Capitulo 6 - Como deve ser

As palavras de Nathan tinham feito Stana sentir um arrepio na espinha. Ela teve que se levantar e ir em direção a cozinha. Precisava de água. Sua mente estava fervendo. Não fervendo de raiva, mas sim de emoção. Ela sabia que ele estava falando a verdade, o conhecia bem para saber disso.

Eles já haviam conversado basicamente sobre tudo que os impediam de ficarem juntos. E agora, o que faltava? Simplesmente se entregar e deixar levar? Não né.

- Stana, fala alguma coisa.

Ela estava de costas para ele. Não conseguia o encarar.

- Falar o quê?

-Sei lá qualquer coisa. Mas não me deixa sozinho.

- Eu não sei Nathan. Eu não sei.

- O que você não sabe? - Nathan ia se aproximando devagarzinho. Passos quase imperceptíveis.

- Nathan, eu tenho medo. - Ela estava de cabeça baixa.

- Medo? Medo de quê? - Ele se aproximava e ela dava um passo para trás. Ele se aproximava mais e ela dava um passo para trás. Mais dois passos foram o suficiente para a costa dela entrar em contato com a parede e Nathan ficar em sua frente a prendendo ali. Tentando sempre manter contato visual. Com a mão no rosto dela, ele perguntou - Stana, do quê você tem medo?

- De te amar.

- Ainda não me ama? - Nathan tentou se afastar, mas logo foi impedido pelo toque de mão da Stana que o segurou fazendo permanecer no lugar.

- Você sabe que sim. Mas é medo de te amar mais. De te amar tanto a ponto de doer. Amor é um sentimento confuso. Ele me faz pensar em você a toda hora, a te querer em qualquer lugar, não importando o dia ou a forma. Apenas me fazendo te querer.

Stana olhava nos olhos azuis sorridentes, mas ao mesmo tempo confusos.

Ela teve que ouvi de si mesma o que queria para então perceber o que estava errado.

Sorriu sabendo o que ia fazer. Perigoso? Muito. Mas o perigo não era maior que seu desejo. Ela estava cansada de lutar. Lutar contra aquilo que ela mais desejava.

- Chega de fugir – Stana subia sua mão pelo braço de Nathan. Uma no cabelo e a outra ainda segurando a mão dele guiando-a para sua cintura, firmando ali. – Isso não vai passar. Eu sei que não.

Nathan ainda parado tentando entender o que ela estava fazendo. Seus corpos tão perto. E ela juntando ainda mais. Aquilo seria um sinal?

- Fu... fugir? – Ele gaguejava porque ela chegava cada vez mais. Seus rostos estavam tão perto que se um deslizasse lábios se uniriam da maneira mais fácil.

- Nate... – O apelido. Uma forma carinhosa e excitante. – Pare de se controlar.

- Quem sempre foge é você.

- Mas eu cansei.

Stana acabou com a distancia que existia entre eles. Um simples toque de lábios que logo se transformou em uma luta por quem dominava mais. E quem estava se controlando acabou por esquecer o próprio nome.

Mãos tentavam aproximar o que já era impossível. Línguas exploravam cada canto que era permitido. Ate o momento. Corpos que ansiavam pelo contato maior não suportando a tortura que era ter tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

- Você não faz ideia o quanto eu senti falta desse beijo. –Nathan disse assim que se separaram em busca de ar.

Stana apenas sorriu e se colocou na ponta dos pés em busca do beijo novamente. A única diferença era que esse beijo era calmo, sensível e sensual.

Stana deixava bem claro o que queria, e Nathan com certeza não negaria. Eles não conseguiam se segurar. Não podia ter um toque, um simples toque entre os dois que eles já estavam querendo se pegar. Simplesmente impossível controlar.

- Faça amor comigo. - Ela olhava em seus olhos - Sem pensar que será a última vez ou que nunca mais acontecerá. Apenas... Apenas faça amor comigo.

Stana sussurrava com a voz falha.

Quando voltaram a se beijar seus corpos já estavam mais perto do que necessário. O beijo era lento, assim como o movimento da mão de Nathan indo a encontro com a perna de Stana a puxando pra cima e segurando ali, deixando que a própria atriz conduzisse a outra em sua direção. Ela estava suspensa do chão, presa entre a parede e o corpo de Nathan. Ele a segurava e ia caminhando em direção ao quarto, não precisava perguntar o caminho, o conhecia bem, passou por ali muitas e muitas vezes. O beijo nunca sendo parado por medo de que ao acabar eles mudassem de ideia e cada um fosse para um lado. Mas o único problema era que todos os caminhos que eles tinham levavam ao outro. Não tem porque adiar algo que uma hora ou outra acontecerá.

Nathan parou e a desceu devagar de seu colo, olharam para cama e pensaram quantas lembranças ela guardava, sem falar das juras de amor. E agora teria mais uma. Mas essa eles sabiam que seria diferente. Todas as vezes que dormiram juntos nunca tinham falado do jeito que Stana descreveu "Fazer amor". Já tinha acontecido, mas nunca assumido.

Cada peça de roupa que era abandonada no chão foi tirada mais lentamente possível. Seus corpos ansiavam por algo mais, algo um pouco mais rápido, mas também ansiavam pelo contado nunca antes revelado para os dois. Eles se amariam, então apenas deixariam acontecer.

Quando Stana estava apenas de lingerie, ele parou e ficou admirando cada curva presente. Ele sorriu e disse com a voz baixa o quanto ela era linda. Ela também sorriu, mas não passaria daquilo. Eles meio que tinham algo interminável.

Nathan a puxou para si e a guiou em direção a cama, seus lábios se desfazendo em um beijo e seus corpos delirando de desejo. Não dava mais para segurar.

Quando caíram na cama já estavam apenas com as roupas intimas, essas que não demorariam muito para se juntar ao resto no chão.

Os beijos que começaram leves se tornaram algo preciso, Nathan os distribuía no pescoço e colo de Stana, essa que fazia carinho nas costas dele e puxava de leve seu cabelo. Ele descia cada vez mais os beijos, encontrou a primeira peça que o impedia de mais contato com a pele dela e tratou de se desfazer bem suavemente. Ele tinha presa, mas ele também tinha tempo, e usaria cada minuto ao seu favor.

Nathan pôde ouvir o gemido de prazer que saiu da boca da atriz assim que ele começou a passar a mão nos seios dela. Toques sensíveis, mas prazerosos. Ele estava sendo tão carinho que parecia que estava se controlando.

Um gemido atrás do outro saía da boca de Stana e aumentou logo quando Nathan começou a beijar seus seios e brincar com a bainha de sua calcinha. Stana se contorcia em baixo dele e a dor no v de suas pernas estava cada vez mais insuportável. Ele fazia maravilhas com a boca, maravilhas que estavam começando a deixar Stana cada vez mais sem forças e com o orgasmo cada vez mais perto.

-Na... Nathan, eu não vou aguentar. Preciso de...

-Shiiii, apenas sinta. –Ele começava a descer seus beijos, estava pegando um caminho perigoso e não pararia.

-Mas... Ah - Ponto fraco. A partir desse momento a noite que mudaria suas vidas tinha começado.