULPAS pela demora. E pelo capitulo pequeno. Ele deveria ser maior, mas eu tenho que parar de escrever agora e não queria deixar vocês mais tempo sem atualizações. Continuo hoje a noite e acredito que até o fim de semana vai ter mais coisas aqui!
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Dianna acordou, horas mais tarde, com um turbilhão de sensações dominando seu corpo. Ela tinha, naquele momento, uma dor de cabeça incrível. Mas o mais incrível é que não foi essa dor que a fez ficar na cama por muito tempo depois de ter acordado.
No primeiro momento, após ter acordado, ela tentou compreender o porquê de todos aqueles sentimentos confusos de felicidade dentro dela. Então as cenas da noite anterior começaram a vir na sua cabeça. Ela passou longos minutos relembrando tudo o que tinha acontecido, até conseguir organizar tudo na sua cabeça e distinguir exatamente o que estava sentindo e os motivos que a levaram a fazer aquilo. Só então ela percebeu o que aquilo significava, levando em conta o que ela já tinha aceitado pra si mesma a meses: estava completamente apaixonada por sua melhor amiga.
Até ontem, ela não conseguiria ver como resolver as coisas de uma maneira positiva. Procurava repetir pra si mesma pequenos fatos que ela sabia sobre Lea, que eram sérios agravantes ao fato dela estar apaixonada: Lea nunca havia se envolvido com uma mulher. Claro, beijos, saídas, sexo casual... mas um envolvimento romântico.. Lea já havia dito, inclusive, que não conseguia se ver namorando uma mulher. Segundo, ela tinha um namorado. Lógico, eles tinham um namoro aberto e, inclusive, quando as duas foram juntas pra NY passar um fim de semana, Lea acabou ficando com uma garota na frente de Theo. Dianna ficou assustada ao perceber que ela mesma tremia de ciúmes e evitada olhar para a cena, enquanto Theo parecia completamente bem com a situação. A terceira e maior questão era a forma que Lea parecia enxergar as coisas. Ela sempre se mostrou confortável com toda aquela situação e, apesar de afirmar que tinha uma alma completamente romântica, sua vida amorosa era uma completa bagunça que Dianna tinha lutado até o fim para não se envolver. Até a noite anterior.
Quando a compreensão de tudo isso a atingiu foi que a dor de cabeça começou. Ela pensou em levantar e buscar um analgésico na cozinha, mas a chance de ter que encontrar com Lea era grande e ela resolveu evitar esse momento, por enquanto. Ela apostava que, se dependesse da amiga, não teriam que conversar sobre aquilo, e ela preferia manter as coisas assim. Se ela falasse, seria só pra revelar sentimentos que certamente não seriam compartilhados e criar uma situação ruim. A dor de cabeça se tornou maior, agora acompanhada de uma sensação ruim que subia do seu estomago e se instalava no pulmão, que Dianna sabia muito bem que não era ressaca. Uma vontade enorme de chorar tomou conta dela, e ela se segurou, com o estúpido pensamento de que, se ela derramasse pelo menos uma lágrima por causa daquilo, ai sim seria um caminho sem volta pra uma relação que só a machucaria mais. Fechou os olhos e se cobriu melhor, se obrigando a votar a dormir.
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- Di?
- Ei, Nay.. tudo bem?
- Dianna, você tem noção de que todo mundo no SET já está comentando que você e Lea chegaram juntas hoje?
- Droga. – ela esfregou as mãos no rosto, respirando fundo. – Naya, eu terminei com o Alex e pedi pra Lea pra voltar pra casa dela..
- E ela deixou? – Naya tinha uma expressão cética no rosto.
- A gente ainda não conversou realmente sobre.. ela não quer, fica evitando o assunto.. mas, por enquanto, ela pediu pra eu ficar por lá.. sabe, como amigas e tal.
- Vocês são doentes, você sabe disso, né?
- Naya, porque você continua dizendo isso?
- Porque eu achei que vocês realmente fossem ficar bem, depois de você ter parado de ser uma idiota e ter confessado todos os seus sentimentos, e você dá um jeito de estragar tudo isso com o Alex...
- Você sabe que eu não fiz isso! Você sabe que ele armou aquilo pra deixar a Lea mal..
- Não muda o fato de que você tava.. lá, trepando com ela, Dianna!
- Naya! Caramba, foi um maldito sexo de despedida! Eu não queria fazer aquilo, mas ele pediu e insistiu que depois disso me deixaria em paz... você sabe disso!
- Eu sei, acho que até mesmo a Lea sabe, mas isso não muda o fato de que magoou ela..
- Você acha que ter visto ela com o Theo milhões de vezes não me magoou também?
- Primeiro, uma coisa não justifica a outra de maneira nenhuma, e eu vou te considerar mais doente ainda se você tentar usar isso como uma desculpa. Segundo, eu disse que vocês duas são doentes e eu também acho que a Lea cometeu vários erros.. mas vocês não podem continuar fingindo que nada está acontecendo, como vocês fazem a mais de um ano! Chegou a hora de vocês finalmente sentarem e conversarem sobre tudo que vocês sentem e tudo o que vocês fizeram uma pra outra. Por favor, superem esse maldito medo e conversem. Vocês se amam, vocês sabem disso, todo mundo sabe disso. Deixem de ser idiotas e cresçam.
- Eu.. é.. bom, uau.. isso foi uma forma bem.. agressiva.. de aconselhar alguém.
- Eu deveria ter te dito isso a um ano atrás e poupado muita coisa. Pense sobre tudo isso, ta? – ela atrapalhou a franja loira de Dianna e lhe deu um beijinho na bochecha, se afastando pra entrar no camarim.
