(Aviso do ministério público: esse capítulo contem cenas mais pesadas, romance apimentado, leve sexo selvagem e coisas do tipo. Quem não quiser ler, por favor pule essa parte. Desculpe qualquer transtorno.)

Capítulo 6: A chave perdida

A volta para casa estava mesmo muito silenciosa. Dessa vez nem a Haruno tinha assunto vindo do nada pra quebrar aquele barulho das rodas rolando no asfalto.

"Onde eu tava com a cabeça..." Pensava o Uchiha levemente distraído.

Chegaram depois de um longo silêncio. Sasuke saiu do carro, colocou a mão no bolso pra pegar a chave do apartamento, e...

- PUTA MERDA! – exclamou.

- O que foi? – perguntou Sakura espantada, achou que ele não ia falar com ela por um bom tempo.

- Minha chave... – fez cara de sério, não queria acreditar.

- O que tem ela? – ela não estava raciocinando direito, tudo que lembrava é de Sasuke indo em sua direção para lhe roubar aquele "beijo".

- Acho que perdi ela... – "de novo" pensou.

Afinal, era muito comum ele perder as chaves. Era super organizado, mas quando o assunto era chaves... Pra ele, chaves eram um tabu. Como isso sempre acontecia, sempre deixava várias com o porteiro. Mas será que ele ainda tinha alguma cópia?

- Sasuke, desculpa interromper usa cara de "hum onde será que perdi a chave", o porteiro deve ter uma cópia... É só ir lá ver. – Disse ela não tendo coragem de encará-lo diretamente olho a olho.

Ele percebeu essa hesitação. "Mas que droga" pensou.

- Devo ter perdido a chave no futebol de sabão – ele literalmente a cortou e foi até o porteiro de seu apartamento pegar uma das mil chaves reservas.

Sakura foi caminhando pra casa, mas, estava encucada, preocupada, com um mau pressentimento. Resolveu esperar ele entrar para ir até seu apartamento. Não que sasuke não tenha percebido que ela ficou lá o espiando, afinal, ela não estava sendo discreta, mas sentiu um foguinho dentro de si.

- Ei velho Kakashi perdi minhas chaves... – disse ele com a mesma cara de cu que fazia nessa ocasião.

- Ooowpa... Eu acho que não tenho mais cópias aqui... – disse o homem grisalho não tirando os olhos de uma "revistinha".

- Será que dá pra parar de ficar olhando pra essa merda e ligar pro chaveiro?

- Eu posso até ligar agora, mas você sabe que ele vai levar pelo menos até amanhã meio dia pra deixar isso pronto... – disse o velho sem parar de olhar para o "livrinho".

- MAS QUE MERDA! – saiu bufando do hall e ficou plantado no lado de fora.

Pegou seu celular e resolveu ligar para Neji. E Sakura olhando pelo olho mágico da porta do hal de entrada do seu prédio.

Priiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinn... Priiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiin...

- Puta que caraleo quem é me ligando numa hora dessas? – resmungou o Hyuuga afastando Tenten de cima dele e pegando o telefone celular.

- O que que tu quer numa hora dessas? – indagou Neji ao atender o telefone.

- Hora dessas? São seis da tarde seu filho da puta! – respondeu o amigo irratado.

- Que seja! O que tu quer?
- Perdi a chave posso dormir ai?

- Dormir aqui? Sabe onde eu to? To no MEU carro. A Hinata acha que eu to na casa do Shikamaru bebendo com você...

- Sabe do Naruto?

- Não me lembra... Ta lá em casa fazendo trabalho da faculdade com a Hinata.

- Achei que a faculdade tava em greve...

- A deles não ta... Loirinho filho da puta...

Nesse momento neji levou um tapa de Tenten.

- O que foi isso Neji? – pergunto o Uchiha ouvindo o estralo.

- Nada! Agora se me der licença, eu to resolvendo uns assuntos aqui.

- Sei bem que tipo de assunto... – Sasuke desligou o telefone na cara de Neji.

Tentou ligar para Shikamaru, mas ele não atendia o celular. "Novidade" pensou irritado indo em direção ao carro, vendo nesse momento que Sakura o observava escondida.

Panorama: Lá estava a cena. Sasuke com apenas uma camisa, um calção, um outro calção molhado em uma sacola com uma toalha, encostado agora em seu carro parado na frente de seu prédio. Enquanto Sakura estava apenas com a cara para fora da porta do hall do seu apartamento olhando diretamente para o vizinho, com o cabelo ainda molhado, a roupa, como o mesmo disse: "provocante". Teve aquele ventinho tradicional, até que alguém pudesse se pronunciar. Como de costume, foi ela quem fez as honras:

- O que houve...? – corou.

- Ele não tem nenhuma cópia, eu já perdi todas... – disse ele sério para não parecer tão idiota.

- E o que você vai fazer...? – corou mais e desviou o olhar.

- Dormir no carro. – resposta rápida.

- Mas é desconfortável. – rebatida rápida.

- Não vou pagar uma pousada. – rebatida mais rápida ainda.

- Não precisa! – ou re-re-rebatida mais rápida ainda, conseguiu até encará-lo dessa vez.

- O que? – Não perdeu o ritmo; pergunta rápida.

- Pode passar a noite na minha casa... – ela respondeu rápido, mas com um tanto de hesitação.

- Só pode estar brincando!

É... Sasuke ainda estava brincando de responder as coisas rápidas.

- Não mesmo! – e o jogo continua.

- Não vou dormir na sua casa.

- Vai ficar na rua?

- Melhor a rua do que a sua casa.

- Seu grosso! – disse ela deixando as lágrimas aparecerem.

- Mas que droga você! – gritou ele indo até ela "Mas que droga você Sakura! Quantas vezes eu vou precisar mandar você a merda hoje?" – Só porque eu estou com sono e já vou dormir... – completou ele não gritando, sussurrando em seu ouvido e indo na frente.

Ah sim, aquilo foi o jeito dele mandá-la a merda. Sabia que isso a deixava totalmente maluca. Era o troco por ter feito ele perder o controle mais de 5 vezes no mesmo dia. Parecia um jogo pra ele, ver quem deixava o outro mais maluco. Mas ele sabia que ela estava jogando as cegas, e de certa forma, isso é que tornava o jogo divertido. "Posso tirar vantagem disso..." Pensou primeiramente. "O que eu to pensando? É melhor eu dormir..." terminou sacudindo a cabeça.

Chegaram até o apartamento, ela abriu porta. Para ele parecia tudo normal, até que, viu um urso rosa E-NOR-ME no canto da sala (quem me conhece sabe de que bixo eu to falando... cara esse bixo não morre... ele é... eterno k3)

- Mas que merda é essa? – perguntou o Uchiha apontando para a COISA rosa.

- É meu bichinho de pelúcia . - ela fez cara de manha.

- O que as garotas vêem de graça em coisas como essas?

- Sei lá! Eu ganhei ele de presente...

- Presente de quem? – perguntou ao acaso.

- Pra que quer saber? – disse ela fazendo um olhar malicioso – Não foi de um namorado não ta? ela fez isso para provocá-lo.

- Foi de um cliente hein? – ele ficou meio corado, e pra não sair por baixo acabou dando uma alfinetada nela.

- Pensei que já tinha se convencido disso... – ela ficou realmente zangada e foi caminhando para o seu quarto.

Mas ele segurou em seu braço:

- Você quem começou – disse ele não resistindo e soltando aquele sorriso malicioso.

- Ta achando que isso aqui é um jogo? – Ela tomou coragem pra dizer isso.

- Hum... Talvez... – ele soltou o braço dela e deixou que sua cara de sério tomasse conta das feições de seu rosto.

- Será que dá pra parar de me humilhar? – ela começou a chorar de novo – O que você quer de mim? Será que não percebeu ainda?

"Perceber o que?" Ele se perguntou naquele momento.

Ela esperou uma resposta, mas ele apenas deitou-se no sofá. Ela respirou fundo, e foi até o quarto pegar suas coisas para tomar um banho.

No lugar deles muitos casais esqueceriam essa briga idiota, deixariam se levar pela vontade e o tesão de uma noite maluca no meio de tapas e beijos e, como diria na música "Pokemon" da Thate Quebra Barraco, "tira bota, bota tira, entra sai e vai e vem", ocasionada por uma inicial catástrofe inesperada e que sempre deixa os dois mocinhos sozinhos.

Mas nosso casal é formado por um completo idiota broxa e uma chorona molenga. Enquanto ele alimentava seu ego com uma falsa sensação de vitória, ela enxugava as lágrimas na toalha rosa com pétalas de Sakura bordadas.

A noite passou. Sasuke voltou para casa. E Logo, chegou segunda feira. Sakura até tinha acordado mais cedo pra não precisar encontrar Sasuke lá, mas não teve jeito, parece que o desgraçado teve a mesma idéia. Ele não teve cara de não chamá-la pra entrar no carro, e ela, não via cara de como recusar, apesar da vontade contrariada de ambos para que essa situação se executasse.

Mal chegaram no escritório e o chefe perfeito já mostrou as caras:

- Sasuke, eu quero que faça um favor pra mim... É pra ajudar o pessoal a arrumar as salas lá de baixo... Parece que entraram na empresa esse final de semana pra hakear nossos sistemas...

Pra ele estava loco de bom, podia passar o dia sem olhar pra cara da Sakura, sem olhar pra cara de corno de chifre quebrado do Sai.

- E quanto a mim senhor? – perguntou Sakura.

- Você me ajuda aqui... – terminou com o tradicional sorriso de samambaia albina.

Sasuke sentiu que aquela ajuda ia ser contra a vontade dela, mas não podia fazer nada, e também, achou que não ia dar em nada... "O celular sem crédito, digo, o Sai, não teria coragem". E foi com esse pensamento que saiu e foi fazer o que lhe foi pedido.

Quando o elevador se fechou levando seu "guarda costas" Sakura sentiu um frio na barriga.

- Sabe Sakura querida... – disse o chefe – não creio que você não tenha percebido ainda... Mas sabe... – ele a pegou pela cintura – temos uns assuntos pendentes...

- Do que o senhor...

Antes que ela fizesse qualquer coisa ou terminasse a sua frase, ela já estava a pegando a força, levantando sua blusa. Passando a mão nela. Até que Sakura conseguiu achar uma brecha para dar um tapa bem dado na cara do seu chefe.

Aqueles segundos de choque.

- Vou ser bem claro. Ou você aceita a sua condição de empregada, e faz o que eu mando, ou eu te coloco na rua... – disse ele com aquele sorriso de... Sorriso de... Vaca sem teta vai – tem muita vagabunda dando o rabo pelo seu cargo aqui na empresa... – Ele falava com o maior triunfo, o que dava nojo na Haruno - A não ser que você queria trabalhar dois períodos e receber apenas por um... Ah! Pode começar fazer hora extra hoje... – ele foi embora assim mesmo, deixando ela chorando na sala.

Quando Sasuke viu que Sai tinha saído do escritório já ficou desconfiado. Achava que o desgraçado ia embora mais cedo, mas ele não ia. Até que ouviu ele avisando a portaria que teria uma funcionária que ia fazer hora extra naquele dia.

Sasuke logo imaginou que fosse Sakura. "Legal, é eu sair por um segundo que esse bastardo aleijado se aproveita" pensou. Esperou Sai sair pra se esconder até que todos saíssem. Foi até a sala e encontrou Sakura com vestígio de lágrimas no rosto em meio de várias tarefas.

- Você é maluca? – ele perguntou não obtendo resposta – Eu perguntei: Você–é–maluca!?

Ele viu que ela começou a chorar. Caminhou em direção dela:

- O exatamente ele fez com você? – esperou a resposta, mas ela só conseguiu abraçá-lo e soltar grito de choro.

É, se tudo que ele ouviu sobre ela ser ou não prostituta teria deixado alguma dúvida, ela se quebrou com aquele momento, ninguém que vendia seu corpo ficaria tão abalada com um assédio sexual... Isso se foi só assédio. Aquilo lhe subiu a cabeça.

- PÁRA DE CHORAR! – ele disse com um olhar ameaçador – Diz o que aquele desgraçado fez com você!

- ELE TENTOU ME PEGAR A FORÇA! TÁ FELIZ!? VOCÊ NEM SE IMPORTA COMIGO! QUAL O PROBLEMA DE UM CARA PEGAR UMA VADIA! UMA PROSTITUTA! A FORÇA!? PORQUE ESTÁ AQUI!? ME DEIXE SOZINHA! – Ela saiu correndo para a sala de Sai.

- MALUCA! PÁRA DE FAZER ESCÂNDALO! – ele foi até ela e a pegou pelo braço.

- ME LARGA! EU NÃO VOU PARAR!

- ME ESCUTA SAKURA!

- NÃO! NÃO! EU NÃO QUERO! – ela tentava se soltar, conseguiu por um momento, mas logo Sasuke a jogou no chão e subiu em cima dela, a imobilizou – PORQUEEE!?!? Porquee!? Porque...?

- Se acalmou? – ele novamente esperou resposta, tudo que recebeu foi uma tentativa frustrada de Sakura para se soltar – Eu acredito em você...

- O que? – ela começou a chorar novamente – AGORA VOCÊ ACREDITA!? ÓTIMO! O QUE VAI FAZER AGORA HEIN?! – ela chorava e gritava enquanto tentava se soltar.

- O que eu vou fazer? Vou mandar você a merda. – e dizendo isso a pegou com desejo e a beijou. Beijou com toda a vontade sucumbida e acumulada desde a primeira vez que a viu.

Ela ainda tentava virar a cabeça, morde-lhe a língua, mas nem isso fez ele parar. Ele segurou os dois braços dela com uma das mãos e a outra ele foi mexendo no rosto dela, foi descendo fazendo carícias e enlouquecendo Sakura até chegar no seu casaco com botões. Abriu o primeiro, ainda com a língua presa em meio dos dentes de Sakura. Agora ela conseguiu se soltar e tentar se mover.

- Você é muito irritante sabia? – disse ele se levantando e limpando um filete de sangue que se formou do lado de sua boca, sangue da sua língua, totalmente sério.

Sakura correu para um dos cantos da sala ofegante. Ele se afastou um pouco, estava sério, não parecia estar de brincadeira, estava chegando a assustá-la. Ele então pulou por cima da mesa de Sai, que era a única coisa que lhe impedia de chegar até ela e foi direto prensando a na parede. Uma das suas mãos segurava o ombro dela, pra que ela não saísse, e a outra ia abrindo os botões remanescentes do casaco. Sakura tentava afastá-lo, mas ficava muito difícil fazer isso já que ao mesmo tempo que ele a machucava prensando contra a parede e abria o seu casaco, ele beijava, lambia e chupava seu pescoço.

Numa tentativa de afastá-lo, Sakura puxou os braços dele com força que chegou a arranhar por completo os braços definidos do Uchiha. Foi quando viu o que tinha feito a ele que percebeu que ele recuou um pouco. "Finalmente" pensou ela um tanto desapontada consigo mesma. Até que sentiu um frio diferente. Ai que se deu conta: ele já havia tirado o seu casaco, estava ela agora apenas com sua calça e sutiã. A Haruno tentou se proteger, mas era inútil, e em meio desse conflito ouviu um barulho de porta fechando, trancando, e de chave girando.

- O que você fez!? – perguntou ela ofegante. – Trancou a porta!? Cadê a chave!? – ela correu até ele.

Sasuke simplesmente levantou o braço com a chave na mão jogando a para cima do lustre que tinha na sala, um lugar que nem ele, muito menos ela, alcançaria sem auxílio de uma cadeira.

- É uma pena eu sempre perder as chaves... – disse ele em resposta a pergunta dela não perdendo por um segundo seu olhar amedrontador e sério.

Sakura não sabia o que fazer. Foi caminhando para trás, e nisso Sasuke ia ao mesmo ritmo tirando a camisa. Até que a mesa de Sai a parou. Ela ficou para esperando ele vim. Sasuke deixou que seu sorriso malicioso tomasse conta de suas feições. Ela desmontou quando ele ficou cara a cara com ela, a pegou pela coxa colocando-a sentada na mesa. Ela tirou o sutiã e o puxou para um beijo ardente.

Sentia o sangue de Sasuke em sua língua, sentia a mão dele em seus cabelos, sentia a mão dele em sua cintura. Ele puxava a cabeça dela e a guiava puxando seu cabelo, enquanto a outra mão ia passeando pelos seus seios.

O Uchiha se perdia com a delicadeza dos cabelos dela, com as curvas dela. Com as carícias que as mãos dela faziam em seu cabelo, depois as unhas encravadas em seu peito até que pararam em sua calça. Sentiu mais uma mordida, dessa vez em seus lábios, e ela foi mordendo, mordendo sua bochecha, seu pescoço. Até que ele jogou tudo que tinha na mesa a baixo e a deitou na mesa. E a beijou, durante um bom tempo sentindo que estava com o zíper da calça já aberto, e foi beijando ela, no pescoço e foi descendo... Descendo...

Eram três da manhã, a lareira da sala estava ligada, as janelas e cortinas fechadas. Papéis pelo chão... Sakura estava cochilando apoiada em Sasuke deitados sobre o tapete de pele do chão da sala de Sai.

- Ei... – disse ele sério a ela.

- Humm... – resmungou ela ainda de olhos fechados.

- Acho que mais alguém mais gostou dessa noite... – disse ele sério sem se mover ainda deitado em frente a laleira.

- Que? – perguntou ela não querendo abrir os olhos.

- As câmeras da sala.

- Sim o que tem elas? – ela ainda não tinha abrido os olhos e nem se dado conta do que estava acontecendo.

- Elas ficaram ligadas.