Logo após Uruha ter sido liberado do serviço por seu pai, o garoto só pensava em tomar um banho e se arrumar para ver Aoi.
A expectativa de um cinema com seu paquera o deixava um tanto... Excitado.
"Não pense besteiras Uruha, só vamos ver um filme" Pensava o garoto, enquanto penteava seus cabelos.
Mas ainda assim era impossível não pensar nas possibilidades que tinha com Aoi em uma sala escura.
Depois que Uruha beijou Aoi, ele simplesmente não conseguia se controlar. Quando menos esperava se pegava em pensamentos nada puros com o moreno, e sempre recorria ao método que todo adolescente usa para se aliviar: a masturbação.
No entanto depois de ter conhecido Aoi, Uruha já perdera a conta de quantas vezes por dia se trancava em seu quarto em busca de um alivio. E isso o estava assustando um pouco.
O garoto sai de seus devaneios com o toque do seu celular. Ao ver que era Ruki, atende imediatamente:
- Ru-chan, você já ta vindo? – Ele e Ruki, haviam combinado de esperarem juntos em sua casa pelos outros rapazes.
- Ah, eu to ligando é pra falar que eu vou daqui mesmo... – Responde meio hesitante. – È q-que o Reita v-veio me buscar de moto aqui em casa, e e-ele ta me esperando.
Uruha somente riu, podia imaginar a vermelhidão que Ruki devia estar.
- Tudo bem então, a gente se encontra no cinema.
- Certo, até!
- Até – despede-se Uruha desligando o celular.
No mesmo momento em que desliga o aparelho, ouve o som de uma buzina na frente de sua casa.
"Aoi" pensa o garoto, com um sorriso bobo no rosto.
Pega sua carteira, casaco, celular e sai voando pela porta de seu quarto, dando de cara com seus pais na sala assistindo TV.
- Bem, eu já vou indo ta legal? – Avisa Uruha, tentando conter sua excitação.
- Não volte muito tarde – avisa seu pai
- Tome cuidado – alerta sua mãe.
- Ta bom, até – Fala o garoto se dirigindo a porta de saída.
Quando sai para frente de sua casa, lá estava Aoi. Com sua camisa de botões preta e uma calça jeans escura. Simples, mas perfeito.
- Vamos? – Pergunta o moreno.
- uhum – Assente Uruha entrando no veículo.
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Ruki nervoso olhava da moto para Reita.
- Tem certeza que é seguro? – Pergunta pela milésima vez o garoto.
- Céus Ru-chan, não acredito que nunca andou de moto na vida. – Exclama o rapaz mais velho divertido.
- Eu não nasci montado numa moto – Resmunga o garoto fazendo um bico, aos olhos de Reita adorável.
- Eu sei que não pequeno, mas é seguro e eu dirijo desde que me entendo por gente. – Tenta convencer Reita.
- Me dá o capacete – Fala Ruki numa voz derrotada, pedindo o equipamento com uma das mãos estendidas na direção de Reita.
Reita lhe entrega o capacete com um sorriso, subindo na moto e dando a partida. Ruki um tanto nervoso monta na garupa de Reita o segurando forte pela cintura.
- Não se preocupe. –Reita tenta acalmar mais um pouco o pequeno.
- Devagar – Pede Ruki.
- Pode deixar – E ao falar isso Reita acelera a motocicleta, fazendo o pequeno segurar mais forte em torno de si.
Chegando no estacionamento subterrâneo do shopping, Ruki desce da moto ofegando e com uma das mãos no peito e a outra dando com a capacete em Reita.
- Eu disse D-E-V-A-G-A-R! – Grita o pequeno, fazendo Reita rir.
- Mas eu fui devagar Ruki, 120 km/h nem é tão rápido assim! – responde cínico Reita.
- Nem é tão rápido – repete exasperado – Até parecia que o cinema ia fugir do shopping!
- Sabe o que é pequeno – Começa Reita olhando para os lados vendo se vinha alguém – é que eu queria chegar rápido, pra poder te beijar.
Reita dizia isso vindo na direção de Ruki e o abraçando pela cintura. Ruki sem resistir de forma alguma o abraça pelo pescoço. Erguendo a cabeça na direção de Reita, sentindo a respiração calma do rapaz e o cheiro bom que ele tinha.
Reita olha nos olhos de Ruki e lhe sorri, acariciando o rosto bonito e abaixando um pouco o rosto para lhe dar um beijo carinhoso. O pequeno se segura mais forte em Reita, sentindo-se derreter com o beijo, fazendo o mais velho sorrir contra a boca de Ruki.
- Até pra quem era afim só de mulher, você ta gostando, né Ru-chan – Provoca Reita o abraçando mais forte.
- Baka – Responde educado o garoto, afundando o rosto no peito do homem mais velho.
Reita se surpreende pelo garoto não ter reclamado... Tanto. Sorriu feliz, parece que finalmente estava conseguindo conquistar o coração do seu pequeno.
- Vamos, a sessão já vai começar – Alerta Reita se separando delicadamente do abraço de Ruki.
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- Aquele senhor é o seu pai? – Pergunta Aoi apontando para a porta da casa de Uruha.
Uruha leva um susto ao notar que seu pai espiava da porta.
- È sim.
- Ele sabe que você é...
- Não, ele não sabe que sou gay e espero que por muito tempo continue sem essa informação. – Responde rápido Uruha.
Aoi então da à partida no seu carro, e arranca na direção do shopping.
Já na estrada o rapaz fala:
- Um dia ele vai ter que saber. – Diz o moreno procurando a mão de Uruha com a sua e a segurando.
- Eu sei... Como foi, quando você contou pros seus pais?
Aoi lhe dá um sorriso de lado.
- Bem, foi normal. Eles aceitaram na boa. – Fala Aoi, sorrindo ao ver a cara de espanto de Uruha – Posso dizer que tenho sorte por ter os pais que tenho.
- Queria que comigo fosse assim também. – comenta triste Uruha afundando no banco do carro.
- Você tem que ser forte – Encoraja o moreno entrelaçando seus dedos no de Uruha.
- Eu vou ser... – O mais novo suspira com o carinho que Aoi fazia em sua mão – Mas é melhor não falar nada por enquanto. – Conclui o garoto com um sorriso.
Aoi não respondeu nada, isso era uma coisa que o próprio Uruha determinaria quando fosse à hora.
Chegando ao estacionamento do shopping, Uruha desce do veículo e espera Aoi ao lado do carro. Vendo que o moreno, já estava pronto ativando o alarme do veículo ele fala:
- Vamos? – Pergunta já caminhando em direção ao shopping.
Porém Aoi é mais rápido e o segura pela mão.
- Por que a pressa? – Pergunta o moreno o abraçando por trás, encaixando perfeitamente os corpos.
- Eu não to com pressa – Retruca Uruha se deixando encostar em Aoi.
Aoi não vira Uruha de frente pra si, apenas aproveita a posição e insinua um movimento com o quadril contra Uruha, fazendo o garoto ofegar de leve.
- Temos uns vinte minutos antes de a nossa sessão começar... – Comenta Aoi apertando o abraço em Uruha e beijando seu pescoço.
Uruha leva uma de suas mão até a nuca de Aoi e vira o rosto na direção do moreno, num pedido mudo por um beijo. O moreno o atende de pronto, tomando Uruha num beijo quente, sugando o lábio inferior para logo em seguida morde-lo.
Uruha geme um pouco mais alto ao sentir o membro de Aoi encaixar perfeitamente entre suas nádegas. O garoto estava simplesmente extasiado com tudo, nunca havia tido um contato tão intimo com outra pessoa.
- È bom? – Pergunta Aoi balançando levemente os corpos,o seu já reagindo pelo contato com o menor.
- Sim – Responde Uruha de olhos fechados, a cabeça deitada nos ombros de Aoi.
O moreno dá um sorriso discreto com a entrega de Uruha, e lhe beija o pescoço.
Porém são interrompidos quando chega outro carro no estacionamento. Uruha se desvencilha de Aoi rapidamente e lhe chama com o olhar para entrarem no shopping.
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Quando Aoi e Uruha chegaram na frente do cinema encontraram Reita e Ruki, como já não era de se esperar, discutindo.
- Oi pessoal! – cumprimenta Uruha – O que ta acontecendo?
- Eles brigam, mas porque isso é amor Uruha – Provoca Aoi.
- Nós não estamos brigando – Começa Ruki irritado – Eu só disse que quero pagar pelo meu ingresso!
- Mas o que tem de ruim eu querer pagar seu ingresso pequeno! – Exclamo Reita impaciente.
- Eu não sou uma garota Reita!
Todos riem com a indignação de Ruki, e Reita se dando por vencido deixa Ruki pagar pela sua entrada e logo em seguida indo comprar a sua também.
- Vocês não vão comprar? – Pergunta Reita enquanto pagava seu ingresso.
- Vamos sim afirma Aoi – E com um aceno de mão, continua – Se quiser podem entrar na nossa frente à gente se vê na saída.
- Ok – concorda Reita, empurrando Ruki de leve a caminho da sala.
- Você se ofende se eu quiser pagar a sua? – Pergunta Aoi num tom debochado.
- Tudo bem, se você quer, mas na próxima eu pago – Responde com um sorriso maroto.
- Oh, então haverá próxima?! - fala o moreno, enquanto pagava pelas entradas.
- B-bem eu...
Aoi não lhe deixa responder, dando uma risada.
- Venha, vamos entrar.
- Certo.
E ambos entram sorridentes para dentro da sala escura do cinema.
Chegando lá dentro a sala estava parcialmente cheia. Aoi escolhe um lugar no meio da sala, para a surpresa de Ruki, que achava que o moreno iria escolher um lugar nos fundos. Assim como Reita fez, observando o loiro de longe acenando para os dois com um Ruki encabulado ao seu lado.
- Quer pipoca? – pergunta Aoi – Eu posso ir lá comprar...
- Ah, não obrigado. Eu não gosto de comer enquanto assisto ao filme – explica o garoto.
- Então somos dois – Sorri Aoi.
Assim que a sala escurece completamente, o moreno trata de levantar o braço da poltrona que os separava e fazer Uruha se aconchegar em seu braço.
- Assim você gosta de assistir? – Pergunta carinhoso Aoi, sussurrando no ouvido de Uruha.
- Gosto – concorda o menor se encostando mais no moreno.
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Nos fundos da sala de cinema:
- Chega mais perto pequeno – Pede Reita afastando também o braço da poltrona, tentando puxar Ruki pelos ombros.
Ruki com um suspiro fingindo impaciência, se aproxima mais de Reita e se deixa circular pelos braços fortes do loiro.
O rapaz mais velho não resistindo mais, lhe rouba um beijo, e leva um susto ao se separar da boca de Ruki, com a cara de quase medo que o pequeno faz.
- O que foi? – Pergunta preocupado Reita.
- E se alguém nos ver?
- Céus, Ruki, estamos nos fundos e no canto da sala... e está escuro, e que se danem os outros – Terminou brincalhão Reita, enquanto apertava mais o abraço em torno de Ruki.
- Você é louco – Constata sorrindo Ruki.
- Você sabe a resposta clichê que eu vou dar né?! – Retruca o rapaz com um meio sorriso.
Ruki se faz de desentendido, na verdade queria ouvir a resposta do rapaz. Reita, então chega mais perto do rapaz menor e sussurra em seu ouvido:
- Sou louco... Louco por você – E terminada a frase lhe dá outro beijo quente.
- Em assim tão pouco tempo?! – Fala numa voz baixa, ofegante com o beijo recebido.
- A gente não escolhe em quanto tempo deve se apaixonar Ruki.
Ruki não sabia descrever o que sentiu ao ouvir aquilo de Reita. Só sabia que era um friozinho na barriga extremamente agradável.
No meio da sala escura, Uruha tentava se concentrar no suspense que passava. Mas era quase impossível, com Aoi lhe dando beijos leves de tempos em tempos e lhe fazendo um carinho gostoso nos ombros. Além disso, o filme, a seu ver, era chato.
- Não ta gostando? – Pergunta Aoi, assustando um pouco Uruha, absorto em pensamentos.
- O quê?! E-eu... – Tenta esboçar uma frase, mas não conseguia. Não queria decepcionar Aoi.
- Não precisar, responder. – começa Aoi dando uma risadinha baixa – Dá pra ver por essa sua carinha de sono que não está gostando muito.
Uruha achou melhor não responder nada, tendo em vista que Aoi não parecia chateado.
- Podemos fazer algo melhor então – Sugere o moreno, puxando Uruha e invadindo a boca do rapaz com sua língua, explorando cada canto. Fazendo Uruha se segurar mais forte em seus ombros se contendo para não gemer.
- Se eu estiver indo rápido demais me fale ok? – Avisou Aoi, acariciando de leve o rosto corado de Uruha.
- Ok.
Tendo a resposta de que precisava o moreno acaricia umas das coxas de Uruha, começando pelo joelho e chegando até a parte interna da coxa do rapaz. Uruha estava em êxtase com tudo aquilo, e só o que sabia fazer, era conter seus suspiros e gemidos, olhando de tempo em tempo para os lados com medo de ser visto.
Sente Aoi lhe morder e lamber de leve seu pescoço, e da um gritinho baixo ao sentir a mão de Aoi acariciar o seu membro já desperto.
Aoi para imediatamente o carinho ao ver várias pessoas tentando descobrir quem era o autor do pequeno grito.
- D-desculpa – Murmura Uruha extremamente envergonhado.
- Eu é que tenho que pedir desculpas meu lindo – E dizendo isso Aoi lhe dá um selinho – Vamos sair daqui, o filme já está quase acabando mesmo, esperamos pelos outros dois lá fora.
-S-sim.
Então os dois se levantam e rapidamente caminham até a saída, evitando olhar para as pessoas que o observavam.
- Ei, onde eles estão indo?! – Pergunta preocupado Ruki, observando os dois amigos saindo.
- Ah, não se preocupe. – acalma Reita – Vai ver o Uruha ou o Aoi não estavam gostando do filme e saíram.
- È, você deve ter razão, porque tô odiando esse filme – fala sem cerimônias Ruki
Reita sorri com a observação do pequeno e lhe beija.
- Quer sair também? – Pergunta o loiro, enquanto acaricia o peito de Ruki por baixo da camiseta deste, fazendo o garoto ronronar e esconder o rosto na curva d pescoço do mais velho.
- Não, o filme já ta acabando – Ruki dá um beijo molhado em Reita – E quem disse que tô prestando atenção nele – Fala se sentindo atrevido, dando uma piscadela para Reita.
- Meu pequeno é safadinho quando quer. – Diz o mais velho beijando a ponta do nariz de Ruki.
Aoi e Uruha estavam sentados em um dos vários bancos em frente ao cinema à espera de seus outros dois amigos.
O garoto mais novo estava ainda um pouco encabulado pelo ocorrido na sala, mas Aoi tratou de dizer que estava tudo bem e que foi até mesmo engraçado.
- E além do mais, eu fui um tanto afobado não? – Pergunta o moreno olhando nos olhos de Uruha.
- È que ninguém nunca... Eu nunca.. E-eu.
Aoi sorriu internamente com a tentativa de resposta de Uruha, mas dava pra perceber que assustou um pouco o garoto, que tinha certeza que era virgem.
- Ei, ta tudo bem, meu lindo – Fala baixinho Aoi em seu ouvido, fazendo Uruha corar com o apelido que foi chamado.
Um amontoado de pessoas começa a sair da sala em que até pouco tempo também estavam.
E viram com um sorriso Reita e Ruki saírem juntos da sala, com as mãos quase dadas, andando juntos demais e "apaixonados demais" pensava feliz Uruha.
- Por que vocês saíram? – Pergunta intrigado Ruki, com Reita atrás de si.
- Ah, o filme tava chato – Reponde Aoi, não deixando Uruha responder.
- Tô morto de fome – fala Reita – Vamos fazer um lanche?
Todos concordam com Reita e vão em direção a praça de alimentação.
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Logo após lancharem e jogarem conversa fora. Os agora casais se despediram, indo cada um para seu respectivo veículo.
Aoi e Uruha estavam num clima extremamente leve e romântico.
Enquanto dirigia, o moreno com a mão livre, entrelaçava seus dedos nos de Uruha, separando apenas para passar a marcha e ao chegarem em frente à casa do mais novo.
- Adorei o cinema – Fala Aoi, enquanto acariciava o rosto de Uruha.
- Gostou com mico e tudo? – Pergunta brincalhão o garoto.
- Mas foi um mico muito gostoso de pagar...
Aoi então lhe beija, passando as mãos em volta de sua cintura a acariciando de leve. Uruha enquanto corresponde o beijo com paixão, faz uma massagem gostosa na nuca de Aoi, sentindo o moreno suspirar no beijo ao sentir o carinho.
- Você tem que entrar mesmo?
- Tenho – Responde rindo Uruha, gostando das mãos de Aoi lhe acariciando.
- Amanhã dou um jeito de te ver – Diz o moreno enquanto lhe enchia de selinhos.
- Tá bom, tchau!
E com um último beijo, Uruha sai de dentro do veículo, vendo logo em seguida Aoi ir embora.
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- Te vejo amanhã? – Pergunta Reita pegando o capacete da mão de Ruki, e o apoiando no banco da moto.
- Uhum – concorda Ruki, olhando para o chão.
- Eu posso te dar um beijo de boa noite? –Reita pergunta isso olhando para os lados, enquanto discretamente tentava segurar na mão de Ruki.
O pequeno olha para os lados também, o que mais queria era mais um beijo de Reita, mas tinha medo de serem pegos. Afinal, estavam em frente à sua casa e apesar de ser quase meia-noite, nunca se sabe quando pode aparecer alguém.
- Eu acho melhor não Reita... – Fala o garoto com um sorriso triste.
Reita suspira, e apenas dá um aperto de mão em Ruki.
- Tudo bem pequeno – diz enquanto prendia o capacete do carona na garupa e coloca o seu – Amanhã, eu cobro esse beijo. – termina com um sorriso safado, dando partida na motocicleta e indo embora.
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Na manhã seguinte Uruha acorda extremamente feliz, toma seu banho e desce em direção à cozinha para tomar seu café, antes de ir para o colégio.
- Bom dia mãe! – cumprimenta o garoto, enquanto se senta à mesa.
- Bom dia filho, pelo visto o seu passeio ontem foi bom...
- Ah, sim muito bom! – Concorda o garoto corando ao se lembrar da noite passada.
Nisso chega o pai de Uruha, cumprimentando à todos e sentado-se à mesa se servindo de café.
- Uruha, quero que você venha direto para casa quando sair do colégio – Pede o pai do garoto – Tenho que sair pela tarde e não quero deixar a mercearia sozinha.
- Certo Pai. – Concorda Uruha, enquanto comia uma torrada.
- Não vi você chegando ontem à noite – Pergunta o Sr. Takashima - Você voltou com aquele rapaz?
- V-voltei pai.
- Aquele rapaz – E nisso ele faz uma careta – Não gosto muito dele.
- Mas por quê? – Pergunta incrédulo o garoto.
Quando o pai de Uruha ia responder, a mãe do garoto intervém:
- È cisma do seu pai filho, não vale a pena ficar ouvindo.
Uruha olha para os dois e nota um clima chato se formando.
- Eu vou para o colégio então...
Se despedindo dos pais Uruha vai intrigado para o colégio.
Ao sair para a rua, vê Ruki já o esperando para irem juntos para o colégio.
- Que cara é essa? – Pergunta Ruki, notando o semblante preocupado de Uruha.
Uruha então, explica toda a situação passada no café da manhã com seus pais.
- Ah, vai ver é o que sua mãe disse mesmo, só cisma – responde Ruki dando de ombros.
- Ta, mas e se não for?! - Fala preocupado o garoto.
- È melhor não ficar pensando nisso, e além do mais, você não deu motivos pro seu pai desconfiar...
- Não sei Ruki... – Fala Uruha num tom ansioso.
- Ta, mudando de assunto, me fala por que realmente você saiu do cinema ontem com o Aoi?
E Uruha um tanto envergonhado, conta tudo o que passou com Aoi no cinema. Arrancado risadas de Ruki, o fazendo esquecer completamente a preocupação logo no começo de seu dia.
Continua...
