AKAIRO NO NENSHO

AUTOR: Konohana

CASAL: Sebastian e Ciel

GÊNERO: Ação, Comédia, Lemon, Mistério, Romance, Suspense, Yaoi

AVISOS: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Shotacon/Lolicon, Violência

SINOPSE: Quando novas mortes misteriosas acontecem em Londres, Ciel é solicitado a fazer seu trabalho e limpar a sujeira. Mas muitas coisas podem acontecer, que mudaram completamente o destino do conde e segredos sobre Sebastian iram se revelar.

N/T: Kuroshitsuji não me pertence ç.ç


CAPITULO 06

Ciel acordou lentamente, sentindo seu corpo entorpecido. Precisou de vários segundos para conseguir raciocinar onde estava e o que estava fazendo antes de adormir. Quando as lembranças vivas e quentes do momento em que esteve com Sebastian surgiram em sua mente, sentiu uma vergonha que nunca havia sentido antes. Uma vergonha estranha, misturada com algum tipo de felicidade, mas também com incerteza e medo. Era algo estranho, que ele não conseguia encontrar um nome certo para definir.

Foi tirado de seus pensamentos, quando escutou a porta se abrir, permitindo que Sebastian entrasse junto com uma bandeja com um pedaço realmente generoso de bolo floresta negra, junto com uma jarra de cristal, que estava cheia de leite.

Só ao ver aquilo, que Ciel percebeu que estava realmente faminto. Sebastian pareceu ler seus pensamentos, quando se aproximou com a bandeja.

- Que bom que acordou bocchan. Preparei um bolo Floresta Negra e um pouco de leite com mel – disse, enquanto ajudava Ciel a se sentar e colocando a bandeja sobre a cama. – Você precisa ingerir coisas doces por agora, para se recuperar.

Ciel se amaldiçoou por corar naquele momento. Não conseguia evitar, sendo que as lembranças do que Sebastian havia feito em seu corpo ainda lhe queimavam a pele.

- Por quanto tempo dormi? – indagou Ciel, tentando mudar o rumo da conversa o máximo que lhe fosse possível, enquanto abocanhava o primeiro pedaço de bolo.

- Cerca de sete horas – respondeu, dando um sorriso maldoso ao ver as bochechas coradas do jovem conde.

- Entendo… como está a situação no navio? – indagou, olhando de canto para o mordomo, para voltar seu olhar para a bandeja.

- Um caos. Humanos se assustam com muita facilidade, e dois assassinatos consecutivos foram o bastante para deixar todos desesperados – respondeu, com um sorriso de sarcasmo nos lábios. Sebastian adorava ressaltar os quão fracos e repulsivos eram a maioria dos humanos. Afinal, poucos tinham uma alma como a do seu bocchan, uma alma forte o bastante para atrair um demônio como ele.

- Sebastian... O que é que estávamos enfrentando? – indagou Ciel, finalmente se virando para encarar o mordomo, tentando empurrar para o mais longe possível as memorias embaraçosas que lhe assombravam, se concentrando no seu dever como cão-de-guarda da rainha.

- O que enfrentamos, bocchan, no conceito dos demônios é um pecado – esclareceu, pouco conseguindo conter a repulsa em sua voz, enquanto seus olhos adquiriam o tom vermelho demoníaco.

- Hunf... E demônios sabem o que é isso? – indagou Ciel, deixando o tom sarcástico claro em sua voz.

- Mesmo que não acredite bocchan, até nós temos leis e o que enfrentamos é o resultado de uma violação de uma das nossas leis. A violação de nossa maior lei, para ser mais claro – afirmou Sebastian, que tinha um pouco de dificuldade de conter a própria indignação. Em todos seus séculos de vida, nunca imaginou encontrar tão repulsivo ser. – A criatura é uma espécie de demônio conhecida como mancubus.

Ciel arquejou uma sobrancelha ao escutar aquilo. Não imaginava que havia espécies diferentes de demônios. Sebastian pareceu entender o que o menor pensava, por isso continuou.

- Existem muitas espécies diferentes de demônios bocchan, mancubus é uma delas – explicou tentando acalmar seus próprios nervos. Aquele, definitivamente, era um assunto muito delicado em seu mundo. – Ele resulta a união imoral e ilícita entre os dois demônios sexuais conhecidos como sucubus e incubus. Sucubus é o demônio feminino, ele se alimenta da energia sexual que apenas o corpo das mulheres pode oferecer. Incubus é o demônio masculino, seu alimento provém da energia sexual masculina. São lados opostos de uma mesma moeda, mas que jamais devem se unir, pois da união deles nasce o mancubus.

- Por que esse mancubus não pode existir? Demônios são todos iguais no final, não é mesmo? – indagou Ciel, dando de ombros sem entender o motivo da gravidade que era a existência de um mancubus.

Mas o dizer aquilo, Ciel não percebeu que havia tocado em um ponto realmente delicado. Sebastian estreitou os olhos e então sorriu maldosamente. Ele ensinaria ao seu bocchan, de um jeito realmente interessante, o porque de um mancubus não poder existir.

- Porque, bocchan, a principal lei de um demônio é que sua comida deve ser viva e quente – declarou Sebastian, trocando sua voz fria por uma mais sedutora, enquanto retirava a bandeja do colo de Ciel, se colocando acima do corpo menor, fazendo-o ofegar por um segundo. – O sangue que bebemos deve ser pulsante. A alma que comemos deve ser fresca. As energias que absorvemos devem ser exuberantes. Tudo o que um demônio come deve ser vivo e um mancubus não se alimenta de nada que esteja vivo.

Ciel pouco estava escutando, enquanto a voz roca e luxuriosa falava contra seu ouvido e os dedos longos encobertos pelas luvas tocavam sua pele. Sebastian sorriu com aquilo, escorrendo a língua pela pele macia do pescoço.

- Um mancubus nasce como um ser assexuado para os vivos, bocchan – continuou a sussurrar, enquanto suas mãos desciam pela cintura indo até as coxas delicadas. – Mas eles também precisam de energia sexual para viver, mas não conseguem tê-la dos vivos. A única forma de consegui-la, é se matarem a vítima e assim saborear uma refeição sem vida. Por isso eles são um pecado bocchan, porque eles se alimentam do que já está morto... Daquilo que não tem mais vida.

Ciel não estava mais escutando o que o demônio falava, ele tentava conter os gemidos que seu corpo queria liberar, enquanto sentia as mãos grandes e astutas percorrendo o interior de suas coxas, propositalmente não o tocando de forma mais íntima.

- Consegue entender agora, bocchan? – indagou, sua voz fazendo a promessa de que a resposta do menor renderia algo muito mais interessante, do que uma aula de leis do inferno. – Se não conseguir entender… talvez eu deva lhe explicar mais… detalhadamente, como deve ser um alimento de um demônio.

Ciel fechou os olhos, sentindo todo o seu corpo tremer. Já estava entregue aos toques de Sebastian, mas sabia que o mordomo nada faria, a menos que falasse algo. Mas para lhe dizer qualquer coisa, teria de jogar fora seu orgulho. Mordeu o lábio um tanto relutante, abrindo os olhos e fitando as ires vermelhas demoníacas, sentindo todo seu corpo tremer e reagir ao ver aquele olhar.

- Me explique melhor… Sebastian… - respondeu com a voz roca e fraca, jogando seu orgulho em algum lugar que ele não sabia onde era, mas tinha certeza de que era realmente longe para se permitir dar aquela resposta.

Sebastian sorriu com a resposta. Sempre soube que o prazer seria o ponto fraco de seu mestre, quando seu pequeno corpo o descobrisse. E o prazer que ele, um demônio de alto nível era capaz de oferecer, era algo que nenhum orgulho no mundo seria capaz de suportar.

Ergue a mão esquerda, mordendo a ponta da luva e tirando-a com a boca lentamente, revelando a marca do contrato que carregava. Voltou a descer a mão desnuda, começando a tocar despudoramente o falo de seu mestre, fazendo com que ele gemesse e se contorcesse sob seu corpo. Inclinou-se mais sobre o corpo menor, beijando e lambendo a pele dos ombros de Ciel, saboreando com lentidão a energia que aquele corpo desprendia quando excitado.

Ciel estava completamente perdido em meio às sensações. Não se importava com nada, só desejava que aquele toque tão íntimo nunca terminasse. Gemeu mais alto, quando sentiu três dedos entrarem em seu corpo de forma um pouco brusca, mas que pouco lhe doeu. Era prazeroso demais. Gritou quando sentiu um ponto dentro de seu corpo ser tocado, e aquilo pareceu ser um aviso para o demônio que lhe molestava.

Sebastian começou a tocar aquele mesmo ponto vezes continuas, sentindo que em pouco tempo teria o que desejava. E foi exatamente isso que aconteceu. Ciel não estava acostumado aos prazeres que seu corpo poderia lhe proporcionar, sucumbindo completamente quando sentiu a outra mão de Sebastian acariciar seu falo, derramando-se em gozo nas mãos do mordomo demônio.

No momento em que o menor chegou ao ápice, Sebastian não fez qualquer cerimonia, mordendo com força o ombro delicado, deixando que suas presas voltassem a furar a carne jovem, provando daquele sangue pulsante e quente. Ciel gritou, se agarrando com força ao corpo do maior, sentindo todo o seu corpo gritar, mas ao mesmo tempo, sentindo um prazer que diferente ao ter seu sangue sugado. Um prazer tão atordoante quando o que estava usufruindo anteriormente. Um prazer forte o bastante para fazer com que seu corpo atingisse o gozo mais uma vez.

Sebastian precisou de muito autocontrole para se afastar e parar de beber o sangue de Ciel. Já havia provado o sangue de outros humanos e até mesmo o sangue de demônios, mas nenhum chegava perto do sabor do que o sague do pequeno conde tinha. Era doce, picante… um sabor agridoce que não poderia haver igual.

Passou a língua sobre o ferimento, deixando que ele cicatrizasse imediatamente, para então se erguer e vislumbrar o corpo sem forças de seu pequeno mestre. A face totalmente corada e o peito delicado e infantil subindo e descendo, enquanto tentava reaver um pouco de ar. O olhar estava um pouco desfocado, nublado de um prazer e uma luxuria que ninguém imaginava uma criança ter.

Com um sorriso diabólico, Sebastian voltou a se inclinar sobre o corpo pequeno, tomando os lábios de Ciel em um beijo repleto de luxuria e prazer, fazendo com que o pequeno gemesse sem forças.

- Você compreendeu agora, bocchan? – indagou Sebastian, em um tom cheio de maldade, enquanto erguia a mão suja de gozo, lambendo-a com prazer. – Caso não tenha entendido, terei o prazer de lhe explicar novamente. Cada detalhe.

Ciel tremeu com aquilo. Seu corpo já não tinha mais forças, tinha a certeza de que, na melhor das hipóteses, desmaiaria caso Sebastian fizesse mais alguma coisa consigo. Fechou os olhos e virou o rosto para o lado.

- Eu… entendi… - murmurou, envergonhado e cansado. Aquele mordomo era realmente um demônio.

Sebastian precisou conter a risada ao ver a expressão extremamente fofa de seu mestre. Sabia que estava pegando um pouco pesado com ele, mas não resistia. Não quando podia ver aquele tipo de expressão. Inclinou-se e depositou um beijo suave e, até mesmo, gentil sobre a testa do menor, se erguendo e voltando a cobrir o corpo com o cobertor.

- Descanse mais um pouco bocchan, o acordarei quando a hora do jantar chegar – avisou, deleitando-se com a visão do menor se entregando ao sono.

Quando Ciel se entregou totalmente ao sono, Sebastian permitiu que toda a sua raiva e frustração transparecesse em sua expressão. Estava irado com aquilo. Como? Como por todos os demônios do inferno, podia ter deixado um mancubus livre? Tinha certeza de que havia eliminado todos há 900 anos, quando havia liderado o massacre aquela espécie repugnante. Olhou para seu pequeno mestre, que a muito já havia se tornado algo mais do que apenas uma refeição que estava preparando com cuidado e maestria. Sabia muito bem o que um mancubus era capaz de fazer com um humano tão delicioso quando Ciel. Provavelmente, agora que seu mestre estava liberando sua energia sexual, aquele ser repugnante apareceria e tentaria algo contra ele. Mas Sebastian estava preparado. Iria fazer com que aquele demônio desprezível se arrependesse de ter cruzado o seu caminho. Se arrependesse igual a tantos outros tolos que tentaram subjugar sua força e seus status.