Parte 2 – Sirius

- O que vou te contar agora não justifica eu não ter ido atrás da sua liberdade Sirius, mas foi o que me prendeu e me obrigou a pensar além de nós. – Katherine se levantou e se colocou na minha frente, eu a olhei encarando aqueles olhos chocolates que me prendiam. – O que tinha que ter te contado há 14 anos, era que eu estava grávida. Tive o bebê dois meses depois de você ser preso e estava sozinha. Era só eu e nossa filha recém-nascida. Só eu e Elena.

Eu fiquei olhando pra ela, de olhos arregalados.

- Pensei em tentar comunicar você na prisão, mas eu tinha uma filha recém-nascida do cara que eles julgaram o maior aliado do Lord das Trevas. E nem idéia de onde começar procurar por Rabicho. Tinha certeza que você iria ficar péssimo se tivesse que ficar lá trancado, sabendo que tinha uma filha aqui fora. Então resolvi deixar você achando que eu não tinha ido atrás do Rabicho, como eu não fiz todos esses anos.

Demorei um pouco para processar a idéia. Eu estava em choque. Porque eu podia ver dentro daqueles olhos que eu queria tanto esquecer que ela falava a verdade. Esse foi o motivo que prendeu Katherine, era a única explicação para ter prendido ela, todos esses anos. Filha. Eu tinha uma filha. O nome dela era Elena. Aquele sentimento de solidão já estava diminuindo desde que eu conseguira provar pra Harry e Remo que eu era inocente, é claro que nunca sumiria porque Tiago nunca iria voltar, mas de repente ele não estava mais lá, porque talvez eu nunca fosse ficar sozinho de novo. Katherine estava aqui, tão linda que eu quase não conseguia tirar os olhos dela e eu tinha uma filha. Elena. Alguns minutos depois em que eu absorvia a idéia de ser pai, meu coração estava mais quente, mais inteiro, enquanto um sentimento forte e puro crescia dentro de mim, eu tinha conseguido colocar a maioria das idéias no lugar e tinha um milhão de perguntas. Katherine me olhava com lágrimas nos olhos, feliz pela minha felicidade.

- Onde ela está Katherine? – Eu disse sorrindo, já ficando feliz em pensar que ia sair daquela casa horrorosa, porque eu iria conhecê-la, é claro. Katherine olhou pra mim, sorriu daquele jeito maroto.

- Ela está em Hogwarts Sirius e você não vai até lá agora.

- Mas eu TENHO que conhecê-la Katherine. Já perdi 14 anos. – Segurei a vontade de sair correndo. Hogwarts. Porque Dumbledore não me contou?

- Você tem mesmo Sirius. Mas nós não podemos arriscar você ser pego. Não podemos arriscar Elena desse jeito também Sirius. Vocês têm todo tempo do mundo agora. Eu posso te falar tudo que você quer saber. Pelo menos a maioria. Mas você não pode ir ate lá agora. Eu ainda não terminei a minha história. – Ela abriu um sorriso e me estendeu a mão. Elena. Era um nome lindo. Dava pra ver só pelo jeito de falar que Katherine amava muito a filha. Ela estava sendo responsável. Porque ela era mãe. Eu tinha que ser responsável também. Sorri e aceitei a mão dela. Era quente e macia, como eu me lembrava. Sentamos no sofá e ela abriu um sorriso enorme, parecia muito satisfeita com ela mesma.

- Então, Elena nasceu 2 meses depois da sua prisão. Ela era minha única fonte de felicidade. Eu não podia suportar na idéia de machucarem ela Sirius. E eles ainda estavam fazendo coisas horríveis com as pessoas. A tortura dos Longbotton foi o que mais me apavorou. E como éramos só nós duas, eu nunca tive coragem de deixá-la pra vir atrás eu sabia que seria uma busca intensa que eu não me importaria de fazer mas eu tinha que pensar na nossa filha primeiro. – Os olhos dela se encheram de lágrimas de novo e dessa vez eu não hesitei em consolá-la.

- Não precisa me explicar mais nada Katherine. Você cuidou dela sozinha. Enquanto eu nem sabia que ela existia. – Eu queria continuar a consolá-la, mas meu orgulho não deixou. Apesar de ter entendido porque ela não foi atrás da minha liberdade, agora eu sentia mais raiva. Porque não conseguia tirar da cabeça que ela podia ter feito alguma coisa se quisesse, depois de alguns anos, não seria mais perigoso. Eu teria conhecido minha filha e talvez nós podíamos até estarmos juntos de novo. Mas ela não fez nada. Não queria motivos pra ficar com raiva dela, porque apesar de tudo eu nunca a esqueci. – Agora me conte. Como ela é?

Ela abriu um sorriso e respondeu com a voz cheia de carinho.

- Elena é gentil, é carinhosa, generosa, fiel com todos que ela gosta. Ela é confiante, corajosa, decidida. É incrivelmente parecida com você. É muito marota. Ela é muito inteligente e esperta. Ela é impetuosa, age muito sem pensar, mas mesmo assim é muito independente. Ela sabe ser fria, arrogante e orgulhosa quando quer também. É engraçada, ciumenta e manhosa. Fisicamente ela é sua versão feminina de 14 anos. Cabelos pretos, o seu sorriso e seus olhos azuis. Ela é linda.

Enquanto eu tentava assimilar a descrição eu estava ansioso para saber mais. E isso aumentou a raiva da mulher na minha frente. Se ela tivesse contado pra alguém, contado pra Dumbledore, talvez eu não precisava estar perguntando isso pra ela, porque eu já saberia como era minha filha... Então fiz a pergunta que mais me incomodava:

- Como você contou a ela quem era o pai dela?

- Eu decidi desde que ela nasceu que ela saberia quem era o pai dela. Era o mínimo que eu podia fazer por vocês. Desde pequena ela sabe seu nome, mas quando ela perguntava por você, eu tinha que inventar alguma coisa, falar que você havia viajado, mas ia voltar. Quando ela já tinha maturidade pra entender eu contei pra ela. Expliquei que você era inocente e tudo o que tinha acontecido. Claro que a primeira reação dela foi querer ir atrás do Rabicho. Exatamente como você. Foi preciso toda minha autoridade de mãe para fazê-la desistir da idéia. A partir daí ela sempre me pedia pra contar histórias suas , de Hogwarts, da nossa época. Alguns anos depois você fugiu e de novo precisei convencê-la que não era a melhor hora pra vir pra cá. Então no fim do ano quando finalmente nos tínhamos certeza de que você era inocente, sabíamos onde Rabicho estava ela queria se mudar imediatamente. Nós até brigamos, foi uma das poucas vezes que isso aconteceu. Mas eu não iria vir pra cá. Você estava fugindo e ainda Hogwarts ia sediar o Torneio Tribuxo, era muito arriscado e não tinha sentido se você não estivesse aqui. Foi quase impossível convencê-la e ela me fez prometer que iríamos vir este ano, não importando o que aconteça. E aqui estamos nós.

Fiquei um tempo assimilando essa resposta. Minha raiva diminuiu um pouco. Ela sempre foi assim, protetora e era uma das qualidades que eu amava nela. Ela era cuidadosa. Pelo menos minha filha queria me conhecer. Isso era o que realmente importava. Ela continuou:

- Ela entrou em Hogwarts usando meu nome do meio, Gilbert. Poucas pessoas sabiam meu nome do meio, então ficava mais difícil assimilarem ela a mim e depois a você. Não é seguro ser filha de um cara que fugiu da prisão. Poderiam surgir boatos e podia chegar aos ouvidos de alguém do Ministério.

- Então ninguém sabe que você voltou ou que tem uma filha?

- Bom, estou trabalhando no St. Mugus, então já encontrei algumas pessoas, mas não dei nenhuma informação sobre nossa filha. Apenas Dumbledore sabe sobre Elena.

Ela olhou nos meus olhos e pude ver a angustia ali. Eu ainda a conhecia muito bem, o tempo não mudara isso. Ela estava linda. O tempo não mudara isso também, ela era tão linda quanto eu me lembrava. Os cabelos pretos lisos, os olhos castanhos quentes, a boca carnuda, o perfume e aquele corpo que me enlouquecia. Eu queria dizer que não sentia raiva e que ela estava perdoada e que eu queria abraçá-la e não largá-la mais. Mas a raiva ainda estava ali e eu não sabia se já tinha perdoado ela, faltava saber uma coisa que me incomodava desde o momento em que a vi ali, naquela sala sombria.

- Então são só vocês duas... Não mora mais ninguém com vocês?

- Não. Eu nunca tive mais nenhum relacionamento sério e da minha família só me resta a Tia Jude, que mora em NY. Morávamos perto dela lá, mas por causa do trabalho ela não fica muito em casa.

Alívio foi o que me invadiu quando ouvi aquelas palavras. Perguntei uma ultima coisa que eu precisava saber:

- Quando eu vou conhecer minha filha?

Ela me contou a idéia dela e eu aceitei. Queria que fosse mais rápido, mas não reclamei. Olhei dentro daqueles olhos castanhos, minha raiva tinha ido embora então precisava começar a concertar as coisas com ela. Eu não podia perder mais tempo, já tinha perdido demais. Disse com maior sinceridade:

- Obrigado. – peguei as mãos dela entre as minhas e beijei, sentindo a maciez da pele dela.

Ela ficou olhando pro gesto, parecia perdida. Então tirou a mão das minhas levantou num salto. Parecia embaraçada.

- Tenho que ir. – ela não olhava pra mim. Procurou algo na bolsa e me entregou um álbum grosso de fotos. – Foi Elena que separou essas fotos. Ela dizia quando era pequena que era pra você ver quando chegasse de viagem. Achei que você gostaria de ver. Tenho que ir Sirius... Eu vou manter contato.

Virou de costas e saiu andando pela sala e não olhou pra mim uma única vez. Fiquei ali com o álbum na mão, vendo a mulher da minha vida, mãe da minha filha, virar as costas pra mim depois de 14 anos sem vê-la. Senti-me um idiota, um fracassado. Perdi a primeira oportunidade de ser feliz em 14 anos. Eu merecia um troféu.

Fui pra cozinha, peguei uma garrafa de uísque de Fogo, servi num copo, abri o álbum de fotos e comecei a olhar. Um bebê, de cabelos pretos, tão pequena. O mesmo bebê, um pouco maior, no colo da mãe, já exibindo um sorriso e os olhos azuis. A mãe sorria também, parecia feliz.

Ouvi passos descendo a escada, mas não levantei os olhos. Eu já sabia quem era e o que ele iria perguntar.

- Achei que não fosse te encontrar sozinho. – Remo disse num tom casual. Respondi no mesmo tom.

- Ela fugiu quando eu estava começando a deixar de ser babaca. – Ergui os olhos do álbum, enquanto Remo se sentava e se servia de uma dose de uísque. – Remo, eu tenho uma filha.

Ele sorriu pra mim, mas não parecia surpreso.

- Acho que devo te parabenizar por isso. Então... Parabéns, você é pai. É uma grande responsabilidade, muito difícil nas condições atuais. Mas tenho certeza que você vai se sair muito bem.

Olhei pra menininha sorrindo pra mim na foto e não pude deixar de sorrir.

- Tomara que sim. Mas você não parece surpreso.

- Hagrid passou aqui essa semana e me contou que a aluna nova se chama Elena Gilbert, nome do meio da Katherine, tem olhos azuis, cabelos pretos e um sorriso que já deixa a população masculina de Hogwarts babando. Juntei os pontos e quando Dumbledore passou aqui pra me contar que alguém iria vir visitar você, ele acabou com as minhas suspeitas.

Não consegui ficar bravo com ele, porque eu sabia que se tivesse ouvido isso da boca de qualquer pessoa que não fosse Katherine, eu não teria acreditado. É claro que ele não se esqueceu do objetivo da conversa e ele não ia desistir.

- Então como foi a conversa? Por favor, só não me diga que você gritou com ela...

- Não Remo, eu não gritei com ela e a conversa foi bastante reveladora – respondi com um sorriso irônico.

- Mas porque ela foi embora se você não gritou com ela?

- Eu já disse que ela fugiu, quando eu tinha decidido deixar de ser o idiota que sou.

- E isso te impediu de continuar?

Fiquei mudo. Ela virou as costas e eu a deixei ir embora, sem falar nada, sem me despedir, sem esclarecer as coisas. Ela devia estar achando que eu não a queria mais, porque eu a deixei ir. Eu odiava deixar as coisas pra depois e odiava esperar. O que estava havendo comigo? Fiquei olhando pro nada, enquanto refletia sobre a minha sanidade. Remo se levantou, passou por mim e deu um tapinha nas minhas costas.

- A coruja que veio entregar a carta do Harry ainda esta por aqui. Vou sair, não volto esta noite. Não tente ser responsável hoje Almofadinhas, hoje você não precisa.

E ele saiu me deixando ali, sozinho, refletindo sobre as palavras dele.

Memórias perfeitas
Espalhadas por todo o chão

Baixei os olhos e vi uma Elena de aproximadamente três anos sorrindo e acenando com um gorro de Natal na cabeça e a seu lado Katherine, também com um gorro de natal, sorrindo olhando da filha pra foto.

Alcançando o telefone porque
Eu não consigo lutar mais

Fechei o album e subi correndo pro meu quarto, peguei um pedaço de pergaminho e a pena, rabisquei essas palavras rapidamente: "Desculpe. Fui um idiota. Não posso mais fingir. Eu ainda quero você." Pedi a coruja para entregar o mais rápido possível e não sair de lá sem nenhuma resposta.

E eu me pergunto se eu já passei pela sua mente
Para mim isso acontece o tempo todo

Voltei pra cozinha e olhei pro aposento sombrio que lembrava a cela que vivi trancado 14 anos. Me deu calafrios. Então passou pela minha cabeça, meus piores pesadelos despertados pelos dementadores: Katherine se casando e tendo filhos com um desconhecido, Katherine me dizendo que era culpa minha Tiago e Lilian terem morrido e que ela não me amava mais, a nossa última conversa antes de eu ser preso... Eu pensara nela todos os dias nesses 14 anos, apesar de nunca ter admitido isso pra alguém, nem mesmo pro meu melhor amigo. Maldito orgulho.

São 1:15
Estou completamente só e preciso de você agora
Disse que eu não ligaria
Mas perdi todo o controle e preciso de você agora
E não sei como sobreviver
Só preciso de você agora

Era isso. Não iria perder mais tempo. Não podia esperar as coisas acontecerem. Tinha que voltar a ser o Sirius que fazia o que queria e tinha tudo que queria. Agora era só esperar, porque ela viria. Ela também havia sofrido esses anos e não tinha culpa nenhuma por eu ter ficado na prisão esses anos todos. A culpa era exclusivamente minha. E eu iria conviver com essa culpa pra sempre. Mas agora só queria ela aqui, pra matar a saudades daquele corpo que me deixava louco.

Outra dose de uísque
Não consigo parar de olhar para a porta
Desejando que você entrasse arrebentando
Da maneira que fazia antes

Enchi mais um copo de uísque, não tirando os olhos da porta. Os 14 anos esperando não me fizeram uma pessoa mais paciente. Muito pelo contrário. Eu queria que ela entrasse ali, correndo como ela sempre fazia me agarrando e já tirando minha roupa apressada.

E eu me pergunto se eu já passei pela sua mente
Para mim isso acontece o tempo todo

O relógio parecia estar andando devagar, quase como pra me irritar. Já haviam se passado quase meia – hora e eu já estava ficando louco. Quando a garrafa de uísque estava quase acabando, ouvi a porta abrir lá em cima. Passos descendo a escada e uma voz meio baixa chamar:

- Sirius?

Eu estava de pé num pulo, subi as escadas de dois em dois degraus, com o coração acelerado. Ela estava parada na sala em que a gente conversou. Encontrei os olhos dela e ela abriu um sorriso meio tímido.

- Oi – ela disse. Estava vestindo um casaco grosso que estava desabotoado, mostrando a camisola de cetim branca. Ela era linda e iria voltar a ser minha. Meu desejo estava à flor da pele. Eu só queria amá-la. E foi o que eu fiz. Corri pra ela passei os braços envoltos da sua cintura e a beijei. Naquele beijo estavam 14 anos de desejo e saudade. Peguei-a no colo, passando as pernas dela pela minha cintura. Carreguei-a assim até o meu quarto, sem deixar de beijá-la nenhum minuto. Deitei-a na cama com cuidado, apertando o corpo dela contra o meu. Separamos-nos um segundo pra respirar e ela tentou dizer:

- Sirius...

- Shiii... Desculpe por ser o idiota que eu sempre fui. Mas eu nunca esqueci você. Todos esses anos eu morri de ciúmes por achar que você tinha seguido sua vida. Você é a mulher da minha vida, mãe da minha filha e é com quem eu pretendo ter mais uma penca de filhos se me aceitar de volta.

Ela me olhou com os olhos cheios de lágrimas, mas com um sorriso enorme no rosto.

- Desculpe pelo mal entendido de todos esses anos Sirius. Foi muito difícil ficar longe de você. Eu te amo Sirius. Sempre amei e sempre amarei.

- Eu também amo você.

Então eu comecei tirar a roupa dela, enquanto beijava seu pescoço. Como eu havia sentido falta daquele corpo. Nos amamos a noite inteira, sem pressa, nos concentrando apenas em um no outro e em matar toda nossa vontade de 14 anos.

São 1:15
Estou um pouco bêbado
E eu preciso de você agora
Disse que não ia ligar
Mas perdi todo o controle e preciso de você agora
E não sei como sobreviver
Eu só preciso de você agora

O sol já estava entrando pela janela quando finalmente nos decidimos ir dormir. Então me lembrei de uma coisa.

- Aonde você vai Sirius? – ela perguntou com a voz sonolenta.

- Só um minuto.

Fui até o guarda roupa e peguei uma caixa preta. Abri e encontrei rapidamente o que eu queria. Uma caixinha preta de veludo.

Levei até a cama, sentei de frente pra ela.

- O que foi? – ela estava deitada, com os olhos meio fechados, cheios de preguiça.

- Sabe talvez nos tenhamos outra coisa pra contar pra Elena quando nos a encontrarmos.

- Tipo o que? – ela levantou a cabeça, apoiou na mão e olhou pra mim.

Tirei a caixinha do bolso e abri na altura do rosto dela. Os olhos dela se arregalaram quando viram o anel dourado com uma enorme safira azul.

- Planejava te dar isso naquele dia horrível. Bom, não deu certo. Mas eu guardei todos esses anos. Eu sempre tive esperanças que você voltasse.

Ela me olhou emocionada, enquanto eu pegava o anel e colocava no dedo anelar dela.

- Tem nossas iniciais gravadas dentro e escolhi safiras porque é a cor dos meus olhos. É claro que vamos ter que resolver todos esses problemas para nos casar, mas...

Ela me interrompeu, calando meus lábios com um beijo.

- Eu particularmente não tenho nada contra longos noivados, desde que nos possamos dormir no mesmo quarto... Eu fico noiva pra sempre.

Eu ri, minha risada parecida com um latido. Estava começando a dar certo outra vez.

- É uma proposta muito tentadora mocinha. Uma forma muito interessante de ocupar meu tempo livre...

- Então vamos colocá-la em prática. – ela me beijou e eu passei os braços pela cintura dela. E nos amamos outra vez.

Sim, eu prefiro me magoar do que não sentir nada
São 1:15
Estou completamente só e preciso de você agora
Eu disse que não ligaria
Mas estou um pouco bêbado e preciso de você agora
E não sei como sobreviver
Eu só preciso de você agora
Eu só preciso de você agora
Oh, amor, eu preciso de você agora...


N/A: Olá! Obrigada pelos comentáriooos! Amei ! Como prometido a segunda parte da explicação do ponto de vista do Sirius. Eu adorei o cap, tem bastante romance e eles já se acertaram porque o Sirius merecia e pretendo dedicar o resto da fic no romance Elena/Draco. A musica no cap é a traduçao da Lady Antibellum - Need You Now. Espero que gosteem! Beijooooos!