N/A: ei gente, muito obrigada pelos comentários, queria saber o que vc sestao achando, o que vocês acham que é o segredo da Pansy? ^^ Sei que os capítulos andam bastante curtos, mas esse é o último, apartir do próximo as coisas começarao a ficar mais interessantes. Boa leitura!


Capítulo 5

A Sala da Diretora


- Parkinson...

- Eu sinto muito por isso. Eu aceitei voltar a ser monitora, agora num rango superior junto com alguns outros monitores que voltaram, e sei também que não fui o suficientemente eficaz, assim que se você quiser pode tirar meu posto. Não faz a mínima diferença para mim.

- Não vou tirar seu posto, Pansy – elas se olharam, não era a primeira vez que a Diretora usava seu primeiro nome, mas aquilo a fazia sentir tão frágil, como se alguém estivesse tomando conta dela sem ela perceber, e era uma sensação estranha e reconfortante – Já te tiraram muitas coisas nessa vida. Apenas colocarei um acompanhante de ronda até que você volte o trem para os trilhos.

Pansy fez que sim. Tranqüila, vendo a diretora pegar um bule de chá e servir duas xícaras, deixando a dela justo em frente. Pansy o aceitou de bom grado.

- Pansy, isso que aconteceu foi por Daphne? – ela perguntou baixo, como se fosse um segredo entre elas.

- Isso que aconteceu foi uma estupidez tremenda, por que Astoria nunca vai deixar de ser uma menina mimada – murmurou, tomando o chá, sentindo a língua quase queimar e depois agradecer pelo calor que o líquido trazia – ela me contou sobre Daphne e disse algumas coisas e... Enfim, fui uma idiota, como sempre.

- Você não é uma idiota – elas se olharam, e por algum momento acreditou que McGonagall estava falando muito seriamente – Apenas acho necessário te advertir que em seu lugar, eu tentaria não me envolver com ninguém, para depois não me machucar.

Pansy fez que sim, aquilo era certo. Ela terminou o chá com certa pressa em voar longe dali e agradeceu, tanto o conselho quanto o chá.

- NÃO! – falou alto – Não professora, qualquer pessoa, menos ela!

- Não seja exagerada! – murmurou servindo o chá.

- Não, por favor, Diretora McGonagall, tudo menos isso, prefiro perder o posto de monitora.

- Parkinson, acontece que estive falando com Slughorne sobre o ocorrido e ele me sugeriu que te colocasse em parceria com a senhorita Granger porque vocês desempenharam um trabalho de Poções em conjunto com uma nota simplesmente extraordinária. Isso quer dizer que trabalham bem em grupo.

- Isso quer dizer que eu fiz a poção e ela o relatório – reclamou, cruzando os braços.

Bateram na porta e então aquela cabeleira de cachos mal-definidos entrou em silencio e sentou. Naquele segundo, Hermione orou a Deus, Merlin e todos os santos e magos poderosos que ela se lembrou, que a Parkinson não houvesse reclamado da atitude dela no outro dia.

- Hermione, – cumprimentou a diretora, indicando-lhe a xícara de chá – Ambas me surpreenderam com o resultado do trabalho em grupo que fizeram na semana passada em Poções.

- Obrigada... – murmurou a grifinória, bebericando o chá.

- Estava pensando em quem colocar como acompanhante da senhorita Parkinson nas suas rondas noturnas, depois de um pequeno incidente que não deve se repetir, e o professor Slughorne teve a amabilidade de lhe indicar, Granger.

Hermione fazia toda a força do mundo em não olhar para a esquerda e se deparar com a figura levemente ausente de Pansy, ela não saberia reagir. Ela havia entregado a poção e o relatório na presença da outra, mas ela não haviam trocado nenhuma palavra desde o fatídico rompante da sonserina.

- Como? – Hermione perguntou com a voz tremendo levemente.

- Sim você e Pansy farão uma dupla nas quintas e segundas, que são as rondas da senhorita Parkinson, e não terá que fazer suas rondas sozinha, não quero sobrecarregar-lhe, já colocarei alguém nos seus dias.

- Vamos Granger, essa é a hora em que você, com todo seu poder de insistência grifinório, tenta até o último segundo convencer a Professora MacGonagall de não fazer isso conosco, pelo bem da humanidade.

- Não seja exagerada, senhorita Parkinson, estou farta do dramatismo sonserino – alertou a diretora, e a outra se calou.

- Perdão, professora, mas serei obrigada a concordar com a senhorita Parkinson. Pelo bem de nós duas e pelo bem de Hogwarts não nos obrigue passar mais tempo juntas do que podemos suportar.

- Ou uma de nós acabará morta – exclamou Pansy, maldosamente.

- Eu disse para não ser exagerada e dramática, Pansy Parkinson.

- Sinto muito, professora, mas é a mais pura verdade – avisou a sonserina.

- A guerra acabou, os maus tempos se foram, terão que acostumar-se com conviver com pessoas que não são de todo o seu agrado. Aliás, essas convergências entre grifinórios e sonserinos têm que acabar algum dia, vocês poderiam fazer a gentileza, como Parkinson citou, pelo bem da humanidade.

As duas se calaram.

- Nenhuma possibilidade de me colocar com algum lufa-lufa ou corvinal? Ou qualquer outro grifinório?

Hermione sentiu a garganta secar, até que ponto o que ela havia feito, interferindo na vida pessoal de Pansy, havia levado as duas àquele ponto, em dizer "qualquer um menos ela".

- Me parece que será uma ótima aprendizagem para ambas – decidiu MacGonagall.

- Certo – murmurou Pansy, tomando o último gole de chá – Nos encontraremos quinta-feira no Salão Principal. Um dia fazemos a ronda com o seu itinerário e outra com o meu, me parece justo, o que te parece, Granger? – perguntou, soando realmente zombeteira.

- Ótimo – murmurou.

- Com licença, se está tudo definido, tenho que ir terminar os deveres.

MacGonagall concordou e viu a morena sair. Mas Hermione continuava ali, o rosto muito pálido e desgostado, parecia cansada, como se aquela sucessão de fatos lhe tivesse tirado horas de descanso.

- Por que, professora?

- Porque será bom para ambas.

- Como será bom para mim? Eu sequer consigo olhá-la nos olhos depois do que ela fez – reclamou, sua voz muito baixa, sem energias.

- Hermione, - começou a diretora com tranqüilidade, tomando um gole do chá – se eu soube escutar, compreender e desculpar, você também poderá entendê-la e desculpá-la.

- Eu já lhe perguntei, mas ela não me responde, ela foge das respostas e de toda a minha argumentação, fingindo que eu não estou ali e que o tema sequer lhe molesta. Como poderei passar dois dias da minha semana agüentando-a durante quase duas horas? Não vejo uma solução para isso, e me parece horrível sermos obrigadas a passar por esse desconforto.

- Quando ela se sentir preparada para se abrir, ela te contará e você poderá tratá-la normalmente. Pansy passou por muitos maus momentos, ela não confia em ninguém, ou em quase ninguém. Ela precisa aprender como viver normalmente de novo, como fazer amigos e se socializar sem que a sombra do passado dela e dos feitos antigos caia sobre sua imagem. Tenha paciência, Hermione, e um pouco de esperança em relação à Senhorita Parkinson.

Hermione deu de ombros, se havia algo que ela não gostava era que as pessoas soubessem mais que ela e não lhe dissessem o que sabia. Mas se era um problema grande como parecia ser era compreensível que a diretora não lhe contaria, que a única pessoa que poderia resolver suas dúvidas era a própria Pansy. E, se era assim, teria que se esforçar em pressionar-lhe o máximo possível até que desembuchasse de uma vez por todas o problema.

- Tentarei manter a paciência – murmurou, odiando ter que dizer isso. Mas havia algo mais que não encaixava: por que alguém tinha que fazer rondas com a outra? – O que aconteceu para necessitar alguém supervisionando as rondas dela?

A imagem dos pulsos, os cortes cicatrizados, a idéia de que talvez ela tivesse tentado outra vez. Aquilo pareceu tão triste que uma sombra imensa passeou pelos seus olhos. Viu a resistência nos atos da professora:

- Professora MacGonagall, se tenho que agüentar essa provação que a senhora me está incumbindo, eu mereço saber por quê.

Então a diretora se endireitou na cadeira, concordando com as alegações da menina e, relutante, começou a contar o episódio da quinta feira passada. Aquilo se encaixava com o estado de espírito em que Pansy abandonou a sala em que fizeram a poção. Talvez fosse demais para agüentar tudo de uma vez: a pressão que Hermione fizera, a descoberta das cicatrizes, a notícia sobre Daphne e então Astoria Greengrass havia caído como uma boa sobremesa num mal dia.

Mas nada daquilo desculpava a falta de sensatez da sonserina, e Hermione sentiu raiva daquilo, de estar sendo praticamente punida pela diversão da outra. Pelo escape falido de Pansy.

Seu ânimo se esgotou e ela saiu da sala sem mais, odiando Pansy Parkinson mais uma vez. A irresponsável e estúpida sonserina que tentara entregar seu melhor amigo para a morte certa.

- Maldita seja! – exclamou sozinha pelo corredor.


N/A: por favoooor o que vcs esperam da fic? podem pedir coisas e fiquem a vontade para criticar, tentarei postar 2 caps por semana! beijooos!