Hey guys! Feliz 2013, né? Muitas felicidades, Damons e Stefans na vida de vocês, e espero que esse ano a sua carta de Hogwarts chegue! Gostando da minha fic? *-* só para avisar que esse cap é completamente "romântico", é entre eu e o Damon. Se você quiser poupar o seu tempo não lendo esse cap, tudo bem, não vai alterar em nada no próximo cap. Só preciso que vocês saibam que a amizade entre eu e o Damon é gigante, e fundamental no decorrer da história inteira. Quem for ler... Enjoy!
~o~o~o~
(Se não quiser ler coisas entre Damon e eu + Delena, pule esse cap. Imediatamente.)
Argh, minha cabeça.
Onde eu estou?
Abro os olhos, e me vejo na praça de Mystic Falls, onde eu estive alguns dias atrás.
Hein? Eu não estava na casa dos Salvatore?
Aliás, o que eles são?
Mas calma. Isso não parece ser real.
Foi o dia em que eu estava sem o colar, e que o Damon me beijou! Por que a minha mente está me trazendo para cá?
Vejo, sentado em um banco, de costas, o cabelo do Damon, e um cabelo que parece ser o meu.
Eu estou aqui e ali? Ai, deuses, minha cabeça vai explodir.
Chego mais perto, e tento não ser vista por eles. Mas não tem nada onde me esconder. Droga.
Mas... eles não conseguem me ver!
Passo a mão na frente da cara do Damon, e ele continua prestando atenção na outra eu. Bom, tudo bem. Melhor para mim. Me sento no chão e começo a prestar atenção na história.
– Ele serve para te proteger. – fala Damon.
– Proteger do quê? – "eu" falo
– Você vai entender. Bom, tudo bem. Você só vai se lembrar disso.
– Disso? Disso o quê?
E nisso ele "me" beija.
(Eu vou por aspas quando eu me ver, ok? Senão fica muito confuso. Mais do que já está.)
Bom, é até aí que eu me lembro. Me vejo parar o beijo, ofegante, e Damon se levanta e "me" oferece o braço. Me vejo com uma expressão de dúvida, mas dou o braço a ele, e em segundos depois...
Ei! Calma! Como a gente chegou até aqui?
– Como a gente chegou até aqui? – Me ouço perguntar.
– Julia, eu preciso te falar o que sou. Mas você – ele chega mais perto de "mim" e me olha nos olhos – você não vai gritar, ou ficar com medo. Você vai entender, e quando eu falar o que sou, você já vai saber a minha história.
– Damon, o que você é?
– Eu sou um vampiro.
Vampiro?
Tenho vontade de correr. Diferente de eu ali, escutando-o calmamente, eu tenho vontade de fugir. Vampiro? Aquelas lendas que eu escutava quando pequena? Isso não pode ser verdade.
– Vampiro, Damon? Como, se você está no sol? Você não deveria queimar? – me ouço falar.
– Sim, mas eu tenho esse anel – ele mostra o anel na mão dele – que foi feito por uma Bennet. Me protege do sol.
– Bennet?
– Bruxas Bennet. A Bonnie é uma Bennet. Ela é uma bruxa.
– Uau...
– Você sabe de toda a história – fala Damon, olhando nos meus olhos – da minha história, da história do Stefan.
E de repente, tudo volta á mente. Vampiro. Sol. Velocidade. Força. Agilidade. Morte. Estacas. Stefan Salvatore. The Ripper. Damon Salvatore. Katherine? Quem seria essa? Amor do Damon. Tumba. 100 anos. Elena. Triangulo amoroso. Damon, Elena, Stefan. Elena se parece Kaherine. O que seria uma Doppleganger? Caroline? Criada por Katherine. Sangue de vampiro + morte = transição.
– Eu sei de tudo – me ouço falar.
– Eu sei. – fala Damon, passando a mão no meu rosto. – eu preciso de sua ajuda. Eu preciso esquecer a Elena.
– O que ela fez?
– Ela? Nada. Eu sou sempre o que atrapalho. Eu não sou o Stefan!
– Lógico que não. Você é melhor do que o Stefan.
– Eu sou o cara malvado da história, Julia. Eu sou egoísta, manipulador.. Eu até te controlei para desabafar! Eu sou egoísta, e faço tudo do jeito que quero.
– Sabe, Damon, eu escutei uma coisa algum tempo atrás, que eu acho que cabe perfeitamente aqui. – ele "me" olha nos olhos, em dúvida. – A relação da Elena com o Stefan é como uma barreira. – ele me olha com raiva – calma, eu explico. Ela é sólida, como uma barragem. Ela consegue ser forte e agüentar toda a água. Mas, um furinho, só precisa de um furinho para desabar. – a atenção dos olhos azuis se voltam para mim – nessa relação, só precisa de um empurrãozinho para desabar. A sua e da Elena, porém, é por um fio. Esse fio balança, estica, puxa, sempre se movimenta, mas nunca quebra. É um fio de aço, coisa que a barreira nunca vai ter.
Ele me olha nos olhos, e passa a mão por meus cabelos.
– Você é muito bonita...
– Obrigada, Damon, mas você está bêbado e está vendo coisas onde não existe.
– Você não se acha bonita?
– Não..
– Pois deveria. Ah, se eu não fosse apaixonado pela Elena...
– Você está dizendo que você gosta de mim, mas ama a Elena?
– Exato. Ciúmes?
– Por que teria? – respondo, sorrindo fraco – você e a Elena foram feitos um para o outro! Ela faz bem para você, e você testa ela, põe ela no limite. Vocês são perfeitos juntos. Eu sou só uma menina que gosta de um vampiro
– Sabe – ele diz, se afastando um pouco – você me lembra a Rose.
– E ela era tão legal quanto eu? – pergunto, saltitante. Ele ri.
– Você beija melhor.
– Acho que joguei sua amiguinha para escanteio, então – dou de ombros. Ele ri novamente, e eu rio também. – mas me responde uma coisa, por que estão todos preocupados?
– ah, Klaus. Esse cara é chato, e está atrás da Elena. Acho que ele quer virar um híbrido, e para isso ele tem que drenar a Elena inteira – ele fala preocupado.
– Não se preocupe. Vai dar tudo certo.
– Como vai dar tudo certo? Eu sou um vampiro, a Elena está rodeada por vampiros, a vida dela nunca vai dar certo!
– Ela tem você para protegê-la.
– Eu? É melhor o Stefan! Não é ele o cavaleiro branco?
– Lembre-se que até o cavaleiro branco teve os seus momentos escuros.
– Mas eu sou o bad boy! Eu não posso salvá-la!
Ele começa a passar a mão pelo meu pescoço. Percebo.
– Damon.. Por que você está fazendo isso?
– isso o que? – ele pergunta, se aproximando mais do meu pescoço.
– Damon, você vai me morder?
Ele para no meio do caminho. Suspirei, aliviada. Mas então tudo aconteceu meio rápido.
– Vou – diz ele, "me" olhando nos olhos. – Não grite, e não vai doer.
E ele foi até meu pescoço, e o mordeu.
O lugar onde estava com a echarpe. Era isso.
Me vejo parada, estática, com medo, mas não saio do lugar, nem grito. Logo ele se afasta de mim, com um filete de sangue escorrendo pela boca. "Passo" um dedo onde ele mordeu, cheio de sangue. Instintivamente, passo a mão pelo meu pescoço.
– Seu sangue é... Delicioso – fala Damon, com os olhos fechados. – tem um gosto forte, único.
– Recebo isso como um elogio – me ouço falar, enquanto tento estancar o sangue do meu pescoço.
– Calma que já resolvemos isso do seu pescoço – diz ele, calmamente. Ele faz os caninos dele aparecerem (caninos retráteis? Isso que eu chamo de vampiro moderno.¬¬ Então para abrir uma lata de goiabada sem passar percebido é fácil, né?) e ele morde o próprio pulso. – Tome um pouco do meu sangue. Vai te curar.
É lógico. O que não mata, salva!
Receosa, me vi pegar o pulso de Damon, com medo, e levar próximo à boca. Ele afirma, e eu levo aos lábios. O gosto de algo estranho volta na minha boca. Era isso! Ah, cara, que nojo, eu bebi o sangue de alguém.
Me vejo afastar, e segundos depois parece que fiquei muito fraca, pois fui para frente e Damon me segurou.
– Hey, o que foi?
– Não sei – respondo – estou me sentindo meio fraca.. isso é normal?
– Não, não é. Ju, a sua ferida.
– O que tem ela?
– Já era para ter estancado, mas não parou de sangrar. O que está acontecendo? Bom, espera um minuto que eu já volto, vou pegar algo para você cobrir isso.
De repente, ele sumiu. Ficou só eu e a outra eu. Me aproximei dela (vou falar dela por que se eu falo que eu me aproximei de mim fica beem confuso :s) e fui do lado para ver o pescoço. Ela não estava cobrindo, entao consegui ver bem. Tinha dois furos (!), envoltos com muito sangue, mas estavam começando a se cicatrizar, muito lentamente. Não tinha que já ter cicatrizado?
Damon volta, com uma echarpe e um paninho nas mãos.
– Isso ainda não cicatrizou? – pergunta ele, limpando com os dedos o meu pescoço. Ele pega o pano e limpa o meu pescoço, deixando só a cicatriz se cicatrizando. "Reclamo" um pouco de dor. Ele olha para os dedos deles, que estavam cheio de sangue, e ao invés de ele limpar no paninho, ele começa a lamber os dedos.
Eu estou com nojo.
– Se isso não fosse o meu sangue, isso seria extremamente sexy – me ouço falar.
Espera. EU FALEI ISSO MESMO?
Gente, me internem, eu fumei, o Damon me drogou, por que não é possível. Eu bati a cabeça, só pode.
Ele ri.
– Você definitivamente parece a Rose. – ele termina de limpar as mãos no pano (Graças a Zeus.)
Pego meu celular que está no meu bolso. São quase 18 horas.
– Já te segurei aqui por tempo demais. Você não tem uma festa, ou algo assim? – pergunta Damon.
– Tenho sim, na casa da Elena. Pode deixar que agora você tem uma aliada no seu time, Damon. Confie em mim, e vocês vão acabar juntos.
– É uma pena – ele recomeça, passando a mão no meu rosto – vem, deixe eu te levar onde a gente estava.
E em segundos voltamos para o banco inicial.
– O que é uma pena? – "pergunto", me sentando. Ele senta também.
– Que você tenha que esquecer toda essa tarde.. Mas um dia você vai saber a verdade. E não é um futuro muito distante.
– Por que eu tenho que esquecer?
– Porque eu sou egoísta, lembra? Você é só a minha distração da tarde. – ele olha nos meus olhos, e recomeça a falar: – você vai esquecer essa tarde inteira, só vai lembrar até o ponto que eu te beijei.
E com isso eu fechei os olhos, e ele depositou um beijo nos meus lábios.
Me vejo sozinha no banco. "Abro" os olhos, e olho para os lados à procura de Damon.
De repente, minha visão escurece.
