Aviso: Naruto não me pertence e nem quero! Prefiro o Gaara, que é meu e ninguém tira! Ò.ó
"Pensamentos"
"Flashbacks"
Pedradas ao fim do capítulo n.n'
P.S.:Não é uma songfic, mas foi baseada numa música que eu ouvi... (acho que todo mundo sacou essa ¬¬')
Boa leitura n.n
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No dia seguinte, um rapaz desconhecido chegou logo cedo à Mansão Uchiha. Ele tinha cabelos escorridos e negros assim como os olhos. Pele tão branca quanto à de Sasuke. Até mais se duvidasse. Foi assim que Inodescreveu o estranho que trazia consigo uma sacola nas costas. Ela estava na varanda de seu quarto. Sempre fora a primeira a acordar, gostava da aurora do amanhecer... Pelo visto, não era a única. O rapaz olhou de relance para seus olhos azuis curiosos e depois, direcionou os mesmos para a entrada. Ninguém parecia se mover lá dentro. Mas é claro, quem iria estar acordada na mansão às cinco da manhã? O movimento só começava lá dentro às sete:
- Quer alguma coisa, senhor...? – perguntou um tanto tímida
O rapaz olhou-a de forma desinteressada. Parecia mais inexpressível que Sasuke. Ele caminhou com passos largos e calmos até a varanda em que ela se encontrava:
- Essa é a mansão dos Uchiha, certo? – perguntou ele sério
- Sim... – respondeu num fio de voz
- Sabe me dizer que horas esse bando de preguiçosos levanta?
- Às sete... – disse com o rosto ruborizado pela vergonha que sentia do estranho
- Sete? – olhou para a entrada – Não é a toa que o país tá jurado de guerra... – comentou irônico
- Meu irmão faz muito pelo país! – exclamou irritada por um momento. Logo abaixou a cabeça. Não gostava de ser grosseira com as pessoas, incluindo as estranhas
O rapaz olhou-a analisando suas roupas majestosas e o anel da realeza em seu dedo. Mas, apenas concluiu seu pensamento quando observou o semblante triste da loira...
- Presumo que seja a princesa Yamanaka Ino.
- Desculpe-me a grosseria... – disse ainda mais baixo
- Ah não... Não banque a muda... – ela olhou-o ainda mais vermelha
- Quem é você? – perguntou para disfarçar o constrangimento
- Meu nome é Sai – disse simplesmente
- Sai...? – perguntou interessada em seu sobrenome
- Apenas Sai
- Claro... Isso não é de minha conta... – deduziu em voz baixa, mas pôde ser ouvida
- Não é mesmo – disse grosseiramente
Ino abaixou a cabeça para fitar a rachadura na grade de madeira de sua varanda, pintada de branca. Ela parecia muito interessante naquela situação e em muitas outras... Uma coisa que intrigava a garota era a origem do rapaz. O que ele fazia? Por que estava ali? Olhando disfarçadamente para a sacola de Sai, no intuito de responder suas perguntas, foi abordada pela resposta rápida dele:
- Sou pintor. – ela arregalou os olhos – Se tem algo a dizer ou perguntar, seria interessante que falasse. Minha bola de cristal não está funcionando muito bem nos últimos tempos...
Ela olhou-o agora com indignação. Como é possível ser tão grosseiro e irônico? Ele olhou para ela com um olhar que perguntava "o que foi?". Ficou irritada por um instante, sentimento que há muito tempo não sentia. Aliás, sentimento que nunca sentira. Acalmou-se logo, convencendo-se de que a vida solitária de um pintor deveria ser deveras horrível. Culpou o tempo pela amargura do rapaz. Não estava disposta a brigar com alguém:
- Quer entrar? Deve estar com fome e cansado...
- Entrar como se isso aí tá vazio?
- Eu abro a porta para você – ele olhou ainda sem expressão – Mas se você quiser ficar aí fora e esperar...
- Certo... – pronunciou chateado
Ino foi até a entrada e abriu a pesada porta da frente, tomando cuidado para não acordar os outros que dormiam na casa. Sai entrou sem fazer cerimônia. Sabia muito bem que tipo de pessoas eram as ricas. Para se fazerem de pessoas de bem, davam um pedaço de pão velho e meio copo d'água para os pobres coitados que viviam na rua, trabalhando de sol a sol. Então, se essas pessoas não faziam questão de ajudar, Sai não fazia questão de agradecer ao ato de "bondade". Lembrava-se até hoje de uma mulher rica, talvez a única no mundo que lhe foi boa. Ela era viúva e lhe deu um copo de leite. Ele nunca se esquecera disso:
- Me siga... – disse em tom baixo
Eles chegaram até a grande cozinha. Sai pensou em quantas pessoas ficavam lá dentro para preparar as refeições do Imperador e sua irmã. A loira fez um gesto para que ele se sentasse à mesa e foi o que fez. Enquanto analisava o lugar com seus olhos críticos, Ino perguntou-lhe:
- Do que gosta senhor?
- Meu nome é Sai, não senhor – disse sem tirar os olhos das paredes decoradas
- Desculpe... Do quê gosta, Sai?
- Qualquer coisa... – foi a resposta pronta
Ino concordou com a cabeça e dirigiu-se à despensa. Voltou alguns minutos depois com alguns pães frescos, frutas e um bolo. Quase deixou a cesta em que os alimentos estavam, cair ao chão. O kimono sempre atrapalhava na hora de andar. Colocou os mesmos sobre a mesa em frente ao pintor que ficou um tanto surpreso, sem demonstrar:
- Bom... Talvez ficar aqui não seja tão ruim...
Poucos segundos depois, Ino voltou com um prato e um copo de leite...
Todas as crianças corriam pelas ruas brincando de guerrinha de frutas. Era o fim da aula e as crianças, para se livrarem das frutas que sobravam em seu lanche, faziam isso todos os dias. Sai, sendo muito pobre, sempre ficava a espreita para apanhar quantas frutas conseguisse. Mas aquele dia não foi muito feliz, principalmente quando as outras crianças viram-no fazendo isso:
- Ei, - chamou uma das crianças – aquele não é o esquisito do Sai?
- É mesmo! – respondeu – O que ele faz com as nossas frutas?
- Será que ele vai contar isso para nossos pais? – foi a sugestão de outro
- Não podemos deixar que isso aconteça! Atrás dele!
E um grupo de crianças de oito anos correram em direção ao franzino garotinho que, ao perceber, correu assustado. Mas ele estava em menor número como sempre e os outros garotos lhe derrubaram com violência no chão, tomando todas as suas frutas:
- Não! Isso é meu! – gritava ele, mas os outros já se afastavam correndo jogando as mesmas no lixo. Se Sai tivesse forças para correr, teria conseguido resgatar o seu almoço...
Encostou-se contra o muro de uma fina mansão ali perto e abraçou as pernas, encolhendo-se o máximo possível para a fome passar. Escondia o rosto por entre as pernas miúdas, tentando esconder os olhos que agora choravam. Estava com raiva. Estava triste. Estava perdido. Estava sozinho. Chorou ainda mais se lembrando da mãe doente numa cama de hospital o qual não o deixavam entrar para vê-la. Como as pessoas podiam ser assim? Desejou do fundo do coração que alguém lhe estendesse a mão. Mas uma pessoa boa. Como isso seria possível? Só se...
- Tudo bem com você? - ... um anjo aparecesse – Garoto... Você está bem?
Sai voltou os olhos para uma mulher que lhe olhava preocupada. Tinha cabelos na altura dos ombros na cor ruiva, com uma mecha prata. As rugas em seus olhos denunciavam uma idade de quase quarenta anos, mas tinham a jovialidade de uma adolescente. Sentiu-se calmo com a presença dela e respondeu:
- Roubaram minhas frutas – reclamou ranzinza
- Oh! – exclamou – Mas que horror!
- E eu ainda tô com fome – reclamou ainda mais ranzinza
- Ah, mas isso eu resolvo – ela tossiu forte – Venha comigo – ela apontou para o portão de entrada
Sai a seguiu com os olhinhos arregalados. Era uma casa espetacular, do tipo que sua mãe merecia, uma casa de rainha. A mulher apontou para umas almofadas no chão e ali ele começou:
- Meu nome é Kirah e o seu?
- Sai
- E o que é que você gosta de comer Sai? – ela tossiu muito forte, mas ele não deu atenção
- Qualquer coisa Kirah! – foi a resposta meio insegura da criança.
Toda vez que lhe ofereciam algo para comer lhe apareciam com um pedaço de pão velho e água. Ele comia sem nada dizer. Não podia exigir muito, afinal, estava sozinho no momento. Sua mãe era viúva e depois que entrara naquele hospital, se encontrava solitário e sem condições de exigir:
- Aqui rapazinho – lhe estendeu um copo – Um copo de leite
- Uau...! – disse antes de tomar o que tinha ali. Kirah sorriu
- Que bom que você gosta. Não tenho outra coisa para oferecer, Sarah ainda não veio do mercado... Quer mais um copo? – perguntou tossindo ainda mais forte
- Se você quiser... – e sorrindo, ela trouxe mais um copo de leite
- Espero que esteja melhor... – ela disse com um sorriso terno
- Estou sim, obrigado! – ela tossiu colocando um lenço na frente da boca. Ao tirar o mesmo, Sai observou uma mancha de sangue – Você está bem Kirah?
-Ah sim querido, estou sim – sorriu-lhe
- Onde está sua família? – perguntou ao ver a casa vazia
- Meu marido morreu faz algum tempo...
-E seu filho?
- Também.
- Nossa! Morreram de quê? – perguntou sem saber do tormento que causava à mulher
- Estavam doentes... Meu marido pegou uma doença chamada câncer. Ele não conseguiu ficar comigo e foi para outro lugar...
- Foi pro céu. Todos vão. Os médicos da minha mãe me disseram que é para lá que ela vai, mas eu não vou deixar! – dizia confiante
- Que bom... Faz bem ter esperança sabia?
-E seu filho?
- Estava com uma doença também... Ele tinha apenas oito aninhos quando ficou doente...
- Eu tenho oito anos. Vou ficar doente também?
- Não... Acho que ninguém mais vai ter essa doença...
- E o que ele tinha?
- Infecção pulmonar
- E o que é isso? – perguntou confuso. Ela lhe sorriu
- É um bichinho que entra no pulmão da gente, dificultando a respiração... Mas esse bichinho foi tão danado que levou toda a família dele para morar lá, aí, eles se espalharam...
Hoje, Sai sabe muito bem que a infecção se espalhara com muita rapidez, até atingir o sangue. O filho de Kirah não resistiria nem com os melhores remédios.
- E por que você não os mandou para fora?
- Mas eu mandei! – protestou com um sorriso triste e uma lágrima na face – Eles que não sair...
- Eles foram para o céu né?
- Sim. Foram – sorriu
- E você não sente falta deles?
- Sentia. Mas aí, eu consegui fazer eles viverem para sempre
-Como?
- Olhe para lá – ela apontou para um quadro onde estavam duas pessoas. Um homem e um garotinho com os cabelos ruivos como os dela e olhos castanhos como o homem do quadro – Aqueles são meu marido e meu filho
- Quem fez?
-Eu.
- E por que disse que eles viveram para sempre?
- Porque num quadro, as pessoas vivem para sempre, elas nunca morrem...
- Kirah... Posso pintar o céu pra minha mãe ver?
- Pode sim, claro, mas por que pergunta isso a mim?
- Porque sua casa parece o céu que minha mãe vai...
Kirah sorriu e abraçou Sai, depois lhe entregou um caderno de folhas brancas com um estojo de lápis coloridos para ele desenhar. Depois de uma hora desenhando tudo o que ele via na casa, ele mostrou-o para Kirah:
- Olha só! – estendeu o caderno
- Olha como ficou lindo! Está perfeito! E quem é essa linda mulher de asas de anjo? Sua mãe?
- Não. Você.
Kirah chorou emocionada e abraçou-o. Sai no mesmo dia foi ao hospital e o liberaram para sua mãe, que já se encontrava no quarto. Ele contou sua aventura para a mãe que sorria e já apresentava a face corada. No dia seguinte, quando voltava da escola, recebeu a triste notícia de que sua mais nova amiga foi se encontrar com seu marido e o filho no céu, devido à tuberculose. Sai ficou triste. Apanhou o desenho e olhou para a mulher com asas de anjo, o que foi o necessário para voltar a sorrir pois sabia que Kirah,viveria para sempre em seu quadro, a mulher do copo de leite...
- Alguma coisa errada? – perguntou Ino ao ver que o pintor não havia tocado na comida
- Não... Nada – e começou a comer.
o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0
Aweeee!!!! Capitulo pronto!!! \o/
Desculpem a demora, eu estava viajando n.n"
Esse capítulo é assim mesmo viu gente, voltado para a história do Sai...
Espero que não se importem...
O próximo capitulo vai ser mais voltado para o SasuHina oks?
Valeu por estarem me acompanhando!!!!
Agradecendo a:
Maria Lua
Moniket
Kinha Oliver
Sazame Hyuuga
Hinatinnha
FranHyuuga
Ayumi diclonos
Tia-Lulu
Nariki Shiba
Explicações:
Eu achei esse cap. Necessário para poder explicar melhor a história n.n"
Tia-Lulu: eu também acho que o Shino mataria o Kiba, mas, como a FIC é U.A., eu resolvi fazer isso para ver como ficaria a história... Ficou estranha O_O" Hehe... xD
ayumi diclonos: O nome da música é "Desert's Rose" By Sting. É só procurar que no Youtube tem :)
E mais uma vez, muito obrigado pelo grande apoio que estão me dando ^-^
Até gente! \o
Bjo!
