Capítulo VI
"O Exílio De Rony"
Havia muita confusão na praça principal.
Os Weasleys estavam indignados com a morte de Fred assim como os Granger com a morte de Simas.
Entre as pessoas, Jorge abraçava fortemente Angelina Johnson, que era a noiva do seu irmão.
- É tão triste vê-lo daquele jeito... _ ela comenta.
- Com certeza. Mas não se preocupe. _ seus olhos ficam coléricos _ Aquele filho da mãe do Simas teve o que merecia, mas não vamos deixar isso por menos. Todos aqueles desgraçados Grangers devem morrer...
- Jorge... _ ela o olha nos olhos _ Eu me sinto tão culpada...
Ele a olha com carinho. Põe a mão em seu rosto.
- Porque?
- Como, "porque"? Pelo que nós fizemos. Estou tão arrependida...
- Acaso... Não me ama?
Um momento de silêncio.
- Sabe que sim... Mas... Era dele que eu era noiva, afinal de contas...
- Querida, Angelina... Foi uma falha do destino Fred ter nascido primeiro do que eu. Apesar de sermos gêmeos, ele saiu primeiro do ventre de nossa mãe, e meu pai acabou levando isso em conta... _ ele diz, amargurado.
- Mas agora... Ele está... Não acha que... Que é perigoso? Ele não pode nos amaldiçoar ou algo assim? _ ela diz, suplicante.
Jorge ri, com carinho. A beija na cabeça.
- Não acho que ele seja desse tipo. Fred e eu éramos muito unidos. Não acho que ele iria querer nosso mal agora, mesmo por um motivo desses. Ele também gostava muito de você. Iria querer que fóssemos felizes.
- Bom... Se você pensa assim... Mas ainda é muito triste vê-lo daquele jeito...
Jorge não responde. Só abraça a garota mais forte. Ela corresponde. Os dois, afundados em sua tristeza e amor, estão alheios a balbúrdia que há em sua volta, assim como os outros estão alheios a eles...
- Isso não ficará assim! _ gritava Dino, o melhor amigo de Simas.
- E não vai mesmo! _ retruca Arthur _ Meu filho foi morto! EXIJO PUNIÇÃO!!
- O bastardo do seu outro filho já fez justiça com as próprias mãos. _ dizia o Sr. Fininngan, abraçado a esposa _ O meu está morto e eu é que devo exigir punição para o tal Ronald!!
- Rony só honrou sua família! _ dizia Guilherme, o mais velho dos filhos Weasley _ Ele vingou a morte do irmão. Só honrou as calças que veste! Seu filho matou nosso irmão a sangue frio! Ele mereceu.
- Cala a boca, WEASLEY NOJENTO! _ retruca o pai, descontrolado _ MEU FILHO ESTÁ MORTO!! EXIJO PUNIÇÃO!!
- ACALMEM-SE TODOS!! _ grita Aberforth, sobrepondo-se ao barulho. O som diminui. _ Não vamos resolver nada discutindo desse jeito.
- E como fica nossa situação? _ questiona Wendel, que está junto da esposa.
- É!! Queremos sangue! _ grita Carlos, o segundo filho mais velho de Arthur.
- E a sua lei de morte, senhor? _ diz a senhora Finningan, tão descontrolada quanto o marido _ Aquele Ronald matou meu filho. Quero que ele seja morto!
- Cala a boca, vaca velha! _ grita Molly _ Eu também perdi um filho pelas mãos sujas do seu. Não vou perder mais um!
- Ora, sua...
A discussão começa. Os maridos têm que segurar as esposas. Aberforth pede silêncio novamente.
- Mandei ficarem quietos! _ ele é bem enérgico _ Eu já tomei minha decisão. Ronald Weasley não será morto...
Nova balbúrdia. Os Weasleys comemoram enquanto os Grangers e parentes reclamam.
- SILÊNCIOOO!!!
Todos se calam.
- Ronald Weasley não será morto, por enquanto. _ ele continua, como se não houvesse interrrupção. _ Ele matou Simas Finninfan porque Simas matou Fred primeiro. Ele apenas utilizou das próprias mãos para fazer valer o que teria acontecido com Simas. MAS _ ele aumentou a voz pois o barulho recomeçou _ … Ronald Weasley não ficará impune.
Silêncio.
- … Apesar de ter feito o que a própria lei faria e por ter sido provocado antes, ele ainda sim matou um homem. Por isso, decreto que Ronald Weasley será exilado para Little Winghing. Ele deverá partir até o nascer do sol de amanhã. Se o dia clarear e ele permanecer nesta cidade, serpa morto pelos meus soldados.
Os Weasleys começaram a protestar. Os Grangers não gostaram muito de não ter uma morte, mas pareceram se satisfazer com o exílio para a pior lugar da região, onde não havia comida, e o calor e a seca eram insessantes. Quase não havia seres humanos e os escorpiões e cobrars eram seus vizinhos.
- Silêncio!!! Mas que coisa! Já tomei minha decisã, voltem para suas casas e velem seus parentes.
Aberforth e seus homens se afastam. As famílias fazem o mesmo.
- Graças a Deus Hermione não estava aqui... _ comente Mônica, abraçada ao marido _ … Ela é tão sensível. Ia sofrer muito, contadinha...
Wendel concorda e aperta seu braço em volta da esposa. Do outro lado, estão o casal Weasley.
- Arhtur... Nosso menino... Nosso menino exilado? _ Molly chorava muito.
- Eu sei, meu bem. É muito doloroso para mim, também. Mas pelo menos ele não foi condenado a morte, não é?
- Ah! Como sou infeliz... Um filho morto e um exilado... Isso se ele não for morto também. Ah, Arthur... Você ouviu o que o governador disse. Se Rony não partir até amanhã, será morto também!
- Querida... Isso não vai acontecer. Nosso filho é adulto e sabe o que é melhor para ele. Por falar nisso... Onde ele está?
- Eu... Não sei... Não o vejo a um tempo. Harry?
- Sim, Sra. Weasley? _ Harry estava próximo do casal, consolando Gina.
- Você viu Rony?
- Não, senhora.... _ ele diz, infeliz _ Não vejo meu amigo desde que a tragédia aconteceu.
- Que pena. Pode me fazer o favor de procurar por ele? Ele ainda não sabe o que foi decidido pelo governador.
- Mas... _ ele olhou para Gina, com preocupação.
- Não se preocupe, Harry. _ diz Arthur, esboçando um sorriso _ Nós cuidaremos de Gina.
- Certo. _ e virou-se para Gina _ Eu voltarei logo.
Ele lhe dá um beijo rápido e sai a procura do amigo.
Muitas horas se passaram e o dia começou a cair. Harry começava a se desesperar por não localizar o amigo e ele tinha cada vez menos tempo para deixar a cidade. Resolveu procurar no único lugar aonde ainda não tinha verificado. A igreja.
Chegando lá, ele teve suas suspeitas confirmadas, quando Alvo lhe disse que Rony estava escondido em uma das torres.
- Rony?
O rapaz levantou a cabeça. Seus olhos estavam inchados.
- Harry? O que.... O que você faz aqui?
- Sua mãe me pediu para procurar por você. O governador Aberforth deu seu veredicto.
- Eu... Estou condenado... Não é? _ não havia nenhuma esperança em sua voz.
- Não, Rony... Não por enquanto.
Rony o encarou, surpreso.
- Como não? Eu infringi a lei. Matei um homem. A sentença para isso é clara.
- Sim, mas... Você fez isso porque Simas matou seu irmão primeiro. O governador levou isso em consideração...
- E... Então?... Porque diz "não por enquanto"?
- Bem... É que você deve partir até o amanhecer de amanhã. Se eles te encontrarem pela cidade depois disso, te matarão.
- Partir? Como assim "partir"? Partir para onde?
Harry não respondeu. Pela troca de olhares, Rony já compreendeu.
- Não.... Não. Não. Não.... Ele não... Não é possível! A morte seria preferível!
- Sinto muito. Sua família tentou, mas ele foi irredutível.
- Não posso ser exilado para aquele lugar. É o inferno na Terra. Eu não vou ser. Vou aparecer depois do amanhecer e deixar que me peguem.
- Está louco?! _ Harry fica abismado _ Não tem amor a vida?
- De que adianta minha vida se perdi meu irmão e matei um homem por ódio, algo que jurei nunca fazer...
- E seus pais? Seus irmãos?
- Eles acabaram de perder o Fred... O choque será menor se perderem a mim logo em seguida...
- E eu? Eu não importo para você? Não sou seu melhor amigo?
- Claro que é... É por isso que entende o que eu quero mais do que ninguém.
Um silêncio se prolongou.
- Rony....
- Não adianta, Harry. Não vai me convencer.
- Rony... _ Harry insistiu _ … E... E a Hermione?
O choque ficou visível no rosto de Rony.
- Oh, meu Deus! Como pude ser tão rude... Tão vil e mesquinho? Como pude me envolver nos meus problemas e esquecer-me completamente de minha amada Hermione? Nos casamos hoje... Eu matei seu primo mais querido... Ela deve estar despedaçada e morrendo de ódio de mim...
Colocou as mãos na cabeça.
Harry se agachou ao seu lado.
- E é por ela que você não vai fazer essa loucura.
- Mas... O que farei? _ Rony ainda tinha a cabeça entre as mãos.
- Está anoitecendo. Vá até a residência dos Grangers e procure por sua eaposa. Suba no seu quarto se for preciso. Ela está frágil e precisa de você por perto. Consóle-a e a faça feliz. Parta antes do amanhecer para Little e eu bolaremos um plano para que vocês possam fugir juntos. Poderemos contar com a jovem chamada Luna também.
Rony olha para ele.
- Você... Acha que dará certo?
- Sim. Não vou deixar meu melhor amigo morrer por uma idiotisse. Nós ajudaremos vocês a ficarem juntos.
Rony sorri.
- Tem razão. Minha donzela precisa de mim por perto nesse momento. Eu vou até lá.
Ele abraça o amigo com força.
- Não sei o que seria de mim sem você.
- É para isso que os amigos servem... _ Harry diz, satisfeito por Rony ter concordado _ E o que você ainda faz aqui? _ ele finge uma repreensão _ Tem uma donzela em seu quarto esperando por você.
Rony sorri mais uma vez e sai correndo.
Sentada em sua cama, Hermione alisava os cabelos sem realmente prestar atenção ao que fazia. Uma tristeza enorme pela perda do primo invadia o seu peito. Mas o que mais a machucava era que Rony ainda não tinha vindo vê-la.
- "Maldito..." _ ela pensava _ "Além de matar meu primo a sangue frio ainda esquece de mim? Se não aparecer ainda hoje eu mesma te mato, idiota..."
Mas Hermione nem teve tempo de terminar esse pensamento quanto ouviu um barulho em sua sacada. Em seguida, o vulto totalmente familiar aparecer na janela.
Hermione pulou da cama e se encaminhou até lá. Toda a sua raiva se dissolveu instantaneamente ao pôr os olhos no homem que amava e que estava parado na sua frente, com uma expressão amargurada no rosto.
- Rony...
Ele baixou os olhos.
- Hermione, eu...
- Você está machucado...
Ela colocou a mão no rosto dele, fazendo-o levantar os olhos, confuso.
- A briga deve ter sido terrível. Como foram deixar você assim?...
- Hermione... Eu... Eu não entendo... Eu... Eu matei Simas.
- Eu sei o que houve... Simas... Nunca se conteve quando se tratava da sua família. Eu tentei falar com ele várias vezes, mas... Ele sempre foi tão teimoso.
- Você... Não está... Com raiva de mim?
Agora foi Hermione quem baixou os olhos.
- Não vou negar que isso me entristece...
- … _ Rony não sabe o que falar.
- … Mas o que sinto por você é maior do que isso. Você é meu marido, Rony. Eu vou ficar do seu lado.
Foi inesplicável a alegria que o rapaz sentiu dentro dele. Ao término dessas palavras, Rony abraçou sua amada fortemente, beijando-a em seguida.
Dessa vez, Hermione não se rendeu aos carinhos de Rony. Eles estavam casados agora, não havia mais problema em se entregar ao que sentiam.
Rony deitou Hermione na cama delicadamente e recomeçou a beijá-la. Primeiro na boca, depois desceu para o pescoço, subindo para a orelha, que começou a mordiscar.
Suas mãos ágeis encontraram rapidamente os feixes de sua camisola e segundos depois, Hermione estava apenas de roupa íntima. Ele também despiu suas roupas de cima e voltou a beijá-la...
Os carinhos continuaram por um bom tempo...
Foram ficando mais ousados...
Minutos depois, a voz de Hermione e Rony podia ser ouvida apesar de ser um simples suspiro baixo de um casal apaixonado que antes pertenciam um ao outro pelo coração e agora fisicamente também...
CONTINUA
Oie!!!
Não me matem. Sei que demorei para postar esse capítulo, mas aqui está ele.
Espero que gostem.
Beijos A Todos
*** Angel ***
