04 - Capítulo Quatro
Ela tinha sido sequestrada. Isabella lutou para conter seu terror enquanto despertava para perceber que suas mãos e pés estavam atados. Estava deitada em uma surpreendentemente confortável cama. Não que aquele conforto significasse qualquer coisa. Ela estava certa de que até os serial killer podiam ter camas confortáveis. Mas ela sabia que não foi um assassino que a sequestrou. Maldição, quanto mais pensava sobre isto, mais estava começando a temer que suas chances podiam ser melhores com um doido que com o homem que ela tinha visto em um ofuscante segundo na noite anterior.
Ela lutou para aquietar o medo enquanto se lembrava do rosto de seu sequestrador. Por um momento de parar o coração ela o olhou fixamente e percebeu isto uma vez mais, apesar de todos os seus esforços, ela iria pagar pelos pecados de Isabel.
Isto era ótimo. Como ele acreditaria que ela não era Isabel? Quantas pessoas sabiam que seus pais tinham duas filhas? Ela podia contá-los todos em dez dedos e tinha alguns remanescentes. Desde que era uma criança, tinha estado contente em ser deixada só com suas bonecas, seus livros, seus vários passatempos, em lugar de ser a borboleta social que sua irmã começava a ser. E seus pais tinham estado dispostos a deixá-la para trás. Poucas pessoas sabiam que Isabel tinha uma gêmea, o mais fácil poderia ser para conseguir a gêmea mais velha fora de dificuldade mais tarde. Aquela lição tinha sido aprendida cedo.
Ela abriu seus olhos, seus sentidos embriagados por ser drogada, sua mente lenta. Precisava pensar claramente, limpar a névoa de sua cabeça e compreender como lidar com isto. Não existia nenhuma dúvida que Cullen estava ali por vingança. E ela não podia culpá-lo. A parte assombrosa era que ele deixou-a viver longo suficiente para acordar.
— Você está acordada? — A voz soou atrás dela.
Sua voz enviou calafrios em cima de sua espinha. Era profunda e áspera, como o grunhido de um predador faminto. Enviou um frio de temor por ela e ela lambeu seus lábios secos em resposta para o nervosismo de repente chamejando por seu corpo.
O homem que provavelmente mataria você, não devia soar malditamente sexy, segundos antes de fazer isso. Isabella tragou firmemente. Devia estar mais assustada e menos excitada por sua voz.
Suas fantasias mais escuras tinham sido preenchidas com a imagem dele por dois anos. Ela frequentemente acordava no meio da noite, seus quadris levantados, agarrando a visão do sonho pronto para empalá-la. Estava tão doente quanto Isabel, pensou com desgosto. O modo que ela o desejava depois do que ele fez não fazia sentido.
— Eu assumo que você está pelo menos razoavelmente sensível. — Ele soletrou caçoando. — Fingir dormir não salvará seu traseiro, garotinha.
Isabella estremeceu ao tratamento familiar. Ela não era uma garotinha, maldição.
Ela respirou fundo em resignação. Tinha que usar o banheiro e sentia sua boca como algodão. Poderia também ceder e recuperar isto, inferno. Cullen não parecia como um homem que facilmente seria desviado ou persuadido. Não que ela já tivesse sido muito boa com persuasão de qualquer maneira.
Isso não significava que ela tinha que gostar da resposta incomum a ele. Por que, de todos os homens no mundo, ela tinha que estar tão atraída por este aqui? Estava certa que ele iria matá-la tão logo olhasse para ela. E sabendo disto, por que sua vagina estava aquecendo, seus seios formigavam, seu corpo tão sensibilizado em resposta para sua voz?
Retraindo uma respiração funda, ela preparou-se para enfrentá-lo. Quanto mais cedo fizesse isso, mais cedo possivelmente podia achar alguma paz.
— Você acha que poderia me desatar tempo suficiente para eu usar o banheiro antes de começar a me atormentar? — Perguntou a ele friamente.
Ela não estava prestes a rolar acima e fazer a dor em seus ombros piorar por estar deitada de costas atada como estava. Estava malditamente desconfortável com suas mãos amarradas atrás dela. Também se parecia muito vulnerável, muito impotente. Estava a sua mercê, e estar em tal posição era demais excitante
Excitante? Devia estar apavorada, não excitada.
Isabella tremeu enquanto ele se movia. Ela sentiu o aço frio deslizar entre seus tornozelos nus, fatiando através das cordas, então entre seus pulsos. Dobrando suas mãos ela aliviou-as em posição sentada, colocando seus pés numa tentativa no chão. Fitando por suas pestanas ela viu as pernas magras, fortes que se moviam em sua linha de visão.
Levantou seus olhos enquanto seu coração parava em seu peito. Ele estava liberando seu cinto. Oh Deus. Ela ofegou por respiração enquanto os dedos dele, calosos e muito masculinos, começaram a desabotoar sua calça jeans.
Ela não iria choramingar, se assegurou. Não mostraria a ele choque e excitação por realmente deixar aquele pequeno som de impotência livre. Mas enquanto ele puxava seu grosso, duro pênis da profundidade de sua calça jeans ela soube que o som gritou de sua garganta enquanto a grande mão dele tocava acima da carne escura sugestivamente.
— Vamos, Catarina. — ele sussurrou sombriamente. — Abra a boca grande, bebê, e deixe-me ter aquela garganta apertada novamente.
O olhar dela voou para o dele. Ele estava assistindo-a com uma veia funda de diversão e luxúria, seu rosto bonito tenso com estimulação e exigência. Isabella queria rir. Ela quase o fez. Não saberia o que fazer com ele ainda que ela considerasse "abrir grande" à medida que ele sugeriu.
— Uhh, eu realmente preciso ir. — ela sussurrou um pouco, tentando desesperadamente não olhar ao pênis duro só a polegadas de sua boca. — Realmente, muito.
Os lábios dele contraíram-se caçoístas, seus olhos verdes escuros escureceram mais.
— Então pague o preço. — ele sugeriu suavemente. — Vamos, Catarina, não é como se fosse a primeira vez.
Não era? Era a primeira vez para ela, ela pensou com surpresa. Seguramente ele não achava que ela realmente o faria? Isabella nunca tinha feito, mas estava bem ciente do fato que Isabel faria e fez isto.
Ele moveu seu braço, levantando sua mão, os dedos infiltrando no cabelo dela, o toque enviando picadas de sensação para seu couro cabeludo enquanto ele segurava-a e se aproximava. O olhar dela ficou nervosamente solto, sua visão cheia com a escura, carne pulsante da cabeça de seu pênis.
Ele realmente pensava que ela faria isto? Pensava que ela pudesse.
A grande, arroxeada cabeça tocou em seus lábios, pulsou, então derramou uma pérola suave de sêmen contra sua curva inferior.
Antes de Isabella poder parar-se, ela empurrou de volta, um grito de afronta escapando de sua boca enquanto rolava desajeitadamente através da cama. Agitando de nervosismo, ela caiu da lateral e levantou-se antes de olhar fixamente para ele através do colchão.
— Não. — disse friamente, entretanto sua resposta estava bastante atrasada, ela pensou enquanto o assistia recolocando sua calça jeans com uma carranca interrogativa. Ele pareceu divertido e confuso por sua reação.
— Isto é tudo que você tinha para dizer, Catarina. — ele encolheu os ombros. — Eu não me lembro de você ser tão hesitante da última vez.
Última vez? Ela não foi hesitante? Ela iria matar Isabel. Seriamente. Honestamente. Na primeira chance que tivesse, seus pais perderiam uma filha de verdade em vez de só em desejos.
Ele acreditaria em que ela não era Isabel? Isabella apertou seus dentes em fúria, pesando suas opções cuidadosamente. Ele não parecia determinado a matar neste momento. Estava indolentemente divertido, talvez um pouco sarcástico e zombeteiro, mas não parecia assassino.
— Olhe! — ela finalmente disse, lutando para manter sua voz confiante enquanto ouvia o tremor trair nas palavras. — Você cometeu um engano terrível aqui. Realmente. Eu estou certa que você achará isto bastante engraçado…
Ele fez uma careta. O olhar enviou medo protestando por seu sistema. Sobrancelhas pretas espessas e olhos verdes tempestuosos escurecidos, seus lábios esticados, as maçãs do rosto altas distinguindo-se proeminentemente. O olhar estava uma advertência e fazia o coração de Isabella bater apressado em seu peito.
— Realmente? — falou demoradamente. — Eu nunca imaginei por um momento que não existiria uma boa explicação. — ele cruzou seus braços acima de seu peito e a assistiu por olhos estreitados. — Eu acho que devia dizer a você que daqui em diante, Catarina, isso não está saindo do jeito que eu planejei para você. Você pode também esquecer quaisquer desculpas, mentiras ou truques. Isto é inferno, bebê, e eu sou seu guardião. Então se acostume a isto agora.
Os olhos de Isabella cresceram.
— O que você quer dizer, você é meu guardião?
Ele sorriu. A curva dura de seus lábios enviou uma pulsação de advertência por seu sistema nervoso.
— Exatamente o que eu disse, doçura. Você está aqui para terminar de se reabilitar e limpar seu ato. E só eu sei como assegurar isto. Você, docinho, está preparando-se para aprender como a outra metade vive. Nenhuma droga, nenhum empregado, nem bebidas, nem caridade. Agora tome banho. Eu pegarei você em meia hora. Esteja vestida e pronta ou enfrentará as consequências. — Ele a observou atentamente, seus olhos escuros e fixos, assustados. — E eu prometo, as consequências não serão agradáveis.
