Disclaimer: Os personagens não são meus, se fossem a Ino e o Gaara já teriam ruivinhos desde o clássico, o Neji assumiria a sua homossexualidade e a Hinata enxergaria –q :D
Capitulo 6 : Uma delicada forma de calor.
Ino abriu os olhos devagar e sentiu a dor lancinante em sua cabeça, adorava beber, mas a ressaca era a pior parte. Levantou-se e notou que estava apenas de lingerie, ela forçou a memória para lembrar como havia terminado daquele jeito.
- Ai meu Deus! – Ela exclamou pondo a cabeça entre as mãos.
Ela abafou o grito de desespero que começou a surgir em seu interior, sentiu-se humilhada e o pior era que não poderia evitar de olhar para Gaara, ainda tinha 5 dias presa à ele, não podia simplesmente sair antes dele aparecer no quarto.
- Pelo menos não transei com ele... Seria bem pior do que somente dar em cima dele e levar um fora. – A loira pensou enquanto ia para o banheiro.
Tomou uma ducha rápida e fez a sua higiene matinal corretamente. Secou bem os cabelos com a toalha e os deixou soltos, vestiu-se confortavelmente apenas com um vestido largo preto com estampas de caveira. Olhou-se no espelho e gostou do que viu.
Ela abriu a porta devagar e olhou, aparentemente o ruivo já estava acordado e no escritório, ela pode ouvir a voz os sons dele digitando em seu laptop quando passou pela porta entreaberta no caminho até a cozinha.
Gaara estava concentrado em seu trabalho, mas notou que a algema ficou verde por alguns instantes e tornou a ficar amarela. Ele olhou para a porta entreaberta, mas ela já devia ter passado por lá, não a veria. Ele se levantou e foi até o quarto, ela não estava lá, foi para a direção oposta, imaginando que ela estava na cozinha. Ele a encontrou sentada no sofá, com uma xicara na mão e a cabeça apoiada nos joelhos.
- Toma. – Gaara estendeu alguns comprimidos para ela.
Ino levantou o rosto e pegou os comprimidos, ingerindo-os enquanto agradecia mentalmente à Deus pelos remédios.
- Falei pra não beber tanto...
- Eu precisava, os dias tem sido difíceis. – Ela reiterou enojada.
Ele já ia voltar para o escritório quando ela o chamou pelo nome, pelo nome correto. Ele parou e se virou para olhá-la.
- Tão bonita, parece até um anjo das trevas...Quem diria. – Ele pensou e fez esforço para conter o sorriso.
- Me desculpa por ontem eu...Estava fora de mim. – Ino ficou um pouco corada ao começar a falar. Lembrou-se da recusa do ruivo.
- Não se preocupe. – Gaara sorriu brevemente.
Ino levantou-se sentindo-se um pouco tonta e tornou a se sentar. Gaara se aproximo dela novamente.
- Tudo bem aí no reino Ino?
- Eu vou ficar bem, já passei muito por isso acredite. – Ela soltou um sorriso forçado.
Gaara se abaixou, sentando-se em frente a loira e ficou mirando as orbes azuis dela.
- Me desculpa ruivo, por ser tão rude com você. Não é que eu te odeie, odeio certas situações. Fui criada para ser forte e independente. – Ela começou a falar olhando bem para o homem à sua frente.
- Ser mulher e ser forte, entendo os meios, minha irmã é bem parecida com você. – Gaara sorriu simpático.
Ino sorriu.
- Eu não sabia que você tinha uma irmã.
Ela não sabia mesmo, de fato ela não sabia muitas coisas sobre ele, nem ele sobre ela. Ela estendeu a mão direita para ele que ficou olhando sem entender.
- Sou Yamanaka Ino, nascida e criada aqui em Konoha, sou engenheira mecânica e tenho uma oficina de carros que herdei do meu pai, Inoichi, meu herói. Passei minha vida lá, entre os carros e no meio dos meninos. Ah...Sou filha única– Ino disse enquanto ele a observava.
Gaara passou alguns segundos quieto observando a mão da loira estendida, até que estendeu a sua e a segurou.
- Sou Sabaku no Gaara, nasci em Suna, mas me mudei para Konoha quando terminei a faculdade, sou o representante das empresas Sabaku na cidade. –Ele pensou por um instante- Tenho dois irmãos mais velhos, Kankurou e Temari. Ele mora em Madrid e ela em Nova York.
Ino tentou afastar os pensamentos diante da nova descoberta "Temari" era apenas irmã dele, não namorada. Ele não era tão desprezível no fim das contas.
- E seus pais? – Ela perguntou subitamente curiosa.
- Meu pai faleceu quando eu tinha 5 anos e minha mãe passou boa parte da vida em depressão, não saia do quarto, nunca, mas era uma mulher doce e adorável. – Ele disse e deixou escapar um sorriso doce – Ela faleceu há 3 anos.
Ino sentiu a vergonha lhe preencher.
- Desculpe pelo que disse há alguns dias, eu...Fu irracional, aliás tenho sido, desculpe mesmo. – Ino disse com pesar.
- E a sua mãe? – O ruivo perguntou
Ino pensou com cuidado nas palavras que usaria para responder aquilo.
- Ela fugiu com um jogador de hockey quando eu tinha dois anos, nunca a vi a não ser por fotos. Meu pai sempre foi presente então não havia muito por que sentir falta dela, já que ela me abandonou. – Ela respondeu com leve tristeza.
- Sorte que teve um pai tão fantástico. – Gaara sorriu.
Ele já estava cansado de estar sentado no chão e levantou-se com um pouco de dificuldades, o sol incidiu diretamente no rosto do ruivo e Ino notou as marcas escuras abaixo de seus olhos.
- Você está com olheiras gritantes! – Ela se levantou e caminhou até ele.
Pouco ligou para o nível de intimidade que tinham, ela tocou no rosto dele com cuidado. Ele fechou os olhos ao sentir o toque feminino.
- Não dormi bem a noite passada, nem a retrasada – Ele riu abrindo os olhos – Tenho insônia Ino.
Ino ficou olhando para os olhos dele, verdes... Lindos. Ele parecia frágil, ela teve vontade de colocá-lo na cama e cantar até ele dormir decentemente.
- Mas você dormia na minha casa. – Ela lembrou-se de súbito abaixando os braços.
- Sim, não sei bem o porquê lá parecia mais com uma casa, não sei. – Ele tentou explicar, mas era difícil.
Ela olhou bem ao redor, a sala de estar conjugada com a sala de jantar quase vazia, apenas com um sofá simples e a mesa igualmente normal, tudo muito branco. E o quarto onde estava era simples também, muito prático e inanimado. Diferente do seu apartamento que era cheio de fotos e adereços, sendo menos educada poderia dizer que era tudo bagunçado, organizadamente bagunçado.
- É tudo tão branco... – Ela pensou em voz alta.
- Como? – Ele perguntou sem entender.
- Eu disse que é tudo muito branco, não tem cara de ser habitado por humanos. Você deveria arrumar isso aqui cara. – Ela voltou a chama-lo pelo apelido, mas ele não se importou.
- Não tinha tempo pra isso. – Ele fez uma careta.
- Agora tem e uma mulher para ajuda-lo, olha que legal! – Ela sorriu irônica.
- Você é quase um homem. – Gaara disse.
Ino lhe deu um soco fraco no braço.
- Veja-me como seu amigo gay, só que sendo mulher. – Ela riu.
- Você tá brincando né? – Ele achou uma piada de mal gosto muito grande tudo aquilo.
- Vamos sair. – Ela sentenciou.
Ino foi para o quarto e ele a seguiu.
- Eu estou trabalhando em casa. – Ele disse um pouco irritado.
Ela pegou a bolsa de passeio com seus pertences e olhou para o ruivo com expectativa. Ele a olhava sério ainda.
- Essa pulseira de merda vai ficar vermelha, falo logo, eu vou sair! – Ela passou pelo portal sem se importar se ele a seguiria ou não.
Mas ele a seguiu. Eles saíram no Chevi Impala dela. O ruivo ainda estava irritado no banco do carona, odiava ser obrigado a sair às pressas de casa ele olhava para a loira que estava cantarolando uma música, um rock qualquer, parecia até amável.
- Onde estamos indo afinal? – Ele perguntou depois de um tempo.
Eles foram para uma loja de materiais de construção, com o auxílio (forçado) de Gaara eles compraram tintas, rolos e mais algumas coisas que os ajudariam na repaginagem do apartamento. Os dois voltaram para lá e Gaara já estava irritado por ter que se sujar.
- Não sou um pintor Ino! Sou um empresário! Não entendo nada disso! – Ele exclamou irritado enquanto levava as sacolas para o apartamento.
- Para de reclamar que nem mulherzinha, sua amigo gay que vai pintar a porra toda. – Ela disse se irritando com o aborrecimento dele.
- Isso de amigo gay tá escroto, para de falar isso! – Ele exclamou enquanto abria a porta.
- Ok, ok! – Ela assentiu.
O ruivo largou as sacolas na sala e se trancou no escritório, visivelmente furioso. Ino se divertia ao vê-lo assim. Ela foi para o quarto e desenterrou o macacão do fundo da mala (poderia ter outra emergência na oficina, nunca se sabe.) Ela amarrou os longos cabelos loiros em um coque alto e bem preso, ela pegou seu celular e colocou na sua playlist com todos os astros de rock dos anos 80 e 90 que ela adorava, pôs os fones de ouvido e começou a trabalhar.
Gaara passou tanto tempo revisando seus documentos que se esqueceu completamente da existência da loira invasora do seu habitat natural. Ele massageou as têmporas e saiu devagar do escritório. Já passavam das 2 da tarde, e sentir cheiro de comida lhe fez o lembrete de que ele não almoçara.
- Olá, raio de sol vermelho! Menos furioso?
Ino riu ao vê-lo entrar na cozinha procurando de onde vinha o cheiro. Ela havia vasculhado os armários e a geladeira, descobriu coisas uteis para preparar um Yakisoba.
- Que cheiro é esse, minha casa não é acostumada a ter cheiro de comida. – Ele disse quase em desespero.
Ino riu e apontou para a panela. Ele se aproximou e seus olhos brilharam, ele mexeu e viu que era de verdade. Ino teve que rir daquilo.
- Para com isso e come logo, para de frescura Sr. Almofadinhas. – Ela disse de vez.
Gaara se serviu e foi para a mesa de jantar, sentar-se. Ao olhar para a parede da sala ficou parado, meio perplexo. Ino passou ao lado dele sentando-se à mesa.
- Algo errado? – Ino perguntou enquanto ele se sentava ainda pasmo.
- Minha sala... – Ele disse, mas não concluiu.
Ele olhava para a parede outrora branca que agora tinha faixas Chevron em tons de vermelho, amarelo e o branco, o que deu um tom alegre ao ambiente, tudo ainda pela metade, mas dava para ver que era bonito.
- Ela está parecendo com você. – Ino disse por fim.
Ele assentiu e começou a comer, eles fizeram a sua refeição em completo silêncio.
- Você é uma artista. – Gaara disse levantando-se
Ino sorriu.
- Não sou não, ainda não acabei com aquela parede.
Ele pegou o prato dela e seguiu para a cozinha. Ela se levantou e foi para a frente da parede a fim de concluir seu trabalho. Gaara foi para perto dela depois de um tempo.
- Vai olhar o seu quarto. – Ela disse sem olhá-lo.
Gaara franziu o cenho em duvidas, mas logo foi lá para entender o que ela estava dizendo. Ele entrou em seu quarto e viu que os seus móveis estavam um pouco afastados da parede. Azul e verde. Foram as cores que ela escolheu para pintar o seu quarto, o degrade começava em azul e terminava em verde. Gaara sorriu ao ver o quanto a loira estava se esforçando para ajudá-lo com seus problemas de insônia. O quarto não exalava cheiros fortes, nem nada. Ela provavelmente escolhera tintas sem odor.
- Espertinha. – Ele disse para si mesmo.
Ele ouviu seu celular tocar no escritório e foi até lá para atender. Era Sasuke.
- Oi. – Ele respondeu.
- Projeto "amanse a fera" com está? – Ele perguntou.
- Caminhando. O que você quer? – Ele perguntou um pouco irritado.
Já havia se arrependido da idéia de conquistar Ino, ela era dura na queda e mesmo agora que parecia estar doce e dedicada ainda era irredutível.
- Te ajudar. – Sasuke disse.
Sasuke disse à ele o que ele poderia fazer para ganhar pontos com a loira e ganhar a aposta que fizera com ele, Naruto e Neji.
- Por que quer que eu ganhe isso? É idiotice. – Gaara disse desinteressado.
- Eu estou te dando a loira de bandeja e você não quer? Impossível! – Sasuke riu. – E você vai dividir esse dinheiro comigo, estou te ajudando.
- Neji melhorou? – Gaara pergunto subitamente.
- Ele tá bem, acho que nunca mais vai trair a Tenten. – Sasuke disse rindo – Não com as alunas dela.
Gaara não queria chamar o amigo de Sasuke de idiota, mas era o que ele era. Tenten era uma linda mulher, não havia por que traí-la. O ruivo e Sasuke conversaram sobre negócios e depois de um tempo eles se despediram e Gaara desligou. Ele ficou no escritório cuidando de um e-mail intitulado "urgente" que Kankurou mandou de Madrid. Isso lhe tomou boa parte da tarde.
Terminado o seu serviço, cansado e com dor de cabeça saiu do escritório. Ele foi procurar por Ino na sala, mas ela já não estava mais lá, havia terminado sua pintura e havia ficado fantástico (como Gaara previra). Ela limpou tudo sozinha e ele olhou para a sua algema que estava amarelo vivo, foi até a porta do quarto dela e ao se aproximar a luz sinalizadora ficou verde. Ele bateu duas vezes e ela lhe deu permissão para entrar.
- Vamos sair. Use algo bonito. – Ele disse olhando para a loira que estava de jeans e camisa preta de banda, sem sutiã.
- Eu estou com algo bonito. – Ela rebateu apática.
- Algo social e bonito, melhorou? Fique pronta até as 8. – Ele foi para a porta.
- Você vem me pegar na porta do meu quarto às 8? Que lindo. – Ela disse doce até que riu com a irônia.
- Não me faça esperar plantado na porta. – Ele entrou no clima.
Ino riu enquanto ele saia do quarto. Olhou no relógio e tinha 30 minutos para se arrumar. Já havia tomado banho então procurou na mala algo para vestir, optou pela blusa preta simples, com um decote que deixava seus seios avantajados bem visíveis, meias calças pretas e um short cintura alta com estampa étnica em tons escuros, com um cinto dourado fino, pode ver que o tempo estava ficando frio e colocou uma echarpe vermelha e um casaco preto simples. Calçou suas ankle boots pretas e se passou a maquiagem simples, optando pelo batom vermelho nessa noite. Os cabelos loiros lhe caiam em cascata, ela arrumou a franja que lhe caia nos olhos e quase saiu do quarto, mas lá ficou esperando por ele. Pouco antes das 8 ele bateu na porta.
- Você foi pontual. – Ela disse abrindo a porta.
Gaara ficou calado por uns instantes visualizando a loira que mesmo optando pelo preto estava elegante, linda como sempre.
- Vamos? – Ele disse apenas.
Ino deu uma boa olhada no ruivo que se vestira casualmente, uma calça jeans escura com uma blusa de estampa xadrez em tons de azul, os cabelos bagunçados.
- Vamos. – Ela assentiu.
Eles foram andando lado a lado, chegando no estacionamento ele abriu a porta da Ferrari para ela entrar e logo em seguida entrou no banco do motorista.
- Onde iremos? – Ela perguntou olhando distraída pela janela.
- Jantar primeiro. – Ele respondeu e ela olhou para ele curiosa. – Não está com fome não?
Ela assentiu. Estava com fome e cansada do dia artístico que teve. Ouviu o telefone tocar pela primeira vez no dia de depois de olhar no visor atendeu.
- Olá! – Ela disse animada e o ruivo ficou observando-a pelo canto do olho.
- Tive alguns problemas essa semana, mas amanhã sem falta mando o organograma, assim como os retoques finais do projeto que você mandou. – Ela falou distraída com uma mecha de cabelo – Claro. Adorei. Sei que sim, talvez eu mude de ideia.
Ela riu e se despediu formalmente. Eles estavam estacionando na frente de um restaurante. Gaara foi ajudá-la a sair do carro, mas ela já havia saído sozinha.
- Não inventa de ser romântico que comigo não cola muito bem. Onde estamos afinal? –Ela disse olhando para a fachada.
Era um restaurante tradicional nos centro da cidade, bem comportado. Eles entraram e sentaram-se em uma das mesas.
- Aqui eles preparam a nossa refeição na nossa frente, achei que fosse gostar. – Gaara disse casualmente.
Os olhos de Ino brilharam com a originalidade do plano.
- Eu adorei! – Ela exclamou.
Gaara notava a mulher ao seu lado vibrar de emoção a cada prato que o sushiman preparava. Foi um jantar agradável.
- Então qual era a da ligação? Achei que você era mecânica. – ele disse.
Ino o olhou, estudando-o.
- E sou. Engenheira mecânica. – Ela respondeu devagar – Recebo projetos de um professor do departamento de engenharia do MIT para verificar.
- MIT? A Universidade americana? – Ele perguntou pasmo.
- Sim. Eu era a melhor aluna da Universidade de Konoha, fui convidada para fazer meu PhD no instituto, mas não pude ir. – Ela disse orgulhosa até certo ponto.
- Por que você não foi? – Ele perguntou imaginando a provável resposta.
- Meu pai ficou muito doente e não pude deixa-lo. Eu não quis. – Ela respondeu.
- Você é surpreendente Srta. Coração de gelo. – Ele sorriu – Ou melhor, Srta. Coração quase de gelo.
- Obrigada Sr. Almofadinhas, mas pelo que vejo tem se tornado mais humilde.
- Mais uns dias com você e viro o rei da baixada. – Ele disse fazendo-a rir.
- Menos por favor. – Ela riu.
Terminado o jantar, Gaara dirigiu até a praia, mas como já passava das 10 horas quase não haviam pessoas por ali. Eles andaram um pouco pela orla e desceram para a praia, andaram pela areia por uns minutos até Ino sentar-se na areia. Gaara sentou-se ao lado dela.
- Você é muito bonito Sr. Empresário, como continua solteiro por aí? – Ela perguntou distraída com as ondas.
- Nunca conheci alguém que valesse a pena perder meu tempo de folga que não é lá tanto. – Gaara respondeu.
- Te compreendo. Esses dias longe do trabalho tem sido dolorosos. O meu trabalho não cabe em um computador, não o da oficina.
Gaara sorriu.
- Na noite em que nos conhecemos os rapazes me disseram que você era a mulher mais bonita dentre as garotas que eles conheciam – Gaara começou a falar.
Ino olhava para o horizonte, observando as ondas quebrando no mar.
- E dai? – Ela perguntou sem olhá-lo.
- Por que continua sozinha Ino? Só por ser viciada em trabalho ou algo mais? – Ele perguntou por fim.
Ino sorriu e se virou para ele a fim de observá-lo quando ela respondesse.
- Por que eu decidi que iria ficar sozinha.
Tinha algo incomodando Gaara há dias e precisava perguntar, era agora ou nunca mais.
- Você já teve algo com o Sasuke?
Ino engoliu em seco.
- Shikamaru...- Ela disse apertado os olhos.
- É verdade? – Gaara indagou.
Ino suspirou e tomou fôlego de olhos fechados.
- Sim, é. – Ela respondeu – Eu tive um caso com o Sasuke quando ele e a Sakura ainda eram namorados, foi há cerca de 2 anos e acabou quando ele a pediu em casamento. Satisfeito?
Ino não esperou que ele respondesse algo, ela levantou-se batendo a areia dos shorts e saiu andando. Gaara levantou-se rapidamente, cambaleando atrás dela.
- Espera! – Ele gritou.
- O que mais quer saber? – Ela se virou encarando-o.
Ela estava furiosa e marchava de volta para perto do ruivo.
- Quer saber quantas vezes nos transamos enquanto ele jurava que me amava? Quantas mentiras ele me contou até eu descobrir que ele havia ficado noivo da Sakura? Quando ela me chamou para ser madrinha do casamento? – As lágrimas começaram a rolar pelo belo rosto da loira. – Ou quando ela me chamou pra dizer que está grávida e que quer que eu seja a madrinha?
Ino se jogou na areia e pôs o rosto entre as mãos. Ela sentiu o abraço masculino e mesmo que parte dela desejasse repeli-lo uma outra parte bem maior desejava ser consolada.
- Vamos. – Ele disse depois de um tempo relativamente longo.
Ele a soltou e a ajudou a se levantar, a roupa dos dois suja de areia e começava a cair uma chuva bem fraca.
- Vamos pra casa, comer sorvete e ver filmes tristes.
Ino limpou o rosto e sorriu.
- Idiota! – Ela disse sorrindo.
Eles realmente compraram sorvete antes de voltar para casa e depois de tomarem banho, em seus respectivos quartos, Ino foi para o quarto dele assistir filmes de ação. Do lado de fora a chuva caia forte e em alguns momentos relampejava. Ino estava sentada ao lado de Gaara debaixo das cobertas, toda vez que um relâmpago cruzava os céus ela apertava o travesseiro.
- Tão durona e tem medo de relâmpagos. – Gaara riu.
- Não fode! – Ela retorquiu.
Gaara a puxou com rudeza para o arco de seus braços, Ino estava relutante, mas quando outro relâmpago surgiu ela se aninhou nos braços dele tremendo.
- Calma dona engenheira. Isso é só um fenômeno físico. – Ele disse passando as mãos pelos cabelos dourados da mulher.
- Eu sei, mas me assusta.
Ela notou que o abdômen dele era bem definido por debaixo da camisa branca do pijama e desejou imensamente vê-lo sem roupas. O cheiro dele a estava inebriando.
- Eu... – Ela começou a falar levantando a cabeça para olhá-lo.
Gaara não a deixou falar, nem tencionar fugir, pois ele selou seus lábios nos dela e girou seus corpos na cama, prendendo-a debaixo de si. Os toques começaram a ficar mais urgentes e vorazes. Ino não se deu conta ao certo em que momento tirara a roupa dele, mas ela sabe que foi ela quem tirou. Sentia-o dentro de si, quadris se movendo de forma ritmada. Ela gemia e arfava. Ordenava que ele fosse mais rápido, falava sacanagens enquanto Gaara adorava cada minuto da nova experiência.
Como o fim do ato ambos estavam esgotados, Ino virou-se de costas para ele que a puxou para perto de si, deixando seus corpos bem próximos.
N.A: Nem acreditei quando vi há quanto tempo não escrevo nada aqui. ME DESCULPEEEEEEEEEEM! T_T O tempo é uma coisinha difícil de lidar (os dias viram semanas, as semanas meses, meses viram anos e por aí vai). Mas meus anjos, que provavelmente me odeiam à essa altura do campeonato, eu VOLTEI! Pretendo de coração terminar essa fic e para que não prolongue a jornada do nosso casal maravilha. Estou em reta final. Mais 2 capítulos e acabou. "Uma delicada forma de calor" é uma música do Lobão, mas escutei na voz do Helio Flanders do Vanguart e amei, é uma música parecida com o casal 20. Ah, sei que os outros amigos não apareceram muito nesse cap, foi centralizado em GaaIno mesmo, no próximo eles aparecem, prometo.)
Sobre as Rewiews: Não lembro ao certo quais já respondi então obrigada por quem leu o último capitulo e tem muitas respostas desse aqui. Espero ter compensado a (baita) demora. E por favor, não me deixem no vácuo. Me amem. Me amem. Vou escrever os dois próximos capítulos com rapidez :)
