Título: Mr. Potter & Mr. Malfoy.

Autora: Kuroyama Izumi.

Beta: Hokuto Yuuri (nunca muda, não? NÃO XD).

Classificação: M

Resumo: Um misterioso aluno surge em Hogwarts e parece estar muito interessado em Harry. O que Draco fará?

Disclaimer: Se Harry Potter me pertencesse, ele seria gay e a Ginny seria a primeira a dar adeus a vida.

Alerta: Slash HPDM e citações indiretas (ou não) de M-preg. Não me responsabilizo por danos causados a inocência de ninguém.

Nota: Desconsidera Half Blood Prince e Deadly Hallows.

Talvez essa seja a melhor hora

- Me expliquem isso, agora! – Ordenou Draco autoritariamente

Ron e Hermione deram um passo para trás, uniformemente.

– O que você quer dizer como 'filho daqueles dois?' – Perguntou Draco, ainda com as mãos no pescoço do garoto.

- Malfoy, larga ele por favor! – Pediu Hermione, desesperada ao ver James empalidecer rapidamente. Com aquela situação, o assunto passado, a respeito de como seria a imagem de Draco grávido, fora posto de lado – Malfoy! – Insistiu.

Draco encarou Hermione por um tempo e largou o pescoço do moreno abaixo de si, levantando-se, mas não saindo de perto dele. James tossia, por conta do pequeno tempo em que não pôde respirar e condenou-se por ser tão irresponsável a ponto de falar inconseqüentemente sobre os pais em um local tão exposto. Agora, era muito provável que eles tivessem ouvido tudo.

Ron olhou para Harry, suplicante e Hermione adiantou-se e perguntou para o garoto parecendo muito preocupada:

- O que vocês ouviram?

- Nós...Chegamos aqui quando ainda falavam de quadribol. Havíamos vindo procurar vocês para avisar que precisaríamos de uns pergaminhos de Poções, mas... – Disse Harry, procurando se manter calmo – Então, escutamos vocês conversando e...

Hermione mordeu os lábios. Pensava que os vastos e desertos jardins do castelo fossem seguros o suficiente para conversar com James, mas se enganou.

- Exijo saber o que essa historia toda significa! –exigiu Draco, histérico.

- Acalme-se, Malfoy! – Respondeu Hermione, perdendo a paciência com o loiro – Já que não temos escolha, contaremos tudo para vocês, mas primeiro precisamos avisar ao diretor que vocês descobriram.

- Por que isso?

- Porque nem você, Harry, nem Malfoy deveriam saber.

Harry deixou escapar um som indignado, mas foi logo censurado pelo olhar de Hermione.

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- Sentem-se – Disse Dumbledore, ao ver o grupo entrar na sala.

Todos pareciam extremamente desconfortáveis. James massageava a própria garganta, Harry parecia um pouco distante da realidade assim como Ron, Hermione aparentava muito nervosismo e Draco um péssimo humor.

- Então, aconteceu alguma coisa grave? – Perguntou, mirando Hermione por de trás de seus óculos meia lua, como se já previsse o que viria a seguir.

- Sim, diretor – Respondeu sem se abalar – Infelizmente, enquanto eu, Ron e James conversávamos, deixamos escapar alguns fatos sobre ele que foram ouvidos por Harry e Malfoy. E agora eles querem explicações.

- Por isso que viemos falar com o senhor – Completou James.

- Entendo – respondeu Dumbledore com as mãos no queixo – Então, não temos mais como esconder deles.

Draco e Harry, confusos, encararam o diretor.

- Garotos, esse jovem que vêem ao seu lado é filho de vocês, por mais estranho que isso pareça – Disse sem rodeios, fazendo com que Ron e James se engasgassem e Hermione arregalasse os olhos – Deixe-me explicar melhor. Existem muitos tipos de poção no mundo bruxo, dentre elas, muitas ilegais. Algumas, mesmo sendo proibidas pelo ministério, são comumente usadas sem que haja punições. Esse é o caso da poção para engravidar homens.

A menção do nome da poção fez com que todos na sala se espantassem.

- O ministério sabe muito bem do uso indiscriminado dela e também se sabe que apenas bruxos com uma magia, no mínimo, fortes e com um grande conhecimento são capazes de produzi-la e de suportar seus efeitos colaterais. Felizmente, no caso de vocês dois, uniu-se o útil ao agradável ¹. – O diretor fez uma pausa e em seguida continuou – Tendo dois bruxos poderosos como Harry e Draco, e a jovem senhorita Granger para auxiliá-los, foi fácil usar a poção. E é claro que o ministério tinha consciência disso, mas na época, preferiu não intervir.

- Mas então...Por que...? – As palavras saíram com dificuldade da boca de Harry.

- Vocês são famosos, Harry. Não é uma família de bruxos qualquer, e como tal, você e Draco possuem seus inimigos.

- Que, infelizmente, são muito influentes – acrescentou James rapidamente.

Draco e Harry se encararam entendendo o que James e Dumbledore quiseram dizer.

- Então – Concluiu Hermione – O motivo pelo qual a família de Harry está sendo perseguida é...Uma mera disputa de interesses?

Dumbledore sorriu para a garota e Draco fez uma careta quando ouviu o termo 'família de Harry'. Para ele, deveria ser 'família do Malfoy' ou 'família do Draco'.

- Não é somente uma mera disputa de interesses, Mione – disse James, sério – Há muito mais do que isso, mas são coisas que não podemos arriscar contar.

- Mas então, por que nos contaram tudo isso? – Perguntou Ron.

- O jovem senhor Malfoy, e Harry exigiram explicações, não foi?

- Mas Mione também quis explicações. O senhor manteve tudo em segredo mesmo assim!

- É justo, senhor Weasley? A srta Granger saber de tudo a respeito do futuro de James, Harry e Draco, antes que os pais do garoto? Ela já não sabia o suficiente?

Ron abaixou a cabeça e não respondeu, pois sabia que era uma verdade. Draco o encarou, sorrindo com deboche. Dumbledore se levantou e andou pela sala, acompanhado dos olhares dos presentes. O diretor parou em frente ao quadro de Fineus e pediu para o que o ex-diretor convocasse Minerva e Snape. A pintura assentiu e desapareceu do quadro em que costumava ficar.

- Quer dizer que... – Foram as primeiras palavras de Draco desde que havia pisado na sala – Eu...Ele...Digo...Quem ficou...Grávido? – Perguntou, fazendo com que Harry, Ron e Hermione corassem, James risse com gosto e Dumbledore o encarasse divertido.

- Depende, senhor Malfoy – disse o diretor, encarando Draco – há muitas coisas que não sei a respeito de sua relação com Harry.

O loiro empalideceu consideravelmente por ter entendido o que o diretor quis insinuar e acabou atraindo um olhar curioso de Hermione. Ron virou para James e perguntou em voz baixa:

- Então meu palpite estava certo?

O moreno assentiu, deixando escapar um riso abafado.

- Por favor, senhores – começou Dumbledore, interrompendo o momento de descontração – Eu não pretendo lançar um obliviate em vocês, mas terão de ter o cuidado redobrado agora. Não podemos arriscar que esse fato caia em mãos de terceiros, se isso acontecer, todos aqui terão sérios problemas. O senhor Malfoy e os senhores Potter já podem se retirar – Disse o diretor, um pouco brincalhão, arrancando um olhar feio de Draco – Gostaria que o senhor Weasley e a Srta Granger ficassem um pouco mais, para podermos ter uma conversinha – Completou, lançando um olhar enigmático a Hermione, que por sua vez, remexeu-se desconfortavelmente em sua poltrona.

James foi o primeiro a se levantar, seguido por Harry, que puxava Draco pelo braço. O loiro ainda estava em choque por causa, principalmente, da noticia mais recente. Quando a porta se fechou e os passos dos três garotos foram se tornando cada vez mais distantes, Dumbledore se virou para Hermione, sério.

- Srta Granger, sabe que correu um grande risco ainda há pouco, não?

Hermione assentiu, calada. Ron olhou discretamente para a amiga e suas mãos foram escorregando ao encontro das dela. Ao sentir as mãos de Ron se fechando sobre as suas, a respiração da garota falhou levemente e ela corou.

- Srta Granger?

- Sim – Respondeu automaticamente, voltando a realidade.

O diretor arqueou a sobrancelha.

- Desculpe, diretor – Disse, procurando se controlar – Eu sei da gravidade do problema, mas, sinceramente, não imaginei que Malfoy e Harry estivessem nos espionando... – 'quando podiam estar fazendo coisas...Mais produtivas, digamos' pensou.

- Eu quero lhe alertar, srta Granger, a respeito daqueles três. Gostaria de pedir para que você e o senhor Weasley os vigiassem sempre que puderem, para evitar que eles digam coisas impróprias em público. Mas não deixem que eles percebam que vocês estão fazendo isso, tudo bem?

Ron e Hermione assentiram. Logo, Snape e McGonnagall estavam na porta e Dumbledore disse que o casal de grifinórios já podia se retirar. Ao passar por Snape, se sentiram amuados com o olhar que receberam. Provavelmente, Dumbledore discutiria o ocorrido com os dois professores também.

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O clima não era dos melhores entre a 'futura' família Potter. Draco e Harry caminhavam um pouco distantes um do outro e em silencio, à frente de James, que se mostrava muito desconfortável com a situação. Várias vezes, o menino tentou iniciar uma conversa amigável com os futuros pais, mas em vão. Nem Harry, nem Draco ousaram abrir a boca desde o momento em que deixaram a sala do diretor.

James percebeu que os alunos que estavam nos corredores passaram a encarar ele, Harry e Draco, e começou a ficar alerta. Precisava agir.

- Malfoy – disse com seriedade.

Draco se virou para o moreno, assustado. James fez um sinal com a cabeça, apontando um grupo de estudantes que os encarava a sua esquerda. O loiro retornou o olhar a James e pareceu ter entendido o que o garoto quis dizer. Harry parou e virou-se para os dois sonserinos, que vinham em sua direção.

- Resolvemos aquele assunto mais tarde, Potter – Disse Draco, passando ao lado de Harry e seguir em frente, ao lado de James, sem olhar para trás.

Alguns alunos pequeno grupo, na maioria corvinais, se aproximaram de Harry, no momento em que Draco e James desapareceram de vista.

- Harry, tudo bem? – Perguntou Anna Abbott, uma lufa lufa que estava com o grupo.

O grifinório olhou para a garota, ainda parecendo um pouco confuso.

- O Malfoy e aquele Tyler...O que eles queriam com você? – Foi a vez de Padma Patil questionar.

- Ah... – Falou, parecendo voltar à realidade – Eles me ameaçaram... Malfoy queria um duelo, e... – falou, procurando mais mentiras para acrescentar a sua história, após perceber que todos pareciam estar acreditando no que inventou – E eles não paravam de me seguir.

- Esse Malfoy...É tão arrogante! Provoca as outras pessoas, mas foge com o rabo entre as pernas – Rosnou Terêncio Boot. Seus companheiros assentiram.

- Eu preciso ir agora, tchau, gente – Harry disse em um aceno breve e saiu dali o mais rápido de pôde, ainda confuso.

Draco e James, a esta altura, já estavam no dormitório da Sonserina. Draco continuava a ignorar James, que já estava perdendo a paciência. Os dois estavam sozinhos, quando James resolveu falar:

- Quer saber? Pra mim já chega! Cansei dessa frescura sua e do Harry. Quando vocês dois vão aceitar a realidade?

O loiro lançou um olhar incrédulo para James.

- Se vocês não querem que eu exista, por que simplesmente não esquecem essa maldita poção? Já pensou nessa possibilidade, Draco? – Disse, melancolicamente.

O sonserino continuou a encarar James. Pelo que entendeu, o moreno estava sugerindo que sua existência fosse, futuramente, irreal. Mas Draco não queria isso. Estava certo que James era irritante, efusivo, demasiadamente alegre, extremamente parecido com o Potter – não que fosse algo ruim – mas não se passou por sua cabeça, em momento algum matá-lo. Exceto quando viu o garoto beijando Harry, mas isso era outra situação.

- Desculpe, Draco, não pretendia ser um fardo para vocês – Suspirou em sinal de derrota, virando-se para sair dali.

- Idiota... – murmurou Draco.

- O que?

- Você é um idiota, moleque – repetiu – quem você pensa que é para me dar ordens? – Disse, intimidando o garoto, fazendo com que tropeçasse e caísse sentado no sofá – Acha que pode me dizer o que devo ou não fazer da minha vida? Acha que não tenho poder sobre meus sentimentos e minhas decisões?

- Eu...Eu...

- Ouça bem, James Lucius Malfoy Potter, não me interessa o que Harry ou você pensem sobre essa situação, mas não é por um medo medíocre de encarar a realidade que vou me livrar de vocês, ou que vocês se verão livres de mim – Concluiu, observando o olhar assustado do garoto – Estamos entendidos?

James meneou a cabeça positivamente, ainda não conseguindo expressar uma sequer palavra. Draco o encarou por um curto espaço de tempo, e logo se retirou. Na verdade, James nunca iria entender o que se passava na cabeça de Draco. Uma incógnita realmente indecifrável.

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Hermione estava sentada nos jardins do castelo, sozinha. Lia um livro qualquer que lhe fora recomendado por algum professor, apenas para passar o tempo, já que acordara muito cedo naquela manhã. Estava em meados de Janeiro, em breve as aulas seriam retomadas e supostamente deveria estar frio. Mas o clima não condizia com a realidade. Estava fresco e agradável, mas não fazia um frio intenso como de costume. O sol estava parcialmente encoberto pelas densas nuvens que pairavam no céu, produzindo uma pouca luminosidade para o horário.

A garota fechou o livro, quando percebeu que não conseguiria mais se concentrar na sua leitura. Estava perdendo a concentração mais facilmente que o normal nas últimas semanas. Durante esse tempo, as coisas pareciam ter melhorado para Harry, James e Draco. Não que os três houvessem aceitado sua situação passivamente, mas já não se evitavam e, de vez em quando, eram vistos andando lado a lado. O problema, na realidade, era com Ron.

Hermione sentia estar sendo levemente evitada pelo ruivo e estava começando a se incomodar com isso. Quando as coisas pareceram finalmente andar para eles, com aquele beijo a porta do dormitório feminino, seguido pela discreta demonstração de afeto na sala de Dumbledore, aconteceu como se uma freada brusca fizesse com que tudo aquilo não tivesse valido a pena.

Ron... Desde o primeiro ano Hermione sabia que não se conheceram por acaso. Ao contrário de Harry, a quem sempre viu como um cúmplice, um amigo para todas as horas, Ron era muito diferente. Até o terceiro ano, a menina tentou fazer com que sua relação com o ruivo fosse semelhante à relação que possuía com Harry, mas falhou. Desde então, aceitou seus sentimentos pelo garoto.

- Buuuu¹!

A garota sobressaltou-se e deixou escapar um gritinho agudo.

- Harry! Não faça isso novamente! – Ralhou, emburrada.

- Desculpe – respondeu risonho – você parecia tão concentrada que não resisti.

Hermione bufou em desacato. Harry permaneceu de pé, mas encostado na árvore sob a qual a garota estava sentada. Um curto período de tempo passou sem que eles falassem.

- Sabe, Mione...Estou mais confuso que nunca!

- Não é de se surpreender...Até que você reagiu bem ao descobrir que tem um filho com Draco. Nem todos teriam a mesma reação que vocês.

Harry se permitiu dar a amiga um sorriso maroto.

- Mas essa não é a questão, Mione. O problema é que não sei exatamente o que fazer agora. Até ontem eu ainda andava com Draco sem pensar em nosso futuro, apenas querendo aproveitar o presente, mas agora... Agora, milhões de idéias passam pela minha cabeça a respeito de como vai ser minha vida um dia.

A garota ouviu atentamente o que o amigo dizia, e respondeu:

- Nada mudou.

- O que? Como assim, nada mudou?

- James é a mesma pessoa de sempre, não é? Não ganhou nem um braço, nem uma perna a mais. Você continua a amar o Malfoy, não? E acredito que ele também continue te amando, da mesma maneira. Então, o que tem de tão diferente? Se James é seu filho, você deveria estar feliz. Ele é um garoto leal, saudável e bondoso, e isso é o que importa. Já pensou no filho maravilhoso que vocês vão ter?

Harry encarou Hermione, ora abrindo a boca, ora fechando, sem conseguir pronunciar uma palavra sequer. Não é que ela estava certa?

- Eu...Não tinha pensado por esse lado...

- Claro que não tinha! Senão não estaria desorientado, seu bobo! – Riu a amiga.

Harry retribuiu o sorriso. Hermione, sem dúvidas, era a pessoa mais madura que conhecia. Então, o semblante da morena adquiriu um sorriso mais triste, e a garota suspirou parecendo resignada

- Algum problema, Mione?

- Não – Respondeu com a voz fraca. Harry franziu o cenho.

- Tem certeza?

Hermione afirmou com a cabeça e logo desviou o olhar. Ótimo! Justamente quando não precisava, Harry resolvia ser perspicaz.

- Mione, você tem visto o Ron?

- Não – respondeu um pouco melindrada com o assunto.

- Ele anda meio desaparecido. Receio que algo ruim tenha acontecido a ele para deixá-lo assim...Será que ele levou um fora de alguma garota?

- Harry, eu realmente não sei. E não quero falar no Ronald agora – respondeu irritada.

Harry se assustou com a repentina mudança no tom de voz da amiga, mas resolveu insistir.

- Vocês brigaram?

- Não – ela respondeu secamente.

- Mas você parece magoada com ele.

- Eu não estou magoada com ele! – Mentiu.

- Mas parece.

Hermione deu um olhar de profundo desprezo para Harry.

- E se eu estiver? – Respondeu, derrotada.

- Aí eu te perguntaria por que.

A garota não pode evitar sorrir perante àquele comentário. Não era apenas impressão, Harry estava realmente mais maduro. Aproximando-se do amigo, sussurrou, próximo ao seu ouvido.

- Se-gre-do.

- Mione! – Exclamou – conta logo!

- Não.

Harry fez um bico e virou o rosto.

- Eu te contei sobre o Draco.

Hermione revirou os olhos. Chantagem era a última coisa que esperava de Harry em um momento assim.

- Tudo bem, tudo bem – disse, parecendo derrotada – Mas que isso não saia daqui! – Discretamente, olhou para os lados, assegurando-se de que ninguém ouviria. Harry assentiu, agora, olhando fixamente a amiga.

- Existe uma pessoa, por quem tenho um sentimento em especial...

- O Ron? – interrompeu Harry, abismado, e fazendo com que Hermione levasse a mão ao rosto. A garota fechou os olhos e contou até dez antes de continuar.

- Sim, o Ron. Se você já sabia, por que pergunta?

- Quem disse que eu sabia? – Perguntou, misturando um tom ofendido a um de surpresa – Acabei de deduzir isso.

Ótimo. Agora Harry a surpreendido por completo. Hermione nunca imaginaria que um garoto 'naquela' situação fosse capaz de deduzir algo relacionado a sentimentos tão rápido. Sorriu. Deveria lembrar-se de agradecer ao Malfoy por aquilo.

- Muito perspicaz da sua parte, Harry. Se me permitir continuar...

- Vá em frente.

- Eu me dei conta de que gosto do Ron desde o quarto ano...Sempre fiz questão de esconder isso porque, como você sabe, Harry, Ron é tão sensível quanto uma porta e eu não sabia ao certo como ele reagiria. Só que...Aconteceu uma coisa que não te falei.

- O que? – Perguntou preocupado.

- O Ron...Ele meio que...Beijou-me, sabe...

O queixo de Harry caiu consideravelmente e o garoto lutava para não abrir um tremendo sorriso na frente da amiga. Olhando para o céu, agora encoberto de nuvens, ele disse:

- E o que você está esperando?

- Pra quê?

- Para ir atrás dele e dizer que o ama. Ou você prefere continuar sentada aqui do meu lado se lamentando pelo que fez ou deixou de fazer?

Hermione mordeu o lábio inferior e olhou para Harry.

- Vai! O Ron não pode esperar para sempre – sorriu o amigo.

A grifinória o abraçou forte, e podiam-se ver poucas lágrimas – talvez de felicidade, não se sabia ao certo – Em seus olhos.

- Obrigada, Harry! – Sussurrou em seu ouvido e logo depois saiu correndo em direção ao castelo, deixando Harry sozinho debaixo daquela árvore.

'Muito bem...Fiz o que deveria ser feito' Pensou, e sentou-se onde antes estava a amiga e ficou ali, admirando as nuvens cinzentas que pairavam acima de si.

Hermione corria enlouquecida pelos corredores de Hogwarts e perdeu a conta de quantas vezes precisou se desculpar por esbarrar em alguém ou derrubar alguma coisa. Mas procurava não perder muito tempo, pois precisava encontrar Ron a todo custo. Naquele momento, a garota supôs que o amigo estivesse, provavelmente, na sala comunal da Grifinória sem ter o que fazer.

Eureca!

Lá estava ele, com um semblante absolutamente perfeito de estou-entediado, com um tabuleiro de xadrez bruxo a sua frente. Provavelmente estava jogando sozinho de novo. Agora que Harry usava seu tempo quase todo com Malfoy, o coitado do Ron precisava de algum passatempo quando Hermione estivesse estudando ou muito ocupada na biblioteca.

Ron se assustou quando viu Hermione entrar tão bruscamente no salão comunal. Ela estava muito corada e ofegante – e, por Merlin – Muito atraente. Ron engoliu seco e se levantou da poltrona, indo em direção a garota.

- Aconteceu alguma coisa, Mione?

Os olhos da grifinória miraram o ruivo e, em um gesto impensado, a garota pulou sobre o amigo, derrubando-o no chão.

- M-Mione! – exclamou.

- Ronald – sussurrou em seu ouvido direito – Eu te amo.

Se Ron tivesse a opção de se olhar em um espelho, preferiria não fazê-lo no momento. Seu rosto estava tão quente, que a mais exagerada das pessoas afirmaria que lá daria para se fritar um ovo. Em contraste, seu rosto deveria estar uma mistura de surpresa, felicidade e confusão.

Ainda um pouco acanhado, Ron envolveu a garota com os braços e beijou-a. Podia-se morrer de felicidade?

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Draco estava sentado em um canto da sala precisa, que no momento, não portava nenhuma decoração em especial. Ao seu lado repousava no chão gelado, um grande copo de firewiskey já vazio. Seus olhos estavam fixos em algum ponto não específico da sala.

- Potter, seu estúpido grifinório arrogante...Onde você se meteu?

- Fui resolver uns problemas – Disse um belo moreno de olhos verde-esmeralda que acabara de entrar na sala.

Draco deixou escapar um grunhido.

- Demorou muito. Não gosto de ficar esperando.

- Quando você vai deixar de ser tão mimado?

- Não sou mimado, Potter! Sou apenas exigente.

- Farei de conta que acredito – disse sarcasticamente – Falou com James?

Draco acenou que sim com a cabeça.

- E então?

- Por Merlin, Potter, esse garoto é tão estúpido quanto você. 'Por que simplesmente não esquecem essa maldita poção?' – Imitou, arrancando risadas de Harry – Só por esse drama, acho que ele merecia ganhar uma passagem de ida para a Lufa Lufa.

- Mas ele desistiu dessa idéia...Não desistiu?

- Claro. Só um Malfoy perfeito como eu seria capaz de dar uma perfeita lição naquele moleque.

Harry revirou os olhos. Realmente, Malfoy e modéstia nunca haviam sido apresentados.

- Agora, sem mais delongas, faça o que você veio fazer aqui – ordenou, após se levantar.

- Com prazer, Dray – Disse Harry, sedutoramente, agarrando Draco e arrancando-lhe um beijo.

Oh, Merlin, como era bom! Sentir a língua de Harry brincando dentro de sua boca lhe dava extrema satisfação. Sentir as mãos no namorado explorarem a fundo seu corpo, mesmo que por cima das roupas – o que não duraria muito tempo, visto que não faziam aquilo há dias.

Delicadamente, Harry desabotoava a camisa de Draco, enquanto este lhe arrancava gemidos violentos com beijos ao longo do pescoço e tórax já desnudos. Draco usava a língua para brincar com os rosados e rígidos mamilos do namorado.

Draco e Harry deitaram-se no chão, este, por cima. Enquanto partiam para mais um beijo, os dedos de Harry brincavam de 'traças linhas e formas imaginárias' na barriga do loiro. Pressionando seu corpo contra o de Draco, podia-se sentir que ele já estava perfeitamente excitado. A fim de provocar o sonserino, Harry começou a esfregar sua ereção contra a de Draco.

O loiro podia sentir o quão rígido estava seu membro e o quanto doía por causa disso. E Harry, para piorar sua situação alarmante de desejo, começara a esfregar-se contra ele – e para dificultar a vida de Draco, ainda haviam as malditas calças separando-o de seu objeto de prazer.

- Potter...Seu idiota...Seja um pouco mais rápido... – Disse, em um tom repleto de luxúria que pegou Harry de surpresa.

Querendo provocar o namorado, Harry passou a mão por cima da protuberância que se formava na calça de Draco e começou a acariciá-la.

- Mas você parece gostar tanto disso... – Sussurrou ao ver o loiro arquejar.

- Pott...er... – gemeu.

- O quê? Não ouvi direito – disse, apertando levemente a protuberância, fazendo com que as costas de Draco arqueassem.

- Por favor...Harry...

- Por favor o que? – Continuou, apertando um pouco mais forte, arrancando um gemido de Draco.

- Me...Possua...AGORA.

Harry sorriu satisfeito e disse em um tom sedutor:

- Com todo prazer.

Livrou-se das suas calças e da de Draco, indo beijá-lo mais uma vez. Ao mesmo tempo em que a língua de Harry percorreu toda a extensão de sua boca, Draco pôde sentir os dedos do moreno invadindo sua entrada e não conseguiu evitar soltar um palavrão baixinho, o que fez com que Harry sorrisse de maneira pervertida. Retirando os dedos, posicionou seu membro próximo àquela pequena abertura e começou a roçá-lo a ela.

As pernas de Draco envolveram Harry, puxando-o para mais perto e fazendo com que seu membro entrasse de vez no loiro. Gradualmente, Harry foi aumentando a velocidade das estocadas e às vezes chegava a quase sair do loiro, para depois voltar com toda a força.

Draco agarrava-se ao moreno acima de si, gemendo debilmente seu nome. No movimento de 'sobe e desce', o membro de Draco era esfregado contra o abdômen dos garotos, o que culminou na prematura ejaculação do mesmo. O sêmen do loiro agora, estava espalhado por toda a extensão de seu ventre e uma parte havia espirrado em seu rosto.

Percebendo que estava pronto para atingir o clímax, Harry entrou o mais profundo que conseguiu no loiro, fazendo-o gritar com lascívia. Um segundo foi o tempo suficiente para o sêmen de Harry preencher Draco por completo.

Ainda ofegante, Harry lambeu a pequena porção de sêmen que estava na bochecha de Draco. E beijou aquele mesmo local.

- E o que vamos fazer agora? – Perguntou Draco, quando Harry já havia saído de dentro dele e deitado ao seu lado.

- O que você quer dizer?

- Em relação ao James... Vamos ter que aturá-lo, certo?

- Considerando que estamos ignorando o garoto há dois dias, acho uma boa idéia. Ele é nosso filho.

- Eu sei – suspirou emburrado – Mas ainda não entendo porque eu é que tenho de engravidar.

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Considerando as descobertas do semestre, podia-se afirmar que os últimos meses haviam sido muito tranqüilos. Tanto Harry, quanto Draco apenas se falavam sem precisar armar um teatrinho, durante a noite, escondidos na sala precisa. Já James, vendo a atitude dos pais em relação a ele mudar rapidamente para melhor, não poderia estar mais satisfeito. Alternava em andar com Harry ou com Draco, dependendo do humor deste. Às vezes Draco acordava pior que mulher em TPM.

Ron e Hermione estavam mais próximos que nunca e já haviam anunciado o namoro firme. Era muito freqüente vê-los estudando nos jardins.

Agora, faltando apenas um mês de aula, a melancolia já começava a dominar os cinco amigos. Draco e James procuravam não demonstrar, mas passavam muito tempo conversando no salão comunal de Sonserina quando podiam. O 'clima' estava bem estranho, e só tendia a piorar.

Em uma rara e pacífica aula de poções, James foi chamado à sala de Dumbledore, e já imaginava o que poderia ser. Pouco tempo depois, foi solicitado que Harry e Draco também comparecessem ao local. Nervosos, correram o mais rápido que puderam para chegar lá.

James estava em um canto da sala, sem poder ser visto pelos garotos que acabaram de entrar. Ao alcance dos olhos dos seus futuros pais estavam Snape, Minerva e Dumbledore, os três bastante sérios.

- Fechem a porta e sentem-se, por favor – Disse o diretor.

Harry e Draco apenas acataram, sem se pronunciar.

- Harry, Draco...Os últimos meses têm sido bem calmos para vocês, não? – Perguntou, procurando amenizar a tensão que dominava a sala.

- Sim, senhor – respondeu Harry.

- Fico feliz – sorriu. Do outro lado da sala, Snape revirou os olhos.

- Senhor... – Disse o professor de poções em tom de alerta – Receio que não tenhamos todo esse tempo para cerimônias.

- De fato, de fato – Concordou Dumbledore – Garotos, preciso ser breve com vocês. Quero que conheçam uma pessoa – Disse, fazendo um gesto para que alguém se aproximasse.

Harry ficou boquiaberto. A pessoa que surgiu das sombras era uma mulher. Ela era alta e extremamente bonita e possuía cabeços castanhos, com cachos que desciam até a altura de seu ombro. Trajava um manto preto com um capuz que cobria parcialmente seu rosto.

Aos poucos, a elegante mulher retirou o capuz que impedia todos de verem seu rosto. Draco engasgou-se e Harry não conseguia fechar a boca. Impossível...

- M-Mione? – Gaguejou, descrente.

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¹:Significa mais ou menos unir duas coisas boas, se é que me entendem.

Canto de 'aleluia ela postou essa imundice!': Aleluia! Aleluia! Aleluia, etc, etc...

Demorou mas saiu. Hohoho, nossa história está caminhando para seu enfim desfecho! Para a tristeza de vocês e minha felicidade, obviamente. Cada fanfic terminada é uma vitória, mas como leitora, sei que muitos nem gostam de pensar no assunto. Enfim, eis meus planos: o próximo capítulo será o final (que ia ser neste, mas não dava para conciliar a última frase com o resto da história, senão ia ficar feio e bobo uu) e teremos mais um capítulo extra, cujo tema eu não vou revelar (risada mais maligna que nunca).

Nota do Beta idiota: Hahahahahaha! Eu sei o tema!!! xDD Morram de inveja!!! P (Atira na cabeça!)

(Olha feio pra Beta que se mete no meio do texto) Continuando, quanto as reviews...Bem, eu realmente acho que tenho um problema de memória porque não faço idéia se respondi ou não as reviews do capítulo quatro. Se as respondi, suspirarei aliviada, senão, peço desculpas! Eu ia excluir o 'Aviso' mas as pessoas deixaram reviews felizes e eu não quero me livrar delas T-T Vocês me entendem? Então, mais uma vez não vou acatar as minhas próprias decisões e vou deixar a dita lá!

Obs: erros possíveis de ortografia e concordância porque a beta se embriagou e não fez o trabalho minucioso que costuma fazer XD

Obrigada pelas reviews e até o próximo capítulo (que não vai demorar, digo, não como esse!)