Broken Stars
Disclaimer: InuYasha não me pertence e, infelizmente, as músicas também não. Sim, vocês têm todo o direito de me apedrejar, me colocar na forca. Demorei demais. Mas eu ainda vou compensar vocês ;D
"Emergency – Paramore"
Tal frase era assustadora. Realmente, ela não estava em posição de brigar, muito menos, falar asneiras em horas impróprias. O coração batia incansavelmente e rapidamente, fazendo suas pernas estremecerem. A expressão feliz e despreocupada do rapaz a sua frente fez com que seu sangue fervesse, a ponto de querer falar poucas e boas pra ele naquele momento. Mas se conteve.
- Hey Myazaki, cuidado com a nossa convidada... – ele riu ironicamente. – Não vamos machucá-la não é? – disse, lançando um olhar para o seu companheiro que apontava a faca para Sango.
- Claro. – sentiu a pressão contra seu pescoço ser suavizada. Ele apenas segurava seus ombros com uma das mãos, guardou a faca com a mão livre e passou pelo pescoço de Sango.
- Garanto que se conseguir me livrar de você, mato vocês dois...- murmurou de repente, tentando se soltar do homem. Haki, a sua frente, soltou uma risada altiva, um misto de divertimento e ironia.
- Olha só, ela é bravinha. – Myazaki disse enquanto gargalhava junto com seu companheiro.
Eles estavam bêbados, ela concluiu. Mas ainda sim, não conseguiria escapar dali, afinal, eram dois homens. Engoliu seco. Ela realmente estava frita...
Seus pensamentos foram interrompidos quando Haki se aproximou e pegou em seu queixo. Sentiu suas pernas tremerem. Ele aproximou mais seu rosto do dela.
- Prometo que não irei te machucar, gracinha. – Sango sentiu o hálito de bebida e sentiu enjôo. Ele se aproximou mais, quase chegando a beijá-la, ainda com a ponta dos dedos sobre seu queixo.
- PARA! SOLTE-ME! – berrou antes que ele pudesse concluir a ação. Sacudiu o corpo freneticamente, mas em vão. Myazaki a imobilizara de maneira estratégica com aquele braço sobre seu pescoço. Haki se afastou um pouco da moça e cruzou os braços, apenas esperando que ela parasse de fazer um escândalo. Vendo que a menina não parava de gritar e de se sacudir, tudo em vão, fez um sinal com a cabeça para Myazaki, o mesmo jogou Sango no chão.
A menina caiu de lado no chão. Levantou-se novamente, arriscando uma fuga, mas antes de concluir sua ação, foi pega pelo pescoço e Myazaki a encostou na parede da rua sem saída. Haki, ao lado de seu companheiro, aproximou seu rosto do de Sango.
- Minha cara, para que tanto escândalo? Ninguém vai te ouvir aqui.
- Ora ora, creio que essa sua teoria está bem errada, pois eu ouvi os gritos dela a dois quarteirões daqui. – uma voz soou repentinamente perto de onde Sango estava com os bêbados. Ela desviou o olhar em direção da voz para ver o seu "salvador", mas sem sucesso. O lugar estava escuro e não dava para ver absolutamente nada, além dos dois homens a sua frente.
Haki e Myazaki também olharam em direção a voz. O primeiro arqueou umas das sobrancelhas.
- Quem é você? Não tem nada pra você ver aqui não. – disse, se virando para o rapaz.
Por outro lado, Sango forçava a memória pra tentar se lembrar de quem aquela voz era parecida. Tinha certeza que já havia ouvido em algum lugar, mas o momento não era propício, estava praticamente sendo enforcada por um bêbado... É, não dava para se lembrar realmente.
- Sabe caras, não quero confusão, pois vocês devem estar tão chapados que nem sabem o que estão fazendo. – disse o desconhecido. – Dou meio minuto para saírem de perto da garota e sumirem das minhas vistas. (N/a: uuiiii, chamou pro pau xD)
Haki parou por um momento. Ficou em silêncio por breves momentos e depois, começou a rir baixinho, e foi aumentando o tom da risada. Myazaki acompanhou o colega e começou a rir também. Não era difícil perceber a ironia.
- Acho melhor você voltar pra sua cama e voltar a dormir, pirralho. – disse, enquanto controlava a risada, lançando um olhar para Sango. – Não tem nada pra você ver aqui.
- SOLTE-A! AGORA! – o rapaz berrou impaciente. Realmente, aquele cara já estava dando nos nervos.
Sango reconheceu o tom da voz do seu "salvador" e desacreditou. Quase desmaiou. Era Miroku. (N/a: surpresa para ninguém, mas beleza u.u) Era ele que estava, ao menos tentando, lhe salvar. Desviou seus olhos de Myazaki, e os mirou em direção a Miroku, mas mesmo assim, não o via, a claridade era pouca na rua.
- Miroku...- disse com dificuldade, observando Haki e Miroku pelo canto do olho.
- Fique quietinha aí Sango que eu vou revolver essa parada.- Miroku apressou-se em dizer com ar triunfal, como se aquilo fosse resolver alguma coisa.
Sango desacreditou novamente. Até num momento daqueles, o idiota tinha que ficar se achando o máximo.
- Não pedi pra você resolver nada. – revidou. Mesmo sabendo em que situação estava, falava mesmo.
Miroku bufou alto.
- Dá pra pelo menos você agradecer a intenção de eu estar aqui te ajudando, sua selvagem?
- MAS EU NÃO PEDI AJUDA NENHUMA, SEU MARICA!
Iniciou-se uma nova discussão entre nossa querida Sango e Miroku. Haki e Myazaki apenas observavam, da onde estavam, os dois trocando ofensas entre si e esquecendo completamente da situação em que estavam metidos.
- O que? Eu mesma irei te arrebentar, boyzinho de uma figa! – Sango berrou de um lado, sacudindo as pernas de nervosismo. Miroku a estava tirando do sério como ele semprefazia mesmo em um momento como aquele.
- Olha pra você! O cara está praticamente te enforcando e você ainda me ameaça? Mas é uma baka mesmo! – Miroku rebateu do outro lado.
Impossível a convivência harmoniosa entre os dois. Mas, depois do que Miroku disse, a ficha finalmente havia caído. Eles ainda estavam na companhia agradável de Haki e Myazaki. Sango olhou para Miroku com receio, depois olhou para o homem que segurava seu pescoço e a mantinha encostada à parede. Olhou para Myazaki que impedia a passagem de Miroku em sua direção. Os dois o observavam céticamente.
Para o bem ou para o mal, ela tinha que usar seus métodos mais baixos para se livrar daqueles bêbados desocupados, e por uma fração de segundos, todo o medo que sentia no início deu brecha para sua raiva e coragem. Aproveitando-se do silêncio de Haki e de sua aparente distração, colocou gentilmente suas mãos em cima das dele e fincou as suas unhas com toda a sua força nas mãos dele.
- Sua vadia! – Haki gritou, soltando a garota. Chacoalhou a mão e viu que a mesma estava com a marca das cinco unhas de Sango.
Ela não perdeu tempo e deu um chute nos "países" baixos do rapaz e saiu correndo em direção a Miroku enquanto Haki berrava de dor ajoelhado no chão, com a mão em cima do local atingido. Myazaki não entendeu absolutamente nada do que está acontece e apenas ficou olhando para o amigo...
Sentiu dois toques em seu ombro e se virou.
- Esqueceu de mim, baka.
Miroku lhe deu um soco de direita que fez Myazaki praticamente "voar" para trás e cair no chão desacordado. Massageou a superfície da mão direita e soltou um longo suspiro.
- Não fique se achando; você não me salvou. E mesmo se tivesse, ainda não gosto de você, Miroku. – Sango disse parando na sua frente.
Ambos se encararam por breves momentos antes da menina virar-se de costas para Miroku e caminhar, indo embora.
Observou-a desaparecer entre as ruas escuras daquele bairro mal iluminado.
OooooO
Três semanas depois...
Depois do acontecimento da noite passada, Sango ficou de castigo depois de algumas horas de sermão. Um mês sem Internet, sem idas ashows, sem televisão e, é claro, sem telefone. Não sabia quem tinha sido o inútil que havia contado para seu pai que ela tinha sido atacada numa dessas saideiras, mas não importava mais. Era de casa para a escola, e da escola para casa. A relação dela com Miroku não tinha melhorado nada, mesmo ele a tendo ajudado em sua "fuga". Kagome? Logo depois que Sango tinha saído da boate a menina saiu alguns minutos depois em seguida para procurá-la, e a encontrou andando, sem rumo, com as roupas e o cabelo bagunçado. Depois de contar tudo o que havia acontecido, a menina deu a maior bronca na baterista, diga-se de passagem. As coisas foram se encaixando com os dias indo e vindo, para o bem ou para o mal, Kagome ficava cada dia mais próxima de InuYasha, e ele, de Kikyou.
Um novo dia de aula se iniciava. Os alunos foram entrando pouco a pouco e sentando-se em seus respectivos lugares. InuYasha entrou na sala, conversando animadamente com Kagome, e Sango...Bem...A Sango já estava muito bem sentada em sua cadeira e já dormindo, como ela sempre fazia nas aulas de Química.
A professora entrou na sala com os livros apoiados no braço, caminhou até a sua mesa e jogou os livros em cima da mesma.
- A diretora Kagura tem um aviso para vocês. Iremos continuar a aula depois do aviso. – a professora de disse enquanto passava alguns exercícios na lousa apenas para adiantar a matéria.
A sala suspirou aliviada. Mas não podiam contar por muito tempo com aquela sensação, pois a diretora estava adentrando na sala e analisava cada rosto com atenção. Todos sentados corretamente em suas cadeiras e com a respiração difícil, o clima tenso e a diretora que não abriu a boca para dar o aviso os deixavam cada mais impacientes. Deu uma última olhada nos alunos, até que seus olhos fixaram-se em uma aluna específica: Sango, que dormia na maior cara dura, com direito a filetes de baba escorrendo pelo canto da boca, com o rosto apoiado de lado no caderno maltrapilho. Franziu a testa e foi caminhando por entre as carteiras até chegar ao lado de Sango. Kagome prendeu a respiração. Sua amiga estava ferrada, era o fim. Tinha que armar alguma coisa para distrair a diretora Kagura de qualquer modo, mas antes que pudesse tomar alguma atitude, viu a diretora abaixar-se até o ouvido de sua amiga e dizer:
- O sono esta bom, senhorita Sango?
Nada. Sango continuava dormindo, e Kagome ficou ainda mais tensa. Os olhares atentos dos outros alunos sobre sua amiga e sobre a diretora contribuíam para deixar cada vez mais irada a diretora Kagura.
- O SONO ESTÁ BOM, SENHORITA SANGO? – dessa vez ela berrou e, conseguindo acordar a garota, sorriu triunfante e orgulhosa vendo o susto que Sango levara com o berro.
- Como? Onde? Por que? Quando? – dizia olhando para os lados como reflexo do susto. Enfim, ordenou os pensamentos e olhou com receio para a figura parada com as mãos na cintura ao seu lado. – Perdão diretora Kagura. - deu um leve sorriso amarelo e suspirou aliviada quando a diretora passou por ela, indo em direção a lousa com os passos firmes. Tinha sido por pouco
- Como vocês devem saber, todo ano organizamos uma viagem com os alunos de todo o colegial no recesso das aulas...- Kagura disse em alto tom. – A diretoria da escola Goshinboku convida os alunos para a próxima viagem, que será exatamente daqui três meses.
Começou um barulho insuportável de "Ah, você vai não, é?", "Vou sim, mas só se você for...". Em milésimos de segundo a sala toda virou um rebuliço total e Kagura apenas observava com a cara vermelha de raiva, diante a ousadia dos alunos ao fazerem isso em sua presença.
Ajeitou a blusa e fez um "ca-hám" alto e bravo o suficiente para que toda a sala se aquietasse, afinal, Kagura não era chamada de "Comandante" à toa.
- Quem quiser ir, fale com a Rin. Ela que está cuidando das inscrições. – disse. Olhou para Sango, que fazia uma cara de tédio sem nem ao menos disfarçar e Kagome, que examinava as moscas. – Kagome e Sango...- atraiu a atenção de ambas e de InuYasha. – Vocês serão obrigadas a ir. Serão as monitoras do grupo das meninas.
- O QUE? – Sango deu um pulo. Apoiou as mãos na carteira, ela nunca ia nesses eventos "idiotas" da escola, então por que Kagura estava a obrigando ir agora? – Mas diretora...
- Nada de "mas". Se não forem, irão ficar com nota vermelha em todas as matérias.
"Ok, já pode cair um raio na minha cabeça, por favor" Sango pensou drasticamente.
Kagome deu um pulo na cadeira. Como assim "em todas as matérias"? Que espécie de diretora era aquela? Ela se esforçava (não tanto quanto deveria) para ficar com azul nas matérias, e não era nada justo ela ficar com vermelha só por causa de um passeio idiota de escola. Antes que pudesse questionar a diretora, a mesma já havia saído da sala com uma velocidade incrível.Sango bufou impaciente e sentou bruscamente na cadeira, cruzando os braços frente ao peito, pensando se aquilo estaria mesmo acontecendo, ou se seria possível a situação ficar pior.
- Acho que a Kagura não gosta muito de vocês. – InuYasha disse ao se virar para trás apenas para apreciar a revolta de sua amiga.
- Obrigada por lembrar. – disse cansada. InuYasha virou-se para frente de novo, e a menina ficou a observar a cabeleira prateada dele e a se lembrar de como o tinha conhecido. Os olhos expressivos, dourados...Acordou para a vida quando uma idéia piscou na sua cabeça. – Er...InuYasha?
O garoto a fitou interrogativamente.
- Assim...Vai ter um ensaio da banda amanhã na garagem da Sango, assim...Se você quiser aparecer por lá, tudo bem...- disse timidamente fitando a lindaborracha inteiramente rabiscada. Tinha certeza que suas bochechas estavam mais coradas do que o anormal e praguejou novamente por ser tão tímida perto dele.
Ele sorriu.
- Claro.
OoooO
Colocou pela décima vez a caneta que estava usando a mais ou menos umas duas horas. Massageou o pulso. O pulso doía não apenas por estar escrevendo há muitas horas. Não agüentava mais dar uma de "secretária" da diretora Kagura e ficar anotando os nomes de quem ia àquela viagem escolar. Sorriu sem ânimo, mais uma vez, quando uma colega de longos cabelos loiros se aproximou na lateral de seu corpo e pediu para colocar o nome na lista.
- Credo Rin querida, o que você tem? Está muito desanimada. – a menina comentou, colocando uma das mãos em cima do pulso desocupado da menina de rosto infantil. – E outra, que blusa de frio é essa? Está muito calor menina!
Rin sorriu sem jeito.
- Estou bem assim, Tsubaki. – disse somente. – O pagamento você conversa com a Kagura, ok? – encerrou o papo com a menina ali mesmo, e a mesma ergueu as sobrancelhas, mas não disse nada e foi embora.
Jogou-se na cadeira desconfortável que toda escola tem, fechando os olhos e apenas ouvindo os grupinhos de amigas conversando sobre namoradinhos e bla bla na sala de aula. Realmente, o calor era de matar, mas não podia tirar a blusa.
- I'M NOT LIKE YOU I JUST FUCK UP!
Quase caiu para trás com o berro de Sango soando nos seus ouvidos tão repentinamente. Um trecho de uma música do Slipknot que ela adorava.
- Da próxima vez que tentar me matar, me manda um e-mail de aviso, está bem? – resmungou enquanto tentava se ajeitar novamente na cadeira. Kagome riu, pegando uma cadeira sem dono e puxando-a para sentar ao lado de Rin. – O que vocês querem comigo?
- Rin, por que está falando desse jeito conosco? – Kagome perguntou receosa, afastando ligeiramente a cadeira de perto da menina. Era melhor se prevenir de uma destruição em massa, certo? Ou lasers...
Ela bufou arrumando a franja.
- Bom, estou mais de duas horas escrevendo por causa da nossa amadadiretora, com fome e eu não posso sair daqui, acabaram de me assustar bem no meu momento de relaxamento... – lançou olhares raivosos para Sango. – Querem mais?
Sango e Kagome se entreolharam assustadas. Ok, elas nunca tinham visto a menina Rin tão estressada quanto aquele dia. Olharam juntas para a garota estressada. A menina fez um aceno, meio que pedindo desculpas.
- Bom, antes que nossas cabeças rolem pela sala, queria que você colocasse nossos nomes aí, pra viajar. – Sango disse a contragosto com uma careta engraçada.
Rin caiu na risada. "O que tem de tão engraçado, caramba? (¬¬)".
- Kami-sama! Não creio que aquele dinossauro em extinção está obrigando vocês também a irem naquele passeio! – Rin disse entre risadas e gargalhadas.
Como assim "vocês também"?
- Como assim? – Kagome e Sango perguntaram em uníssono. Mas a resposta demoraria a vir, pois a menina não parava de dar risada e cá entre nós, isso dá um pouco de medo principalmente quando a pessoa fica roxa.
Ao poucos, ela se controlou e enxugou o canto dos olhos.
- É, parece que nós vamos juntas. Estou na lista negra da Kagura também.
- Mas o que a nossa Rin "perfeita" poderia ter feito para ter merecido tal castigo? – Sango disse ironicamente sorrindo mais ironicamente ainda.
Era fácil saber quem era Rin naquela escola. Uma menina sociável, bem humorada (apenas em seus dias negros que é aconselhável você não chegar muito perto). Com seus cabelos castanhos e olhos da mesma cor, com o tamanho de uma criança, encantava até o mais frio dos mortais. Todos gostavam dela por simplesmente ela não pertencer a nenhum grupo social, sem rótulos na escola. Por isso, Sango a chamava de "perfeita".
- Ah, uma coisa aí sabe. – sua voz tremeu. Arrumou nervosamente a franja que teimava em sair de trás da sua orelha.
- Qual é Rin! Conta pra nós. – Sango insistiu, sentando-se mais perto da colega junto com Kagome, que também estava mais curiosa do que não sei o quê.
- Que tal VOCÊS contarem o que fizeram em? – rebateu autoritária.
Kagome balançou a cabeça negativamente. Rin não compreendeu a expressão negativa e cansada da menina e olhou para Sango. A mesma fez uma cara de "eu não fiz nada dessa vez", e olhou novamente para Kagome, tentando "pegar no ar" a história. Um silêncio perturbador caiu sobre elas até que a guitarrista se forçou a falar.
- Tudo culpa da Sango! – bufou irritada como uma criança mimada que se ferra por causa da irmã mais nova.
- Minha culpa nada! Eu sempre dormi na aula e ninguém NUNCA reclamou. – rebateu. Kagome murmurou um "claro, sempre". – Mas pera aê, a gente só vai mesmo porque a dinossauro disse que iria nos reprovar.
- É, e ela disse que se não fossemos, iríamos RE-PRO-VAR! – Kagome choramingou.
- Mas puta que pariu! O que essa velha tem dentro da cabeça? É só uma viagem de confraternização entre os alunos. – Rin bufou diante da tamanha idiotice de Kagura.
- Você tem noção do que é reprovar de ano por causa de uma viagem babaca com pessoas mais babacas ainda? – Sango comentou sem conseguir ocultar a irritação.
Rin soltou uma risadinha baixa. Kagome ficou cética. (¬¬)
- Menos Sango, eu e a Rin também estaremos lá.
- Desculpe. – sorriu amarelo.
Ficaram ali, as três, observando com certo tédio o movimento de alunos indo e vindo, a correria dos nerds pra chegarem a biblioteca antes que a mesma fechasse, o grupo de atletas caminhando e arrancando suspiros das menininhas mais novas...Tudo um completo tédio. Todos andando separados, apesar de serem iguais.
- E aí, alguém topa quebrar o braço para não irem ao passeio? Aliás, Rin, não está com calor não?
Kagome e Rin deram risada.
OoooO
- O guitarrista Duane Allman nem em mil anos é melhor do que Jimmy Hendrix! – Kagome praticamente berrou saindo da sala junto com InuYasha e com uma Sango sonolenta, que nem ao menos sabiam ou prestava atenção no que eles falavam.
- Hendrix? Ele só sabe tocar coisas "leves" do tipo blues! Melhor mesmo é o Duane e pronto! – InuYasha rebateu dando uma cotovelada em Kagome, que devolveu o gesto.
- Hendrix sabia entortar as cordas e acordes inteiros sem desafinar a guittara!
- Eu sei que esse papo produtivo de guitarras está bom, mas vocês estão falando alto demais, não acham? – Sango abriu com lentidão e cansaço o portão da escola para saírem.
Naquele dia, foram os últimos a irem embora da escola por causa da Kagura, mais uma vez. Mandou que eles organizassem a sala depois que todo mundo saísse.
- Eu não acho! – Kagome estava empolgada até demais para um papo sem nexo como aquele, e era notório seu interesse por InuYasha. – E você InuYasha?
O fitou por um momento esperando resposta. Mas os olhos do menino estavam vidrados em outra coisa...Uma coisa bonita, que tinha um sorriso bonito, um cabelo mais bonito ainda, era o sonho de qualquer garoto que estudasse na Goshinboku. É, era a Kikyou. Andou, diga-se de passagem, muito rápido para ser um simples "andar" calmo e tranqüilo, até a menina que conversava com as amigas distraidamente para cumprimentá-la em frente a uma padaria na esquina da escola.
Deixando Kagome no vácuo...De novo. Suspirou cansada. Caminhou pela rua ao lado de uma Sango sonolenta que nem ao menos enxergava a lata de lixo a sua frente, observando a movimentação dos carros. Olhou para um casal que trocava abraços e beijos carinhosos no outro lado da rua e murmurou um "tsc".
- Kagome! Hey, Kagome!
InuYasha gritou ao longe. Pensou em não esperá-lo, em caminhar mais rápido apenas por vingança. Não apenas pensou, como fez. Andou mais rápido junto com a zumbiSango ou o que restou dela de propósito.
"Por que diabos ela não me espera? Ela deve ter ouvido o meu grito!"
Continuou correndo só que dessa vez mais rápido para tentar alcançar a menina. Ele tinha que lhe contar! Tinha que lhe contar o que havia conseguido nesse meio tempo de conversa com Kikyou.
- Para aê menina!
Pegou na mochila da menina, dando um puxão forte o suficiente para impedi-la de continuar andando, como se as coisas fossem se resolver com um puxão na mochila. Kagome o olhou por cima de ombro e viu que ele estava ofegante, tentava o máximo possível puxar para seus pulmões e sentiu como se aquilo fosse um déjà vu decepcionante.
- Consegui chamar a Kikyou pra sair...#arf arf# E ela aceitou! – disse empolgado ainda com dificuldades para respirar.
Kagome recomeçou sua caminhada. Sango já virava a esquina do nostálgico supermercado. "O que há com ela?"
- Hey Kagome, o que você tem? – pegou firmemente em seu braço, mas ela não o encarou e ainda sim continuava andando, olhando, sem realmente ver, as árvores douradas que passavam por eles...
- Nada. – murmurou. – Que dia você vai sair com ela? – viu InuYasha soltar seu braço e caminhar mais rápido para tentar acompanhá-la, já que andava sempre andava rápido quando ficava nervosa.
Ele pareceu não perceber o quanto ela estava monossilábica, coisa que ela nunca era, mas não disse nada. Ficou em silêncio. Kagome ia repetir a pergunta, mas fechou a boca quando ele respondeu.
- Amanhã.
- É claro que os garotos preferem sair com ela, a assistir o ensaio da minha banda.
- Kagome desculpe, mas...
- Parabéns InuYasha, você acaba de se tornar mais um idiota no meu conceito.
Ele cessou a caminhada. Ficou observando Kagome pouco a pouco se distanciar, com a cabeça meio baixa, mas olhando para as malditas árvores douradas, as folhas caindo lentamente. Como não pôde perceber o que havia feito? Mas parecia que era tarde. A menina já estava bem distante de si, virando a esquina. Conseguiria ouvi-lo?
- Se eu fosse o capitão do time de futebol da escola, pegasse todas as garotas e ainda tivesse uma namorada...- Kagome virou-se rapidamente quando o ouviu gritar . – Eu ainda seria idiota por ter trocado você?
Ela sorriu.
- Seria sim! – gritou de volta, rindo junto com InuYasha.
- Posso aparecer para o ensaio lá pelas dezesseis horas? – disse, ainda gritando.
Ela fez um aceno positivo e voltou a caminhar de volta para sua casa com um sorriso singelo em seus lábios, que apenas os mais chegados, diriam que era um sorriso realmente...Bobo.
Continua...
Oh my God! Sim, podem me fuzilar. Eu demorei 4 meses para postar este cap. Sendo que vocês me pediram para não demorar. Mas eu tenho uma boa desculpa! #pelo menos para não ser queimada em praça pública# Os estudos atrapalharam completamente a minha cabeça, e ainda por cima, o cap. era número par! Desculpe gente. Sério. Prometo não demorar tanto no próximo, e eu não vou. Ele já está sendo escrito e ele não irá demorar nada. Mas está aí o que aconteceu com a Sango (eu disse para não imaginarem ela sendo salva por ninguém!), a Rin finalmente entrou para a turma e logo logo o Sesshy aparece : )
Música:outra da Paramore. Banda óótima! Simplesmente adoro e "Emergency" foi uma das primeiras músicas que eu ouvi. Tudo. Combina com a história desse cap.
Logo no ínicio, o InuYasha aparece poucas vezes, mas ele tem uma participação maior no final como vocês viram. Se o cap. não ficou bom, gomen nasai T.T
Por favor, aturem ele pelo menos. Uahsahsaiuha. Reviews eu não estou com muito tempo para responder, então, vou deixar apenas meu obrigado e o nome das leitoras. Muito obrigada, sério.
Agradecimentos especiais.
Kagome Juju Assis
Lah-chan
Plii-chan
Duda
Taisho Girl s2
Sylvana Melo
Sisical
.Srta JadE emOxinha
K-chan
Perdão por não responder as reviews, mas no próximo cap, eu respondo. Prometo!
Bom, só isso : )
Ja ne minna-san! Até o próximo post, se Kami quiser!
Mandem reviiiiiieews! Reviews! Reviews! Deêm sua opinião (com respeito, por favor). É minha inspiração!
Amy Says
