Capítulo 6

Bella- 8 anos

Bella havia começado a ir a escola a alguns anos. Não era muito longe de casa, geralmente dois ou um de nós a levávamos todos os dias.

Em seu primeiro dia de aula, eu e Rosalie ficamos "presos" lá, Bella não nos deixava ir. Não a culpo, era um lugar novo para ela, com pessoas novas, e ela não conhecia nada nem ninguém. Mas ela foi se acostumando com o tempo, gostando até.

Estava quase na hora de Bella acordar para se arrumar. Fui até seu quarto e a sacudi levemente. A temperatura de seu corpo estava fora do normal, que em contato a minha pele era como fogo. Subi a mão até sua testa. Assim como o resto do corpo, estava com a temperatura elevada, e chegava a ter gotinhas de suor, fazendo com que algumas mexas de seu cabelo grudassem na testa.

-Bella?- Chamei preocupado. Ela se mexeu inquieta, murmurando algumas palavras incompreensíveis por mim.

-Bella, acorda.- Eu queria saber o que estava acontecendo, o que havia de errado. Ela abriu lentamente os olhos, com a visão ainda desfocada.

-Eu não quero ir para a escola hoje.- Ela gemeu. Seus olhos voltaram a se fechar, e percebendo que não acordaria, a peguei em meus braços a procura de Carlisle.

Fui até seu escritório, mas não havia ninguém, nem mesmo sua pasta. Ele devia estar no hospital. Droga.

- Esme.- Chamei.

-Sim, Edward.- Ela graciosamente respondeu aparecendo a não muitos metros de mim. Suas feições mudam para preocupação ao me ver com a pequena nos braços.- O que ouve?- Ela se aproximou de nós.- Ela está bem?

- Ela está dormindo.- Tentei tranquiliza-la.- Sua temperatura parece estar alta, acho que está com febre. Não tenho certeza, preciso de Carlisle.

- Ele está no hospital.- Disse confirmando meus pensamentos. Colocou uma das mãos na testa de minha irmã, e assim como eu, teve a mesma reação.

- É melhor leva-la a ele. Não é nada grave com certeza, mas é necessário.- Falou suavemente.

Minha mãe chamou Alice, que prontamente se juntou a nós de forma bem graciosa. Ela explicou o que estava acontecendo, e pediu para Alice nos acompanhar até o hospital.

Após vestir Bella, nos despedimos e entramos em meu Volvo prata. Alice sentou no banco do passageiro com a pequena ainda adormecida em seu colo, enquanto eu dirigia em direção a cidade.

Chegamos no local não muito tempo depois, talvez pelo excesso de minha velocidade, mas eu estava nervoso, mesmo com Esme falando que não era nada grave, não podia deixar de me preocupar. Desviava o olhar da estrada constantemente, verificando se estava "tudo bem" com ela.

Logo que entramos na recepção, nos encaminhamos para o balcão de atendimento, onde uma secretária loira falava no telefone, tomando algumas notas. Peguei Bella dos braços de Alice. Visto por olhos humanos, poderia parecer estranho que uma pessoa do tamanho de Alice carregasse uma criança do tamanho de Bella, sem demonstrar nenhum sinal de cansaço ou esforço. Não que Bella fosse pesada, mas era Alice que era muito pequena.

A secretária logo se prontificou e encerrou a conversa, terminando de escrever algo, e como não havia muita mais gente na sala, nos atendeu.

- Em que posso ajudar?- Ela nos perguntou com uma voz entediada.

- Minha irmã, ela está passando mal. Precisamos falar com Carlisle Cullen.- Respondi desejando que aquilo não demorasse muito.

- Tem hora marcada?- Sua voz carregava um pouco de desprezo.

- Não, mas...

- Sinto muito, Dr. Cullen só atende pacientes com hora marcada, ou em estado de emergência.- Ela falou ríspida.- O caso certamente não é nenhum desses.

- Somos filhos dele.- Respondi friamente. Certamente a informação seria o bastante para ser reconsiderada.

Os pensamentos da secretária mudaram de rumo rapidamente para egoístas.

"Oh, os filhos dos Cullen. Eles são realmente muito bonitos... e ricos. Mas não eram oito? Onde estão os outros? E a Sra. Cullen?"- A secretária nos examinava cuidadosamente, como se fôssemos algo exótico e desconhecido, e éramos, até certo ponto.

Pigarreei tentando recuperar sua atenção.

- Ah, sim claro, por aqui. No fim do corredor a direita.- Ela sinalizou com a mão.

Caminhamos até chegarmos a uma porta com o nome de Dr. Cullen pendurado. A porta estava semi-aberta, mas mesmo assim insisti em bater nela.

- Entre.- Ele respondeu. Sua expressão mudou claramente ao nos ver, ficou surpreso.- Olá, o que fazem aqui?

- Bella.- Disse. Ele ainda não havia a notado em meus braços.

- O que aconteceu?- Ele se aproximou de nós preocupado.- Ela está bem? Se machucou?

- Nós não sabemos o que houve, por isso estamos aqui. Esme acha que não é nada grave, parece estar com febre.- Tentei acalma-lo.

Suas feições relaxaram um pouco, ele pegou Bella no colo e tentou acorda-la.

- Bella. Filha, acorda.- Ele beijou levemente sua testa. A pequena piscou os olhos e olhou confusa ao seu redor.

- Papai?- Ela sussurou. Sua voz estava manhosa e fraca.

- Oi, querida. Como está se sentindo?- Ele acariciou sua bochecha.

- Tá doendo.- Bella falou chorosa.

- Onde que dói?

- Em tudo.- Carlisle a sentou na mesa, enquanto pegava alguma coisa em sua pasta. Eu e Alice assistíamos tudo de longe, sentados em um sofá no canto do escritório. Ao nos notar, Bella dá um sorriso sem animo para nós.

Meu pai se ajoelhou em sua frente, e por baixo de sua camiseta, colocou o estetoscópio em seu peito. Passaram alguns segundos para que ele parasse e pegasse um termómetro . Não precisava tomar notas, memória perfeita.

Colocou entre seus lábios o aparelho. Ele examinou Bella por mais alguns minutos antes de se virar para nós.

- Ela está com febre, isso causa as dores que ela está sentindo. Vai ficar incomodada, menos ativa e sonolenta, mas é normal. Não é nada com que tenhamos que nos preocupar. É uma questão de tempo, e cuidado, para que fique bem de novo.

- Mas devemos dar alguma coisa a ela, fazer algo?- Perguntou Alice.

- A sim, claro.- Ele fez uma pausa.- Ela precisa tomar Tylenol, o infantil. Esme sabe onde tem em casa, peçam para ela. E não exagerem na roupa,- ele se virou para Alice- isso irá aumentar a febre e deixar-la incomodada. Portanto vistam-na com roupas leves e frescas. Insistam com que ela beba mais líquidos. A febre origina uma perda ligeira de líquidos no organismo.

Carlisle passou mais um tempo nos explicando o que fazer, mesmo sabendo que acabaríamos deixando tudo para Esme fazer depois.

- Bom, então acho que é isso.- Ele nos olhou.- Espero ter sido útil.

- Foi, sim. Obrigado pai.- Apertei sua mão.

- Não há de que.- Ele se despediu de Alice, e em seguida se ajoelhou novamente na frente de Bella, que estava ainda sentada na mesa, quietinha e observando tudo.

- Obedeça seus irmãos e sua mãe, ouviu?- Bella assentiu. Ele a deu um beijo na bochecha.- Tentarei voltar mais cedo pra casa hoje. Melhoras.

- Tchau, papai.- Ela o abraçou forte.

No carro, Bella estava quieta no banco de trás, o que não era normal, ela sempre foi tão animada, alegre, nem parecia a mesma pessoa. Tive uma troca de olhares com Alice, que pensava o mesmo que eu.

- Por que não escolhe uma música, Bella?- Perguntei. Talvez isso a animasse. Encontrei seu olhar pelo retrovisor. Ela balançou a cabeça negativamente, mas eu a ignorei e passei meu Ipod para ela.- Vamos, escolha.

Ela escolheu uma música e se animou um pouco. Chegamos em casa e conversamos com Esme, que ficou aliviada ao saber que logo Bella estaria bem.

- Você deve estar com fome Bella. Não comeu hoje de manhã.- Disse minha mãe.- Por que não vai lavar as mãos, sua comida está pronta. Edward poderia subir com ela?- Concordei.

Subimos as escadas até seu quarto e lavei suas mãos.

- Edward,- ela olhou em meus olhos- eu vou ficar bem de novo?- Sua voz estava baixa.

- Mas é claro que vai.- Disse.- E se você seguir tudo que o papai disse, não irá demorar muito.

- Eu vou ter que tomar injeção?- Ela parecia aflita. Eu ri.

- Claro que não.

- Ufa!- Ela suspirou aliviada, mais animada.

- Então era com isso que você estava preocupada?!- Ri em descrença. Afagando seu cabelo.

- Talvez...- Ela falou olhando para baixo corando. Bella tinha um certo pânico de agulhas, chegava a dar dó quando precisávamos vacina-la.

- Mas veja pelo lado bom: hoje você não precisará ir a escola.- Disse. Ela sorriu.

- É. E podemos brincar aqui em casa!- Ela dava pulinhos de alegria.

- Viu, não é tão ruim ficar doente.

- É...- ela falou pensativa- você já ficou doente, Edward?

- Claro que já.- Eu não estava mentindo. A lembrança dos sufocantes e últimos momentos de minha vida vieram a mente. Era 1918 quando estava morrendo de gripe espanhola em Chicago. Carlisle me salvou me trazendo para essa vida. A lembrança era embaçada, sem muita definição.

Bella continuava me olhando, como se esperasse mais detalhes.

- Mas faz tempo Bella. Antes mesmo de você nascer.- Tentei encerrar o assunto. Era muito incomodo para mim, não queria lembrar.

- Mas depois você nunca mais ficou doente?- Ela perguntou curiosa.

- Não, não fiquei.- Respondi.- Vamos, Esme está esperando. Você precisa comer.

Levei Bella para a cozinha, onde ela comeu até que bem, não foi preciso persuadi-la. Talvez seja porque ela não comeu nada de manhã. Terminado seu almoço, fomos para a sala, onde Emmett e Jasper apostavam em cavalos. Alice e Rosalie estavam analisando alguns cuidadosamente uma revista sobre moda no canto da sala. Bella se aproximou saltitando aos meus irmãos, sentando entre eles.

- Ei, como você está? Fiquei sabendo que estava doente.- Disse Emmett afagando suas costas.

- Eu estou bem. Eu até esqueci que estava doente.- Ela disse inocentemente. Jasper tentou esconder o papel no qual faziam suas apostas, que não passou despercebido por Bella.

- O que vocês estão fazendo?- Ela tentou enxergar o que estava escrito no papel.

- Nada.- Jasper tentava distrair a pequena. Sabia que Esme não deixava fazer apostas perto de Bella.

- Deixa eu ver?- Ela tentou pegar o papel de sua mão, porém, meu irmão teve vantagem por sua altura, ficando de pé, enquanto Bella pulava no sofá para alcançar o papel. Eu ria a distância.

- Não, isso não é coisa para crianças. Ei, e não era você que estava doente? Doentes não podem pular.- Bella parou de imediato. Podia ver Emmett e Jasper se esforçando para não rir, eles sabiam que era mentira. Mas Emmett não aguentou e pegou o papel das mãos de Jasper e saiu correndo pela sala, com Bella atrás dele.

- Mentira! Você não me pega!- Ele gritou sendo infantil demais. Alice e Rosalie desviaram a atenção para os dois, e Rosalie revirou os olhos para a atitude de Emmett, e em seguida continuaram o que estavam fazendo. Eu e Jasper ficamos rindo, até que Bella desabou exausta no sofá.

- Desisto.- Ela disse ofegante.

- Ótimo. Melhor assim.- Ele desabou no sofá ao seu lado. Assim que Emmett fechou seus olhos para relaxar, Bella pegou o papel que estava em seu colo, e correu para de baixo da mesa de jantar.

- Não! Devolve! Você não pode ver isso!- Emmett gritou correndo atrás de Bella, mas não conseguiu se enfiar de baixo da mesa como ela. A pequena não entendeu de imediato o que estava escrito, mas depois tudo se clareou em sua mente.

- Vocês estavam apostando!- Ela exclamou em um tom acusador. Jasper e Emmett trocaram um olhar. Em seguida Jasper se aproximou dela e se ajoelhou perto dela.

- Bella. Você não vai contar para ninguém, não é mesmo?- Ele tentava ser o mais suave o possível. Ela fez um movimento fingindo que trancava sua boca com uma chave.- Promete?- Ele insistiu. Bella assentiu, era inocente demais para conseguir dedurar meus irmãos.

Jasper se levantou pegando o papel de volta, dando um tapa no ombro de Emmett.

- Viu, seu idiota!- E sentaram no sofá voltando a atenção para o papel novamente.

Olhei para Bella novamente, que continuava em pé a meu lado.

- Bella, vamos subir. Você precisa descansar.- Disse acariciando suas costas.

- Mas você disse que eu poderia brincar!- Ela reclamou com os lábios formando um bico.

- Mas Bella, você está doente. Não pode sair correndo por ai. Além do mais eu disse que você iria brincar, não disse aonde.- Ela fez um bico.

- Seu chato.- Ela se virou e subiu as escadas pisando forte. Suspirei.

Eu a segui até seu quarto e a encontrei sentada de pernas cruzadas em sua cama, com seu carneirinho nas mãos. Sentei em silêncio ao seu lado.

- Sai daqui.- Ela disse sem olhar para mim.

- Não vou sair. Bella, você tem que parar com isso, quando te falam para fazer algo, é para obedecer, ouviu?

- Você não é meu pai.- Disse emburrada. Como ela era teimosa.

- Não, eu não sou. Sou sou seu irmão.- Fiz uma pausa.- Bella, só estou falando para o seu bem. Quero que você melhore rápido.- Sussurrei.

Ela pareceu menos irritada com minhas palavras.

- Vamos, podemos brincar aqui mesmo.- Incentivei com um meio sorriso. Ela tentou conter um sorriso.

- Não, estou brava com você.- Ela se virou de costas para mim, mas pude perceber que ela sorria. Não pude resistir.

- É sério? Que pena... agora serei forçado a fazer uma coisa.- Eu não dei tempo para ela sentir curiosidade, avancei para cima dela e fiz cóssegas. Ela gargalhava alto, implorando para que eu parasse.

- Estou perdoado?- Perguntei com humor. Ela balaçou a cabeça negativamente, rindo. Continuei a fazer cóssegas até que ela não aguentou.

- Tá bom! Tá bom! Eu te desculpo!- Eu parei e a sentei em meu colo, dando um beijo em sua bochecha. Ela ainda ria ofegante.

- E então, quer fazer o que?- Perguntei. Ela pulou do meu colo e foi até uma estante, onde pegou duas bonecas. E sorridente perguntou:

- Que tal?- Particularmente essa não era a brincadeira que eu mais gostava, mas tudo era bom com ela. Além do mais, isso a faria ficar quieta, e assim talvez a febre abaixasse.

Ela me passou um boneco, e brincamos por horas. Eu nem se quer prestava atenção na brincadeira. Admirava Bella, e de vez em quando, ela chamava minha atenção.

Já era começo da noite, quando terminava de por os pijamas em Bella.

- Edward. Você pode ler uma história antes de eu dormir? Por favor.- Ela pediu.

- Achei que era Jasper que fazia isso.- Falei com diversão.

- Ele deve estar ocupado. Por favor.

- Só depois que você comer.- Acariciei sua cabeça. Ela não gostou. Provavelmente a febre a deixara sem apetite, talvez um pouco enjoada.- Não precisa comer muito.

Esme serviu um pouco de sopa para ela no jantar. Conversamos um pouco enquanto ela comia. Não demorou muito, e ela logo me lembrou que tinha que ler uma história para ela.

- Por que não vai escolhendo um livro?- Perguntei assim que ela acabou sua sopa.

- Eu não quero livro. Quero que você invente.- Ela disse suavemente.

- Bella, eu não tenho uma boa imaginação.- Admiti.

- Tudo bem, você consegue, é fácil.

- Ok. Então vai subindo, daqui a pouco eu vou.- Suspirei derrotado.

- Tá bom, mas não demora.- Ela saiu correndo em direção as escadas. Peguei o termómetro para medir novamente Bella, conforme Carlisle me instruíra.

Me encontrei com Bella em seu quarto. Ela já se acomodava na cama, quando me viu e sorriu, indicando para que eu sentasse ao seu lado. Ao ver o termómetro em minha mão, sua testa franziu em dúvida.

- Só vou medir sua febre.- Expliquei.

Após medir, tive certeza em que logo ela estaria bem novamente. A febre finalmente havia abaixado, não totalmente, mas já era um começo.

- Agora conta a história.- Ela insistiu após eu terminar. Respirei fundo, escolhendo uma das ideias que tinha em mente.

- Hmm... Era uma vez, uma menina chamada Isabella. - A pequena riu baixinho com a menção de seu nome.- Isabella vivia no meio da floresta, bem afastada do reino. Os animais eram os únicos amigos que ela tinha, e assim, ela passava horas cuidando deles.

- Ela amava cantar, e era muito feliz e alegre. Nunca havia estado no reino, nem falado com ninguém. Mas um dia, o príncipe...hmm- estava com dificuldades para encontrar um nome.

- Edward!- Ela gritou. Sorri para ela.

- Ok. O príncipe Edward estava caçando na floresta, quando ouviu o lindo som de sua voz cantando ao longe. Ele seguiu o som da doce melodia, até que encontrou Isabella, sentada debaixo de uma árvore, com os animais ao seu redor. Edward ficou observando tudo de longe, até que uma hora ele crou coragem e foi falar com a moça. Isabella ficou surpresa ao vê-lo, afinal, nunca havia tido contato com ninguém antes. Ele se apresentou a ela, e disse que não lhe faria nenhum mal.

- Os dias se passaram, e toda a tarde o príncipe ia visitar Isabella na floresta. Sem que percebesse, Edward se apaixona pela moça, e ela por ele.

- Mas acontece que Edward tinha uma madrasta, muito má. Sabendo que o enteado estava apaixonado, ela deduziu que não demoraria muito e logo se casaria com Isabella, teriam herdeiros, e isso a deixava frustrada, pois ela queria o trono somente para ela. A madrasta planeja um jeito de se livrar de Isabella, colocando uma poção que a faria adormecer para sempre em um chá. No dia seguinte, pediu a Edward para que levasse o chá a Isabella, falando que ela poderia ter sede. O príncipe é claro aceitou, e ao dar para Isabella beber, a moça adormece profundamente. O príncipe desesperado, acha que ela estava morta, e chora ao seu lado. Após muito chorar, Edward resolve dar um beijo de despedida, e ao selar seus lábios ao dela, Isabella acorda. Os dois acordam e vivem felizes para sempre. Fim.

- Só isso?- Ela disse.

- O que mais você queria?

- Edward, sua história não faz sentido. Ninguém se casa de um dia pro outro. E esse negócio de acordar com um beijo é coisa da Bela Adormecida, Branca de Neve, essas histórias! Era para você inventar algo original!

- Minha história é original.- Falei mal-humorado.

- É sim, claro.- Sua voz demonstrava ironia.

- Ok, ok, vamos dormir. Já está tarde.- Eu me acomodei deitado ao seu lado na cama. "Dormir" com ela todas as noites em sua cama já era algo normal para mim. Era um hábito que havia começado a anos, desde quando ela era pequena, e tinha medo de dormir sozinha. Eu a confortava dormindo com ela, mas ela cresceu, perdeu o medo, e o hábito não morreu. Era tão normal para nós, que por força do hábito, às vezes falávamos "nosso" quarto.

Esme não tentava mais impedir. Sabia que não haveria nada que nos fizesse mudar de ideia, nem nos persuadir. É claro que, se Bella precisasse de privacidade, eu a daria, é claro.

- Boa noite, Edward.- Ela se virou e enterrou a cabeça em meu peito.

- Boa noite, pequena. Durma bem.- O silêncio dominou a atmosfera do quarto, e logo Bella já dormia tranquilamente. Passei a noite imóvel, sentindo sua respiração em minha pele, e seu coração em um ritmo adorável, o que só me fazia lembrar que eu estava ali, com ela ao meu lado, e que tudo aquilo era real.

Oi gente! Esse capítulo não ficou muito comprido, nem teve muito diálogo, mas é mais pra frente que as coisas ficam interessante... se é que você me entende...*-*