Ela queria poder evitar, mas não conseguia. Nunca se sentiu tão feliz com a desgraça alheia quanto naquele dia. Não que ela fosse uma menina ruim. Nem pensar! Mas ela não podia deixar de achar providencial o fato de sua professora ter quebrado o pé justo naquele dia. O dia em que sua mãe ficaria fora um dia inteiro para tentar fechar um grande negócio e ela ficaria sozinha em casa, pronta para por em prática seu plano.

Mãe? – ela desceu as escadas cautelosamente.

Tinha certeza de ter ouvido a mãe trancar a porta, mas não seria a primeira vez que Gina, esquecendo algo, voltava para casa e a pegava no flagra roubando biscoitos ou coisa assim.

Mãae! – ela chamou mais uma vez, enquanto vasculhava a cozinha. – É. Já saiu! – ela comemorou.

Ela já estava completamente arrumada para sair, embora não fosse para aula naquele dia. Lily se levantou junto com a mãe, tomou o café com ela e depois disse que voltaria a dormir. Mas seus planos eram outros.

Um pouco nervosa, já que nunca havia feito aquilo sem a supervisão de um adulto, Lily foi até a lareira, enfiou a mão no vasinho de flores cheio de pó de flu e entrou na lareira.

Ai meu Deus! Tomara que isso dê certo... Ministério da Magia, Departamento de Controle de Criaturas Mágicas, sala de Ronald Weasley! – ao terminar a frase, a garota atirou o pó de flu sobre si e sentiu aquele redemoinho estranho que surgia sempre que alguém viajava via flu.

Lily sentiu uma imensa tontura, e uma grande vontade de fechar os olhos, mas não podia correr o risco de perder a lareira da sala de seu tio. Ela inspirou o ar, prendeu a respiração e ficou, atenta, observando as paisagens que passavam em sua frente. Para sua sorte, não demorou muito para ela ver os cabelos vermelhos de seu tio, debruçados sobre a escrivaninha. Era hora de saltar.

Hein? Quase pronto! Quase pronto! – Rony levantou a cabeça num susto ao ouvir o barulho de alguém saindo da lareira. – Lily! – levou outro susto ao ver a sobrinha ali. – O que houve? Algum problema com a sua mãe? O que você está fazendo aqui? – ele perguntou tudo isso enquanto pulava da cadeira e ia se ajoelhar em frente à sobrinha, assustado.

Você estava dormindo, tio Rony? – ela perguntou, achando graça da situação.

Dormindo? Não! Claro que não! – ele se levantou, vendo que, pelo menos, machucada ela não estava. – O que você está fazendo aqui? Alguma coisa com a Gina?

Mais ou menos! – ela ficou séria. – Eu preciso da sua ajuda, tio! Urgente.

Pelas barbas de Merlin! Você está me assustando! – Rony fez sinal para que a menina sentasse na cadeira em frente a sua mesa, enquanto ele retomava seu lugar.

Minha mãe... Ela vai se casar com o Malfoy! – ela falou, aflita.

Não me diga! – Rony tripudiou. – Me conte uma novidade agora.

Daqui a duas semanas! – ela despejou.

Duas semanas?! Mas esse casamento não ia ser daqui a um mês?! – ele se assustou.

Ia, mas o Malfoy pediu para eles anteciparem, e mamãe aceitou! Agora eu preciso da sua ajuda para avisar o Josh, tio! Ele é o único que pode fazer minha mãe desistir de se casar com o Malfoy! – ela falou tudo de uma vez, sem dar chance de Rony interrompê-la.

Calma aí, calma aí! Quem é Josh? Esse é novo nessa história! – Rony desconfiou.

Eu não tenho tempo para explicar, tio! Você tem que me levar ao shopping para falar com o Josh. Agora! – ela insistiu.

Como assim?! Eu nem sei quem é esse cara! Não posso te mandar ao shopping para encontrar um desconhecido!

Ele não é um desconhecido, tio! Mamãe o conhece! Quer dizer... Ela nunca o viu, mas eles conversam a um tempão e eu sei que ela gosta dele! Ele precisa saber que ela vai se casar! Ele tem que fazer alguma coisa, tio! – ela bateu o pé no chão, revoltada.

Mas Lily...

Você quer que a minha mãe se case com o Malfoy?! – ela se levantou, autoritária.

Não! Óbvio que não!

Então me leva para falar com o Josh! Por favor! – ela juntou as mãos na frente do rosto, implorando.

Ai, ai, ai... Tem certeza que sua mãe gosta desse cara?

Ela só precisa ficar cara a cara com ele! – insistiu.

Hum... Não pode ser agora... Eu estou no meio do expediente.

Você estava dormindo! – ela se indignou.

Não estava! – ele protestou. - E mesmo que estivesse! Eu não posso sair do Ministério agora.

Mas tio!

Sinto muito, Lily. Quem sabe mais tarde? – ele tentou.

Já sei! – ela se animou.

O que?

Abre uma chave de portal para mim! – o sorriso dela se iluminou, então.

Ficou louca! Te mandar para o shopping numa chave de portal?! – ele gritou.

Uma chave de portal controlada! Com hora para ir e para voltar. Tem que ser agora, tio, para aproveitar que minha mãe não está em casa.

Não dá, Lily, sinto muito. – ele lamentou.

Ronald Weasley! – ela deu a volta na mesa e parou na frente dele. – Você quer que a sua irmã se case com aquele homem?! Quer que a sua sobrinha preferida conviva com ele? Quer que seus sobrinhos sejam Malfoys?!

Ok, ok, Lily! – Rony se levantou e começou a fuçar em suas gavetas. – Já posso até ouvir a voz da Hermione: 'Você tem o juízo de uma menina de 9 anos, Ronald!'

É por uma boa causa, tio! – Lily o seguia, animadíssima.

Tomara que sim. – ele falou, emburrado. Pegou um copinho de plástico e apontou a varinha para ele. - Você tem vinte minutos, mocinha! Não fique longe desse copo por nada desse mundo! E não se esqueça de correr para algum lugar vazio a tempo de voltar para casa, hein? Se eu fiz tudo certo você vai chegar em algum banheiro do shopping. – ele se abaixou na frente dela, preocupado. – Tome cuidado, Lily. Se alguma coisa acontecer com você...

Não vai acontecer nada, tio. – ela sorriu, agradecida, e o abraçou. – Obrigada! – então ela beijou o rosto dele. – Você é o melhor tio do mundo!

Sério? – Rony se espantou.

Sério! – ela sorriu, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, uma luz azulada brilhou do copo.

Rony levantou-se e se afastou. Então olhou para ela, com carinho e, sorrindo, viu ela sumir. Então, torcendo para que ela voltasse sã e salva antes que Gina e Hermione percebessem qualquer coisa, ele voltou ao relatório que estava fazendo antes, já que agora estava completamente desperto.

Já no shopping, depois de concluir que seu tio havia acertado o feitiço e a feito aterrissar no banheiro feminino, Lily guardou o copinho no bolso da calça e saiu em busca de Josh. Ela correu o mais rápido que pôde, fazendo os transeuntes pensarem que ela não passava de uma criança fazendo birra por não ter ganhado algum brinquedo novo, principalmente depois dela ter entrado tão afoitamente na loja de bonecas.

Josh! – ela gritou, fazendo Josh e a moça que ele estava atendendo levarem um susto.

Lily? – ele entregou o pacote à mulher e atravessou o balcão para falar com ela. – O que você está fazendo aqui?

Você tem que falar com a minha mãe, Josh! Ela vai se casar com o Malfoy! Você não pode deixar! – ela dizia, desesperada.

Hei! Se acalme! – ele pediu. A pegou pela mão e a levou para trás do balcão, onde ela pode se sentar e falar com ele tranqüilamente.

Foi o Malfoy. – ela começou. – Ele veio te ver, não foi? Depois ele foi lá em casa para pedir para minha mãe para antecipar o casamento. E ela aceitou!

Hum... – Josh pareceu desmontar por um momento. – É uma pena mesmo, Lily, mas o que você quer que eu faça? Se sua mãe o ama...

Eu já disse que ela não o ama! Ela apenas desistiu de procurar alguém! Por isso eu comecei a procurar por ela. E achei você! E eu tenho certeza que quando ela vir você...

Lily... – ele suspirou. – Eu já tentei te explicar que as coisas não acontecem desta maneira. As pessoas não se apaixonam e se desapaixonam da noite para o dia.

Eu sei... – uma lágrima sofrida escorreu pelo rosto dela. – Mas de repente...

Desculpe... – ele secou a lágrima dela, e sentiu um aperto no peito. – Não chore... Eu sei que isso não era o que você esperava ouvir. Talvez eu tenha te dado falsas esperanças, mas eu pensei melhor... Não se trata só de mim. Tem a Stephane também...

Você podia, pelo menos, falar com ela... – ela fungou. – Se não vai ficar com ela, podia convencê-la a não ficar com ele, né?

Você realmente não gosta dele, não é?

Eu não confio nele! Meu pai também não confiava e nem meus tios confiam! Mas minha mãe não ouve ninguém! – ela bateu com as mãos espalmadas nas pernas.

Por que está dizendo isso? – ele perguntou, curioso.

Meu tio disse que o Malfoy fez coisas muito feias quando era mais novo. Antes de sair da escola. Ele e meu pai viviam brigando. Ele era um trapaceiro e nunca gostou da família da minha mãe. Porque mudaria tanto?!

Hum... – ele ficou pensativo. – As pessoas mudam. – falou, mais para tranqüilizá-la do que porque acreditava mesmo.

Eu não duvido que ele goste da minha mãe, mas só dela. Ele não gosta de mim, nem da minha família. Será que você não entende? Eu sou o motivo pelo qual minha mãe nunca esqueceu meu pai e ele nunca vai aceitar isso!

Você acha que ele pode tentar fazer alguma coisa com você? – sondou.

Não sei... Se eu disser que sim você vai dizer que é cisma minha. – ela falou, emburrada.

Talvez seja... – ele suspirou.

Fala com ela... – pediu mais uma vez, fazendo sua melhor carinha de cachorro pidão.

Ok. – ele sorriu, não resistindo. – Eu vou falar, mas não para tentar conquistar a sua mãe, apenas para tentar abrir os olhos dela. Eu confesso que fiquei meio intrigado com aquele Malfoy...

Lily sorriu, sentindo que sua aventura por pó de flu e por chave de portal poderia ter valido a pena. – Obrigada, Josh! – ela agradeceu. – Mesmo que você discorde, eu tenho certeza que mamãe vai desistir do Malfoy quando te vir. – ela sorriu, endiabrada.

Ele sorriu, disposto a não discutir com ela a esse respeito. Só então algo lhe veio à cabeça: - Lily, qual era mesmo o nome do seu pai?

Ah! Era...

Mas nesse exato momento um bip soou do relógio que Josh estava usando. Foi então que Lily se lembrou, assustada, que estava quase na hora da chave de portal levá-la de volta para o Ministério da Magia, e seria bem difícil explicar a Josh o fenômeno que ocorreria dentro de alguns minutos.

Nossa! Eu preciso ir, Josh! Obrigada mesmo, ta, mas eu tenho que ir! – numa carreira só, Lily saiu correndo da loja, deixando Josh para trás, completamente confuso.

Eu hein! – ele sorriu, vendo-a correr shopping a fora. – No fim fiquei sem saber o nome do cara... – ele levantou-se para, finalmente, voltar a dar atenção à loja.

Ele sabia que levaria uma bronca de Stephane se ela soubesse que ele estivera conversando e, principalmente, se soubesse com quem ele estivera conversando. Conversa que o fizera decidir-se novamente por procurar Gina e contar a ela o conteúdo de sua conversa com seu futuro marido.

Tomara que ela entre na Internet hoje... – desejou. – Eu preciso, no mínimo, dizer para ela que tipo de cara é esse tal Draco Malfoy.

i"Droga!"/i - Stephane, que ouvira toda conversa de trás da porta do compartimento nos fundos da loja, pensou. – i"Ele estava quase desistindo da idéia! Menina enxerida!"/i – ela cruzou os braços e suspirou. - Ai, Augustine... Me dê notícias!

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Ele já estava ficando impaciente. Não que ela estivesse atrasada, na verdade ainda faltavam cinco minutos para o horário que eles tinham combinado. O problema era o lugar: um café trouxa, muito limpo e aconchegante, mas trouxa. Quando, finalmente, a viu chegar, parecendo insegura e indefesa, ele foi capaz até de sorrir e se levantar para recebê-la educadamente.

Se eu tinha alguma dúvida quanto à identidade do tal Josh, elas foram exterminadas depois daquela coruja. – ele falou, irônico, estendendo a mão para ela. – Eu sabia que já a tinha visto antes. Hogwarts, não? – ele fez sinal para que ela se sentasse.

Sinto dizer, mas está me confundindo, sr Malfoy. – ela falou séria, embora hesitante.

Ora, por favor, srta Sandler... – ele tentou.

O senhor, provavelmente, está me confundindo com Augustine Sandler, minha irmã gêmea. Ela é bruxa, eu não. – falou, levemente ressentida. – Ela lhe enviou a coruja, não eu.

Mas os Sandler...

São uma família muito importante e influente. Eu sei! – ela foi ríspida. – Meu pai fazia questão de me lembrar disso a cada minuto da minha vida. Por isso mesmo ninguém se lembra que eles têm duas filhas, e não uma. Eu vivo isolada da família desde os 11 anos, quando as cartas de Hogwarts e Beauxbatons chegaram para minha irmã, mas não para mim.

Você está me dizendo que é... – ele a olhou com certo nojo.

Um aborto. Sou. – ela falou, desafiadora.

Hum... – Draco a olhava com repugnância contida. – Agora toda a história começa a fazer sentido. Você sempre soube quem ele era, então?

Claro que sim. – ela afirmou.

E mesmo assim o deixou no escuro. Achando que nunca mais recuperaria seu passado? – Draco sorriu, parecendo divertir-se com a perversidade daquela idéia.

Harry Potter é o meu passaporte de volta para o mundo dos bruxos, não entende?! – ela se defendeu. – Eu o encontrei ferido e desacordado há dez anos atrás, exatamente quando anunciaram o fim da guerra e a morte dele e de Você-Sabe-Quem.

Draco recostou-se na cadeira e pediu dois chás, preparando-se para ouvir uma longa e interessante história.

Eu tinha acabado de completar 17 anos e, finalmente, pude sair de casa. Eu tinha ouvido falar de um bruxo que vivia nas florestas da Albânia e que podia realizar qualquer tipo de magia...

Você sabe que bruxo é esse, não sabe? – Draco a interrompeu.

Descobri pouco tempo depois e dei graças a Deus dele ter morrido antes que eu chegasse até ele. – ela suspirou, aliviada.

Você-Sabe-Quem odiava abortos tanto quanto odiava trouxas. – Draco completou.

Eu sei. O fato é que eu estava seguindo a trilha pela floresta quando vi um rapaz caído numa clareira. Fiquei preocupada e fui prestar os primeiros socorros. Quando cheguei perto a primeira coisa que vi foi a cicatriz. Estava vermelha e irritada, como se tivesse acabado de ser feita. – ela remexia o seu chá, concentrada. - Eu não podia levá-lo para um hospital bruxo, pois nem saberia encontrar um, então o levei para um hospital trouxa. Os médicos fizeram um bom trabalho com ele. Eu fiquei lá até que ele acordasse. Estava realmente preocupada com ele, mas, ao mesmo tempo, ficava imaginando as manchetes quando descobrissem que eu havia salvo a vida dele. – ela sorriu. – Ficava imaginando o rosto do meu pai.

Sei. – falou, desinteressado. – Voltando ao Potter?

Humpf. – ela fez, descontente por ter sido interrompida. – Quando ele acordou os médicos me chamaram para dizer que ele não se lembrava de nada. Que havia perdido a memória com aquele acidente. Fui vê-lo, disposta a contar o que sabia e ajudá-lo a encontrar a família ou os amigos, mas quando entrei no quarto e o vi tão desnorteado, não tive dúvidas, sabia que ele era minha única chance!

Se você fosse bruxa aposto como iria para a Sonserina. – ele debochou.

Não fiz por maldade! – ela protestou, conhecendo bem a fama daquela casa. – Eu o convidei para ficar comigo enquanto se recuperava e ele aceitou, visto que não tinha muita opção. Eu cuidei dele até que se recuperasse completamente, depois voltamos para a Inglaterra. Eu tinha algumas economias, coisas que minha irmã havia me dado quando eu saí de casa, e montei a loja. Josh...

Harry. – Draco a corrigiu.

Para mim é Josh e no que depender de mim vai continuar assim! – ela se enfureceu.

Para mim está perfeito. – Draco levantou as mãos, como que se rendendo.

Josh ficou lá, para me ajudar. Augustine, minha irmã, foi a única pessoa da família que ficou do meu lado, mesmo depois de saber que eu era um aborto. Eu a chamei em minha casa e contei tudo. Ela também achou a idéia boa, principalmente porque sabia que ele não tinha família, e porque todos acreditavam que ele estava morto. Além disso, os médicos disseram que a lesão poderia ser irreversível. Eu tinha que arriscar.

Então você o levou para casa, o conquistou e agora vocês são noivos. Você pretende se casar e ter filhos bruxos para esfregar na cara de seu pai. – ele concluiu. – E como seria quando todos descobrissem que Harry Potter estava vivo? Como você explicaria sua família bruxa para ele?

Isso era algo em que eu pensaria quando chegasse o momento! – ela afirmou. – O importante era estar de volta!

Certo, certo... Mas e a cicatriz? O que você fez com ela? Marcas deixadas por feitiços das trevas não podem ser apagadas. – ele indagou.

Não foi apagada. Ainda está lá, escondida sobre um feitiço ilusório que minha irmã fez. Ela é a única, além de mim, que sabe que Harry Potter está vivo.

Um plano engenhoso e cheio de possíveis falhas, mas que deu certo... – ele concluiu.

Até agora! – Stephane falou alto. – Pelo que ouço falar dos Malfoy, duvido que sua noiva seja trouxa.

Não mesmo! – Draco afirmou, com orgulho.

Logo, se ela se encontrar com ele...

Gina i nunca /i poderá se encontrar com ele! – Draco perdeu o controle. – Nunca!

Stephane se assustou com a mudança, mas decidiu não tentar entendê-lo, apenas concluir o que havia ido fazer ali. – Bom. Então é bom que saiba que sua futura enteada foi até a loja falar com ele. Foi pedir para ele conversar com sua noiva e dissuadi-la do casamento.

Aquela peste! – Draco bateu com a mão na mesa.

Eu já teria conseguido convencê-lo a não ir, mas o modo como você nos ameaçou aquele dia o deixou preocupado. Josh... – ela ignorou o sorriso irônico de Draco. - ...tem mania de tomar as dores dos outros. Agora ele acha que você é perigoso e pode fazer algum mal à menina ou à mãe dela!

O santo Potter atacando novamente! – Draco fungou. – Será que ele nunca vai parar de se meter na vida dos outros?!

Eu vim lhe contar tudo isso para que você pudesse dar um jeito de impedi-lo de falar com ela. Como bruxo você tem muito mais meios de fazer isso do que eu. O máximo que eu posso fazer é pedir para que ele não saia de casa, mas ainda há a Internet. Você pode, sei lá, confundi-lo, ou coisa assim...

Confundi-lo? – ele a olhou, descrente.

Sim. Algo que o impeça de chegar perto dela. De falar com ela, mesmo pela Internet!

Meus meios são muito mais eficazes do que um simples feitiço de confusão, Sandler! – ele foi categórico. – Eu sei exatamente o que fazer. – ele jogou algumas moedas trouxas sobre a mesa e deu a conversa por encerrada.

Você não pode machucá-lo! – Stephane segurou o braço dele quando ele se levantou.

Draco olhou com nojo e raiva para a mão dela tocando a dele.

Faça qualquer coisa, mas não o machuque! – ela pediu novamente, depois de soltar a mão dele, percebendo seu erro.

Você pode encontrar muitos outros bruxos com quem se unir, Sandler. – ele afirmou. – Há muitos traidores do sangue por aí.

Não se trata mais só de voltar! – ela também se levantou, para ficar na mesma altura que ele e dar ênfase ao seu pedido.

Você se apaixonou por ele. – ele afirmou, rindo. – O que é que vocês tanto vêem no santo Potter? Ele é um panaca!

Só me prometa que não vai machucá-lo! – ela insistiu. – Você nem poderia! O Ministério acha que ele é um trouxa e eles cairiam matando em cima de você!

Maldito Ministério e suas leis de proteção aos trouxas! – ele reclamou. – Eu recebi uma advertência por ter ido à loja. Não sei como eles fazem para saber quando é uma visita pacífica ou não!

O que me diz? – ela perguntou.

Não vou fazer nada ao Potter, apenas o manterei longe, fique sossegada. Mas você tem que fazer sua parte! Potter e Gina não podem se encontrar. Sob hipótese alguma! – ele deixou bem claro. – Agora, se me dá licença... – ele deu meia volta para ir embora.

Espere! – Stephane o chamou. Ele se virou, impaciente, para atendê-la. – Ele acha que já ouviu seu nome. – afirmou. – Assim como Ginevra e Weasley. – ela continuou. – De onde ele pode conhecer vocês?

Potter e eu éramos da mesma turma em Hogwarts. – ele falou, tranqüilamente. – Weasley é o sobrenome da família que o acolheu desde que ele entrou para a escola. Família da qual Gina faz parte, infelizmente. – ele colocou as mãos no bolso e suspirou antes de terminar. – Gina e Potter namoraram durante a guerra. – Stephane arregalou, ligeiramente, os olhos. – O maldito foi embora, mas deixou Lily de lembrança para ela. – terminou, com rancor.

O quê?! – Stephane teve um sobressalto. – Está dizendo que aquela menina...

É filha dele. E Gina é a mulher para quem ele prometeu voltar, e que o espera até hoje, apesar de todas as minhas tentativas de fazê-la se esquecer dele. – ele deu dois passos em direção a Stephane. – É por isso que eles não podem se encontrar jamais! De jeito nenhum! – concluiu.

Sem mais nada para dizer, ele partiu de uma vez, deixando uma Stephane chocada e completamente desnorteada para trás.

N/A: Olá a tds. Ta aí mais um capítulo dessa fic q está me surpreendendo por estar rendendo tantos comentários. Confesso q qdo comecei achei q ela não iria mto longe.
Queria agradecer a quem votou lá no 3V e pedir para continuarem votando, pq essa fic entrou na listinha das mais votadas, mas ainda não é destaque. Me ajudem a colocar essa ou qualquer outra lá, hein galera?!
Para aqueles q lêem minhas outras fics incompletas, sinto dizer, mas vcs vao precisar de mta paciência. Estou completamente travada de novo. A única q sai é essa aqui...
Espero q apreciem o cap. Fico esperando os coments. Bjos e até a próxima...