Capítulo 6 – Eterno, enquanto durar

Naruto NÃO me pertence, pertence a Masashi Kishimoto e a Shonen Jump.

Utilizei alguns de seus personagens sem a intenção de violar nenhum direito autoral, apenas com o intuito de lazer.


Hinata abriu os olhos lentamente, olhando em volta e visualizando seu quarto. Seu rosto estava meio inchado e doía um pouco por causa das agressões que sofrera dos ninjas. As lembranças da noite passada foram voltando lentamente. Entre elas, a mais nítida foi a sensação de ter os braços de Neji ao redor de sua cintura e a boca dele tomando a sua naquele beijo.

Pegou-se pensando, querendo mais daquela sensação, sentindo-se estremecer.

Hinata, com um sorriso contente, levantou-se para tomar um banho.

Desceu as escadas apressadamente em direção ao local das refeições, onde encontrou seu pai, sua irmã e Neji...

- Ohayo pai, Hanabi, Neji

Neji notou a falta do "nii-san" e sorriu discretamente.

- Ohayo, Hinata, respondeu o rapaz com um olhar intenso para ela.

Ela baixou o olhar delicadamente e voltou a olhá-lo com timidez, sem corar, porém.

- Ohayo, minha filha, respondeu Hiashi, no seu tom habitual.

- Ohayo, Hinata, respondeu Hanabi docemente.

Hinata sentou-se e Hiashi começou a contar sobre o ataque que havia acontecido a vários herdeiros de clãs em Konoha. Entre eles Sasuke, Kiba e Shikamaru. Todos estavam no hospital, mas passavam bem.

- Acho que vou visitar o Kiba mais tarde. Acompanha-me Neji?

- Claro, Hinata.

Após algumas horas eles saíam da mansão Hyuuga, desfrutando um silêncio agradável.

Chegaram ao hospital e enquanto Hinata conversava com Kiba, Neji permanecia sentado em um dos bancos, no corredor. Avistou Naruto, sentado em outro banco do lado de fora do quarto de Sasuke. Pelo vidro, via-se Sakura conversando carinhosamente com o rapaz de cabelos escuros, que sorria calmamente, deitado na cama.

Hinata saiu do quarto de Kiba com um sorriso no rosto e disse:

- Kiba está bem, graças a Deus. Não foi ferido gravemente.

Neji ouviu um grito atrás de si:

- Hey, Hina-chan!

Hinata sorriu para ele

- Naruto-kun.

O loiro a abraçou alegremente

- Que bom que você não se machucou, Hina-chan!

Neji observou a cena aborrecido, sentindo o ódio pulsar em suas veias.

- Não aconteceu nada de mais, Naruto-kun.

E Neji viu que ela sorria... sorria para aquele loiro aguado, conversando alegremente. Por causa daquele Naruto ela costumava desmaiar, corar, ficar absolutamente nervosa. O comentário na aldeia era de que ela gostava dele...

Neji levantou-se bruscamente seguindo a passos rápidos para a saída do hospital, ouvindo umas últimas palavras:

- Hina-chan queria falar uma coisa com você...

Seguiu o caminho zangado e com vontade de estourar cada árvore pela frente.

Hinata viu o primo sair caminhando rapidamente em direção à saída e apressou-se para seguí-lo, sussurando:

- Neji-kun

- Hina-chan, queria falar uma coisa com você...

Hinata virou-se olhando para Naruto, um pouco agoniada

- Naruto-kun, é importante?

- Hina-chan, sabe o que é... bem... é que... disse o garoto, parecendo nervoso.

Hinata olhou para o outro lado e viu Neji se distanciar.

-Bem Hina-chan... é que eu... eu queria... dizer que... kuso... eu...

Hinata olhou para Naruto. E num gesto levemente irritado começou a andar decididamente, seguindo Neji.

Naruto que continuava atrapalhado com as palavras, se espantou, vendo que Hinata se afastava a passos largos.

- Hina-chan, espere!

Hinata olhou de volta mais uma vez. Sorriu, emanando de seu olhar uma leve altivez e um certo mistério.

- Tchau, Naruto.

Naruto viu a garota correr para as portas do hospital, meio aparvalhado

- Hinata...


Hinata correu apressadamente até avistar Neji

- Neji! Espere Neji!

- A conversa foi rápida, disse o jovem Hyuuga sem se virar.

Hinata o alcançou e agarrou seu braço,tentando pará-lo. Neji parou e se virou para encarar a prima.

- Por que você saiu daquele jeito, Neji?

- Apenas quis deixar os dois mais à vontade. Disse Neji, com um toque de veneno em sua voz.

- Neji...

O jovem a encarou arrogante, seco.

- E então o que ele queria te dizer, Hinata?

- Não faço a menor ideia...

Neji a olhou interrogativamente.

- Dei tchau para ele, antes que ele me dissesse qualquer coisa que fizesse sentido.

Neji olhou-a surpreso, por um mero centésimo de segundo, levantando novamente sua guarda e deixando sua face sem emoções.

- Não entendo.

- Eu estava ocupada demais, pensando numa coisa que aconteceu ontem de noite, para prestar atenção ao Naruto. Estava pensando num beijo que compartilhei com meu primo ontem. Meu estômago revirou, minhas pernas tremeram, meu coração acelerou. Sabe o que me deixou intrigada? Quando olhei nos olhos do meu primo ontem...Vi desejo, vi um brilho tão intenso nos olhos dele... um brilho que encheu meu coração. E pode ter sido impressão, mas também acho que vi ele corar... E então Neji? O que você acha que ele sentiu?

Neji olhou-a deixando transparecer quase desespero em seus olhos magníficos. No momento seguinte ele cruzou o espaço que ainda os separava tomando-a em seus braços com necessidade, com paixão e beijou-a, permitindo-se ofegar levemente ao separarem os lábios:

- Hinata...Me desculpe...Eu

- Shhh, Hinata depositou seu indicador sobre os lábios do rapaz.

A moça abraçou o rapaz apertado e sentiu as mãos dele acariciarem seu rosto. Os lábios se encontraram novamente com paixão e Neji pegou Hinata no colo, levando-a para uma pequena clareira onde deitou-a delicadamente sobre a grama levemente úmida. Os olhos se encontraram novamente, assim como os lábios, calando qualquer palavra que pudesse interromper a harmonia das sensações, dissipando qualquer pensamento, qualquer receio.

Mais tarde, os jovens que dormiam, calmamente abraçados, despertaram com os últimos raios do sol que se punha no horizonte.

- Hinata... não sou bom em falar de como me sinto... mas... é maravilhoso estar ao seu lado. Eu... eu não me lembro de já ter me sentido assim...

- Eu sei que a gente pode descobrir um jeito de mostrar o que sentimos um ao outro. Um jeito nosso. Aos poucos, a gente vai aprendendo...

- Eu não quero te fazer promessas... quando eu mesmo não compreendo o que está acontecendo comigo...

- Eu não quero isso, Neji.

Depois de alguns minutos de silêncio...

- Sabe, Neji, uma vez li uns versos de um poema... e eu acho que eles refletem bem o que eu estou sentindo. Eram assim:

"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Neji sorriu-lhe com carinho, aninhou-a mais em seus braços e deu-lhe um beijinho na testa.

- "Mas que seja infinito enquanto dure", minha Hinata...

E sussurrou para si mesmo antes de fechar os olhos novamente:

Que seja eterno, enquanto dure...

********************** FIM**************************


Galera!

Um abraço especial a todos os que me mandaram reviews nos outros caps. ! Valeu mesmo ! Me incentivou MUITO nas continuações!

Espero muito que vocês tenham gostado e que tenham se divertido ao lê-la como eu me diverti ao escrevê-la.

Assim... meio clichê o final... coisa e tal...

Não resisti a colocar um trechinho do poema de Vinícius de Morais "Soneto de Fidelidade"... acho ele muito bonito... e achei que combinou com a Hinata e com o Neji... e finalmente para justificar de alguma forma o título da história né?

Bom pessoal, então, é isso aí..

Please me digam o que acharam da história! elogiem, joguem os sapatos em mim sei lá... algumas reviews por favor! ;)

Tchauzinho

E quem sabe, até uma outra vez? :D

Kisses, povo

Callalily-animefan