A verdade sobre Shadow
Estará sentado novamente em sua cama, com o porta-retratos em suas mãos, olhava agora através da janela os prédios iluminados da cidade. Soltou um longo suspiro, olhava para a foto de sua mãe, pensando que a qualquer momento ela poderia entrar por aquela porta, lhe abraçar, lhe dá um beijo de boa noite como fazia quando estava viva. Deitou-se em sua cama novamente a fitar o teto, sentia tanta falta dela que mantinha sua memória intensa, olhou para o relógio que agora marcava meia-noite e até aquele momento não conseguira pregar os olhos num sono profundo, permanecia com o olhar firme no teto, até lhe vir uma pessoa em mente.
Shadow: Amy...
Amy lembrará muito sua mãe, o brilho nos olhos da garota era intensos como os de sua mãe, um olhar que transmitia carinho, conforto e segurança, jamais se sentirá assim desde quando sua mãe morreu o que ela tinha de tão especial? Ele não só gostava dela como amiga, mas também, sentia uma ligação forte, parecia à ligação que tinha com sua mãe, tão apegado, tão inocente. Com esses pensamentos caiu em seu sono profundo, sonhando novamente sua noite de terror, o último dia de vida de sua mãe.
–-sonho-
–Shadow querido... Não devia estar dormindo? -perguntou surpresa ao ver seu filho de cinco anos parado em frente à porta de seu escritório com o seu coberto azul sendo envolvido pelos pequenos braços bronzeados do pequenino contra o peito. –
– eu não consigo dormir mamãe... -falou o pequenino com o tom de voz manhoso. –
A mulher deixou um leve sorriso se desenhar pelos lábios sem perceber, levantou-se da cadeira que estará sentada, caminhou até a criança na porta e a pecou em seus braços.
–então eu vou colocá-lo para dormir, está certo? –
–está bem. –falou o garoto com um sorriso tímido desenhado nos lábios. –
A caminho do quarto, a mulher parou no meio do corredor e pulou para trás com a criança em seus braços, segundos após isso uma explosão acontece, a mulher abraça seu filho de costas para a explosão para protegê-lo, pela cratera entra um robô armado e aponta o canhão que tinha no braço direito para a mulher, que já estava no final do corredor com seu filho nos braços, saindo da vista do robô assassino.
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Estava no porão de sua casa agora onde abriu um alçapão, dentro do alçapão parecia ser um minilaboratório, dentro dele tinha uma cápsula de vidro resistente onde ela colocou seu filho.
–shadow, por favor, meu filho... Seja bom... - falou deitando a criança e fechando logo em seguida a cápsula. –
–Não... NAO MAE! POR FAVOR, NÃO ME DEIXE!- gritou a criança batendo no vidro que o protegia. –
–quando você acordar meu querido terá 18 anos, por favor, meu anjinho... Seja bom... –
–NAAAAOO MAAAAE!- o garoto gritava de desespero com lagrimas nos olhos, até o gás do sono o fazer dormir, e as maquinas ficarem monitorando suas ondas cerebrais e seus batimentos cardíacos. –
–durma bem meu pequeno shadow... -
Foram suas últimas palavras antes de ser atingida pelo canhão do robô assassino que havia invadido sua casa e cair no sono eterno.
–-fim do sonho-
Um grito de desespero soou pelo quarto, sua respiração descompassada, olhou pela janela e viu que já era de manhã, deitou-se na cama aliviado naquele momento. Não demorou muito para se arrumar, olhou pela última vez para a foto sobre o criado mudo e saiu do quarto. Caminhava pensativo pela calçada, suas mãos se mantinham dentro do bolso de sua calça e seus olhar perdido no céu azul daquela manhã. Ao chegar à escola, se dirigiu para sua sala de aula e se sentou em sua carteira de costume e permaneceu ali até seus amigos chegarem.
Rouge: esta pensativo hoje Shadow-kun... O que tanto lhe incomoda? - perguntou curiosa pela expressão do amigo. –
Shadow: nada que seja do seu interesse... - falou mantendo seus olhos fechados e seus braços cruzados acima do peito. –
Rouge: não se deve falar assim com uma dama shadow-kun. –falou fingindo se sentir ofendida. –
Shadow: hunf.
Omega: está distante Shadow, você normalmente não é assim. –falou com tensão em sua voz. –
Shadow: eu já disse que não é nada. –falou se levantando da mesa e a socando logo em seguida assustando seus companheiros que se calaram de imediato. –
Rouge e Omega ficaram em silencio por alguns minutos, até Shadow aliviar a face e voltar a se sentar na carteira e a perder seu olhar em qualquer canto da sala.
Shadow: desculpe-me... –sussurrou só para os dois ouvirem. –
Logo a sala se encheu com seus alunos, todos tomando seus lugares deixando a sala mais movimentada e barulhenta, mas, logo o barulho e a conversa cessaram, era segunda, 1º tempo química com o professor Eggman para a sorte de muitos.
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O sinal do recreio toca alertando os alunos que saiam de suas salas cansados de ouvir tantas vozes diferentes durante quatro tempos de aulas inteiros, muitos se sentiam aliviados de estarem livres da sala de aula por apenas alguns minutos. Muitas pessoas conversavam para botar o assunto em dia, entre elas a jovem de cabelo rosa e a pequena de maria-chiquinha, conversavam animadamente, fazia algum tempo que não conversavam tão animadas assim.
Amy: faz tanto tempo que não conversamos assim. –falou dando uma leve risada. –
Cream: nem me fale... Mas estou preocupada com knuckles, você tem notícia dele? –perguntou curiosa a procura de informações sobre o amigo. –
Amy: ele não está muito bem, foi o que Silver me falou, mas, logo estará de volta à ativa. –falou dando um sorriso leve. –
Cream: huhuhuhuhu... Knuckles não tem jeito, sempre arrumando confusão.
Amy: é verdade...
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Omega: senhor... Estou preocupado com Shadow...
Eggman: ora meu rapaz... Porque tanta preocupação com o nosso garoto prodígio?
Omega: ele ainda não sabe o nosso objetivo...
Eggman: então é melhor que nunca saiba... Ele só ajuda somente um propósito...
–-flash back–-
13 anos haviam se passado. Um homem de jaleco branco ainda observava suas condições físicas, seus batimentos cardíacos e suas ondas cerebrais. O homem anotava tudo em uma palheta, já fazia isso em todos os anos que haviam se passado não deixando um dia passar sequer, monitorava suas lembranças e seus pensamentos, na esperança que algo em sua mente o pudesse ajudar. Colocou a palheta sobre a mesa de seu laboratório e se sentou na cadeira confortável, precisava desse garoto a todo custo, olhou novamente para a cápsula que o abrigava, havia se tornado um belo rapaz, estava surpreso que essa cápsula o deixou envelhecer até essa idade, 18 anos. Uma luz vermelha começou a piscar em um dos aparelhos, depois várias luzes dos outros aparelhos começaram a piscar descontroladamente, fazendo o homem se levantar da cadeira e correr até os aparelhos que o mantinham vivo dentro daquela cápsula, no mesmo instante, o laboratório começou a tremer de leve, e o vidro resistente da cápsula começou a rachar, o homem se desesperou com o acontecimento, logo o vidro se estilhaçou no chão, fazendo o corpo supostamente inerte cair no chão. O corpo levemente bronzeado completamente nu jazia no chão, o homem meio recesso aproximou-se devagar até o corpo começar a se mexer, o rapaz que julgava na obter mais esperanças finalmente havia acordado, ainda no chão, levantou um pouco sua cabeça e olhou para o homem barbudo.
–ajude-me... Por favor... -pediu o rapaz que logo caiu no inconsciente. –
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Abriu seus olhos novamente depois de 13 anos, sua vista ainda estava meio embaçada, mas logo seus olhos se acostumaram com a claridade, olhou a sua volta, parecia estar num quarto de hospital. Sentou-se devagar na cama para ver melhor onde estava. No mesmo momento a porta de seu quarto se abriu revelando o homem de jaleco.
– Ah! Já despertasse meu rapaz. –falou o homem em um tom divertido para o garoto. –
–quem é você? -perguntou o jovem de cabelos negros ao homem barbudo. –
–meu nome? por enquanto não é importante, o importante é como você está se sentindo nesse momento. –
–Eu me sinto bem... -falou o rapaz num tom de voz indiferente. –
–me parece que sim. –concordou o homem. –
Antes que o homem de barba laranja pudesse sair do quarto, o rapaz murmurou algo, chamando a atenção do homem.
–quero... Encontra-lo... -falou pegando o porta-retratos que continha sua foto de família, mas, o rosto de seu irmão estava manchado. -
–bingo! Meu rapaz eu irei ajudá-lo a encontrar o que procura, só com uma condição... -
–-flash back–-
Omega: mas seria impossível encontrar o irmão gêmeo dele...
Eggman: eu discordo disso Omega...
Omega: como assim meu senhor?
Eggman: parece que estamos mais próximos do que imaginávamos...
Omega: acha que? ...
Eggman: eu não tenho certeza... Mas suspeita-me somente um rapaz... –falou com um sorriso maligno se desenhando em seus lábios. –
