Um Favor para Watanuki -- Chapitre 6.
Naquele noite, sonhara que estava dormindo no chão e logo que abrira os olhos, deparou-se com ele deitado, dormindo, em sua frente. Himawari frisou a testa e piscou, com sono, mantendo os olhos entreabertos até despertar totalmente. Pelo visto já era de manhã, e, de acordo com o calendário, naquele dia não haveria aula. Assim que abriu os olhos, se assustou. Watanuki dormia profundamente em sua frente.
Assim como em seu sonho, que agora tinha certeza, era, na verdade, uma lembrança real, dormia junto dele, pelo menos no mesmo colchão, no chão. A última lembrança da noite anterior era que encostara o rosto em seu ombro e adormecera no mesmo instante.
Naquela hora se sentia insegura, incomodada consigo mesma. Fingiu estar dormindo para não preocupá-lo, mas olhe o que deu!, estava ali, agora, acordada na frente dele. Ele "...ele que tanto gosta de você..." Ela sentiu as maçãs do rosto arrepiarem e o mesmo, esquentar.
Ela estava deitada mais para o meio do colchão, já Kimihiro, bem na bordinha, quase caindo. Sentiu-se um pouco mal por isso. Ele sempre se preocupou tanto comigo e eu... nunca o retribuí. Fazendo sombra nos olhos com a franja do cabelo, tremia: queria puxá-lo para que ele não ficasse tão desconfortável, segurar a mão dele, cobri-lo com a colcha fina que usava para que ele não sentisse frio.
Watanuki fez um barulhinho com a garganta e piscou forte com os olhos fechados. Ele se mexeu e piscou até despertar. Quando acordou, não ficou assustado ao deparar-se com Himawari corada à sua frente. Ele piscou, e sorriu.
– Você dormiu bem?
Himawari teve vontade de chorar: não conseguia dizer palavra alguma em resposta; apenas concordou com a cabeça.
Ele pareceu aliviado. – Que bom... Quando você acabou dormindo ontem, eu não sabia o que podia fazer. Só... não queria te acordar e então deixei você dormindo no meu colchão, já que – ele deitou de bruços, metade do corpo no chão, atrás dos óculos; desconcertado. – toda vez em que eu me afastava, você parecia querer acordar.
A campainha soou suave. Watanuki se levantou com cuidado, fazendo todo o possível para não se encostar a ela (--N/A: repito, o Wata-nii é puro ..--), e abriu a porta.
– Doumeki?!
Doumeki apareceu atrás desta, os braços cruzados, um guarda-chuva num dos pulsos e uma sacola quente de cheiro bom num outro. – Bom dia, Watanuki. – ele disse, calmo. Foi quando Himawari se sentou que ele pareceu percebê-la ali. Foi até onde estava e agachou-se à sua frente. – Sabia que estaria aqui. Tome, trouxe isto para almoçarmos hoje. – ele mostrou a sacola que trazia, nela, havia três caixinhas com um farto almoço.
Foram para a cozinha, Watanuki fechara porta. Himawari estava no banheiro.
– E então? Como você adivinhou?
– Para mim, um idiota como você é óbvio demais.
– Repita o que disse!! (--graau--)
– Você faltou à aula ontem. Então, ou estaria tão cansado de ter ficado procurando-a, ou estaria tão nervoso por ter, talvez, encontrado-a. Ambas situações são perigosas, Watanuki. Qualquer um poderia aparecer aqui, não acha?
– Sei disso!! – A senhora Yuuko ligou para cá ontem.
– Por você não ter aparecido ontem, a chuva agora está parecendo um temporal. Ame-Warashi está muito brava com você. As duas não vieram aqui porque não sabiam onde você estava.
– Obrigado... por não ter contado. – Watanuki não o encarava.
Doumeki demorou um pouco para responder, estaria surpreso pelo agradecimento? (--N/A: Wata-nii nunca agradece o Douki-kun--) – Elas não perguntaram.
Uma veia saltou na testa de Watanuki, mas logo ele a ignorou – assim como o próprio amigo –, pois Himawari vinha trocada do pijama do banheiro do corredor.
Doumeki se levantou.
– Você precisa voltar para casa.
A atmosfera ficou tensa.
– Sim... – ela respondeu, gentil e amigável; e triste. Ela virou-se para Watanuki e fez uma grande reverência. – Muito obrigado por... eh... – ela perdeu a frase no ar.
Watanuki sorriu e assentiu para ela, que retribuiu, mais animada.
– Este almoço está muito bom, Doumeki!
– ... (--grauu--) Por que ele sempre rouba um elogio dela?! Watanuki quase quebrava o hashi que tinha nas mãos.
– O Kimihiro também cozinha muito bem, né?! – Himawari sorriu para ele.
Doumeki virou-se para ele. – Amanhã vou querer niratama. (--N/A: na lata--)
– O quê?! Mas nem morto!! – apenas ouviu-se o estalido do hashi se quebrando.
Himawari riu alto com o show de comédia, sendo a primeira vez em quase uma semana, verdadeiramente feliz.
– Desde quando ela começou a te chamar pelo primeiro nome, Watanuki?
Doumeki perguntou, balançando seu guarda-chuva um pouco para frente.
Estavam voltando para a casa de Himawari; os três, juntos, em trio. Pela grossa chuva, Ame-Warashi ainda estava pelas redondesas, e muito enfezada.
– Desde... ontem? – ele respondeu, olhando para ela, que andava um pouco mais à frente.
Sem que os dois percebessem, Shizuka sorriu. (--N/A: aliviado ou satisfeito? o.O--)
– Com o tempo quente, essa chuva é fresquinha, né?! – Himawari sorriu, contagiante, piscando, sem perceber por onde andava.
– ...!! HIMAWARI!!
Doumeki correu.
Demorou um pouco demais para perceber.
O guarda-chuva de Watanuki caiu no chão.
Uma longa, alta e sonora buzina.
Um berro.
E a chuva escorria por todos ali, enquanto o sangue tingia de medo o céu acinzentado.
...to be continued.
