Olá queridos leitores!

Em relação ao nome do capítulo 4/5... "Verde - Reação em cadeia!" - todos que arriscaram o palpite sobre o que significava o título acertaram de certa forma. Na verdade sempre tem duplo sentido e expressa tanto o cenário quanto o sentimento que envolve os personagens principais, Sakura e Syaoran.

Vamos a interpretação:
Até agora passou pelo coração dos nossos queridos personagens:

"Cinza azulado" (Estado de total tristeza e solidão);
"Branco" (Sem perspectiva alguma sobre o futuro, branco como uma folha de papel); e
"Marrom" (quando todas as tentativas de fazer algo de bom são frustradas e se afunda cada vez mais num lamaçal)

Agora chegou a vez de interpretar: "Verde - Reação em cadeia!"

"Verde": Isso mesmo, o verde veio pra simbolizar o surgimento de uma pontinha de esperança no coração dos nossos protagonistas. Começou a florescer lentamente e sem que eles percebessem a presença de um para o outro, trouxe uma nova forma de se ver a vida e o futuro. Mesmo tendo surgido lentamente esse novo sentimento de esperança para Sakura e Syaoran, mesmo inconscientemente, fez com que se agarrasse a ela com toda a vontade de seus corações, o que nos leva a segunda parte do título.

"Reação em cadeia": Para mim a esperança sempre vem de braço dado com outro sentimento: o amor! Sakura e Syaoran encontraram a esperança de seguir em frente refletidas um no outro e permitiram-se experimentar um sentimento que talvez jamais tivessem sentido de verdade. A cada toque que nosso casal experimentava, esse sentimento invadia numa verdadeira "Reação em cadeia", fazendo com que seus corpos agissem impensadamente, quase por vontade própria.

Eu disse que de algum modo todo mundo havia acertado o palpite e é verdade. Só o modo de expressar a interpretação é que mudou. Obrigada a todos por participarem com seus palpites, isso me deixou tão feliz, quase transbordando de alegria.

Agora chegou a vez de interpretar esse novo título e cá entre nós... que delícia de interpretação será dessa vez! Quem será que vai acertar?

Boa leitura!


As Cores do Inverno

Por RubbyMoon


Cap 6: Vermelho –Horizonte Escarlate!


No capítulo anterior:

'Ai!' – ela exclamou, fazendo uma careta de dor.

'Está tudo bem?' – ele perguntou preocupado, levando a mão até a testa dela. – 'Parece-me que o galo vai cantar pela manhã!' – ele falou de maneira descontraída.

Sakura riu e sentiu o corpo todo doer. Tentou sair de cima de Syaoran, mas a situação ficou meio complicada. Suas pernas estavam entrelaçadas com as dele e quando ela distanciou uma delas, acabou ficando numa posição bastante comprometedora. Se ela sentia-se sem forças, acabava de perder as que lhe sobravam. Tanto ela quanto Syaoran estavam corados diante da situação. Ele tinha medo até de respirar e deixar a situação ainda mais constrangedora, porém era difícil encarar tão adorável criatura sobre ele e fingir ter sangue frio.

Ela ainda tentou escorregar para o lado, mas o botão de sua calça enroscou-se na calça dele. O movimento apenas serviu para aumentar a chama que se instalara entre eles. Ela sentiu o corpo estremecer e ele precisou segura-la com mais força, na tentativa de camuflar os seus próprios sentidos. A situação estava cada vez mais difícil e nenhum dos dois sabia como reagir. Syaoran tentou afasta-la, mas novamente o botão da calça, que estava preso, impediu o movimento, entretanto não evitou que ele e Sakura acabassem por ajustarem ainda mais seus corpos.

Os dois começaram a respirar de maneira nervosa. Sakura sentia o calor tomar conta de seu corpo e o coração acelerar. Syaoran respirou fundo em busca de calma, mas já não podia se controlar. Seu corpo começou a responder sua excitação. Sakura sussurrou surpresa, e já não conseguia sustentar o peso de seu corpo, deixando cair todo sobre Syaoran. Os dois ficaram se encarando por um instante até que Syaoran não se conteve e a envolveu em seus braços a beijando cheio de desejo. Ele inverteu as posições e ficou sobre ela, os dois entregues a suas emoções. Ambos exploravam seus corpos e se perdiam entre sussurros e gemidos.


Entre carícias e beijos já não havia juízo. Syaoran perdeu o controle e seus toques começaram a ficar cada vez mais íntimos. Sakura sentiu o corpo incendiar descobrindo sensações jamais experimentadas antes. A cada sorriso, a cada toque ela sentia seus sentidos serem devorados um a um, e o corpo de Syaoran pesava cada vez mais sobre o seu, a envolvendo num delicioso jogo no qual ela não conhecia as regras. Ela percebeu que já não sabia o que estava fazendo.

'Não!' – Sakura disse enquanto o empurrava para o lado – 'Eu não posso!'

Syaoran estava confuso. Não sabia ao certo o que estava acontecendo. Tentava acalmar as batidas de seu coração, pois jamais havia sentido um desejo tão forte quanto aquele. Observou Sakura levantando-se com alguma dificuldade e afastar-se dele. Sakura foi até a pia da cozinha, abriu a torneira e após um tempo começou a refrescar a face, na esperança de apagar a chama que incendiava todo o seu corpo. Ela não podia permitir que aquela situação continuasse e se agarrou ao pouco que lhe sobrava de sua razão. Quando estava desmaiada teve a impressão de sonhar com seu casamento. Seu noivo era Eriol e em poucos dias seria sua esposa. Como podia estar sendo tão leviana? Estava traindo seu noivo sem nenhum pudor. Isso era mais que errado, era inaceitável.

'O que aconteceu?' – Syaoran veio até ela.

'Isso não deve acontecer!' – ela finalmente pronunciou-se – 'Foi só o efeito do dia!'

'Não estou entendendo o que você quer dizer!'

'Quero dizer que o que quase aconteceu agora foi só efeito de um dia quente e agradável no meio do inverno! Não deve mais acontecer!'

'Você realmente pensa dessa maneira?'

'Não sei!' – ela respondeu após pensar um pouco.

Ela caminhou até a sala e sentou-se em um sofá que ficava de frente para a lareira. Syaoran manteve-se calmo e também foi até a sala. Percebeu que Sakura estava mergulhada em pensamentos. Ele resolveu abastecer a lareira com madeira e acendeu o fogo. Em instantes sentiu o ambiente aquecer-se lentamente. Ficou parado olhando a lareira e ouvindo a madeira crepitar. Colocou a mão nos bolsos em busca de equilíbrio para suas ações e voltou a olhar para Sakura, que ainda estava perdida em pensamentos. Ele não poderia imaginar quais segredos guardavam o coração daquela jovem, mas podia sentir que ela o desejava tanto quanto ele a desejava. O que a estaria impedindo? Será que ele estava enganado e ela não sentia o mesmo que ele? Não poderia ser! Havia verdade nos seus beijos. Havia verdade no calor de seus corpos.

Continuou a observá-la e, apesar da luz fraca que havia na sala, pôde notar bem os detalhes da garota. O contorno delicado do seu rosto, a pele lisa, macia e rosada. Já não havia olheiras sob seus olhos, indicando que ela conseguira ter uma boa noite de descanso. Mesmo assim ela ainda tinha uma aparência frágil, como se estivesse doente. Ela levantou os olhos e passou a encará-lo. Ele podia notar que ela estava constrangida e por um momento sentiu-se culpado por ter ido rápido demais e cedido aos seus desejos.

'Desculpe-me! Eu me excedi! Sinto muito se agi de forma impensada!' – ele falou envergonhado. De todas as mulheres que conhecera somente Sakura havia o feito se sentir dessa forma.

'Não é sua culpa! Eu é que permiti que chegasse a esse ponto!'

'Se permitiu é porque também deseja...' – ele caminhou até ela e parou em sua frente.

A proximidade de Syaoran voltou fazer com que o coração de Sakura batesse acelerado. Não era certo ceder ao encanto de outro homem que não fosse seu noivo. Tinha que resistir e tinha que ir embora o quanto antes. Levantou-se e tentou fugir, porém ele a segurou pelo pulso.

'Deixe-me ir!' – ela pediu sem olhá-lo diretamente.

'Olhe em meus olhos e diga que realmente quer ir!'

Ela hesitou e não levantou o olhar. O que estava acontecendo com ela afinal? Jamais sentiu coisa semelhante em toda sua vida por nenhum homem. Um simples toque de Syaoran fazia com que todo seu corpo tremesse em resposta ao dele. Se o olhasse diretamente nos olhos estaria perdida para sempre. Não podia, não devia...

'Se me olhar nos olhos e me dizer que ir embora é realmente o que quer, eu permitirei!' – ele a segurou firme em seus braços aguardando que ela levantasse o olhar – 'Caso contrário...'

Sakura levantou a face e encontrou o olhar de Syaoran. Ambos os olhares estavam brilhantes, cheios de sentimentos intensos e transbordando uma infinidade de desejos. Ela já não podia fugir de Syaoran e, mesmo se tentasse, não encontraria a saída, pois todos os caminhos levariam novamente aos braços do rapaz. Syaoran aguardava a resposta, mas mesmo que Sakura negasse que o queria tanto quanto ele a desejava, jamais acreditaria.

'Não devo...' – ela tentou recuar, se agarrando a pouca sanidade que lhe sobrava.

'Então me explique por quê?' – ele impediu que ela recuasse a segurando mais forte.

O olhar de Syaoran a consumia e desarmava-a de qualquer tipo de defesa que ainda pudesse ter. Seu corpo ficou menos tenso e, quando ela deu por si, já não tentava mais fugir. Agora ela podia compreender o motivo de ter ocultado de Syaoran a existência de Eriol, pois inconscientemente desejava que Syaoran se interessasse por ela. Ela trilhou os braços de Syaoran com as mãos até chegarem ao surpreso rosto do rapaz, que não esperava tal carícia.

'Eu não deveria me apaixonar por você... mas agora já é tarde demais!' – ela falou, abraçando-o forte.

Syaoran sentiu o coração acelerar de maneira desenfreada. As palavras de Sakura confirmavam que seu sentimento era correspondido. Estava feliz demais para continuar questionando os motivos de Sakura relutar tanto em admitir o que sentia. De repente só havia ele e ela no mundo, só existia aquele lugar e só existia o amor.

'Eu também não tive a intenção de me apaixonar! Mas desde a primeira vez que te vi, fiquei preso ao seu olhar!' – ele disse afagando as costas de Sakura.

Voltaram a se olhar e, dessa vez, podiam notar um sentimento de alegria juntar-se ao desejo estampado nos olhos. Sakura estava simplesmente radiante e uma nova emoção tomava conta de seu ser. Já não importava mais nada no mundo, não havia um motivo forte o bastante que a afastasse do alcance de Syaoran. Não importava mais a razão e o juízo, pois desde a primeira vez que sentiu o sabor do beijo de Syaoran, sabia que havia caído numa armadilha de seu próprio coração e não havia como escapar dela.

Seus rostos foram se aproximando lentamente. Um podia sentir a respiração do outro cada vez mais forte, como se tentasse acompanhar o ritmo de seus corações. Os lábios se encontraram suavemente e selaram a paixão revelada naquele momento. Já não havia mais dúvidas, pois haviam confessado os seus sentimentos. Em frente à luz e o calor da lareira, deitados sobre o carpete de pêlo longo, eles se tornaram apenas um naquela tarde chuvosa de inverno.


'Anda logo com isso! Já são quase seis horas e quero que esse antepasto esteja pronto antes das sete!'

'Como desejar, senhorita Meiling!' – a cozinheira de meia idade passou a trabalhar o mais rápido possível.

'Estou cercada de incompetentes! Se minha mãe estivesse aqui tudo seria diferente! Ela sabe tratar com esse tipo de gente! Oh papai... não sei como o senhor agüenta!' – Meiling falou como uma verdadeira garota mimada.

'Fique calma, filha! Você sempre foi muito ansiosa! Vai dar tudo certo!' – o velho coronel falou calmamente, enquanto fumava seu charuto.

'É que esse jantar é muito importante para mim! O senhor sabe muito bem o que espero!' – ela falou de maneira maliciosa.

'Você conseguirá, querida! Sempre consegue o que quer, não é mesmo?'

'Eu sei, papai! Mas estou tão nervosa!' – ela respirou profundamente arrumando a postura – 'Mexa esse molho, não quero que fique empelotado, sua desastrada!' – ela gritou novamente com a empregada.

'Não grite com os meus empregados, Meiling! Comporte-se como uma dama, por gentileza!'

'O senhor que não brigue comigo! Por que ainda está aqui? Eu falei que desejo ficar a sós com Syaoran essa noite!'

'Então vá ficar a sós com ele na fazenda dele!' – o homem respondeu já perdendo a paciência com a filha mimada.

'Não posso! O senhor mesmo me falou que ele estava com uns hóspedes indesejados por lá! Hoje à tarde até vi de longe a garota! Uma fulaninha esquisita!'

'Pelo visto terei que me trancar no meu quarto!' – o homem levantou-se da cadeira onde estava sentado enquanto conversava com a filha e começou a caminhar em retirada da cozinha – 'Desejo boa sorte, querida! Céus... jamais imaginei que seu interesse era no jovem Syaoran, sempre pensei em casa-la com Yukito! Como as aparências enganam!' – terminou de falar e saiu da cozinha seguindo para o quarto.

'Eu já mandei preparar logo esse antepasto! Ai, minha enxaqueca!' – Meiling gritou novamente com a cozinheira e colocou a mão sobre a cabeça, saindo da cozinha.

Olhou-se no espelho do corredor e viu sua imagem refletida por inteiro. Estava vestida, penteada e maquiada impecavelmente. Qualquer homem naquele instante cairia aos seus pés. Arrumou a franja com a mão e respirou aliviada, pois nada sairia errado. Em pouco mais de uma hora alcançaria o maior de seus objetivos.


Sakura estava aquecida pelo calor da lareira e pelo abraço de Syaoran. Ela olhava o fogo dançar ao consumir a madeira, enquanto sentia Syaoran acariciar suavemente sua pele nua. Ambos estavam em silêncio, apenas curtindo a presença um do outro, após fazerem amor plenamente. Ela estava tão feliz que poderia congelar o tempo naquele momento para que fosse eterno.

Syaoran estava experimentando uma diversidade de novas sensações. Jamais havia feito amor com alguém por quem realmente sentisse paixão e havia descoberto que não havia satisfação maior do que essa. Sakura era uma garota linda, gentil e muito cativante. Ela tinha o dom de fazê-lo perder a cabeça, seja qual fosse o motivo. Abraçou-a mais forte, demonstrando que nunca permitiria que ela se afastasse dele. Sakura virou-se de frente para ele e contemplou o seu sorriso.

'Você fica bastante charmoso quando não está brigando comigo!' – ela o provocou, enquanto beijava os seus lábios.

'E você fica bastante bonita quando não está aprontando alguma bobagem!' – ele replicou, beijando-a também.

'Pra dizer a verdade... você também é bastante charmoso quando está me dizendo coisas duras!' – ela disse não contendo uma gargalhada.

'E você fica adorável quando faz bobagens!' – ele riu com gosto. – 'Acho que...'

'O que você acha?' – ela o incentivou a continuar, dando-lhe um beijo na orelha.

Syaoran sentiu um gostoso arrepio percorrer toda sua pele e olhou seriamente para Sakura. Ele mal podia acreditar que existia uma mulher que fosse capaz de fazê-lo falar de amor. Sakura não conseguia se acostumar com a intensidade do olhar de Syaoran, era como se ele tentasse invadir sua alma.

'Acho que... fomos feitos um para o outro!' – ele falou beijando-lhe o ombro.

'Oh Syaoran... por onde você esteve por toda a minha vida?'

'Eu é que pergunto? Onde a senhorita se escondia?'

'Chega a ser triste pensar que moramos tão perto em Tóquio e jamais nos encontramos!'

'Mas isso não importa mais... porque agora estamos juntos!' – ele falou, envolvendo-a em seus braços num beijo sensual.

O relógio digital de Syaoran emitiu um bip como aviso de que já havia passado mais uma hora. Até então o tempo não importava para os dois, mas movidos pela curiosidade resolveram verificar o horário.

'Seis horas! Daqui a pouco Maki mandará Wei nos procurar pela fazenda! Ela jamais deixaria de avisar sobre o jantar!' – Syaoran avisou.

'Já são seis horas? Como o dia passou rápido!'

'As coisas boas sempre acabam logo!'

'É melhor voltarmos! Já pensou se o senhor Wei entra aqui e nos pega desse modo?'

'O pior é que depois ele contaria tudo para a Maki!'

Syaoran levantou-se e ajudou Sakura a levantar-se. Os dois se vestiram, calçaram suas botas e, após recomporem-se, Syaoran apagou a chama da lareira. Abandonaram o cômodo e voltaram até a adega.

'Espere um instante! Vou levar um vinho para comemorarmos durante o jantar! Prefere vinho branco ou tinto?' – Syaoran seguiu até as estantes onde havia diversas garrafas.

'Tinto e suave! Mas o que deseja comemorar?' – ela o seguiu e o viu pegar uma garrafa e tirar o pó que havia no vidro com uma flanela.

'Comemorar essa tarde! Comemorar nossos beijos! Comemorar por você estar aqui... comigo!' – ele a abraçou e a beijou.

'Não devemos nos comportar dessa forma na frente de minha irmã! Pelo menos até eu conversar com ela...' – Sakura advertiu.

'Se quiser eu converso com ela!'

'É melhor deixar isso comigo! Amanhã direi tudo a ela! Bem... nem tudo!' – ela sorriu de maneira maliciosa e o beijou.

'Vamos embora, pois estou faminto! Tudo sua culpa!' – ele falou de forma debochada.

'Oras... eu não fiz nada...' – ela falou fingindo inocência.

No momento em que saíram da adega, Sakura paralisou diante da visão a sua frente. Jamais havia visto um fenômeno tão lindo, nem em ilustrações. Ela podia observar o horizonte num tom de vermelho escarlate, como se o céu estivesse em chamas.

'Que lindo!' – ela falou e permaneceu admirando o horizonte.

'Realmente! Você foi presenteada pela natureza! Esse fenômeno é muito raro! Acho que a última vez que eu o vi, era apenas um menino!'

'Queria poder tirar uma foto e guardar para sempre!' – ela falou de forma sonhadora.

'Minha mãe costumava dizer que o horizonte fica escarlate desse modo quando duas almas gêmeas se unem e celebram o amor! Sempre achei que isso era uma lenda, mas percebo que é verdade! Você é minha alma gêmea, Sakura!'

'Oh Syaoran!' – os olhos dela ficaram marejados de emoção – 'Nunca fui tão feliz!' – ela o abraçou apertado, enquanto os dois entregavam-se a um ardente beijo sob o horizonte escarlate.


Quando voltaram para o casarão, Sakura seguiu para o quarto para tomar banho e preparar-se para o jantar. Syaoran, assim que a viu subir as escadas, pegou o telefone e ligou para a fazenda vizinha.

'Alô!' – a voz feminina atendeu.

'Meiling? Sou eu... Syaoran!'

'Sim, querido! Eu conheço sua voz muito bem! Está ligando para dizer que irá se atrasar? Não tem problema! Ainda não terminei os preparativos e...'

'Não!' – ele a interrompeu – 'Liguei para dizer que não poderei ir jantar com você! Depois explico!'

'Mas... eu... meu pai disse que...' – ela dizia desolada – 'Aconteceu alguma coisa? Por acaso você não está se sentindo bem?'

'Não! Eu estou ótimo! Só que não poderei jantar com vocês!'

'Por acaso... isso não tem nada a ver com suas hóspedes?' – ela perguntou de maneira fria e insinuante.

'Como você soube que estou com hóspedes?' – ele perguntou um pouco surpreso.

'Meu pai comentou e tive a oportunidade de ver uma moça enquanto andava a cavalo pela margem do rio! Além disso, os empregados estão fofocando! Você sabe como é cidade pequena... não tem como guardar segredos.'

Syaoran sentiu-se incomodado com o tom de Meiling. Parecia que ela estava o acusando de tentar esconder algo.

'Não é nenhum segredo!'

'Elas ainda estão hospedadas aí?' Preciso ir aí qualquer hora para investigar melhor!' – a voz dela era cheia de insinuação.

'Bem! Espero que aceite minhas desculpas! Sinto muito não poder comparecer aí nessa noite!' – Syaoran falou tentando despedir-se daquela conversa.

'Tudo bem! Tenho certeza que meu pai não ficará nem um pouco triste por poder comer a sua parte da refeição além da dele. Sabe como ele é guloso! Espero que venha nos visitar qualquer hora!'

'Se você me convidar...'

'Estou convidando agora, tolinho!' – a voz de Meiling estava fria e seca – 'Quando você organizar seu tempo e resolver aparecer me ligue!'

'Farei isso quando puder!'

'Então até logo!'

'Até...' – ele mal terminou de dizer e ela já havia desligado o telefone.

Syaoran tinha certeza de que ela havia ficado magoada e ele sentia-se muito mal por isso. Pensou no quanto ela deveria ter se dedicado para preparar o jantar e sentiu-se ainda pior. Meiling era uma companhia divertida e carismática e o quanto antes tentaria se redimir por sua falta de educação para com ela.


O jantar seguia bastante animado e Tomoyo contava tudo que havia feito naquela tarde na companhia de Maki. Ela estava tão empolgada e comia sem parar dizendo que a comida da fazenda era a melhor que já havia provado. Sakura e Syaoran pareciam nem prestar atenção no que ela dizia, pois constantemente trocavam olhares e sorrisos apaixonados. Maki e Wei, que estavam sentados à mesa partilhando da refeição, logo notaram que algo havia acontecido entre aqueles dois jovens.

'Ei, Sakura! Você não ouviu a minha pergunta?' – Tomoyo perguntou quase num berro – 'Credo! Parece que está com a cabeça no mundo da Lua!' – ela cruzou os braços, demonstrando estar aborrecida.

'Desculpe! Eu estava distraída!' – Sakura voltou a atenção para a irmã mais nova – 'O que perguntou?'

'Perguntei onde esteve essa tarde e fazendo o que?' – ela sorriu e aguardou a resposta.

Syaoran cuspiu o vinho que bebia e quase atingiu Wei com a bebida. Sakura engasgou com a comida e Maki dava-lhe tapinhas nas costas para ajudar a crise passar. Tomoyo olhava toda a cena intrigada. Será que a comida estava seca demais para todos engasgarem daquela forma?

'Onde estive de tarde?' – Sakura perguntou bebendo um gole de água para se acalmar.

'Sim... e fazendo o que? Você sumiu a tarde inteira! Estava junto com o Syaoran, não é mesmo? Onde estavam e o que faziam?'

Syaoran teve um acesso de tosses e Tomoyo imaginou que tanto ele quanto Sakura deveriam estar ficando gripados por causa da chuva que havia caído naquela tarde. Wei dava tapinhas nas costas do rapaz e lhe oferecia sua taça de água.

'Estávamos dando uma volta e fomos pegos pela chuva! Ficamos esperando a chuva passar e aqui estamos nós!' – Sakura pedia a Deus mentalmente e com todas as forças para que Tomoyo não fizesse mais perguntas.

'E o que fizeram enquanto esperavam? Demorou muito para passar a chuva!' – Tomoyo perguntou.

Sakura sentiu-se abandonada por Deus. Syaoran, que cortava um pedaço de peixe, se atrapalhou e o peixe voou para o colo de Maki. Wei e a esposa se controlavam pra não rir diante o constrangimento dos jovens com as perguntas da pequena Tomoyo.

'Er... nada demais... começamos a conversar e daí eu acabei pegando no sono... Syaoran me acordou quando a chuva passou e voltamos pra casa!'

'Que chatice! Ainda bem que eu não estava com vocês!' – a menina falou devorando o resto do jantar.

'É Tomoyo! Ainda bem!' – Sakura falou limpando os cantos da boca da irmã com o guardanapo.


Mais tarde Sakura, sua irmã e Syaoran estavam na biblioteca aproveitando o calor da lareira. Wei e Maki já haviam se retirado e seguido para o seu chalé. Syaoran tentou ensinar Tomoyo a jogar xadrez, mas ela estava cansada devido a toda agitação do dia e acabou adormecendo no sofá. Sakura estava sentada sobre o tapete e em frente à lareira, virando as páginas do jornal do dia, enquanto mantinha-se aquecida. Logo encontrou a coluna social e a notícia que viu a deixou desconfortável. Havia uma nota anunciando o seu casamento na próxima semana com Eriol. A nota dizia que seria o acontecimento do ano, já que o solteiro mais cobiçado de Tóquio havia se rendido ao amor da mais bela flor da sociedade.

Sakura começou a sentir o estômago revirar ao terminar de ler a notícia. Logo o enjôo se juntou a uma leve tontura e ela fechou os olhos, respirando fundo para se acalmar. Entretanto, a imagem de Eriol aparecia em seu pensamento e ela começou a sentir-se ainda pior. Havia o traído, havia sido infiel da pior maneira possível e por isso considerava-se a pior das criaturas. Sentiu o suor frio fazer-se presente em sua nuca e uma súbita fraqueza caiu sobre ela. Como ela havia sido capaz de tê-lo traído? Syaoran era um completo desconhecido e ela sabia o mínimo sobre ele, mas mesmo assim havia se entregado impensadamente para ele. Por que ela havia feito aquilo? Que sentimento era esse que embriagava todos os seus sentidos? Só de olhar diretamente nos olhos do rapaz perdia-se num mundo de sonhos e felicidade. Estaria... apaixonada?

'O que aconteceu? Não se sente bem?' – Syaoran a segurou no momento em que a viu se desequilibrando.

'Não é nada...' – ela tentou disfarçar.

'Como não? Está pálida e quase desmaiando novamente!' – ele a pegou no colo e a levou para sentar-se numa poltrona. – 'Está doente?'

'Não! Foi só um mal estar passageiro!' – ela mesma queria acreditar em suas palavras.

'Algo está errado com você, Sakura! Você já passou mal diversas vezes...' – ele a abanou com uma pasta que pegou sobre a escrivaninha. – 'Devemos procurar um médico!'

'Eu sempre fico assim quando fico nervosa!' – ela falou rapidamente dando-se conta que agora teria que se explicar melhor e recriminou-se por ter a língua mais comprida do que gostaria.

'Está nervosa por qual motivo?' – ele perguntou mostrando preocupação.

'Prefiro não comentar!' – ela respondeu e olhou para o jornal no chão, onde ainda estava aberto na página da coluna social.

Syaoran percebeu que ela olhava para o jornal de forma bastante nervosa e resolveu conferir o que poderia ser alvo das preocupações de Sakura. Porém, ela por reflexo correu e pegou o jornal antes que ele o alcançasse e o fechou.

'O que tem nesse jornal que a deixou tão nervosa?' – ele perguntou estendendo a mão para que ela lhe desse o jornal.

'Eu prefiro não comentar!'

'Eu estou preocupado, Sakura! Seja lá o que estiver escrito aí a fez passar mal! Como eu posso ficar neutro numa situação como essa? Dê-me o jornal!' – ele falou imperativamente balançando os dedos pedindo o jornal.

'Por favor, Syaoran... esqueça isso!' – ela pediu dando um passo para trás.

'Eu não posso esquecer! Preciso compreender o que te faz sentir-se tão mal! Eu prefiro ouvir de sua própria boca, mas percebo que não está disposta a falar nada!' – ele avançou para tomar o jornal de Sakura.

'Não!' – ela disse angustiada, jogando o jornal na lareira. Syaoran viu as folhas pegando fogo rapidamente e notou que Sakura estava muito tensa. – 'Não me force a dizer nada, por favor!' – ela sentou sobre os joelhos e levou as mãos aos olhos escondendo o choro que a acometera.

Syaoran ajoelhou na frente de Sakura e a abraçou, o que a surpreendeu. Ele a apertou em seus braços e a balançou levemente, para frente e para trás como se tentasse acalmar uma criança. Ele mantinha o queixo sobre o topo de sua cabeça, e Sakura não pôde observar a expressão preocupada que ele sustentava.

'Acalme-se!' – ele pediu docemente – 'Se me conhecesse melhor, saberia que eu estou apenas preocupado! Não vou mais brigar com você! Só quero compreendê-la!' – ele falou a pegando pelo queixo, fazendo com que ela o olhasse nos olhos. – 'Eu não sei o que está te atormentando dessa forma, mas é algo que está lhe fazendo muito mal!' – ele disse limpando as lágrimas de seu rosto com a outra mão.

'Desculpe-me!' – ela disse rompendo novamente em lágrimas – 'Não me sinto à vontade para contar o que é, mas eu falarei assim que conseguir!' – ela afundou o rosto no peito do rapaz, tentando controlar os soluços.

'Eu esperarei! Só o que quero é vê-la sorrir!' – ele a abraçou mais forte.

Sakura sentia-se segura e protegida nos braços do rapaz. Contaria a ele sobre seu compromisso e apesar do medo que sentia pela reação que ele pudesse apresentar, no fundo de seu coração sentia que ele a compreenderia. Só que no momento não encontrava força e coragem pra revelar o que havia omitido na noite anterior. Apenas abraçou-o com o mesmo afeto que sentia por parte dele.

'Sente-se melhor?' – ele perguntou notando que ela já não estava tão pálida.

'Sim!'

'Você realmente não está doente?'

'Não estou doente! Não se preocupe!'

'Acho melhor eu levar aquela mocinha para a cama!' – Syaoran apontou para Tomoyo que dormia num sofá.

Ele recolheu a menina adormecida em seus braços e a levou para o andar superior da casa, sendo seguido por Sakura. Syaoran colocou Tomoyo de forma confortável na cama e Sakura a cobriu com um cobertor bem grosso, dando-lhe um beijo na testa. Saíram do quarto e caminharam em direção aos próprios aposentos. Sakura abriu a porta de seu quarto, ou melhor, o quarto que pertencia a Syaoran e que ele havia lhe cedido. Ela entrou no aposento e ele permaneceu parado no corredor a olhando com ternura.

'Bem... boa noite!' – ela disse timidamente.

'Boa noite!' – ele disse aproximando-se para beijá-la no rosto antes de seguir para seu quarto.


Syaoran retirou-se para o quarto e deu um suspiro cansado ao jogar-se na cama. Não entendia o que afligia Sakura, mas não podia simplesmente obriga-la a contar o que era. Sabia que mais cedo ou mais tarde ela contaria de livre vontade. Outra coisa que estava deixando-o intrigado era o fato de Sakura sentir tonturas, enjôos e mal estar diversas vezes desde que havia chegado à fazenda. Estaria ela doente apesar de negar? Revirou-se na cama, percebendo que não estava nem um pouco com sono. Esticou o braço até a mesa de cabeceira e ligou o rádio, no mesmo momento em que iniciava uma canção de amor.

Distante na luz, eu posso vê-la...
Em cada essência da noite...
Uma pequena pena do amor...
Eu devo ir...
O destino nunca encontra a maneira para mim, meu amor...

Esticou o corpo e cruzou os braços por trás da cabeça e ficou deitado de olhos fechados. Como magia o rosto sorridente de Sakura apareceu em seu pensamento o fazendo sorrir. Era uma sensação estranha, sentia-se leve e experimentava uma felicidade jamais conhecida antes. Seria isso sintoma de amor?

Mesmo na noite eu vejo o seu rosto na escuridão...
Assim não há maneira de me perder de você...
Eu nunca fecho meu coração...
A luz sempre estará lá...

Desde que Sakura surgira em sua vida tudo se fez novo. Primeiro ele se irritara, pois não conseguia entender seus sentimentos, mas depois ela havia conseguido amolecer seu coração com seu doce sorriso e o livrado de um mundo de trevas que tentava envolve-lo em solidão. Estar ao lado de Sakura era sempre divertido e alegre. Syaoran sentia-se completo.

O tempo vai passar...
Podemos nunca permanecer os mesmos...
Agora temos uma longa recordação do amor...
Embora seu sorriso tenha ido, nunca estaremos separados...
Em nossos corações somos um, pela melodia do amor...
O futuro chegará com o seu amor...

Estava absorto em pensamentos direcionados a Sakura e desejava estar com ela em seus braços. Admitia estar dependente de seu olhar, de seu sorriso, de seus braços. Levantou-se e andou pelo quarto sem destino certo aparente. Sentia um desejo louco de correr até o seu quarto, toma-la em seus braços e beija-la até perder o ar.

Querer ir ao lugar...
Onde você nunca precise chorar...
Eu cuidarei de você...
Querer encontrar a resposta...
Nessa árdua estrada, temos que seguir por completo...

Acalmou-se e sentou na beira da cama. Passou as mãos nos cabelos, como se tal gesto pudesse trazer um pouco de conforto ao seu coração. Não entendia toda aquela necessidade de sentir o perfume dos cabelos de Sakura e a vontade de ouvir a sua respiração. Fechou os olhos e respirou fundo decidido a tentar dormir, mas espantou-se ao ouvir alguém bater na porta do quarto.

No calor do verão, no frio do inverno, estarei aqui...
Assim você nunca se perderá de mim...
Nunca feche o seu coração...
Sua luz é tudo aqui...

Syaoran abriu a porta e Sakura estava no corredor envolvida por um roupão de lã. Sua face estava ruborizada e ela brincava com as mãos de forma nervosa.

'Eu...' – ela começou timidamente. – 'Eu não conseguia dormir e... eu não conseguia parar de pensar em você!'

O tempo vai passar...
Podemos nunca permanecer os mesmos...
Nas máscaras da esperança, na lembrança do amor...
Embora seu sorriso tenha ido, nunca estaremos separados...
Em nossos corações podemos ouvir a melodia do amor...
O futuro será brilhante perto de você...

Syaoran a puxou para dentro do quarto e trancou a porta atrás de si. Abraçou Sakura cheio de desejo e a beijou cheio de paixão. Ela viera até ele parecendo até transmissão de pensamentos. Ela correspondeu com a mesma intensidade e seus beijos se tornaram cada vez mais ardentes. Ele a deitou na cama e acariciou seus cabelos enquanto a olhava de forma apaixonada. Sakura levou a mão direita até a face de Syaoran e acariciou levemente, fazendo-o fechar os olhos para apreciar o momento. Estavam tão envolvidos que um simples toque trazia à tona uma imensidão de anseios.

'Estou tão feliz que esteja aqui comigo!' – ele falou antes de voltar a beijá-la.

'Não consigo ficar longe de você!' – ela tornou e o beijou no pescoço.

'Fica comigo esta noite?' – ele falou passando os lábios sobre a orelha dela.

'É o que mais quero!' – ela respondeu com certa dificuldade, pois os lábios tremiam.

O futuro será brilhante perto de você...


Era um pouco mais de onze da noite, quando o telefone tocou e Meiling atendeu com a voz sonolenta.

'Alô!' – ela disse antes de bocejar.

'Meiling querida! Sinto muito se te acordei! Mas você não costuma dormir cedo!'

'Ah... Oi, mamãe! Não tem muito que se fazer na fazenda, por isso eu resolvi dormir!'

'Estou ligando para saber como foi o jantar com o jovem Syaoran! Seu pai me contou tudo pelo telefone esta tarde! Querida... por que não me contou de seu interesse pelo rapaz?'

'Não contei?' – Meiling respondeu cinicamente – 'Não havia percebido!'

'Conte-me do jantar!'

'Ele não pôde vir!'

'Não? Que grosseria! Deixou-a esperando?' – Meiling ouviu a mãe com um tom de voz bastante alterado do outro lado da linha.

'Ele ligou pra desmarcar na última hora! Teve alguns imprevistos!' – Meiling tentava não dar muitos detalhes a mãe.

Entretanto a mãe sentia que a filha estava bastante decepcionada. Sentia em seu tom de voz um pouco de mágoa e ressentimento que ela tentava disfarçar.

'Ele está passando por uma má fase, meu bem! Tente ser compreensiva e prestativa! Os homens adoram isso, você vai ver!'

Meiling já estava começando a se irritar com aquela conversa e tentou mudar o assunto:

'Como vão as coisas por aí em Tóquio?'

'Ah menina... tem uma coisa que não posso deixar de te contar! O acontecimento do momento!' – Kaho falou em tom de fofoca e fez Meiling interessar-se pelo assunto.

'Diga-me tudo!'

'Sabe a minha amiga Nakuru? Aquela que se casou com o ricaço John Berg...'

'Claro! A senhora já me contou diversas vezes sobre esse casal!'

'As enteadas dela desapareceram! Fugiram de casa deixando apenas uma carta dizendo que iriam se encontrar com o irmão em algum lugar do Japão! A pobre da Nakuru está desesperada, pois parece que esse rapaz chamado Touya é um tipo meio rebelde, meio largado, um aventureiro que vive viajando pelo mundo procurando as respostas de sua vida. Nakuru está abatida, não come, não dorme e não tem um minuto de paz. Jamais imaginei que aquela mosca morta da Sakura pudesse fazer algo desse tipo e ainda arrastar a irmã pequena junto!'

'O que Nakuru pretende fazer?'

'Ela não pode fazer nada! Ela detesta escândalos, e se a imprensa descobrir será o do ano com certeza! Além disso, poderia acabar com a reputação do noivo de Sakura, que tem um nome a zelar!'

'Essa tal de Sakura irá se casar?'

'Você nunca me escuta mesmo. Já te falei diversas vezes que Sakura iria se casar com o irmão de Nakuru! Eriol Hiiragizawa. O pior é que o casamento é na semana que vem e o ensaio da cerimônia também. Ninguém sabe onde foi parar a noiva e muito menos se ela voltará!' – Kaho dizia sem disfarçar que a situação a divertia muito. – 'Sakura é uma garota bastante estranha, você não acha?'

'Nunca me encontrei com ela pra avaliar!'

'Sempre me esqueço! É verdade! Você nunca faria isso comigo, não é, filha querida? Já pensou? Deixar-me numa situação ridícula como essa e em pânico a beira de explodir um escândalo... eu te daria boas palmadas! Agora essa história de você estar interessada em Syaoran me surpreendeu. Sempre imaginei que seus olhos estavam direcionados ao irmão mais velho! Não se torture por causa de Syaoran... quando puder vá até lá, converse com ele, seja gentil e atenciosa! Tenho certeza que tudo acabará bem! Ah... e volte logo pra casa da mamãe!'

'Claro, mamãe! Só vou ficar mais uma semana com o papai! Até logo!' - Meiling desligou o telefone e voltou a dormir ainda irritada com Syaoran.


Terceiro dia...
Quinta-feira.


Sakura despertou entre os braços de Syaoran. Jamais havia dormido tão bem em sua vida. Não era só o ar da fazenda que lhe fazia muito bem. Era o lindo sentimento que transbordava em seu coração e era direcionado a Syaoran. Além disso, havia passado uma noite inesquecível em seus braços. Ela desviou-se lentamente de seu abraço para não acorda-lo. Admirou-o enquanto dormia e notou cada detalhe de seu rosto sereno, sem dúvidas ele era belo, se é que havia duvidado disso antes. Suspirou de forma apaixonada com um sorriso bobo nos lábios e vestiu o roupão que estava no chão. Saiu silenciosamente do quarto em que estavam e voltou para o quarto onde estavam seus pertences. Escolheu uma roupa e foi tomar um banho bem quente. Em vinte minutos já estava pronta, e sentou-se para pentear os cabelos em frente ao espelho. A porta abriu-se e ela viu Syaoran surgir sorrindo, com os cabelos molhados, concluindo que ele também já havia se arrumado para mais um dia.

'Bom dia!' – ele abaixou para beija-la – 'Senti sua falta ao meu lado!'

'Bom dia!' – ela respondeu corando um pouco e sentindo a face esquentar.

'O que houve?' – ele perguntou ao notar que ela estava tímida.

'Fico um pouco sem graça... mas estou muito feliz!' – ela disse sorrindo amavelmente.

'Eu também estou muito feliz! Tanto que tenho vontade de pega-la em meus braços e leva-la até aquela cama e não sair de lá o dia inteiro!' – ele disse e a pegou no colo a levando para a cama, enquanto ela ria.

'Syaoran... você está muito assanhado!' – ela disse em meio às gargalhadas.

'Bom... já que você não quer...' – ele disse tentando sair da cama.

'Ei! Eu não disse que não queria!' – ela o puxou de volta.

Syaoran cobriu o corpo dela com o seu e os dois começaram a trocar beijos e carícias. Estavam felizes e sentiam um amor pleno um pelo outro. Haviam se entregado à paixão e agora só queriam estar juntos cada vez mais. Ele fez menção em retirar a blusa da garota, mas antes que conseguisse alguém bateu na porta e tentou virar a maçaneta.

'Sakura! Abra a porta! Por que você a trancou?' – era Tomoyo com a voz meio sonolenta.

Sakura olhou aflita para Syaoran que entendeu a sua preocupação. Eles não poderiam deixar que Tomoyo os visse juntos e trancados no mesmo quarto. Em silêncio ele tratou de tentar se esconder. Pensou no banheiro, mas se a menina tentasse entrar lá o encontraria. Correu até o armário, mas este estava cheio de coisas e não havia espaço para ele lá. Sakura gesticulou para ele se esconder debaixo da cama e assim ele o fez, enquanto Sakura cobria as frestas com o edredom.

'Já vou!' – Sakura gritou e foi a caminho da porta com o coração disparado de apreensão.

'Até que enfim!' – Tomoyo disse ao entrar no quarto – 'Bom dia, Sakura!' – ela disse abraçando a irmã mais velha.

'Bom dia, pequena!' – Sakura a envolveu em seus braços. – 'Ainda não se arrumou por quê?' – ela perguntou notando a menina ainda de pijama.

'É que eu queria te contar algumas coisas!' – Tomoyo disse sussurrando e com ar de mistério, despertando a curiosidade de Sakura e de Syaoran escondido debaixo da cama.

'Venha! Vamos nos sentar!' – Tomoyo puxou Sakura pela mão, que começou a suar quando a viu indo em direção a cama.

'Conte-me então...' – Sakura sentou suavemente sobre a cama, imaginando Syaoran embaixo dela tão nervoso quanto ela.

'Acho que essa casa é mal assombrada!' – ela disse baixinho, como se contasse um segredo. Syaoran começou a ficar interessado no rumo daquela conversa.

'Como assim?' – Sakura perguntou confusa e tentando disfarçar uma ponta de preocupação que foi percebida por Tomoyo.

'Eu sei que você tem medo de fantasmas, mas eu precisava te contar!' – a menina pegou a mão da irmã mais velha tentando passar coragem. Syaoran segurava-se pra não começar a rir daquela descoberta.

'Ora... Tomoyo! Que bobagem é essa? E eu não tenho medo de fantasmas!' – ela disse um pouco aborrecida, imaginando que Syaoran deveria estar rindo dela.

'É verdade sim! Na noite passada eu escutei uns barulhos estranhos. Levantei e fui até o corredor! Percebi que vinha do quarto dos pais de Syaoran e fiquei preocupada porque é lá que ele estava dormindo!' – ela disse com os olhos arregalados.

'Você ouviu o que?' – Sakura perguntou e arrependeu-se em seguida. Syaoran começou a suar mais ainda debaixo da cama.

'Ouvi a voz de um homem e de uma mulher! Mas não dava pra entender o que eles diziam... pareciam estar com dor, pois eles ficavam gemendo!' – ela disse fazendo cara de suspense.

Sakura quase caiu da cama. Syaoran bateu a cabeça no estrado de madeira e mordeu o dedo pra não dizer um palavrão por causa da dor. Tomoyo imaginou que Sakura deveria ter realmente muito medo de fantasmas pra reagir daquela forma.

'Depois que voltei para o meu quarto ainda deu pra ouvir alguns barulhos estranhos por boa parte da noite! Tenho certeza de que essa casa é assombrada!' – Tomoyo concluiu. – 'Eu estou te avisando porque sei que tem medo dessas coisas e se quiser eu te protejo! Você sabe que eu não tenho medo!'

'Acho que você sonhou, Tomoyo!' – Sakura falou com um sorriso constrangido. – 'Ou talvez Syaoran estivesse dormindo com a TV ligada! Talvez estivesse passando algum filme de terror!'

'Ah não...' – a pequena ficou triste de repente – 'Será que passou um filme de terror e eu não assisti?' – ela parecia inconsolável.

'Não sei, pequena! Mas tenho certeza que essa casa não tem fantasmas. Se tivesse eu já teria visto, você sabe!'

'Mas os barulhos pareciam tão reais! Eu não queria te assustar, mas até parecia a sua voz, Sakura!'

Sakura dessa vez desequilibrou e caiu da cama, dando de cara com Syaoran que estava azul de preocupação. Ela precisava tirar Tomoyo do quarto para ele poder sair dali o quanto antes. Se fossem pegos juntos teria que dar muitas explicações.

'Tomoyo querida... vá se arrumar para tomarmos o desjejum! Aposto que Maki fez alguma coisa bem gostosa para nós!'

'Oba!' – a pequena levantou os braços em comemoração. – 'Bolo, bolo, bolo!'

'Sim! Tenho certeza de que ela assou um bolo pra você!'

Tomoyo mudou bruscamente de atitude. Ficou séria e até um pouco triste. Syaoran conseguia vê-la por uma abertura do edredom e ficou muito intrigado.

'Sakura... Eu vi que você está comendo novamente, mas ainda é muito pouco!' – ela respirou fundo antes de continuar – 'Se Eriol estivesse aqui a faria comer com certeza! Será que você está com saudade dele? Sinto muito se a afastei dele logo agora que irão...'

'Vá se arrumar!' – Sakura a interrompeu bruscamente. – 'Prometo que irei me alimentar!'

Syaoran ficou confuso com aquela parte da conversa. Quem era Eriol? O que ele tinha a ver com Sakura? Por que ela estaria com saudades dele? E o que estavam prestes a fazer? Queria respostas e Sakura teria que lhe dizer. Entretanto, sabia que se a pressionasse ela poderia ficar desconfortável como na noite anterior na biblioteca. Talvez fosse melhor esperar ela contar por vontade própria. Algo dentro de seu coração o alertava que não deveria fazer aquelas perguntas, pois não gostaria das respostas.

Tomoyo saiu um pouco assustada do quarto e foi fazer o que Sakura havia ordenado. Syaoran saiu de seu esconderijo logo que Sakura voltou a fechar porta. Ela continuava parada a sua frente segurando a maçaneta. Ela hesitava olhar novamente para ele e assim Syaoran compreendeu que suas suspeitas estavam certas e o melhor era não cobri-la de perguntas. Ele caminhou até ela e a abraçou por trás a beijando no pescoço.

'Que menina curiosa essa Tomoyo! E você é muito escandalosa quando ama!' – ele disse debochado.

'Você que é escandaloso!' – ela virou para dar-lhe tapinhas furiosos.

Ele a envolveu num caloroso beijo e Sakura teve certeza de que ele não faria perguntas. Syaoran sem dúvidas era uma caixinha de surpresas e a surpreendia a cada instante com tanta compreensão. Ela o abraçou mais forte sentindo-se protegida.

'Vamos tomar café da manhã?' – ele perguntou abrindo a porta.

'Sim!' – ela disse seguindo ao seu lado.


Continua...
Música: "Tsubasa" - FictionJunction Kaori ... Sim... a do anime Tsubasa Chronicles!
Visitem o blog! Lá está um recadinho pra todo mundo que deixou um review no capítulo 5! Endereço no profile!

Ruby: Aiai! O amor! Quanto amor! "suspira"

Se a Sakura não se rendesse aos encantos do Syaoran ela acabaria levando uns tapas dos leitores! Meus também, claro! Mas ela é esperta e muito, mas "muito" sortuda! Eu nem reclamaria se estivesse no lugar dela... e vocês meninas? Claro... para os rapazes ao contrário, se é que essa é a preferência de cada um!

Por muito pouco Syaoran não descobre que a Sakura está prestes a se casar! Mas agora ele ficou com a pulga atrás da orelha pra saber quem é o tal do Eriol e também para saber o que tinha naquele jornal! Aiaiai, Sakura... quero ver você sair dessa! Mas... o que será que essa menina pretende fazer? Seguir o seu coração ou a lógica? Tudo pode acontecer! (Acho que esse é o nome de uma fic que eu lia há algum tempo...) Eita... a Tomoyo só faz perguntas indiscretas... coitada da Sakura! Ah... eu tenho certeza de que ninguém achou ruim o cano que o Syaoran deu com a Meiling... mas agora ele que se cuide, ela ficou uma ararua (cruzamento de arara com perua)!

Agradecimentos:

Hoje quero agradecer uma pessoa que me ajudou muito me dando dicas em relação ao que poderia ser um cenário perfeito para uma cena de amor! Ela disse: Campo, cabana, lareira aquecendo e iluminando o local, a chuva caindo numa tarde! Essa pessoinha romântica e sonhadora é minha querida amiga Thata! Obrigada querida Thata! Você viu que a cena ficou er... interessante, não? Na minha impressão fiquei até com inveja do casalzinho!

Também quero agradecer a minha querida amiga revisora Cris-chan! Ela que sempre está ao meu lado desde o inicio, só tenho que agradecer muito por todo o carinho e dedicação ao revisar a fic!

Agora pra completar o quarteto maluco, (Ruby, Pety, Cris e Thata!) devo agradecer a querida amiga Pety! Ela que sempre enriquece o final da fic com seu especial: Talk Show da Pety Oprah! Eu só quero ver quem será a vítima de hoje!

'Nós também!' – Cris e Thata surgem do nada e fazem a distraída escritora assustar-se e arrepiar os cabelos.

'De onde vocês conseguem aparecer assim de repente?' – Ruby começa a baixar os cabelos que estavam de pé.

'Daqui, dali de acolá!' – Cris aponta pra várias direções.

'Ruby! Que bom que gostou da minha fantasia! Adorei a cena! Mas na minha imaginação o Syaoran estava mais...'

'Poupe-nos dos detalhes Thata! Aliás... você nem tem idade pra pensar nessas coisas! Onde já se viu... um pouco mais de dezoito e pensando essas coisas!' – Ruby balança a mão ameaçando dar umas palmadas em meninas assanhadas.

'Esse mundo está perdido!' – Cris balança a cabeça negativamente.

'Olá meninas!' – Pety surge e assusta as três amigas.

'Mas será que todo mundo tem que me assustar nessas notas?' – Ruby fala segurando o coração que havia saído pela boca.

'Nós não temos culpa se você é distraída!' – as amigas falam ao mesmo tempo.

'Mas o que todas vieram fazer aqui?' – Ruby pergunta cheia de interrogações flutuando sobre a cabeça.

'Nós viemos te buscar pra fazer parte do grupo de tortura contra a Meiling e a Kaho!' – Cris fala dando um soquinho na palma da mão.

'Mas antes... vamos para o show, pois eu já estou atrasada!' – Pety fala dando retoques na maquiagem.

'Vamos nessa!' – Todas saem maquinando planos maquiavélicos.


Yukito do além: Boa noite e estamos de volta com mais um bloco do "Talk Show da Pety Oprah". Com certeza será muito interessante.

"Platéia bate palmas"

Pety: Bem vindos a mais um bloco do nosso programa de entrevistas! Antes de começar o show... eu queria dizer que levei um baita susto nesse capítulo. No começo eu juro que queria dar uns bons cascudos na Ruby por ter dado uma parada lá no clima entre Sakura e Syaoran, mas ainda bem que tudo deu certo... e põe "deu" nisso... Ui! Esses dois estavam num fogo que me deu até inveja...

"Ruby olha para Pety Oprah a censurando pelo ataque de assanhamento!"

Pety notando o olhar de reprovação de Ruby: O que foi? Meu programa passa após a meia-noite! Eu posso falar bobeira sim!

Ruby aliviada: Já que vai ao ar após a meia-noite pode liberar geral!

Pety voltando a falar com a platéia: Bem, mas vamos começar com as entrevistas! Kaho, por favor, venha pra cá!

"Kaho caminha até o sofá sendo vaiada por toda a platéia, inclusive a autora da fic e sua revisora! A amiga Thata que estava com elas joga uma garrafa de água e atinge Kaho bem na cabeça!"

Pety tentando controlar a platéia: Calminha gente! Eu sei que vocês estão a odiando, mas pelo menos essa safadeza dela dá um tempero a mais no fic, não concordam! Eu assim como vocês também fiquei chocada com a safadeza que ela e o Eriol estão fazendo!

Kaho desviando das garrafas: Obrigada por me defender, Pety!

Pety também pegando uma garrafa e jogando nela: Quem falou que eu estou te defendendo! Só não quero bagunça aqui no meu programa!

Pety sentando e a convidando pra sentar no sofá também: E então Kaho... Como é fazer par com o Eriol novamente?

Kaho: Estou adorando! No mangá nós somos um casal! No anime também, apesar de não demonstrar tão claramente. Mas o público parece que não gostou do que a Clamp fez. Não sei por que acham que o Eriol deveria ficar com a Tomoyo. Ela até é bonitinha, mas eu sou mais experiente, tanto que até o Touya se apaixonou por mim e tudo que ele sabe fui eu que ensinei, assim como o Eriol. Então quando vocês vêem essas cenas românticas, calientes entre o Eriol e a Tomoyo e até do Touya com qualquer outra aí, podem ter certeza que eu fui a responsável por eles serem tão bem sucedidos sexualmente.

"Na pláteia muitas pessoas estão com olhares assassinos! Tomoyo prepara sua pistola automática, enquanto Cris ajuda Ruby a armar sua bazuka!"

"Pety notando o olhar assassino da Ruby e pensa com ela mesma: Ué? Por que aquele olhar? A Ruby está se doendo por quem? Aí tem..."

Kaho toda cheia de si: Então gente, não adianta ficar com essas caras, porque oficialmente eu sou o verdadeiro amor do Eriol. Nada mais natural que no fim estejamos juntos!

Pety ficando muito preocupada vendo as pessoas pegando as garrafas cheias de água e outras armas: Gente, por favor, se forem jogar garrafas nela de novo, esperem eu acabar a entrevista. Aí eu me junto a vocês.

Pety voltando a dar atenção a entrevistada: Kaho... o que achou da Meiling ser sua filha nessa história?

Kaho: Olha Pety... sinceramente eu não gostei muito não. Eu ainda sou jovem e sou muito bonita! Não tenho idade pra ter uma filha já daquele tamanho! Apesar de que as pessoas não nos vêem como mãe e filha e sim como irmãs. Mas até que nós duas nos damos bem. Ela aprendeu algumas coisas comigo.

Pety: Kaho, voltando ao Eriol... Você não acha que a Sakura vai sofrer muito quando ela descobrir sobre a traição?

Kaho: Eu gosto muito da Sakurinha, mas percebo que ela não satisfaz o Eriol como deveria! Agora eu e ele somos um verdadeiro fenômeno debaixo dos lençóis! Sabe... eu acho que ela está grávida, é normal a mulher ficar menos ativa nessa situação, assim sobra mais Eriol pra mim! Agora eu não tenho certeza que ela esteja em situação delicada, pois o Eriol não confirma e nem nega! Entretanto... ele sempre irá me procurar!

Pety: Bem querida Kaho... só o tempo dirá o que vai acontecer! E se acontecer alguma coisa com você nesse fic, pode ter certeza que vai ser merecido e quem sabe assim você deixa de ser arrogante e metida.

Kaho chocada: Que horror, Pety? Como você tem a petulância de me tratar assim?

Pety não dando bola: Obrigada pela sua participação e vamos para a próxima entrevista!

Kaho se revoltando: Mas eu ainda tenho muita coisa para falar! De como o meu marido é um tapado, assim como é o meu ex também e...

Pety dando sinal pros seguranças: Sim, Kaho... eu sei que eles são uns tapados, mas, por favor, deixe-me continuar com o programa.

"Câmera mostra Kaho sendo retirada do palco pelos seguranças, enquanto uma chuva de garrafas cai sobre sua cabeça!"

Pety olhando pra câmera: Desculpem o imprevisto e minha falta de delicadeza com a Kaho, mas ela me estressou! Vai ser metida assim lá no Afeganistão. Mas eu sei que ela vai ter um belo corretivo.

Pety: Vamos para mais uma entrevista... Meiling, por favor, vem pra cá!

"Câmera mostra Meiling caminhando toda cheia de pose até o sofá e sentando! Muitas pessoas vaiam a garota arrogante!"

Pety: Boa noite, Meiling! Como sempre você está a fim de conquistar o Syaoran, não é!

Meiling: Boa noite, Pety! Mas é claro que eu tenho que conquistá-lo. Ele é tudo que eu sonhei na vida: tão bonito quanto um deus grego! Tem um corpo maravilhoso e sarado! Claro... e o mais importante, tem uma bela conta bancária, bastante convidativa!

Pety: Nisso sou obrigada a concordar com você! Mas Meiling, você antes aparentava, pelo o que nós pudemos ler, estar interessada no Yukito.

Meiling: Isso é parcialmente verdade! Eu sempre tive uma queda pelo Syaoran, mas ele nunca demonstrou interesse por mim. Aí eu via como o Yukito sempre me elogiava, me agradava, praticamente beijava o chão por onde eu andava...

Yukito do além falando no ponto eletrônico da Pety: Essa vagaba vai ver só, eu vou assombrá-la pro resta da vida!

Pety falando com o Yukito sem dar bandeira pras outras pessoas: Calma Yukito, ela vai ter o que merece. Tenho certeza que a Ruby não vai deixá-la se dar bem.

Yukito do além: Assim espero.

Meiling continuando: ... e agora como o Syaoran me paquerou descaradamente, não vou deixar essa chance escapar. Vou conquistá-lo nem que seja a ultima coisa que eu faça.

Pety: Mas pelo visto você não esperava que a Sakurinha linda entrasse no meio da história, não é!

Meiling: Ela apareceu lá de enxerida. Ela não tinha nada que bater com o carro logo no muro da propriedade dele, que muito em breve será minha.

Pety: E como você vê esse relacionamento da Sakura com ele? Ele se apaixonou e até desmarcou um jantar com você para ficar com ela. Você se acha capaz de separá-los?

Meiling com cara de má: Mas é claro que sou capaz! Eu fiquei com muita raiva dele por ter desmarcado nosso jantar para ficar com aquela sem sal. Eu iria seduzi-lo e faze-lo ver que eu sou a mulher perfeita pra ele. Mas deixe quieto, ele não sabe com quem foi se meter. Ou melhor, ele não, ela, Sakura Kinomoto...

Pety muito interessada: E o que você pretende fazer contra a Sakura? Diz pra gente!

Meiling: Espere e assista de camarote, Pety! Ela vai se arrepender por ter entrado no meu caminho.

"Câmera mostra Meiling levantando e saindo toda cheia de pose!"

"Outra câmera mostra Sakura e Syaoran com caras de preocupados!"

Pety também preocupada: Gente, o que será que ela vai aprontar pra separar nosso casal preferido?

Yukito do além: E não percam a resposta dessa pergunta e muito mais acontecimentos bombáticos no próximo capítulo de "As Cores do Inverno", ou aqui no nosso Talk Show. Agora com licença que eu tenho uma vagaba pra assombrar...


Ruby: Assim a Pety me mata de rir... muito engraçado esse bloco do talk show! Não vejo a hora de ver o que ela vai aprontar no próximo e se não estou enganada ela vai entrevistar o Touya e uma convidada totalmente inesperada! Aguardem! Kissus e não deixem de deixar seu palpite sobre o significado do título desse capitulo!

Fic atualizada em 26/11/05... (Gentem... hoje eu fui ver o quarto filme de Harry Potter... uau... nossa... uau... vão todos assistir... é uma ordem! Isso é... se você for fã!)