Heyyyyy guys! What's up?
Bem. Nao demorei tanto dessa vez, né? Ninguém vai brigar comigo, né? Hehehe
Queria agradecer logo a todos que estão acompanhando, comentando e talz *-* Isso me faz muito feliz messsssssmo =D
Esse capitulo é mais centrado no Damian S2 Meio meloso e melodramático, mas prometo que, por hora, é o ultimo muito emocional! Eu precisava dele para poder começar a tacar fogo nas coisas \o/ Lembrando que, bem, aos poucos, sim, eu fui mudando um pouco a personalidade do Damian. Principalmente em relação ao envolvimento dele com o Jason. As aberturas emocionais que ele dá ao Jason, os choros e talz.
Mais para frente voces vão perceber que ele só fica assim com o Jay e quando está sozinho :D prometo que vou deixar isso mais claro. Anyway... Ninguém da DC mencionado aqui me pertence, eu nao tenho direitos autorais, não tem find lucrativos e nenhum daqueles bla bla blas
c:
Well.. Boa leitura. Espero que gostem. E até o proximo capitulo, seus lindos =DDD
Poooooooor favorr, se possível, se tiverem alguma critica, se verem algum erro grave, se gostaram, se nao gostaram, se o seu peixe morreu, se voce ganhoou um gato e colocou o nome dele de Damian, comentem e me digam como se sentem _ bem, nao é obrigatório nem nada... Mas eu ficaria feliz XD
Besitos personas hermosas S2
Robin's Heart
Capítulo 6
"DAMIAN! WAKE UP LITTLE WING!"
"Huh?! Dick?!"
"Huh. Damian, você nos deu um susto! Teve um pesadelo?"
"E-eu... O que está acontecendo? Onde estou?"
"C'mon D, estamos em casa, onde mais estaríamos?"
"Está tudo bem agora?"
"Father?"
"You scared us, son. Você está bem?"
O moreno olhou em volta. Estava em seu quarto. Tão quentinho e aconchegante. E tão cheio de gente.
Dick estava sentado na beira da cama. A mão pequena estava firmemente presa entre os dedos grandes. Tim estava em pé ao lado de Dick e seu pai estava na porta do quarto.
Todos de pijama. Inclusive ele mesmo. E Titus estava sentado no lado oposto da cama.
Ele tinha tido um pesadelo? O que estava acontecendo?
Olhou em volta ainda confuso, enquanto os outros mais velhos continuavam a conversar entre si.
"Na verdade, está quase amanhecendo. Deveríamos tomar café. É um milagre estarmos acordados antes do Alfred".
"Acho que deveriam voltar para suas camas e descansar".
"Mas paaaaaaaai! Agora eu já não estou com sono!"
"Tim..."
"Pai! Eu também não tenho mais sono! Estou com fome! E aposto que o Damian também".
"Damian, qual o seu veredicto?"
Sorriu.
Sorriu tão abertamente que teve vontade de chorar de felicidade.
"Eu vou tomar isso como um sim. Vamos lá meninos, podemos pegar o Alfred de surpresa".
Feliz.
Ele estava tão absurdamente feliz. Tim estavam fazendo ovos mexidos e seu pai estava fritando bacon. Dick de alguma forma discutia com a torradeira elétrica e Titus rondava a cozinha, ganhando mimos aqui e ali.
Era uma cena tão normal. Tão alegre. E Damian estava tão feliz. Tim ria de Dick e seu pai tentava fazer o adolescente para de ter um ataque de riso. Dick ignorava os outros e colocava a mesa do café. Damian prontamente ajudou.
Feliz.
Ele não se cansava de afirmar para si mesmo o quão feliz estava. A feição surpresa do mordomo quando entrou na cozinha e todos os quatro responderam um "Good morning Pennyworth", foi impagável. Eles treinaram juntos durante a manhã. Almoçaram no sofá. Damian e Dick continuaram com o treino pela tarde, enquanto Tim e Bruce trabalhavam na caverna.
A patrulha pela noite foi excitante. Emocionante e agitada.
Exatamente do jeito que gostava.
Os dias perfeitos voavam. Estava tão feliz.
Tão contente. Mas...
Estava faltando algo. Não estava completo.
Então Damian começou a procurar o que estava faltando. Não estava nas ruas de Gothan, não estava em Macau, nem em Taiwan, passava longe de Brasília ou Moscou. Quem sabe em Paris, ou estivesse em algum canto de Madagascar.
Mas não. Nada se encaixava.
Depois de um tempo ponderando, ele resolveu procurar mais perto. Dentro do quarto. Na biblioteca...
Na caverna.
De quem era mesmo aquele uniforme antigo de Robin, dentro daquele tubo de vidro?
"Damian".
"Ah! Hi Dad".
"O que está fazendo?"
"Nada de mais... Estou... Hmn. Só entediado".
"Quer trabalhar comigo? Acho que preciso de um segundo ponto de vista para este caso".
Um sorriso mais velho, agradável. E um sorriso mais novo, alegre. Pai e filho de juntaram na frente do enorme computador e trabalharam até a noite.
Dessa vez Damian, por algum motivo, não quis sair.
Dick estava fora, com dois amigos ruivos que vieram visitá-lo pela manhã. E Tim havia saído e tinha uns dias que Damian não via Bárbara. A ruiva passou na mansão uma ou duas vezes rapidamente. Ela era sempre muito legal com ele.
Então era ele e Alfred. Ou seja. Somente ele.
O menino começou a vasculhar a mansão que já conhecia de ponta a ponta. E mesmo que tenha ficado muito tempo que o necessário observando os retratos da família. Nada parecia fora do normal.
Até que ele resolveu dar uma volta nos jardins.
E acabou entrando no cemitério da família.
... Os olhos azuis se fixaram naquele túmulo em específico. E ele deu dois passos para trás.
Jason Todd.
Brave Soldier. Dear Son and Good Brother.
...
"Damian?"
"D-dick!"
"Owa. Calm down buddy! O que está fazendo aqui fora?"
"O-onde ele está?"
"Quem?"
"Jay! ONDE ESTÁ O REDHOOD?!"
"Jay? Do que está falando? Ele está exatamente onde você sempre quis que ele esteve, little wing! No túmulo".
"O-O que? E-eu nunca-!"
"Que cara é essa Little Wing? Você mesmo disse uma vez que ele nunca deveria ter saído do tumulo!"
"N-não! Isso é loucura! EU QUERO O JAY! ONDE ELE ESTÁ? O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?"
"Eu? Eu não fiz nada com ele, oras bolas. Você, por outro lado..."
"Hã? E-eu não fiz nada!"
"My little Robin... Você quem desejou que Jason Todd nunca tivesse saído da cova".
Não.
Não. Não. Não.
Damian nunca faria isso com Jason.
Talvez... Talvez... Ele tivesse desejado isso há um tempo – agora distante - . Mas isso era relativo.
Antes, ele desejava com todas as forças derrotar a mãe e conhecer seu pai. Houve um tempo que ele desejou que todos morressem. Que ele crescesse rápido e tomasse o poder.
Que seu pai lhe amasse e confiasse mais nele.
Depois que aquele palhaço maldito realmente tivesse morrido.
Então que nada daquilo tivesse acontecido. Que Dick não tivesse morrido. Que Damian nunca tivesse nascido.
Agora... Ele sabia. Sabia que as coisas nunca iriam acontecer do jeito que queria. Ele, Bruce, Tim, Alfred e Jason não se uniriam e formariam seu ideal de família unida. Não tão facilmente.
Talvez nunca fossem se unir.
Mas tudo o que queria agora era seu irmão mais velho. Sim. Dick havia partido. E ele foi abandonado pelo pai e o outro irmão. Então só podia contar com seu outro irmão mais velho.
Jason era tudo o que tinha agora.
Damian, de certa forma, já tinha entendido que tudo ficaria bem complicado pelos próximos anos. Não queria que tudo ficasse mil maravilhas, sabia que nunca ficariam.
Mas... Ele se contentava com um "ok". É. As coisas podiam ficar ok.
E viver num mundo sem Jason, com uma família ideal tão falsa e ilusória quanto um show de mágica barato, com um Dick falso – o que era praticamente um insulto à sua memória – ele preferiria viver no mundo real.
Com momentos emotivos estranhos ao lado de Jason, frango queimado, um boné ridículo e uma moça simpática de pele laranja.
Para alguém como Damian, por ser quem ele é. Por ter feito o que já fez.
Jason era muito mais do que jamais poderia pedir.
As lágrimas começaram a cair em abundancia. E ele abraçou o ex-circense. O calor do corpo do mais velho era tão real, que por um momento, o Wayne pensou realmente em não soltar. Em não deixá-lo ir.
"E-eu sinto muito Dick! E-eu não deveria ter..."
"Shhh... It's okay little wing. Tem certeza que não quer ficar aqui?"
"E-eu gostaria muito de ficar... Mas.. Eu... Eu acho que aceitei Dick. Aceitei sua morte... N-nunca vou me perdoar, mas..."
"Eu sei..."
"E-eu quis um dia que o Jay nunca tivesse saído da cova, tanto quanto quis um dia conhecer meu pai... M-mas... Eu não posso sem ele. Não posso perder o Jay. O verdadeiro Jay... E você...! você não é real. Está só na minha cabeça".
"Não. Eu estou no seu coração little wing. Não é só porque estou aqui, que não sou real".
"E-eu vou deixar você ir. I have to..."
"I know. You Will Always Be My Little Robin, Damian".
"I love you".
Click.
O calor do beijo na testa e o aconchego dos braços fortes foi sumindo. E o frio tomou lugar. O menino abriu os olhos lentamente e encarou entrada semi coberta da caverna.
"Woof".
"H-hey buddy. Come here". A voz tremula e chorosa denunciava seu estado. E então mais uma vez, ele se abraçou ao cachorro e chorou.
Chorou quase que desesperadamente. Ele estava tão arrependido de tudo. Tão carente, tão cansado de tudo. Tão aliviado de ter admitido para si mesmo. De ter aceitado. De tê-lo deixado ir.
Provavelmente, se estivesse sozinho. Demoraria anos para ter aquele tipo de esclarecimento... Mas lá estava ele, lavando suas próprias dores com quase 11 anos de idade.
Tudo graças ao Jason.
Por outro lado, não entendia porque aquela meditação havia mexido tanto consigo mesmo. Ele meditava há muito tempo e mesmo assim...
Talvez fosse o incenso. Aquele lugar estratégico na depressão no chão. Ou as inscrições antigas cuidadosamente pintadas na parede... O ar puro, o ambiente calmo e com uma claridade confortável.
Jay. Sempre fazendo tanto por ele.
...
No dia seguinte. Quando acomodou-se no chão, ele não se preocupou em manter uma postura e posição complexas. Apenas cruzou as pernas e relaxou, deixando o incenso inebriar seus sentidos.
Os orbes azuis brilharam intensamente antes de se fecharem calmamente. A mente e o coração entraram em sintonia e ele respirou profundamente.
"'Morning little wing".
"Good morning Dick".
"Ready?"
"Yes. Mas, para onde vamos?"
"Para o seu coração".
Sorriu e segurou a mão do mais velho, sendo guiado.
Ele decidiu que não ia esquecer. Que não ia perdoar. Ia aprender a conviver com a dor, sem deixá-la consumi-lo. E aprender a aplicá-la de outra forma.
Mas era muito mais fácil falar e pensar. Do que realmente fazer.
...
...
Damian não tinha idéia que sabia tão pouco sobre si mesmo. Que não conhecia profundamente seu próprio ser. Que havia tanto enterrado no seu peito. Uma parte ele sequer poderia ser capaz de exteriorizar algum dia, de tão complexo.
Mas ele nunca havia se sentido tão livre na vida. As conversas com a sua querida memória do irmão duravam horas e até dias na sua cabeça. Quando ele sentia aquele click, tudo havia passado em menos de uma ou duas horas. Ele voltava para a nave, sendo presenteado com uma tentativa de café da manhã.
Depois da primeira semana, ele teve que admitir que os dois ruivos melhoraram consideravelmente.
Nunca conseguia meditar novamente depois do click, era sempre o seu limite. Ele sempre lutava para lembrar das coisas que aprendeu. Porque, dentro de sua cabeça, na carinhosa companhia do irmão, viajando por sua natureza violenta, eram mil maravilhas.
Mas quando abria os olhos e a realidade vinha lhe dar um tapa na cara, ele se sentia muito mal novamente. A saudade enorme – não que admitisse – do vigilante moreno toda vez que entrava no quarto dele. O esforço para comer e se cuidar, para lembrar-se de não jogar sua vida fora. Para não perder a razão novamente... Se tivesse escolha, passaria o resto de seus dias meditando. Nunca sairia daquele seu mundo perfeito e cheio de conhecimento.
Toda vez que se lembrava do que havia acontecido.
Que não podia ficar na ilha para sempre.
Que tinha que enfrentar sua família – as duas.
Ele sentia medo. Sentia-se desamparado. E a ausência de Jason não facilitava as coisas. O moreno não deu nenhuma notícia! Nenhuma ligação, mensagem, twitter ou um sinal de fumaça.
Roy e Kori, eram ótimos. Doces e sutis – embora 80% do tempo Roy fosse MUITO inoportuno e irritante-. Ele aprendeu a gostar de ambos. Da companhia. Acostumou-se com a falta de tato dos dois, com a comida estranha, com o sorriso idiota do arqueiro e a semi-nudez constante da alienígena, com a freqüência que os dois faziam sexo, achando que estavam sendo silenciosos e que ele não estava ouvindo nada. Com os ataques surpresas do arqueiro e com as noites vendo desenhos animados aleatórios com Kori.
Ele se acostumou a muitas coisas.
Mas depois de seis meses e mais algumas semanas? Depois de tudo?
Ele jamais se acostumaria com a ausência de Jason. Queria tanto o mais velho de volta. Para ser mimado. Para ter os cabelos bagunçados. Para receber um sorriso torto, para lhe contar – orgulhoso – como foram as meditações. Mostrar que ele obedeceu e fez o que lhe foi pedido. Que ele estava progredindo. Estava começando a entender como conviver com a dor.
- Piu. – [É. É um pássaro. Eu não tenho idéia de como representaria de outra forma]
"What? A bird?"
"Woof!"
"Sshh... Vai assustá-lo Titus."
...
Pequeno.
Sozinho.
E não aparentava ter nem um pouco de medo.
A pequena ave agitou as penas e se aproximou do menino. Um Robin.
Era tão irônico que chegava a ser surreal. Mas fazia todo sentido. Ele, o pássaro. A caverna não era muito escura ou profunda. Mas ainda tinha alguns morcegos. E então, do nada aparece um pequeno Robin. Justo para ele.
Os olhos azuis se arregalaram e ele não evitou o sorriso. A mão morna se esticou lentamente e a ave veio. As pequenas garrinhas se fecharam no indicador e ele contemplou a criaturinha de perto. Era tão bonitinha e pequena... Ele se perguntou onde estariam os pais, já que a ave não tinha um tamanho adequado para a idade adulta.
Perguntou-se se ela estaria sozinha. Como tinha tido coragem para chegar até ele. Se aquilo era obra de alguma força superior que havia feito tudo acontecer.
"He's cute, don't you think?"
"J-JAY!"
Olhos cansados, jeans surrados e ombros tensos. Camisa branca e sapatos sujos. Jason estava tão... Normal. Parecia distante, mas ao mesmo tempo, pareceu que ele nunca tivesse ido embora. O vigilante tinha aquelas olheiras e o corpo visivelmente cansado.
Mas o sorriso...?
O sorriso era tão adorável e carinhoso – provavelmente o vigilante nem tinha se dado conta do quanto estava sorrindo -, e Damian se sentiu aliviado. Realizado. E muito agradecido.
"Cheguei bem na hora. Duas semanas. Eu disse que conseguiria". O moreno sorriu convencido e aproximou-se calmamente. A ave voou e ele não hesitou em puxar o menor contra o seu corpo, num abraço apertado.
Agora ele entendia porque Dick gostava tanto de abraçar. Aquela demonstração de afeto valia muito mais que mil palavras.
"Welcome back Jay". Damian não havia abraçado-o de volta de imediato. Ele ainda teve um momento de irritação pelo moreno ter espantado a ave e depois ficou sem reação com o contato físico inesperado. Mas quando optou por responder positivamente, não pode se sentir melhor que aquilo.
"Thanks little D. Vem aqui, quero lhe mostrar uma coisa".
O vigilante andou até a entrada da caverna e apontou para o cantinho. Onde havia um grande morcego preto. Damian aproximou-se e olhou. Jason apenas observou as feições do mais novo.
Os olhos azuis levemente puxados se arregalaram e a boca abriu sem produzir um único som. Em seguida ele sorriu. Não mostrou todos os dentes, nem nada. Mas ele sorriu. As sobrancelhas se franziram e deram aos olhos uma expressão emocionada.
Um ninho de robins. Protegido por um grande morcego preto.
"Você meditou esse tempo inteiro ouvindo o canto deles. E nem se deu conta disso". Jason sorriu para o mais novo e aproximou-se. Ele estendeu a mão de vagar e após alguns segundos sendo observado, um dos pássaros veio lhe contemplar. "Duas semanas é o tempo necessário para eles se acostumarem com a presença humana".
"Então, assim que eu terminasse a minha sessão..."
"Eles tomariam coragem para se aproximar". Jason olhou o pássaro que empoleirou em seus dedos. Sorriu. Era tão pouco. Mas tinha tanto significado.
"O morcego...?"
"Sim, protege o ninho. Ele me atacou duas vezes já". O mais velho ofereceu a mão para o mais novo, que aceitou prontamente. A ave passou de uma mão para outra sem problemas. E Damian engoliu seco, com medo de fazer alguma besteira.
"Eu... Eu queria falar sobre... Sobre o que eu vi".
"Não precisa".
"Mas eu quero". – A ave voou.
"So... Let's talk about it".
...
Jason nunca poderia imaginar, nem sonhar, que ele conseguiria fazer tanto por alguém. Sim, ele tinha dado o seu melhor para cuidar do Wayne, e se sentia orgulhoso por ter feito por alguém, algo que ele sempre quisera. Algo que ele sempre quis que fizessem por ele. Principalmente depois que voltou dos mortos.
Mas, na medida em que o tempo ia passando e o mais novo contava mais do que ele vira e sentira, seu coração se enchia de emoções que não sabia ao certo dizer quais eram. Estava surpreso, feliz, orgulhoso de si mesmo.
E orgulhoso do garoto.
Também não esperava a quantidade de vezes que estava relacionado a cada um dos transes. Tudo bem, era de se esperar que Dick estivesse em todas elas. Que Bruce estivesse na maioria, Tim, Bárbara e Alfred em algumas e até mesmo Ra's e Talia.
Not a big deal.
Mas ele, Jason Todd, em TODAS elas, mesmo que indiretamente?
That's was a big deal.
"Então foi isso o que aconteceu. Any coments?"
"... I think... Hmn..."
"Sim?". Jason ficou calado por um bom tempo, antes de ficar sério e fitar diretamente os olhos azuis mais novos.
"Thank you, little D." Ele entrelaçou os próprios dedos.
"What?"
"I'm proud of you and... I... Eu nunca imaginei que teria tanto impacto e importância na vida de alguém. Nunca achei que fosse ajudar alguém a sair da escuridão. A mesma escuridão que me assombra até hoje".
"Jason...". O homem ajeitou a postura, aproximando-se do menor. Ambos sentados no chão gelado.
"Ouvir você falar, ainda mais sobre mim, de maneira tão íntima. Me fez feliz. Feliz porque sei que vamos sair dessa, porque finalmente fiz algo realmente bom e porque posso ver para você um futuro melhor que o meu. That means a lot to me Damian". Jason afagou a cabeleira menor e puxou-o para um abraço.
É. Ele poderia se acostumar a ficar abraçando o garoto quando não sabia mais o que fazer ou dizer. E Damian poderia se acostumar com aquelas demonstrações de afeto inesperadas. O chão e ar frios da caverna não pareciam nada comparados ao calor do corpo do vigilante. Damian, novamente engoliu o orgulho e seu impulso de afastá-lo, o repelir contato físico, e o abraçou de volta. Frágil como ele só se deixava ser sozinho e na companhia do vigilante.
Ou do cachorro.
Titus aproximou-se também, choramingando por carinho. Jason sorriu e abraçou o cachorro, que se jogou no meio dos dois irmãos. Riram e brincaram com o animal.
Tão normal. Tão tranqüilo.
E por um momento, Damian se sentiu tão feliz quanto na sua primeira meditação, quando estava no calor familiar, cheio de sorrisos e emoções boas. É. Ele ainda tinha mais duas famílias. Uma na mansão Wayne. E uma na sede da Liga das Sombras.
Mas, a que ele mais amava no momento. Estava bem ali na sua frente, rindo enquanto era agraciado com muitas lambidas no rosto de seu enorme cachorro.
Quando retornaram à nave, Damian estranhou as várias malas cheias de roupas. As várias caixas cheias de armamento diversificado e sacolas cheias de outras coisas inúteis. Tudo. Todas as suas coisas e coisas de Jason estavam do lado de fora da nave.
"Roy? Kori?". O menor chamou, os dois ruivos aparecerem carregando as ultimas caixas grandes. Sorriram cúmplices entre si. E depois para o moreno mais velho. "Jason?"
"It's a surprise".
...
..
.
Algumas horas de nave. E mais várias de carro. Ele podia ouvir Jason conversando com Roy no comunicador, enquanto os dois ruivos seguiam o carro pelo ar e ele fingia que dormia no banco do passageiro. Damian ficava cada vez mais agitado. A floresta de pinheiros altos, as cidades de interior que pareciam nunca acabar... O frio que ia aumentando...
Para onde diabos Jason estava levando-o?
"Okay. Chegamos à cidade". Damian deu um pulo do banco e observou atentamente a cidade. Não havia absolutamente nada demais. Uma grande loja de conveniência. Uma escola, um bar, lanchonetes... Um cinema pequeno, onde ainda passava um filme do ano passado. Realmente, não havia absolutamente nada demais.
"Where are we?"
"Sshiu. Just enjoy".
"Shut the fuck up Todd."
Irritado. Estava ficando bem irritado. Que droga de lugar era aquele?
Jason suspirou e acelerou o carro. Damian achou estranho estarem saindo da cidade novamente. Mas ficou surpreso quando o carro virou à esquerda logo após a ultima parada de ônibus. Um caminho de pedra. Grama verde. Um campo grande aberto. Um deque e um lago grande.
E uma casa.
Não era muito grande. Tinha dois andares. Talvez fosse mais cumprida do que larga. E as paredes de uma madeira escura davam uma aura assustadora. Mas... Tinha um ar tão reconfortante. Ele gostou daquela paisagem. Sempre teve contato com coisas sombrias.
Além do mais, em volta da casa tinha inúmeras e pequenas flores e um monte de dentes de leão. As janelas grandes estavam abertas – o que era estranho, porque Jason não se lembrava de ter deixado-as abertas -. Damian desceu do carro sem saber exatamente como reagir. A casa tinha seu charme, parecia aconchegante e ele gostou do ar meio macabro que deixava na primeira impressão. Mas o que estavam fazendo ali?
Jason saiu do veículo e depois abriu a porta do banco de trás, para que o cachorro também saísse. Titus correu até a casa e começou a cheirar tudo o que encontrava. Se concentrando na sacada enorme que a casa possuía.
Poucos segundos depois, Kori e Roy pousavam a o jato cheio de coisas no meio do campo. Bem, estava no modo camuflagem, mas depois de pousado no meio da grama, era meio gritante que tinha algo esquisito e grande bem no meio do quintal da casa.
"Damian?"
"Jay... What is this?"
"My last gift for you".
"What?"
"Eu sei que ainda se sentia meio deslocado lá na nave. E nós precisamos lutar mais little D. Precisamos crescer juntos. E isolados do mundo nunca conseguiríamos".
"Porque está se referindo à nós?"
"Porque estamos juntos nessa Damian. Eu nunca vou te abandonar. E, além dos conselhos, do carinho e do... Hmn...". Controlou-se para não corar de vergonha, coçando a nuca. "A-amor... Da atenção e treinamento... Isso é o meu máximo". Jason fez uma pausa e andou até a residência. Abriu os braços e sorriu satisfeito e orgulhoso.
"A house? Our house?"
"Not Just a house. I want this to be our home."
Os olhos azuis se encheram de lágrimas. Para um menino que antigamente mal sorria, era impressionante como Jason conseguia fazia o Wayne chorar. Era tanto carinho, tanto amor e tanta atenção que ele mal podia agüentar. Correu até o mais velho e o abraçou. Sentiu a mão morna – que não era do vigilante -, afagando seus cabelos. E depois a aproximação de uma terceira pessoa. Estava frio. Mas a proximidade lhe aqueceu.
E ele admitiu para si mesmo que gostou. Gostou muito de sua pequena e torta família. Porque ele tinha a família Wayne na mansão. E a família Al Ghul no oriente.
Mas a que mais prezava no momento estava bem ali com ele. Sem palavras desnecessárias. Sem complicações e dramas psicológicos. Sem treinamentos malucos e tentativas de assassinato. Sem silencio incomodo e complexidade de olhar. Apenas carinho. Todo o carinho do mundo só pra ele.
Gostou da idéia de se esconder do "super-mundo" bem ali, num "mundo-comum". Para crescer e aprender mais sobre a vida.
É. Ele poderia até gostar um pouquinho de ter uma vida normal. Provavelmente vez ou outra iria surtar por ação e agitação, mas sabia que Jason não o deixaria na mão. Afinal de contas, era dureza, e de certo modo, chegou a doer – por mais doces que aquelas palavras fossem – ouvir "Eu nunca vou te abandonar" o forçou a lembrar de Nightwing.
Mas ele tinha que acreditar. Tinha que rezar para as coisas derem certo dessa vez.
Ou ele as faria darem certo.
...
..
.
Tchaaaarammmmmm :DDD
Beijos, queijos e brigadeiros - não rima direito, mas quem não gosta de uns beijinhos, queijo e brigadeiro? Hahahahahaha
Obrigada por lerem!
