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- Então Sakura foi o bom o tempo que passamos juntas. Ninguém nunca limpou os meus banheiros tão bem. – disse ela segurando as lágrimas.

- Tia, eu também te amo. – disse a abraçando. – Quando você vai me visitar?

- Logo. Ande, se não vai perder o avião. – disse ela me empurrando.

Estávamos no aeroporto. Depois de uma semana de muita dúvida, finalmente havia chegado o dia de partir.

De volta ao Japão.

Deu um último tchau para Tsunade. Ela não chorava, imponente como sempre.

Eu estava me desfazendo em lágrimas.

Fora tão bom o tempo que passei na Inglaterra. Um tempo de alegria, novos amigos – estes que me deram uma festa de despedida regada a muito sake -, novas descobertas.

Bem que dizem que alegria de pobre dura pouco.

Sentei na confortável poltrona de classe executiva e senti o avião levantar.

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Ufa. Depois de vinte horas ( N/A: não faço idéia se o tempo está certo), no avião com um velhinho tarado e asmático sentado ao meu lado até Tokyo, mais uma hora num pequeno avião sacolejante até Konoha e meia hora em um táxi até achar minha casa, finalmente cheguei.

A casa está mais bonita do que antes, a pintaram de novo - um tom de verde bem suave.
Pelo visto, Yuuki andou se dedicando mais tempo a seu querido jardim. Agora, mal posso ver a grama.

Está coberto de flores. Azuis, vermelhas, amarelas, rosas, brancas, laranjas, roxas. Ela deveria ganhar um prêmio de jardinagem.

Dei o dinheiro ao taxista e ele meu ajudou a levar as nove malas até a porta de casa – homem simpático esse, ou vai ver é só mais um pervertido.

Bati na porta e... nada. Toquei a campainha e... nada. Será possivel que não havia ninguém em casa?

Eu havia ligado pra casa em Londres e falado com Yuuki.

- Yuuki? Aqui é a Sakura. – disse com a voz trêmula. NUnca se sabe qual será a reação dela.

- O que voce quer? – disse ela cuspindo as palavars.

- Sábado pela manhã, vou chegar em casa.

- Tomara que o avião caia. – disse ela e desligou.

Depois de dez minutos batendo na porta, ela veio abri-la– com sua cara de tédio normal.
Sem nenhum : " Que bom que voce voltou, Saku! Senti Saudades".
Eu ainda acho que um dia ela possa se tornar alguém normal.
- Oi. – disse puxando as malas para dentro de casa.

- Tchau. O seu pai deve chegar de noite. – disse ela saindo dali e indo para seu quarto.

Ela continuava linda como sempre, deslumbrante.

Os cabelos ruivos com fios rosas continuavam com cachos selvagens e descendo pelas costas. A pele branca como porcelana.

Ela só estava bem mais magra.

E os olhos... Eram tão iguais aos meus. A única igual entre nós duas.

Deixando as malas na sala, subi até o meu quarto.

CARAMBA! O que fizeram com meu quarto?

Ele não era mais como antes.

Antes era escuro, de cortinas pesadas, várias estantes abarrotadas com livros, uma cama degradada e uma poltrona de couro rasgado.

Ele foi reformado. E está tão... feliz! Sabe o quarto de alguém normal. As paredes estavam em um tom bem claro, quase branco, de rosa. E as cortinas foram trocados por persianas de madeira clara.

Os livros continuavam lá – ah, se alguém os tivesse jogado fora - , mas agora estavam arrumadinhos e em uma grande estante tipo de biblioteca, com direito a escada.

Para completar, havia um escrivanha com um computador, uma cama de marfim e colcha roxa, uma televisão em um girovisão e a antiga poltrona, que tinha sido de minha mãe, tinha sido remendada

Provavelmente era mais um presente de papai.

Como estava cansada demais da viajem, e como aquela cama estava extremamente convidativa, tirei uma soneca rápida.

Um Toque. Dois Toques. Será que ela continua com o mesmo número?

Estava tentando restabelecer contatos. Como não havia me despedido de ninguém, não sei como serei recebida pelos meus amigos.

- Alô? – disse a voz do outro lado da linha.

- Yamanaka Ino, é a Haruno Sakura. – disse séria;

- SAH! SUA DESERTORA! NUNCA RESPONDEU MEUS E-MAILS! NUNCA ME LIGOU! – ela berrava.

- Estou morrendo de saudades, sua testuda de uma figa! - disse ela se acalmando.

Ufa. Ela sentia saudades.

- Poxa, tem como você me encontrar?

- Vou ver se tem espaço na minha agenda. – ela riu. – Mas como? Voce está a mil quilômetros de casa!

- Daqui a meia hora, onde você quiser. – disse sem dar atenção a ultima frase. Para causar choque.

- Peraí, onde voce está? – ela perguntou, começando a entender o que queria dizer.

Ela não tinha percebido? Que amiga lerdinha eu tinha.

- Não, estou no Oriente Médio. Daqui a meia hora na delicatessen, se arruma.

- Você voltou! – ela berrava de alegria. Alguém além de meu pai estava alegre com meu regresso - Vou chamar todo mundo, Sakura! Todo mundo deve estar louco paar te ver.

Todo mundo quem, cara pálida? Eu podia contar meus amigos com os dedos dos pés.

- Não! Só você. – disse, não estava preparada pra encontrar todas as pessoas.

- Que chato, sua chata. Estou indo. – ela desligou.

Impressionante. As pessoas sempre desligam o telefone na minha cara.

Konoha não é uma grande cidade. Nem modernosa como Tókio. É um lugar basicamente residencial.

Na maioria de ruas, notam-se sobrados grandes com um quintal verdejante na frente e um carro parado na garagem.

As ruas largase de asfalto escuro. As árvores com suas copas verdes. As cerejeiras.

Silêncio. Não há o som de buzinas, obras, músicas, vozes, nem ao menos o canto dos pássaros. Essa é a pusica das ruas de Konoha.

Um lugar letárgico e espaçoso, um recinto único em um país movimentado e pequeno.

Indo mais para perto da saída da cidade, é possível encontrar o comércio. Nada muito expressivo. Algumas lojas, , prédios comerciais, as melhores escolas e dois pequenos shoppings.

Esse é o lugar em que cresci.

E o mais lindo. Pode se ver o sol se pôr nas montanhas.

Quando finalmente cheguei a delicatessen, Ino já estava sentada lá, tomando um sorvete de pistache.

Ela estava mais bonita do que na ultima vez que a tinha visto. Sua enorme franja loira platinada continuva jogada na cara e seus cabelos compridos estavam presos em um rabo de cavalo alto.
Ela usava um vestido simples roxo.

- INO! – eu berrei de forma escandalosa quando a vi. Sua amizade havia feito falta.

- SAKURA! – ela veio até a mim, saltitante de felicidade, e me deu um abraço. Apertada demais, mal conseguia respirar.

- M-me solta... – disse arfando.

- Ah, claro! – ela se disse se sentando na cadeira de ferro. A dona da delicatessen, Kurenai, não estava ali em nenhum lugar. – Sakura, eu senti tanto a sua falta... – ela disse lambendo o sorvete.

- Eu não. – disse, sarcastica.

Ela revirou os olhos. E depois os arregalou. Em uma expressão de choque.

- O QUE VOCÊ FEZ COM SEU CABELO? – ela berrou escandalizada. A moça do balcão e outros clientes olharam para nó duas em repreensão.

- Cortei. Ficou ruim? – perguntei.

Meu cabelo que antigamente ia até a cintura, mas hoje em dia está acima dos ombros. Dava muito trabalho o cabelo comprido, e cortar o cabelo foi meio que uma libertação. Daquele véu cor de rosa.

- Não. Ficou lindo. – disse ela com os olhinhos brilhando.

- Então.. o que se passou enquanto estive fora? – perguntei curiosa. Ino certamente me encheria de focas sórdidas.

- Vou te falar... Mas depois você vai me contar tudo que fez em terras européias. – disse ela terminando o seu sorvete. – Entrou uma galera nova na nossa escola. A Karin, a Temari, o Neji, o Gaara, O Kankurou e o Chouji e outros seres. – disse ela.

Nunca tinha ouvido falar naquelas pessoas.

- Sei... - disse assentindo com a cabeça.

- E estamos inseridos em um octaedro amoroso. - disse ela orgulhosa de seu vocabulário.

- Você sabe o que é um octaedro? – disse levantando uma sobrancelha.

- Esqueci o que é. – disse ela sorrindo – É triangulo é pequeno diante essa situação.

- Sei...

- E estamos inseridos em um octaedro amoroso.

- Voce sabe o que é um octaedro? – disse levantando uma sobrancelha.

- Esqueci o que é. – disse ela sorrindo – É triangulo é pequeno diante essa situação.

- Que situação?

-A Karin quer ficar com o Sasuke que estava ficando com a Hinata – de novo? Pensei - , que quer, mas não admite, ficar com Naruto. O Sasuke se cansou e da Hinata e não está ficando com ninguém, e a Karin ficou irritadinha. Só que ela está namorando o Sasori, que é apaixonado pela Temari, essa que só tem olhos para um garoto que ela conheceu em Kyoto. Ela tem um irmão, meio vândalo, que é o Gaara, com eu queria ficar. Está compreendendo? – ela me perguntou.

Eu não estava entendendo nada. Muito complicado para meu cérebro pequeno.

- Não. Calma. Você está com esse Gaara? - disse confusa

- Não. Ele está solteiro, nunca quis ficar comigo aquele débil mental. - disse ela
irritada.

Ino conseguia todos os garotos que queria. Quero conhecer esse Gaara.

- E...Você?

- Ahh, eu fiquei um tempo com Kiba, mas ele ainda fede a cachorro. Agora, estou solteira, mas nunca sozinha. - disse ela pinscando um olho.

- E Yuuki? - perguntei.

- Ela... terminou com Uchiha Sasuke um dia depois de você ir embora. Acho, que os dois era muito egocêntricos para terem um relação. Depois, ele teve uns casinhos poucos.

Dei risadinhas internas. Yeah! Eles não era nada sério mesmo.

- E o Naruto?

- Ele tentou se acertar com a Hinata, várias vezes, mas ela foi grossa com o coitado. E, ele desistiu.

Culpa minha, né?

- Humm... Entendo. O que você queria saber sobre a minha viagem? – perguntei.

- Tudo! - disse ela animada. Pedi uma rodada de sorvetes paar nós duas e começei a falar.
Ela não se cansou de fazer perguntas até o anoitecer, quando não restava nada que ela não sioubesse. Quando, entupidas de sorvete, fomos gentilmente expulsas de lá.

E o pior. Descobri que as aulas começariam em assustadoras uma semana.