VI – O Namoro acabou, mas a Amizade é Eterna!

Os garotos pensavam e pensavam até que finalmente conseguiram criar um plano contra o cobra-fêmea:

- Aleluia! – diz Neji se deixando cair na cama – Desde ontem a noite estamos tentando fazer e só hoje de manhã conseguimos!

- Não gostei muito da idéia de eu ser a isca...

- Calma, Naruto! A gente vai tá de olho!

- Espero mesmo, Sai...

- Vamos contar aos outros?

- Claro que sim, Gaara!

- Então vamos logo! Amanhã de manhã temos que botar o plano em prática...

- Tem razão, mas primeiro a gente tem que ir pra aula! – lembra o Hyuuga se levantando e pegando a mochila.

- É verdade!

Todos saíram do quarto e ao chegarem em frente às salas de aula suspiraram aliviados, o sinal ainda não havia batido. Entraram e sentaram-se sob os olhares curiosos dos amigos, o olhar do Sabaku foi recaiu direto em Laoni e a mesma, que estava concentrada em ler um livro, levantou os olhos e corou violentamente. Depois de dois minutos o sinal bate anunciando o início da aula de geografia, quando o professor entra da de cara com uma visão encantadora: Naruto estava encostado na janela olhando o céu e a luz do sol iluminava seu rosto dando-lhe um aspecto angelical. Ao perceber o olhar do irmão sob o amigo, Sasuke decide lhe chamar a atenção:

- O sensei já chegou, dobe...

- Hã? O que? O sensei? – pergunta o loiro assustado.

Todos dirigem seus olhares ao garoto que agora estava vermelho de vergonha:

- Bem, vamos começar a aula...

-...

- Inicialmente, eu queria que vocês se apresentasse, pois sou8 novo aqui...

-...

- Vamos começar da direita...

Um a um os alunos se apresentaram e quando chegou a vez do Uzumaki, Itachi o observou demoradamente e deu um leve sorriso que passou imperceptível aos alunos. Depois de todos terem se apresentado, foi a vez do sensei:

- Meu nome é Uchiha Itachi, já dei aula no colégio Kumo, em Kyoto. Sou o irmão mais velho de Sasuke e o novo professor de geografia de vocês...

As aulas com a mesma matéria passaram rápido e logo o sinal bate fazendo com que todos saíssem na disparada (não tô com vontade de entrar em detalhes nas aulas). O grupo Konoha decide almoçar ao ar livre, mas quando se sentam no gramado dão por falta de um membro:

- Cadê o meu irmão?

- É verdade! O Gaara não está aqui... – concorda Tenten.

- Eu vou procurá-lo!

- Está bem, Naruto! – fala Kiba – Vê se não demora!

- Ok...

O loiro procurou o namorado por todo lugar e quando estava prestes a desistir se lembrou que o Sabaku ia treinar nos momentos em que precisava esfriar a cabeça:

- Finalmente te achei!

- Naruto?

- Eu te procurei pelo colégio todo...

-...

- Por que você não está com o grupo?

- Lê aquilo e depois me diga o que você acha... – diz o ruivo apontando para o envelope em cima da mochila.

- Tá!

O Uzumaki pega a carta e lê, seu rosto que antes estava alegre passou a ficar triste. Depois de alguns minutos de silêncio, Gaara decidi se pronunciar:

- O que você acha?

- Que okaa-san tem razão...

- Então?

- Acho que... Que devemos terminar o namoro...

- Tem razão... – diz o garoto pegando outra espada de madeira – que tal um duelo?

- Claro...

Naruto pega a espada e se posiciona em posição mediana. Nenhum dos dois se move, mas logo o loiro solta a espada:

- Tão rápido?

- Não tem como ganhar de você! Somente com o olhar você já ganha!

- Hum...

- Se algum dia alguém ganhar de você, eu vou fazer uma festa pra essa pessoa!- fala Naruto guardando as espadas – Isso é uma promessa!

-...

- Vamos almoçar?

- Vamos...

- Mais uma coisa! Ainda somos amigos, né?

- Hai! O namoro acabou, mas a amizade é eterna! – responde o ruivo dando seu último beijo no Uzumaki.

-É!

Os dois vão para o refeitório onde encontram o resto do grupo:

- Onde ele estava?

- O que você acha, Tenten? – pergunta Kiba.

- Treinando, é óbvio!

- Treinando? Como assim?

- Meu irmão tem o costume de ir treinar quando precisa esfriar a cabeça, Laoni.

- Então, ele deve ser um dos melhores da sala – elogia a morena fazendo o Sabaku corar.

- Correção! Ele é o melhor – fala Lee – Se não fosse o Neji, ele seria o melhor do colégio...

- E quem é a melhor das garotas? – pergunta Sasuke.

- É a Tenten, seguida pela Temari – responde Shino.

- Hum...

- Vocês ainda não almoçaram, não é?

- Não, Sakura... – diz Gaara.

- Então o que estão esérando, vão almoçar de uma vez.

- Tá bom, Sai – fala o loiro indo pegar sua comida – Não precisa ser tão apressado.

Depois de vinte minutos o sinal bate e todos os alunos vão para suas salas:

- Yo Kurenai-sensei!

- Yo!

- O que faremos hoje, sensei?

- Hoje, quero que vocês copiem um sermão de Buda e depois me digam sobre o que fala, Karin!

- É muito grande?

- Mais ou menos, Ino...

- Quando ela fala mais ou menos é porque é grande – pensa a Yamanaka já com preguiça.

(Na minha opinião não é tão grande n.n)

Kurenai pegou um giz e começou a escrever:

Buda prega sobre o quanto devemos aos pais.

Ouvi todos, pois em verdade assim aconteceu:

Estava Buda certo dia na montanha Grdhrakuta

Próxima à cidade de Rajagriha*,

Em companhia de seus santos eleitos e discípulos iluminados

Quando uma multidão composta de monjes e monjas,

Fiéis de ambos os sexos,

Seres celestiais, dragão e espíritos demoníacos,

Juntou-se querendo ouvir sua pregação.

E ao redor do trono de lótus em que Buda se sentava,

Respeitosos reuniram-se todos, seu santo rosto contemplando

Sem ao menos piscar.

Foi então que Buda

Pregando, disse:

"Devotos do mundo inteiro ouvi-me:

Deveis muito à bondade do pai,

Deveis muito à compaixão da mãe.

Pois se o homem está neste mundo

Tem razão o karma,

E por agentes do karma os pais.'

'Não fosse pela pai não nasceríeis,

Não fosse pela mãe não cresceríeis.

Eis porque

Da semente paterna recebeis o espírito,

Ao ventre materno deveis a forma'.

'E por causa dessa relação cármica,

Nada no mundo se compara

Ao misericordioso amor de uma mãe:

A ela deveis eterna gratidão'.

'Desde o momento em que a mãe

O filho recebe no ventre,

Dez meses ela passa sofrendo,

Em cada ato do cotidiano –

No andar, no parar, no sentar e no dormir.

E o sofrimento não lhe dando trégua,

Perde a mãe a vontade

De satisfazer a fome e a sede, e também de ataviar-se,

Apenas pensando em dar à luz o filho com

Segurança.'

'Os meses se completam

O dia do nascimento chega,

E os ventos cármicos o acontecimento apressam.

Sente dores a mãe em cada osso e cada junta,

Treme o pai de ansiedade pela mãe e pelo filho,

Parentes e conhecidos com ele também sofrem.

Nasce o filho sobre a relva,

Infinita é a alegria dos pais,

Semelhante à da mulher pobre que de súbido ganha,

Mágica pérola que todos os desejos realiza.'

'Ao ouvir o primeiro choro do filho,

Sente a mãe também ela renascer.

A partir desse dia o filho,

No colo da mãe dorme,

Em seus joelhos brinca,

Do seu leite se alimente,

E em sua misericórdia vive.

Sem a mãe o filho não se veste, nem se despe.

A mãe, mesmo faminta, tira da própria boca

Para o filho alimentar.

Sem a mãe um filho não se cria.

Considerai, todos,

Quanto leite sorvestes ao seio materno:

- Oitenta medidas repletas por dia!

E o também do débito para com vossos pais:

- Infinito como o céu!'

'A mãe sai a trabalhar na aldeia vizinha:

Tira a água, acende o fogo,

Mói o trigo e a farinha peneira.

A caminho de volta findo o dia,

Antes mesmo de chegar a casa,

Imagina o filho à sua espera,

A chorar e a gritar por ela ansiando.

Peito confrangido, coração disparado,

Leite vertendo e incapaz de mais suportar,

Corre e da casa se aproxima.

De longe o filho vê a mãe chegando,

O cérebro usa, a cabeça agita,

E à mãe se dirige entre gritos e soluços.

Curva-se a mãe, estende os braços,

Os lábios aos do filho junta,

Duas emoções unificadas,

Nada no mundo supera este amor arrebatado.

Dois anos: o filho do colo se desprende,

E pela primeira vez sozinho anda.

E agora,

Sem o pai não saberia que o fogo queima,

Sem a mãe, que a lâmina corta o dedo.

Três anos: o filho recusa o leite materno,

E pela primeira vez de outras coisas se alimenta.

Sem o pai não saberia que o veneno mata,

Sem a mãe, que as ervas curam.

Se os pais a uma festa são convidados,

E guloseimas e delicadas iguarias lhes são oferecidas,

Nada comem, mas tudo consigo guardam.

Ao retornar, o filho chamam e tudo lhe dão,

Felizes apenas de ver o filho feliz.'

'O filho cresce,

E ao iniciar o convívio com amigos,

Roupas de seda o pai lhe compra,

Seus cabelos a mãe com capricho penteia.

Esquecidos de si mesmos ao filho tudo dedicam,

Eles próprios vestindo roupas velhas e rasgadas.

Passa o tempo e o filho se casa,

E uma estranha ao lar conduz,

Mais e mais os pais ele passa a ignorar,

Mais e mais o novo casal íntimo se torna,

Trancado no quarto em animada conversa.'

'Envelhecem os pais,

Ânimo quebrando, forças lhes faltando,

O filho apenas têm para recorrer,

E a nora para ajudá-los.

Mas a manhã se vai, a noite chega,

Sem que lhes vejam os rostos,

Cerrada está a porta na gélida madrugada.

Seu quarto é frio, semelhante ao da estalagem,

Que dá pouso por uma noite ao solitário viajante.

Não há mais repouso, nem risos.

E eis que em momento de crise,

O filho chamam para lhe pedir ajuda,

Mas nove em dez vezes ele não os atende.

E quando enfim chega, raivoso os ofende,

Aos gritos dizendo que melhor lhes seria,

Morrer a continuar vivos, velhos e imprestáveis.

Peito repleto de mágoa, atordoados,

Os pais vertem lágrimas sentidas.

- Ah, quando eras pequeno,

Sem nossa ajuda não terias te alimentado,

Sem nossa ajuda não terias crescido.

Ah, nós ti..."

*. Rajagriha: antiga província no interior da Índia, atual estado de Bihar.

- A senhora disse que não era grande!

- Eu disse mais ou menos, Shikamaru – corrigi a sensei indo até a porta.

- Isso vai ser problemático...

- Eu vou falar com a diretora enquanto vocês copiam o sermão!

- Hai sensei!

Kurenai sai da sala:

- Temos mesmo que copiar?

- Hai Sasuke – fala Naruto desanimado.

- É pouquinho!

- Pouquinho? – diz o Sabaku se virando para trás – Você chama isso de pouquinho, Laoni?

- Claro! Eu já acabei!

- O que? – falam os três garotos ao mesmo tempo.

- Hã?

- Você já acabou? – pergunta Gaara quase subindo em cima da mesa da garota.

- Ha... Hai! – responde a morena começando a ficar vermelha.

O Uzumaki olha pro moreno e cochicha:

- Será que...?

- Talvez...

- Espero que sim...

- Vocês estão namorando e ainda diz que espera que seja verdade?

- Hehehe! – ri o loiro chamando a atenção dos outros dois.

- O que foi Naru-chan?

- Não é nada, Laoni!

- Hum...

- Acho melhor vocês voltarem a copiar – aconselha Hinata se virando e dando de cara com um Naruto preguiçoso – Você e o Gaara-kun sabem como é a Kurenai-sensei...

- Tem razão, Hinata-chan...

Os garotos começam a copiar, enquanto Laoni, Sakura e Hinata conversavam:

- O que vocês acharam do prof. Itachi?

- Ele é bem legal...

- E também bem bonito!

- Eu ainda prefiro Sasuke-kun – diz Sakura sonhadora.

- Ahãm...

- O que foi, Lao?

- Depois de conto, Hina-chan...

- Está bom!

Depois de alguns minutos a professora retorna:

- Já acabaram?

- Não!

- Vocês têm mais dez minutos para acabarem...

- Só?

- Claro! Já tiveram muito tempo...

Todos os alunos: T.T

- Bem, pelo o que vejo três alunas já acabaram... – fala Kurenai indo até elas – Qual de vocês se oferece para falar sobre significado do sermão?

- Eu, Kurenai-sensei!]- Então fale, Hinata...

- O sermão fala que os nossos pais fizeram tanto que eles fizeram, os xingando, assim nos tornando filhos ingratos.

- Muito bem!

- É isso aí, Hinata – diz Kiba fazendo a Hyuuga corar.

O som do sinal soou alto na sala de aula fazendo os alunos gritarem, era hora do intervalo entre as aulas. O grupo Konoha se encontra embaixo da árvore, como sempre e, logo todos ficaram a par do plano dos garotos:

- Vocês... Hum... Não acham um pouco perigoso?

- Nós estaremos vigiando o Naruto, Sakura!

- Eu sei, Sai, mas... E se der alguma coisa errada?

- Hum... Nós não olhamos por esse lado...

- Vocês não pensaram no que fazer se o plano não der certo, Gaara?

- Todo mundo comete erros, não é, Tenten? – pergunta Neji tentando evitar que a namorada explodisse – Você mesmo já cometeu muitos!

- É, mas... Tá bem... Você tem razão! – fala a garota ao olhar o Hyuuga

- E como faremos a Tsunade-sama ver quem realmente é o Orochimaru?

- Bem, é aí que vocês entram, Laoni...

- E o que temos que fazer? – pergunta Temari

- Você nada, elas irão até a diretoria e dirão à diretora que um professor está batendo no Sai – responde o Sabaku num tom de liderança.

- Ok! Mas o que eu vou fazer?

- Você irá vigiar o corredor e impedirá os alunos de verem o que está acontecendo, ou seja, de verem o cobra-fêmea se divertindo com o Naruto...

- Esperem um pouco! Vocês disseram que estariam vigiando! – gritou o Uzumaki assustado.

- E estaremos – diz Neji – Mas não podemos nos expor, senão, o Orochi-biba vai escapar...

- Ma... Mas...

- Não se preocupe, Naru-chan – tenta acalmá-lo Laoni – O plano dará certo, você vai ver!

- Hum...

- Bem... E quando começamos?

- Amanhã, antes de as aulas começarem, Hinata...

- A primeira aula vai ser química...

- É por isso que agiremos antes de começar, Sasuke – fala Sai – Acho melhor irmos andando...

- Tem razão! – concorda Sakura – Daqui a pouco bate o sinal!

Decidido o que iriam fazer, o grupo se dirige as salas de aula. Depois de enfrentarem uma longa e cansativa aula de língua estrangeira, os alunos do 1º ano vão para seus dormitórios:

- Ainda não entendi! Por que tive que mudar de quarto?

- Porque lá você corria perigo, Lao-chan...

- Isso eu entendi, Hinata! Mas não entendi o porquê de eu correr perigo lá!

- Porque a Karin e a Ino estão irritadas com você – responde Sakura entrando no banheiro – Vou tomar banho...

- E isso lá é perigoso?

- Ah se é! Elas fariam de tudo para ver você expulsa ou até mesmo machucada! – fala Tenten – Por isso você está aqui, sem falar que você vai andar sempre acompanhada por uma de nós...

- Até isso! – exclamou a Akasuna surpresa.

- É! Até isso...

Passados alguns instantes a Haruno sai do banheiro:

- Quem vai agora?

- Eu! – responde a Mitsashi se levantando da cama

- Hinata, posso falar com você?

- Hã? É claro, Laoni...

- Podemos ir lá no jardim? Vai ter menos gente...

- Claro!

As duas garotas saem do quarto e vão em silêncio até o gramado, chegando lá elas se sentam e então a Hyuuga pergunta:

- Estou prestes a descobrir por que você anda tão quieta?

- Ahãm...

- Então... Hum... O que foi?

Laoni começou a contar tudo que havia acontecido e quando acabou olhou para a amiga:

- Bem...

- Eu sou uma burra...

- Não! Você não tem culpa!

-...

- Se você está apaixonada por ele devia...

- Devia? Devia o que?

- Devia seguir em frente, devia conquistá-lo!

- Mas... E o Naruto?

- O Naruto-kun entenderá, Laoni...

- Você acha?

- Tenho certeza absoluta! Eu também tenho certeza de que ele vai apoiá-la!

- Hum...

- Está se sentindo melhor?

- Estou... Arigato, Hina-chan... – responde a Akasuna com um pequeno sorriso.

- Vamos voltar?

- Vamos...

A noite passa rapidamente e logo o grupo estava reunido no refeitório, ainda vazio:

- Todos sabem o que fazer?

- Hai, Neji-kun...

- Ok! Então... Acho melhor começarmos...

- Já pensaram no que fazer se o plano der errado?

- O plano não vai dar errado, Sakura!

- Se é isso que vocês dizem...

- É! É isso que nós dizemos! – exclama o Hyuuga irritado – Agora vamos!

Os alunos saem e quando chegam em frente do prédio das salas se separam: as garotas vão para a diretoria e os garotos entram no prédio:

- Você sabe o que tem que fazer, Naruto...

- Eu acho que sim...

- Não se preocupe – fala Gaara pela primeira vez com o loiro desde o dia anterior – Vai dar tudo certo...

- Eu sei que vai – concorda o Uzumaki andando em direção a porta.

Chegando em frente a ela, o garoto olha para cima onde havia uma placa em que se lia:

Sala de Química

Profº Orochimaru

Ensino Médio

"Vamos lá!" pensa o garoto batendo na porta. Alguns minutos se passam até que se ouve uma voz vinda de dentro da sala:

- Quem está aí?

- Professor Orochimaru, estou com dúvida em uma questão da tarefa, será que o senhor poderia me ajudar? – fala o loiro tentando manter a voz firme.

- Naruto-kun? – pergunta o sensei abrindo a porta – Onde estão os seus amigos?

- A... Ainda não acordaram...

- Então você está sozinho?

- Ha... Hai!

- Bem, você disse que está com dúvidas em uma questão, certo?

- Certo, sensei...

- Vamos!Entre para podermos ver qual é a sua dúvida...

Naruto entra com passos firmes na sala de química, mas logo chega em frente a mesa do professor se arrepende de ter ido tão longe:

- Então? No que você quer minha ajuda?

- Ta... Tarefa...

- E por que você não pediu ajuda aos seus amigos?

- E... Eu não q... Queria acordar eles...

- E nenhum deles está acordado?

- N... Não que eu saiba...

- Perfeito!

- O se... O senhor vai me ajudar?

- Claro! Claro que sim...

O Uzumaki tira a mochila das costas e já ia tirando o caderno quando foi subitamente preso contra a parede:

- Sozinho, hein?

-...!

- Sabe, as vezes acho que isso não passa de um plano para me ver fora do colégio...

-...!

- Se eu estiver certo, tenho a infelicidade de te informar que o plano de vocês não dará certo!

- O.O

- Hum... Por onde será que começo? – pergunta Orochimaru olhando o loiro por inteiro – Será que por cima? Ou por baixo?

- Onegai...

- O que foi Naru-chan? Está com medo do que pode acontecer?

-...

O sensei começa a lamber o pescoço do loiro, enquanto desabotoava a camiseta do mesmo:

- O... Onegai...

- Shhh! Fique quietinho...

O garoto se vê obrigado a deitar-se no chão quando Orochimaru pede e logo sente uma mão fria abrindo o zíper de sua calça:

- Onegai sen... Sensei...

- Eu mandei ficar quieto!

Então tudo aconteceu rápido demais, quando acordou, Naruto se encontrava no chão coberto por um pano:

- Eu não acredito que ele fez isso com o... Naruto! – grita uma voz e logo o Uzumaki ouve passos – Você está bem?

- Sakura, deixe ele se recuperar...

- O... O que aconteceu? – se ouviu perguntar

- Você não se lembra?

- É bom que ele continue sem se lembrar...

- Mas ele precisa saber que o plano não deu certo, Gaara!

- Mas deixe ele se recuperar primeiro, Sakura-chan – disse uma voz que ele reconheceu sendo a de Hinata.

- Acho melhor o levarmos para o quarto...

- O Neji tem razão – fala uma garota ao lado de sua cabeça – mas como faremos isso?

- Primeiro precisamos por uma roupa nele...

- Gaara?

- Eu coloco... Onde estão as roupas?

- Aqui, mano!

- Vocês vão ficar aqui olhando?

- Claro que não! – diz uma outra garota – Vamos gente...

Os seus amigos já deviam ter saído, pois ele sentia mãos quentes começarem a vesti-lo:

- Foi minha culpa...

-...

- Fui eu quem disse para você ser a isca, desculpe-me...

- Vo... Você não tem cul... Culpa...

- Não tenho culpa, Naruto? Olha o seu estado!

- Não foi você...

- Fui eu quem te botou como isca no plano!

- E fui eu quem decidiu ser...

- Porque você se viu obrigado por nós!

-...

- Bem... Você consegue se levantar?

- Acho que sim...

O Uzumaki se levanta com muito esforço e já ia caindo quando o amigo o segurou. Os dois foram andando devagar e ao passarem pela porta se viram cercados de rostos:

- Ele está bem?

- Está...

- Consegue andar, Naruto-kun?

- Consigo, Laoni...

- Ok! Sasuke irá levá-lo ao quarto e lá você descansará, está bem?

- Ahãm...

O garoto se viu solto pelo Sabaku, mas logo foi abraçado por trás. Quando tentou ver quem era, ouviu uma voz em seu ouvido:

- Você está bem, Naruto?

- Es... Estou...

Ao olhar para a frente, o loiro viu o ruivo se afastando e percebeu a posição em que se encontrava:

- Eu consigo andar sozinho...

- Se você ainda não é, um dia será meu...

- O que ele quer dizer com isso?

- Não se preocupe, Gaara se afastou sorrindo...

- Hã?

- Ele nos contou que vocês não estão mais juntos...

-...

- Acho melhor eu te levar para o quarto antes que você desmaie...

- Eu não sou tão fraco assim!

- Não é? Dúvido!