Autora: SouthSideStory

Tradutora: c4ndyx
Disclaimer: Naruto e seus personagens pertencem ao Kishimoto.


In times of Peace [ Em tempos de paz ]

[ Capítulo Seis ]

Duas semanas sem uma missão. Sasuke treinou, limpou seu apartamento e tentou convencer o Hokage a mudar de ideia. Naruto permaneceu firme, mas disse a ele para ir embora antes que ele mudasse de ideia e passasse a suspensão de duas para três semanas. Então Sasuke foi praticar kenjutsu e voltou a polir sua mobília que já estava brilhando de limpa. No terceiro dia ele já está cansado de jogar shurikens nos postes de madeira e já não existia mais nada em sua casa que podia ser limpo.

Então quando Sakura apareceu em sua porta pedindo que ele lhe faça um favor, ele estava pronto para aceitar a oferta contanto que aquilo lhe desse algo novo para fazer.

"Entre." Ele diz. Ela o segue para dentro da casa e anda com passos cuidados pelo chão claramente recém esfregado. Sakura sempre se mantém rígida ao visitar a casa dele, como se tivesse medo de sujar alguma coisa por ali.

Eles se sentam na sala de estar—Ela no sofá, Sasuke na poltrona—e ele pergunta, "Qual é o favor que você precisa?"

"Minha genin, Izumi," ela diz. "É do tipo fogo, mas eu realmente não sei nada sobre jutsus como o Katon. Eu estava imaginando se você poderia ensinar para ela sua técnica de bola de fogo."

Não era bem isso que ele vinha imaginando quando Sakura disse que precisava da ajuda dele. Sasuke se inclina para frente, ficando um pouco mais próximo dela e apoia os cotovelos nos joelhos. "É uma técnica avançada para um genin e requer uma grande quantidade de chakra."

"Não se preocupe com isso." Sakura cruza as pernas e, por um momento, ele segue os movimentos de suas coxas torneadas e brancas. Sasuke se força para olha-la acima do pescoço, mas aqueles lindos olhos verdes e a boca rosada não são menos chamativos que a visão anterior. "O ponto forte de Izumi é o ninjutsu e ela tem uma incrível reserva de chakra. Se ela tivesse cabelo vermelho, diria que ela é uma Uzumaki."

"Eu não gosto de trabalhar com crianças." Ele diz terminantemente. Aquilo era verdade, mas tinha algo além de sua aversão por crianças que o levava a responder negativamente. Ele queria evitar a responsabilidade de ter em suas mãos o bem estar de shinobis tão jovens. Fora que ele não tinha interesse nenhum em moldar e ensinar genins do jeito que Kakashi tinha tentado—e falhado— com ele uma vez.

Os ombros de Sakura caem e a expressão dela, tão animada momentos atrás, se torna cabisbaixa. Todas as partes do corpo dela parecem murchar, mas ela usa um tom forte e decidido quando pergunta, "Você não o fará então?"

"Não vou ensina-la." Sasuke respsonde, "Mas eu ensino você e você própria pode ensinar para sua genin, se é isso que você quer."

Aqueles lindos olhos se abriram e ele sente uma pequena satisfação em tê-la surpreendido. "Eu?"

"Sim, você. É um problema?"

"Não." Ela responde rapidamente. "É só que, bom, fogo não é meu elemento principal."

"Um shinobi deve se adaptar em circunstâncias desfavoráveis." Ele responde. Aquela frase a lembra de uma velha sabedoria ninja ensinada por Iruka em seus dias de academia.

Sakura sorri e uma covinha aparece em sua bochecha esquerda. "Tudo bem então, estou às suas ordens, sensei."

Era uma brincadeira, claro, mas algo naquelas palavras leves e brincalhonas dela o colocaram em uma posição difícil. Talvez porque, em outras circunstâncias, Sasuke sabia exatamente quais tipos de coisas ele gostaria de ordena-la a fazer.

"Quando começamos?" Sakura pergunta.

Ele se levanta e responde, "Agora."

Eles encontram uma área de treinamento com amplos espaços abertos e uma lagoa para ela praticar o jutsu por cima da água. Primeiro, ele ensina para Sakura os selos necessários ( cavalo , tigre, carneiro, macaco, porco , cavalo, tigre ), e ela cópia cada um tão rápido quanto ele os mostra. Em seguida, ele explica os passos básicos, como seu pai lhe ensinou uma vez: reunir o chakra, foca-lo em um ponto no peito e trazê-lo para cima através da garganta, colocando-o para fora pela boca.

"Essa parte é bem simples, mas para dominar esse jutsu é preciso menos precisão e mais força, por isso você pode ter um certo trabalho." Sasuke a avisa.

"Você já me viu estraçalhando pedras?" Sakura pergunta. "Eu consigo ter firmeza e força ao mesmo tempo."

Ele se abstém de mencionar que a sua força, com toda a aparência impressionante e eficácia destrutiva ainda se baseia no controle chakra e as habilidades necessárias para realizar o Katon era justamente o contrario. Mas ela provavelmente se daria conta disso por ela mesma.

Sakura se coloca na margem da lagoa, executa os sete selos de maneira rápida e fluida, respira fundo e exala uma esfera flamejante com quatro ou cinco metros de diâmetro. A bola de fogo pairou sobre a lagoa, quente o suficiente para fazer o vapor d'água subir em uma fumaça branca, por um tempo total de trinta segundos antes de se dissipar.

"Consegui!" Sakura diz. "Mas não foi grande como aquelas que eu já te vi fazer."

"É um bom começo." Ele diz. Ela tinha ido muito bem, especialmente para alguém com afinidade com outro tipo de elemento.

Ele corrige a postura dela— "Coloque seus pés um pouco mais afastados, sim, desse jeito" — e da alguns passos para trás assistindo as ações seguintes de Sakura. No inicio ela se esforça bastante, mas o tamanho do jutsu aumenta gradativamente a cada tentativa e em algumas horas depois ela expele uma bola de fogo tão grande que até mesmo seu falecido pai teria achado digna.

"Você conseguiu." Ele diz. Sasuke sente uma estranha sensação de orgulho, mesmo que aquela não tivesse sido uma realização própria.

Sakura sorri e diz, "Obrigada, Sasuke-Kun. Kakashi-sensei me disse que essa técnica é um ritual antigo do seu clã, então eu realmente agradeço por você ter compartilhado comigo."

Estranhamente aquilo não o incomodava, mostrar o jutsu de assinatura do clã Uchiha para alguém de fora de sua família. Pelo menos, não o incomodava compartilhar com ela. Ele confiava em Sakura, o máximo que ele conseguia confiar em alguém, e ela iria utilizar esse jutsu respeitosamente.

"Ah, tem uma coisa que você provavelmente deveria saber." Ela suspira e diz, "Naruto está planejando fazer uma festa surpresa pra você no seu aniversário."

Sasuke coloca as mãos nos bolsos. "Acho que não é mais tão surpresa assim." Ele diz.

Sakura ri. "Bom, eu pensei em te dizer antes de acontecer, assim você evitaria de matar nosso querido Hokage."

Ela o agradece mais uma vez e diz até logo. Sasuke a assiste partir com símbolo circular do clã Haruno nas costas da camiseta dela, algo tão familiar quanto a própria garota em si. Enquanto a vê se distanciar, ele tem o rápido pensamento que o símbolo Uchiha iria se adequar perfeitamente à ela.

/

São sete e meia da noite e Sakura acabou de terminar seu turno no hospital, ela tem meia hora para se aprontar. Ela toma banho, considera passar maquiagem, mas decide que ficaria melhor sem e troca de roupa duas vezes tentando decidir o que vestir. Primeiro, ela coloca o vestido azul que usou em Suna, mas ela tem a impressão de que ficou muito formal. Em seguida, ela tenta uma blusa verde e uma saia cinza, que se parece nada mais que uma roupa caseira quando ela se olha no espelho usando a combinação. Por fim ela coloca seu vestido preto, um palmo acima do joelho e expondo boa parte de suas costas.

Ela convenceu Naruto a mudar o local da festa de Sasuke de um pub fechado para o Tsukino's, um estabelecimento mais calmo e mais tradicional, onde as pessoas podiam comer uma comida gostosa e beber licor sem ficar completamente bêbadas. O aniversário de vinte e três anos de Sasuke caiu em um sábado, então o lugar já estava bem cheio quando ela chegou (cinco minutos atrasada com os dedos dos pés já doendo nos sapatos de salto alto).

O time 10 estava sentado no bar, os três eram igualmente unidos tanto na hora de beber quanto no campo de batalha. Sakura coloca uma mão no ombro de Ino chamando a atenção dela, quando a amiga se vira ela diz, "Ah, estou tão feliz que você não usou aquele seu vestido azul. Ele me lembra aquela blusa horrível que você usava para correr por aí em nossos tempos de genin."

A roupa de ino é tão previsivelmente fantástica que Sakura evita discordar de qualquer coisa que Ino falava, então ela somente responde, "Obrigada, Porca." Com o máximo de sarcasmo que ela conseguia colocar em uma frase só. "Você viu o Sasuke?"

Ino toma um shot de alguma coisa e responde. "Ainda não. Não acho que ele esteja aqui. Francamente, eu ficaria surpresa se ele aparecesse."

Sakura já tinha considerado essa possibilidade e se Sasuke não aparecesse nos próximos quinze minutos ela planejava ir até o apartamento dele e o arrastar até o Tsukino's, ele querendo ou não. Ela não ia deixar que ele pulasse sua própria festa de aniversário. Especialmente quando Naruto tinha convidado metade da vila.

Ela encontra Hinata sentada com a irmã mais nova.

"Por favor, pede um drink pra mim." Hanabi diz. "Eu sou uma ninja, quem liga pra qual idade eu tenho?"

"Eu ligo." Hinata responde com firmeza, mas gentil e pacientemente. Ela sorri quando Sakura se senta na mesa delas. "Oi! Você está procurando pelo Naruto-Kun?"

"Não, somente por uma boa companhia." E uma boa vista da porta para que ela pudesse ver quando Sasuke entrasse por ela. "Como vai a pequena Kushina?"

O sorrido de Hinata fica maior ao ouvir aquela pergunta, os modos educados dela sendo substituídos por puro orgulho materno. "Crescendo como nunca. Ela é uma neném muito boazinha, dorme durante a noite toda e já passa a maior parte do tempo dando risada das coisas. Todos dizem que ela puxou a mim, mas eu acho que a disposição dela é toda do Naruto-Kun."

"Eu concordo," Sakura diz, "E se esse for o caso, ela vai te dar muito trabalho assim que aprender a andar."

Hinata suspira de um jeito cansado.

A porta se abre e Sakura olha prontamente esperando ver Sasuke entrar por ela, mas quem estava chegando era Taro.

O Naruto tinha convidado todos os jounins de Konoha para vir nessa festa? O Sasuke, pelo menos, conhecia o Taro? Sakura não tinha certeza se eles tinham se encontrado no apartamento dela aquela noite. Se o encontro tinha acontecido, nenhum dos dois mencionou nada.

Taro a vê e sorri, anda na direção da mesa onde ela está sentada e diz, "Posso te pagar um drink?".

"Claro." Sakura se despede de Hinata e Hanabi e segue Taro até o bar. Ela pede sake puro (nada de sake sabor pêssego, esse nunca mais). Eles se sentam, bebem e conversam sobre assuntos triviais. Quando ele tenta passar a mão pela cintura dela, Sakura empurra discretamente a mão dele para o lado e diz, "Aqui não."

"Porque não?" Ele pergunta.

Ela toma um gole do sake e cruza as pernas. "Todo mundo está aqui e eu não quero que todos saibam que eu estou transando com você."

Taro, que tinha olhos sonolentos e astutos, diz, "É com todo mundo que você está preocupada ou com o Sasuke?"

Sakura ri, talvez um pouco exagerada demais para parecer genuína. "Porque eu me preocuparia com isso? E outra, o Sasuke nem aqui está."

"Não mesmo?" Ele faz um leve movimento de cabeça direcionado para a porta e Sakura se vira tão rápido que Taro não deixa de rir. Sasuke, claro, não estava em lugar nenhum.

Ino está certa, ele realmente é um imbecil.

"Engraçado," ela diz. "Muito engraçado, Taro."

Ele da um sorriso torto, meio arrogante. "Eu sou um cara engraçado."

Gritos de "Feliz aniversário!" ecoaram por todo o Tsukiko's, e dessa vez Sasuke realmente tinha chego. Ele estava tão lindo que quase doía olhar para ele, por alguma razão ele faz uma carranca feia quando a vê, e Sakura se pergunta se é porque ela estava sentada ao lado de Taro. Aquilo o deixava enciumado?

Ela espera até que todos saiam de perto de Sasuke para se aproximar. As pessoas voltam aos seus lugares e continuam a comer e beber, mas Naruto, que continuava a dar tapinhas nas costas dele diz contente, "É uma ótima festa, não é Sasuke! Eu até mesmo convidei—"

"Konoha inteira." Mas ele estava sorrindo de canto ao completar a frase do amigo. "Estou surpreso que você tenha conseguido achar tanta gente que não me odeie."

"Ninguém te odeia!" Naruto diz, mas Sakura conhecia o tom de voz esquisito de Naruto quando ele estava mentindo, e ela tem certeza que Sasuke também.

Tudo que ele responde é um típico, "Hn."

"Ei, Sasuke-kun," Sakura diz. "Feliz Aniversário."

Ele acena com a cabeça em agradecimento. Quando Naruto os deixa sozinhos para ir jogar um jogo de bebidas com TenTen e Lee, Sasuke diz, "Isso aqui está uma confusão, porque ele chamou tantos shinobis?"

"Porque a ideia de felicidade para Naruto é proporcional ao numero de pessoas que te aprovam e estão a sua volta?"

Sasuke da uma olhada no lugar lotado e diz, "Eu preciso de uma bebida."

"Vou pegar pra você," Sakura diz, "Você não deveria estar pagando por suas bebidas em seu próprio aniversário. Essa é um tipo de regra universal, eu acho."

"E te tirar de perto do seu namorado?" Sasuke pergunta. "Ele pode ficar ofendido."

"Taro não é meu namorado."

"Seu amante então." O olhar que ele lança para ela é critico, quase inflexível. Aquilo a tira do sério.

"Eu tenho certeza que você não iria me julgar por dormir com alguém que eu não estou namorando. Isso seria hipócrita, e você não faz o tipo hipócrita não é, Sasuke?" Ele já tinha feito sexo com outras mulheres antes, nenhuma delas era um relacionamento sério, nenhuma delas tinha sido namorada dele.

Sasuke da de ombros e diz, indiferente, "Eu não me importo com quem você se deita."

"Certo." Sakura se aproxima dele, tão perto que eles estavam quase se tocando. Ela esperava que ele a afastasse mas isso não acontece. Tudo que ela podia ouvir era a musica e o som de muitas vozes falando ao mesmo tempo dentro de um espaço pequeno, e tudo que ela podia enxergar era Sasuke. Alto, rosto sem expressão, inalcançável, porém lindo. Ele desvia o olhar para longe e essa pitada de nervosismo na ação dele é o que faz Sakura reforçar sua coragem. Ela diz, "Eu sei que você está mentindo, você se importa sim com quem eu transo. Talvez porque você quisesse que fosse com você."

Ele não negou o que ela disse, somente continua olhando para algum ponto fixo por cima do ombro dela. O coração de Sakura batia mais rápido e mais forte, pois agora ela tinha certeza que não estava imaginando coisas. Ela estava certa. Sasuke podia não ama-la, mas ele com certeza a desejava.

"Eu iria pra casa com você se você me pedisse." Sakura diz. "Tudo que você tem que fazer é dizer alguma coisa."

Ela se vira e, sem olhar para trás, volta para seu lugar no balcão do bar.

/

Ele bebia com Naruto. Uma péssima ideia, porque Sasuke era o mais fraco para bebidas do tim tolerância para álcool do jinchuriki era legendária. Ele foi atencioso ao parar de beber depois do terceiro copo de shochu, Sasuke pede uma tigela de arroz cozido no vapor para comer enquanto termina seu ultimo copo. Enquanto Sasuke comia, Naruto continuava bebendo, depois de duas garrafas de sake ele começa a relembrar alguns acontecimentos do passado.

"Ei, Sasuke! Você se lembra daquela vez que eu usei o harem no jutsu reverso na Kaguya? Eu pensei que o nariz dela iria começar a sangrar, ela ficou tão surpresa." Naruto tentava abafar o riso enquanto batia o punho fechado na mesa sem parar.

Sasuke come outra colher de arroz, engole e diz, "Aquilo foi uma ideia estúpida. Não acredito que eu concordei com isso."

Naruto da um beijo estalado na ombro dele e Sasuke resolve que iria dar um murro no meio da cara de Naruto da próxima vez que ele fizesse isso. "Nós estávamos desesperados. E não foi uma ideia estúpida. Funcionou, não funcionou?"

As vezes Sasuke tinha dificuldade em acreditar que, em outra vida, ele e Naruto tinham sido irmãos.E esse era um desses momentos. Ele balançava a cabeça para os lados em desaprovação.

Sakura se senta no bar. O vestido que ela usava tinha uma abertura considerável na parte de trás que destacava a pele branca e as curvas dela, ele podia ver perfeitamente os ossos gêmeos na parte de cima das costas dela e a linha da espinha de Sakura. O cabelo rosa cacheado caia por baixo de seu queixo, ele se lembrou da suavidade e maciez daqueles fios quando teve a chance de os tocar naquela noite em Koybetsu. Ela ri de algo que Taro diz e se inclina para mais perto dele. O outro homem estende a mão e segura o queixo dela por entre seus dedos gentilmente. Sasuke ignora a cena, come outra colher de arroz cozido e finge que está ouvindo o que Naruto diz.

Ela tinha o convidado para ir para cama com ele. Ele só precisava falar pra ela o quanto ele queria isso.

Mesmo assim, Sasuke não tinha certeza se deveria fazer isso. Ela o amava—Pelo menos, ela dizia que amava, e com uma única e notável exceção, ela nunca tinha mentido para ele. Sakura o amava e ele não a amava de volta. Se ela dormisse com ele e se arrependesse depois, aquilo poderia arruinar completamente amizade deles.

Mas Sakura era uma mulher crescida e uma excepcional kunouchi, ela não precisava que ninguém ficasse cuidando dela ou das consequências de seus atos. Ele deveria confiar que ela sabia o que estava fazendo quando disse aquilo e não iria sugerir algo que não conseguisse lidar depois.

Hinata vem por trás de Naruto e rouba o copo de sake dele que estava em cima da mesa. Ela toma o liquido todo de uma só vez, coloca o copo vazio no lugar e sorri de forma recatada como sempre, se ele não tivesse visto a cena com seus próprios olhos, jamais acreditaria se alguém o contasse.

Naruto ri e diz, "Tome o seu próprio sake, Hinata-Chan."

Sasuke gostava da esposa de seu melhor amigo. Ele e Hinata não se falavam muito, mas eles se entendiam um pouco. Ambos vieram de um antigo e orgulhoso clã e ambos eram os irmãos mais novos cujos pais nunca os deixaram esquecer o quão inadequadas eles eram. Sempre na sombra de uma irmã mais forte, Hinata se esforçou para se tornar mais forte e Sasuke sabia muito bem como era passar por isso. Então quando ela o deseja um feliz aniversário, ele diz, "Obrigado" e ele realmente se sente agradecido pelas palavras dela.

"Posso pegar meu marido emprestado?" Hinata pergunta com o jeito tímido que sempre teve.

"Por favor," Sasuke diz, "Tire-o daqui."

Naruto o chama de bastardo, mas sorria feliz enquanto pronunciava as palavras. Ele vai para algum lugar longe da vista de todos acompanhado de sua esposa.

Sakura continuava a flertar com seu amante e Sasuke considera a possibilidade de pedir outro copo de shochu. Ela o observa—o assiste da mesma forma que ele a assistia—e de repente, Sasuke tinha tido o suficiente. Ele se levanta e anda na direção do bar, na direção de Sakura.

"É o garoto aniversariante!" Taro diz e levanta um copo de licor na direção de Sasuke. Ele, particularmente, não gostou de ser chamado de "garoto" por um homem que era somente três ou quatro anos mais velho que ele, mas Sasuke deixa isso pra lá.

Ele olha para Sakura e diz, "Eu preciso falar com você. Sozinhos."

Ela acena positivamente com a cabeça, os olhos denunciavam a surpresa dela, Sakura diz adeus para Taro e sai do Tsukino's com Sasuke. Está chovendo lá fora, a chuva leve esfriava a noite quente de verão, eles permanecem embaixo do toldo no lado de fora do estabelecimento. Sakura fica a uma certa distancia dele e pergunta, "O que você quer falar comigo?"

Sasuke diminui o espaço entre eles, inclina o queixo dela com as mãos e pressiona um beijo na bochecha dela, tão perto da boca que ele quase pode sentir o gosto dela, e naquele momento ele entende que, aconteça o que acontecer depois, as vezes você deve compreender o que você quer para poder dominar o desejo que sente. Porque, pensando bem, se ele for honesto com ele mesmo, Sasuke sabia que ele desejava Sakura já faziam anos, e se ele não a tivesse para si logo ele poderia continuar a desejando por mais vários.

Ele se afasta e ela parece um pouco atordoada. Os olhos estavam com as pálpebras pesadas e os lábios permaneciam entreabertos, como se aquela abertura esperasse por um beijo que não viria. Sakura toca a bochecha delicadamente, de forma afetuosa, e ele imagina que ela estava traçando as impressões dos lábios dele na pele dela. Capturando com uma memória tátil o calor que agora já não estava mais ali.

"Vem pra casa comigo." Sasuke diz.

A chuva cai mais forte, desliza pelo teto e cai no chão como uma pequena cachoeira, poucos centímetros de onde eles estavam. Relâmpagos brancos e azuis brilhantes iluminavam o céu e o trovão seguia instantes depois. Sasuke ouve a tempestade cair e espera pela resposta dela.

Sakura da um suspiro instável e depois responde, "Sim."


Meu deus do céu, leitores! Que moça abusadamente linda essa Sakura, FINALMENTE ela consegue fazer o Sasuke ceder aos encantos dela e parar de ser tão teimoso. Sei que vocês devem estar morrendo de curiosidade para ler o próximo capitulo, e não é por menos né? Vou tentar posta-lo o mais rápido possível para não matar ninguém de ansiedade nessa próxima semana. Só posso garantir que o capítulo 8 é maravilhoso e eu estou traduzindo ele vermelha dos pés à cabeça de vergonha HIHIHI;

Obrigada a todos pelas reviews, follows e favoritos! .399 obrigada por sempre acompanhar a fanfic e comentar, adoro ler suas opiniões sobre o capítulo.

Sem enrolar mais por aqui, vou voltar a traduzir o próximo capitulo, beijos! Até semana que vem ;)


No próximo capítulo...

Ela tinha gosto de vinho e arroz e cheirava como a chuva.

Esses eram os únicos pensamentos de Sasuke enquanto ele beijava Sakura pela primeira vez. Ele mal podia vê-la na escuridão de seu quarto, mas ele podia senti-la bem o suficiente. Um corpo esbelto, toda a graça de uma kunoichi, uma mistura de suavidade de força.