Naquela noite, Draco foi assombrado por pesadêlos. Ele via lordes das trevas, comensais da morte, bebês falando 'Daco', ursinhos de pelúcia e outras coisas que não conseguiria se lembrar quando acordasse. Seu sono foi inquieto, e por volta das 5 horas da manhã, ele se levantou, ainda cansado.

O berço de Harry não estava mais no seu quarto, ele só o tinha deixado ali na primeira noite, e aquela fora a única noite em que tinha dormido direito em muito tempo. Ele suspeitava que Potter também tinha dificuldades nesse departamento, mas ficou contente em perceber que ele estava descansando agora que era um bebê.

Resolvendo tomar um banho rápido antes que e o moreno acordasse, ele foi para o banheiro. Minutos mais tarde, quando saiu de lá, ele estava com um enorme desejo de comer chocolate e como era sábado, achou que era uma boa ideia ir até Hogsmeade com Harry.

Ele trocou de roupa, colocando seu melhor casaco, já que nevava do lado de fora. Tomou seu café da manhã, e preparou uma mochila com coisas que imaginava precisar.

Ele então foi até o quarto de Harry, e viu que o garotinho estava sentado dentro do berço, distraído com seu leãozinho de pelúcia.

- Ainda bem que você está com 2 anos, Potter!

- Otter! - o garoto repetiu rindo.

- Isso mesmo! Você é o Potter. Eu sou o Malfoy. Nada de 'Draco', ta bom?

- Daco! - ele respondeu.

Draco revirou os olhos. Teria tempo para consertar isso. Agora, era hora de tomar café.

Depois de alimentar o garoto, dar banho nele, e colocar um lindo casaquinho azul com vários peixinhos nadando, Draco e Harry estavam prontos para ir para Hogsmeade.

Ao sair do seu dormitório, de mão dada com Harry, Draco trombou em alguém.

- Presta atenção! - ele gritou por puro reflexo.

Se afastou da pessoa, e percebeu que coisa boa não podia ser. Ginny Weasley estava parada na frente da entrada para seu dormitório. Merda.

A ruiva ignorou Draco, e se virou para Harry, ficando agachada.

- Olá, meu amor - ela disse com uma voz que imaginava ser fofa. Mas era apenas estranha. - Você se lembra de mim?

Harry chegou mais perto de Draco, encostando em sua perna, e passando seu bracinho livre em volta do loiro.

- Não precisa ter vergonha, sou eu! A Ginny! Lembra?

Draco se abaixou e pegou Harry no seu colo. Ginny levantou.

- É claro que ele não lembra, Weasley. - Ele teve que se concentrar muito para não chamar a garota de algo ainda pior que seu próprio nome horroroso.

- Não fale por ele! - Ela exclamou, esticando os braços para Harry. - Vem cá, meu amorzinho, eu vou cuidar de você, não precisa ter medo.

Harry virou de costas para ela, abraçando Draco, que respondeu;

- Óbviamente, Harry não quer sua companhia agora, assim como não queria antes.

- Harry? - a ruiva perguntou. - Desde quando você chama meu namorado de Harry?

- Seu namorado? Ele é só um bebê! - Draco disse escandalizado.

- Eu... - ela respirou fundo - eu sei disso, Malfoy! Mas ele era meu namorado antes dessa bagunça. E há 5 dias ninguém me deixa ver ele!

- Caso você não esteja ciente - ele disse, seu tom de voz frio - Dumbledore me mandou tomar conta dele.

- Eu sei disso também! Mas você não tem o direito de mantê-lo longe de mim, eu sou a pessoa que mais ama ele nesse mundo! Eu deveria cuidar dele!

Com isso, a ruiva puxou Harry do colo de Draco. O moreninho começou a chorar no mesmo segundo, e Ginny começou a balançá-lo de um lado para o outro.

Draco revirou os olhos. Isso parecia ser um problema dos Weasleys; sair por aí tomando crianças dos braços de outros.

- Weasley - ele começou, tentando ser paciente. - Eu não posso perder meu tempo com isso. Se quiser saber algo, ou discutir sobre algo, sugiro que procure o Dumbledore. Ou até mesmo a Granger. Converse com ela.

Draco estava tentando ser educado. Estava mesmo. Mas aquela garota ruiva era estúpida! E ridícula! Quem ela achava que era? Tudo bem, ela era 'namorada' de Harry. Tanto faz! Ele teria seu tempo com Potter, e não iria perder essa oportunidade!

Mas não adiantava nada insultar a namorada dele, já que Draco pretendia tentar manter uma amizade com o moreno, quando este retornasse para sua idade. Tinha que ter paciência.

- Enquanto isso, - ele continuou - Harry e eu, estamos de saída.

Com isso, ele fez o 'movimento Weasley' e tomou Harry do colo dela. O garoto até ajudou um pouco, se jogando de lá.

Draco segurou uma risada. Tinha ganhado dessa vez. Ele se virou e saiu andando, deixando a ruiva para trás. Talvez ele não fosse ganhar em outra situação, mas mesmo assim, era ótimo ter a oportunidade.

- Daco? - Harry chamou, com a voz chorosa.

- O que foi, Harry? Eu estou aqui!

O moreno abraçou Draco com força e rapidamente, e começou a prestar atenção no caminho.

- Você sabia que estamos dentro de um castelo, Harry?

- Telo?

- Castelo!

- astelo!

- Perto - Draco riu e instintivamente, esfregou seu nariz no de Harry. O garoto gargalhou.

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Em Hogsmeade, Draco deixou Harry andar livremente, e logo se arrependeu de sua decisão. O garoto queria entrar em todas as lojas e tocar tudo na sua frente! Os dois acabaram levando bem mais tempo que o loiro pretendia. Quando finalmente chegaram na loja de doces, já era quase hora do almoço, e a cidade estava ficando lotada, aumentando assim, a plateia que seguia Harry.

Draco segurou a mão dele, e o guiou pela loja, mostrando todos os doces. Harry ficou interessado pelos mais coloridos. Todos os doces que Draco apontava como um de seus favoritos, Harry queria comprar. Quando saíram de lá, eles tinham uma enorme sacola de sapos de chocolate, varinhas de alcaçuz e tudo mais que Harry pedira.

Draco sabia que não era certo dar para uma criança tudo que ela queria. Mas Harry era tão fofo que o loiro simplesmente não conseguia dizer 'não'.

Sem soltar a mão do moreno, Draco começou a levá-lo de volta para Hogwarts. Chegando lá, Harry olhou para Draco e gritou;

- ASTELO! - Ele apontou para as portas de Hogwarts, soltou sua mão da de Draco e começou a correr.

Na metade do caminho, Harry tropeçou e caiu na neve.

Draco soltou a sacola no chão e saiu correndo.

- HARRY! - ele negaria que tinha gritado mais tarde.

Quando chegou perto do moreno, Harry estava deitado na neve, olhando para o céu. Draco achou a cena estranha, Harry não estava chorando, e não parecia estar machucado. Foi aí que percebeu, que o grifinório tinha se jogado na neve.

- Harry, eu vou matar você!

- Matar?

- Sim! Matar!

Harry pareceu preocupado por um instante. Draco, que estava ajoelhado na neve, passou a mao no cabelo preto.

- Eu devia ter colocado uma touca em você, Potter.

Harry riu.

- Vamos levantar! Você vai ficar doente se continuar ai.

Ele pegou Harry pela mão e o ajudou a levantar. O moreninho correu até a sacola jogada no chão e tentou pegá-la, mas estava muito pesada. Draco chegou ao seu lado, e Harry o olhou, com os olhos impossivelmente verdes e redondos. Ele esticou os bracinhos para cima, pedindo para ser carregado.

Draco revirou os olhos e se abaixou para pegar o menino, e depois a sacola.

- Você vai ficar mal acostumado!

- Mimir - Harry respondeu, deitando a cabeça no ombro de Draco.

- Você está com sono, bebê?

- Sim - ele respondeu, fazendo o 's' soar como 'x'

- Nada de dormir agora! Você tem que almoçar primeiro, tudo bem?

Harry balançou a cabeça devagar, já caindo no sono.

- Harry! - Draco chamou - eu estou falando sério, seu pestinha - ele fez cosquinha em Harry e o moreno soltou um gritinho, seguido por gargalhadas.

Draco sorriu, percebendo que Harry tinha as covinhas mais lindas do mundo.

- O que você acha de brincar na neve amanhã? - ele perguntou um tempo depois, quando entrava em seu dormitório.

- Vivaaaaaa! - Harry respondeu levantando os bracinhos.

- Vivaaa! - Draco respondeu. Ele provavelmente tinha sorrido mais essa semana com Harry, do que em sua vida inteira. - Mas nós vamos fazer um combinado!

- Nado?

- Sim, combinado! Você tem que comer seu almoço direitinho!

- Papá?

- Sim, Harry. Comer seu papá sem fazer bagunça. Combinado?

Harry balançou a cabeça positivamente.

- E depois - Draco continuou - eu vou te dar um pedação de chocolate, o que acha?

- A-ate?

- Uhum

- Vivaaaaaaa!

Draco riu.

Depois do almoço, ele e Harry foram para seu quarto. Como a cama de Draco era de casal, eles podiam deitar juntos.

Colocando Harry sentado, o loiro pegou a sacola de doces e tirou de lá um sapo de chocolate.

- A-ate? - Harry perguntou.

- Sim, Harry! Você quer?

O moreno balançou a cabeça e segurou com suas duas mãozinhas o sapo que tentava pular.

- Cuidado, Harry.

Curioso, o grifinório abriu as mãozinhas, e o sapo pulou para o meio da cama. Harry gargalhou.

- Meu! - ele disse, quando Draco pegou o sapo.

- Eu sei que é seu! - o loiro murmurou.

Ele deu o chocolate para Harry, que enfiou tudo na boca e começou a mastigar e rir ao mesmo tempo.

- Harry! Você vai engasgar, come direito!

O moreno parou de rir, e colocou as mãos em cima da boca. Quando ele as tirou de la, seus dedinhos estavam sujos de chocolate derretido e sua boca também.

Draco começou a rir, e se levantou para pegar um pano e limpar o moreno. Quando se sentou novamente, Harry já tinha sujado a cama. O loiro suspirou e pegou uma das mãos, limpando-a.

- AMO! - Harry gritou

- O que você ama, Harry? Chocolate?

- Amo a-ate!

- Eu também - Draco sorriu.

- AMO DACO! - o moreno gritou.

Draco sentiu um balão inflando dentro de seu peito, e inexplicavelmente, seus olhos se encheram de lágrima.

- Eu - ele sussurou. - amo você também, Harry.

- BEJO, BEJO! - Harry ficou em pé em cima da cama, e se jogou nos braços de Draco.

- Não, não, não, não, não! Você está com a boca toda suja, Potter!

- BEJO BEJOOOOO! - O moreno gritou, dando beijos na bochecha de Draco.

Mais tarde, com Harry aninhado em seus braços, Draco dormiu profundamente pela segunda vez.

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OI GENTE... OBRIGADA POR TEREM ME APOIADO! Estou muito animada com essa fic, e espero que vocês gostem desse capítulo! Deixem reviews por favor! Estou apaixonada com esse Harry bebê! Estou me inspirando em tudo que minha afilhada de 2 anos faz hahahah