Obirgado por todas as reviews!!!

Só para esclarecer(vai ficar claro nesse capítulo) Harry não é uma pessoa completamente fria mas ele não é mais tão bonzinho e se irrita de verdade.

Se não causarem problemas para ele então tudo bem.

Mais um obrigado pelos comentarios e por favor continuem a ler.

Cap 6-Conhecendo o menino de preto.

Dizer que Harry estava calmo era como dizer que Voldemort era simplesmente mal compreendido.

Ele estava completamente parado, olhando para o diretor de Hogwarts que tentava convence-lo de que os Weasley, Hermione e Fleur não estavam mais seguros e por isso deveriam ficar com ele para que Voldemort e os comensais da morte não os achassem.

Claro que ele não disse exatamente isso, mas essa era a idéia.

-Esse ataque só prova que eles estão em...

-O quê, exatamente, faz você achar que eles estariam mais seguros comigo?-Perguntou com sua voz mostrando uma pequena parte de sua irritação.

-Você sumiu do mapa pelos últimos dois meses, ninguém conseguiu achar você, não tivemos nenhuma noticia sua, nem sequer boatos nas ruas, você esta aqui saudável, mais forte do que eu jamais lhe vi, e com habilidades que muitos adultos nem sonham em alcançar, fazendo, por tanto, qualquer lugar perto de você o mais seguro possível, ainda mais se é tão bem escondido.

"Tudo bem... um a zero para o velhote."

Dumbledore viu que Harry não negara suas afirmações e prosseguiu nas suas tentativas de convencê-lo a acolher os Weasleys.

-Você deve entender que isso tudo foi muito traumático para todos eles...

Harry parou de ouvir o quê o diretor dizia e começou a pensar consigo mesmo.

"Não seria uma má idéia acabar com ele agora"

-... Bill e Charlie ajudaram a ordem a lutar contra os comensais...

"Por outro lado, tem muita gente aqui".

-... Molly esta sofrendo muito com tudo que houve com Percy...

"Se bem que eu posso fugir facilmente deles.Só tenho que aparatar e ir para minha casa."

-... Ron ajudou os dois irmãos, que foram quase mortos por Grayback...

"Basta um feitiço bem lançado... ele falou alguma coisa sobre Ron?"

-... E Hermione esta muito abalada com relação ao ataque de Grayback...

"... Eu ouvi isso direito?"

-Que ataque?

A voz dele soou tão fria quanto ele queria, pois percebeu que o diretor tremeu por um milésimo de segundo antes que pudesse se controlar.

Dumbledore se arrependeu por ter mencionado o incidente entre a e Fenrir Grayback tão descuidadamente.

Ele percebeu que Harry perdera a atenção no que ele falava, pensando sabe-se lá em quê, e tentou chama-la de volta com os eventos envolvendo os amigos.

O problema é que ele só pensara em mencionar os Weasley e deixar o assunto de Hermione para mais tarde, mas no desespero de fazer Harry concordar com ele, deixara escapar.

"Bom... agora é reparar o estrago."-pensou o diretor.

-Eu perguntei que ataque foi esse.

-A saiu da casa com os gêmeos, seu amigo Ron, a e Molly. Saíram da casa sendo guiados por Mundungos até a...

-Mundungos?Como em Mundungos Fletcher?

-Correto.

-Você escolheu aquele pateta para levar todos para fora daqui?

-Dos componentes do grupo que chegou primeiro ele era a melhor opção.

Harry não continuou a discussão então Dumbledore continuou a historia até o ponto em que eles foram encontrados por Ron e voltaram para a casa.

Harry não esboçou nenhuma reação enquanto Dumbledore contou da tentativa de Grayback de estuprar Hermione, mas o diretor podia afirmar que o garoto estava furioso, pois estava ele próprio estava tremendo de frio.

Harry olhou em direção a Hermione e viu que ela conversava com Charlie e Ginny.

-Ela esta bem?-Tonks, que ficara quieta durante a conversa, perguntou.

-Sim, ela esta com um hematoma no pescoço, conseqüência do ataque, mas fora isso ele não conseguiu faze-la mais nenhum mal. -Respondeu Dumbledore.

Ela assentiu, mostrando seu alivio. Olhou para o diretor e para Harry, que ainda observava Hermione.

Tonks estava com muita pena do velho diretor.

Ela era uma das duas pessoas no mundo mágico que podia dizer perfeitamente quando Harry estava realmente irritado.

Analisando os últimos acontecimentos, Tonks esperava que o diretor não insistisse na idéia de levar os Weasley para onde eles vinham morando nos últimos dias.

Na verdade o ideal seria que Dumbledore desse meia volta agora mesmo e evitasse falar com Harry até março, mas ela não iria dizer isso agora.

O que mais a preocupava eram os últimos acontecimentos.

Harry descobre que Bellatrix esta atacando a Toca. Harry fica muito feliz.

Harry chega a Toca e começa a derrotar comensais da morte a torto e a direito. Harry fica mais feliz ainda.

Harry descobre que Tonks foi, escondida com a Ordem, lutar na Toca. Harry não esta mais feliz.

Bellatrix escapa por culpa da distração de Harry, no caso Tonks. Harry fica muito irritado.

Harry esta com Dumbledore, que tenta convence-lo a deixar os Weasley ficarem em sua casa... Nada bom... Nada bom, mesmo.

"Será que ele vai insistir muito nisso?"

-Eu vou deixar os Weasley ficaram na minha casa, mas eu vou levá-los até lá.

Dumbledore entendeu perfeitamente que Harry não queria que ele tivesse a menor idéia de onde ficava a casa, mas preferiu não discutir agora que o rapaz aceitara acolher os amigos.

-Certamente. Eu vou avisá-los.

HP6

Artur estava com medo.

Aterrorizado.

Desesperado.

Dumbledore acabara de lhe dizer que eles ficariam na casa de Harry por conta da falta de segurança suficiente na Toca.

Ele viu como Harry lutou contra os comensais e principalmente contra Bellatrix e não conseguiu, de jeito nenhum, acreditar que era o mesmo menino que ele vira pela ultima vez fazia dois meses.

Ele agora estava conversando com Molly sobre os detalhes da ida para a nova localização.

-Mas e percy?!Nós temos que ficar com ele!

-Albus me disse que nós poderíamos visitá-lo no hospital. Ele acertou com Harry para permitir as visitas.

-Como assim?!Harry jamais impediria que nós visitássemos um membro da família que estivesse machucado!

-Molly... Veja bem...

Como ele poderia descrever o que ele e todos os membros da ordem, cuja maioria já havia deixado a casa, viram não um menino, mas um homem que veio com a intenção de matar o máximo de inimigos possível.

-Não me interessa Artur!-Ela constatou, imaginando no que o marido pensava. -Ele ainda é o Harry que nós conhecemos. Você acha que ele mudou tanto a ponto de esquecer de nós?!

O homem ruivo encarou a esposa sem saber o que dizer.

Ele esperava que o menino não tivesse mudado a este ponto. O homem ruivo não queria imaginar a reação dos filhos se ele tivesse mudado tanto.

-Vocês não precisam se preocupar tanto.

Os dois Weasleys se viraram para porta, por onde Tonks entrava na sala.

-Ele esta bem mais forte, sério e até perigoso, mas ainda é o Harry.

A afirmação de Tonks, que foi imposta de forma confiante, acalmou-o e fez Molly encara-lo com um olhar de triunfo.

Harry tivera uma reação muito forte quando viu Tonks no campo de batalha e Artur podia dizer que os dois estiveram em contato pelos últimos dois meses.

Se ela dizia que Harry não mudara tanto então o não iria discutir.

-Bom, já que tudo esta esclarecido acho que vou chamar as crianças para nos prepararmos para a partida.

-Só mais uma coisa.

Os Weasley voltaram a encarar Tonks com feições curiosas.

-Já tem gente na nossa casa, e Harry não vai gostar se houver desentendimentos entre todos vocês.

Os outros ocupantes do quarto assentiram, entendendo que o recado era para as crianças.

Tonks pediu licença e disse que iria se encontrar com Harry, que já estava esperando para ir.

HP6

Ron não conseguia acreditar no que acontecera nas ultimas horas.

O ataque a Toca, Grayback matando Mundungos, a fuga pela floresta e finalmente o encontro com Harry.

O seu amigo mudara muito.

Mais alto e forte, e pelo que ele ouviu dos membros da Ordem, enquanto eles saiam, o amigo voltara muito bom de briga.

Hermione estava com Ginny no outro quarto, arrumando as malas para irem com Harry para sua casa.

O lugar em que Harry vinha vivendo nos últimos dois meses, isolado e muito provavelmente treinando.

Ele ouviu os gritos da mãe vindo do andar de baixo, fechou o malão e desceu, encontrando com os gêmeos e Ginny.

-Vocês viram só como ele está diferente?-Perguntou a menina.

-Tem alguém que não viu?-Retrucou George.

-Concordo digníssimo irmão. Ele fez uma grande primeira impressão.

-Vou entender isso como um elogio, Fred.

Os Weasley olharam espantados para a figura que vinha subindo as escadas no encontro deles.

-Vocês demoraram, então vim ver se estava tudo bem.

Ginny sentiu a face ruborizar instantaneamente. "A voz dele também mudou bastante, parece mais grave."

-Nós já estávamos descendo

Harry olhou para Ron por um segundo e depois passou a olhar todos eles.

-Onde está Hermione?

Ron olhou para Harry sem entender, olhou ao redor e depois para Ginny.

-Ela não devia estar com você?

Ginny encolheu sobre os olhares de todos os rapazes, mas principalmente os de Ron e Harry. O primeiro tinha um olhar de raiva pela irmã ter deixado a amiga sozinha. O segundo tinha um olhar de curiosidade mesclado com desapontamento.

-Ela disse que desceria logo, ela queria ficar um pouco sozinha então saí.

Harry e Ron claramente se acalmaram com a resposta, o que fez Ginny relaxar um pouco.

-Você pode me levar até ela?

Ginny quase pulou de susto, a pergunta súbita de Harry a pegou desprevenida, mas ela respondeu prontamente.

-Claro... Mas... Eu não sei...

-Prometo que não vou atrapalhar.

-Leva ele Ginny.

Todos olharam para Ron surpresos pela ordem repentina, menos Harry que o olhava agradecido.

-Eu não conseguiria falar com ela. Boa sorte.

Ron se virou e desceu as escadas com Fred e George logo atrás.

Ginny se surpreendeu com a repentina maturidade do irmão, mas Harry a fez acordar dos seus devaneios.

-Não se preocupe logo ele vai voltar a ser mais infantil.

Ginny não entendeu o que ele quis dizer com isso, até por que ela se deu conta de sua situação.

Ela estava sozinha com o Harry Potter dos seus sonhos.

Ginny ficou vermelha como um tomate e virou de costas para ele, já indo em direção ao seu quarto quando Harry de repente a segurou pelo braço.

-Você esta bem?

-estou.

-Tem certeza?Você esta vermelha.

"Por quê será?" a ruiva pensou ironicamente.

Harry a puxou para mais perto colocou a mão em sua testa.

-Você esta muito quente.

Ginny tremeu sobe o toque dele e ao pensar em um segundo sentido para a ultima frase que ele dissera.

-O seu pescoço esta doendo?

-Ah... Não.

-Você esta gaguejando.

-Estou?-perguntou envergonhada.

-Não fique envergonhada, é bonitinho ver você toda vermelhinha. -Ele afirmou num tom juvenil.

Desafiando as leis do universo, Ginny ficou ainda mais vermelha.

-Vo... Você... Você acha?

-Não se você estiver passando mal.

-NÃO!Eu estou bem!

Harry riu da prontidão da garota em negar que estava doente.

-Tudo bem. Vamos antes que sua mãe tenha um ataque e venha nos achar.

Ginny assentiu e começou a ir em direção ao quarto, mas tropeçou em um degrau e caiu de costas, sendo segurada por Harry, que riu de novo.

-Você não quer respirar um pouco antes de irmos?

Ginny fez uma careta para ele e ele riu mais.

Os dois subiram as escadas até chegarem ao quarto onde Ginny e Hermione dormiam.

Ginny bateu na porta e ouviu sons vindo de dentro do quarto. Preocupada, levou a mão a maçaneta, mas Harry a impediu de abri-la. Ele aproximou a boca da orelha dela e disse baixinho para que Hermione não o escutasse.

-Calma. Deixe-a abrir a porta quando ela quiser.

Ginny quase gemeu ao sentir o hálito quente em sua pele e a aproximação súbita de Harry de repente fez a temperatura subir derrepente.

Ele soltou sua mão e ambos esperaram Hermione abrir a porta.Não demorou muito e a porta foi aberta revelando a figura da garota de cabelos cheios.

Ela estava com uma expressão chocada, obviamente por conta da presença de Harry. Ginny interveio antes que Hermione ficasse muito nervosa.

-Calma Mione. Ele ladra, mas não morde.

-Exato, só se me pedirem. -Ele retrucou em uma voz muito séria.

As duas meninas coraram absurdamente rápido, e Harry conseguia imaginar perfeitamente o quê elas deviam estar pensando agora, ainda mais depois de Ginny quase cair da escada e ser salva por ele.

-Bom... Posso entrar?

Hermione olhou para ele por um segundo sem entender, mas derrepente corou mais e se moveu dando passagem para os amigos entrarem.

"Eu tenho que me controlar um pouco ou posso acabar causando uma dor de cabeça muito séria nas duas se elas continuarem a ter tanto sangue na cabeça."

Hermione aproveitou que o rapaz entrou e olho-o de cima a baixo.

Ela estava absurdamente impressionada com o amigo. As historias que os membros da Ordem estavam contando pouco antes de saírem a deixaram de queixo caído.

Isso sem falar na aparência dele.

Ela o avaliou dos pés a cabeça até chegar ao rosto. Foi ai que ela percebeu que ele estava olhando para ela.

-Estou aprovado?- Perguntou de um jeito infantil.

Hermione corou, mas assentiu e ele sorriu para ela.

A expressão dele mudou rapidamente para uma de seriedade e preocupação.

-Eu quero falar com você. - Ele falou em um tom que deixava claro que ele não forçaria nada, só ouviria ao que ela tinha a dizer.

Hermione sabia ao que o amigo se referia e agradeceu mentalmente a cumplicidade do amigo.

Harry viu Ginny sair silenciosamente do quarto e antes dela sumir pela porta ele moveu os lábios sem dizer nada, agradecendo.

Ela simplesmente sorriu para ele e saiu do quarto.

Harry olhou para Hermione e esticou os braços fazendo sinal para ela se aproximar.

Hermione se jogou contra Harry e desabou a chorar no ombro do amigo que afagava sua cabeça sem nada dizer, sabendo que nada que ele dissesse a ajudaria nesse momento, e simplesmente esperou que ela se acalmasse.

HP6

Ginny saiu do quarto, mas ficou do lado de fora escutando a conversa dos dois amigos.

Ela escutava Hermione chorar e só podia presumir que Harry a estava abraçando ou reconfortando, afinal ele não pediria para falar com ela só para vê-la chorar.

Hermione começou a contar, ainda chorando, o que aconteceu desde o inicio do ataque até quando Grayback nocauteou Fleur e atacou ela e Ginny.

-Por favor, pare.

A voz de Harry soou tão baixa e miserável que Ginny quase não ouviu, mas qualquer um que escutasse podia dizer que estava carregada com tristeza.

Hermione obviamente notou isso, pois parou de falar imediatamente.

Ginny não fazia idéia do tempo que os dois ficaram em silêncio, mas cada segundo era quase uma tortura para ela.

Hermione parecia concordar, pois quando Ginny pensou em ir embora ela falou de novo.

-Harry por que você está tão mal?

Pergunta idiota? Talvez para quem tivesse ouvido essa historia por meio de terceiros, mas Ginny, que percebeu o tom de Harry, queria saber a resposta dessa pergunta tanto quanto Hermione.

-Harry, por favor, fale alguma coisa.

Ginny começou a sentir pena da amiga. Por que de repente Harry ficara mudo?

Alguns segundos sem ninguém pronunciar uma palavra levaram Ginny a perder a paciência e abriu uma fresta da porta para que visse o que ocorria dentro do quarto.

Ela quase gritou.

Hermione estava de costas para a porta e Harry de frente para ela, por tanto de frente para a porta. Tudo que a ruiva conseguia ver era que o rosto de Hermione estava erguido e que Harry estava inclinado, quase que encostando o rosto com o de Hermione.

Para quem não entendeu a explicação, qualquer um que entrasse no quarto agora veria os dois se beijando.

Os dois ficaram naquela posição pelo que pareceu uma eternidade e Ginny, por alguma razão desconhecida, não conseguia desviar o olhar.

O momento era tão terno e gentil que Ginny não conseguia evitar sentir inveja de Hermione.

Momentos depois, Harry separou-se de Hermione e falou algo baixinho para que só ela ouvisse, deu mais um beijo em Hermione e foi em direção a porta.

Ele foi tão rápido que Ginny não conseguiu se afastar da porta e quando ele abriu deu de cara com ela.

Ela sentiu-se encolher sobre o olhar de reprovação dele.

Ele passou por ela e desceu as escadas sem mais uma palavra.

-Antes de tirar conclusões precipitadas me escute.

Ginny olhou chocada para Hermione que voltara a arrumar sua mala com uma cara emburrada.

-Você sabia que eu estava aqui?

-Harry acabou de me dizer. Ele não me contou antes, pois não queria me interromper... Foi melhor assim. -Ela respondeu ainda irritada.

-O que você quis dizer com "conclusões precipitadas"?

-O quê você acabou de ver?

Ginny demorou a responder, mas por fim falou irritada.

-Ele... Te beijando.

-Na testa.

-Como é?!

-Ele me beijou duas vezes... Na testa.

Ginny finalmente entendeu que Hermione não estava irritada.

Na verdade... Ela estava desapontada.

HP6

As meninas chegaram alguns minutos depois ao térreo da casa, de onde Harry os levaria para o novo esconderijo.

O rapaz se encontrava deitado no sofá, sozinho e apoiando a cabeça no braço do assento. Pela primeira vez, desde que Ginny e Hermione o viram na Toca, ele parecia cansado.

Hermione avaliou bem o amigo e percebeu que ele agora estava diferente do que ele estava no quarto.

Lá ele estava imponente, confiante e plenamente saudável.

Aqui ele continuava alto, forte e bonito, mas estava um tanto pálido e sua expressão era cansada.

Ele parecia estar dormindo.

A mão que estava largada ao lado do sofá lhe chamou a atenção por estar com uma luva preta, enquanto a outra, no colo, estava completamente nua.

Ele pareceu sentir os olhares sobre ele, pois seus olhos abriram de repente e ele olhou para as duas. Sorriu para elas e se levantou, chamando a atenção de todos na sala.

-Já podemos ir?

Todos assentiram e ele pediu para que se aproximassem dele. Entregou alguma coisa para Tonks e disse em voz alta para todos o ouvirem.

-Façam uma fila. Nós vamos por via do pó de floo. Vou primeiro, para permitir a entrada de vocês na casa, por tanto, quando eu sair vocês esperem um minuto e comecem a ir.

Com as instruções dadas ele se dirigiu a lareira jogou o pó de floo e, sem dizer nada, foi levado pelas chamas verdes.

-Ele ligou essa lareira a da nossa casa, por isso não teve de dar a localização.

Tonks respondeu,após ver as expressões confusas nos rostos dos outros ocupantes da sala.

Passado um minuto, os outros começaram a entrar na lareira.

Artur, Bill, Charlie, Ron, Fred e depois George.

Quando nada de ruim aconteceu os outros foram também.

Hermione, que fora a penúltima a passar pela fogueira, sendo seguida por Molly, pousou em um chão de madeira negra.

Ela notou que caiu por cima de Ron e tratou de se levantar para dar passagem ao garoto.

Já de pé ela viu duas pessoas que nunca imaginaria que pudessem chegar a cinqüenta quilômetros de Harry sem falarem mal dele.

Harry conversava com uma mulher loira, alta e muito bonita e um rapaz, de rosto fino, pele pálida e mais baixo que Harry.

Fleur se aproximou de Hermione e se inclinou, para que pudesse falar ao ouvido de Hermione.

-Vocês conhecem estas pessoas?

-Pode apostar que sim

A francesa e a menina de cabelo castanho olharam novamente em direção a Harry e seus companheiros, e viram que quem respondera fora o garoto loiro.

-Malfoy.

Ron falara em tom perigoso, mas Draco Malfoy simplesmente olhara para ele e voltara sua atenção para Harry.

-Os outros não são um problema... Mas tinha que trazer aquele ali?- O garoto perguntou num tom que mostrava curiosidade e escárnio ao mesmo tempo.

Ron xingou em alto e bom som, ganhando um sermão da mãe.

Draco Malfoy olhou mais uma vez para Ron, passou o olhar por todos os outros ocupantes da sala e parou em Harry.

-Sério... Tinha que trazer ele?

Harry simplesmente riu.